Indústria Bélica coloca no mercado brasileiro mais armas do que recolheu a campanha do desarmamento

mai 11, 2007 by     Sem Comentários    Postado em: Atualidades

Acabo de ler na Agência Brasil: “a indústria bélica brasileira produziu 2,3 milhões de armas nos últimos cinco anos, das quais 531 mil (a maioria pistolas e revólveres) foram destinadas ao mercado nacional, para polícias, forças armadas e público civil… O levantamento do Exército mostra que a quantidade de armamento vendida pelas fábricas brasileiras dentro do mercado nacional (531 mil armas) é maior do que as 464 mil armas recolhidas pela Campanha do Desarmamento, realizada pelo Ministério da Justiça, entre os anos de 2004 e 2005″.

Não sei se vocês sabem, mas o Brasil é um dos maiores produtores mundiais de armas de pequeno porte do mundo, ao lado de China, Rússia, Alemanha, Bélgica e EUA. Revólveres e pistolas brasileiras são tidas lá fora como de boa qualidade e são adotadas por polícias e empresas de segurança até nos Estados Unidos.

Só não entendo a incoerência de se aprovar um Estatuto do Desarmamento, tratando com rigor o porte e a propriedade de armas, lançar-se uma campanha extremamente dispendiosa para recolhimento dessas armas e, ao mesmo tempo, permitir uma enxurrada de armas no mercado brasileiro como o que está descrito acima.

O deputado Raul Jungman (PPS-PE), que integrou a CPI do Tráfico de Armas, disse-me outro dia que a entrada ilegal de armas no Brasil é apenas para as de grande porte, vindas principalmente do Paraguai. O engraçado é que muitos são fuzis fabricados no Brasil pela Imbel (por sinal, ligada ao Exército) vendidos para empresas legais do outro lado da fronteira e que retornam ao país pelas mãos dos traficantes.

Já as armas de pequeno calibre que estão nas mãos dos bandidos são compradas por policiais brasileiros e vendidos a assaltantes aqui mesmo em solo nacional.

Só aqui em Pernambuco 4.636 pessoas foram assassinadas no ano passado – 90% por arma de fogo. E fica todo mundo fazendo de conta de que nada está acontecendo.

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MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).