da Folha
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva está determinado a criar uma rede pública nacional de TV, nos moldes da britânica BBC, em seu segundo mandato. Essa foi uma das medidas discutidas por Lula quando fez o convite ao jornalista Franklin Martins para assumir a área de imprensa do governo.
No Planalto, dá-se como certo que Franklin ocupará o cargo que pode ter status ministerial e deverá ser anunciado na próxima semana com a reforma ministerial.
Segundo a Folha apurou, a idéia de Lula é tirar do papel um debate que vem sendo travado no PT e no governo a respeito de uma rede pública de TV.
No governo, há expectativa de que órgãos de comunicação e a oposição se manifestarão contrários à idéia, temendo que a rede pública possa ser instrumentalizada por Lula, Daí o presidente ter mencionado em conversa com auxiliares que a rede deveria ter autonomia em sua gestão. Mais: o governo discutiria com variados setores da sociedade o modelo administrativo e jurídico da rede.
Comentário meu
Uma rede nacional de TV pública é uma excelente notícia. Vários países desenvolvidos as têm, a exemplo da inglesa BBC. O rede desse tipo pode servir para elevar o nível da programação, a exemplo do que a TV Cultura tem feito. O perigo é a transformação a TV pública numa TV política, a serviço do mandatário de plantão. O primeiro-ministro Tony Blair vem tentando fazer isso com a BBC. E o PSDB paulista já o fez com a Cultura.
A Britsh Broadcasting Corporation (que atua também em rádio e internet, sendo um dos maiores provedores de conteúdo do mundo) foi criada para se autofinanciar e autoregular. A principal fonte de recursos da emissora é uma taxa cobrada na compra de cada aparelho de TV e rádio vendido na Inglaterra. O que Blair quer mudar era?a escolha da direção da TV, hoje feita por um conselho formado por representação da sociedade.
Se na Inglaterra tem espaço para esse tipo de golpe, imagine no Brasil. O tucanato mudou a direção executiva e a direção de Jornalismo da TV Cultura, ainda quando Alckmin era o governador de São Paulo. A emissora hoje está recheada de ex-assessores de Imprensa do partido. A programação infantil continua muito boa. Mas o noticiário…
Por sua vez, o PT já montou uma rede de comunicação impressa e de internet assim que assumiu o Governo. É a famosa mídia de esquerda que existe hoje no país e tem como principais expressões a revista semanal Carta Capital, agência de notícias Carta Maior e a TV CUT, além de dezenas de outros títulos e sites de menor audiência.
Uma reação violenta à formação de uma rede estatal de TV só poderia acontecer capitaneada pela Rede Globo. Mas acontece que a maior arma de destruição em massa da mídia brasileira está passando pela renovação de licença de todas suas praças – incluindo Recife. Quem vê o noticiário global deve notar como a emissora está quietinha em relação ao governo.
No meio jornalístico, comenta-se que José Dirceu é o verdadeiro pai da idéia e caiu justamente quando começou a articulação de uma rede nacional de TV pública.
“Companheiro Lula, a hora é essa!”, deve estar soprando no ouvido presidencial Zé Dirceu, cassado de direito mas não de fato.



Já a alguns dias venho analisando os noticiários da TV Globo e tenho observado que estão menos contra o governo. De principio pensei que seria pelo que Lula vem fazendo de bom para o país, mas vejo que é em vista das renovações da concessões. Apesar que Lula não faria o que Hugo Chavez fez na Venezuela, mas gato escaldado te medo de água fria.
Caro Lyra Filho, quem garante que não?
Parabéns, Presidente Luiz Inácio Lula da Silva!!!!!
Mais uma vez o senhor mostra grande sapiência em materializar um projeto de tais proporções para o Brasil, nunca dantes tido como prioritário no cenário das comunicações em nosso país.
O Brasil conta hoje com um número grande e crescente de emissoras de rádios, televisões, provedores de internet entre outros…
Sua atitude se coloca como um grande avanço no sentido de permitir que o cidadão menos esclarecido e mais vulnerável às mensagens televisivas e radiofonadas das quais é mero receptor, de forma quase sempre passiva.
Esta passividade é por demais prejudicial a nossa sociedade, pois alguns ditos meios de comunicação serve tão somente ao interesse de determinadas pessoas e grupos, como é fácil verificar nas mais variadas ocasiões e matérias veiculadas pelo Brasil diariamente.
Sejam informações, noticiários, matérias (ditas de cunhos jornalísticos), porém, com um alto teor ideológico que faz de uma significativa parcela de nossa sociedade, mera espectadora e absorvedora, sem a mínima condição de pensa e/ou refletir num primeiro, segundo ou terceiro momento.
Aí temos uma situação danosa à nossa sociedade(brasileira)…
Ei-la sem pensar, sem refletir, sem opções, sem opiniões…
Por certo, muitos que corroboram (ontem, hoje e amanhã) com a situação caótica da comunicação em que nos encontramos, criticarão o Presidente LULA, alegando os mais variados defeitos e despropósitos para o projeto.
A informação em uma sociedade plural deve ser de TODOS E PARA TODOS.