Mercado de São José faz 134 anos e ganha dois chifrões

set 8, 2009 by     55 Comentários    Postado em: Atualidades
O de São José foi o primeiro mercado público brasileiro (Foto: Rodrigo Lôbo)

O Mercado de São José foi o primeiro mercado público brasileiro. As torres da Moura Dubeux destroem completamente a harmonia da obra (Foto: Rodrigo Lôbo)

Para os que ainda não se convenceram que as torres da Moura Dubeux são um atentado ao patrimônio arquitetônico do Recife, trago a imagem registrada pelo fotógrafo Rodrigo Lôbo, ainda em fevereiro do ano passado. As torres foram alvo de várias pendengas judiciais, desde então, mas prevaleceu o poder econômico e a construção continua lá enfeiando o horizonte.

Muitos não sabem, mas o Mercado de São José foi o primeiro mercado público brasileiro, inaugurado no dia 7 de setembro de 1875.  Foi encomendado pelo governador da então província de Pernambuco, Henrique Pereira de Lucena, o Barão Lucena (hoje, nome de rua e hospital).

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Sua arquitetura desenhada pelo francês Louis Léger Vauthier foi inspirada no Mercado de Grenelle, de Paris

O arquiteto contratado foi o francês Louis Léger Vauthier, que se inspirou no Mercado de Grenelle, em Paris, para erguer uma estrutura neoclássica toda em ferro, trazido da Inglaterra, de Portugal e da França. Vauthier também participou da construção do Teatro Santa Isabel, desta vez por encomenda de Francisco do Rego Barros, o Conde da Boa Vista (cujo nome virou sinônimo de engarrafamentos, depois da reforma que transformou a avenida que lhe homenageia num tal corredor leste-oeste).

O Mercado de São José completou, ontem, 134 anos. Tem 3.500 metros quadrados e é o último com as características dos mercados europeus do século 19 ainda de pé no Brasil. Ganhou de aniversário dois chifrões horrorosos, símbolos da arrogância da elite econômica pernambucana e de alguns maus políticos que também vão morar nos mostrengos.

Parabéns mesmo!

55 Comentários + Add Comentário

  • Lindo o contraste entre o antigo e o novo!
    Na minha opinião, muito mais bonitos ficam o Recife e o mercado com o acréscimo das torres.

    • Concordo plenamente com Amanda.
      E não sou da elite.
      Feio mesmo é um prédio abandonado, bem próximo dos “monstrengos”.

      • Pois é, eu fico “p” da vida com esse povo enchendo o saco, preferindo ver aquele prédio invadido do Silveira Pescados ao lado totalmente em ruinas, os velhos armazens da RFFSA abandonados do que ver uma obra da iniciativa privada em que eu tenho certeza que poderá alavancar a urbanização daquela área.
        Que tal transformar aqueles velhos armazens em uma Puerto Madero do Nordeste?

    • Bin Laden vem aí, minha querida!

    • CERTÍSSIMA, AGORA VALE MAIS O MERCADO!!!

    • Acho muito engraçados os equívocos de conceitos de algumas pessoas. Chamar essa agressão de “contraste” é, no mínimo, sinal de ignorância.

      Mas, enfim, o que há pra se fazer agora?

      O erro (gravíssimo, por sinal) de não se conservar o patrimônio histórico não pode justificar ações deste tipo.

      • Acho muito engraçados os equívocos de conceitos de algumas pessoas. Chamar esse contraste de “agressão” é, no mínimo, sinal de ignorância.

        Viu como é fácil usar a sua argumentação contra vc mesma? Basta um mínimo de retórica.

        Vai aprender a construir um discurso rigoroso antes de sair por aí ofendendo as pessoas gratuitamente, filhinha.

  • Estas torres poderiam ter sido feitas em Casa Forte, já que as construtoras já conseguiram desgraçar toda a paisagem daquele bairro que um dia foi bonito. Dois a mais não faria diferença nesta altura do campeonato.

  • Que paranóia com essas torres. Que são fantásticas aliás.

    se essas duas belezinhas são “símbolos da arrogância da elite econômica” a sua paranóia só me parece ser inveja.

    abraço!

    • o.O

  • Essa foto tirada de onde? Qual é a probabailidade de alguém ter essa vista diariamente e quantas pessoas estão incluídas nesta probabilidade?

    Hoje eu estava passando pelo Cais José Estelita e pensei: vista bonita mesmo é essa de Brasília Teimosa; um monte de barracos, muitos já com puxadinhos superiores. Sinceramente, essa cidade não controle barracos nem torres, é isso que temos de engulir.

    • Certo, plano diretor existe para que???
      Planejamento como nova york fez há mais de cem anos, nem pensar em Recife, que pode ser tão bela quanto nyork ou key biscayne!!!!

  • As torres estão espetaculares.
    Quanto ao convívio com o contraste, não poderia ser mais alvissareiro e oportuno- afinal, precisamos resgatar àquela área fétida e decadente. Viva o capitalismo!

  • As torres são feias de doer, mas sinceramente não sei o quê o mercado de São José tem a ver com isso. Por acaso a arquitetura da cidade inteira tem que se submeter para todo sempre aos requisitos de harmonia com o mercado?

  • Chifrões mesmo,quem levou foi os ex funcionarios da Mesbla!!! De politicos,advogado,juiz,leiloeiro,construtora e faz tempo,viu…

  • Não vejo nenhuma relação entre as torres e o mercado.
    Aliás, a Moura Dubeux deveria contruir mais duas torres ao lado. Só assim a área seria revitalizada.

    • É… Revitalizada como passagem de carro… Somente… Ou você quer dizer que a elite vai parar ali e sair andando para comprar fruta no mercado de são José

      • pq não?
        Seria ótimo!

  • Têm tudo a ver com o imagético que parece predominar nas classes médias e abastadas do Recife. São a contra-parte habitacional do shopi center. A referência paisagística de quem vai “à porto”. o sonho de consumo de quem frequenta a ilha. Seus eventuais moradores já passaram por miami e, quem sabe, new york. O concreto armado do “recife in door”. E isso não tem nada a ver com o capitalismo. Afinal recife não é uma metrópole produtiva do sul da China. Longe disso. Peçam para esse povo hierarquizar: moura dubeaux, rolex e montblanc. Talvez o façam.

  • Excelente comentário, Bahé.

  • Bahé,
    Alguma notícia sobre o leilão do terreno da Mesbla, se foi fraudado, etc?
    Como está afinal de contas esta resenha? Vai ficar por isto mesmo?

  • Achar que essas torres não são feias ou que não atrapalham (seja até porque não tem o que atrapalhar) o paisagismo da cidade, eu até entendo, apesar de não concordar. Mas daí a dizer que são lindas ou grandes obras de engenharia ou arquitetura, é algo que me é incompreensível.

    Os prédios, no máximo, são iguais a tantos outros que existem em Recife. E basicamente só em Recife, já que em quase todos os outros lugares do mundo, prédio alto, quando existe, tem finalidade empresarial, e não residencial.

  • Um dos poucos atrativos turísticos do recife é a arquitetura do Bairro velho (será mesmo?), mas quem disse que turismo é bom para uma cidade? Aliás, as cidades turísticas do mundo estão sempre construindo modernos edifícios próximos a castelos, monumentos históricos, catedrais, vilas, uma vez que bonito mesmo é o contraste entre uma arquitetura carregada de história e outra carregada de…..(concreto???? modernidade??? os prédios são pelo menos inovadores, em algum aspecto??? pela grande altura, talvez??)

  • Todo país do mundo tem áreas históricas e culturais preservadas, portanto Recife também deveria preservar. Boa observação.

  • A área onde então construindo as torres é decadente e abandonada! Além de perigosa. Quero ver alguém passar de pés por ali á noite. Mas, em nome da nostagia e da confederação do Equador vamos manter a área assim : abandonada.

    • Revitalizar uma área é bastante viável. Destruir a arquitetura histórica em nome de um pretenso “desenvolvimento” é na verdade um retrocesso.

      Falta vontade, tanto política, quanto privada. Turismo em Pernambuco é balela, o Recife não busca se colocar como ponto turístico e a visão imediatista de lucro vai denegrindo o, já frágil, conjunto arquitetônico da cidade.

    • É verdade Alexandro, a Polícia Militar fechou o posto policial do terminal de Santa Rita, alí perto. Meu amigo, foi tanto assalto naquela área, inclusive durante o dia. A coisa foi feia. A área é realmente perigosa, e no Mercado de São José também não é diferente, se bobear é assaltado.

  • Que exagero esse texto, Bahé. Não concordo com você.

  • quem gosta de torres gêmeas é o bin laden
    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    Barão de Lucena governador, Pierre Lucena Governador…….
    esse nome é forte viu.

    e ai Pierre, pega essa promoção…..
    rsrsrsrs

    brincadeirinha

  • Interessante é o comércio que floresceu ao redor do Mercado de São José, mostrando a vocação do recifense para essa secular atividade.

    O Recife Antigo tem um valor histórico inestimável que não pode perder as características, a despeito daqueles que admiram o velho e o novo em harmonia.

    Construir duas torres de luxo é fácil e pode ser feito em qualquer lugar. Difícil é construir outro Mercado de São José.

  • Só Bin Laden pra dar um jeito nisso! Dá-lhe Bin!!!

  • Sobrevivencia em terra sem lei!!!! Vence o mais forte e criativo!!!

  • Em Recife, depois que o Bin derrubou as gêmeas dos EUA, pululou torrres gêmeas por todo lado. Talvez a elite, identificada e subserviente ao vizinho do norte, queira dizer que não adianta derrubar que ela ressucita outras.

  • Esse texto tá muito bom!

    Revitalizar aquela área do cais não significa construir aquelas duas coisas feias de concreto. Um projeto urbanístico adequado seria o ideal. Um dia desses teve uma palestra sobre esse tema (envolvendo construções modernas em bairros de arquitetura histórica) no museu do estado.

    E em vários ângulos do bairro de São José essas torres invadem a vista da paisagem. O melhor seria revitalizar o centro da cidade e o RA preservando as características históricas, criando um ambiente atrativo para o turismo, atividade que se bem gerenciada, dá ótimos resultados.

    Mas em PE o governo não enxerga o turismo como uma fonte potencial. Nunca enxergou. Tanto é que Porto de Galinhas (por exemplo) é mal cuidada e se assim continuar, perderá a capacidade de ganhos com o turismo, como Itamaracá perdeu.

    • Ei e o lixo dessas Torres?Já tem saneamento?ou vai pro Capibaribe!. Itamaracá está se afundando em lixo,o governo permite ainda mais lixo do Recife pra Igarassu.Porto de Galinhas,Maria Farinha,Olinda… polos do lixo.Já que o turismo está se afastando, vamos fazer parcerias, começando pela Inglaterra e quem sabe um dia guardaremos todo lixo do planeta.E dai uma grande empresa de reciclagem,traga mais rendimentos que o turismo.Pro bolso de uma minoria.Como sempre!!!

  • Essas torres não são bonitas. Não são nem grande obra arquitetônica…
    Dizer que turismo não traz dinheiro ou status a qualquer cidade é brincadeira ne
    Dizer que essas torres e as próximas que viram ao lado vão revitalizar a área é coisa de que só anda de carro e nunca sentiu o prazer de andar pelas ruas próximas ao mercado de são Jose, comer umas frutinhas nas barracas, comprar besteiras, etc…
    Achar que os ricões vão fazer alguma coisa que não seja passar de carro pela rua é coisa de quem vive no país de Alice…
    De fato, os pobres têm algo contra os ricos… E os ricos contra os pobres… Desde que o ser humano viu outro ser humano com uma pedra maior do que a dele isso é assim… E o sistema não importa, no capitalismo ou no socialismo ou no comunismo ou no seilaoquelismo, vai ser assim: luta de classes… Algo tão inato ao ser humano quanto respirar…
    Sem duvida nenhuma aqueles prédios horríveis já tavam na hora de cair mesmo…
    Sem duvida essas torres também merecem cair…
    A vista de Brasília teimosa é horrível mesmo…
    Será que algum filho ou filha do riquinho das torres vai parar ali na beira do rio e aproveitar qualquer que seja a vista
    Defendo sim a revitalização daquela área, mas com obras que visem embelezar aquela área
    Um prédio com arquitetura moderna e talz… Mas um prédio como tantos outros não da…
    A melhor vista daquele prédio ficou para as empregadas… A visão total do bairro de são Jose, do recife antigo e do centro como um todo!!! Rico ver pobre só em novela da globo… Eles vão colocar uma televisão do tamanho da varanda e pronto… Uiahuahau
    O que não vai faltar e foto no Orkut das empregadas fazendo pose com a bela vista que, realmente, os prédios dão para o recife e para uma parte do mar…

    PS: será que esses prédios e a troca do calçadão de boa viagem não são parte de um plano maquiavélico para tirar os pobres de Brasília teimosa e colocá-los num morro qualquer, melhorando assim a vista
    Ps2: vai começar a novela da elite brasileira: viver a vida, uma novela que retrata a realidade, a vida e a luta diária do brasileiro que vive no Leblon…
    PS3: pobre na novela que “retrata a realidade, a vida e a luta do brasileiro que vive no Leblon” mora em Copacabana e os filhos dele estudam no mesmo colégio que o do rico… Uahuahuahuahuaua
    PS4: saímos de caminho das índias e entramos em viver a vida… Lavagem cerebral perde…
    PS5: será que ali a OI tem área de cobertura
    PS6: quem ta sentindo falta dos post do Robson levanta a mão

    • Achei pertinente o comentário, parabéns!

    • “Aqueles prédios já estavam na hora de cair”?

      Que prédios?

      As Torres Gêmeas, em NY?

      Esqueceu que 5000 pessoas morreram lá?

      Ou elas também já estavam na hora de morrer?

      • o.O… falei das torres gemeas… foi?

  • Parábens ao autor do post pela lucidez.

  • Melhor as 2 torres que o abandono!!!as 2 torres deu uma vida na rua!!!parabéns a Moura Dubeux.

    • “Melhor as 2 torres que o abandono!!!as 2 torres deu uma vida na rua!!!parabéns a Moura Dubeux.”

      Deram vida na rua?

      As torres não são pessoas, nem produzem pessoas que vivem a rua. Por outro lado os potenciais moradores das mesmas estão viajando e andando prás ruas do centro!

      Parabén$$$$$$$$$$$ á moura? Com certeza há o que se comemorar!

      Pêsames à PMR, ao Patrimônio, à cidade.

      Tomara que sejas retribuido à altura. Só não esqueças de mostrar a ousada contribuição para seus amigos dubeux.

  • Não por isso, derruba o mercado e constrói um novo, aí tudo entrará em harmonia!
    Que discussão mais boba.
    Se se desse um apartamento para cada um todos calariam, isso está mais para dor de cotovelo que preocupação arquitetônica.
    Temos tanto problemas mais sérios, eu hein!!!!

  • Para mim, Recife deve buscar desenvolvimento, não ficar vangloriando esses prédios públicos arcaicos.

    Derruba tudo e levanta de novo, moderno! Bando de prédios abandonados e estragados, tem mais é que sumir.
    Viver de passado só traz atraso.

    Discursos demagógicos de preservação histórica…Puff Bulhufas.

    Olhemos para frente, povo!

  • Bahé, por curiosidade, podes me dizer tua fonte de pesquisa.

    • Mar,

      Catei em vários lugares: JC, Fundação Joaquim Nabuco, PE de A-Z, etc.

      Abs

  • Ê chorôrô. É falta do que reclamar? Recife tem tanto problema, e me vêm com esse saudosismo desmedido e essa aversão ao que é novo.

    lê lê…

  • Sou absolutamente contra as torres.

    Quem ainda não consegue enxergar que, fecharam a vista do rio, que é de todos, para uns poucos. Privatizaram a vista para o rio. Com um tratamento, o rio pode se tornar mais atrativo para a população, como estrutura de lazer.

    Mas agora constato que ninguém daqui, deste blog, vai poder apreciar, jamais. Outros poucos já se apropriaram. Resta-nos rezar para sermos convidados por algum dos donos, para uma visita vouyerista-onanista. Esse vai ser o nosso papel.

    Sobre a revitalização, será a mesma de outros bairros que possuem edifícios que se tornaram verdadeiras fortalezas com seu paredões.

    Nas ruas, ninguém, a não ser preto, pobre e puta. Mas esses não são ninguém.Não é mesmo?!??

  • O que mais me chamou neste post foram os comentários. caraca! Quanta….
    PS: Para aqueles que gostaram dos chifres expostos na testa do Bairro de São José informo que o bloco de frevo Cornos da Gaia Virada sai toda sexta feira, antes do galo. Vão lá!

  • blá blá blá… qual o argumento dos recalcados? Fica feio o bairro?Ah tá. Porque agora ele tá LINDO. Super bem cuidado.

    ai meu…

  • Ao pessoal que defende o “novo”, sugiro que dêem uma viajadinha para outros lugares que não seja Miami e verifiquem o tratamento que é dado aos lugares históricos.
    O erro principal decorre da falta de cuidado com o bairro. As duas torres não vão trazer vida ao bairro, será apenas um Bunker incrustrado no meio do nada.

  • Bahé, como é que eu faço para colocar uma foto no meu comentário?

  • Se esses “atentados” ao patrimônio histórico fossem evitados à risca, não teríamos em Paris nenhuma Torre Eifel ou Pirâmide do Louvre.

    Para se revigorar uma porção urbana em frangalhos como a do Recife, só mesmo edificando moradias.

    É o que foi feito.

    Parabéns à iniciativa privada. Ficássemos a depender dos radicais, estaríamos fadados aos poções de miséria instalados dos dois lados da Dantas Barreto … para todo o sempre.

    • Eis aqui o grande problema de quem luta pela preservação do patrimônio e paisagens culturais. O absoluto distanciamento de seus conceitos para os do senso comum. O tal “contraste” do novo e do velho é profundamente escrutinado por órgãos como a UNESCO (procurem exemplos como St. Petesbourg, ou da City Tower de Londres – neste caso a questão é exatamente igual à aqui exposta: a construção de edifícios altos no horizonte posterior da Tower está destruindo uma paisagem cultural centenária. A Unesco interviu e foi feito um embargo em obras num certo perímetro).

      O mesmo verifica-se hoje em Olinda, a partir de certos ângulos (Ponte Princesa Isabel, na Praça da Repúblicap. ex.) pode-se ver os prédios altos construídos em Casa Caiada despontando POR TRÁS das colinas olindenses.

      Preciosismo? Pode ser. De fato houve muitos opositores à Torre Eifel e à pirâmide do Louvre. Mas… você pode mencionar quaisquer outros exemplos de intervenções tão agressivas que tenham se consolidade como símbolos afetivos de uma cidade? Você realmente acha que duas (ou mais) torres residenciais podem ter este papel???

      Sim, a iniciativa de re-habitar aquela área da cidade é louvável. Todo o mérito à MD pela iniciativa. Mas um pouco de consideração por valores de especialistas que desenvolvem uma noção sofisticada de preservação, como a de paisagem cultural, precisa ser levada em conta. Os especialistas da UNESCO não são malucos preciosistas.

      Desenvolver esta sensibilidade é o grande desafio da militância patrimonialista. As torres não são o fim do mundo, tal como os prédios do Bandepe, Banco do Brasil e Votorantim não mataram de vez o charme do Recife antigo; mas o empreendimento poderia ter sido mais feliz e teria sido ainda mais louvável caso tivesse levado isto em conta.

      Espero ver uma atitude mais ponderada na sequência. Tal como a sustentabilidade tornou-se bandeira de todo bom empresário, a iniciativa imobiliária precisa muito incorporar o conceito, incluindo em termos de patrimônio histórico.

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MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).