a impunidade começa com o seu silêncio

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Nesta segunda feira (10) o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) está lançando campanha pelo combate à impunidade no Estado.

A campanha “A impunidade começa com o seu silêncio”, é liderada pelo Centro de Apoio Operacional às Promotorias Criminais (Caop Crimnal) do MPPE, e está sendo coordenada por Aguinaldo Fenelon.

O coordenador da campanha estimou em 200 mil os casos de crimes impunes devido ao arquivamento dos processos. Segundo Fenelon, “Há inquéritos que chegam das delegacias ao Ministério Público já prescritos e não há nada que possamos fazer.”

A campanha será lançada às 14:40h no Salão do Órgãos Colegiados, no térreo da sede do MPPE, 473, Rua do Imperador, no Bairro de Santo Antônio. A partir das 15h o Sr. Aguinaldo Fenelon irá proferir palestra na prédio-sede sobre violência no Estado. Aguinaldo Fenelon é o responsável pela confecção do Estatuto do Torcedor do MPPE, e deverá trazer importantes informações sobre o atual andamento dos processos no Estado.

O MPPE distibuirá material de campanha, com banners e folder, destacando o telefone da Central de Denúncias do MPPE (0800.281.9455) e o e-mail do Caop (caopcrim@mp.pe.gov.br).

De acordo com o release da campanha, disponível no site do MPPE, o sentido dela é “difundir a noção de que a sociedade precisa se unir ao poder público no combate à violência.”

Entretanto, para quem não lembra, ou não acompanhou o caso, no dia 5 deste mês, a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara aprovou um projeto que pretende acabar com o poder do Ministério Público para investigar a polícia. O projeto do deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), que é delegado de polícia, anula a resolução do Conselho Nacional do Ministério Público, que disciplina o controle externo da atividade policial.

O presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República, Antonio Carlos Bigonha, disse que com esse projeto o cidadão que quiser alguma resposta sobre o que aconteceu no âmbito policial terá de perguntar à própria polícia.

(Clique aqui para ler matéria sobre esse episódio)

Considero este um projeto descabido. Ele ainda vai para votação em plenário, e espero que não seja aprovado.

Conversei há pouco com o coordenador da campanha, Aguinaldo Fenelon, que me assegurou que esta limitação proposta na Câmara não irá interferir nos trabalhos do MPPE, que tem como premissa a defesa da ordem jurídica, dos interesses sociais e individuais indisponíveis e do próprio regime democrático.

O Sr. Fenelon me acrescentou também que o que estão sendo direcionados 11 promotores em Recife, para acompanhar os trabalhos da Polícia, afora os promotores encaminhados para cidades do interior do Estado. Disse ainda que a Secretaria de Defesa Social (SDS) de Pernambuco está apoiando a campanha lançada hoje.

Esperamos realmente que esse projeto arbitrário aprovado no último dia 5, na CCJ da Câmara, não interfira nos trabalhos e no sentido social do Ministério Público.

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