A promotora de Justiça Claudia Ramos Magalhães fez uma recomendação aos diretores, gerentes e responsáveis pela gestão de pessoas das usinas açucareiras dos municípios de Rio Formoso e Tamandaré que não forneçam mais armas de fogo aos seus funcionários e vigilantes. Esta prática vem sendo bastante comum na região.
A medida visa reduzir o número de indivíduos portadores de armas de fogo. “Essa prática é bem corriqueira e já é bem tradicional na região. A recomendação tem um caráter mais educativo para esclarecer mesmo sobre a ilegalidade de tal ato”, afirmou a promotora.
Apesar da alegação de ‘caráter educativo’, o ato do Ministério Público tem efeito positivo de tentar atenuar a tensão pela posse da terra. O conflito agrário causa corriqueiramente vítimas dos dois lados. No número de baixas, os sem-terra têm clara desvantagem. Mas estes últimos andam tão armados quanto os fazendeiros e usineiros ultimamente.
A diferença é que a polícia já costuma pôr em prática o estatuto do desarmamento contra os agricultores. Já os latifundiários costumam manter impunemente verdadeira milícias no campo.
Caro André,
Na realidade, constatada a prática ilegal, foi expedida a recomendação não só para fazer esclarecimentos para a população e para os responsáveis pelas Usinas dos Municípios de Rio Formoso e de Tamandaré sobre as consequências penais dos atos, como também, para solicitar a adoção das medidas cabíveis pelas autoridades policiais para coibir a prática.
Obrigada pela divulgação deste ato do Ministério Público do Estado de Pernambuco.
Atenciosamente,
Cláudia Magalhães