O triste relato dos estudantes africanos da UFPE

set 28, 2015 by     9 Comentários    Postado em: Atualidades

Recebi um vídeo do GEPAR (Grupo de Estudos e Pesquisas em Autobiografias, Racismos e Antirracismos na Educação da UFPE), que relata o sentimento de discriminação vivido por estudantes africanos que estão na UFPE. O documentário mostra o processo de discriminação vivido e sentido por estes estudantes.

No curso de graduação onde sempre dei aulas (Administração) a maioria dos estrangeiros vem da Europa. Já no Mestrado tivemos muitos alunos vindos da África. Eu mesmo tive um orientando de Mestrado vindo de São Tomé e Príncipe, que aparentemente não sofreu o mesmo dos colegas do vídeo.

Apesar de ter convivido com um orientando que aparentemente não tenha sofrido este tipo de discriminação, é triste saber que em uma instituição de ensino, que deveria incluir todos ao máximo, possa ocorrer este tipo de atitude.

O vídeo foi coordenado pela Professora Auxiliadora Martins, do Centro de Educação. Vale a pena compartilhar.

9 Comentários + Add Comentário

  • Primeiro, o vídeo-documentário é excelente, tocante mesmo…bate aquela sensação de vergonha, no mínimo.

    Racismo, todos sabem, não é um fenômeno restrito ao Brasil, mas a impressão que se tem é de que tudo que depender da educação do brasileiro demora um pouco mais a acontecer aqui. Quando acontece. E parece um problema em bola de neve, da ausência de educação familiar à escola que prioriza formar um profissional do que um cidadão. Afora a sociedade que simplesmente trata o negro como translúcido, melhor invisível. Daí, até a universidade ser palco de episódios lamentáveis. E olha que é a UFPE…

    Sempre me perguntei onde se encaixa o discurso cristão de respeito ao próximo, diante de situações assim, de julgamento do outro pelo que se vê.

    • Isso mesmo Marcelo. E em um ambiente de gente com poder econômico alto.

  • Fiquei chocado com a ideia de estudantes estrangeiros estarem sendo discriminados num país tão diverso como Brasil.

    Se faz necessário rever parâmetros de educação de modo a incluir o respeito aos estrangeiros.

  • Lamentável que numa instituição de formação de pensadores, num país tão heterogêneo em raças (especificamente) cultive uma atitude tão reprovável. Eu, como estudante dessa universidade, peço desculpas aos colegas africanos.

  • Sinto muito mais… O preconceito não é só por eles serem de outro país… Eles são Negros e estrangeiros! Gente, o Brasil é racista, na Federal ou em qualquer lugar! Eu fico triste, eu já passei por muitos momentos de preconceitos. Não melhorou ainda e vai demorar se a gente n educar nossos filhos de que todos somos iguais! Precisamos ter essa consciência, somos humanos e meu Deus do Céu, vamos para o mesmo buraco e teremos o mesmo fim! Minha filha é parda (eu negra + marido branco) e desde sempre chamo ela de pretinha, morena, negrinha, ela é quase da cor do meu esposo e eu quero que ela se identifique como humana e que pode ser a cor que for, pertence a este mundo e viverá as mesmas coisas, independente da cor.

  • É uma pena que, mesmo depois de 227 anos e da promulgação da lei anti-racismo na constituiçao cidadã , a herança cultural deixada pela forma na qual nosso país foi colonizada ainda esteja tão presente em nossos cotidianos. É lamentável que um país multicultural e de dimensões continentais como o Brasil, que já foi capaz de superar problemas de grande magnitude, como a própria Ditadura Militar, ainda seja capaz de levar adiante uma ideologia tão pobre… Parabéns aos que, mesmo sendo submisso a essa questões, ainda têm capacidade de vencer na vida, como esses entrevistados!!

  • É muito triste e lamentável

  • Se está ruim aqui por que não voltam para a Africa que é boa?

    • Sempre há um filho da puta querendo mostrar toda sua babaquice.

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MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).