Os jornalões estão descontrolados

jun 9, 2009 by     52 Comentários    Postado em: Atualidades
pig

O PIG está estrebuchando…

É, amig@s, hoje ainda esbocei uma tentativa de críticas ao blog Petrobrás Fatos e Dados. Mas não tem jeito, não. Eu me rendo!

Hoje foi a vez de a Associação Nacional de Jornais (ANJ) se pronunciar sobre o blog que está causando um verdadeiro rebuliço na internet. Evidentemente, a nota à imprensa da ANJ já foi devida e categoricamente respondida pelos blog em questão.

O blog da Petrobras informa em seu Twitter (@blogpetrobras) que já recebeu mais de 100 mil visitas em 7 dias. A tendência, claro, é esse número se multiplicar ainda mais. Quero só ver como vai ser durante a CPI…

Realmente, esse era o boom que a blogosfera estava precisando pra ver de forma inequívoca a sua posição de enfrentamento à grande mídia colocada na ordem do dia por uma parcela realmente significativa da sociedade brasileira. E é por isso que o blog da Petrobras está fazendo tanto sucesso.

Há muito que existe uma espécie de grito preso na garganta da blogosfera contra as manipulações dos jornalões. Inclusive, tem blogueiro de revista mais ‘vendida’ do país que está malucão por aí…

Há dois vetores de críticas que pude observar. O primeiro é a desqualificação do blog por ter “vazado” (um termo totalmente descabido) algumas perguntas de jornalistas antes deles publicarem as matérias. O segundo é a acusação de que o blog da Petrobras estaria sendo seletivo na aprovação dos comentários, excluindo críticas.

Quando a este segundo vetor, talvez a forma mais adequada de o blog anular essas críticas seja trancando as sessões de comentários (como fazem vários blogs, inclusive o de José Saramago). Isso pode ser viável sob dois aspectos.

Primeiro, isso iria desarticular boa parte dessas críticas contra essa suposta “seletividade” das postagens. Segundo, acho que isso levaria as pessoas a buscarem outros blogs pra comentar e disseminar a discussão de forma desterritorializada – o que ampliaria ainda mais a força da blogosfera, sobretudo com o suporte de um blog com a dimensão que, dentro em breve, irá tomar o Petrobras Fatos e Dados, levando adiante esse enfrentamento.

De uma forma ou de outra, é um momento único este que a blogosfera brasileira está vivendo.

Como descortinou Luis Nassif, chegou “O fim da era das perguntas em off“. A intenção dos jornalões em manter o status quo vigente, monopolizando perguntas e respostas, é evidente. Mas a coisa está saindo do controle, e isso tem deixado a grande imprensa sem rumo – senão a gritaria.

O que será daqui pra frente, nem o vidente Juscelino deve saber…

Agora é a hora de a blogosfera manter os protestos contra o projeto espúrio do senador tucano Eduardo Azeredo, cuja intenção indubitável é a de restringir as liberdades de comunicação na internet e a privacidade das pessoas.

Leiam a nota da ANJ abaixo, que está uma verdadeira piada.

Em seguida também posto a resposta da Petrobras.

ANJ se manifesta contra Petrobras
Empresa divulga perguntas de jornalistas antes de matérias serem publicadas.

NOTA À IMPRENSA

A Associação Nacional de Jornais (ANJ) manifesta seu repúdio pela atitude antiética e esquiva com que a Petrobras vem tratando os questionamentos que lhe são dirigidos pelos jornais brasileiros, em particular por O Globo, Folha de S.Paulo e O Estado de S.Paulo, que nas últimas semanas publicaram reportagens sobre evidências de irregularidades e de favorecimento político em contratos assinados pela estatal e suas controladas.

Numa canhestra tentativa de intimidar jornais e jornalistas, a empresa criou um blog no qual divulga as perguntas enviadas à sua assessoria de imprensa pelos jornalistas antes mesmo de publicadas as matérias às quais se referem, numa inaceitável quebra da confidencialidade que deve orientar a relação entre jornalistas e suas fontes. Como se não bastasse essa prática contrária aos princípios universais de liberdade de imprensa, os e-mails de resposta da assessoria incluem ameaças de processo no caso de suas informações não receberem um “tratamento adequado”. Tal advertência intimidatória, mais que um desrespeito aos profissionais de imprensa, configura uma violação do direito da sociedade a ser livremente informada, pois evidencia uma política de comunicação que visa a tutelar a opinião pública, negando-se ao democrático escrutínio de seus atos.

Brasília, 8 de junho de 2009
Júlio César Mesquita
Vice-Presidente da ANJ
Responsável pelo Comitê de Liberdade de Expressão

Link:

http://www.anj.org.br/sala-de-imprensa/noticias/anj-se-manifesta-contra-atitudes-da-petrobras

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Resposta da Petrobras:

Sobre a nota da ANJ

A propósito da nota da Associação Nacional dos Jornais sobre o blog Fatos e Dados, emitida pela entidade em 08/06/2009, a Petrobras declara:

O blog foi lançado com o objetivo de apresentar fatos e dados recentes da Petrobras, o posicionamento da empresa sobre as questões relativas à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), e garantir a total divulgação dos esclarecimentos solicitados pela imprensa e as respectivas respostas enviadas aos jornalistas. A Petrobras respeita os princípios universais de liberdade de imprensa, tanto que, em nenhum momento, se esquivou de responder às perguntas enviadas, de forma direta e clara. Tampouco, usou de qualquer meio para evitar a publicação de reportagens e notas, mesmo quando a empresa está sendo atacada.

A noção de confidencialidade e sigilo, como a própria nota da ANJ registra, é um princípio que norteia a relação dos jornalistas com suas fontes (pessoas ou empresas, consultorias). O objetivo principal é preservar aqueles que passam informações aos jornalistas e que, por qualquer motivo, precisam ou querem se manter no anonimato. Mas não há compromisso semelhante de confidencialidade e sigilo da fonte para o jornalista, pois isso limitaria o próprio caráter público e aberto da informação.

Quanto à suposta ameaça citada na nota da ANJ, em seus parágrafos três e quatro, esclarecemos que a Petrobras respeita a imprensa e jamais faria ou fez qualquer ameaça a jornalistas ou jornais. A nota se refere, na verdade, a uma mensagem de segurança padrão e automática, sem qualquer vínculo com o relacionamento com a imprensa e veiculada há anos na correspondência eletrônica emitida a partir do correio eletrônico da Petrobras, por todos os funcionários da empresa. Essa é uma proteção amplamente adotada por provedores confiáveis, e mensagens semelhantes acompanham emails enviados por jornalistas de diferentes veículos. No caso da Petrobras, a mensagem é destinada, principalmente, aos empregados da empresa. Isso pode ser facilmente constatado pela própria leitura da íntegra da mensagem (O emitente desta mensagem é responsável por seu conteúdo e endereçamento. Cabe ao destinatário cuidar quanto o tratamento adequado. Sem a devida autorização, a divulgação, a reprodução, a distribuição ou qualquer outra ação em desconformidade com as normas internas do Sistema Petrobras são proibidas e passíveis de sanção disciplinar, cível e criminal). O foco interno fica bem claro na citação às normas internas do Sistema Petrobras e na menção a sanções disciplinares, o que só é possível adotar em relação a funcionários.

A Petrobras reafirma que, assim como os veículos de comunicação, defende a livre e ampla circulação de idéias, informações e conhecimento. Como companhia de capital aberto e maior empresa do Brasil, com negócios em diversos países, consideramos que é nosso dever garantir que clientes, acionistas, parceiros e toda a sociedade tenham pleno acesso aos esclarecimentos prestados por nós. Este é o nosso único objetivo.

Link:

http://petrobrasfatosedados.wordpress.com/2009/06/08/sobre-a-nota-da-anj/

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* Post publicado originalmente às 22:32h de ontem.

52 Comentários + Add Comentário

  • Se um jornal descobre algo antes do outro, é um furo. Se a petrobrás sai na frente, é crime?

    Me surpreendi com a nota da ANJ com acusações à petrobrás, honestamente, falta do que fazer.

    Concordo com o Alex Castro, não é possível presumir que a “petrobrás é moralmente superior à imprensa” mas é possível presumir que a imprensa ficará apavorada com alguém a peitando diretamente.

    Este blog e vários outros peitam, dão a cara ao tapa mas por trás temos só um homem (ou uma mulher ou até um grupo) de pessoas comuns, que tem poder de mobilização mas só.

    Agora estamos falando de uma das maiores empresas do país! Que além de um blog ainda tem uma força absurda por trás que respinga ainda no governo do Brasil.

    De fato, é algo que a imprensa tem todo o direito de temer e sem dúvida vai fazer de tudo para derrubar, para atacar, usando os argumentos de sempre, as armas de sempre, que devem ser desmontadas.

    Se uma pergunta foi feita à Petrobrás, porque esta deveria ser “sigilosa”? O que obriga o sigilo? Aliás, pior ainda, porque o medo da imprensa desse suposto vazamento?

    Falamos tanto na mídia precisando se modernizar, nos jornalões precisando entrar realmente na era da internet e vemos o contrário, o medo estampado, a “grita” contra publicação de perguntas em blogs, de respostas em blogs. Oras, se sequer a Petrobrás tem espaço garantido na ridícula seção de “cartas”!

    Mas, consideremos por um instante que seja anti-etico a publicação prévia de perguntas, ok, mas o que tem demais então o Blog? Engraçado como a questão tomou proporções gigantescas, uma reclamação por uma supsota atitude ilegal/anti-ética e etc acabou virando um protesto ensandecido contra o direito da Petrobrás fazer um blog, ter uma ferramenta alternativa de divulgação. A grande mídia teme realmente atitudes supostamente anti-éticas (nas quais ela é mestre) ou teme realmente o fim ou diminuição da propaganda da empresa, da qual os jornaões vivem?

  • Qual a lógica de considerar sigiloso algo que está sendo perguntado por um veículo de imprensa? Normalmente é o contrário, a menos que seja explicitamente dito que é off-the-record, vale tudo. E se vale pra um lado, tem que valer pro outro também.

    Façamos o seguinte, a Petrobras não publica mais as perguntas antes de ir ao ar, em troca pede para ver e aprovar as matérias antes de publicadas, que tal?

  • O “problema” para a grande mídia é a perda do controle sobre noticiar o fato, isso porque no Brasil o fato é revirado, retorcido, maquiado e perfumado (ou não) para só depois virar notícia.
    A grande mídia está apavorada com a possibilidade da sociedade ir buscar o fato direto da fonte, neste ou em qualquer outro caso, sem intermediários, pensadores ou formuladores de hipóteses (Kamel, cadê vc meu filho?Dines, que saudades…).
    E no mais, eu quero mesmo ver o que os nossos brilhantes jornalistas perguntam, pra poder comparar com a habilidade de distorção.

  • Mais um prego no caixao do PIG.

  • André,

    Realmente, estão descontrolados, ou quase.

    O Estadão de hoje fez um exercício hercúleo para tentar extrair alguma coisa de ruim de uma baixa de 10% – não é pouco de forma alguma – no diesel, na bomba.

    “Petrobrás corta preço de combustíveis, mas valor só diminui para o diesel.”

    Ou seja, é uma petrobrás malvada. Cortou o preço de um insumo que está em tudo – tudo mesmo, não é força de expressão – mas deixou de cortar na gasolina. Assim não vale, não fez coisa alguma.

    É patético.

  • ontem, assim que li a nota da ANJ, enviei meu email lamentando a postura antidemocrática da associação ao considerar o direito dos jornais acima do da população e ainda aproveitei para sugerir algum tipo de incompetência intelectual de quem o fez. Fazer o que? tinha lá um “fale conosco”. :)

  • A nossa querida Petrobras elevou o Brasil a um novo nível em diversos segmentos. Gasolina na F1 (pena que saiu), exportação de petróleo, renascimento da indústria naval, e até revitalização do cinema brasileiro. E agora, mais uma vez, está causando uma revolução: na blogosfera. “Nunca antes na história deste país” a informação esteve tão facilmente acessível à população.

    A tal “ameaça” nada mais é do que o seguinte:

    “O emitente desta mensagem é responsável por seu conteúdo e endereçamento. Cabe ao destinatário cuidar quanto ao tratamento adequado. Sem a devida autorização, a divulgação, a reprodução, a distribuição ou qualquer outra ação em desconformidade com as normas internas do Sistema Petrobras são proibidas e passíveis de sanção disciplinar, cível e criminal.”

    Alguém aí se sentiu ameaçado? Eu não. A pessoa tem que ser muito paranoica… ou ter rabo preso em algum lugar.

  • Permitam-me discordar da maioria.

    Não há nada de mais louvável que transparência no setor público e em empresas públicas e estatais. Mas como todas as demais coisas a transparência também pode ser deturpada. Me parece este ser um caso.

    No momento em que uma empresa divulga as respostas dadas aos meios de imprensa ela está sendo, de fato, transparente. Pode até ser má fé com os mesmos pois se dá publicidade ao conteúdo de pautas que ainda não geraram matérias. Mas é transparência, e não sou poucos os casos em que a imprensa deturpa respostas.

    Porém, se você abre comentários para algo que se desconhece, no caso a matéria, então automaticamente os comentaristas passam prejulgar o uso do conteúdo. Com isso, a depender do alcance do meio em que se dá a discussão se forma um grupo de pressão sobre a concepção da própria matéria. Em outras palavras se torna uma maneira indireta de se cercear a liberdade de expressão do jornalista.

    Desta forma, em minha opinião, o lugar para a divulgação das respostas seria o site da empresa, que poderia também criar um blog para debater as matérias QUE FORAM publicadas com base nas informações liberadas. Seria aliás bem mais produtivo, algo do tipo, a Petrobras disse A, mas a Folha publicou B. Creio por sinal que o blog deles está também fazendo esta função.

    Um exemplo simples. Eu tenho um monte de conhecidos, todos doutores titulados, vários em prestigiadas universidades americanas e europeias, que se você começar falar em analisar os lucros de uma empresa estatal automaticamente a discussão descamba para privatização, que é absurdo, que é coisa de neoliberal e aquele blábláblá mais que conhecido.

    O foco da discussão, que eles nem se deram ao trabalho de escutar, é irrelevante. O que importa é que eu falei de lucros, e como sou neoliberal então no fundo o foco é privatizar e…. E são profissionais treinados para discutir!

    Ao que me parece, a iniciativa da Petrobras de dar transparência está sendo feita em paralelo a uma iniciativa de “jogar para as massas” um prejulgamento da imprensa. Mais uma boa ideia deturpada em terras tupiniquins.

    • Fernando, concordo com você! Tudinho!

    • Olhe, não entendi seu comentário. A ideia é boa mas é ruim? A transparencia das relações entre empresa pública e contribuinte deve ser opaca? Depois de várias matérias publicadas nas semanas anteriores, sem apresentar de forma equilibrada o ponto de vista da Petrobrás, a empresa deveria esperar mais o que? Acho que o problema é que ninguém estava preparado para este momento ímpar que estamos vivendo. Está realmente inaugurada a Era da democracia das informações. Os jornais não são mais os únicos meios de manifestação de opinião. A opinião pública se manifesta pela sua própria voz. Eu, você, a Petrobrás, pode ir no wordpress ou outro fazedor de blog e se defender do que acharmos injustiças contra nós. Isto é incrível.

      • A idéia é boa, mas a forma de operacionalizar a mesma levou a uma solução ruim.

    • Se o jornalista estiver seguro do que vai falar, essa pressão não influenciará em nada. Se ele for inseguro ou ESCORREGADIO, concordo que essa pressão influencia, e tem mais que influenciar mesmo, nesse caso!
      Entendo que todo esse processo fortalece a democracia e a verdade dos fatos. Quanto mais debates melhor. Não importa se antes ou depois das “publicações”.

    • A Patrobrás não deve satisfação à imprensa do que faz, mas à sociedade, sim. Se ela jogou para as massas e as massas concordam (o que deduzo pelo número de acessos), por que estaria errada?

      Sinceramente, também não entendi seu comentário, porque deu a entender que existem umas tranparências mais transparentes do que outras. Quanto a jogar para as massas, também não concordo, pois a “massa” no Brasil não está na internet e, se estiver, não lê blogs, sejam eles da Petrobrás, da Folha, do Acerto ou de Amanda.

      Finalmente, a imprensa não precisa de advogados, já que ela é quase um “poder” constituído; ela só está um pouco desnorteada porque foi picada pelo próprio veneno.

      • Cara Arthemísia

        Talvez caiba ponderar que as massas erram, e bastante. Basta lembrar do incidente Collor alguns anos atrás.

        Além de errar elas também são manipuláveis, para o bem ou para mal.

  • O fato de o blog da Petrobras omitir ou não os comentários desfavoráveis é irrelevante.
    O importante, e para isso o blog foi criado, é a publicação das perguntas do PiG, das respostas da Petrobrás e a evidência das manipulações da imprensa golpista.

  • Muito bom o seu comentário Fernando, o problema de André Raboni é que tudo que é feito pelos petistas está correto, independente do que seja, quem tiver alguma dúvida que analise os posts dele.

    • Isto não é uma opinião. É uma calúnia, um ataque injustificado. Aqui não há qualquer menção ao tema em debate. Apenas uma ataque de cunho pessoal. Não há argumentos, apenas ofensa, deixando implícito que o Raboni é parcial e não verdadeiro. O espaço para esse tipo de “comentário” é outro.

  • Rinaldo,

    Essa estória nada tem de ser favorável ao que é feito, ou não, por petistas.

    Claro que a discussão girando em torno do assunto realmente deve desagradá-lo, se você não a concebe de outra forma, além da dicotomia fla-flu petistas e não petistas.

    Uma coisa é ser contra o blog da petrobras, ser a favor, achar que podia ser diferente. Outra coisa é ser contra quem escreveu a postagem porque fugiu aos seus esquemas mentais.

  • trocadalho do carilho, a Petrobras esta mostrando que o PIG esta no fundo do poco. Hahahaahahahaahahahahahah.

  • Eu acho que tudo o que esta sendo exposto é choro do pig. Agora eu gostaria de jogar gasolina na discussão: pq sera que usando os pontos do bonclube, numa quantidade que não da pra comprar uma colher de pau, eu consigo fazer uma assinatura anual de 800 revistas do pig? É assim que eles conseguem tantos assinantes? Se o preço das assinaturas é subsidiado, quem paga a farra? A quem serve o pig?

  • Não usa esse desenho não!

    o porco ta tirando onda com Harry Potter po!
    ouxe!

    Sim, spu fã de harry potter. humpf.

  • Por falar em vazamento, alguem lembra que no final do segundo mandato de FHC toda hora era um acidente com vazamento de petroleo?

    http://ambientes.ambientebrasil.com.br/energia/acidentes_ambientais/principais_acidentes_com_petroleo_e_derivados_no_brasil.html

    E de repente parou de acontecer com tanta frequencia…

    Será que é um tentativa de desqualificar pra baixar o preço de venda numa possivel privatização? Não estou dizendo que era, mas que é estranho, isso é?

  • Arthemísia,

    Creio que a pior conclusão que já li sobre o debate em torno do blog da Petrobras foi a sua. Juro.

    “A Petrobrás não deve satisfação à imprensa do que faz, mas à sociedade, sim. Se ela jogou para as massas e as massas concordam (o que deduzo pelo número de acessos), por que estaria errada?”

    Nem sou religioso, mas Pôncio Pilatos lavou as mãos, né?! Jogou para as massas… Hitler jogou para as massas… A lista é infindável, mas, pelo seu raciocínio, as massas sempre têm a razão. Parabéns por apagar anos de aprendizado histórico!

    Agora, gostaria de parabenizar o Fernando Dias pelo bom argumento levantado sobre a antecipação da pauta POSSIBILITAR pressão em cima do jornal ou jornalista.

    Também gostaria de reiterar o alerta ao blog sobre a postura cética, mas de uma forma diferente – com números do próprio blog da Petrobras:

    “Nosso blog completa uma semana, com 145 mil visitas, 31 posts e 1.700 comentários, e já conseguimos um espaço considerável de repercussão.”

    Qual a relação entre os números? Calculem. Há 1.700 comentários e 145 mil visitas. Mas eu visitei diariamente o blog e TODOS os meus comentários foram apagados. Como confiar nos números?

    “Nosso Twitter não é bloqueado, estamos abertos a toda e qualquer pessoa que queira nos seguir independentemente de ideologia.”

    Ah! O Twitter não é bloqueado, não tem ideologia. Mas o blog é bloqueado. Tem ideologia, né?! A Petrobras é estatal. Tem dinheiro nosso, dos contribuintes. E dos investidores pequenininhos, com FGTS de uma vida inteira. Cadê o zelo e a transparência com a coisa pública?

    • Giovanni,

      As massas nem sempre têm razão, mas eu tenho que respeitar sua decisão não é? É assim a nossa democracia, a maioria vence, seja ela massa ou não. Se você tem problemas com isso, resolva.

      Brilhante mesmo foi você parabenizar Fernando Dias pelo argumento da possível pressão que a antecipação de pauta pode causar ao jornal ou ao jornalista. Você concorda com isso mesmo ou é brincadeira? Eu também queria trabalhar sem pressão nenhuma…

      No mais, “se você não concordar, não posso me desculpar”.

  • Giovanni,

    Você pinçou um parágrafo do comentário de Arthemísia, onde há menção de jogar para as massas. E expôs sua opinião sobre jogar para as massas.

    Acontece que no parágrafo seguinte, do mesmo comentário, há uma preciosa explicação de que nem de jogar para as massas trata-se, pois não são exatamente elas que estão em blogs.

    O texto, tomado aos pedaços isoladamente, fornece mil possibilidades de ser usado contra quem escreveu. Já o texto todo, é mais difícil.

    No fundo, a Petrobrás resolveu descartar um intermediário. De resto, uma intermediação que muita gente vem descartando, que é feita pelas mídias tradicionais.

    Além da reação dos jornais – muito natural – nada há demais no tal blog.

    • Andrei,

      Obrigada pela sua paciência argumentativa. Confesso que não sou bem dotada desta virtude.

  • “A ponte de Londres está caindo, está caindo, está caindo…”

    O PIG está caindo…

  • Por primeiro, colho o momento para dizer que corraboro com o antes dito por Fernando Dias. Ademais, querer transferir responsabilidade a “boa imprensa” pelos desmandos prováveis na Petrobras é mistificação derivada da preguiça mental e cegueira ideológica de alguns incautos. O blog petrolífero é o exemplo recente mais perfeito de alguns que insistem em usar uma causa nobre para justificar a caixa preta da estatal brasileira.
    O país precisa interromper o uso despudorado da máquina para promoção pessoal do governo. Como também a tentativa de achacar a CPI da Petrobras.
    Sds.

    • Caixa preta? Faltou dizer à Controladoria Geral da União e ao Tribunal de Contas da União, além de audotorias independentes. Há um tempo atrás o saudoso Paulo Francis jogou, em seu Mahatan Conexion a acusação de que a diretoria da PETROBRÁS era constituída por corruptos. Acionado na justiça, tremeu de medo. Então, que caixa preta, especificamente? Alguma muito nebulosa pois não foi percebida nem pela CGU nem pelo TCU. É, esse pessoal precisa de uma aula para aprender o que é uma caixa preta. Alguma canditado à professor?

      • Não vejo necessidade de explicar o “caixa preta” – mais auto-explicativo, impossível.
        Talvéz você, Germano, não tenha colhido informações de forma satisfatória.
        Explico: Tanto a CGU, como o TCU, constataram vícios licitatórios e sinais claros de “maquilagem” contábil. Aliás, onde há fumaça, há fogo.
        Quer mais?
        Sds

        • só não entendi o que isso tem a ver com o fato de a petrobrás querer se denfender através de um blog.

          Pois meus queridos, entra governo, sai governo, o que fica é a empresa estatal que é uma das maiores do MUNDO.

          Vamos ver essa CPI (não vai dar em nada) e se outras autoridades tomam providências, desvios existem em qualquer empresa, mas devem sere averiguadas e combatidas, mas o fato de existir um blog para a petrobrás se defender não é nenhum “bicho-papão”.

          Agora se a empresa cria um blog pra se defender, pq postar opiniões contrárias à mesma, opiniões que muitas vezes não guardam conexão com o assunto em comento.

          A imprensa usa esse país há muito tempo, deixemos que estremeçam.

  • A “boa imprensa” (estou falando da “grande imprensa”) sempre foi uma boa “filha” do Estado-mãe. Mas vem perdendo sua mater provedora. O que os jornalões mais temem (e isso é bastante sabido já) é ver que está sendo efetuada uma distribuição mais equânime das verbas para publicidade institucional em um maior número de veículos de comunicação.

    E esta maior democratização da distribuição está sendo efetuada nos últimos anos. Em 2003, as verbas públicas eram distribuídas entre 499 veículos. Este ano a distribuição atingiu 2.597 veículos. Ainda é pouco. Precisa-se ampliar mais.

    Essa distribuição mais desterritorializada das verbas públicas para publicidade é um horror para os grandes jornais, tv’s, rádios. Este processo assombra os donos da mídia tanto economicamente, quanto por causar ingerências políticas e tecnológicas em seus modus operandis – como se está apresentando nos últimos anos (tendendo a ampliar ainda mais até as próximas eleições).

    A inclusão da internet no mapa comunicacional brasileiro é um processo que não tem mais volta – enquanto existir este contexto que o possibilita tecnologicamente, claro.

    Recomendo a leitura do texto de Maurício Caleiro, chamado “O colunismo monocórdio”, no seguinte link:

    http://acertodecontas.blog.br/artigos/raio-x-no-colunismo-da-folha-de-spaulo/

    Volto a dizer, a inclusão da internet na geografia da comunicação nacional é premente. É uma demanda da sociedade, que está fervilhando nos meandros da blogosfera. É só circular na net pra ver.

    • Sobre essa questão da pulverização das verbas é interessante ver um artigo de Martins, está aqui no blog do melo:
      http://blogdomello.blogspot.com/2009/06/franklin-martins-mostra-por-que-e.html#blogdomello

    • Rabão, deixe de raiva da grande imprensa. Este blog só tem destaque por conta da Bahé e Pierre. Bahé sempre trabalhou e trabalha na grande imprensa, de onde tira o sustento. Já Pierre só começou a se destacar a partir dos comentários econômicos na TV Jornal. Sem isso, os dois não saberiam o caminho das pedras do blog. Já que você não passou pela grande imprensa, fica marcando passo por aí. Cheio de mágoa. A menina que trabalhava antes no seu lugar foi para o Diário. Vai ver você espera uma chance dessa.
      E, por fim, sem a grande imprensa os blogs seriam insípidos e sem notícias. O peso das informações vem da Grande Imprensa. É ela que puxa os blogs.

  • Massa não lê blog, Andrei? Massa não tá na internet? Nós somos o quê? Você vive em que planeta? E deixa de te dizer outra coisa: anda na rua. Subúrbio tem internet; favela tem internet; interior do estado tem internet. São residências e lan houses. Vai conhecer o mundo e deixa de ser preconceituoso.

    Agora, a Petrobras não “descartou intermediário”: criou o dela, mas com dinheiro público e com dinheiro de FGTS. E ainda tem gente como você, meu caro, que acha que o blog da Petrobras pode ter comportamento de blog privado, quando gasta dinheiro de impostos e do FGTS para manter uma equipe gerindo aquilo ali.

    A Petrobras tem que dar retorno a seus investidores, a quem acreditou e acredita nela; tem que dar retorno social.

    Quer ser transparente? Seja. É obrigação. Excelente sacada a do blog, já reiterei várias vezes. Mas não incorpore à instituição Petrobras um conceito distorcido de “transparência” só para defender diretores e outros nomes que estão na estatal.

    • discordo, massa não acessa blogs. MASSA não, mas algumas pessoas pertencentes a grande massa de miseráveis deste país acessam.

      Mas são poucos, e não é preconceito, é conceito.

  • Giovanni,

    Eu vivo no mesmo planeta em que você. As massas, no Brasil, não estão em blogs como este aqui, nem no da Petrobrás. Exceto se a relativização do conceito de massa, no país que tem delas fartamente, vá muito longe.

    Qualquer verificação das tabelas de faixas de rendimentos no Brasil permite constatar que massa é algo muito vais vasto que pobreza e classe média. Bem, é resultado de concentrações de rendas obscenas.

    Faço um esforço cotidiano para exercer o mínimo de preconceitos em todas as abordagens e análises. Tomando-se o termo, naturalmente, no seu sentido próprio. Uma coisa axiomática, antes do conceito, que se aceita sem pensar. Então, equivale a dizer, visto pelo lado oposto, que faço um esforço para pensar mais e mais, sem amarras de axiomas.

    Feito o esclarecimento, abstenho-me de qualificar seus comentários nestes termos, bem como de fazer-lhe alguma sugestão além daquela de buscar mais informações.

    Na assertiva de que a Petrobrás, ao invés de descartar intermediários criou o dela há uma contradição intrínseca. Na sequência desta, verificam-se outras. As satisfações devidas pela Petrobrás são aos seus investidores apenas, ou sociais?

    Se, dando sequência, de investidores se trata, onde entra dinheiro de impostos, em uma sociedade de economia mista?

    Como se faz a distinção de blog privado e blog público?

    De toda forma, está ai a CPI criada pelos sacerdotes dos interesses públicos para investigar a Petrobrás. Convém que as insatisfações com este blog maldito sejam canalizadas para a comissão. A crer-se no conjunto de intenções nobres subjacentes à criação desta comissão, ela deve ir a fundo nesses assuntos.

  • Andrei,

    Breves considerações:

    1) Você realmente compreende o que é sociedade de economia mista (quanto à origem do capital)? A Petrobras começou 100% estatal e o governo ainda mantém 55,7% de ações ordinárias. Você acha que esse dinheiro veio de onde, do subsolo? (perdão pelo trocadilho petrolífero)

    2) “Blog privado”, por uma figura de linguagem que eu esperava que até você entendesse, é o Acerto de Contas, por exemplo. “Blog público” é o da Petrobras, é a parte pelo todo. Dá para compreender ou eu desenho para você?

    3) A Petrobras deve satisfações a várias partes: investidores e governo – aos acionistas e aos responsáveis pela regulação e fiscalização, inclusive da faceta “social” da empresa (ou você também não sabia que um dos muitos pontos debatidos sobre a Petrobras são os repasses feitos com essa rubrica?

    4) Por último, vamos deixar a “semântica da massa” de lado, já que é difícil a gente comentar sobre algo quando está imerso nele.

    5) Não sei porque se fala com tanta emoção dessa CPI. Se a Petrobras é “inocente”, investiga-se e, ao final, a conclusão será essa. O governo tem maioria, oras… Agora, o quadro é: há motivos políticos (ninguém é bobo), se alguém procurar em qualquer lugar acha e a oposição é uma lenda. O PT faz falta na oposição, porque alguém investigava bem as falcatruas. Hoje, as pessoas reclamam antes de investigar.

    • Não precisa de desenhos. Pode ficar difícil de postar um desenho e eu posso não entender e entrar em depressão, crendo-me incapaz de compreender por qualquer forma, seja escrita, seja desenhada.

      É curioso esse lugar-comum “quer que eu desenhe?” Parte da suposição de que a linguagem dos traços é mais facilmente apropriável que a linguagem escrita.

      Pode realmente ser, na medida em que há um conhecimento menos mediatizado. Talvez, não obstante a imediatidade, seja menos precisa essa linguagem.

      Ou talvez não seja questão de precisão, mas do tipo de comunicação que cada linguagem é mais apta a transmitir.

      Os horrores de um bombardeamento de civis foram muito bem comunicados em desenho, na Guernica, por exemplo. De fato, por meio escrito acho que se perderia dramaticidade.

      Tudo bem quanto às massas, aceito sua imersão e faço-o a partir do conceito orteguiano.

      Quanto à cpi, creio que falamos coisas aproximadas. Quem sabe a ineficiência das oposições em investigar deva-se a que no fundo não esteja minimamente preocupada com investigações.

      Se perceberem que a cpi, como instrumento de chantagem política, anda mal, eles deixam-na morrer de inanição.

  • Caro André,

    Faltou o editorial do blog de hoje e os comentários de dirigentes da grande imprensa (Globo, Estadão, Folha, Veja, Carta Capital e Tv Globo) todos publicados no blog do Noblat. São interessantes, tirando o jornal O Globo. Todos condenam a divulgação antecipada. Será que se o blog da Petrobrás publicar as perguntas depois a celeuma vai diminuir. Tem também quatro artigos sobre o tema no site do Observatório da Imprensa.

    • Glacidelson,

      Os textos do Observatório da imprensa estão bons (só não gostei muito do texto “Quando a fonte abre o jogo”, de Claudio Weber Abramo. O de Carlos Castilho gostei mais).
      Link do texto de Castilho:
      http://www.observatoriodaimprensa.com.br/blogs.asp?id_blog=2&id={7832AC92-9E27-43BE-A4AC-13B59A11FBFF}

      Dos editoriais de hoje li o da Folha de S.Paulo e de O Globo. Não foram muito além do eu imaginava. As posições do Estadão como sempre, são repetidas como praga em vários jornais menores, incluindo os daqui de Pernambuco.

      Saíram mais alguns textos interessantes sobre isso na blogosfera.
      Indicaria a leitura de um do Mauro Santayana, postado no blog Vio Mundo.
      Link:

      http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/o-direito-de-espernear/

      Também indicaria o de Nassif, sobre o texto do Sérgio Léo, do Valor Econômico.
      Link:

      http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/06/09/o-blog-da-petrobras-e-o-avanco-do-jornalismo/

      O texto do colunista Kennedy Alencar na FolhaOnline só não me pareceu pior que a coluna de Igor Gielow na versão impressa.

      Quanto a sua questão

      “Será que se o blog da Petrobrás publicar as perguntas depois a celeuma vai diminuir. ”

      Acho que sim, penso que não.

      Ter criado essa indigestão junto à imprensa (que berra aos quatro cantos um conceito de “confidencialidade” bastante duvidoso) está produzindo uma maior visibilidade à blogosfera como agente do mundo político no Brasil. Como eu disse em comentário mais acima,

      “… a inclusão da internet na geografia da comunicação nacional é premente. É uma demanda da sociedade, que está fervilhando nos meandros da blogosfera. É só circular na rede e perceber.”

      Talvez seja mais ponderada a sugestão do Carlos Cardoso, no 2º comentário deste post:

      “Façamos o seguinte, a Petrobras não publica mais as perguntas antes de ir ao ar, em troca pede para ver e aprovar as matérias antes de publicadas, que tal?”

      Seja como for, algo está em movimento no cenário das comunicações depois desta iniciativa. E, penso, isso é necessário.

  • A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) também se pronunciou hoje sobre o blog da Petrobras, em tom de aprovação, ao contrário da Associação Nacional de Jornais (ANJ). A Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj) também anda a aprovar o blog.

    Leiam abaixo a carta da ABI:

    “A ABI considera legítima a decisão da Petrobras de criar um blog para divulgação das informações que presta à imprensa e especialmente aos veículos impressos, uma vez que as questões relativas ao seu funcionamento e aos seus atos de gestão interessam ao conjunto da sociedade, que não pode ficar exposta ao risco de filtragem das informações típica e inseparável do processo de edição jornalística. A empresa tem o direito de se acautelar, através das informações que difunde no blog, contra as distorções em que os meios de comunicação têm incorrido, como a própria ABI registrou em matéria publicada da edição de 31 de maio de um dos jornais que agora se insurgem contra o blog da empresa.

    A criação do blog constituiu-se em instrumento de autodefesa da empresa, que se encontra sob uma barragem de fogo crítico disparado por vários veículos impressos. Não se poderá alegar que é assegurado à empresa o direito de resposta, uma vez que quando este for exercido a informação nociva já terá produzido afeitos adversos. Ademais, é conhecido principalmente dos jornalistas o tratamento que a imprensa concede tradicionalmente ao direito de resposta, se e quando o reconhece e o acata: a informação imprecisa ou inidônea é divulgada com um destaque e uma dimensão que não se confere à resposta postulada e concedida.

    O presente confronto entre a empresa e alguns veículos de comunicação tem inegável cunho político, com favorecimento de segmentos partidários que se opõem ao Governo Lula. A Petrobras encontra-se, infelizmente, na linha de tiro do canhoneio contra ela assestado. Atacá-la com a virulência que se anota agora não faz bem ao País.

    Rio de Janeiro, 9 de junho de 2009
    Maurício Azêdo, Presidente”

    Link p/ o blog Fatos e Dados, onde a nota também está publicada:
    http://petrobrasfatosedados.wordpress.com/2009/06/09/a-abi-e-o-blog-da-petrobras/

    • Obrigado André a comentar e responder o post. Não tinha lido os textos de Nassif e Mauro Santayana. Essa interatividade é o diferencial desse blog e dos blogs de César Rocha e Cássio Zírpoli do Diário de Pernambuco. Parabéns.

  • OS JORNALÕES ESTÃO DESCONTROLADOS.

    O primeiro sinal de descontrole foi dando com a matéria de Fernando Barros Silva com relação a media do Secom em democratizar a distribuição da verba de publicidade do governo.
    Em vez de focar apenas os grande veículos, com a mesma verba, os médios e pequenos veículos foram incluidos.
    A grita foi que esta medida doeu no bolso da grande imprensa.

    Agora, o descontrole passou a ser o medo, pois pela primeira vez a grande mídia se viu perdendo a hegemonia de noticiar sem contestação com a criação do blog “Dados e Fatos” da Petrobrás. Ficou mais difícil o seu objetivo de
    eleger o seu candidato.
    Acredito que outras empresa vão seguir o exemplo da Petrobrás, e passarem a ter um blog para fazer face ao que for publicado na mídia. É o direito de defesa que todos temos o direito.

  • Vejam esta nota da petrobras no blog:
    O blog Fatos e Dados tem recebido o explícito apoio de milhares de internautas, jornalistas e entidades como ABI, OAB, entre outras, o que demonstra o acerto da decisão da Petrobras de manter um canal de comunicação rápida e direta com o público, dedicado a apresentar fatos e dados recentes da Petrobras, o posicionamento da empresa sobre as questões relativas à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) e esclarecimentos solicitados pela imprensa.

    As manifestações que temos recebido nos motivam ainda mais. Por isso, reafirmamos que continuaremos a dar transparência do relacionamento da Petrobras com a imprensa, a postar análises do que for publicado sobre a Companhia, respeitando todas as opiniões sem nos furtar de emitir as nossas. Perguntas dos jornalistas e respectivas respostas da Companhia continuarão a ser publicadas no blog e, a partir de hoje, por volta das 0:00h do dia da publicação da matéria, data que normalmente é informada pelo jornalista.

    Acompanhe e participe deste espaço de diálogo através dos seus comentários, que tentaremos liberar e eventualmente responder com mais agilidade. Mais do que da Petrobras, esse blog é de todos nós. O blog é nosso!

  • Já que estamos discutindo a correção do processo jornalístico, principalmente agora após o Blog da Petrobras, gostaria de colocar algumas situações hipotéticas para discussão da pertinência do paralelismo que irei fazer. Como também para o debate sobre esta questão e possíveis implicações:

    Vou enumerar alguns momentos:

    1) Vamos supor que um jornalista está fazendo uma reportagem, que trará fatos novos e interessantes. Ele deseja que os seus concorrentes não saibam destas informações para poder então garantir o ineditismo da matéria, fato relevante em sua profissão. Vamos também supor que a polícia federal esteja fazendo uma investigação sobre crime organizado, que mantém sob segredo para não alertar os suspeitos, garantindo a eficácia da atuação profissional. Além disto, há segredo judicial.
    2) Uma das fontes consultadas pelo jornalista publica na internet as perguntas e respostas que o profissional fez a ela, antes da matéria sair. De outro lado, um policial da investigação disponibiliza para um jornalista as informações sobre o processo e a atuação policial. Este publica/replica a informação recebida. No fim os dois sabiam qual era a finalidade.
    3) No campo legal, a fonte que publicou as perguntas e respostas não está cometendo nenhum ato ilícito. Por outro lado, o policial está cometendo uma infração prevista nas normas do serviço público e está quebrando o segredo judicial imposto pelo magistrado.
    4) No campo moral, vamos dizer assim, a fonte e o policial poderão estar agindo de má-fé, com falta de reflexão mais apurada sobre o ato ou mesmo com ímpeto de momento, e por fim, pode prejudicar a atuação profissional do jornalista/colegas policiais e magistrados.
    5) A fonte é criticada, pois estaria criando uma pressão negativa sobre a matéria que nem foi publicada e ainda desestimulando a atuação investigativa dos jornalistas. De um lado, policial e jornalista são criticados, pois teriam ajudado o suspeito a se esquivar das futuras denúncias e até esconder provas.
    6) No primeiro caso, a fonte diz que age com vistas a dar transparência, mas recua e afirma que só irá publicar perguntas e respostas após a matéria publicada. No segundo caso, policial é denunciado e pode até ser preso, criando uma situação que gere punição e inibição a atos desse tipo. Mas o jornalista, diz que apenas está informando a sociedade e cumprindo com seu dever profissional, não recua e deixa implícito que se chegar informações de investigação em segredo judicial, a publicação é certa.

    Esse paralelo é para gerar discussão, mas serve também para mostrar algumas coisas:
    - Porque os jornalistas não dizem que a partir de agora só irão publicar informações de investigações secretas após sua deflagração oficial?
    - Porque no primeiro caso há um ato de prejuízo a atuação profissional e não uma ação de transparência? Em compensação, no segundo, há um ato de transparência em relação à sociedade e não um ato de prejuízo a atuação profissional da justiça?
    Devemos lembrar que a distribuição de informação secreta pelo policial foi ato ilícito. Por isso, venho perguntando em meu blog e em comentários, por que os jornalistas não seriam cúmplices nesse ato? E se um policial inocente for condenado por algo que não vez, o jornalista não está, no mínimo, sendo cruel?
    Já venho percebendo como jornais e jornalistas não sabem lidar com a crítica e o contraditório, quando se trata de analisar sua atuação profissional. Não sabem ser vidraça, apenas ser a pedra da vidraça alheia. Tem forte resistência a melhorar a qualidade de seu produto e método de atuação. Como diz o ditado: esquecemos de olhar a trave que está em nossos olhos. São dois pesos e duas medidas. Pimenta nos olhos dos outros é refresco… (deve ser por aí…).

    • o problema é que se algo for feito contra um jornalista que divulga informações secretas, toda a imprensa cairá de pau em cima de quem ameaçou puní-lo afirmando que isso seria a velha e boa CENSURA!

      Eu concordo que se o jornalista sabia que aquelas informações eram sigilosas, ele/a deveria denunciar quem as forneceu à corregedoria, o problema é que o modus operandi da imprensa (que infelizmente estou generalizando) é completamente imoral, nojento e execrável, mas a autoridade policial ou judiciária que tentar punir esse profissional será taxado de DITADOR E CENSURADOR.

      Eita sociedade hipócrita e sem valores, viu!!!

  • Se a Petrobrás vinha agindo com correção no seu blog, divulgando as perguntas dos jornalistas. E se a “manada” que apoia esta iniciativa estava satisfeita, por que a empresa voltou atrás da decisão?

    A Petrobrás viu a besteira que fez. Já os comentaristas do pensamento único ficaram pendurados no pincel.

  • a empresa reviu seu posicionamento para demonstrar que, ao contrário da imprensa, está preocupada em fazer a coisa certa e, já que deu pra chegar a essa forma de “acordo”, tentar fazer com que a imprensa se cale e veja o quão estúpida está sendo ao atacar essa iniciativa.

Tem algo a dizer? Vá em frente e deixe um comentário!

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MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).