Da Agência Folha
Um padre de Campinas (95 km de SP) arrecadou R$ 12.366 para dar a um gari de Cariacica (ES) que devolveu o mesmo valor ao dono após achar o dinheiro no lixo. A entrega do dinheiro ocorreu nesta quinta-feira (18), na Prefeitura de Cariacica.
Ao ler reportagem sobre o que aconteceu na vida do gari Sebastião Breta, 43, depois que ele entregou ao dono o dinheiro, o padre Luiz Roberto Di Lascio, 56, iniciou uma campanha para conseguir o mesmo valor devolvido.
Depois de ter feito a devolução do dinheiro encontrado no lixo, o gari afirmou ter ficado deprimido em razão de críticas que recebeu pela atitude.
O gari Tião, como é conhecido, disse ontem ter ficado “muito emocionado” ao receber a quantia e que irá usar o dinheiro para “comprar uma terrinha” e cuidar de um problema que tem na coluna.
Ele agradeceu a “todas as pessoas que contribuíram com a quantia”. O valor foi entregue por meio de um cheque administrativo. Além do dinheiro, ele recebeu uma placa de homenagem da Prefeitura de Cariacica.
O padre autor da idéia de arrecadar o dinheiro disse que “foi uma vitória” dos valores éticos e morais.
“Ele representa centenas de milhares de pessoas que fazem o mesmo gesto. Aqui está a grande verdade, a lei de ouro mundial, que serve para todas as religiões: fazer ao outro aquilo que quer que façam para você”, afirmou.
Em 2 de janeiro, o padre publicou artigo em um jornal de Campinas em que elogiava o feito de Tião e incitava as pessoas a participarem da campanha de doações. Em pouco mais de uma semana, cerca de 30 pessoas da região fizeram doações e a quantia foi arrecada.



O grau de civilização do brasileiro ainda não permite que a conduta de Tião seja trivial. Definitivamente nossa sociedade ainda não abraçou este costume. Tião não fez nada mais que sua obrigação. A iniciativa do padre é positiva, uma vez que utiliza-se da exposição que a midia concedeu ao fato para propagar a sensação da necessidade de agir conforme o pobre gari. Vale lembrar que o Código Penal, em seu art. 169, criminaliza a conduta daquele que se apropria de coisa alheia vinda ao seu poder por erro, caso fortuito ou força da natureza. A máxima do “achado não é roubado, quem perdeu foi relaxado” é crime e sua valorização reflete o atraso de nosso povo.
“Fazer ao outro aquilo que quer que façam para você?, obrigado Padre.
Aqui, em alto alegre do maranhão, os garys são muitos mal tratados, não tem roupas adequadas, não boa renda, o que seria para pagar um salário, a prefeitura só R$ 270,00 reais, 300,00 no máximo, o gary aqui não tem kasaco, não tem protetor contra produtos tóxicos, ou seja, aqui o gary trabalha sem proteção nenhuma sujeito até pegar uma doença, um câncer de pele, ou outra coisa assim, pedimos ajuda dos superiores para denunciarmos isso, naum só aqui em alto alegre do maranhão, mais em todo o brasil, por que é um direito que eles tem, de serem asalariados e com vestimentas adequadas de serviço…