Parque Dona Lindu fica 64% mais caro

out 15, 2007 by     6 Comentários    Postado em: Atualidades

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do JC

A implantação do Parque Dona Lindu, em Boa Viagem, Zona Sul do Recife, que estava estimada em R$ 18 milhões, custará R$ 29.662,711. O orçamento final da obra foi divulgado, ontem, pelo prefeito João Paulo Lima e Silva (PT) em entrevista por telefone, do Rio de Janeiro. Segundo ele, o valor, reajustado em pouco mais de 60%, inclui a construção do parque, equipamentos, decoração e mobília. “Enfim, tudo para o espaço entrar em funcionamento”, diz.

É praticamente o mesmo valor investido na urbanização da orla de Brasília Teimosa (engorda da praia, reforço no muro de contenção do avanço do mar, pista, paisagismo, quiosques, estacionamento, parques e arena esportiva), aquisição do terreno do Casarão do Cordeiro e construção, no local, do conjunto habitacional com 704 apartamentos e 56 casas. Tudo isso custou R$ 30 milhões.

Na avaliação do prefeito, o valor da obra – mais de R$ 11 milhões acima do previsto – não deve provocar espanto. “Havia uma estimativa de custo, que foi atualizada com o detalhamento dos serviços. Quem conhece o auditório de Oscar Niemeyer no Parque do Ibirapuera, em São Paulo, entende a dimensão das propostas do arquiteto. Estamos criando, na beira-mar, um cartão-postal do Brasil.” A prefeitura pretende utilizar recursos próprios e estabelecer parcerias.

O Parque Dona Lindu é um projeto de Oscar Niemeyer e, se for implantado, será a primeira obra do arquiteto no Recife. Amanhã, a prefeitura divulga o edital de licitação para escolha da empresa que executará o trabalho. “Creio que até o fim de 2008 (quando termina o mandato de João Paulo) o parque estará pronto para ser inaugurado”, declara o prefeito.

Ele disse que o Parque Dona Lindu será administrado por um conselho, com representantes do município e da comunidade. “A proposta da gestão compartilhada está pronta, para ser regulamentada. O auditório do Ibirapuera é gerido de forma conjunta entre a prefeitura e o povo”, informa João Paulo. Sobre as críticas ao projeto, o prefeito disse que está tranqüilo porque “questionamentos sempre existirão numa sociedade democrática.”

Anunciado em março último, o projeto contempla teatro, sala de exposições e esplanada para eventos. Na ocasião, moradores de Boa Viagem, arquitetos e ambientalistas questionaram a pouca quantidade de área verde no local. Em junho, a prefeitura apresentou uma nova versão, com 73% de área verde e solo natural (sem impermeabilização) e 27% de área construída.

A área de lazer ocupará dois terrenos com 33 mil metros quadrados, entre a Avenidas Boa Viagem e Visconde de Jequitinhonha. Os imóveis pertenciam à Aeronáutica e foram cedidos ao município pela União, no ano passado.

6 Comentários + Add Comentário

  • Nada como uma eleição para elevar os investimentos da prefeitura. Interessante que, com o Dona Lindu e a recuperação da orla o Bairro de Boa Viagem será o que mais ganhará investimentos em 2008. Assim a prefeitura do Recife mostrará para certos grupos do partido que não investe apenas nos rincões de pobreza, o que pode ser bom para o grupo político do prefeito.

  • Há rumores que o prefeito do Recife está querendo fazer o caixa de campanha dele para governador com as obras do Parque de Boa Viagem e do Calçadão. Será? Alguem pode me confirmar tal rumores.
    Como isso pode ser possivel ? É através de comissões , é? Funciona do mesmo jeito que funcionou o mensalão de Marcos Valerio? Quero entender mais dessas jogatinas de comissões para os politicos.

  • [...] do Estado para que os dois órgãos investiguem o aumento de 64% nos custos do Parque Dona Lindu (ver aqui), que pulou de R$ 18 milhões para R$ 29,6 [...]

  • O aumento do custo do Parque D.Lindu, foi em vista da inclusão no orçamento final dos móveis e equipamentos para o seu funcionamento.
    Todos sabem que a decoração e móveis de qualquer ambientação custa 60% do preço da obra.
    Custo de construção foi o apresentado inicialmente, agora se junto com os equipamentos.
    A oposição sabe disto, mas estão usando politicamente o projeto para tirar dividendos e ocupara espaço na mídia.

  • Gostaria de ser informado do andamento atual da construção. Aguardo ancioso sua inalguração. Alcêdo

  • Ainda não entendo como um parque como este pode ter
    custado tão caro ao cofres publicos de nossa estado,
    cadê a fiscalização, não existe TCU, ministerios publicos, oab,
    porque ele não tem nada de belo, muito, pelo contrario,
    parece duas grandes caixas d’agua da compesa, isso
    nunca foi arquitetura, Oscar Niermayer, devia se envengonhar
    dessa obra, porque, sei muito bem, que ele é capaz de criar
    uma obra mais moderna e linda.
    Desse parque a unica coisa boa nele, é area para caminhar,
    e isso não vale o valor pago.

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MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).