Os jornais de hoje, além de vários blogs conhecidos do eixo Rio-São Paulo falam o tempo todo na farra do cartão corporativo, e nos excessos da desconhecida Ministra Matilde Ribeiro (foto).
Tudo isso porque ela gastou R$ 416,14 no Duty Free, ressarcido posteriormente.
Daí perguntar não ofende.
Não temos nada mais importante para discutir?
Enquanto a imprensa esculhamba a Ministra porque ela gastou R$ 416,14 no Duty Free, o PMDB está brigando pela indicação da presidência e diretoria financeira da Eletrobrás (com R$ 16 bilhões de orçamento), e a Diretoria Internacional da Petrobrás (com R$ 15 bilhões de orçamento).



perguntar não ofende: o que é mesmo que essa ilustre desconhecida faz no governo? e como ela gastou os milhares de reais com o cartão corporativo (viagens, alugueis de carro, hoteis caros, restaurantes, bares, etc etc,) foi para fazer o que mesmo por nós?
Concordo com o blog.
A reportagem está condenando a Ministra com argumentos fraquíssimos.
A justificativa apresentada para a compra em free-shop com o cartão corporativo e a devolução dos valores por iniciativa própria reforçam presunção da boa fé da Sra. Ministra.
Os demais gastos são absolutamente compatíveis com as despesas de qualquer executivo. Vejamos:
126 000 reais aluguel de carros
35 700 reais hotéis e resorts
4 500 reais bares, restaurantes e até padaria
460 reais free shop
4 800 reais despesas diversas
171 500 reais total
É importante avaliar no caso se a ministra tem carro oficial a disposição, para justificar o elevado custo com locação de veículo. A diária de um veículo compatível com ministros de estado custa em torno de 500 reais, conforme consulta na própria internet. Se a ministra não tem carro oficial, teremos aproximadamente a necessidade de 300 diárias por ano. Seria razoável esperar um custo da ordem de 150.000 reais.
Ainda assim, um custo de 171.500 reais não merece tanto barulho. Não quero com isto desmerecer o controle. Cada real da viúva desperdiçado representa o suor do povo e deve ter o rito próprio, célere e eficiente de controle.
Acontece que seria conveniente o direcionamento da mídia investigativa e dos órgãos públicos competentes para a fiscalização de sorvedouros de dinheiro público de ordem bilionária, como o DNIT e as estatais do setor energético.
Que tal uma fiscalização eficiente da qualidade do pavimento empregado nas rodovias pelas empreiteiras, pelo custo dos contratos muito superior ao pago pelas concessionárias privadas, a absoluta falta de rigor na fiscalização de excesso de carga e a promiscuidade na autorização para circulação de caminhões de grande proporção.
Por que a cobiça dos partidos políticos em controlar as tesourarias das estatais, um cargo eminentemente de natureza técnica?
Cadê a pressão da imprensa e da população contra a grande feira que tornou-se a gestão de serviços públicos, com uma escandalosa quantidade de cargos de livre nomeação (sem necessidade de concurso público) disputados na base fisiológica (zé múcio chama “composição”) pelos abutres politicos e seus financiadores de campanha?
A imprensa demonstra verdadeira partidarização, isto sim. Fazer tamanho estardalhaço com esta notícia demonstra precisamente o seu alvo, a imagem do presidente da república.
Aluguel de carros de luxo para promover a igualdade racial…
Perguntar não ofende: essa não é aquela ministra que defendeu que “racismo de negro contra branco não existe”?