Poucas e Boas – Congresso de Jovens Empreendedores

abr 25, 2012 by     8 Comentários    Postado em: Atualidades

cpeje

Este ano recebi o convite para ser o Coordenador da Programação do III Congresso Pernambucano de Jovens Empreendedores. Desde o começo, procuramos qualificar o evento, que já está na terceira edição, e que sempre levou muita gente ao Teatro da UFPE.

O desafio principal era o de procurar nomes identificados com temas ligados à juventude e à atitude empreendedora. Não importava o que o palestrante defendia, contanto que tivesse um caso de sucesso para contar, ou algo importante a dizer.

O evento será nos dias 11 e 12 de maio (sexta e sábado), no Teatro da UFPE. Fechamos grandes nomes para o evento, dentro da linha proposta, como Marcelo Tas, Silvio Meira, Paulo André (Abril pro Rock), Camila Coutinho, dentre outros. Além disso, ainda fecharemos com um standup de Murilo Gun.

O Acerto de Contas vai começar a sortear convites em sua Página no Facebook. Basta dar um CURTIR e ficar de olho na promoção.

Se quiser maiores informações sobre o III CPEJE e como se inscreve, basta ir à página do evento.

8 Comentários + Add Comentário

  • Eventos como estes são de grande valia não só para a carreira acadêmica, mas para todos jovens que querem empreender!
    Quero meu convite!!!rs

  • Não se fala mais do caso Cachoeira?

  • Achei legal esse congresso, mas não vou comparecer, não tenho o mínimo de saco.

    Conheço um dos palestrantes pessoalmente (Alfredo), e nem sabia que ele já era empreendedor, ainda mais presidente de uma tal de EMASPE.,, sei que ele é gente fina só.

    O principal gargalo do empreendedorismo jovem é o capital inicial, e eu creio que isso será pouco abordado no congresso.
    Portanto, pra mim não vale muita coisa.

    Saber enquadramento tributário, finanças/contabilidade, legislação trabalhista, administração, gestão de pessoas, etc. é mamata.

    Difícil é abrir um negócio sem ter um pai pra dar 200 mil na tua mão pra investir.

    • Exato, Diogo. Eu também não tenho (nem nunca tive) muito saco para esse tipo de coisa. Acho tudo meio teatral.

      Ser empreendedor com o pai ou o Estado (BNDES) bancando tudo, inclusive os fracassos, é fácil.

      Quero ver o cara sair do zero absoluto e chegar no topo pelo próprio talento, determinação, mérito, seriedade, capacidade e visão como alguns empresários famosos conseguiram. Aí eu digo que o cara é fera.

      A coisa mais fácil é ser bem sucedido quando o sucesso é comprado pelo pai. Tem muito “empreendedor” hoje assim por aí dando palestra, falando do que não tem a mínima idéia e bancando o “visionário”. Isso hoje tá meio que na moda, já que tem muito pai que faz qualquer negócio pra ver o filho pagar de empreendedor, e isso vale para todas as áreas.

      Esses congressos, de fato, tem muito bla-bla-bla e exibicionismo, ou seja, tudo que NÃO se precisa para ser um bom empreendedor. A intenção pode até ser boa, mas o resultado prático talvez deixe a desejar. Você sai com aquela sensação de que faltou alguma coisa. Soa tudo muito “fake”, muito artificial, muito comprado.

      Gostaria de ir a uma palestra com um Bill Gates, Paul Allen ou Warren Buffet da vida. Seria caríssimo, mas valeria a pena ouvir esses caras. Eles devem ter muita coisa interessante para falar, afinal, são os verdadeiros “monstros” do capitalismo moderno. Bill Gates mesmo vai entrar para a história como o Rockefeller do século 21. Não admiro muito esses caras do ponto de vista pessoal, filosófico ou humano, mas seria interessante ouvir o que uma criatura dessa tem para contar da vida profissional e empresarial que eles tiveram e da visão de mundo deles.

      • Calma, Emerson, também não é assim.
        Tem palestrantes nesse congresso que foram empreendedores inovadores também, como Camila Coutinho.
        A menina tá conseguindo ganhar fama e dinheiro com um blog que virou site, porque entende do ramo dela (moda).
        É um caso no mínimo interessante. O site dela é considerado um dos melhores do mundo em relação a moda, segundo a revista Vogue.
        O cara que inventou a startup EVENTICK também é um caso interessante.
        Só não entendo o que Marcelo Tas e Murilo Gun estão fazendo nesse evento, mas tudo bem.

        Mas eu continuo dizendo, o grande problema do empreendedorismo jovem é a falta de capital disponível pra investir.

        Ser inteligente, flexível e saber muita coisa é a parte menos difícil.
        Ruim mesmo é tirar dinheiro de onde não tem.

        Infelizmente o grande capital está na mão dos Brennands, dos Queiroz Galvão, dos Bivar, Rapidão Cometa, dos Tupan, dos Moura, dos Meira Lins…etc.

        E quem não for dessas famílias e tiver uma boa visão, como vai ser empreendedor???
        No final das contas, o empreendedorismo pra classe média acaba sendo um “dom quixotismo”, pois o certo é ir no certo (leia-se, fazer concursos públicos e ser mais um).

  • Não entendi a frase “Desde o começo, procuramos qualificar o evento, que sempre está na terceira edição, e que sempre levou muita gente ao Teatro da UFPE.” O evento sempre está na terceira edição, ou seja, já começou na terceira edição e ainda continua na terceira edição?…

  • Uma coisa que eu acho interessante é Eike Batista querendo dar conselho pra jovens empreendedores.
    Um dia desse eu vi ele comentando que os jovens devem começar por franquias, que é menos arriscado, etc. e talz.

    Um cara que é filho do ex-presidente da Vale, nascido em família rica, teve oportunidade de estudar engenharia metalúrgica fora do país, e ainda usou dinheiro do BNDES pra inventar seus investimentos e roubar geólogos da Petrobras.

    O que um cara desse tem pra acrescentar às pessoas que querem empreender começando do zero???
    Ao meu ver, nada.

    Agora tirar um coelho da cartola, como fizeram Bill Gates, Michael Dell, Steve Jobs, é complicado.
    Apesar que lá nos EUA eles dão muita facilidade a quem quer criar algo novo.

    É algo que o Brasil não tem… políticas públicas voltadas pra ascensão empresarial, instituições econômicas inclusivas (segundo os economistas da escola institucional).

    • Pois, é, Diogo, veja a cara de pau de um sujeito como Eike Batista.

      O tema da palestra dele deveria ser: “Como ficar rico recebendo o mapa da mina das mãos do pai e tendo o BNDES como mãe”.

      É o que acontece com muitos “empreendedores” cujos pais compram o sucesso a qualquer custo nem que para isso tenha que pagar a revistas de negócios para ter o filho estampado na capa posando de empreendedor de sucesso e ainda com um título do tipo “Fulano ensina como ganhar R$ 10 milhões em 1 ano partindo do zero”.

      A resposta é simples: tenha um pai político ou assalte o BNDES (ou funde uma igreja ou vire traficante).

      Quando eu vejo esses “cases brilhantes” de sucesso, já imagino o que há por trás. Ainda mais estando no Brasil.

      Como você mesmo disse, quem não tem um pai milionário pra comprar capa de revista para o filho, tem que se contentar com a mamação e o comodismo do serviço público. Talvez seja por isso que muitos vivem fazendo greve no serviço público sonhando em ganhar o que um Neymar ganha. O cara quer ver se ainda dá pra realizar o sonho de ser milionário às custas da sociedade, já que não conseguiu no setor privado. Assim, dá pra matar dois coelhos numa cajadada só: fica milionário e ainda trabalha quase nada. E tudo isso sem a menor possibilidade de falir, já que a sociedade banca tudo com os impostos. Se a coisa apertar, é só aumentar os impostos.

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MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).