O prefeito João Paulo acaba de anunciar a revisão do projeto do parque Dona Lindu. Agora o parque terá 60,65% de área verde e foi incluída uma pista de cooper. O espaço para shows teve capacidade reduzida de 20 mil pessoas para 5 mil. O trecho da rua Setúbal que dividia o parque ao meio foi suprimido e incorporado à área verde – haverá contorno pelo acesso local da avenida Jequitinhonha. Para o prefeito, polêmica agora está superada.
Só para relembrar, no projeto original a área verde era inferior a 40%. A planta baixa mais parecia a Esplanada dos Ministérios, em Brasília, de tanto concreto que havia.
Também não tinha fraudário, playground, área para prática de esportes para idosos e pista de skate.
Tudo isso (incluindo a ampliação da área verde) foi conquistado porque a sociedade reagiu e deu uma lição de democracia.
Na coletiva, João Paulo atribuiu a polêmica em torno do parque à desinformação. “Estamos aqui para esclarecer tudo”, tentou despistar.
O fato é que o projeto mudou e muito.
Agora, imagino que a resistência ao projeto deve praticamente desaparecer. Só restou mesmo o nome bajulativo de Dona Lindu (mãe do presidente Lula). Mas isso é um mal menor.



Ainda assim… pra que área para shows? O espaço deveria ser 100% verde. Shows ali só vão gerar sujeira na praia, e o espaço, que deveria ser familiar, só vai juntar gente pra encher a cara.
Pra que praia também? Só tem farofeiro, cachaceiro, garot(o)as de programa que suja a praia e a prefeitura tem q limpar depois. Coloca verde na praia também. Aí por mágica as famílias vão tomar conta do espaço e tudo será maravilhoso. Aliás, pra que ficar vendo o lado positivo das coisas se sempre tem gente pra achar tudo ruim?
Infelizmente, ao que parece, perdeu-se uma oportunidade única de conferir aos moradores do Recife um lugar aprazível para a prática de esportes e o lazer familiar. Da mesma maneira, com o seu intuito megalomaníaco, a Prefeitura do Recife contraria os interesses da população, em benefício de outros misteriosos, deixando de transformar uma Zona Sul carente de qualquer praça ou parque (concreto tem de sobra) num local mais agradável.
Viva a cultura do axé, então! Para que um espaço para a família recifense, se podemos criar ali mais um local para shows e eventos?!? Teatros?!?! Vamos construir outro, em detrimento da dezena deles abandonada na nossa cidade…
Eles devem achar que Recife não precisa de um parque, já que temos o shopping… Lamento morar num local assim…
Marcos Bahé:
Sabe aquela piada de colocar uma cabra fedorenta para morar na sua sala e, depois de retirada, todos acharem uma maravilha a casa? É o que você escreveu.
Esse projeto é escroque, corrupto e, sim, PÉSSIMO. O arquiteto tão falado é um canastrão e passa para a história como envolvido em conluio.
Os recifenses foram traídos, mil vezes prédios de luxo no local do que aquele antro em que vai se tornar o inacessível Parque Dona ODETE (Odete merece muito mais loas do que a tal de Lindu, que é mais rima que qualquer coisa). Restaurante para turista? Ponto de prostituição.
Em qual parte do mundo se coloca concreto à beira mar? Em qual parte do mundo coloca-se centro cultural com área para shows dentro de área residencial? O PROJETO É TÃO RUIM que está sendo modificado para ficar “menos péssimo”. Não tem jeito: não há cirurgião plástico que devolva a mocidade; a premissa do Parque Dona Odete é errado e vem, claro, de corrupção.
Muito estranho tantas cidades estarem contratando o mesmo arquiteto para fazer a mesma coisa…
Quero ver é 20 mil pessoas torrando no concreto em um show de uma orquestra sinfônica (sim, porque o prefeito está dizendo que só teremos shows de qualidade no parque) ao meio-dia! O concreto igual ao fogo do inferno que eu espero que pegue logo esse arquiteto, que está devendo muitos anos a uma outra dimensão que ele diz que não acredita.
O primeiro pronunciamento Judiciário foi escroque. Espero que o MPPE e o MPF não se deixam abalar com isso. Idem para a imprensa.
Paulo, parabéns pelo comentário. Foi perfeito. A história da cabra (ou do bode) se encaixa muito bem aqui. O projeto inicial era péssimo, esse agora começa a ser considerado bom só porque é “menos ruim”. O espaço para shows pode ser instalado em muitas outras áreas da cidade, inclusive para valorizá-las e, quem sabe, ter como efeito uma melhor distribuição demográfica na cidade.
Ok, vamos então continuar com esse pensamento retrógrado e bairrista e voltemos à época de Maurício de Nassau, quando dirão: “Quem esse cara pensa que é para fazer essas pontes na Vila do Recife? Vai acabar com a área verde da cidade!”.
Sinto muito por esse tipo de “reação reacionária”, Paulo. Acredito que você deve preferir os arquitetos da Moura Dubeaux.
“O arquiteto tão falado é um canastrão e passa para a história como envolvido em conluio”.
No dia em que você fizer ou conhecer outro arquiteto que tenha feito o Conjunto da Pampulha, o edifício-sede da ONU, o Conjunto Ibirapuera, o Copan, o Palácio do Planalto, Palácio da Alvorada, a Catedral de Brasília, a Praça dos Três Poderes, a sede do Partido Comunista Francês e o Museu de Arte Contemporânea de Niterói, aí sim a gente conversa e vê quem realmente é canastrão.
Marco,
O que acontece é exatamente o seguinte: o companheiro Paulo, acima, falou muito bem com relação ao “aquecimento” da área pelo concreto, o que é realmente uma verdade. Porém, dar usos múltiplos à áreas residenciais é interessante sim, Paulo. Isso traz movimentação noturna, fazendo com que o local fique movimentado a maior parte do dia. Na Europa e em outros lugares do mundo existe, sim, projetos dos quais são feitos de concreto em praças abertas. O que acontece é que são feitos em lugares que não tem o mesmo clima quente do Brasil!
Mas, nesse caso, o que ocorre é um apelo desesperador por parte da população do Recife. E com um motivo muito justo: um refúgio verde praquela área de Boa Viagem. É mais do que necessário! O mundo hoje está seguindo um caminho mais precavido com relação a “reerguer” a natureza (vide o aquecimento global e suas consequentes mazelas).
É importante destacar que João Paulo, quando negociou o projeto com Oscar, deixou claro que queria um espaço para atividades culturais ou artísticas, ou seja, ele mudou a concepção do projeto de parque para centro de convenções. Ou seja, João Paulo ENGANOU, SIM, a população. Não adianta botar a culpa em cima de Niemeyer, já que o próprio está vendo, agora, o que realmente a população queria.
Esse projeto é exatamente como Paulo e Renata falaram. Eu diria que é “tapar-o-sol-com-a-peneira”. O volume do Teatro acaba por minimizar o conceito arquitetônico do Parque. Teremos que continuar martelando a cabeça de João Paulo, para ver se sai alguma coisa de útil, não é, querido prefeito?
Cara Flor,
Até São Paulo tem mais parques (de verdade, com área verde) do que Recife. E que tal falar de Curitiba, a cidade brasileira com melhor qualidade de vida? Lá há dezenas de parques e bosuqes, como o Bosque Alemão, o Parque Tanguá, o Parque Tingüi, o Parque Barigüi. Todos com muito verde, com lagos, com árvores.
Niemeyer é arquiteto, não é paisagista, por isso não é a pessoa mais indicada para fazer o projeto de um parque. Se o Recife não pode viver sem oma obra dele, por que não contratá-lo para fazer um projeto para a praça onde fica a última torre de atracagem de zepelins existente no mundo? Isso seria muito mais interessante turisticamente.
O problema não é simplesmente o projeto de Niemeyer, é onde querem colocá-lo. A prefeitura conseguiu o terreno dizendo que ia fazer um parque, mas resolveu construir um centro de convenções.
Prezados,
A prefeitura “deveria” beneficiar a família recifense com um projeto humanístico, ambiental e social, onde prevalecesse o verde e o lazer, coisas que estão fazendo falta no bairro. Mas é preciso reconhecer que existem outros interesses do setor empresarial recifense. O correto seria adequar os dois lados, para todos ganharem. O absurdo é a forma como nosso gestor da prefeirtura quis levar o projeto, sendo tendencioso para a classe empresarial. Toda questão é esta!
Boa noite a todos,
“Queremos o Parque Verde”! Esses são os dizeres da camiseta que estou usando agora.
É absolutamente inconcebível a proposta de uma “praça de eventos”, no lugar que deveria ser uma área de lazer, contemplação, aprendizado sobre o cilclo da vida, descanso, encontro de gerações, reflexões e tantas outras atitudes que fazem da vida nas cidades algo um pouco mais agradável e humano.
O que é que a Prefeitura vai oferecer aos pobres pagadores de impostos, que moram nos arredores do local onde queremos uma praça: o show de “Calipsi”, por acaso? Barulho infernal, carro por todo lado, engarrafamentos prejudicando o direito de ir e vir dos moradores, sujeira até umas horas, flanelinhas, farofadas, churrasquinhos de gato, xixi e cocô pelas ruas, camisinhas de vênus e absorventes usados pelas calçadas, e tantas outras mazelas, em nome do show?
É lamentável que essa mentalidade ainda não tenha sido erradicada pelas pessoas de bem dessa cidade. Só há um caminho a seguir: a luta. Conclamo principalmente os que moram nos arredores futura praça, (ou da “praça de eventos”, se deixarmos) a saírem dos seus casulos, a literalmente vestirem a camisa. “Queremos o Parque Verde”, porque depois de instalada a barbárie que se anuncia, a luta será muito maior.
Sim, Bahé
em uma demonstração de democracia os moradores do entorno do parque se organizou e foi ouvida, tendo parte de suas sugestões incorporadas ao projeto. ainda assim parece que a percepção democrática não se sustenta na medida em que essas mudanças não parece satisfazê-los. infelizmente o que eles querem é implementar uma visão restritiva e até sectária do uso de uma área que é pública. vale lembrar que o que tem hoje em dia no terreno é apenas mato, o projeto prevê o plantio de árvores e busca dar vida àquele espaço. trata-se de um projeto oposto ao restante da beira-mar da cidade, que prevê um uso coletivo, de todos os habitantes da cidade. embora seja uma cidade litorânea o Recife nunca teve algo como uma cultura praieira. as construções ao longo da avenida foram uma forma de tornar restritos a poucos um patrimônio natural (a praia) que deveria ser de todos. quando enfim é apresentado um projeto que difere deste tom, a população (o uso das aspas é inevitável uma vez que eu me considero e conheço muita gente que se considera parte da populção, mas não estamos sendo levados em conta) acha-se no direito de impor o uso restrito de algo que é público. enfim, acho que poderia ser um belo exemplo de democracia como você citou, mas me parece que o ato democrático foi um mero acidente, tendo em vista que a resistência continua grande e a tentativa de imposição permanece.
Abaixo o concreto, viva o verde!!!
Pra quê esse centro de eventos? Totalmente dispensável, seria muito mais barato, ecológico e bonito plantar árvores do que erguer essa coisa horrível de concreto!!!
Meu Deus, este rapaz insiste nisto! Prefeito, por acaso o Senhor Já reparou que em Boa Viagem existem crianças de rua? Que no canal que passa ao lado do parque vivem famílias inteiras ao relento? O Senhor e sua equipe já viram isto? Visite a área e veja. Não fique aí no seu gabinete tentando brigar com a população. Não se preste a este papel. Veja a situação daqueles que lhe elegeram e destine este dinheiro a uma causa mais digna.
impressionante a conciencia ambiental dos recifences!!
um terreno abandonado que so junta marginais, que não é área de preservação e que ninguém nunca se preocupou comele agora vai lar plantar mudinhas de plantas!!
finalmente a cidade tem a oportunidade de ter uma obra arquitetonica moderna!
pq não tem nenhumaa….e logo de um dos maiores nomes mundial assinando o projeto!! onde ignorantes vem agredir o arquiteto!!
a conciencia começa em casa…essas pessoas n dvem nem fazer coleta de lixo seletiva em casa!!
ba viagem é um bairro morto sem cultura!!
qual o problema em ter espaço para apresentações musicais exposições??
cidade com cultura tao rica mas que esta morta na mente dessas pessoas!!
quem lidera esse grupo??
essa associação se acha dona do bairro!!!
vamos é lutar p modificar esse nome!
e apoiar esse grandioso projeto de referencia mundial!!