Proibir Marcha da Maconha é atentado aos direitos civis

abr 30, 2009 by     86 Comentários    Postado em: Atualidades, Sala de Justiça

Enquanto os representantes do Ministério Público (federal ou estadual) pouco ou nada fazem quanto ao cartel dos combustíveis (ver post abaixo), parecem ser muito diligentes em outros assuntos menos importantes. O promotor José Correia de Araújo (2ª Vara de Entorpecentes), por exemplo, ingressou com ação cautelar pedindo a proibição da Marcha da Maconha, prevista para acontecer no Recife no próximo domingo.

Alega o dileto promotor que se trata de apologia às drogas. Errado. O movimento em questão trata, na verdade, de uma parcela da sociedade tentando exercer seu direito constitucional de liberdade de expressão.

A marcha não traz a mensagem “fume maconha você também”. Ela quer dizer “deixe-nos fumar dentro da lei”. Isso mesmo. Porque à margem da lei uma parcela grande da sociedade já consome drogas (inclusive distintos membros do Poder Judiciário e seus órgãos auxiliares).

Proibir a marcha é, portanto, um atentado à democracia e aos direitos civis. É tentar proibir a livre manifestação de opiniões.

Lembrou-me o excelente filme Milk (biografia do político e ativista norte-americano Harvey Milk, assassinado em San Francisco). Não faz tanto tempo assim, década de 1960, cidadãos dos EUA tinham que lutar pela liberdade de orientação sexual e contra leis ridículas, como as que propunham a demissão de todos os professores gays para não “contaminarem” as novas gerações. Os gays faziam passeatas e a polícia caía de pau (por favor, não me entendam errado) para reprimir.

Pelo visto, no que dependesse de promotores como José Correia de Araújo, tais manifestações seriam vetadas por apologia ao homossexualismo, comportamento proibido à época.

Vão proibir as pessoas de se expressarem também no Carnaval?

Vão proibir as pessoas de se expressarem também no Carnaval?

No Brasil, você pode pregar a pena de morte abertamente, mesmo o direito à vida sendo um dos pilares constitucionais. Programas de TV defendem execuções sumárias e violência por parte da polícia, mesmo sendo assasinato e tortura crimes hediondos. Emissoras exibem novelas e programas com escancarado apelo sexual em horários de classificação livre, mesmo com a previsão legal de defesa incondicional da infância e da juventude.

Mas quando um grupo resolve  defender civilizadamente sua opinião de legalização do uso das drogas… Proibido.

Cinismo puro.

Espero que o juiz sorteado para analisar a ação cautelar do promotor José Correia de Araújo tenha uma percepção mais clara do que são direitos civis.

Este blog é a favor da descriminalização da maconha e mais a favor ainda que a sociedade manifeste civilizada e livremente suas opiniões.

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ATUALIZAÇÃO (16h33)

O juiz Alípio Carvalho Filho, da 2ª Vara Entorpecentes, demonstrou bom senso e NEGOU o pedido do Ministério Público para impedir a Marcha da Maconha. O juiz liberou a Marcha, pedindo apenas que a manifestação seja acompanhada pela Polícia, para evitar que se consuma drogas durante o protesto.

“Foi exatamente o que aconteceu no ano passado. Comunicamos antecipadamente ao Departamento de Repressão ao Narcotráfico, que acompanhou o protesto. Tudo aconteceu de maneira ordeira”, comentou comigo, há pouco, um dos organizadores do evento.

O blog comemora a decisão.

86 Comentários + Add Comentário

  • completamente de acordo. Apoiado.

  • A frase é velha,mas tá valendo:
    É proibido proibir.
    O autor: sei não.Esqueci.

  • Esqueci de divulgar o site do movimento. Lá vai:
    http://www.marchadamaconha.org

  • Bahé,

    É a cultura da irrelevância que se quer promover a solene importância. Como você aponta precisamente, não há apologia alguma, pois não se incitam terceiros a uma conduta. Há, sim, a defesa da legalização.

    Trata-se de exercício de liberdade de expressão, sem causar qualquer malefício a outrem, além é claro dos inconvenientes no trânsito.

    Foste deveras preciso também ao apontar que o incitamento a condutas ilegais – como a linchamentos e penas capitais – é realizado cotidianamente, nomeadamente em programas polícias do tipo mata e arrebenta, sem merecer qualquer preocupação.

    Acho que é a busca da justificação pelo caminho mais fácil, ou seja, o da irrelevância, por parte do promotor. Não creio, contudo, que faltem atividades mais triviais e uteis ao servidor em questão.

  • Pois é, Andrei.

    E olha que nem o trânsito a tal marcha vai atrapalhar. O protesto é tão civilizado que foi marcado para um domingo, no Bairro do Recife.

  • Nunca fumei nada na vida (nem mesmo aquele antigo cigarro de Carla Camurati), então por favor perdoem minha ignorância.

    Na hipótese de uma legalização da maconha, a partir de quantos miligramas — ou seja lá qual for a medida correta — por litro de sangue o cidadão já estará tão “viajandão”, que mal conseguirá se portar de pé? E claro, a reação químico-fisiológica certamente irá variar a cada caso, mas estou pressupondo que uma regulamentação legal implicaria a observação desse tipo de critério técnico.

    Pergunto porque, da mesma forma que eu não gostaria de ser atropelado por um mauricinho criado à base de Ovomaltine & rosquinhas São Luiz em sua picape de luxo, também não gostaria de ser exterminado no asfalto por um “maluco beleza”, ou será que, mesmo com a legalização, deveria ser proibido guiar sob efeito da droga? Devem existir estudos a respeito, se alguém tiver acesso a este tipo de dado seria enriquecedor para a discussão.

  • é impressionante como o brasileiro dos dias de hoje tem uma enorme capacidade de se mobilizar apenas para defender a safadeza. Para tudo que não presta tem uma ONG, uma comissão, uma bancada… VTNC!
    Para aquilo que é importante mesmo, é uma alienação total. Ninguém vê protesto contra a roubalheira dos deputados, senadores e governos (em todas as esferas). Ninguém protesta contra o entreguismo desse desgoverno que se instalou no país. Não há protesto quando o apedeuta imbecil fala dos “loiros de olhos azuis”, como se isso não fosse racismo. E por aí vai. Já chega, que falar dessa gentalha me dá azia.
    É triste isso, essa imbecilização do povo. Direito é o caramba. O negócio hoje é beber, cair e levantar.

  • Dedéu,

    Se você for em qualquer boate, atualmente, vai ver um monte de boyzinhos só com uma lata de red bull na mão. Não tomam uma gota de álcool. Mas cheiram pó, ingerem ecstasy, anfetaminas e outras coisinhas que não aparecem em nenhum bafômetro.

  • Marco,

    justamente, tens toda razão. Também tenho medo daqueles ali, será que vão tentar descriminalizar o consumo de ecstasy e cocaína também? Não gostaria nada de ver minha mãe morta por causa do hedonismo de quem quer que seja, sob efeito de qualquer substância que seja.

    Parabéns por mais um post oportuno e interessante.

  • Do ponto de vista da constituição, a marcha pela descriminalização da maconha é a mesma coisa que uma marcha pela sua criminalização, ou uma marcha a favor do aborto, ou uma marcha a favor da pena de morte.

    Todas são possíveis e inserem-se na liberdade de expressão. Trata-se apenas e tão somente de não agredir as liberdades dos outros, nomeadamente de ir e vir. Comunicar os poderes públicos, não complicar o trânsito e etc.

  • Enquanto isso nossos políticos continuam roubando descaradamente nossos recursos públicos, exemplo é ITAQUI-RS< basta investigar, mas nosso MP EStadual ????

  • É boa a iniciativa, até porque tenho conhecidos que “pitam” uma “ganja” e não sentem (ou dizem não sentir) nada de negativo.

    Entretanto, Marco, tem-se que ter cuidado quando se liga a maconha natural ao termo “drogas”, como no trecho “Mas quando um grupo resolve defender civilizadamente sua opinião de legalização do uso das drogas… Proibido.”

    É de se questionar mesmo se maconha natural extraída direto da planta — não aquela maconha quimicada que é vendida por traficantes — é de fato uma droga.

    Abs

  • É uma tristeza essa decisão. Esse texto abaixo é o retrato fiel de Recife. Que pena que tenho que viver numa cidade dessa, com uma população dessa..

    Recife: o lugar onde tudo pode
    Belo Recife de belas praias. Praias onde tudo pode. Cachorro, carrocinha, lixo, bicicleta, moto, automóvel, rádio nas alturas, maconha, cavalo, bebedeira, futebol, frescobol. Tudo pode. Experimente você também. Estacione seu utilitário na calçada de Boa Viagem e comece a vender um churrasquinho. Abra uma barraca e venda cerveja nas areias. Sempre cabe mais um. Invasão. Confusão. Arrastão. Ausência completa de autoridade pública.

    Sinal vermelho. Mendicância nos sinais, vendedores nos sinais, exploração de crianças nos sinais, assaltantes nos sinais. Propaganda nos sinais. Pedágio nos sinais. Limpeza compulsória do seu pára-brisas (não adianta dizer não). Tudo pode nos sinais. É terra sem lei. Heranças ancestrais? Aproveite você também. Tudo pode.

    A avenida Conselheiro Aguiar. Onde há residências, famílias com crianças e trottoir. De manhã, de tarde e de noite. Sujeira, violência, roubo, cheira-cola, comércio ilegal, prostituição. Invasão. Confusão. Tudo pode. Não há autoridade pública. Reductio ad absurdum.

    Recife de belos monumentos. Casario colonial. Invasão. Confusão. Pichação. A edificação é tombada? Possui valor histórico? A área é de preservação? Ora, faça o que quiser. Tudo pode. Aterre o mangue. Desfigure a fachada. É proibido? Desconsidere.

    A pobreza justifica tudo? A miséria se reduz com permissividade?

    Recife das pontes, dos rios, dos becos. Invasão. Confusão. Poluição. Ambulantes, barulho, carro-de-som. Não é de bom tom. Quem se importa? Trânsito, congestionamento, indisciplina, flanelinha. O cara é o dono da rua. Vai tomar conta do seu carro. Pague não, para ver o que acontece! Excesso de outdoors. Poluição visual. Carroceiro. Carreata. Caminhão. Contramão. Invasão. Confusão. Tudo pode.

    Nossos motoristas são os maiores repositórios de infração da história. Vão para o Guiness Book. São unidades didáticas de anticidadania. Crianças, querem aprender? O que é proibido, pode!

    E as calçadas do Recife…? Não são feitas para andar. Invasão. Confusão. O lojista quer expor. O construtor quer erguer o edifício. Montanhas de areia e brita nas calçadas. Tudo pode. Os transeuntes que se virem. Propagandas nas calçadas. Tocos de ferro nas calçadas. Barracos nas calçadas. Fiteiros, bancas de jornais. Calçadas quebradas, sujas. Cocô de cachorro nas calçadas. Cocô de gente nas calçadas.

    Invasão. Confusão. Ligue não. Aproveite. Caia na gandaia! Isto aqui é o paraíso! Recife é o paraíso! Tudo pode!

    Ausência completa de autoridade pública.

    Cloaca.

  • “Maconha natural”?

  • É tudo muito bonitinho os argumentos para defender tais passeata. Grita-se que se esta limitando a liberdade de expressão.

    Já ouvi muitos discursos defendendo o ideal deste post. Se os discursos fossem a realidade tudo bem. Mas na prática…

    Na prática tais passeatas tem baderna e num tom menor ou maior fazem apologia as drogas.

  • Sou totalmente contra a legalização da maconha. Acho que trará mais efeitos negativos que positivos.

    Mas também sou totalmente contra a proibição da liberdade de expressão. Todo tipo de passeata é válido, desde que não prejudique o próximo. O poder público deveria ter mais oq fazer antes de proibir passeatas que visam à defesa da opinião de alguns.

  • Vocês estão certíssimos, abaixo a hipocrisia.
    Liberemos a maconha, a heroína, a cocaína, o crack, sem essa de preconceito! Porque apenas a maconha. Esquece o bafômetro, dirigir alcoolizado é um barato. Libera as passeatas, é proibido proibir, o que vale é a liberdade de expressão. Eu posso escrever um monte de palavrões aqui? Oi…não? Não é proibido proibir? Posso falar das minhas experiências sexuais? Não? E a minha liberdade de expressão? Na rua pode, na cara dos outros pode, mas não posso escrever? A liberdade de expressão só vale para os outros. Nossa…quanta hipocrisia!!! Pau será aguentar um bando de maconheiro falando besteira. Os filhos ,e esposas e pais de vocês que apoiam essa babaquicie vão? Eles fumam? Eles se prostituem para comprar drogas? Não? Então eles matam por tabela.

  • Não é possível, na ordem constitucional vigente, proibir a liberdade de expressão e a luta pela conquista de certas liberdades civis, como a que envolve mobilização pela regulamentação do uso da maconha.

    A proibição da maconha só retroalimenta a circulação de dinheiro de forma não-registrada pelos mecanismos de controle existentes no País. Ou seja, esse dinheiro deve fomentar caixa 2 de campanhas, já que é a melhor forma de receber dinheiro sem ter que prestar contas ao Fisco. E é por isso que há interesse direto em manter a maconha como uma droga ilícita.

    Os argumentos morais levantados, extremamente superficiais (já que não há elementos morais de conteúdo universal em uma sociedade hipercomplexa), não passam de um verniz para ocultar os motivos econômicos e políticos que insistem em manter a ilicitude da maconha.

    Além disso, e no caso de Pernambuco, a regulamentação da maconha poderia ser o “leitmotiv” para uma mudança nas desigualdades regionais neste País. Sou a favor da regulamentação, restrições de uso idênticas aos fumantes de nicotina e alta tributação, o que garantiria ao Estado mais recursos e faria de Pernambuco um estado bem mais rico.

    Os que ficam “indignados” são aqueles que não conseguem enxergar nada além dos seus próprios umbigos. Mas a sociedade é bem mais complexa do que quaisquer idiossincrasias.

    Que a questão sirva para amadurecer o debate e mostrar que a sociedade é formada pela diferença de opiniões, vontades, valores e crenças. Não queiramos proibir os direitos (que são cláusulas pétreas em nosso sistema jurídico-constitucional) de livre manifestação do pensamento e de livre associação para fins pacíficos. Caso contrário, colocaríamos em xeque a própria democracia, como bem disse Bahé em seu post.

    Parabéns pela coragem dos que fazem o Acerto de Contas. Não apenas neste caso, mas em todas as manifestações aqui publicadas.

  • Também sou a favor da legalização e percebo vários pontos positivos, o primeiro seria que eu como usuário não estaria mais cometendo nenhuma ilegalidade em fumar maconha.
    Em segundo penso que um motorista sob o efeito de alcool, conforme foi questionado nos post acima, pode ser bem mais imprudente do que um motorista sob o efeito de maconha, pois o motorista sob o efeito de alcool fica agressivo enquanto que o maconheiro fica mais cuidadoso e dirigi devagar.
    E um dos mais importantes argumentos “liberdade de expressão”, precisamos somente lembrar que estamos num país democrático e que se não podemos fumar maconha, pelo menos podemos expressar nossas opiniões e que ainda estamos feridos pela ditadura que durante anos nos assombrou e silenciou nossas bocas, onde está a liberdade de expressão se não podemos nem discutir o que pensamos?
    Não se esqueçam do que estão votando no congresso, sobre liberdade de imprensa.
    Olhos abertos…

  • Estamos vivendo á época do liberalismo, relativismo, humanismo, etc, etc, e os velórios sempre mais lotados todos os dias.
    O mundo está indo cada vez mais de mal para pior.
    infelizmente!!

  • Impressionante a capacidade de argumentar juridicamente.
    É possível tudo?
    As drogas são nefastas à sociedade e seus efeitos são visíveis no tecido social. Droga, tráfico, armas, crime organizado, tudo isto está intimamente relacionado e o resultado é bem conhecido do nosso cotidiano.
    Se fulano diz na TV que é o indivíduo merece morrer, por que eu não posso ir às ruas dizer que maconha não faz mal, que não prejudica a sociedade e que minha LIBERDADE CIVIL está prejudicada? Lindo argumento!
    Quem é mais imprudente? O bêbado ou o maconheiro?
    Não pode beber e dirigir, mas poide ficar louco da erva e dirigir.
    Direitos Constitucionais não são ilimitados. A liberdade de expressão, nessse contexto, também sofre limites.
    Pra mim, o posicionamento do MP está correto. O interesse público de não legitimar uma reunião de maconheiros contumazes deveria ter prevalecido.
    Em SP a primeira instância negou e o Tribunal proibiu a “manifestação cívica”. Espero ver o mesmo aqui.
    Mas, enfim, cada um que tenha sua opinião… Respeito.

  • São Paulo, Salvador e João Pessoa…
    Recife é “moderna”, “descolada”, “in”, “plural”
    Livre, justa e igualitária…risos!

  • Pra não dizer que não colaborei com os adeptos à erva, sugiro que seja impetrado um Mandado de Segurança no STF. Mas tem que ser no plantão do Dark Mendes. Se ele solta bandidoqueiro (bandido + banqueiro), num vai negar um MS pra um grupo de maconheiros.

  • Não nos esqueçamos que muita gente morreu nos porões e quartéis exatamente porque a liberdade de expressão era tolhida nos tempos da ditadura.

    A liberdade de expressão, incluindo a liberdade religiosa, de crenças e de reuniões para fins pacíficos, é uma conquista democrática que demorou mais de vinte anos para voltar a ser instaurada no Brasil pós-88.

    Uma restrição à liberdade de expressão para fins pacíficos, como é o caso (não é uma reunião pública para caluniar, matar ou difamar quem quer que seja, muito pelo contrário) seria um atentado ao Estado Democrático de Direito. O juiz, ao menos neste caso, acertou em cheio.

    De toda sorte, a diversidade de opiniões aqui exposta mostra exatamente isso: a democracia, meus caros, não é o espaço dos consensos, mas sim dos dissensos, das diferenças de conteúdo. O único consenso possível numa democracia é quanto aos procedimentos que instituem o Estado de Direito. Mas é óbvio que o consenso quanto aos procedimentos (regras eleitorais, textos normativos, garantias constitucionais) não gera uma unanimidade quanto aos conteúdos dos temas tratados. Ou seja, “consenso procedimental e dissenso de conteúdo”. Isso é a democracia.

    Querer impor um conteúdo de uma forma vertical é uma visão narcísica de mundo. Aquele que “acha feio o que não é espelho”.

  • Isso Bahé. Vamos dar asas a nossa hipocrisia.
    Seria muito interessante “comemorarmos” a decisão do meretrissimo Juiz, mas por uma questão de consciência, deveriamos dar ênfase igualmente, as razões que levaram o Ministério Público a tentar impedir a marcha da fumaça.
    Quem sabe um dos motivos sejam justamente a enquete trazida hoje pelo Pierre.
    É apologia às drogas, sim senhor!
    No mais é comemorar o surto de hipocrisia do blog e torcer por comemorações futuras, quem sabe na marcha da Heroina, da cocaína, ou quem sabe uma passeata mais ao estilo popular, em protesto pela perseguição às inofensivas pedrinhas de crack.
    PS.: Já que pesquisa está em moda, porque o blog não aproveita a “justa marcha” e faz uma enquete para saber quantos dentre os simpatizantes da causa, já “saborearam o alucinógeno”?. O debate já poderia ser induzido com base em numeros reais.
    DETALHE: Não levem máquina de filmagem. Está provado que esse equipamento trás muito “desconforto” aos participantes do fumaceiro oficial.

  • Parabéns pela matéria e ao juiz que revogou tamanha hipocrisia, impedindo ações proibitivas retrógradas!

  • O medo destes poderosos, seja do judiciário ou do legislativo, é perder um de seus ganha-pãos….

    Ou alguém acha que o “Cabeça” do tráfico algum dia foi realmente Fernandinho Beira mar? O buraco é MUITO mais em cima!

  • Falou e disse, Raphael. Concordo plenamente.

  • PEGUNTA-SE QUEM CONHECE ALGUEM PROXIMO QUE FOI ASSSINADO PELO CRAK E MACONHA. HOJE MACONHA AMANHÃ CRAK.

  • COM APALAVRA A SOCIEDADE CIVIL!

  • Aos ignorantes de plantão:
    Maconha não é “alucinógeno”!

    Aos hipócritas de plantão:
    O tráfico é contra a legalização da maconha.
    E você?????????????

    • Na Holanda as drogas foram legalizadas com o intuito de dimuir o tráfico e a criminalização. Aí eu pergunto: Será que funcionou? Será mesmo que vale a pena legalizar? Hipocrisia é ter drogas como o álcool e o cigarro legalizados!!!

  • Pronto, libera logo essa maconha.
    É quase uma necessidade pública. Errado estou eu que sou contra essa coisa inofensiva. Libera maconha pros playba curtir!

  • Libera crack ano que vem.
    Libera cocaína em 2011.
    E libera geral em 2012.
    É assim que caminha a coisa.
    Mas aumenta os impostos pra que somente ricos tenham acesso.
    Fica bom assim?

  • Gostaria que o senhor Bahé desse nomes aos bois e dissesse quem ele conhece, no Poder Judiciário, que faz uso de maconha. Sou toda olhos e curiosidade para saber. Por favor, senhor, faça uso da sua liberdade de expressão e coragem e diga que são esses tristes que alimentam os traficantes e que, em vez de buscar a lucidez, correm atrás dos alterados estados da mente. Sim, porque nunca vi maconha deixar ninguém mais lúcido, mais inteligente, mais humano, mais caridoso, mais bondoso, mais nobre, mais educado, mais calmo, mais tranquilo, mais coerente. Muito pelo contrário, neguinho fica é doidão, afoito, atrevido, agressivo, irritante, enfim, fica uma droga. É engraçado como esse povo vazio banaliza a coisa baixa, chula. A gente não vê esse povo fazendo passeata em prol da ciência, da física, do conhecimento, etc, mas sim por essas coisas vazias, fúteis, que não levam a nada, ou melhor, levam sim, levam à perda total do ser humano, pois, como o próprio nome diz, trata-se de “uma droga”. Agora, eu lembro da minha mãe e de um filósofo alemão, que diziam: “Vão procurar uma trouxa de roupa para lavar, que é o melhor que vocês fazem, bando de desocupados e vagabundos”!

  • Acho que é preciso se discutir também o porquê da liberação do álcool. Ele também não causa dependência e leva pessoas ao vício, do próprio álcool e de outras drogas? Bom lembrar que em certos países europeus a maconha e seu comércio são liberadas.

    • Mas será que nesses certos países europeus a legalização diminui os problemas trazidos pelo uso das drogas?

  • IVAN, adorei o texto! muito bem redigido!

    quem é o autor?

  • Libera maconha!
    Libera pó, mermão!!!!

  • Bahé,
    Diga a quem se refere quando diz que há membros do Poder Judiciário e órgãos auxiliares que usam a droga.
    A Amepe e a ASPJ deveriam te interpelar num pedido de explicações.

  • Ficar doidão agora é um direito civil.

  • Caro Prof Da Maia (Alexandre da Maia, Prof da UFPE, é o Sr. Mesmo?):

    Se for, assusta-me, como o Sr. tenha esta compreensão no tocante à liberação da maldita maconha. Talvez pelo fato de não teres alguém na sua família que seja usuária e viciada nesta droga que cientificamente é comprovada como porta de entrada para outras, além de todo sofrimento ao próprio usuário.

    Estou profundamente decepcionado, mas respeito o seu posicionamento.

    Discordo mais ainda da sua fala ao mencionar que “Os que ficam “indignados” são aqueles que não conseguem enxergar nada além dos seus próprios umbigos”. – Talvez, caro mestre, por estares demasiadamente empenhado na defesa do consumo: por favor, lembre-se de que a droga é um chamativo para os outros tipos de violência (já pensou? um viciado batendo à porta do seu carro * recorde-se: não é blindado, viu? * com ar condicionado e “escalando” um “trêsoitão” na sua ilustre cabeça?) e doenças, além de futuras discussões para a legalização das outras substâncias entorpecentes (se liberou a maconha, porque não a cocaína, heroína, skank??) que, conforme os Racionais MC’s (já que és apreciador de música):

    “Comecei usar pra esquecer dos problemas
    Fugi de Casa.
    Meu pai chegava bêbado e me batia muito.
    Eu queria sair desta vida.
    O meu sonho?
    Estudar, ter uma casa, uma família.
    Se eu fosse mágico?
    Não existia droga, nem fome e nem polícia.
    (…) Mágico de Oz – Racionais MC’s

    “Ontem à noite eu vi, na beira do asfalto
    tragando a morte, soprando a vida pro alto! (…)
    Capítulo 4, Versículo 3 – Racionais MC’s”

    Professor, infelizmente eu não tenho o poder de mudar a legislação. Pra mim (solicito que respeites a minha opinião, pois vivemos numa democracia – tão bem delineada por você) a droga (qualquer tipo, inclusive a maconha) permaneceria proibida e o viciado seria tratado por longo tempo (internação obrigatória). A presente lei L. 11.343/06 poderia receber este imprescindível retoque no seu art. 28, ao tratar do “usuário” (inclusive o que se nomina “não viciado”, o que alega “fuma esporadicamente”). É ele, caro Alexandre, enxergando além do meu pobre e temente umbigo, que contribui para toda sorte de violência. Legalizar, meu caro, é fomentar mais um veículo (além da fome, falta de educação e pobreza) para a miserabilidade humana.

    Penso – sem querer ser rude ou indelicado -, que é chegada a hora do Sr. repensar nos seus conceitos… Já pensou se os pais dos seus alunos tomam conhecimento da sua opinião? Talvez seja o ideal o Sr. se afastar temporariamente dos corredores acadêmicos.

  • Zé Mordaça:

    Concordo plenamente com o pedido de explicações.

  • Nosso velho novo MP continua sem saber a autoridade que tem. São loucos pelo microfone e mídia, mas trabalhar que é bom negativo.

  • Ah, Prof. Da Maia… esqueci de uma coisa!

    Hummm… sempre os “liberais” têm uma memória curta… mas vou ajudar o Sr a se lembrar, pois “recordar é viver”.

    Se os castrenses mataram pessoas nos “porões da ditadura”, não é demais recordar que os esquerditas também mataram pessoas – não só militares -, inclusive civis: Elvira Cupello Calônio , CODINOME Elza Fernandes, ou chamada de “Elza, a Garota”, chamada assim por POSSUIR APENAS, CARO PROFESSOR, 16 ANOS !! Codinome? É… ela era do “partido”. Foi “justiçada” por determinação da cúpula do PCB sob a batuta do Luis Carlos Prestes, acusada de traição. O “melhor” (ops, melhor dizendo, pior) da história: descobriu-se que ela era INOCENTE, que NÃO TRAIU O PARTIDO !!
    É, nobre mestre … o “partido” tem sangue nas mãos.
    Mas são “águas passadas”…
    Hoje temos uma Ministra guerrilheira (a Vanda) candidata a Presidência do País. Está vendo como as coisas mudam?
    Pelo visto, bem… deixa pra lá.
    Vou pegar a bóia e encher a pança.
    Bom domingo e semana.

  • SE LIBERAREM A MACONHA MUITO DEPUTADO CHEFE DE TRAFICO PERDE DINHEIRO, POR ISSO O DESESPERO.

    MACONHA NAO CAUSA PROBLEMAS DE SAÚDE

    MACONHA NAO CAUSA PROBLEMAS SOCIAIS

    MACONHA NAO CAUSA PROBLEMAS FINANCEIROS

    SE LIBERAREM A MACONHA, ACABA O TRAFICO DA MESMA, E NAO EXISTE ESSA CONVERSA DE QUE A MACONHA LEVA AO CONSUMO DE DROGAS MAIS FORTES!! SE LIBERAREM A MACONHA CADA QUAL PLANTA SEU PEZINHO E CHAU PRO TRAFICO!!

  • “cientificamente é comprovada como porta de entrada para outras…”

    QUAL CIENCIA VC COMPROVA? EU FUMO ESSA PORRA DESDE OS 13 ANOS E NUNCA PROVEI OUTRAS DROGAS. SOU FUNCIONARIO PUBLICO FEDERAL E PROFESSOR, FORMADO E POS GRADUADO, NAO TENHO PROBLEMAS DE SAÚDE (SÓ SOU GORDINHO)…. QUAL CIENCIA QUE PROVA? VARIOS AMIGOS MEUS (WEBDESIGNER BEM SUCEDIDO; PROFESSORES IDEM; PROFISSIONAIS DE TELECOMUNICAÇÃO IDEM; ENGENHEIROS IDEM; ETC) TB FUMAM E NAO PRECISAM DE OUTRAS DROGAS. A QUESTAO EH HISTORICA, EH PRECONCEITO PURO. VAI ESTUDAR O DESINFORMADO!!

  • Rapaz… eu ia “pegar a bóia” agora, mas antes de sair, vi a postagem do “Sociedade Civil”… confesso que os meus dedos ficaram coçando a ponto de voltar para o computador e acariciar o teclado.
    Acho que o Sr. é que é um energumeno. Porque digo isso? A maconha talvez não seja um alucinógeno (não entendo tanto como você) mas em breve busca, pude localizar que: “pode-se dizer que a maconha provoca uma leve euforia, distorções espaço-temporais, alteração do humor, taquicardia, dilatação dos vasos sanguíneos oculares, secura da boca e tontura. Entretanto, doses mais elevadas podem vir a provocar uma intoxicação aguda (raro com baseados, comum com hashish). Neste caso, o usuário tem fortes alucinações audio-visuais, ansiedade, depressão, reações paranóicas e outras psicoses, além de incoordenação motora e desconforto físico. http://www.qmc.ufsc.br/qmcweb/artigos/maconha/thc.html.
    A maconha é um alucinógeno: Há vários fatores que influenciam seus efeitos, tais como a concentração de THC na planta, a sensibilidade aos efeitos e experiências prévias do usuário e o ambiente do consumo. Em geral, o uso é seguido por alterações nos sentidos (visão, audição, olfato), cognitivas (pensamento, memória e atenção) e de humor. Há alterações da noção de tempo e espaço e ilusões (distorções na percepção de objetos reais) visuais e auditivas. A maconha piora a atenção e a concentração, aumentando os riscos de acidentes. Pode desencadear quadros agudos de pânico e paranóia.

    Depois, vem através de uma “desinteria mental” dizer que o tráfico é contrário à legalização. Nem vou atrasar o meu almoço ao comentar tamanha obviedade.

    Sinceramente viu…

    Bloqueiros: NÃO deixem se levar por estas opiniões carentes de fundamentação.
    Querem fazer passeata? O juiz não permitiu a realização da apologia? Tudo bem! Que se faça, nos seguintes termos:

    1) Polícia de lado (acompanhando tudo), a DIMPO (Delegacia de Infração de Menor Potencial Ofensivo) operando de forma eficaz, com núcleo próximo ao local do “desfile de aberrações”.
    2) Baculejo em todo mundo. Quem tiver com um “beck”, uma “dolinha”, “fininho” ou a porcaria que o valha, vai ser lavrado TCO (infelizmente é o que a lei permite…).

    Abraço a todos e vou almoçar, pois a patroa está aos berros a me chamar.

  • EH UM ASSUNTO QUE TEM Q SER ANALISADO A FUNDO TANTO CIENTIFICAMENTE QUANTO SOCIALMENTE.

    TEMOS QUE PROCURAR OS PORQUES. SE QUEREM A LIBERACAO, TÊM QUE ARGUMENTAR OS PORQUES NAO SOH QUERO POR QUE QUERO ENTENDE?

  • Olá meu povo! Tô de volta! Só passei aqui pra dar uma olhadinha rápida, pois vou levar um livro pra minha amiga estudar. É, o cavalheirismo ainda não morreu.

    “nao posso dizer por causa do preconceito” … pobre homem.

    Também, depois de tantos anos fumando “essa porra” (ainda bem que admite) tinha que estar com o humor alterado.
    Comprovei que a maldita maconha pode trazer “alteração do humor”. É perfeitamente enquadrado ao seu caso.

    Poderia passar a tarde toda colando sites específicos comprovando que a maconha serve de “abre alas” para o consumo de outras substâncias psicotrópicas:
    a) http://www.ctviva.com.br/artigos/materias_legalizacao_maconha_muito_alem_contra_favor.html
    b) http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/02/18/materia.2009-02-18.0921718431/view

    e tantos outros. Acho que ficou bem claro que matei a cobra e mostrei o pau – comum, não o talo da famigerada cannabis sativa – até porque eu e tantos outros cidadãos de bem temos repulsa a este tipo vil de comportamento (consumir substância entorpecente). Quero acreditar que o seu caso seja o clássico fruto de dependência.

    Não coloque o caso em discussão como histórico, apesar deste ramo científico apontar que desde os longínquos tempos muitos usaram drogas. Admito que poucas são as referências históricas no tocante ao efeito causado por elas, mas saiba que temos guerras que começaram pelo envolvimento dela, como por exemplo, a proibição do consumo do ópio, gerando os confrontos da Guerra do Ópio na China (Produzido na Índia, e também em partes do Império Otomano no início do século XIX, os comerciantes britânicos traficavam-no ilegalmente para a China e muitas vezes forçavam os chineses a consumir as drogas provocando dependência, auferindo grandes lucros e aumentando o volume do comércio em geral); além do Afeganistão que é um dos maiores produtores de heroína do mundo, e financia o terrorismo internacional com o tráfico desta porcaria.

    Falo com uma certa propriedade… de um eterno estudante e propalador de conhecimentos.

    Tá vendo? Bolildo também é cultura.

    Penso, amigo “nao posso dizer por causa do preconceito” (não se trata apenas de preconceito), que devas ir para uma clínica de reabilitação. Estás beirando a necessidade de ajuda… como falam os mais jovens “na boa”.

    Informo-te, lamentavelmente, que as tuas mãos estão sujas de sangue, lágrimas e sofrimento. Sim, pois quantas pessoas morreram , ou na melhor das hipóteses, ou foram presas para que a droga chegasse até você? Quantas famílias choram por verem alguns dos seus (aliás, hoje é dia de visita nestes cárceres) sofrendo as mazelas das prisões para que você pudesse “fazer a cabeça” e ficar doidão por um certo tempo?

    Por favor, pense nisso.

    Que Deus esteja contigo nesta difícil empreitada (a desintoxicação), mas acredites: tem volta se você quiser.

    PS: A quantidade de maconheiro(a) é enorme. Vi o post do Léo Camilo e percebo que a coisa é realmente desesperadora. Jovem, a maconha causa tudo isso que você fala que não ocasiona.

  • Não acredito!
    Não acredito!
    Não acredito!

    Para quem defende o direito de expressão:

    Bolildo Seu comentário está aguardando aprovação. 3 de maio de 2009 às 14:40

    Ah, neste ambiente encontra-se o perfume de “dois pesos e duas medidas”.

    Acho que vou desistir de comentar aqui.

  • Este blog é fera!
    É por isso que eu gosto.
    Deixem esse monte de reacionários falando bobagem!
    A sociedade só avança com martelada no juízo!

  • A minha despedida:

    O post que tinha colocado NÃO FOI LANÇADO NA PÁGINA. Pena que não o salvei…

    É, meus caros… qual é o critério para o que é escrito aqui ser lançado? Ao que me parece, o conceito de democracia e liberdade de expressão aqui é coisa que os editores acham que devem fazer (filtram o que se pensa???)… eles estão incidindo no comportamento alvo de comentário realizado pelo Sr. Alexandre Da Maia, ao mencionar que os militares repreenderam a liberdade de expressão com morte.

    Não caluniei, difamei ou injuriei ninguém. Apenas rebati de forma vigorosa o que alguns comentaristas escreveram. Se este blog não se presta a isso, ele não “é fera” como afirma o amigo Bruno Alves. É fera apenas para tolher a oportunidade do outro de se manifestar.

    Por isso, despeço-me.

    Bom domingo a todos, felicidades, segurança e saúde (sem fumaça no ar, principalmente a da maconha), com esperança de que seja colocado na página.

    • Bolildo
      O único critério é não colocar um link, porque senão fica preso no antispam, ou agredir os outros.
      O seu estava com link, aí ficou preso.
      Já liberei

  • Esse blog indiretamente faz apologia à maconha.

    Só pra constar: Liberdade de expressão já existe e é grande. Abusar dela é um pecado.

  • Caro Bolildo,

    Vamos ao debate:

    1. Seu argumento que menciona que meu posicionamento vem porque na minha vida privada não convivo ou não tenho viciados é, no mínimo, sintomático sobre como se pensa o que é o debate público: como se ele fosse a extensão da vida privada, quando NÃO É. O debate público envolve várias vontades, vários desejos e várias crenças, valores etc, não o que se passa no seu valor privado. Suas crenças privadas não são critérios universais para delimitar o conteúdo das vontades no espaço público. Aliás, essa visão patrimolializada do que é o público é a tona dos ladrões que assaltam o dinheiro público. Do mesmo jeito, acho bom você rever seus conceitos, meu caro. Afinal, isso pode (e fatalmente iria) construir uma ditadura do pensamento único, que é incompatível com a democracia;

    2. As pessoas confundem liberdade de expressão com apologia, o que torna o debate extremamente pueril e pobre. Ser a favor do direito de manifestação, livre pensamento e associação para fins pacíficos não é uma apologia e um pedido para que as pessoas façam aquilo que se pede. Uma procissão, por exemplo, não é um pedido para que uma pessoa se torne religiosa, mas sim uma livre manifestação de pensamento a respeito da relação entre transcendência e imanência, própria do sistema religioso. Do mesmo jeito, manifestar-se sobre um tema, desde que ninguém agrida ninguém, ninguém mate ninguém etc., é um pilar do Estado Democrático de Direito;

    3. Pedir para que se discuta a regulamentação da maconha não é um pedido ou um clamor para que uma pessoa fume maconha. É um pedido dos usuários de maconha para que sejam reconhecidos em seus direitos civis de reivindicação por uma mudança legislativa, e não uma campanha publicitária para que mais pessoas fumem maconha. Eis a grande confusão: liberdade de expressão NÃO É apologia. Pq que quando aparecem os comerciais de cerveja, pedindo para que as pessoas bebam mais, isso não é lido como uma “apologia às drogas”. Isso, sim, é apologia, incentivo. A grande droga de entrada é o ÁLCOOL, esse sim. E pq ninguém diz nada? Só porque é algo “consolidado pelo costume”? Ou pq isso tb iria mexer numa indústria que acarreta bilhões? Por favor, né? O problema é muito mais complexo…

    4. Mais respeito, por favor. Minha opinião não é o de apologeta, mas o de quem faz uma análise sobre as contradições disso que a gente chama de “sociedade”. E meu respeito, nacional e internacional, vem dos meus trabalhos, das aulas e das zilhões de palestras que proferi dentro e fora do Brasil. E por isso, por estudar, tenho opinião. Por favor, respeito com a minha profissão e com a minha carreira.

    Grande e fraterno abraço

  • Realmente, o problema é muito mais complexo, mas nada mais fácil do que sempre falar “em tese”…

  • Segundo matéria publicada no JC, em 01/09/2008, na página 8 / Brasil, a “Maconha brasileira contém crack”. O alerta partiu do Centro de Assistência Toxicológica do Hospital das Clínicas de São Paulo. Isto pq, como a planta cultivada no Brasil é de má qualidade, e tem concentração inferior a 1% de THC, que é o princípio ativo da droga, os traficantes começaram a adicionar outras substâncias para potencializar o efeito do baseado e cativar clientes. Como todo policial tmb já sabe, esterco é comumente misturado à maconha, no sentido de diluir o produto original e aumentar o volume da droga, aumentando, consequentemente, o lucro dos traficantes; o que é citado na matéria. Segundo a Polícia Paulista, apenas 1/4 da cocaína vendida é entorpecente, o resto é formado por outras substâncias tais como lidocaína, pó de vidro, pó de mármore, e massa corrida. Aliás, traficante, como bandido que é, não está muito interessado no bem estar físico ou psicológico de seus “clientes”, e engana-se aquele que pensa que “a erva é um produto natural”. A informação está disponível ao público, entretanto, falta lógica e amor próprio na mente do viciado, que destrói não só sua própria vida, mas vai levando junto a vida de seus amigos e, especialmente, de seus familiares, destruindo tmb a vida daqueles que amam a pessoa viciada. Na minha liberdade de expressão, acredito que seja uma lástima que uma pequena parte da população perca tempo em manifestação à favor de entorpecente, e tmb acredito (como todo evento tem um custo) que tais manifestações sejam financiadas pelos maiores interessados, que são os próprios traficantes. Ao invés de querer aumentar o nível de alucinação, deveriam estar preocupados em aumentar o nível de consciência. Pessoas que usam a maconha para “relaxar”, assim dizem, poderiam estar praticando exercícios físicos, ioga, meditação, procurar um bom psicólogo, a fim de identificar e solucionar os verdadeiros problemas da vida, ou simplesmente buscar Deus. Esta é a minha humilde opinião, e espero ter contribuído para uma discussão madura neste blog.

  • Concordo integralmente com o Bolildo e como gosto de ir direto ao ponto, sem rodeios, digo simplesmente que nenhuma causa nobre motiva as pessoas hoje em dia, pelo simples motivo de “dar muito trabalho”.
    As pessoas só se mobilizam para beber, cair e levantar. Se for pra defender a esculhambação, pode contar com a canalha. E digo mais: a tendência é piorar com a candidatura de Vilma, Estela ou sei-lá-mais-o-quê, e o Recife está na vanguarda da safadeza, com certeza. Fico pensando: como uma cidade muda tanto, para pior, em tão pouco tempo? Que destino horrível para um lugar que já foi tão bom de se viver..
    Ao Sr.Carlos, o texto é de Jacques Ribemboim, Doutor em Economia e foi publicado no Diario de Pernambuco 14/01/2003.

  • “nao posso dizer por causa do preconceito”, será que este idiota fuma os seus baseados na frente dos seus filhos, de seus pais, etc. ou, se esconde por tráz do argumento do “preconceito dos outros”??? que nada!! na verdade ele não deve fazer isso na frente daqueles, por saber que no fundo no fundo, ele não quer ter um filho viciado e chamado de maconheiro entre os seus pares. Hoje é a maconha, amanhã cocaína… Vamos deixar de hipocrisia colega e argumentos sem base científica.

  • “nao posso dizer por causa do preconceito”, é lamentável que um sujeito destes se diga “professor”!! uma pessoa esclarecida (se pressupõe), fomentando o mundo das drogas. Estragando a vida de milhares de adolescentes que entram no tráfico de drogas como aviões, e saem mortos em uma lona plástica do IML, é um viciado desses, que fomenta os roubos, assaltos, sequestros, mundo das armas e tudo mais que leva um viciado a fazer para conseguir dinheiro para bancar o seu vício. è por causa de um viciado covarde(que se esconde em pseudônimo) desses, que muitas pessoas morrem nos sinais, nas esquinas, etc. Uma pessoa que abre a boca pra dizer que fuma desde os 13 anos de idade, e acha isso uma glória, é bastante lamentável. Pois, 13 anos é uma fase lúdica da vida, e do jeito que ele por sorte deu pro “bem”, hoje poderia ser mais um marginal que não teve a mesma sorte que ele teve. Imaginem só, nossos filhos de 13 anos, chagando em casa e dizendo, pai, me dá um baseado ai!!! é fim do mundo mesmo.

  • Viva o Sport (Grande time):

    Preciso da tua ajuda. Por favor, faça um exercício mental ao final de cada interrogação.

    Imagine um professor usuário e defendendo o consumo dentro de uma sala de aula. Imaginou?

    Imagine o teu filho estudando lá. Este “profissional” é formador de idéias, exemplo que muitos seguem. Digo isso pois fui estudante e ainda sou. Imaginou?

    Imagine a sua esposa organizando as coisas do teu menino e encontra um baseado. Perguntado, o garoto responde: “Ah, o professor tambem fuma… pensei que fosse correto.” Imaginou?

    Depois, o reacionário e o “faltador de respeito” sou eu.

    Cana, cadeia, xilindró em todos os usuários, traficantes e apoiadores. Vão espalhar a dor e infelicidade restritamente na casa de vocês!!! Mensageiros do cão!

    Abração e obrigado por não me deixar sozinho nesta luta.

  • Caro Ivan:

    Com antecipação agradeço o seu apoio. Voltei a teclar aqui para, principalmente, agradecer-te.

    Sinto-me aliviado por saber que não estou sozinho nesta empreitada (juntamente a Ednaldo Émerson, Laís Carla, Francisco Barreto, Jorge Melo, Zé Mordaça, Francisco Filho, Bernadeth, viva o Sport e o Luciano da Silva Oliveira), nem mais me sinto “o babaca com argumentos morais, superficiais e isentos de cientificidade” (pois é… defender MEU ponto de vista me fez pensar assim por instantes, parece que estamos errados, sendo retrógrados e tudo que não presta).

    Percebestes que na página, a quantidade de pessoas que são contra é bem superior aos favoráveis? Como alguém disse (acho que a letra “b” foi também dita por você), estamos vivendo a cultura do:

    a) Chupa que é de uva (Aviões do Forró);
    b) Beber, cair e levantar (Aviões do Forró);
    c) Lapada na rachada (Saia Rodada);
    d) Dig Dig Dig (hempa) – Planet Hemp.
    e) A culpa é de quem? – pra variar… Planet Hemp (usado como frase do dia neste blog… e depois os editores dizem, com cinismo impressionante, que não fazem apologia…)
    f) e outras… infelizmente muitas outras aberrações e imoralidades.

    Ao que me parece, tenho que me preocupar demasiadamente com o futuro dos meus filhos. Por isso, penso desde muito em ir embora daqui. Afastá-los de lugares, como por exemplo, da Rua da Moeda (grande centro cultural, mas infelizmente também frequentada por maconheiros(as)) e barzinhos como o Burburinho (Rua Tomazina, 106, bairro do Recife), reduto de uma parcela dos intelectualóides da RMR.

    Bato palmas, ovaciono, presto a minha reverência e referência ao Juiz da 2ª Vara de Feitos de Entorpecentes da Comarca do Recife (Dr. Alípio Carvalho Filho) e ao Judiciário da Paraíba, São Paulo e Salvador e de outros lugares que proibiram e que deverão proibir tal marcha. NA MINHA OPINIÃO, o MPPE, desta vez, pisou na bola (sem qualquer duplo sentido no tocante ao mísero entorpecente, é a gíria mesmo) ao permitir determinadas pessoas se abriguem na CR/88 para invocar o direito de locomoção, associação e manifestação de pensamentos visando a permissibilidade do uso de substância psicotrópica, posto que ainda é – INFELIZMENTE – infração de menor potencial ofensivo, à luz da L. 11.343/06 (Lei de Drogas) e L. 9.099/95 (Lei dos Juizados Especiais Criminais).

    Ao menos, aqui no Brasil, estamos começando a adotar uma política antitabagismo, que começou a segregar os viciados/dependentes de nicotina em um espaço restrito, e, pelo andar da carruagem, a expectativa é de a total proibição de consumo do cigarro (pela “galera do art. 28” chamado de “careta”) em lugares públicos.

    Aí, meu amigo, vem este bando de caras pálidas e querem a aprovação da possibilidade de discussão para descriminalização da maconha. Paciência… Santa paciência.

    Permita-me, para fugirmos deste tom de seriedade e fazer alusão ao Cap. Nascimento, interpretado pelo talentoso Wagner Moura: “ (…) já avisei, vai dar m… isso ”.

    Acho que vou montar uma passeata para que se discuta a conversão da conduta do usuário em ato criminoso (com coleta de assinaturas), acrescido de respectivo enrijecimento da norma proibitiva com pena de reclusão acrescida de tratamento obrigatório, inclusive. Sem ser pretensioso, devo ter mais apoio do que a turba acéfala, transgressora e amoral (juntamente com seus asseclas, de toda ordem) que se deslocou neste fim de semana.

    Tenho que voltar ao trabalho. Acho que não entro mais aqui no Blog do AC, nem mesmo para rebater as colocações do Sr. Alexandre Da Maia, que elevou o grau de decepção, ao utilizar o Direito para defender a legalização omitindo-se propositalmente em observar os desdobramentos que esta medida pode trazer inclusive ao Estado Democrático de Direito, que ele tanto aparenta conhecer.

    Abração,

    Bolildo.

  • Sr Pierre Lucena:

    Peço-vos perdão pelas palavras anteditas, no tocante a não publicação do meu post. Já verifiquei que ele está la.

    Boa sorte no seu trabalho.

    Bolildo.

    # Pierre Lucena 3 de maio de 2009 às 20:05

    Bolildo
    O único critério é não colocar um link, porque senão fica preso no antispam, ou agredir os outros.
    O seu estava com link, aí ficou preso.
    Já liberei

  • Gostaria de parabenizar Bolildo pela sua abordagem, e se for feita esta passeata com certeza farei parte do movimento. Bota a idéia pra frente. Forte abraço.

  • Bolildo (isso é nome de mongól): Pode ir embora. Vc n faz falta. Sua estirpe reacionária deve ser abominada da face da terra. És uma droga conservadora que deveria ir morar na Índia.
    Ainda vem citar Capitão Nascimento. Coitado de você. Me dá pena!
    Seu egocentrismo é o mais divertido…
    Os únicos dignos de elogios são os teus “comparsas” de opinião… né, Bolildo (isso é nome de mongól)?!

    Como dizia Caetano:

    “Mas é que Bolildo acha feio o que não é espelho…”

    Você até arranhou uns argumentos interessantes, mas se perdeu no mundo fantástico da opinião Deve ser um velho.
    E vc não passa de um reacionário, falso moralista, hipócrita e … resumindo, um Bolildo!
    Mas os reacionários como vc, Bolildo (isso é nome de mongól) desejam mesmo um mundo cheio de hipocrisias, mentiras, falsidades.

    “Vamos celebrar a estupidez humana”

    Surge mais um termo no dicionário da língua portuguesa:
    Bolildo = Adj., 1. reacionário; 2. falso moralista; 3. hipócrita.

  • Bolildo,

    Acho que seu “conhecido”, Alexandre, ao ser identificado, mudou de nome e literalmente, derrubou a máscara.
    Me lembrou o capeta do Auto da Compadecida, que muda de fisionomia ao ser contrariado.
    Coisa de petralha, ao perceber que nem todo mundo tem o “complexo de lagartixa”, que fica balançando a cabeça afirmativamente para tudo que é safadeza.
    “Pintou sujeira, pintou PT.”

  • [...] Marcha da Maconha é atentado aos direitos civis. O e-mail fazia referência à matéria publicada neste site a respeito de uma ação judicial, perpetrada por um promotor público, no sentido de coibir a [...]

  • Sou contra alegalização da maconha,amarcha tenhe que ser proibida mesmo.Vivemos num pais onde pessoas praticam crimes e dizem estar embriagadas ou drogadas só para no ato do jugamente serem avaliadas por uma junta médica craças ao belo discurso dos “senhores adivagados”,não o meu cliente estava fora de si, pois tinha bebido um pouco conseguentimente algumas vezes sendo abisolvidos.Embora há muito o que discutir sobre este fato o cigarro é uma droga lícita, mas nem porisso deixa de existir tráfico de cigarros no mundo então não pensem que com alegalização da maconha ela perde o valor,pode até perde um pouco o seu valor ,mas o tráfico sempre irá exitir.Temos tantas questões útis para serem legalizadas como:a pesquisa de células tronco,desta forma sei que é livre a manivestação do pensamento mais se que apologia as drogas é crime.

  • Jamais faria uma coisa dessas, Ivan. Não iria me esconder atrás de pseudônimos para emitir opinião. Não sou esse tipo de gente.

  • MENSAGEIRO DO CÃO

    “Elemento”… li rapidamente as suas declarações.

    Sinceramente, em vez de ser “Mensageiro do Cão”, você tá mais pra “pombinho de recados fofoqueiro e futriqueiro intelectualóide cheio de THC no quengo, a mando do poodle requintado de uma madame da high society”.

    Não sei por qual motivo você escolheu uma denominação (optada por mim) para se identificar. Talvez, enrustidamente, tenhas admiração pelos meus escritos, idéias e posturas. Contudo, de antemão, já vos digo que deverias ser mais verdadeiro e criativo. Se – creio que não seja o caso, mas não posso afastar a possibilidade – a intenção é outra, informo-vos que não sou dado as opções da orientação homossexual (com respeito aos que dela se amoldam, pois diferentemente de ti, respeito as pessoas, até mesmo em alguns casos as que consomem psicotrópicos).

    Você desconsidera os indivíduos portadores de especificidade, pois quando me chamas de “mongol” – posto que tentas infrutiferamente esculhambar os meus posicionamentos, igualando meus pensamentos (por você depreciados) fazendo equivalência com um grupo de seres humanos portadores de distúrbio genético(diminuindo-as), faltando-lhes com o mínimo de decência, por força de uma parcial limitação. Por apenas isso, já és digno do meu total desprezo.

    Eu não tenho pena de você. Nem o mínimo de compaixão.

    Se considerares um homem com três décadas e alguns anos velho… é um problema seu.

    Hipócrita, mentiroso, idiota e falso é você !!! Acredito que sejas, “elemento”, produto de no mínimo uma disfunção “cloaqueana” de qualquer pombo seboso e doente que traga imundície aos pátios de igrejas, edifícios decadentes, cemitérios, praças e praias. És um defensor de consumo de drogas (com certeza usuário). Tal fato indecente não demanda profundos enfrentamentos ou comprovações de um comportamento fracassado, dependente e irresponsável.

    Egocentrismo? Há… como falam as pessoas da sua laia, és um “comédia”. Defender a MINHA opinião agora mudou de nome para egocentrismo. Ai, Pai do Céu … acho que estou falando com uma anta.

    “Os únicos dignos de elogios são os teus “comparsas” de opinião ? “: Se quiseres atacar a alguém, dirija as suas farpas nojentas pra mim, pois como percebes, aí a gente se resolve. Deixe os outros de fora. Covarde.

    Coitado do Renato Russo… as suas cinzas devem estar se remexendo em algum lugar por aí, sendo invocado por um porqueira. Lave sua boca hedionda com detergente, sapóleo, água sanitária. Ah! Lave também sua região anal (que é também um local por onde escoa suas idéias) antes de proferir o nome deste grande artista!

    Não vou seguir o seu chulo exemplo em querer trazer adjetivos a você. O que já foi dito já é o suficiente.
    Gastei tempo demais com uma pessoa que não acresce e “não faz falta”.

  • Acho que a proposta é discutir ideias, não? Essa coisa de espinafrar pessoas não condiz com o debate sadio entre visões de mundo diferentes.

    Respeitemos as diferenças sem menosprezar e xingar as pessoas, por favor. É uma questão de educação doméstica. urbanidade e civilidade.

    Abraços

  • Caro Alexandre Da Maia,

    Pensei por alguns momentos em não responder aos seus posicionamentos, inclusive me afastando deste blog. Mas resolvi conversar com o Sr. sobre os seus pontos:

    1. Quando falei da falta da sua possível convivência com usuários e dependentes, é que tentei mostrar a dificuldade que uma família tem de retirar esta pessoa do vício. Eu já vi diversas famílias destruídas por causa da maconha. Os noticiários esfregam nas nossas caras as pessoas mortas por dívidas por traficantes. Estas poderão morrer na tentativa de assalto para manter o seu vício, caso legalizado. Isso por um acaso é impossível? Alexandre, existem programas das mais diversas ordens (p. ex.: Desafio Jovem) que buscam inserir novamente a sociedade uma pessoa que, pelo uso do entorpecente, é atirada a um submundo, onde não há fraternidade… aliás, algumas vezes até há, mas se utilizar da técnica do “vampiro” (uso de drogas na modalidade injetável misturado com sangue do dono da seringa) teremos mais do que um “gesto de bom coração”, mas a transmissão das mais diversas doenças. Teremos no futuro além dos Narcóticos Anônimos e Alcoólatras Anônimos, os Drogados Anônimos. Se aprovado, teremos uma superlotação nestes centros, ou o Sr. não está atento ao aumento de jovens dependentes do álcool? O governo monta um programa para se evitar o tabagismo em locais públicos tentando minimizar os problemas de saúde e, com o tempo, o fumo (inclusive consumido através do cachimbo: captain Black, gold…O Sr. gosta, não é? Acho que o vi fumando cachimbo uma vez…é agente de câncer de palato, viu? Não é ironia… é pro seu bem.) como causador de óbitos pelas mais diversas facetas do câncer. Aí, pessoas tentam debater a utilização legal de uma droga que causa além dos problemas normas da aspiração da fumaça (na maconha não se usa filtro, aumentando drasticamente a possibilidade de contrair o câncer, enfisema pulmonar etc), o entorpecimento e suas nefastas consequencias. Temos uma lei que tenta inibir que as pessoas dirijam embriagadas (quantas vidas ela já salvou, mesmo não tendo tamanha aplicabilidade por falta de material?) e outras tentam legalizar o uso da erva que pode diminuir reflexo do motorista e causar acidente? Não estou tentando “converter” o mundo com o meu pensamento. Não tenho esta pretensão. Talvez tenha sido incisivo demais nos meus argumentos, mas os defendo porque acredito neles;

    2. Desculpe-me a limitação, mas não consigo enxergar – neste caso em especial – a liberdade de expressão para a defesa de algo que é extremamente venenoso para o ser humano e corrosivo para a sociedade. Não há como se afastar a aplicabilidade do conceito de apologia. Fazer aquilo que se pede? Usar droga legalmente? Estamos em qual mundo, Alexandre Da Maia? Depois, não haverá o critério para a utilização de drogas mais fortes. Afinal, a morfina é utilizada para o alívio da dor (apesar de ser um produto extremamente controlado) nas cirurgias e casos de neoplasia. Neste contexto, a “liberdade de expressão” pode ser usada como ferramenta para a defesa da “liberdade de usar algo que pode até matar o próprio usuário ou outra pessoa”. Pois é. Eu não quero ser um “efeito colateral” dos atos de um(a) maconheiro(a);

    3. Mudar a lei para se permitir uso de drogas… Sinceramente. Os cigarros, bebidas geram milhões em patrocínios, nem por isso o seu consumo não está sendo repreendido, senão pelas pessoas por si sós, mas também por atendimento ao clamor do coletivo, refletidos nas mais diversas normas proibitivas. Pedir para que se discuta a regulamentação da maconha é possibilitar a “abertura da caixa de Pandora”. Concordo que o problema é muito mais complexo… vemos pessoas se empenhando, usando o Direito que é também voltado para a defesa da sociedade, para a defesa de um grupo restrito de pessoas insistentes em se intoxicar – e com certeza NÃO SE RESPONSABILIZARÃO PELOS SEUS ATOS APÓS O CONSUMO. Em vez de “atirar pedra na Geni (livre arbítrio do usuário)” vão responsabilizar “a erva que não traz danos, que não faz mal”, mas que foi o suficiente para gerar um estado de topor tamanho que ocasionou algum ato antisocial ou criminoso.

    4. Em nenhum momento desrespeitei a sua profissão ou sua carreira. Deixo isso muito claro. Contudo, numa leitura dos seus escritos realizada por qualquer pessoa não versada nas linhas jurídicas, percebe que o Sr. não se exime de opinar: “Sou a favor da regulamentação, restrições de uso idênticas aos fumantes de nicotina e alta tributação, o que garantiria ao Estado mais recursos e faria de Pernambuco um estado bem mais rico.” Só ficaria para os riquinhos, filhinhos de papai? Logo maconha? Conversa fiada, Alexandre. Poxa… aí é fogo, né? Faça-me o favor!! Não recai, aqui, apenas, uma análise sobre contradições sociais. O Sr. se exime em analisar os desdobramentos factuais do uso liberado, como aumento de crimes, disfunção familiar, entre outros. Seus textos são demasiadamente claros e diretos. Defendes a regulamentação do uso da droga. É o seu ponto de vista. Oponho-me à conservação da ideologia da maconha. É a minha visão. Simples assim. Talvez a antedita regulamentação traga alguns benefícios de ordem tributária, mas, até o fumo –TODO ELE – traz problemas para a saúde. É caso, caro Alexandre, de Saúde Pública. Apenas – dentro do meu umbigo pequeno e limitado – penso (e não arredo o pé e nem quero te ofender de qualquer forma, pois se o desejasse faria diretamente e “sem meias palavras”) que seja incompatível um professor de nível universitário e creio de pós-graduação estar em sala de aula e possivelmente fazer alusão a esta regulamentação (a não ser – no máximo – num exercício acadêmico para retórica, defesa e lógica jurídica). Da mesma forma, Alexandre Da Maia, também estudo e tenho opiniões.

    Peço-te perdão se, de alguma forma, magoei você. Não quis desrespeitar a sua carreira e sua profissão, que é uma das mais sagradas e nobres, faltando os nossos governantes concederem o devido valor.

    Grande e fraterno abraço.

    Bolildo.

  • Caro Alexandre Da Maia:

    Concordo plenamente com a proposta de discussão, apesar de ser o meu último registro.

    No que toca ao “Cavalo do Cão”, não tive outra alternativa, senão me defender.

    Sou educado, civilizado e dispenso tratamento urbano para os que assim tratam a minha pessoa.

    Boa sorte na sua vida pessoal, acadêmica e científica.

    Grande e fraterno abraço.

    Bolildo.

  • Caro Alexandre Da Maia:

    Errata:
    a) onde se lê Cavalo do Cão, Leia-se Mensageiro do Cão;

    b) No ponto 1: Sei que já existe o NA (Narcóticos Anônimos, que em alguns lugares presta ajuda para aqueles que tentam parar de fumar o cigarro), mas queria também ter feito menção específica aos TA (Tabagistas Anônimos).

    Estou consciente de que há uma tendência, vislumbrada através de movimentos “sociais” para a descriminalização da maconha.

    Que Deus me ajude se isso acontecer e me dê forças para juntar mais dinheiro e terminar o meu curso de idiomas para ir embora deste País carente de tanta coisa básica, dentre elas, seriedade.

  • É de fazer chorar…
    Tanto preconceito, tanta desinformação!

  • Ubirajara Ramos:

    Queres um lençol para enxugar as lágrimas? Talvez um óculos escuro também te sirva.
    A desinformação realmente paira por este chão.
    Bom final de semana.

  • Caro Bolildo:

    Graças a conjuntivite, hoje, estou de óculos escuros…
    Mas, infelizmente, parece que você anda com os olhos vendados…

    Ou, então, é o pior dos cegos: àquele que não quer ver!

    Não quer ver que a “guerra às drogas”, esse fantástico desperdício de dinheiro, além de não ter solucionado nada; tem agravado, cada vez mais, o problema.

  • Bolildo:

    Em tempo:

    Queres ir pra um país sério?

    Vai pra Holanda…

    Ou pra Suíça, Alemanha, Inglaterra ou Canadá… E verás como a sociedade funciona bem melhor com relativa liberdade para a maconha e sem a loucura da “guerra às drogas”!

  • Caro Ubirajara Ramos:

    Sei não viu … Conjutivite. Tá bom. Mudou de nome agora…

    Olha, você leu todos os meus argumentos? Lestes direitinho?

    Confesso-te, de coração, que do meu quengo não sai mais um tiquinho de pensamento. Secou … (não a secura do consumo da maldita droga).

    Tudo que poderia dizer já foi dito. Admito que não tenho mais o que falar.

    “Relativa” liberdade … para algo ilícito, que traz todas as mazelas apontadas.

    Fio, se você quer, vá defender o consumo da droga. Vá fumar seu baseado antes de cochilar… não diz que relaxa? Amanhã use um colírio, para substituir os óculos escuro.

    Tô com sono e cansado de discutir isso.

    Vou dormirrrrrr…

    Sport, uma razão para viver.

  • Caro Bolildo:

    Todos têm suas drogas preferidas. Eu, três: o álcool na sua mais suave graduação, a cerveja; o tabaco (nicotina) e a cafeína de diários cafezinhos. E ainda, quando com dor de cabeça, a dipirona. Todas legais.

    Entendo suas críticas. Já pensei como você.

    Afinal, com quase 80 anos de mitos e mentiras, “sonegação” de informações e muito sensacionalismo reinando na mídia, é natural que se pense assim.

    Outras drogas legais: barbitúricos, diazepam, valium, o álcool (vodka, uísque, aguardente, etc, com teor de até 45°, é mole?), xaropes (codeína), anoréxicos e o popular “ribite”(anfetaminas), ketamina, colas, esmaltes, solventes, gasolina, inseticidas, agrotóxicos, éter, acetona, etc e tal.

    Olha, junto desta “tropa de elite”, maconha é café pequeno… Acredite se quiser, dentre todas citadas, é a única que nunca matou ninguém de OVERDOSE!

    Sabe qual é a diferença das drogas legais para as ilegais? É que essas últimas são ilegais… E sabe onde está a violência? Na proibição!

    Só mais uma coisinha: drogas, quer sejam legais ou não, não são coisas pra crianças e adolescentes. Então, vamos educá-las. Mas sem terrorismo e sem mentiras!

    Estou escrevendo um livro. Embora possa discordar, acredito que você vai gostar.

    E pelo SPORT tudo!

  • Caro Ubirajara Ramos:

    Tô de saída… mas recomendo pra vc o Sonridor Caf (do azul). Pra mim é tiro e queda.

    Mais tarde respondo seu comentário.

    Bolildo

  • Antes de mais nada, deveriamos lembrar que todos temos uma coisa chamada “livre arbitrio”.

    Sou a favor da legalização, afinal se trata de uma erva natural, não de um produto criado atravéz da mistura de varias substâncias de todos os gêneros, como é o caso da cocaína, crack, LSD, até mesmo a tão popular cerveja, ( acredito eu a droga mais usada em nosso país, inclusive por muitos jovens, e em muitos casos com acompanhamento dos pais, que por se tratarem de usuários da tal droga geladinha, não veem mal nenhum na tal bebida, afinal, todos consomem, é popular, para alguns se torna até motivo de orgulho, pois adoram dizer que beberam não sei quantas no fim de semana)e naum devemos levar em concideração o fato de como ela chega até o usuário, que por sua vez recorre ao tráfico pelo simples fato de não ter a liberdade de poder cultivar uma planta que será destinada para uso próprio, ou vocês acham que usuários tem preferencia e acham agradavel fumar a tal maconha adulterada? Como foi citada antes a banda Planet Hemp, coloco aqui uma de suas frases, ” não compre, plante”.
    Acredito que existam formas de se chegar a um consenso, criando normas e até restrições aos usuários, para que a coisa não fique banalizada, como considero desrespeitoso e desagradavel que uma pessoa fume um simples cigarro em meio a outras pessoas, levo o mesmo ponto de vista em relação a maconha, quer usar, use em sua casa ou em um local compativel ao tal habito.
    Ninguém deve ser proibido do uso, ou descriminado por ser usuario, deveriam ser criadas normas, regulamentações, cabiveis de punições sim, como por exemplo, na Holanda em determinados locais, se um usuário for pego em posse ou em uso de drogas, não só a maconha, mais outras drogas sintéticas também, ele não é preso, ele é autuado, tem que pagar multa, e se for pego na cidade em 24 horas tendo posse ou fazendo consumo, ai sim, esse é enquadrado e pagará a pena de acordo com a lei.
    A maconha tem seus efeitos colaterais sim, concordo, mas hoje estamos cercados de tanta coisa nociva a nossa saúde, alimentos que contém substancias que ajudam no desenvolvimento de cânceres, emissões de poluentes que geram um alto custo as nossas redes de saúde, e que matam tantas pessoas, alias, alguem ja ouviu falar de alguma pessoa que morreu por uso de maconha?
    Temos tantas coisas hoje em dia para nos defendermos, nos preocuparmos, que matam milhões de pessoas, por exemplo, as absurdas guerras religiosas, disputas de territórios e pessoas que morrem em leitos de hospitais, muitas vezes pela simples falta de médicos, ou de medicamentos, que não chegam onde deveriam pelo simples fato de nossos governantes terem desviado as verbas destinadas a tal fim, por que dar tanta enfase a simples liberação do uso de uma planta, como muitas outras que nunca foram esperimentadas enroladas em um papel em forma de baseado, que por sua vez possam ter efeitos semelhante ou até mesmo mais poderosos que a maconha.
    Fica aqui meu ponto de vista, agradeço pelo espaço e pela oportunidade de estar descutindo este assunto.

  • Caro Bruno:

    Concordo que cada um de nós somos os timoneiros das nossas decisões… mas o problema é que se liberarmos o uso do entorpecente, teremos pessoas que não estarão se conduzindo por este livre arbítrio, pois estarão com a percepção distorcida, sob o efeito da droga.

    Sinceramente, não vejo com bons olhos a liberação, mesmo que as pessoas vislumbrem diversos benefícios, mas os malefícios, penso eu, são indiscutivelmente superiores.

    Forte abraço e boa semana.

    Bolildo

  • Caro Bolido, não tiro sua razão, mais é só olharmos em volta e veremos outras centenas de drogas que são consumidas sem restrição, descriminação ou qualquer proibição, o fato é que a maconha um dia foi proibida, e acabou virando esse mito temidos por tantos, agora imagine se o alcool fosse proibido, tenho certeza que o brasil pararia em função de uma marcha reinvidicando a liberação das bebidas alcólicas, pois tenho certeza que devemos ter pelomenos 100 vezes mais usuários de alcool do que de maconha, e porque o alcool e as outras centenas de drogas não são proibidas?
    Vai aqui um pequeno comparativo:
    Um usuário de maconha, por exemplo, que fume 2 baseados por dia, gastará em torno de R$ 20,00 por semana.
    Qualquer pessoa que frequente um bar ou qualquer tipo de estabelicimento desse seguimento, duas ou trez vezes por semana, ou em qualquer balada de fim de semana, essa pessoa gastará tranquilamente um valor acima desses R$ 20,00 reais.
    Outro fato, quando você se depara com algum conhecido, amigo ou parente em estado aparente de embriagues, dificilmente você ficara espantado ou o descriminará, pelo contrário, na maioria das vezes a pessoa acaba achando até engraçado e tratando esse individuo embriagado com a maior naturalidade do mundo, agora se for do seu conhecimento que uma pessoa perto de você fez uso de um simples baseado, garanto que essa pessoa será olhada e tratada de forma menospresada, sendo que uma pessoa sob efeito de maconha não fica fazendo baderna, falando alto, se achando o dono do mundo e o dono da razão como no caso do tão consumido e liberado alcool.
    Talvez troquemos aqui o fato a ser descutido, se a maioria não é a favor da liberação do uso da maconha, mesmo que esse uso seja em sua casa ou em qualquer local particular sem a presença de não simpatizantes da erva ou não usuários, porque não fazer um movimento em pról a proibição de outras drogas, que podem ser consumidas em qualquer local e na presença de qualquer um, muitas vezes na frente de crianças, na qual todos se preocupam tanto em dar bons exemplos?
    Vamos tratar então com igualdade todas as substâncias que tenham efeito alucinógeno, não proibindo somente a natural e tão despresada maconha.

  • com é engraçado as coisas no mundo..

    uma droga que destrói mais vidas do que qualquer outra coisa

    ja é legalizada,(alcool).agora uma anti-extresse que nunca se soube de uma vitima causada pelo seu efeito é proibido..

    por isso eu digo…LEGALIZE JÁ…

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MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).