Recife, a nova Bagdami: uma mistura de Bagdá com Miami

abr 15, 2012 by     175 Comentários    Postado em: Atualidades

ocupe

Nascida de uma manifestação nas redes sociais, centenas de pessoas ocuparam hoje o Cais José Estelita. A idéia é evitar que aquela área se transforme em mais uma dezena de famigerados espigões da Moura Dubeux.

Como todos já sabem, a construtora, famosa por fraudar o leilão do terreno que originou as duas torres no cais de Santa Rita, adquiriu o terreno que era propriedade da Rede Ferroviária Federal, juntamente com outros dois grupos.

A partir daí, fez um projeto ousado de contrução na área, que inclui um hotel, empresariais e residenciais, além de uma área comum, que só acredito vendo, já que da Moura Dubeux só espero o pior.

A área utilizada para a construção está na figura abaixo.

O que vai ser do projeto ainda não sabemos, mas vamos pontuar alguns fatos sobre a mobilização, que estão sendo levantados nas redes sociais.

  1. Para começar, é preciso ressaltar que uma mobilização como essa é de um simbolismo enorme. Depois de muito tempo, a população sai às ruas para exigir que se discuta um projeto para a cidade. É algo especial, principalmente em um momento de enorme desmobilização como o que vivemos atualmente.
    É preciso aproveitar este momento.
  2. A área está abandonada. Isto é um fato. Mas o fato de estar abandonada não dá à iniciativa privada o direito de fazer o que bem entende, porque é preciso atender ao interesse público.
    Quem lê o Acerto de Contas sabe que sou um liberal por princípio, e isso quer dizer exatamente que acredito na regulação estatal e na mobilização das pessoas para que o interesse coletivo seja preservado.
    E no caso específico do setor imobiliário, o setor privado deve vir à reboque das dicussões públicas, e não o contrário. As contrutoras só lideram as discussões porque o Poder Público por aqui é uma piada.
  3. A mobilização está chegando tarde, porque este projeto foi aprovado como rolo compressor. Isso é apenas um retrato de que a gestão do PT vem fazendo o que bem entende da cidade, e que abandonou qualquer ideia de planejamento urbano. Aquelas duas torres no Cais de Santa Rita é o retrato do abandono.
    E mais, se aquela área não fosse murada e de propriedade da REFESA, já teria virado uma grande favela, como virou o Joana Bezerra. Ou alguém esqueceu que em 2000 havia um enorme descampado em frente à estação de metrô. É certo também que
    gestões anteriores não fizeram muita coisa.
    A esculhambação com a ocupação da cidade é culpa exclusiva da leniência do setor público. E planejamento urbano é muito mais do que uma luta de classes. Deve-se saber o que deseja de uma cidade, e não a ocupação desordenada como o que há.
    E falando da mobilização, esta pode ter chegado tarde, mas as decisões não são irreversíveis. Essa é a hora de se rediscutir os projetos, já que não há nada construído.
  4. Todo mundo quer a revitalização da área. Mas esta deve vir de uma discussão liderada pelo Poder Público, e não por uma construtora.
    mas é preciso lembrar também que a iniciativa privada investiu R$ 55 milhões, dentro de um marco regulatório existente. A desapropriação da área para qualquer fim já parte deste investimento, que deverá ser feito pelo Poder Público.
    Mais um motivo para se discutir com calma.
    É preciso lembrar que trata-se de um terreno privado.
  5. O Movimento foi acusado de não saber o que quer.
    E daí?
    Pode não saber o que quer, mas sabe exatamente o que não quer.
    Não quer que a cidade se transforme em uma Bagdami, uma mistura de Bagdá com Miami.
    De um lado prédios imponentes, paraíso da classe média alta que desfila em carrões, e algumas centenas de metros depois, uma desordem urbana parecida com Bagdá, com o Centro abandonado à própria sorte.


Recife será a nova Bagdami, com Periferia e Centro de Bagdá,
e Beira-mar de Miami.

Recentemente Edilson Silva escreveu um artigo para o Acerto de Contas, falando com propriedade sobre o tema. Ele tem razão quando fala que a Prefeitura não sabe onde quer chegar com a cidade. Nosso Poder Público não tem um projeto urbano, muito menos de mobilidade. Dia desses anunciou alguns estacionamentos, como se a solução para o Recife fosse colocar mais carros na rua. A Prefeitura deveria estar liderando um processo de discussão, e não ficando à reboque, como foi no caso da Tamarineira.

Dia desses levantei uma discussão sobre as Zeis na cidade do Recife, e sobre a legislação que acabava prejudicando os pobres. Para se ter uma ideia de como a discussão acaba ficando pobre, muita gente acha que eu estava defendendo a construção de espigões. Talvez tenha me expressado mal no texto, mas o fato está na guerra que se transformou os defensores da expulsão dos pobres contra os contrários à mudanças urbanas.

Na minha opinião, o bairro popular do Recife mais organizado é Brasilia Teimosa, e acredito que deva continuar assim, mas dando aos proprietários das casas a posse do terreno, inclusive para que aumentem seu patrimônio pessoal.

O problema está em achar que a iniciativa privada deva ser tratada como inimiga, e não como parceira. Não podemos tirar o comportamento de todas as construtoras pelo da Moura Dubeux e de meia dúzia de outras empresas que não respeitam legislação e passam por cima de tudo.

Cabe ao Poder Público realizar um planejamento para a cidade, discutindo com a população, e ser firme no cumprimento deste planejamento, até para que empresários sérios se engajem em um novo projeto de cidade.

Esta é a oportunidade de iniciar uma discussão séria sobre o que queremos para a cidade, e com certeza espigões à beira-mar não será solução alguma. Mas com um marco regulatório que atenda ao interesse público, o setor privado se adequa.

E isso tudo justamente para evitar o que chamei aqui da transformação de Recife em Bagdami, com o Centro da Cidade e a periferia se parecendo com Bagdá, e a beira-mar se assemelhando a Miami.

O Movimento Ocupe Estelita é a maior novidade neste cenário de falta de discussão sobre a cidade. Cabe a todos nós aproveitarmos esta mobilização e pensar a cidade que queremos.

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  • Pierre, pra não ficar perdido no meio do outro post: o governo esta, sim, dando posse da terra aos moradores de ZEIS. Você é inteligente e sabe que isso envolve diversas esferas do poder, tanto formais quanto informais. Temos que ter paciência, mas te adianto que a coisa tá andando. Neste momento, 4 comunidades em Santo Amaro e Campo Grande passam por um processo de regularização fundiária de residências consolidadas. 8 mil famílias devem receber o título dentro de 1 ano. Nem tudo são mas notícias, afinal.

    • Pedro
      Pelamor….isso começou no Governo Arraes.
      Já poderia ter acabado há anos

      • Pierre: é que esses processos são demorados mesmo. Um monte de gente que comprou apartamendo da Cohab, que são da década de 60 e 70, até hoje não tem escritura – e só conseguiram pq entraram na justiça. Veja essa matéria, de quatro anos atrás: http://daleth.cjf.jus.br/vialegal/materia.asp?CodMateria=959
        Se é assim num conjunto habitacional do próprio governo, imagine no caso de uma favela? O mal imanente neste caso, e tantos outros, é o cartorialismo insano desses processos.

        De toda maneira, o que vc escreveu sobre as ZEIS ainda não pára em pé. Vc argumentou que as ZEIS devem acabar para que os moradores possam se aproveitar da especulação imobiliária, mas agora observa que não é favorável aos espigões. Ora, a especulação só ocorre pq há a expectativa de construir espigões. Sem eles, as construtoras não vão se interessar. É mais interessante que o governo urbanize as áreas, permita até mesma uma verticalização moderada para dar espaço para ruas mais largas e tudo mais. Durante esse processo, os moradores receberiam a posse dos seus imóveis, mas sem que que o bairro quem moram fosse descaracterizado no processo. Foi o que vc apontou naquele texto sobre a maravilhosa rua urbanizada na Rocinha: http://acertodecontas.blog.br/atualidades/a-nova-favela-da-rocinha/

        Só não sei pq se deveria revogar as Zeis para fazer isso. Acho até meio paternalista: se as Zeis atrapalham a vida dos moradores dessas comunidades, esses moradores certamente serão os primeiros a se mobilizar contra elas.

        • Eu não disse que as ZEIS deveriam acabar. Eu disse que a legislação mudasse para que eles, caso quisessem, vendessem suas casas.
          Ou mesmo tivessem a propriedade para dar de garantia, caso quisessem investir em um negócio próprio

        • Nada contra. Mas isso tem que ser feito junto com o processo de urbanização das áreas (o que agrega valor à propriedade dos moradores) e com mecanismos que evitem a pressão das grande s construtoraas – que adorariam a possibilidade de comprar imóveis em locais valorizados a preços relativamente baixos e nesse processo expulsarem os moradores mais pobres e descaracterizando as comunidadees. Eu particularmente, acredito que um processo lento de valorização de um bairro que vai se urbanizando e melhorando é bem mais interessante que levar uma quantia pelo imóvel e ir trabalhar longe de seus contatos, negócios, fontes de renda…

          De toda maneira, se os moradores dos ZEIS começarem a se moobilizar pelo direito de venderem suas casas, lhes darei todo o apoio. Mas vc já viu isso acontecer alguma vez? Pelo contrário, eles se mobilizaram pela criação das ZEIS….

        • Edson e Pierre
          A questão das Zeis começou no governo de Jarbas prefeito . Eu acho válida a idéia é importante aceitar os parâmetros urbanísticos e já consolidado dessas comunidades mas é necessário passar para regularização masss falar do direito de venda se complica pois o que vai acontecer é a pressão das construtoras e eles venderão o terreno e virá novamente o problema. E a menos que tenha um plano diretor para a cidade e não para as construtoras o direito de venda vai ser só o inicio de uma verticalização ainda maior. Se em Brasilia Teimosa todos pudessem vender seus imóveis vocês acham que a MD não teria comprado já tudo? Basta olhar ali o outro lado…

          E para todos os outros não sou contra a verticalização mas Recife não é Dubai, temos paisagens naturais e frente de águas. Prédios de 40 andares podem existir mas onde cabem e não para tapar e em alguns casos privatizar frentes de águas. Também achei meio fora de tempo comentários (de outros blogs até) que as pessoas que estavam no “ocupe Estelita” usavam ifone ou moravam em apartamentos… uma coisa não tem nada a ver com a outra. Só quem pode ser contra esse tipo de verticalização predatória é quem tem celular de lanterninha feito o meu e mora em casa é? Oxiiiii…

        • Basta não permitir construção de edificações..

        • As ZEIS surgiram na durante o 1º mandato de Jarbas Vasconcelos na Prefeitura. A idéia, era que ao não dar a posse total aos moradores, que estes passassem a receber ofertas justas por suas moradias e não o troco que serviria para comprar uma bugiganga qualquer e depois, sem dinheiro e sem casa, fossem invadir outro terreno, gerando conflitos de posse. Outra idéia muito boa foi, que a posse ficasse com a mulher, pois essa normalmente cria os filhos e tende a manter o “teto” sobre a prole. Isso também impede a possibilidade da mulher ser ameaçada pelo marido/companheiro para vender a casa e ele ficar com o dinheiro. Os homens em sua maioria, tendem a abandonar as suas mulheres por outras, ignorando a família anterior, em razão da nova.

    • Muito bem lembrado.

  • Pierre,
    Você tem razão quando diz que “A mobilização está chegando tarde, porque este projeto foi aprovado como rolo compressor.” Entretanto, penso que ainda temos, sim, tempo de impedir que aconteça no Cais José Estelita o mesmo que aconteceu no Cais de Santa Rita, onde foram erguidas as infames “torres gêmeas”. Saúdo, com enorme esperança, o #ocupeestelita! Quem sabe tenhamos aprendido com o episódio das “torres gêmeas” em que a Justiça e o MMPE só se pronunciaram após elas terem sido erguidas? Às ruas, pois!

    • Deviam mesmo era proibir construções altas em 80% dos bairros do Recife. A cidade não comporta mais. Ah.. e sem aquela gracinha de projeto aprovado, projeto garantido. Prazo limitado pra começar e terminar projetos que eventualmente estejam aprovados na publicação da lei.

      João Pessoa, tão perto de Recife, é exemplo neste aspecto. Prédios altos só longe da orla.

  • Acho o movimento fantástico.

    Mas o que de fato pode ser feito para evitar a construção dos prédios?

    (Ao contrário do que Pierre disse, o projeto não foi aprovado ainda na PCR, nem no Iphan, nem em canto nenhum. E a imagem dele não é essa que Pierre botou – essa era a do Complexo Turístico Cultural Recife-Olinda, que também previa a verticalização).

    A Moura Dubeux comprou a área em leilão feito pela Justiça para quitar débitos trabalhistas da RFFSA. Até agora, ninguém questionou a legalidade da compra.

    E a empresa deu entrada no projeto em 2008, ainda na vigência do Plano Diretor anterior, que autorizava a construção de megatorres ali. Se fosse pelo Plano atual, elas não poderiam ser feitas.

    Ou seja, se a lei vigente na apresentação do projeto autoriza a obra, por mais que se esperneie, o poder público não tem como não aprová-la.

    A única saída que vejo seria a desapropriação. Que custaria uma FORTUNA aos cofres públicos.

    E com que objetivo? Um projeto público ali teria sérias dificuldades de viabilização. Parque não daria certo por causa da localização, sem ninguém morando por perto e numa área perigosa. Espaços culturais e de lazer já vai ter nos armazéns do Bairro do Recife.

    Talvez o ideal fosse negociar alterações e melhorias no projeto para que ele fique menos agressivo.

    Vamos discutir e aprofundar o assunto.

    • É verdade em relação à desapropriação, e por isso coloquei que seria preciso ressarcir quem comprou o terreno.
      Em outras palavras, uns R$ 60 milhões com a correção

      • Pois é, R$ 60 milhões só para desapropriar o terreno.

        E o que seria viável fazer ali depois de gastar essa fortuna?

        Não é só o Cais José Estelita que está abandonado. A linha férrea por trás não é usada pra nada. A avenida Sul é abandonada. A rua Imperial também. Por trás delas fica o Coque.

        A localização é bonita geograficamente, vista de cima, mas é péssima quando se está no chão.

        Acho que um projeto público ali teria vida curta.

        • Olha, concordo exatamente com tudo que voce está falando, reflete exatamente o meu pensamento.

          o importante na discussão é melhorar os espaços para toda a população, um uso misto é excelente, o ´projeto em si ja contempla isso, precisa-se se ver melhor agora os detalhes quando informados, um exemplo de espaço publico sub utilizado é o memorial arcoverde, se um parque fosse feito ali, seguiria o mesmo fim, ninguem frequentaria o lugar, e vale lembrar que pra isso tem um custo extremamente alto, nao concordo que o governo deva bancar uma fortuna em um projeto desse.

          Por isso até o momento estou satisfeito com o projeto, pela primeira vez a prefeitura fez um bom trabalho em relação a um emprendimento privado, com isso a cidade ganhará áreas publicas, revitalização e sem arcar com absolutamente nada.

  • Pierre, o texto é bom, vale refletir, porém acredito que foi feito um pouco as pressas por apresentar algumas informações contraditórias.

    Por exemplo, a foto postada como sendo justamente a do projeto da construtora está errad, essa imagem foi tiara de renders do projeto Recife-Olinda, que foi engavetado por sinal, e maior foco da revolta dos contra o empreendimento, que usam esse projeto como referencia para o que deveria ser feito na área, considerando-o então um exemplo de uso melhor do que o projeto Novo Recife.

    Segundo é sobre duvidar que a construtora ira ceder espaços publicos, como vc falou parte ja foi aprovado, faltam alguns orgaos, e essa aprovação durou mt tempo, era p ter sido lançado ha mais de um ano, porém justamente para poder cumprir com as exigencias da prefeitura que esse lançamento vem sendo adiado, e essas intervenções são justamente as exigencias, a abertura de vias, alça do viaduto, restauração de igreja e ceder 30% da área para espaços publicos urbanizados, com praças ciclovia pista de cooper etc, portanto para sair obrigatoriamente terá que fazer sim, nao há saida.

    Muita gente hoje no ocupeestelita estava lá parecia p fazer numero, participar da ação por achar importante, porém nao tinham a minima idéia do que se tratava, alguns falaram que temiam q a área fosse transformada em uma avenida Boa Viagem, com muros de predios, o que não haverá, do outro lado da avenida havera via local e praças, quem foi a audiencia publica, ou via o video do empreendimento na internet pode ter uma boa noção do que o empreendimento é.

    Muitos se empolgaram com a repercussão que esse projeto teve nas ultimas semanas, eu ja venho acompanhando noticias desde a epoca da compra do terreno,ansioso por filnalmente ver que uma área incrivel da cidade finalmente ganharia vida, e que com isso, ajudaria a reeguer aquela região da cidade, nem falo tanto do Bairro de Sao Jose em si, (a área decadente e totalmente ja descaracterizada pelo comercio), mas sim a avenida sul que só acompanhado por um santo p passar por ali a noite.

  • Caro Pierre, li recentemente uma publicação de um blog a favor da construção, que levantava um ponto bastante interessante: De que quando a área estava totalmente abandonda, grande parte da população nem sequer lembrava do local. Estelita ganhou apoio depois que o lero-lero comercial entre contrutoras e governo começou a circular por aí, tanto que, como você mesmo disse, a mobilização chegou tarde. Apesar de tudo gostei desse seu argumento principal do povo, mesmo não sabendo o que quer, sabe o que não quer.

    Mas confesso que por um lado me envergonho muito quando vejo grande parte da população apenas criticando (o problema não é criticar, mas APENAS criticar). Acho que essa galera que se diz consciente dos problemas possui pouquíssima força quando vão às ruas sem uma contraproposta, seja de quem for. Digo um pequeno exemplo da revolta com o Parque Dona Lindu, em que os que eram contra claramente pediam por mais área verde no parque (mesmo que uma exigência bem geral, ainda sim me parece suficiente pra embasar a reclamação). No caso do estelita não vi até agora uma exigência popular com aquela área (posso estar mal informado, mas confeso que não vi).

    Outro exemplo bastante plausível de que contraproposta dá mais força à reivindicação é o de construção de uma via única suspensa em toda a Agamenon, ao invés de quatro viadutos transversais: MUITO menos impacto antes, durante e depois da construção.

    E, já que você afirmou que esse é um ótimo momento pra discutir o que queremos, você possui alguma opinião pessoal sobre o que seria a melhor solução para o estelita? Acho que inicar essa discussão por aqui seria uma ótima maneira de fazer o cidadão se mexer em vez de apenas cobrar e botar a culpa no “já pago imposto demais”. (quem sabe até um post dedicado a isso, se não for me intrometer demais hehehe)

    abraços!

    • Isso. E que essa opinião sobre a melhor solução para a área seja realista e não teórica/genérica.

      Qualquer proposta diferente para o Estelita tem que levar em conta a realidade: trata-se de terreno privado.

  • Pierre, acho que essa imagem aí que você postou, a segunda do post, não é a do Novo Recife, não. Tá parecendo a da Frente Atlântica. Que era um projeto amplo de revitalização do setor marítimo do Recife a Olinda feito pelo governo Jarbas em parceria com o governo Lula, que foi engavetado em 2007.

  • Já troquei a imagem.
    Não estou conseguindo localizar a correta, se alguém tiver favor deixar o link.

      • Sinceramente, não tenho nada contra o projeto e acho uma excelente ideia.

        Áreas degradadas como avenida Sul, Afogados, São José vão ganhar nova dinâmica e se valorizar, fazendo com que a população se interesse mais por esses bairros, fazendo com que Recife ganhe áreas para expansão imobiliária, assim acabará com excesso de construções na Zona Sul e Zona Norte.

        Aquela área está há anos degradada, e uma área tão bonita as margens do rio, e nunca ninguém se falou nada, poderia ter virado bares, cinemas, museus, mas ninguém fez nada.

        A intervenção da Agamenon é muito mais grave, acho mais interessante se fazer túneis paralelos aos canais nos principais cruzamentos, é muito mais barato, e mais estético.

        • Deviam antes de querer atrair o pessoal ali pras bandas de Afogados, cuidar do bairro.

      • Eita paredão contra vento! Vai f* o microclima.

  • A quem quiser ler:

    Recife nada tem de Miami (não falo da tigrada latina, óbvio), tampouco de Bagdá, um dos marcos urbanos da antiguidade, infelizmente ora destruída pelo sectarismo. O que Recife tem, mesmo, é sujeira, confusão e desordem.

    Querem saber? Há experiências fantásticas de reconstrução de zonas portuárias degradas. Vou citar apenas duas, dentre as que conheço: Barcelona e Buenos Aires. Isso mesmo, a capital do país hermano, mais precisamente em Puerto Madero. São locais aprazíveis, seguros, onde se pode passear, morar, se divertir, comer bem. Enfim, tudo de bom. Claro que isso para quem pode, não para quem quer, como manda a boa cartilha liberal, graças a Deus. Sabem quem tocou os projetos? A mal-falada iniciativa privada, ora pois. Isso mesmo, aquela maldita.

    Poxa, gente, vamo deixar o miserê da alma de lado, vamo? Deixem essa velha senhora, a cidade, se modernizar um pouco, ao menos tentar chegar perto de outras duas cidades alagadas, essas, sim, lindas: Amsterdão e Veneza. Só tentar, que pra nossa cultura tupiniquim é muito e já vale, ok?

    Querem saber d’outra coisa? Poucos anos atrás fui a Caruaru (encontrar a Feira tão lindamente cantada pelo saudoso Gonzagão). Nossa, que nojo. Aquilo, sim, parece o oriente médio de mil anos atrás, com sua sujeira, sua bagunça, seu asco. Coisa vergonhosa. Não levem turistas pra lá, por favor. Ao invés, entreguem aquilo tudo à iniciativa privada, tá bom? Quem sabe ela não sai da antiguidade e entra, ao menos, no século XIX, quiçá no XX?

    Tenho dito.

    • Isso Flávio! Chega dessa mentalidade tacanha e retrograda. Está mais do que na hora do “Hellcife” se desenvolver. Não passamos de um bando de “meninos amarelos” assustados com a novidade. PELOAMORDEDEUS!

    • Flavio Rodrigues .. Parabens !!!
      Falou muito e disse TUDO !!

      Gente… precisamos parar com essa mania de emperrar o progresso só pra ser do contra !!
      Parar de tanto mimimi , de ter medinho de Predio alto , de Avenidas , de Mega Stores , de Shoppings Centers … Helloooo !! Toda Capital do Mundo Moderno tem isso ! #etodomundogosta
      Estamos ou não estamos caminhando para sermos um País de 1º Mundo?? Hein? Hein?
      Vão ver o que foi feito em B.Aires… O Puerto Madero deixou de ser lixo e virou um luxo !
      Acooooorda Recifenses !!!

      • Sabe outra coisa que toda capital do mundo também tem? Calçada.

        • Também tem ruas seguras e não “valas” no meio de muralhas de 3, 4 metros de altura onde os presos são ao mesmo tempo os moradores e quem passa na rua.

      • Quais capitais do mundo tem prédios altos? Paris não tem (só tem um, para ser mais preciso), Londres também não tem muitos (uns 2 ou 3), não me lembro de tê-los vistos em Ottawa, Berlim tem alguns, mas não são dominantes, Madri também tem uns poucos, Lisboa não tem, pelo que eu me lembro, o mesmo valendo para Bruxelas e Amsterdã.

        Então, o que é uma capital do mundo moderno?

        • “Quais capitais do mundo tem prédios altos? Paris não tem (só tem um, para ser mais preciso), Londres também não tem muitos (uns 2 ou 3), não me lembro de tê-los vistos em Ottawa, Berlim tem alguns, mas não são dominantes, Madri também tem uns poucos, Lisboa não tem, pelo que eu me lembro, o mesmo valendo para Bruxelas e Amsterdã.

          Então, o que é uma capital do mundo moderno?” [2]

          Emperrar o progresso só pra ser do contra… Lele, ô lelê…

        • Cesar, acho que vc deveria parar de repetir mantras feitos para bocós e tentar formular uns argumentos. Que tal vc esclarecer o seguinte: o que vc entende por progresso? Adoraria saber.

        • Cara,vc Só citou cidade museu,

    • Beleza Flavio

      Vamos nos moderniazar mesmo e seguindo os conceito de Amsterdã… e lá isso jamais seria permitidos rsrsrs se vc se interessar http://direitosurbanos.wordpress.com/2012/04/20/recife-exchange-amsterda-rxa-pernambucanos-e-holandeses-propoem-solucoes-urbanisticas-para-o-recife/

  • Poxa, censuram meu comentário.
    Só por causa da minha boca suja!!!

  • Valeu, Pierre! Mas só quanto à acusação que rola por aí de que o movimento não sabe o que quer, isso é coisa de quem chegou agora, ouviu o barulho da manifestação e falou sem saber toda a discussão que a gente já vem tentando fazer. Por um lado, mostra que a manifestação no Cais hoje atingiu um objetivo de fazer as pessoas saber que existe um questionamento sobre a área. Agora elas precisam saber que a discussão já está bem aprofundada, pelo menos, desde a audiência pública no mês passado, na Câmara dos Vereadores. A gente produziu alguns documentos, a carta que foi entregue lá na reunião preparatória da Rio+20 por Cláudio Assis, uma carta para o IPHAN, estamos trabalhando junto ao MPPE na análise do projeto, mil coisas.. Não é um movimento vago contra tudo o que está aí.. Quanto ao projeto do Cais, a gente já tinha compilado essa lista de argumentos:

    http://direitosurbanos.wordpress.com/faqs/faq-projeto-novo-recife/

    Obrigado!

    • Leonardo Cisneiros, eu sei que você é comunista e se opõe a tudo que venha da iniciativa privada…
      No seu link aí, eu li tudinho, só tem enrolação.

      Eu quero saber qual é a sua proposta pro Cais José Estelita…

      você quer desapropriação pra construir conjunto habitacional???sim ou não???
      você quer desapropriação pra PCR outro parque lixo, tipo o Dona Lindu???sim ou não???
      você quer o que estava previsto no Complexo Cultural Recife-Olinda???sim ou não???

    • eu li o faq, sinceramente continuo com a mesma opinião sobre o protesto.

      tbm gostaria de entender o que se propoe para a região afinal?
      é apenas a expressão da opinião de muitos e mesmo assim nem de todos.

      apenas limitar a altura? mas aré p isso tem q se ter fundamentos, formação de ilhas de calor só pode ser comprovado com estudos especificos para o empreendimeto, afinal não é todo predio ou conjunto de predios que pode provocar esse efeito, e tbm há contrapartidas em relação a isso, diminuir o gabarito nao é a unica solução, e mesmo que se faça, o lugar se tornara ainda mais exclusivo.

      tbm nao sou a favor de ver um movimento falar pela população quando na verdade falam apenas por parte dela, nem todos pensam como voces, e cada um tem opiniões diferentes, um exemplo é uma enquete feita por um blog do JC sobre se é a favor ou n da construção dos viadutos da agamenom,(projeto esse sim, bem mais polemico e que merce muito mais atenção de todos do que o Novo Recife, porém nao dá tanto Ibope no momento)e na enquete a maioria é a favor, olha que interessante.

      • Ainda tem isso, eles são apenas uma parte da população, mas falam como se fossem maioria.

        • pois é, mas tem mais coisas bastante vagas no faq, passa a impressão que quer fisgar mais apoio de gente, apenas p ganhar volume, nao interessa a qualidade.

          fiquei tentando entender por exemplo sobre o aumento no fluxo de veiculos, poxa, então o que fazer ali pra que nao haja esse aumento? uma barraquinha de cachorro quente ja provocaria aumento, é uma via sub utilizada justamente por falta de tudo, área abandonada e perigosa, e o projeto preve intervenções para minimizar esse efeito,teve gente querendo um polo turistico, como o dragao do mar em fortaleza, mas e essas pessoas vao como? a pé? bicicleta a noite?? e os serviços vao ser publicos?se nao for, será que será tão acessivel a TODA a população?

          enfim, a impressão e que nem refletiram bem sobre cada questão, apenas pensaram e tudo de negativo e jogaram no ventilador.

    • Mas qual o problema de não saber o que quer???
      Basta saber o que não quer

      • E assim a região fica abandonada, sem investimentos, sem circulação de pessoas, exposta ao perigo da favelização… e tudo isso por conta do ódio a uma empresa privada…

        Boa Pierre! Grande ideia!

        • e espera o q pierre?? que fiquem então elaborando 300 projetos e apresentando um a um até agradar o ego de alguns??

          e mais, podem apresentar 300 e nenhum irá agradar, sabe pq?? o terreno foi caro, investir em contrapartida ao projeto tem custo(como vias, áreas publicas), e um projeto que satisfaça essa galera simplesmente nao sairá viável, a nao ser q as custas do governo.

          Agora assim como quem é contra uso como ícone as torres gemeas, se o governo resolvesse gastar uma fortuna p satisfazer a essa parte da população, iria receber um mar muito maior de protestos, e como ícone??Dona Lindu, imagine gastar 7 vezes o valor do dona lindu numa área abandonada perigosa e que depende da propria área para se revitalizar??

  • Enfim, sem xingar dessa vez, esse movimento é uma bosta.

    Pra mim, se a sociedade quer lutar pela melhoria da cidade, que lute pela ampliação do metrô e pelo saneamento básico.

    Não querer muros, tudo bem.

    mas as empresas já demonstraram interesse em investir em contrapartidas, e essas deveriam ser melhor negociadas.

    agora lutar por uma desapropriação do terreno e de uma construção pública por ali, IDIOTICE.

  • A verdade é que Recife é uma cidade completamente abandonada pela prefeitura e os empresários da construção perceberam isso e resolveram virar donos da cidade.

    Hoje essas empreiteiras fazem o querem em Recife e o prefeito deve ficar esperando em seu gabinete as ordens dos verdadeiros donos da cidade, os empreiteiros. Se brincar, os empreiteiros chegam na prefeitura chutando porta e dando ordens e o prefeito cumpre obedientemente as determinações de seus patrões.

    Plano diretor aqui e planejamento urbano em Recife tá mais pra lenda urbana.

    E o pior é que isso tá acontecendo no país como um todo, as empreiteiras estão mandando e desmandando na budega.

    As cidades (inclusive Recife) estão ficando feias, sem vida, sujas, desorganizadas, um trânsito infernal, muito quentes, uma verdadeira selva de pedra e o povo virando refém da péssima qualidade de vida que resulta dessa dominação das empreiteiras.

    A comparação com Bagdá e Miami foi muito apropriada. O que temos nas cidades brasileiras é exatamente isso: um núcleo rico (10% da área total da cidade) rodeado de marginalização, feiura e pobreza (90% do “resto”). Resto esse onde proliferam a miséria, a pobreza, lixo acumulado, as drogas, a prostituição (inclusive infantil) e toda sorte de mazelas urbanas próprias de uma periferia de grandes cidades desorganizadas.

    É um triste retrato que revela o total descaso do poder público brasileiro aliado a uma super-hiper-ultra arrogância da classe média e alta que são o motor dessa degradação da cidade ao passo que fomentam a sede de construção de arranha-céus que só enfeiam a cidade.

    É preciso, de fato, que o povo lute e brigue contra tudo isso, pois a cidade tem que ser pensada para todos e não apenas para uma elite que só está preocupada com os próprios interesses.

    Além disso, tem que ser dado um basta a conduta abusiva dessas construtoras que passam por cima da lei e acham que mandam no país, no povo e no poder público.

  • TÔ FORA! Até concordo que projeto da MDB é HORROROSO, mas é melhor que o nada que hoje existe. Aquilo é um antro de drogados e ladrões, um excesso de NADA e espaço inútil em pleno centro da cidade. Lindo de ver? Só se você estiver no Império do Camarão no Pina ou passando DE CARRO bem rapidinho. Para pra tirar uma foto pra tu ver aparecer “dono” da tua câmera num instante. É a mesma lógica que evitou da tamarineira virar shopping e agora ela continua lá, servindo de esconderijo pra ladrão e drogado. É por isso que o nosso Recife continua sendo uma cidadezinha PROVINCIANA, TACANHA, SUBDESENVOLVIDA, RIDICULARIZADA E DESCONSIDERADA pelo resto do Brasil. A verdadeira HELLCIFE! Acorda gente! É século XXI, o mundo já andou a gente tem mais é que pegar esse último vagão do trem ou ficar na linha esperando o resto da vida. QUE VENHA O NOVO CAIS JOSÉ ESTELITA seja ele qual for!

    • Plác Plác Plác.. Palmas pra voce Braulio… Disse TUDOOOOO !!

      Que mania de pobreza que o nosso povo tem hein? Fala sério !! Em qualquer lugar do mundo um projeto deste porte , vindo de um grande grupo empreiteiro e de sucesso como esse seria aplaudido por TODOS e todos estariam dando graças a Deus que isso fosse feito o mais rápido possivel . Diante do total abandono e descaso com que aquela área se mantem há séculosssss e o risco que TODOS corremos ao circular por ali , um empreendimento desse porte não tem como ser pior pra NINGUEM né?? Acoooooorda Recifenses !!!

      • Rapaz,a lógica de Bráulio e lele moraes e outros comentaristas é impecável. Deixa ver se eu entedi::

        - O projeto da MD é horroroso. Mas como o nada que está lá é pior do que o projeto da MD, então ser automaticamente o projeto da MD é uma coisa boa e quem quer um projeto melhor é hipócrita.

        Então tá. Vamos lá: vc tem uma doença grave. Um médico passa um tratamento, que vai curar a a doença, mas deixar sequelas horríveis e irreparáveis. Aí vem outro médico e diz que há a possibilidade de outro tratamento, mais complexo e difícil, mas que pode fazer vc se livrar dessas sequelas. Aliás, esse médico até já tinha apresentado esse tratamento antes ao hospital, mas o hospital em que vc está internado não quis levá-lo em frente – provavelmente pq teria um custo mais alto e não daria pra ganhar um por fora…

        Para lele e Braulio, o segundo médico é, obviamente, um hipócrita enganador que quer lhe impedir de ter um tratamento pra sua doença. Como eles chegam a essa conclusão brilhante eu não sei, mas quero crer que não leram o texto da Raquel Rolnik:

        “A base do projeto era a disponibilização de espaço público e de transporte público de qualidade, interligando as duas cidades, e estavam previstos, por exemplo, 1/3 de habitação popular nas novas áreas a serem construídas e recursos para a urbanização de todas as favelas contidas neste perímetro. Uma proposta inicial – não totalmente desenvolvida e ainda não sacramentada por todos os envolvidos – foi lançada para debate público. Em 2007, no entanto, após as eleições, o governo de Pernambuco mudou e a nova gestão simplesmente não deu continuidade ao projeto. Dois anos depois o mesmo se deu, desta vez no Recife.”

        http://raquelrolnik.wordpress.com/2012/03/19/grupos-se-mobilizam-no-recife-contra-projeto-imobiliario-no-cais-jose-estelita/

        A crítica que se pode fazer ao #OcupeEstelita é que eles poderiam reforçar o lado construtivo dos seus argumentos. Ao invés de: “Não quero o projeto da MD”, enfatizar o “quero o projeto Recife-Olinda” que havia sido planejado antes”. Mas aí já é uma crítica construtiva, de ajuste na retórica para se chegar ao mesmo objetivo.

        • O discurso é muito bonito no papel, de que o governo iria fazer transporte de qualidade e etc..

          Como disseram uma área pública nesse local dificilmente dará certo, devido aos bairros vizinhos e grande parte dos bairros próximos são mais comerciais do que residenciais!

          O governo não tem dinheiro para tamanho investimento,vai demorar anos, somado a corrupção e atrasos!

          Nada impede que o governo urbanize as comunidades próximas, pode até ser feito uma parceria para que iniciativa privada e poder publico façam juntos.

          O projeto da MD é muito bonito.

          O projeto não vai impactar tanto no aumento da ilhas de calor, pois tambem tem espaço para area verde, o que mitiga os efeitos, parte do patrimonio será preservado.
          As ilhas de calor são mais causada devido a grande impermeabilização urbana, com asfaltos e construções que não respeita area verde minima, não plantam arvores para fazer sombra e a prefeitura nao fiscaliza as construcoes e reformas irregulares que diminuem ainda mais as areas verdes!

          E o projeto da agamenon e muito mais grave e ninguem fala nada! Esse protesto se parecesse mais com viral de internet, pos li o faq, não vi nenhuma solução, esqueceram de perguntar oo goveno se ele tem como arcar o antigo projeto, a resposta é não.

          Não é questão do progresso, o projeto é muito bom e vai servir para que o centro da cidade volte a se valorizar, somado aos outro investimentos privados na região.

    • Tcanho e provinciano é o pensamento de quem acha que desenvolvimento e progresso são torres encimesmadas.. Todo esse novoriquismo da MD é muito caipira…

      • Cara, mas essa NÃO É A QUESTÃO!

        A questão principal é que não há outro projeto concreto pra aquela área!!

        Há quanto tempo ela ficou abandonada?
        O leilão teve alguma irregularidade?
        A MD apresentou alguma contrapartida ?

        Jogar pedra é facil – e eu nem gosto do projeto em si – mas temos que reconhecer que se a sociedade queria REALMENTE aquela área pra alguma coisa, deveria ter se mobilizado ANOS ATRAS !!

        Agora perdeu e o dono do terreno deve poder explorá-lo como quiser (e dentro da lei).

    • Já que o tom dos comentários é esse, eu tb vou me expressar dessa maneira, pra ser entendido:
      Será que vocês são BURROS mesmo?

      Porque sempre insistem nessa tecla de que somos contra o progresso, de que a área está abandonada e
      é melhor ter algo construído do que nada?

      Peraí gente, não somos BABACAS. Sabemos que simplesmente construir um espaço público no meio do nada não basta. O que queremos são espaços de lazer, sim, mas é preciso vincula-los a habitações, ao comércio. O projeto deve incluir, sim, edifícios residenciais. Mas executados com responsabilidade social. Ninguém quer o CAIS JOSÉ ESTELITA do jeito que ele está. Queremos um projeto diferente.

      O que discutimos aqui é a VERTICALIZAÇÃO EXCESSIVA, modelo de urbanização fracassado e burro, que não contempla as pessoas, a convivência. E aquele é um espaço privilegiado. Não deve ser relegado a decisões unilaterais.

      Vocês que defendem esse “Novo Recife” estão vivendo nos Anos 50, é isso? Pensando num modelo de desenvolvimento que se mostra saturado e ultrapassado?

      Ah não!? Então ótimo, vamos parar pra entender e discutir novas ideias e não ficar achando que somos desocupados, ou como falou um cidadão infeliz, nos mobilizamos em torno de protestos que não são importantes. Ah! Faça-me o favor!

      Cidades precursoras da Europa (destino de alguns de vocês que querem admirar o desenvolvimento alheio e falar mal do Brasil na volta) estão correndo atrás da sustentabilidade, da mobilidade urbana intermodal, eficaz, de espaços públicos de convivência, de humanização dos espaços públicos. E aqui, como ficamos? Nosso espaço de lazer é o SHOPPING, destino do cidadão comum Recifense. Não é bem assim que queremos.

      A cidade não é só aquela em que vivemos da nossa porta pra dentro.

    • E assim a cidade continua desumana. O povo se diverte dentro de seus condomínios, criados em bolhas sociais, onde já se nasce com medo do que tem lá fora. E você, cidadão-comum, acaba não valorizando lazer público. Porque o que interessa na sua CIDADE, é só o caminho de ida e volta do trabalho, da escola e do SHOPPING, que é onde você provavelmente se diverte.

      Aí está o alerta que se inicia com o #OcupeEstelita. A cidade do Recife está doente, o apartheid está instaurado e se enraizando. Quanto mais segregarmos e nos preocuparmos somente com o que diz respeito ao limites dos muros do nosso condomínio, mais iremos criar uma cidade dividida, violenta, desumana, viciada. Esse é o momento de escolher entre o um fracasso visível de cidade ou uma proposição sustentável de ciclovias, transporte público, espaços de lazer, praças, parques…

      E PARABÉNS a você que achou que a Tamarineira, uma belíssima área verde, devia ter virado um SHOPPING. É de pessoas assim que NÃO precisamos para planejar nossa cidade. Abraços!

  • Sou a favor do projeto Novo Recife.

    enquanto essa galera protesta contra a iniciativa privada, o recife continua imundo, os rios da nossa cidade continuam poluídos, as calcadas esburacadas, o trasporte publico um lixo, o recife antigo e bairros de são josé, santo antônio, etc. totalmente abandonados, os canais continuam fedendo, esgotos estourados, taxa de saneamento nos seus medíocres 30%, etc…

    cade que essas pessoas se reúnem pra protestar pelo o que realmente interessa???

    são uns hipócritas! (NÃO TODOS, CLARO)

    quem ta falando não é um mimado da geração Facebook…

    eu sou um cara que vou pra rua protestar!!! fui pra manifestação pela salvação do recife antigo, sempre vou pras manifestações contra o aumento das passagens de ônibus, etc… lamentavelmente essa manifestação OCUPEESTELITA deu mais gente do que essas que eu citei.

    A VERDADE É: NINGUÉM PROTESTA PELO O QUE REALMENTE É IMPORTANTE!

    • Quem protestou contra a iniciativa privada?

      Esse comentário só pode ser a) desonesto, b)mal informado, c)sem compromisso com a realidade. O protesto não é contra a iniciativa privada. Entre aqueles que protestaram estão artistas, profissionais liberais, professores, intelectuais, médicos e, sobretudo, pessoas ligadas à reflexão de questões urbanas: arquitetos e planejadores urbanos.

      Ao invés de atacar com esses argumentos infantis, retirados de um certo blog mal escrito, de uma certa patricinha apaixonada por Miami, acho que todos que aqui só fazem repetir os argumentos fajutos da nota divulgada pelo consórcio deveriam levar a sério uma coisa fundamental: é preciso prestar atenção nos argumentos.

      Os argumentos são simples:

      a)aquela área é importante demais para ser utilizada sem que haja uma ampla discussão com a sociedade civil. Lembro aqui do caso do aeroporto de Tempelhof em berlin, que foi fechado por estar localizado no centro da cidade. De uma hora para a outra a cidade ganhou uma área gigante, de mais de 100 hectares, no centro. Não é viável construir ali um parque, pois já havia dois parques enormes ao redor do aeroporto. Por outro lado, os projetos que foram apresentados terminaram por não contemplar democraticamente as expectativas. Decidiu-se que se vai esperar 5 anos, até que se decida novamente, pois a área é importante demais para ser ocupada de modo precipitado. Esse não deve ser o caso do cais de santa estelita. Devemos sim utilizar aquele espaço o mais rápido possível.

      b) Bem, é ponto pacífico que o cais deve ser ocupado. Mas isso exige certamente um projeto que seja mais amplamente discutido do que foi. Não podemos deixar que se reproduza ali a forma inconsequente como foram ocupados bairros nobres da cidade. Se você olha para as graças, jaqueira e boa viagem e acha aquela ocupação (que lembra a periferia do cairo mais que miami) vc só pode ser louco. Ou não ter nenhuma idéia de como uma cidade minimamente organizada funciona. Mesmo Nova Iorque, miami ou Tokio, onde há verticalização, há um controle desse processo. Ela é limitada a certos bairros, e em outros o padrão de construção é limitado. Tem razão quem diz que recife não é miami. Até aquela coisa cafona e brega que é miami é bem melhor do que recife. No recife, construíram-se prédios de 45 andares em ruas onde antes havia casas pequenas, em que não havia qualquer infraestrutura local, onde não havia lugar para pôr automóveis. Isso não acontece em Miami. A moura dubeux e companhia fizeram de recife uma das piores capitais do brasil para se viver. Uma cidade com péssima qualidade de vida, em que a temperatura tem subido, onde as ruas mais estreitas e tranquilas foram invadidas por automóveis e onde simplesmente não se pode ver o horizonte, na maior parte da cidade.

      c)Desenvolvimento é algo extremamente difícil de definir. Desenvolvimento é a rigor apenas uma palavra que foi criada para distinguir países ricos de países pobres. Ela dá a idéia de que ficar rido é parte de um processo, de etapas, como se fosse possível descolar um país do resto do mundo e deixar ele se desenvolver sozinho, sem que essas condições fossem dadas, exatamente, pelo mundo comum um todo. No fundo, é uma palavra puramente ideológica, pois não existe qualquer “caminho” como esse. E a coisa mais difícil de medir é desenvolvimento num sentido objetivo. A rigor, o que difere porém, digamos países como o Canadá, a alemanha, a frança (em parte os EUA) e países como o brasil, é o funcionamento de instituições que garantem direitos. Sim, garantem direitos: direitos fundamentais de liberdade, políticos e sociais. Acesso a uma vida digna e de qualidade por exemplo. Pensar que o desenvolvimento é resultado de qualquer tipo de investimento não é novo. Esse foi o pensamento dominante durante anos no banco mundial. E os únicos países que enriqueceram foram exatamente aqueles que mais descumpriram as orientações do banco. É preciso tomar cuidado com a forma de ocupação da cidade, porque isso tem impacto direto na nossa saúde, na nossa vida cotidiana e, também, na própria produtividade e eficiência econômica. Quem olha hoje para recife e vê como a concentração populacional em poucos bairros, como a ocupação desordenada de ruas estreitíssimas por prédios altíssimos tornou a cidade um caos urbano difícil de resolver. Como melhorar o transporte público se nossas vias mais importantes foram circundadas por edifícios altíssimos, que nao podem mais ser destruídos? é esse modelo que vamos reproduzir nesse que é um dos poucos espaços que ainda temos para reprensar a cidade.

      d) por fim, é importante que todos olhem para o cais hoje, e olhem rapidamente para a avenida boa viagem. A praia de boa viagem deve ser a única praia do mundo em que, às 14h, não há mais sol. ISso é de uma estupidez equínea. E é a mesma coisa que se quer fazer no cais josé estelita. É preciso ocupar sim aquela área. Mas repetir ali o mesmo erro que cometemos só pode ser resultadod e burrice ou cegueira.

  • SOU A FAVOR DO PROJETO! vai ai o comunicado à imprensa divulgado pela Moura Dubeux, Queiroz Galvão, Ara Empreendimentos e GL Empreendimentos.

    ______________

    O consórcio responsável pelo projeto, formado pela Moura Dubeux, Queiroz Galvão, Ara Empreendimentos e GL Empreendimentos, arrematou num leilão, em 2008, a área da antiga Rede Ferroviária Federal S/A, antiga dona do terreno, após o término do processo de liquidação e extinção da RFFSA. As construtoras divulgaram um comunicado à imprensa na tarde deste sábado. Confira na íntegra:

    “O Consórcio Novo Recife, que reúne as empresas Ara Empreendimentos, GL Empreendimentos, Moura Dubeux Engenharia e Queiroz Galvão, tendo em vista a realização, no próximo domingo (15), do “Ocupe Estelita”, no Cais José Estelita, vem esclarecer os seguintes pontos:

    1º) As empresas do projeto Novo Recife (Moura Dubeux, Queiroz Galvão e GL Empreendimentos) reiteram a preocupação do projeto com o urbanismo, a mobilidade e a revitalização de uma das áreas mais belas da cidade e que está há décadas entregue ao abandono;

    2º) O consórcio Novo Recife lembra que o projeto de desenvolvimento imobiliário para a área passa pela avaliação de todas as instâncias competentes (Prefeitura do Recife, Fundarpe, Iphan);

    3º) O projeto Novo Recife, que ainda está sob avaliação da Prefeitura do Recife, vai possibilitar ao morador da cidade a possibilidade de usufruir de áreas verdes, ciclovia e espaço cultural;

    4º) O Consórcio Novo Recife ressalta que o projeto garante a preservação dos galpões da antiga Rede Ferroviária Federal, que ficam próximos ao viaduto das Cinco Pontas. No local, está previsto a implantação de um centro de convivência e de cultura;

    5º) Além da preservação dos antigos galpões da Rede Ferroviária Federal, o Consórcio Novo Recife vai restaurar a Igreja Matriz de São José, localizada na Rua Imperial. A Igreja, que começou a ser construída em 1845 e levou 20 anos para ficar pronta, sofre com a degradação da sua estrutura. A reforma vai devolver à população da cidade um dos seus marcos históricos;

    6º) As empresas do projeto Novo Recife reforçam o compromisso com o desenvolvimento urbanístico do Recife e com a preservação da sua história.

    _________________________________

    eles ainda podem ser obrigados como contrapartida do projeto… derrubar o tenebroso viaduto das cinco pontas!! tomara que derrubem aquela aberração!

    • É isso companheiro!

      A direção agradece seu empenho.

  • VEJAM ESSE VÍDEO!

    da pra ter uma ideia da grandiosidade do projeto!

    assistam até o fim!

    http://www.youtube.com/watch?v=gksIOkuSbcY

    • VIVA O PÓGRESSU!!!

  • Esse pessoal que é a favor do projeto obviamente não transita pelo centro do Recife. Se passasse por lá saberia que não há condições de botar ainda mais carros naquela área. Qualquer um que trabalhe ali sabe a complicação que é — e só pioraria com a construção de 12 prédios por lá.

    O Cais é um lixo? Sim, é. Mas não se resolve um problema criando outro ainda maior.

    • Sou a favor sim!! e trabalho no recife antigo!

      devemos cobrar do governo investimentos em infra-estrutura!!!
      o problema é que o governo nada faz… ai botam a culpa dos transtornos na iniciativa privada!

      os países de primeiro mundo resolvem seus problemas investindo em infra-estrutura!

      aqui no brasil… alguns tentam barrar toda forma de desenvolvimento econômico ppr causa dos transtornos causados por ele!

      cade que ninguém luta pela instalação de um VLT (veiculo leve sobre trilhos) naquela região???
      mas não… preferem criticar a iniciativa privada.

      • Os países de PRIMEIRO MUNDO que você cita, já adotam ou tentam implantar um modelo de planejamento urbano e de mobilidade muito diferente do que você aparentemente propõe. Não é desapropriando imóveis para ALARGAR RUAS que o trânsito vai melhorar, e por fim, a vida do cidadão.

        É preciso mais que isso, interligar com outros sistemas, como você citou, inclusive o VLT. E não adotar unicamente o automóvel como principal meio de locomoção. É criar mais CICLOVIAS, expandir o METRÔ, criar mais corredores exclusivos de ônibus, explorar o potencial de deslocamento que os RIOS da cidade oferecem, enfim, DIVERSIFICAR!

        E ESTIMULAR o cidadão a pensar de outra forma, e não ficar nesse conservadorismo que acha, apenas, que expandir ruas vai ajudar. Essa é uma solução de curto prazo. Porque, com o mesmo pensamento antigo que se tem hoje em dia, as pessoas vão continuar comprando CARROS e vão lotar a cidade e um dia, aquela rua expandida, (três faixas pra ir, três pra voltar) não vai dar conta. Será que é tão difícil perceber isso?

        O cais JOSÉ ESTELITA deve, sim, ser habitado. Mas é preciso haver um planejamento para a quantidade de pessoas, e o impacto disso. E juntar uma nova proposição de ocupação desse espaço, com propostas sustentáveis que já citei.

        Quer melhor exemplo que uma ciclovia? Imagine a mentalidade de um brasileiro que pega seu carro pra ir ali comprar pão a 3 quadras de sua casa. Isso não me entra na cabeça. Com o estímulo a outros métodos de locomoção a gente arruma esse trânsito. não tenho dúvida. Quem sabe as pessoas não começam a pensar um pouco diferente e pegam uma bicicleta. Mas tem que ter vontade e gestão política pra executar bons projetos.

        • Apartidário, acho que não é difícil entender. O problema não é o projeto, e sim qual projeto. Ocupar a área é fundamental. MAs a forma verticalizada como o projeto é concebido é exatamente parte da mesma forma de ocupação que impossibilita, hoje, exatamente isso de que vc fala: alargamento de ruas e introdução de transporte público.
          Mas uma coisa é certa, quem acha que a solução do recife é mais carro, mais prédio alto e menos espaço público comum deve gostar sim do projeto. Essas pessoas estão tão imersas no inferno que não se dão conta de que as coisas poderiam ser diferentes.
          como remédio eu sugiro passar um mês direto em uma cidade em que há planejamento urbano e as pessoas vivem mais a cidade.

        • Com a segurança que você tem em Recife, onde pisou fora de casa é assaltado? A insegurança é muito grande. Ainda mais em dia de jogo, onde a coisa menos pior que pode acontecer com você é ser assaltado na rua ou num ônibus.

      • Pois é, Roberto. Em Londres, Nova Iorque e Montreal, os governos estão retirando espaços das ruas para aumentar as calçadas e/ou ciclovias. Em Zurique, o objetivo é transformar a experiência de dirigir a mais traumática possível, para que as pessoas desistam de usar seus carros. Ainda em Zurique, há um limite máximo no número de vagas que um shopping possa ter, para que as pessoas não sejam estimuladas a andar de carro.

        Em Tóquio, a pessoa só pode comprar um carro se provar que tem onde guardá-lo.

        • Mas nessas cidades você pode andar tranquilamente na rua, seja a pé ou de bicicleta. Fora que o transporte público é bem abrangente e eficiente. Se em Recife muita gente anda de carro e os ônibus já são o terror de lotados, imagina se todo mundo resolvesse andar de ônibus…

    • O problema então não e o projeto, e a falta de vias publicas, de transporte coletivo de melhor qualidade, outras modalidades de transporte, ciclovias e etc..e não do empreendedimento!

      • Sim, o problema é do empreendimento. O centro do Recife já está saturado. Ele foi construido numa época onde o principal meio de locomoção era o pé mesmo. Vá ver se no centro velho de alguma cidade européia há 12 espigões plantados junto a ruas estreitas!

        Não dá pra alargar ruas e colocar ainda mais ônibus no centro (como se passassem poucos por lá). Simplesmente não tem como! Não há espaço, e há muitos prédios tombados. Talvez um metrô subterrâneo ajudasse, mas há de nevar em Recife antes que um gestor apresente um projeto desses.

  • Sinceramente,
    Acho com todo respeito uma espécie de manipulação no sentido de obstacular o desenvolvimento do Hellcife.
    Aquela área estava assim desde a gestão Jarbas e quando você coloca a frase:

    “Mas qual o problema de não saber o que quer??? Basta saber o que não quer.”

    Eu prefiro passar pela frente de uma área privada bem cuidada e bonita, do que passar por um loca abandonado, inseguro e imundo.
    Agora se o poder público é corruto e se vende aos barões especuladores da iniciativa privada, a culpa é nossa que votamos em pessoas descompromissadas com a coletividade e pensando no próprio bolso.

    • Até que enfim alguém falou uma coisa unanimemente certa: a culpa é nossa, somos e fomos omissos por muito tempo. Aprendemos a viver uma constante cegueira, na qual somos cumplices diáriamente de todo o tipo de corrupção e vivemos mudos, coniventes com a perturbação da ordem pública. Respeitamos com medo, ainda, os governantes. Mas por baixo dos panos, nos corrompemos na primeira oportunidade, nem que com um cansado silêncio. É importante lembrar que este é ano de eleição, é preciso saber usar e entender esse momento. Há sim, várias questõs pendentes em Recife, como na maioria das cidades brasileiras; e melhor estamos, acreditem, que em muitos lugares do mundo – o que não quer dizer muita coisa. Eu acredito que a coisa seja bem menor. Acho que precisamos de respeito. Precisamos de esclarecimento; de acesso a informação, lazer, cultura; precisamos trabalhar dignamente e receber o justo pelo trabalho justo; precisamos ir e vir em paz; precisamos de acesso a tratamentos de saúde com qualidade; precisamos aprender um tantinho de cortesia. E nada disso deveria ser carencia, porque destinamos, todos, invariavelmente, um dinheiro para tudo isso. O bom e amedrontador disso tudo que está acontecendo é o poder da comunicação contemporânea, estamos aprendendo a nos manifestar novamente. Isso por si só é importante. Experimentar novas maneira de ter acesso a tão batalhada democracia. O momento é muito especial, o mundo todo se movimenta no sentido da manifestação, as pessoas estão inquietas. Mas aqui parece que a coisa caiu meio que como um modismo antes mesmo de fazer sentido. O resultado é que as pessoas se amontoam pra ficar fazendo volume, conversando e fazendo besteira num dia de domingo num lugar que ninguém nunca fez questão de visitar e nem vai quando tiver pronto o que quer que seja. Acho que ninguém quer evitar o progresso, ele é primordial, e até inevitável. Mas na velocidade que vamos na destruição do planeta e da nossa própria espécie, é melhor começar a pensar num equilíbrio. Não vi compromisso, por parte da construtora, com o tratamento de esgoto por exemplo, alguém pode imaginar para onde vai? Ninguém estava lá para impedir a derrubada de árvores centenárias na construção do Rio-Mar, e ninguém percebeu o “caminho do desenvolvimento” que está sendo desenvolvido com via própria e tudo. O que está feito, está feito, agora é pensar no que podemos planejar para melhorar daqui pra frente. E já que virou mesmo assunto: o que mostra a pesquisa que prevê o impacto dessa obra sobre a região, alguém sabe? Quais são os planos para comportar o fluxo de veículos nos arredores? E a segurança, como vai ser em um lugar aberto naquela região? Qual o compromisso da construtora quanto a estas questões? É uma área comum a população e de interesse de todos; um espaço tão grande quanto o impacto que pode causar na cidade e que merece atenção. Leiroaram essa caceta, Deus sabe o porque, agora vamos nos meter. Acho que não é preciso ser formado em nada pra saber que prédios de 42 andares ali não rola, fora de cogitação – da orla pra dentro, crescente, é a lógica que diz isso, não sou eu. Outra coisa, é inadimissível que alguém construa qualquer coisa naquele lugar sem que tenha o máximo – não o mínimo, o máximo – de cuidado com o meio ambiente – afinal, seremos exemplo para o mundo em dois anos, o tempo urge. Logo, uma empresa de respeito levaria isso ao pé da letra e seria o exemplo mundial em inovação pensando obras em equilíbrio com a natureza e transfomaria isso em lucro, em ouro. Isso não me incomodaria se ela fizesse com respeito, a mim, a cidade, a ordem publica e ao meio ambiente. Mas parece que não é bem assim que querem fazer. Sendo assim, eu me incomodo. E acho que é esse o caminho para se pensar nessa revolução. Apesar do modismo, muita coisa boa vem sendo discutida – e mesmo que coisas ruins também, coisas vem sendo, isso é bom. Que estejamos cada vez mais presentes nas movimentações políticas, que estejamos mais atentos e mais falantes diante das injustiças e corrupções. Que sejamos presentes naquilo que nos diz respeito. Somos um país novo e bem bagunçado, porém, podemos chegar em lugar confortável num futuro até próximo. Eu sou daquele brasileiro que não desiste nunca. Acredito que vencer essa batalha é um sinal decisivo do poder do povo sobre a classe governante – e sei que perder é o cruel destino -, um primeiro passo que pode dar início a uma boa caminhada. Realizar esta manifestação fora de um veículo virtual já é uma boa, até pra se saber o que não fazer.

  • Pelo visto…. vai ser igual Dona Lindu. Muita ecochato falando abobrinha, mas… depois da construção, todos vão usufruir da melhoria daquele pedaço da cidade…

    • “todos” quem cara pálida???

      • Todos os moaraodrs de Boa Viagem… que reclamavam do porjeto do parque e, agora, depois da sua inauguração, vão e levam suas crianças todos os fins de semana pra lá….

        • A gente reclamava da falta de verde, não da existência de um parque. Do jeito que está, o Dona Lindu é maravilhoso para ir à noite. Se precisar de sombra, nem pensar…

  • o prefeito nao faz nada, vai fazer agora? projeto, discussao com a populaçao, interesse publico… da muito trabalho. ele ta so esperando pra ver como vai ficar a eleiçao, se continua na mamata ou nao.

  • Esse blog aí a baixo, hospedado no “site” da Folha de São Paulo, traz uma discussão sobre tema semelhante. Trata de São Paulo, mas…. se aplica ao Recife também.

    http://rauljustelores.blogfolha.uol.com.br/2012/04/12/os-privilegiados-da-vila-madalena/

    • Em síntese, alguns que gostam de pousar de inimigos da verticalização se parecem muito com a personagem Tereza Cristina, da novela “Fina Estampa; consideram a ascensão econômica uma ameaça e se portem como nobres romanos se defendendo do avanço dos bárbaros…

      Lamentável…

      • Yusuke, vc já foi para alguma cidade rica do mundo? verticalização é coisa de pobre meu caro. Falar em nova iorque e miami (além de ser coisa de gente de mal gosto) é besteira. Mesmo lá há sim controle da verticalização. Agora, rico americano não vai passar as férias em miami, não é meu caro? eles vão para onde mesmo? para paris, para o sul da frança ou para itália. Lá não tem esse tipo de verticalização horrível que vemos por aqui.
        Acho que quem não tem noção do que é ascenção social é vc.

        • Verticalização é fenômeno de comunidades emergentes, que crescem com vigor e rapidez. Naturalmente, na velha Europa, que vive estagnada, não se verifica tal fenômeno. Mas, na Ásia, novo eixo da economia mundial, ele é latente. Veja Hong Kong, Xangai, Tawan, Cingapura, Malásia etc.

          Ademais, proibir a verticalização em áreas centrais da cidade encarece as novas moradias, pois aumenta o valor do metro quadrado e exige mais investimentos em infraestrutura. Além disso, faz a cidade crescer para os lados, aumentando o numero de corras nas ruas e o caos no trânsito.

          Esquerdioires, um conselho de amigo: tentem pensar um pouco nas consequências das bobagens que vocês pregam…

        • Desinformação absoluta.

          Primeiro o mito de que a europa vive estagnada, mostra um tipo de pensamento orientado pelos mais superficiais lugares comuns lidos em revistas semanais, cujos “diagnósticos globais” mudam na velocidade com que mudam as direções do vento. Mas vamos lá: A europa lidera com folga todos os rankings de “melhor lugar pra fazer negócios”, número de patentes, e produtividade feitos por instituições internacionais. Não há um país europeu que tenha resultados no PISA pior que qualquer um dos países que são normalmente tratados por emergentes. Sugiro dar uma olhada no site do banco mundial: http://www.worldbank.org ou da OECD. A pessoa lê o jornal de domingo, ouve falar em “Brics” e países emergentes, e acha que estudou sociologia da globalização e economia mundial… É preciso um pouco mais. A idéia de “países emergentes” parece apontar somente para o fato de que outros lugares crescem, além do atlântico norte e Japão, mas é simplesmente um mito falar em declínio europeu. A Se quiser eu dou uma lista de artigos científicos importantes sobre como o setor de serviços europeus ganha em eficiência até mesmo em relação àqueles de países como EUA, inglaterra e japão. Aliás, essa história de crise econômica é mera lembrança em países como suécia, finlândia, dinamarca e alemanha, que lideram com vasta vantagem os rankings de inovação tecnológica e números de patentens viáveis (postas no mercado) do mundo. Como é que uma região em que a renda per capita é em média 4 a 5 vezes maior que qualquer desses países de que vc fala está em declínio? Como diria um alemão: Ein bisschen weniger bitte.

          Segundo, é falta de informação falar que esses países – a que vc chamou “emergentes” – se verticalizam. A verticalização é sempre controlada e ordenada em qualquer país do mundo. Aliás, até no brasil há hoje um controle extremo. Em verdade, também no Recife. O problema é que, no Recife, nosso poder público simplesmente fez um acochambramento que permitiu a 3 ou 4 construtoras oligopolizar o mercado imobiliário, pedindo licensas de construção baseadas numa legislação anterior, mesmo que esses projetos não tivessem ainda qualquer tipo de operacionalização. A sua desinformação é tanta, que o Sr. nem sabe que, a rigor, pela legislação atual, esse projeto jamais poderia existir na forma que existe. Ele só pode ser feito, porque a ele se aplica (o que é um absurdo técnico) o plano de zoneamento anterior da cidade. O problema é que essas construtoras foram tão longe no processo de verticalização, que o fato que hoje enfrentamos é o seguinte: não dá mais para cumprir todos esses projetos. A cidade chegou ao limite. E, no caso do cais josé estelita, trata-se de uma área extremamente sensível para a paisagem e identidade visual da cidade. Um projeto como esse vai mudar completamente a forma como a cidade é vista. Vai alterar profundamente um dos cartões postais mais importantes da cidade. E o que propõem moura dubeux e companhia? Reproduzir ali a arquitetura mais bisonha do mundo, prédios de anglo reto de 40 andares, sem qualquer criatividade, que apenas impedem a ventilação, fazem sombra sobre o cais, e aumentam a concentração populacional em uma área que poderia ter uma utilização urbanamente mais agradável.

          Dê, aliás, uma olhada em cidades como o rio de janeiro, brasília, curitiba, e os bairros novos que aí são criados nos últimos anos. Neles há um forte controle da verticalização, o que faz desses bairros lugares muito mais agradáveis para viver. Esse é um ponto aliás, consensual, em todo o mundo, em matéria de urbanização: a verticalização excessiva concentra pessoas em um lugar só, aumenta a temperatura média da cidade, piora o trânsito, atrapalha a ventilação, sobrecarrega e dificulta a coleta de esgotos etc.

          Isso é ainda mais óbvio no caso desses países asiáticos, pois eles tem de lidar com um problema sério: a instabilidade tectônica. Vc olha um filme na TV e acha que tokio e cingapura são totalmente verticais. Bullshit. A maior parte da população de tokio vive em casas. A verticalização é concentrada no centro, apenas em áreas comerciais. O mesmo se dá em nova iorque, cidade em que as áreas residenciais são de prédios baixos, tipo caixão.

          quanto ao caos no trânsito, acho que vou ter que desenhar pra vc entender.

          Uma cidade como recife, de ruas estreitas, não pode, num prazo tão curto, permitir que, em uma rua em que antes moravam 100 pesoas, passem a morar 2000, sem que um complexo e abrangente redimensionamento urbano seja feito. Não sei se vc percebeu; talvez o sr venha de outra cidade, mas para aqueles que, como eu, cresceram em um bairro como as graças, a mudança do bairro nos últimos 15 anos é bastante clara. Um bairro que antes era tranquilo, organizado, silencioso e charmoso, virou uma imitação barata de são paulo, que me lembra muito o caos urbano que vi em cidades como o Cairo.
          Quem realmente acha que a vida perfeita se limita a entrar num carro e ir ao shopping center, pode achar o tipo de urbanização que construímos no Recife algo “supimpa”. Mas poderia te dizer, existem formas muito mais agradáveis de viver. Vc deveria experimentar…

          bem, quanto ao “esquerdoide não sei de quê” vou me poupar qualquer comentário. Esse tipo de diálogo bobo foge ao meu estilo. E, se há uma coisa que eu não gosto de perder, é o estilo.

        • texto muito longo… apenas alguns pontos…

          01 – a Europa está estagnada economica e demograficamente. Isso é fato. É fato que ela parou num estágio bom, mas… parou, não há dúvida. Alguns países de lá, como Irlanda, Suécia, e outros do hemisfério norte, como o Canadá, administram programas de atração de imigrantes, pois precisam de mais gente por lá – naturalmente, preferem imigrantes qualificados. Nos emergentes, principalmente na Ásia, a população continua crescendo, junto com a economia, daí o aumento da demanda por novas soluções para a questão da habitação.

          02 – Em bairros como Graças, Casa Forte etc. etc. etc. a exploração comercial-imobiliária chegou a seu limite. Não é o caso da área do Cais José Estelita, região abandonada, traficantes, defecadores de rua … Enfim, um lugar que implora por circulação de pessoas, por atividade econômica, por moradia. – a propósito, a vida dos riquinhos que moram desde sempre em Casa Forte, Graças, Aflitos etc. pode ter piorado com o crescimento do número de edifícios por la, mas… a vida dos que escenderam economica e socialmente, e, com isso, puderam adquirir as novas unidades habtacionais construídas por lá melhorou, certamente. Nesse ponto, a tese “antiverticalização não consegue disfarçar seu conteúdo elitista e excludente.

          03 – Não estou dizendo que a “verticalização” não traga problemas, mas, certamente, também tras soluções. Por outro lado, impedir a verticalização traz danos que os babaquinhas de esquerda insistem em ignorar.

          04 – Por fim, é melhor buscar informação em revistas semanais do que em pappers escritos por “cientistas sociais” esquerdopatas. Ademais, as informações sobre a estagnação da Europa e o crascimento da Ásia são corroboradas por instituições respeitáveis, como a OCDE.

        • Só pra completar…. é claro que em toda cidade do mundo a verticalização é controlada. No Recife também é. Existe um plano diretor expresso em lei. O plano atual é produto de uma reforma legislativa relativamente recente, anterior à aprovação do projeto da Moura Dubeax, por isso não vale pra ela.

          Mas, em todo caso, reafirmo o que já escrevi aqui: “uma coisa é discutir contrapartifas, prós e contras, adaptações etc. outra coisa é essa postura infantil de ser contra porque tem raiva da Moura Dubeax ou da “concentração de renda”.

          A maioria dos que berram contra a verticalização mora em apartamentos. Assim não dá, é contra a verticalização para os outros e a favor para si mesmo? Tendência elitista e excludente.

        • É triste, mas está se tornando comum no brasil uma certa “arrogância da ignorância”. Assim como no bible belt norte americano, há aqui um crescente anti-intelectualismo, que reproduz um estilo (uma falta de estilo) pobre e limitado. É de mal tom ler em línguas estrangeiras, é de péssimo tom estudar e ler bastante. O bom é ser medíocre, viajar pra miami e usar uma linguagem chula para agredir as pessoas, sem levar em conta seus argumentos. Bem, eu me nego a entrar nesse tipo de discussão. Acho que está claro que a maior obra do conservadorismo norte-americano dos últimos 20 anos, que certo tipo de gente inculto adora copiar entre nós, é o crescimento absurdo da pobreza naquele que já foi o país da democracia. Hoje existem aproximadamente 50 milhões de norte-americanos abaixo da linha da pobreza.

          Só para registrar: eu acho que o Sr. anda lendo relatórios da OECD errados. Por falar nisso, ano passado a Alemanha cresceu 3%. E continua sendo de lá que a China importa seus insumos de alta tecnologia e as máquinas que necessita para sua industrialização.

          No mais, em comentário abaixo eu desmonto seu fraco argumento de que o controle e a ordenação da urbanização, com a priorização de cidades médias e pequenas, sem grande densidade é coisa de “esquerdopata” (essa linguagem de quinta categoria que o sr. lê em Reinaldo Azevedo, me desculpe, podia ser um pouco aprimorada, não?). Nada mais capitalista do que cidades bem ordenadas, colega. O problema é que seu capitalismo é ainda o de uma periferia em que direitos fundametais de liberdade (olha aí o liberalismo) são solapados por senhores de engenho brutamontes que, no fundo, sentem falta da escravidão. E escravidão, como sabemos, é o pior tipo de capitalismo primitivo que existe.

        • Esse tal de Yusuko é de uma ignorância assustadora.

          Pablo. Suas colocações são perfeitas. Mas não perca tempo com esse tipo de estupido.

          Esse tipo de mediocridade vem de berço, de família, e é incorrigível.

        • algo a acrescentar é, as pessoas nao querem verticalização, mas ja imaginaram o que aconteceria com a cidade caso ela nao existisse?

          será que as pessoas que moram em predios iriam querer viver em casas do msm tamanho dos apartamentos em que vivem?ou casas coladas uma nas outras? ja imaginaram na área que toda essa gente iria ocupar caso nao houvesse verticalização?

          no minimo recife joao pessoa ja estariam completamente conurbadas, sistema de transporte com uma cidade mais compacta aqui já é terrivel, imagina numa cidade com a mesma população ocupando uma área 10 vezes maior?os custos desse transporte? e serviços? sera que teriam padarias em todas as esquinas?ou teriam q sair de carro p comprar pão??

          o foco do protesto é que está errado.

        • Pois é RIcardo. É muito fácil dar uma de intelectual papo-cabeça contra a verticalização – depois de já ter garantido o seu próprio apartamento.

          É como diz o povo: “… no dos outros é refresco…”

  • Impressionante a série de comparações sem sentido e de oposição ferrenha que um movimento ainda pequeno como o #OcupeEstelita gerou.

    Então é isso: não há alternativa ao projeto de Moura Dubeux e cia. , os mobilizados são hipócritas e elitistas que querem manter a cidade pobre. Ninguém te moral de se mover agora, já que não houve mobilização antes, quando mais poderia ser feito – o corolário dessa proposição genial é que nunca ninguém deve se mobilizar por nada, afinal sempre há um ponto anterior em que as mobilizações poderiam dar mais certo. Os nossos pais poderiam ter se mobilizado pra ter evitado aquele viaduto horrível em frente ao Forte das Cinco Pontas, mas já que não fizeram isso, pq nós temos que tentar melhorar a região central de Recife hoje, não é mesmo?

    Por que o simples fato de tentar ser um pouco menos cínico e se mobilizar gera tanto ódio, tanto ressentimento? Talvez pq o não-cinismo afeta profundamente os que aprenderam a amar a própria desesperança, e por isso rejeitem com tanto ressentimento a possibilidade de haver alternativas a uma visão cínica do mundo. É a minha hipótese.

  • Cara, lendo os comentários do texto é que me dei conta de como a gente tem um pessoal que se contenta com tão pouco, é.. as vezes eu esqueço disso.
    Não vou copiar e colar frase por frase, mas o pelo que entendi o sentimento geral de muita gente é: “Ah, a área está abandonada.. é melhor construir prédio do que deixar aquilo abandonado”. Não.. não é. A forma como as coisas são feitas nessa cidade estão erradas e todos nós sabemos disso (vide o leilão fraudulento das duas torres). Se o abandono temporário daquela área servir como motivo para que a sociedade volte a se questionar e volte a questionar os atos (ou omissão) dos seus gestores; que fique abandonada pelo tempo que for preciso. Nossa cidade não tem estrutura pra virar Nova York, nós temos um legado cultural e patrimonial que nada se assemelha à esse tipo de verticalização. Pq não usar Copenhagen, Amsterdã e tantas outras cidades como exemplo de desenvolvimento. Afinal de contas, quem foi que disse que para estar no Século XXI nós precisamos viver dentro de uma selva de pedra?

    Parem de se contentar com qualquer porcaria que a Moura Dubeux e cia propõem para nossa cidade. Nós merecemos muito mais.

  • Os comentários que vejo neste blog (e via facebook) me fazem ficar triste com o futuro da cidade. Ninguém consegue ver os inúmeros outros problemas que esse projeto vai gerar. Uma pena Recife virar São Paulo.

    • Pelo visto a galera mais conservadora tem um fetiche por ver Recife virar São Paulo ou Nova York. Acham chique uma cidade cheia de prédios de classe alta e média-alta, aquele climinha urbano, a galera voltando pra casa de noite num carro chique com ar condicionado ao som de Spice Girls e Backstreet Boys… Eu acho que sei como é, porque eu já tive esse fetiche no final da minha infância – e ainda hoje imagino como seria (fantasiosamente) “confortável” viver numa cidade assim, mas eu sei que não seria um bom modelo de cidade.

      • É Robson… esses reacionários, conservadores, porcos capitalistas…. em vez de admirarem Havana?

        Aff….

  • Discutir consequências e eventuais contrapartidas do projeto é uma coisa, alimentar uma postura infantil de ser contra só pos ser contra é outra bem diferente.

    • Eu não sei onde esse sr. viu uma “postura do contra por ser do contra”. Sinceramente, o que estou vendo aqui é o tipo de conversa rasa, que desqualifica não o argumento, mas a pessoa que argumenta. Quem é contra o projeto é “esquerdóide”, é “tacanho”, é “não sei quê”. Mas para enfrentar o argumento se usam palavras vazias e se reproduz o que há de mais superficial. Vamos lá:

      1) não vi ninguém dizendo que a área deve ficar abandonada, mas que a utilização proposta pelo projeto novo recife reproduz a mesma lógica de ocupação que levou o recife a se tornar uma das piores cidades do brasil para se viver. É preciso um outro projeto, que não seja tão verticalizado, que estimule a ocupação mais plural da área, e não a limite a apartamentos de luxo utilizados por 0,1 % da população.

      2) não vi ninguém dizendo que o capitalismo é o culpado pela má utilização da área. Acho que se trata mesmo de tornar nosso capitalismo mais inteligente. Coisa que ele nunca foi. Aliás, existe um interessante relatório, feito para o governo alemão logo depois da guerra por economistas que viriam a ser conhecidos por formar uma associação que é identificada como a origem do “neoliberalismo”. Nesse relatório, autores como Röpke, Eucken, entre outros, defendem que a melhor forma de estimular as liberdades de mercado e um capitalismo competitivo é evitar que haja uma concentração tão grande do capital, que possa impedir a competitividade. Walter Eucken (que influenciou largamente autores como Friedrich Hayek) tem um texto super interessante em que defende, exatamente, que a competitividade floresce de modo mais radical, se os indivíduos vivem em pequenas comunidades, em cidades médias, em que não há a formação de organizações coletivas, políticas que podem limitar sua liberdade. Em um programa apresentado em 1952 por um cara chamado Röpke, as medidas para fomentar a competitividade na Alemanha eram listadas como as seguintes. “first, to enable as far as possible everyone to have access to private property; second, the reduction of huge urban sprawls and the replacement of large suburbs with a policy of medium-sized towns, the replacement of the policy and economics of large housing blocks with a policy and economics of private houses, the encouragement of small farms in the countryside, and the development of what he calls non-proletarian industries, that is to say, craft industries and small businesses; third, decentralization of places of residence, production, and management correction of the effects of specialization and the division of labor, and the organic reconstruction of society on the basis of natural communities, families, and neighborhoods; finally, generally organizing, developing, and controlling possible effects of the environment arising either from people living together or through the development of enterprises and centers of production.” Esses textos são a base do neoliberalismo que se tornou mainstream nos anos 80 e é, ainda hoje, o que há de última palavra em capitalismo.

      3) Bem, se quem se coloca contra o novo recife defende uma cidade menos concentrada, acho que esses devem ser os neoliberais, não? Mas, ora, eles não são os comunistas porra loucas? Acho que vc devia pensar melhor seus pressupostos. O que quero dizer é simplesmente o seguinte: Tratar bem a cidade é algo bastante capitalista, meu caro. Aliás, se vc já teve a oportunidade de viajar para algum país do “ex-socialismo rea”l, vai perceber que a Recife construída pela Moura Dubeux se parece muito mais com a periferia de varsóvia, do que com miami ou Nova Iorque, como vc está querendo fazer crer.

      4) Então, que tal ser capitalista, mas com estilo, ao invés de ser somente um senhor de engenho provinciano, com uma mentalidade de brutamontes? Pois, no fim, o recife está apenas reproduzindo seu capitalismo periférico (como queira) subdesenvolvido, ao insistir nos mesmos erros de 20 anos de urbanização burra.

      • Pablo, você está de parabéns.

        Seus comentários são, de longe, a melhor contribuição para o debate que eu já li.

      • Só pondero Pablo que de longe o neoliberalismo não pôs em prática nada que está nesse texto, antes fosse.

        • Já visitou a alemanha? a maior cidade alemã é berlin, com 3 milhões de pessoas. Depois vem munique e hamburgo com 1 milhão… o resto te no máximo 500 mil. Desde os anos 50, eles perseguem o que chamam de ordoliberalismo. Que no final é uma versão anterior 1.0 do neoliberalismo. O problema é que reagan não era Adenauer.

  • A intenção do projeto é boa, entretanto pode haver falhas, que precisam ser estudadas.

    Ainda assim é um projeto. UM projeto. UM é diferente de ZERO.

    Melhor dizendo, UM é MAIOR do que ZERO.

    Em outras palavras: nunca vi neguinho dizer nem meio “ai” durante todos estes anos em que o Cais José Estelita esteve ABANDONADO pelo poder público.

    Aí quando a iniciativa privada entra na jogada… aparece meio mundo de comunista de sofá, uma turma que é contra o “capetalismo” mas adora um Nike, Coca-cola, iPad e não anda de ônibus (mas adora “protestar” contra o aumento da passagem).

    Vish.

  • Engraçado esses manifestantes, para mim esses armazéns inúteis já tinham ido a baixo a anos. Há quem fizesse manifestação até pela não demolição do prédio da CONAB, aquele lixo em forma de prédio.

    Ao invés de manifestações agora, por que não já apresentaram algum projeto de ocupação inteligente? depois de décadas de ociosidade, os manifestantes se acordam justo agora que algum projeto é apresentado.

    Sou contra esse essas torres, cujo apartamento deve custar o mesmo preço do das torres gemeas, não iria poder pagar nem em 3 gerações, mas também sou contra manifestantes conservadores que não sabem o que querem.

  • Sou a favor do projeto. Uma área abandonada, e com esse projeto dará vida.
    Engraçado esse povinho, o terreno está lá a anoooosss e ninguém dizia nada (sem projetos), só é aparecer corporações privadas, querendo ganhar dinheiro, aparecem um bando de invejosos. Brasileiro é assim mesmo.

    Veja, o que o petista doente, Martin falou: “Sou contra esse essas torres, cujo apartamento deve custar o mesmo preço do das torres gemeas, não iria poder pagar nem em 3 gerações ….” A cabeça dele é assim: Se, eu não posso pagar, que se danem. Se não posso comprar uma Ferrari, os que podem não devem hehehehehe

    • Não é bem assim Tiago, tucano doente hehehehhehe, você acha certo 1% da população recifence (a aristocracia) ter acesso a belos apartamentos a beira mar, feitos em terreno PÚBLICO, enquanto o resto (nós) resta nos contentar com coisas do tipo “àreas de lazer”? se é pra fazer algo em terreno público, que seja algo para a coletividade.

      • Eu acho certíssimo) Se só 1% tem dinheiro pra comprar APs de luxo…

        O terreno não é público. Foi leiloado e arrematado pela construtora…

    • Exatamente, Tiago! O que mais irrita nesse tipo de movimento é que não passa de criancice esquerdopática…

      • o nível tá baixo, viu…

        que pena.

  • é impressionante como os comentaristas “residentes” desse blog são tão cafuçus e tem uma visão tão limitada de mundo e de cidade que parecem que foram gerados dentro de uma arena de vaquejada …é cada opinião de chorar de rir.

    • Penso a mesma coisa dos comunistas sem causa, disfarçados de intelectualóides urbanistas.

      Milton Botler, urbanista de profissão, declarou apoio ao projeto se os prédios forem de diferentes funcionalidades (serviços, residenciais, etc.)

      É justamente o que o projeto vai ser.

  • Acho que existem questões mais importantes não discutidas:

    -como a revitalização do Recife antigo, que está abandonado

    -A agamenon não esta sendo discutida

    -As comunidade ao redor como pina e coque deveriam receber conjuntos habitacionais populares e serem revitalizadas, não concordo em pegar essa area e fazer mais conjunto habitacional, quando se tem outras areas viaveis.

    - As linhas ferreas, pelo o que disseram, nao foram vendidas, então tem como ser feito o VLT aproveitando essas linhas.

    -Realmente concordo que devem se ter areas para lazer, os proprios galpoes tombados que irão ser preservados podem virar essa área, com museus, bares, teatro. Tambem defendo que outras areas devam virar centros culturais, o antigo aeroporto e uma area que poderia virar um centro cultural, alguns armazens proximo ao terminal do cais, alguns armazens do porto do Recife, existe uma area na caxanga, na avenida Recife,alem de outras areas. Resumindo, existem varias areas para se discutir espaço para lazer que devem estar espalhadas pela cidade.

    -Areas para pratica de varias modalidades de esporte, como se fosse um centro olimpico, que poderia ser feito no Santos Dumont e em outra área.

    - A revitalizacao do capibaribe.

    -Vejo mais vantagens do que desvantagens nesse projeto

    -Tem que se discutir um plano de revitalizacao para cidade, focando no desenvolvimento sustentavel, dando incentivo as areas verdes, construção de mais ciclovias, expansão da linha de metro, bilhete unico.

    - Acho que a discussão não deve se focar contra o projeto Novo Recife, mas um plano de urbanização decente existem outras coisas para serem discutidas, mas vamos ser mas realistas propor solucoes e alternativas, e pensar na cidade e menos em pontualidades.

    • Apartidário, PERFEITO seu comentário.

      Acrescente aí o SANEAMENTO BÁSICO.

      É uma VERGONHA uma cidade como Recife ter um dos maiores déficits de saneamento básico entre as capitais brasileiras.

      SANEAMENTO É UM DIREITO DE TODO CIDADÃO QUE PAGA IMPOSTO, SEJA ELE DIRETO OU INDIRETO!!!

    • Leia-se MAIS REALISTAS

  • A CAMPANHA CONTINUA, QUEM É CONTRA O PROJETO, DIGA O QUE VOCÊ QUER PRA ESSA ÁREA…

    1 – TERMINAL INTERMODAL
    2 – CONJUNTOS HABITACIONAIS
    3 – PARQUE E ÁREA DE LAZER TOCADA PELO PODER PÚBLICO
    4 – O QUE ESTAVA PREVISTO NO PROJETO COMPLEXO CULTURAL RECIFE–OLINDA
    5 – QUALQUER ALTERNATIVA ACIMA, MENOS A MOURA DUBAI FAZENDO UMA OBRA ALI

    SE A OPÇÃO FOR A DE NÚMERO 5 (A OPÇÃO DA MAIORIA DOS QUE ESTAVAM NO PROTESTO)…

    ENTÃO VOCÊ É SOCIALISTA DE BOTEQUIM, COMUNISTA, HIPPIE, MACONHEIRO DE CENTRO ACADÊMICO E COISAS DO TIPO.

    MENTI???

  • A CAMPANHA CONTINUA, QUEM É CONTRA O PROJETO, DIGA O QUE VOCÊ QUER PRA ESSA ÁREA…

    1 – TERMINAL INTERMODAL
    2 – CONJUNTOS HABITACIONAIS
    3 – PARQUE E ÁREA DE LAZER TOCADA PELO PODER PÚBLICO
    4 – O QUE ESTAVA PREVISTO NO PROJETO COMPLEXO CULTURAL RECIFE–OLINDA
    5 – QUALQUER ALTERNATIVA ACIMA, MENOS A MOURA DUBAI FAZENDO UMA OBRA ALI

    SE A OPÇÃO FOR A DE NÚMERO 5 (A OPÇÃO DA MAIORIA DOS QUE ESTAVAM NO PROTESTO)…

    ENTÃO VOCÊ É SOCIALISTA DE BOTEQUIM, COMUNISTA, HIPPIE, MACONHEIRO DE CENTRO ACADÊMICO E COISAS DO TIPO.

    MENTI???

  • Só para constar, caro Pierre, Brasília Teimosa passou por um reestruturação semelhante à da Ilha de Deus, com ação conjunta do governo e prefeitura – que não defendo, é claro – e você também esqueceu de citar a Ilha como parte dessas comunidades organizadas. E muito bem organizadas, por sinal.

  • Ah…. e quem dera Recife fosse uma Miami. Pergunta a todo mundo que tava ali na manifestação se não iriam querer uma passagem só de ida para Miami se pudessem desfrutar gratuitamente de tudo. Fala sério! Eu mesma queria. Querendo me oferecer o pacote passo endereço e cpf já. rs

  • Embora a discussãomseja válida, sou a favor da implantação do empreendimento proposto.

    O que me deixa chateado é que quando aquela área tava abandonada, ninguém dizia nada e nem se revoltava. Mas é só ter um projeto de recuperação diferente dos “sonhos” que esperneiam.

    Acho que um parque não daria certo… Ficaria abandonado, subutilizado e perigoso. Bares e restaurantes também não… Faria concorrência com o porto e faliriam ambos…

    Acho que um misto de hotéis e empresariais e residenciais com algum comércio, como proposto, é a melhor opção mesmo.

  • Eu tou dizendo, esses hippies não querem NADA, absolutamente NADA.

    Eles ficam com essa PUTARIA, sem alvo concreto, sem soluções pra cidade, querendo discorrer sobre o que significa desenvolvimento, fazendo análises semânticas em cima dessa alcunha.

    RIDÍCULO!

    Querem fazer protesto SANEAMENTO NO RECIFE???Quem topa???

    Eu sou o primeiro a ir, e vou junto com os hippies (só não venham bater em mim, pelo amor de Deus!!!respeitem opiniões alheias!!!)

  • Vamos fazer uma coisa ÚTIL minha gente.
    Que tal o movimento “OCUPE A COMPESA”????

    Eu topo!!

  • Pierre, antes de tudo, parabéns pela iniciativa de colocar em discussão o processo de urbanização de nossa cidade… independente das inúmeras divergencias que tenho.
    Maaaas … retomando aquela velha história das ZEIS, acho que voce foi mal informado sobre isso: As ZEIS são apenas o início de um processo de lagalização fundiária … justamente para que no futuro as pessoas usufruam legamente do que conquistaram. E esse processo de legalização necessáriamentre deve vir acompanhado de um processo de regularização urbanística … para transformar os lotes em algo “legalizável” … e não apénas dar uma canetada como propõe De Soto!. Infelizmente a legalização fundiária quase nunca é concluída, pois custa caro e não dá resultados visíveis como a urbanização. E tb depende do tipo de legalização (pode ser CDRU, CUEM, Usucapião, etc). Em alghuns destas modalidades, o beneficiário pode fazer o que quiser com o imóvel … inclusive vende-lo. Em outros casos não … como a CDRU. Outro equívoco importante é achar que as ZEIS foram criadas por Jarbas. Ele apenas sancionou um projeto de iniciativa popular. Justamente por achar que é coisa de Jarbas, que as recentes gestões municipais parecem não ter avançado muito com as ZEIS e PREZEIS … privilegiando apenas o OP … como se um fosse o oposto da Outra! Abraço

  • É a terra dos caranguejos…quando algum tá fugindo, os outros puxam pra baixo…..

  • Por Téta Barbosa 
    http://www.batidasalvetodos.com.br/
    Pensei 8 vezes antes de escrever este post.

    8 não, 14. Melhor, pensei 34.879 vezes antes mesmo de abrir o word.

    E os motivos de tanto pensamento?

    A – Vou perder 89,5% dos meus leitores.

    B – Vou ganhar 10 mil comentários contra.

    C – Nunca vou ganhar dinheiro com este blog.

    Mas, considerando que o Batida não nasceu para ganhar leitores, nem para só ter comentários fofos, muito menos para ganhar dinheiro, esta blogueira do contra que vos fala, ignora solenemente o bom senso que diz: “deixa esse assunto pra lá” e vai, mais uma vez, dar a cara a tapa.

    Agora não é por puro exercício de linguagem nem para gerar a polêmica alheia, é simplesmente para colocar em pauta todos os aspectos do movimento #ocupeestelita.

    Antes de dizer porque sou contra o movimento (ops, falei) gostaria de levantar algumas contradições:

    A – Alguém que faz parte do movimento contra a verticalização mora, na prática, em casas com jardim e quintal? Porque eu não entendo uma sociedade que mora em prédios protestar contra a construção de, de, de… Prédios?

    B – O pessoal que não quer ver Recife virar São Paulo, Nova York ou Dubai passa as férias onde? Porque a embaixada americana já não dá conta de tanto pedido de visto para a big apple.

    C- Se o Cais José Estelita está abandonado há, sei lá, uns 300 anos, porque só agora que resolveram fazer alguma coisa nele, é que decidiram protestar?

    Fico inocentemente imaginando que se Recife for comparada a alguma cidade do mundo, que seja Nova York e não uma aldeia rural de Angola.

    É como no livro de Adriana Falcão, onde todo mundo que ir embora de Nordestina porque ali o progresso não chega:

    - “Porque todo mundo insiste em abandonar Nordestina?”

    - “Porque aqui não tem recursos!”

    - “E por que não mandam recursos para cá?”.

    - “Porque tá todo mundo indo embora!”

    Recife já foi Nordestina, não é mais. Já se foi o tempo de sair daqui, retirantes da seca industrial-social-econômica.  Quando dissemos sim ao progresso, foi ao pacote todo: Suape, empregos, indústrias, aumento da população (que agora vem de fora atrás de emprego), aumento de carros (graças ao aumento do poder aquisitivo da classe média), aumento dos prédios, etc,etc,etc.

    Ser contra a construção do Novo Recife é como ser a favor da revolução industrial mas contra as máquinas. É como querer o progresso…pero no mucho!

    Sou publicitária e já fiz uns comerciais de prédios da Moura Dubeux (uma das 3 construtoras responsáveis pelo projeto) e quando filmei dentro dos apartamentos no lugar de pensar “que bando de capitalista filho da puta” tudo que eu consegui pensar foi “queria tanto morar num desses”. E que jogue o primeiro tijolo quem nunca quis morar num prédio bom! É fácil ser hippie de butique e protestar tirando foto com iphone, né? Porque, dos oito mil e trezentos defeitos que eu tenho, hipocrisia não é um deles!

    Calma, o momento “apedrejamento” ainda vai chegar. Deixa eu acabar o texto primeiro, ok?

    Vamos lá: você que mora numa casa e que é contra prédios, detesta a Moura Dubeux (e ainda nem sabe que além dela a Prefeitura, o Governo e mais três construtoras fazem parte do projeto), não quer o Recife parecendo Nova York e odeia revitalização sabia que:

    A – Bares, restaurantes e livrarias também serão construídos na área?

    B – Um praça faz parte do projeto?

    C – Ciclovia, pista de cooper e um píer estão incluídos na planta original?

    D – Empregos diretos e indiretos serão gerados durante e depois da construção?

    Não, não estou sendo paga pela Moura Dubeux (mas se eles quisessem me dar um ap. eu aceitaria sem esforço), nem sou espiã do Governo, apenas me dei ao luxo de ler o projeto antes de sair falando bem ou mal.

    Um movimento como este não pode ser como fila de banco onde, depois que o primeiro reclama da demora, vira motim. É preciso entender do que se trata para sair pintando faixas por aí.

    O #Ocupaestelita está sendo lindo! De verdade. Famílias inteiras no Cais, crianças com as mãos sujas de tinta, declarações de amor ao Recife, amigos sentados nas calçadas. Acho a mobilização digna de todas as fotos dos instagrams tiradas pelos politizados participantes. Mas acho também que, se alguém perguntar aos participantes: “o que é o Novo Recife e contra o que, exatamente, você está protestando?” ia soar um silêncio, contraditoriamente falando.

    Tipo quando teve o primeiro show dos Rolling Stones no Rio. O repórter perguntou: “Qual música da banda você conhece que não seja Satisfation” e cri,cri,cri.

    Ninguém sabia por que tinham ido pelo evento, pela farra, para encontrar os amigos e não pelas músicas de Mick Jagger. É como diria o Metallica, “Sad but true”.

    Desculpem o post gigante e contra todos (sim, é chegada a hora de você clicar no COMENTS e soltar o verbo) só não quero que quando perguntem sobre o Recife eu tenha que responder o que Antônio falou sobre Nordestina:

    “Nordestina era uma cidadezinha desse tamanho assim, da qual se dizia: “eita lugarzinho sem futuro”. Antônio ouviu dizer isso desde pequeno, e deu por certo o fato. Para chegar em Nordestina, tinha que se andar bem muito. É claro que ninguém fazia isso: o que é que a pessoa ia fazer em um lugar onde não tinha nada para fazer?”

    Porque assim como Karina, a amada de Antônio, eu quero o mundo. Mas não quero sair atrás dele. Eu quero que o mundo venha até Recife. Não é querer muito, é?

    • Dona Téta,
      Parabéns pela clareza e honestidade e um texto que deveria ser abaixo a hipocrisia desses movimentos tupiniquins
      .
      Realmente assim não dá, há anos que passo por aquele cais em direção ao pina e observando aquela paisagem linda que mais parece filme, ficava me perguntando por que não faziam um projeto para tornar aquele ambiente seguro para se levar a família, e com certeza caso estivéssemos em países de 1º mundo aquela área seria outra ha no monimo 50 anos.
      Acho que nós temos muita gente com excesso de tempo livre, que não tem o que fazer e contribui ou contribuiu de uma forma ou de outra com a merda que esse país está.
      Então eu me pergunto: Imaginemos que um grupo hiper-milionário árabe ou japoneses, comprasse aquele terreno e resolvesse construir o edifício mais alto do mundo, superando os já existentes, e nós nem precisávamos sair do Brasil para conhecê-los, seria uma boa idéia e ganharíamos visibilidade internacional e inveja de alguns sulistas preconceituosos, tenhamos certeza que o projeto não avançaria por conta desse movimentos ridículos juntamente com algumas cabeças estupidas das nossas autoridades e políticos malfeitores e então nada de melhorias.

      Sinceramente falando, vão tomar banho seus imbecis e mostrem a verdeira faceta que se esconde por trás desses movimentos cheios de pessoas frustradas.

      Vou logo dizendo:

      Não conheço nenhum empreiteiro, não sou amigo de politico, não sou filiado a partido, não mora em casa e nem tenho casa própria, mas se pudesse morava nas duas torres.

  • Eu tenho a nítida impressão de que aqueles que andam comentando que o protesto não tem proposições, que falam de embates idealistas de esquerda vs. direita, comunismo e neo-liberalismo, essa pessoas andam comentando simplesmente por comentar e simplesmente NÃO se deram o trabalho de LER, de pesquisar, de analisar os próprios comentários feitos nesse post do blog. Por favor, amigos, antes de falar qualquer coisa, julgar os manifestantes com uma raiva ferrenha, por favor, LEIAM!

    Abraços!

  • PESSOAL,

    É muito complicado reverter o projeto do Cais Zé Estelita.

    Vamos nos concentrar no leilão do Náutico! Ali sim, a coisa vai ficar complicada quando jogarem 30 prédios naquela área! Vai ser o fim do bairro dos Aflitos e região!

    Ainda dá tempo de salvar aquele espaço. Tentar costurar uma restrição urbanística, uma desapropriação, sei lá.

    #OCUPEAFLITOS

    • fim? o fim já passou há muito tempo. Os aflitos já são o inferno. As pessoas vivem no inferno e simplesmente não percebem. Aliás, é realmente fácil naturalizar coisas aburdas. Basta conhecer pouco alternativas ao que se tem. No Brasil houve gente que defendeu a escravidão até o começo do século XX, lamentando a libertação dos escravos. As pessoas vêem a cidade se tornar uma desgraça generalizada e não percebem que isso tem relação direta com sua forma de ocupação. E aí se torna fácil insistir no mesmo modelo, pois não se conhece alternativa. Lamento muito, mas realmente REcife é uma cidade que se torna cada vez menos interessante para se viver.

      • Bem, se o fim já passou faz tempo, e se os Aflitos (Recife) já são um inferno, o que podemos é evitar que o problema se agrave e o bairro passe a ser pior do que o Inferno! (algo como Jaboatão da época de Newton Carneiro)

  • Eu acho interessante por que o recifense, em sua infinita mania de grandeza, adora esses projetos megalomaníacos. Até aí tudo bem, cada um venera o que quer.

    O problema é que depois que a cidade virar um caos no trânsito, muito quente, um verdadeiro inferno na terra não venham reclamar. Aceitem calados. Pensem que vocês endossaram essa política de verticalização então agora aguentem a porrada.

    É como o que aconteceu com o transporte público. Todo mundo acha que transporte público é coisa de pobre fudido. O máximo aqui é ter cinco carros na garagem. Então depois que ficar 3 horas no trânsito lembrem do “orgulho” de ter cinco carros e lembrem de quando vocês debocharam daquele “fudido” que defende o transporte público e aguentem tudo isso calados.

    Hoje eu vejo que a culpa não é do governo. O próprio povo é que gosta desse negócio de se encher de carro. Mesmo se o governo investisse em transporte público, o povo continuaria querendo ter 5 carros pra se exibir e mostrar que é melhor do que os outros. Isso faz parte dessa cultura decadente do brasileiro. Então pra que investir no transporte público? Deixa o povo se lascando no trânsito mesmo. Não é disso que eles gostam? Não acham chique passar 3 horas suando dentro de uma lata no trânsito? Deixa o povo se achando classe média alta em suas “máquinas” compradas em 200 vezes e parados num trânsito caótico. O mais engraçado é ver uma carroça puxada a cavalo andando mais rápido no trânsito do que uma Hilux 4×4 que atinge a velocidade de 160 km/h parada no trânsito. Coisa de brasileiro mesmo.

    É como dizia um imperador romano pra justificar a violência no coliseu: “Dá ao povo o que o povo quer. O povo quer sangue? Sangue terão.”

  • eu já disse… OCUPEM A COMPESA!!!!AQUELA BOSTA DE EMPRESA!!!

    EU SOU O PRIMEIRO A APARECER NO #OCUPECOMPESA

  • OPERAÇÕES URBANAS: ANAIS DO SEMINÁRIO BRASIL-FRANÇA 255 páginas para quem quiser se aprofundar no assunto e quem quiser uma leitura mais pontual, o caso Recife começa a partir da página 201. Isto foi apresentado em 2009 mas já vem desde de 2004

    O que é apresentado dá pra desenvolver muita coisa dentro do que seria uma ocupação mais humana. Não é um caso de ser contra a verticalização, ninguém é contra a verticalização, esse projeto tem verticalização, a questão é como ela é feita e por quem é ditada.

    http://pt.scribd.com/doc/26003613/Miolo-Operacoes-Urbanas-4A-indd-1

    Projeto de integração Recife-Olinda apresentado por Amelia Reynaldo (Arquiteta e Urbanista pela Universidade Federal de Pernambuco, Doutora pela Universitat Politècnica de Catalunya. Coordenadora do projeto urbanístico Recife-Olinda (2003-2006) e professora da Universidade Católica de Pernambuco. Membro do Comitê Científico da Universidade Católica desde 2007)

    O estudo do Recife não foi concluído, mas o que é apresentado dá pra desenvolver muita coisa dentro do que seria uma ocupação mais humana. Não é um caso de ser contra a verticalização, ninguém é contra a verticalização, esse projeto tem verticalização, a questão é como ela é feita e por quem é ditada.

    • So por que é feita pela inciativa privada não presta?

      O projeto foi dentro da legalidade do plano diretor da epoca, comprado de forma licita, e agora o como e feito e questionado?

      Pq não questionaram os armazens que vao virar shopping?

      Qual a real viabilidade desse projeto Olinda-Recife, o projeto deste porte, quanto tempo demorara para os arquitetos e engenheiros finalizarem? A viabilidade economica pelo o governo para construir? O futuro do projeto, sera que ira valorizar as areas adjacentes, ou sera mais uma area publica a se degradadar? Existem muitos espaços publicos proximos, que são praticamente nao marginalizados. Nao se pode construir esse processo em outra area? Quanto custara para prefeitura desapropriar a area, R$ 100 milhões?

      So acho esse movimento tão desinformado, que agora defendem o projeto Cultura Recife Olinda, na epoca proposto por um grupo portugues, privado, diga-se de passagem, no valor de R$ 3 bilhões, com 50% de investimento privado e o restante com BID/CEF/BNDES, que incluia muito mais areas alem do cais de estelita e seria muito mais verticalizado que o projeto novo recife.

      So pq o projeto e verticalizado nao signifca que seja ruim.

      Era muito melhor estar se preocupando com a urbanizacoes das favelas do Recife, dando condiçoes dignas de moradia as pessoas, isso sim é humanizacao, a vila sao miguel pegou fogo e cade o povo para ajudar as familias que perderam tudo?

      Tem coisas muito mais importantes a serem discutidas do que esse projeto.

      • Apartidário
        Quem falou que não presta porque foi feito pela iniciativa privada?
        Quem disse que o projeto Recife-Olinda não tem verticalização?

        Saiba você que se fosse esta proposta do Estado o protesto existiria do mesmo jeito…. proposta de um paredão de 40 andares é o que vc acha bacana pra cidade? baseado em que? ? Agora porque trocar algo que oferece 50% de áreas públicas de usos diversos por algo que só tem as áreas mínimas que a lei pede?

        O problema é que se acha lindo paredão de 40 andares revestidos de vidro espelhado….
        quem sabe futuramente 60 andares… vai ficar bacana por tooooda beira rio

  • Pierre.

    Gostaria de fazer algumas observações/perguntas:

    1- “Quem lê o Acerto de Contas sabe que sou um liberal por princípio, e isso quer dizer exatamente que acredito na regulação estatal e na mobilização das pessoas para que o interesse coletivo seja preservado”

    Inventasse esse conceito de liberal, foi? Acho que precisas rever teu conceito de LIBERAL, o corpo de Von Mises deve está se contorcendo no túmulo!

    2- Não vejo problema algum que uma empresa privada construa o que quiser com a SUA terra.

    3- Me agrada a ideia de construir mais prédio e hoteis.

    4- Que ranco é esse com a Moura Dubeux? Uma empresa que emprega muita gente, constroe prédios de qualidade (aumentando bastante a oferta), paga os impostos, etc etc. Já um Edilson da Silva da vida, que nada produz (só faz arrotar besteiras o tempo todo) é tido como uma pessoa séria e digna de admiração.

    É por isso que o Brasil NUNCA será uma potencia.

    Aqui as pessoas que merecem elogio por criar/produzir são execradas e os “gênios” que não produzem absolutamente nada são tidos como ídolos… Vai entender!!!

    • Filipe
      “2- Não vejo problema algum que uma empresa privada construa o que quiser com a SUA terra.”

      Desde que ela siga as leis urbanísticas, desde que ela siga o projeto que foi aprovado (prática comum não seguir o projeto aprovado ou em muitas construções de esperar sair o “Habite-se” pra aumentar a área construída), desde que não construa em terrenos adquiridos de forma duvidosa, desde que não se utilize de trabalho escravo entre outras coisinhas

      • O que eu vi ai foi uma vomitada de insinuações… nada de concreto!

        Apenas para deixar claro que não tenho nenhuma ligação (seja afetiva, economica, trabalhista, etc etc) com esta empresa.

        Apenas acho que (obedecendo o que as leis dizem) a pessoa/empresa pode fazer o que bem quiser com sua posso adquirida.

        Muito melhor uma empresa construir moradias (aumentando a oferta de algo que ja está ficando escasso pelo aumento da população e o aumento da renda da população), oferencendo algo de valor à sociedade do que construir um parque D. Lindu da vida.. gastando milhões do nosso bolso para shows, etc etc (para quem mora perto é um caos.

        Enfim, apenas fico triste com essa mentalidade mesquinha de que toda empresa grande rouba, faz trabalho escravo, etc etc…

        • Filipe, o observatório do Recife escreveu bem melhor que eu rs

          “8 – Mas a empresa pagou pelo terreno! Ela pode fazer o que quiser com ele!

          Pode não! Em primeiro lugar, existe uma discusão sobre a venda do terreno: tem gente que questiona se a venda do terreno se foi correta ou não, e se a União não devia ter pensado no interesse social antes de vendê-lo. Além disso, segundo a Constituição Federal, a propriedade deve ter uma função social, não é um direito absoluto. Não é porque você é dono de um aparelho de som ultra-potente que você pode usá-lo no último volume quando quiser. Qualquer pessoa entende que não se possa construir um arranha-céu junto da pista do aeroporto. É imoral e ilegal deixar uma área de terra fértil sem cultivo quando há gente passando fome. Então, da mesma forma, aquela área é muito grande, central, perto de vias importantes, de forma que os projetos feitos ali podem afetar a cidade inteira e todo o desenvolvimento urbano do Centro. O seu uso não pode ser decidido tendo como critério somente o lucro privado das empresas envolvidas. E as exigências que o poder público tem que fazer não podem se resumir às mitigações menores que passam longe de sanar os problemas urbanísticos do projeto.

          Concordamos com o Estatuto da Cidade quando diz que é papel do poder público garantir o “pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e da propriedade urbana”, e a participação da população é fundamental nesse processo. A intensidade dos debates e o esforço das mobilizações contrárias ao “Novo Recife” são uma demonstração da existência de outras expectativas e desejos da sociedade projetados naquela área, e eles tem que ser considerados. Defendemos uma ocupação da área regida por critérios sociais, ambientais, paisagísticos, históricos e, sobretudo, públicos e democráticos.”

          http://www.observatoriodorecife.org.br/?p=5419

    • 1 – quem precisa rever seus conceitos é você. Leia o livro de Paul Krugman que você vai ver que um liberal é diferente de um direitoso.
      2 – não existe a SUA TERRA, pois TODA TERRA é uma concessão do Estado para você, inclusive a casa onde mora. Por isso paga-se Impostos de Transmissão, mesmo a propriedade sendo SUA
      3 – Gosto é como nariz meu caro, cada um teu o seu
      4 – Essa é uma empresa que não respeita regras de mercado, frauda leilão, sonega imposto etc.
      Se não sabe disso, faça uma visita ao TRF e veja que até por apropriação indébita de INSS há condenação.
      Isso sem falar em uma ruela roubada por ela entre a Cap. Rebelinho e a AV. Boa Viagem. Além da fraude do leilão, já denunciada aqui.

      Mas no seu caso, visite uma livraria ou uma biblioteca.
      Liberal é uma coisa, DIREITOSO é outra.

  • Estava eu numa preguiçosa manhã de domingo lendo uma famosa revista semanal burguesa diante da esplêndida vista do meu apartamento nas famigeradas torres gêmeas quando um barulho de rojões desviou a atenção de mais uma matéria sobre corrupção no governo petista. Ops! Temos senador petista e não petista morando aqui, além dos chineses. Ao olhar pela varanda um senhor num barco de pescador apontava decididamente para minha cara e disparou os foguetes. Ufa! Ainda bem que eram somente fogos de artifício que explodiram numa distância segura. Ainda assim assustou pelo simbolismo. O CAIS É POVO NÃO DE POUCOS era o slogan da faixa no barquinho vários andares abaixo. Não sei não, mas acho que devo ser culpado de algo importante por morar aqui. Não sei dos procedimentos da construtora para adquirir o terreno e construir essas indefectíveis torres. Não sei se as decisões do poder público foram ou não corretas. Sei apenas que estudei, trabalhei e ainda trabalho muito, muito mais que a média das pessoas. Apesar de ler também a revista VEJA me acho um bom sujeito. Pelo menos é o que diz até hoje a Receita Federal. Mas… O danado é aquela sensação de ter feito algo muito grave e errado. Será que voltar a morar apertado num quartinho, comer no bandejão e andar de ônibus resolveria? Agora que a vista daqui é bonita… Isso é verdade.

    • Chega deu uma dor no coração agora Rocha… Apesar de eu morar com minha esposa e meus dois filhos em um apertadinho fico pensando o que voce deve ter feito para as pessoas sentir algum tipo de odio e terem atitudes desse tipo. Vai entender a cabeça das pessoas.
      O que me impressiona mais ainda é as pessoas que são contra esse projeto pensarem em algum outro tipo de projeto com moradias, centro cultural..o que seja…
      Me desculpe mas naquela area o que for construido vai ferrar com a mobilidade da cidade… Olha que nem moro pro lado da zona sul, mas pelo menos uma vez por mes passo pelo cais ou pelas ruas de tras, e a situação ja é caotica, Av. Sul e imperial (acho que a maioria das pessoas que são do #ocupeestelita nunca passam por ali )…
      Agora me diz, o que sera da cidade se um belo dia o recife antigo for reestruturado da forma que todos queremos, e alem do mais ali no cais construam 2 edificios baixinhos para moradia, um enorme parque, algum centro cultural ? tenho certeza que aqui no blog vai ter gente xingando de engarrafamento…
      Por mim ali so entrariam projetos que facilitassem a mobilidade, onibus, carro, moto, bicicleta…
      Como disse uma pessoa ai por cima, se montar um carrinho de espetinho ja vai ser um deus nos acuda.

  • É o movimento mais babaca de toda a história desta cidade… Se vivo fossem ,nos anos 20, todos os presentes estariam condenando o surgimento de Boa Viagem, que era um grande manguezal ( da rua dos Navegantes, até a Imbiribeira ). O Recife, tem um pequena território – um dos menores do país – e tem que crescer para o alto. Nos anos 70 , assinei manifestos contra SUAPE. Era eu um babaca. Já pensaram como seria Pernambuco,hoje, sem Suape? Todo babaca tem seu dia e os de hoje, condenam o crescimento do Recife. Eu quero vê são manifestações contra a corrupção, contra os mesalões. Quero vê uma manifestação contra os tais viadutos da Agamenon Magalhães.Quero tomar conhecimento de uma grande manifestação contra os auxílios paletó de deputados e vereadores. O resto é brincadeira… para enganar os otários.

    • Muita gente apareceu apenas porque era um evento Cult. Pra contar para os amigos e mostrar a todos como é antenado e descolado. A vantagem, inclusive, é que dali dava para dar uma esticadinha no Antigo e tomar umas.

      Concordo com o Ricardo. Não vejo essas mentes evoluídas juntarem-se para protestar contra questões muito mais relevantes para a cidade e/ou o país.

      Não tenho opinião formada ainda sobre a questão mas gostaria que algum jornalista fosse ao local numa próxima oportunidade e perguntasse aos “manisfestantes” o que de fato estavam questionando e quais propostas tinham. Me lembra muito aquela história dos “caras pintadas”, onde muita gente tava na rua apenas pela “zuêra”.

      • p mim a falta de credibilidade no protesto é o foco distorcido, por exemplo um dos pontos mais criticados é a questão da mobilidade.

        veja a que ponto chegamos, resolvemos atar as maos e baixar a cabeça pq nao temos forças para combater esse bando de safado q governa esse pais e partir p criticar empreendimentos privados, ao inves de se cobrar soluções de mobilidade, é mais facil tentar inibir o aumento da densidade, proibir predios pq atrai mais gente, vamos agora ter q proibir o crescimento pq a cidade nao suporta?? pronto, é proibido construir predios pq essas ruas chegaram ao limite, é isso??

        nao percebe q o problema da mobilidade é falta de investimento principalmente em transporte publico?muitos vem citando londres por exemplo, q nao tem predios imensos etc etc, mas ja viram o sistema de metro deles? voce ja imaginou o que seria de recife se todos tivessem que morar a 30, 40, 50km de distancia do centro e ter q se deslocar todos esses dias p trabalho escolas?? e sem metro?? haja carros circulando, precisariamos de vias expressas, emissão de gases a rodo, consumo de combustivel ao extremo, sou muito mais a favor de uma cidade compacta, e com um bom sistema de transporte FERROVIARIO,chega de dar prioridade a carros, essa é a solução p mobilidade, e nao proibir o desenvolvimento por medo do transito.

      • Daniel Montarroyos

        Se quisessem uma solução com estudos urbanísticos, de tecnologia e de mobilidade bastava uma espiadinha nas bancas da UFPE, UPE e UNICAP em monografias, estudos e pesquisas na graduação, mestrado, doutorado e especializações. O que tem de projetos arquitetônicos prontos para áreas como Campo do Jiquiá, Matadouro de Peixinhos, Morar no Centro e por aí vai, prontos, avaliados e orientados inclusive por projetistas do Novo Recife.

        Só que lá os orientadores seguiram os conceitos urbanísticos e no projeto Novo Recife apenas o que o mercado pede que nem sempre é bom…

        Fala do professor Tomaz Lapa na audiência:
        … “Verticalização é uma tendência que existe desde tempos imemoriais: as pirâmides do Egito, os zigurates, as catedrais góticas, enfim. Mas existem limites e esses limites estão ligados à ética, à ética que aponta para o bom. Se os projetos são belos eles foram feitos à luz da estética, mas não necessariamente à luz da ética. A ética aponta para o bom, a estética aponta para o belo. Se nós pudéssemos ligar as duas coisas seria ideal. Mas até aí nós estamos diante de preocupações estéticas, que apontam para o belo, mas esqueceram a ética, que aponta para o bom. O gabarito de quarenta e poucos pavimentos ou mais é incompatível com qualquer urbanismo são. Aqui ou em qualquer outra cidade do mundo.

        Essa lógica de liberar espaço para subir verticalmente ela só faz estocagem e estoque de automóveis, então o edifício agora vai ter 4, 5 vagas de automóvel, uma “maravilha”. Agora na hora que eles saírem para a rua não há nenhuma relação lógica entre o número de automóveis estocados nos edifícios e a circulação deles na cidade. É à revelia. É completamente à revelia . Sem falar na saturação na capacidade de carga do abastecimento d’água, do saneamento (aplausos efusivos), da mobilidade urbana. “…
        http://direitosurbanos.wordpress.com/2012/03/28/fala-do-prof-tomaz-lapa-na-audiencia-publica-sobre-o-nr/

        • olha, estudos lindos sem pre tem, mas se nao sao viaveis, jamais sairão, a menos q estejamos num eregime comunista disposto a gastar sem consequencias.

          nao concordo com o que o professor fala, o Belo, o ético etc etc, o que é bom p vc pode nao ser p mim, o que lindo p vc, p mim é horrivel, então pq levar em consideração apenas estudos teóricos.

          Muitos vangloriam niemeyer por exemplo, “ai e lindo, ele é fantástico”, acho ele os projetos dele o cão de feios e odeio.

          então essa ideia de ai é bom, ai é lindo vamos unir os dois, pois é, vai satisfazer apenas algumas pesssoas, outras nao gostam, Nao existe o belo e o ético quando se fala em gosto, nao nesse sentido.

          e quanto a estocagem de carro, mais uma vez repito o q disse, invsta em tranposrte publico, faça metro, e dê prioridade a ele, a partir dai as pessoas vao deixar o carro em casa, algumas pessoas q trabalham proximi as estações do metro e moram em bv hj por exemplo ja fazem isso, ´=e mais rápido, barato, e é seguro.

          mais uma vez é querer resolver um problema(mobilidade) atacando a vitima Errada.

  • A desgraçada da MOURA DUBEUX quer construri na beira do cais e empurrar a avenida para trás.

    A população do Recife vai GANHAR UM PAREDÃO e PERDER A PAISAGEM.

    Quem é o FIADOR desta aberração? JOÃO DA COSTA, o alcaide que se acha.

    O Ministério Público poderia arregaçar as mangas e dar uma avaliada nas licenças para a construção dos espigões do Recife: nas de ontem e nas de amanhã…

    Esta gente só quer ser civilizada no bolso: os condomínios da RESERVA DO PAIVA empurraram a FESTA DA LAVADEIRA para o Marco Zero e a Moura Dubeux esta empurrando o Recife para ‘trás os montes’… Depois que destroem o passado aqui, eles viajam à Europa e ficam embasbacado com o que foi preservado por lá!

    • tá aqui um coimentário que reflete perfeitamente o conhecimento de muitos que protestam.

      reparem na arrogancia ao afirmar, com tanta convicção os detalhes do projeto.

      “construir na beira do cais e empurrar a avenida p tras”, fantástico não?essa estudou o projeto a fundo mesmo.

  • Outra coisa, viu povo? A Moura Dubeux quer PASSAR MANTEIRGA NO FOCINHO DO GATO!

    Ela diz que a população vai ganhar mais um espaço?

    Coitada da ‘população’ não vai poder nem chegar perto…

    Ou alguém acredita que o ‘alto padrão’ é para todos?

    Me engana que eu gosto!

  • Todos tem razão nas suas opiniões, mais o movimento é legítimo, tem sim que discutir, e dar espaço para que todos possam decidir. Assim se faz num estado democrático de direito.

  • É triste ver os comentários conservadores, dessa classe média que num pode comprar apartamento com o selo MD de qualidade, mas acha bacana andar no seu carro popular em 72 parcelas nessa cidade “desenvolvida”, cheia de arranha-céus espelhados. Enfim…

    Ademais essas aberrações, pois como diria o notável Milton Santos com sua voz grave – “no Brasil a classe média não quer direitos, quer privilégios” – o mais fantástico do OcupeEstelita é que desde quando passei a viver no Recife nunca havia visto tamanha mobilização e discussão em torno de uma questão urbanística ou social. E isto tem uma importância imensurável por forjar espaços de exercício de democracia – sim, ainda não vivemos numa democracia, pois as coalizões urbanas entre governanças públicas e especuladores imobiliários (como diria o urbanista liberal Harvey Molocht) não são nada democráticas.

    Recife, talvez mais do que qualquer outra cidade do país (talvez só o Rio de Janeiro esteja no pairo), precisa urgentemente desses espaços de exercício da democracia para que a produção do espaço urbano seja tomada pela população, ou seja, corresponda aos interesses do povo, respeitando o ambiente e as gerações futuras.

    Aí eu fico me perguntando: uma cidade cuja sociedade relegou sua população miserável para os alagados e para as encostas (deslizantes, vale o registro) pode se dar ao luxo de produzir um emparedamento de concreto e vidro na área de maior valor histórico e arquitetônico, que é o seu centro?

    Pra quem fica falando que quem critica é um pseudo-revolucionário-burguês-enrustido, todos esses projetos já caem por terra pela questão paisagística. É um crime levantar aberrações numa área de valor histórico e arquitetônico como o centro do Recife. Não precisa ser comunista, ou mesmo pseudo-comunista, pra verificar isto. Basta aprender com o passado e com todas as experiências em outros países.

    À medida do meu “radicalismo”, sou, por uma postura ética que falta à sociedade, antes a favor de construir ali casa pra pobre – não dá pra conviver com o cinismo dos nossos governantes ante a crise social que vivemos. Aquela área nunca deveria ter sido vendida à revelia do interesse público – e esta é inclusive uma questão mais grave que não vejo ninguém atacar: o projeto bizarro e excludente produzido pelo PT mais JCPM e MD para toda a área portuária, que servirá de benchmark às avessas tanto de urbanismo de esquerda quando de direita.

    • Sinceramente, o que há de errado com o projeto para a área portuária… feito pelo Governo do Estado (PSB, não PT)?

  • bla bla bla…

    falou coisas importantes… mas tmb falou besteira!

    “É um crime levantar aberrações numa área de valor histórico e arquitetônico como o centro do Recife”

    CRIME FOI CONSTRUIR O BAIRRO DO RECIFE ANTIGO! No inicio do seculo vinte, um projeto tmb chamado NOVO RECIFE (encabeçado pelo governo e comerciantes) destruiu construções centenárias pra construir aquele bairro de construção eclética que hoje em dia tanto defendem. (inclusive eu)

    CRIME FOI FAZER A AVENIDA DANTAS BARRETO (os militares tiveram que destombar a igreja dos martírios pra construir aquela merda de avenida – que hoje em dia conta com um “belo” camelódromo)

    Aquela área (cais jose estelita) não tem nada pra ser preservado (com exceção ao forte, galpões das cinco pontas, segunda linha ferrea mais antiga do brasil e algumas igrejas – que serão preservados)

    “sou, por uma postura ética que falta à sociedade, antes a favor de construir ali casa pra pobre”

    ai ai… comunista de sofá é uma comédia. rsrs Vc vive nos anos 50?

    Pq desprezar uma área que possui um potencial turístico e comercial imenso construindo moradias populares? Existem inúmeras outras áreas da cidade pra isso!

    se bem aproveitada.. aquela área poderia gerar riqueza pra população pobre!! com emprego digno! nos hotéis, empresariais, etc…

    Um parque numa região de baixa densidade populacional como aquela é inviável.

    lutem por algo realmente importante como SANEAMENTO BÁSICO! pra isso ninguém se mobiliza!
    lutem por um transporte publico de qualidade!
    (COMUNISTA DE VERDADE luta contra a iniciativa privada, contra a burguesia… o povo que se dane! é só massa de manobra pra chegar ao poder)

    se tivéssemos VLT, metro e transporte fluvial a nossa cidade seria outra!! mas ao invés de lutarem por isso… ficam querendo impedir que se construam mais prédios.

    Sou a favor do projeto Novo Recife.

  • Teve alguem falando que o projeto vai ate a beira do rio, não vai, ele vai ter um projeto paisagístico para avenida.

    Nenhuma obra de valor historico sera destruido, sinceramente, pedir protecao a galpão e ainda mais aqueles ali, quando se tem outros que irao ser preservados, demagogia, cade vcs quando derrubaram o Ed America, o Hotel Boa Viagem, e tantos outro edificios historicos, mas como virou moda de uma galera pseudo-cult-intelectual pois em Nova York surgiu um o movimento para ocupar Wall Street, resolveram imitar o movimento norte americano. Não sabem nem o que querem, vi muitos defendendo o projeto Recife-Olinda, que era de um grupo privado português no valor de R$ 3bi com apoio da caixa/BNDES/BID que não somente seria no cais de estelita mas em um grande area do centro da cidade, era verticalizado, para fins comerciais.

    Mais uma area para habitação popular, quando se tem comunidades que poderiam ser urbanizadas, e terem conjuntos habitacionais, quem disse que os pobres so vivem em morro, em Recife e a cidade onde as comunidades estao espalhadas por toda a cidade, pq nao revitalizar os morros, morar em morro desqualifica alguem?

    A verticalizacao surgiu no Recife para que as pessoas morassem proximas a seus trabalhos, ainda mais quando nao se tem transporte publico, que nao permite as pessoas morarem longe.

    Sao sempre os mesmo argumentos, que nao tem sustentacao.

    Deixar de atrair turismo, gera empregos em uma area que praticamente e um terreno abandonado.

    #Naoocupeocaisdeestelita, #vaoocuparaagamenon

    • e inclusive nesse projeto, nos renders, apresentavam predios tao altos quanto os do novo recife, vale lembrar inclusive que um deles avançava sobre a avenida e parte de sua estrutura ficaria dentro da bacia, a avenida passando por baixo dele.

      mas é lindo criticar e citar como exemplo, “aquele” era perfeito.Sei nao viu.

      é bom começarem a se preocuoar com santo amaro, antes que seja tarde demais, apesar d n sei o q vao querer preservar ali.

      e tbm com a ilha do Recife, sabiam q tem projeto de predio da justiça dentro da ilha?? predio de uns 15 andares??

      talvez nao saibam, mesmo com toda a visivbilidade q o novo recife tomou, os manifestantes nao tiveram coragem de se informar melhor sobre o projeto, imagina de algo que nao foi, e nem será lançado, pois trata-se d um empreendimento nao comercial particular, so depois se comearem as obras é que vao acordar e querer fazer um abraça no terreno.

  • Sei não…sei não.. bem, oque sei é que por causa desse tipo de gente que o Brasil é um lixo, cidadão Brasileiro faz protesto para manter galpões desocupados, e ainda que foi comprado por alguma empresa privada com fins lucrativos, querem q tenha um projeto que eles entendem que é o melhor e ainda criam uma atmosfera da luta do bem (eles) contra o mal (empresa privada), e ainda (tsc… tsc..)fazem comparação ridiculas entre Nova Iorque e “O” Recife de amanhã! Meu Deuss!!! Eu deveria ficar alegre por ver gente (brasileiros) reunida finalmente para protestar por algo nesse Pais, mas por essa cause eu levo a crer que esse é um protesto de BANANAS!

  • Ok, já sabemos o que não queremos, mas que tal estruturarmos o quê queremos? Pra não ficar somente na crítica, sugiro criar uma ong para discutir democraticamente a situação do Cais José Estelita e produzir projetos viáveis e aceitáveis para o local, envolvendo arquitetos, urbanistas, economistas, etc., numa demonstração de que a sociedade civil recifense está madura o suficiente para discutir os rumos da cidade, ao invés de assistir alienadamente ao avanço da descivilização urbana como fruto da aliança da esquerda deslumbrada com os limitados intelectualmente capitalistas de sempre. Será que a cidade tem massa crítica pra levar isso adiante? A gente nunca vai saber se não tentar.

  • Acho uma pena que você seja tão tendencioso nos seus posts Professor Pierre.

    Por que você não da as pessoas uma oportunidade de refletir?
    Você, formador de opinião que é, deveria saber melhor que qualquer um que tentar influenciar dessa maneira, as vezes, fica bem feio.

  • Precisamos pensar a cidade de forma global. Estimular o crescimento em novas áreas e preservar as já adensadas. Este projeto, como todos na cidade devem ser analisados pela ótica da sustentabilidade ambiental, economica e social. Este debate deveria vir em conjunto com a discursao da recuperação de todo centro da cidade. Contudo, não há outro caminho se não adequar os novos empreendimentos ao conceito de uma cidade sustentável.

  • Pierre, é frequente concordar com textos teus. dessa vez, não. Parei de ler quando você disse que a iniciativa privada não tem o direito de fazer o que quiser por ter de atender ao interesse público.

    ora! A iniciativa privada não roubou o terreno, não. Comprou. E vai fazer lá o que lhe der na telha. No caso em voga, vai construir moradia. Será que isos não atende ao interesse público? Puff

    • Não pode fazer o que lhe dê na telha de jeito nenhum. Beleza. Vou fazer o seguinte. vou comprar um apartamento vizinho ao seu e abrir um bordel no lugar. que tal?

      é cada uma que aparece.

      • Não Pablo!! “der na telha” significa, dentro das prerrogativas comerciais construir oque for mais
        lucrativo! ou agora o estado tem que ditar oque as empresas privadas devem fazer e como fazer??
        é cada Pablo que aparece!

        • “Como fazer”, pode ditar sim. Isso se chama “ordenamento”.

        • E “o que” fazer também.

          Pode dizer, por exemplo, que é proibido fazer um motel ou um barzinho na frente de uma escola.

          Ou um prédio de 50 andares numa rua estreita.

          Ou uma casa de shows em área estritamente residencial.

          Ou inúmeras outras coisas.

        • Infelizmente Martins não estou falando de “ordenamento”, pois para construir empreendimentos
          desse porte é necessário aprovação da prefeitura e orgãos competentes, não me refiro a favelas!!
          falo da “BISONHA” atuação dessa sociedade “desorganizada” que quer interferir na autonomia da empresa privada. Mas posso propror algo tão idiota como esse movimento, porque não estatizamos
          a empresa MOURA DUBEUX???? seria algo extraordinário não??!!! algo nunca visto nesse pais.
          Geraria mais empregos públicos e construiriamos de acordo com que o povo pensa e também poderiamos
          demolir a maioria do prédios dessa empresa “nefasta”!
          VAMOS ESTATIZAR A MOURA DUBEUX PESSOAL!!!!!!!

        • “dentro das prerrogativas comerciais”….

          bem… preciso desenhar, ou vc vai entender que existe uma regulação anterior à toda propriedade?

        • não precisa “desenhar”!! vocÊ precisa pensar e “baixar sua bola” pois acho que não sabe
          interpretar texto que vc lê, ou sua visão é limitada ao que você somenter que enxergar.
          Tenho paciência com vc cara… A regulação anterior é de direito do municipio, estado ou federação dependendo de qual é pertinente. Após os projetos serem devidamente aprovados, temos a fase
          de execução da empresa, Após tudo aprovado, pago e o escambau não é justo que o “orgão”
          acima mude de ideia toda vez porque meia dúzia de “aloprados” acham q é o certo. Só isso!!
          Quer q eu desenhe???

    • Wagner, terreno não pertence a ninguém, é concessão de espaço pela Prefeitura. Por isso ela direciona. Por isso pagamos Imposto de Transmissão quando compramos um imóvel.
      Isso é aqui, nos EUA e em qualquer lugar.

      • A iniciativa privada pode fazer tudo o que for permitido por lei em seus terrenos.

        • what’s the law?

  • Por mim derrubava os apartamentos da avenida boa viagem que fazem o calor desta cidade e parava esta especulação que existe hoje.

    Agora pensaram no engarrafamento que vai dar ali?

  • Queridos Universitários, Vamos parar de escrever e relatar uma coisa; Somos todos Brasileiros, em quanto não houver educação, saúde, Hospitais preparados, saneamento e ruas sem lixo e Educação nosso Lindo Recife, vai se tornar um lixão ao céu aberto mesmo com prédios copiados de Dubai e seus filiados.

  • [...] disso também tem essa matéria aqui e os comentários são a melhor [...]

  • A favor dos projetos Via Mangue, Novo Recife e os viadutos da Agamenon

    E pra mim não é suficiente, deveriam transformar uma boa parte da Agamenon, PE-015, Rua José Bonifácio, Rua Real da Torre, R. Con. Batata em um elevado.

    Acordem!!!, ciclofaixas e metrô não vão resolver o problema da cidade!!!.

  • [...] textos sobre o “Ocupe Estelita” e o “Projeto Novo Recife”: Recife, a nova Bagdami: uma mistura de Bagdá e Miami – Pierre Lucena, no Acerto de Contas Recife é a cidade cosmopolita mais provinciana em linha [...]

  • [...] textos sobre o “Ocupe Estelita” e o “Projeto Novo Recife”: Recife, a nova Bagdami: uma mistura de Bagdá e Miami – Pierre Lucena, no Acerto de Contas Recife é a cidade cosmopolita mais provinciana em linha [...]

  • [...] em Bagdami parece ser proibido se divertir, a não ser que você esteja enfiado em uma das cápsulas de [...]

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MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).