Vão deixar a TVU fora do ar até quando?

jun 19, 2012 by     19 Comentários    Postado em: Atualidades

Liguei a TV neste fim de semana, e passando entre os canais me deparo com uma mensagem da TV Universitária da UFPE com os dizeres: Estamos em Greve.

Pensei que se tratava de uma mensagem de divulgação de nossa greve, ou algo assim, mas algum tempo depois coloco no Canal 11 e vejo e mesma mensagem.

Estou há mais de duas décadas na UFPE e nunca tinha visto isso.

Logo depois encontro uma micro reportagem no Diário de Pernambuco falando sobre a greve do pessoal da TVU, que nesta paralisação existiam duas pautas, uma local e uma nacional.

Até aí também nada demais, porque é normal que os comandos de greve tenham pautas diversas. Isso é legitimo e razoável.

Mas dois episódios fogem ao razoável.

O primeiro está no fato de uma TV ficar fora do ar e ninguém tomar uma providência. Quando falo isso, me refiro ao fato da Reitoria ou ser complacente ou simplesmente estar completamente refém de um grupo de pessoas. E volto a salientar, a greve dos servidores é legitima.

O segundo ponto está na pauta apresentada por um servidor (não o conheço): substituição do Diretor do Núcleo de Rádio e TV, Ascendino Silva.

Vejamos bem…o Comando de Greve tira a TV do ar e pede a demissão do diretor.

Aí já nao se trata de uma greve, mas de um motim.

A TVU não é de um grupo de pessoas, mas uma concessão pública. Pode até não fazer produção, pois os funcionários estão em greve, mas tirar a TV Brasil do ar já é algo demais para fazer de contas que é um ato aceitável.

Para falar a verdade é desmoralizante.

Quem acompanha o Acerto de Contas sabe que sou oposição ao atual grupo da Reitoria e uma das pautas que assumi na campanha era de recuperação da TVU e das rádios. Mas não posso concordar com um pleito como esse.

Na verdade o atual grupo da Reitoria já perdeu o controle do Núcleo há tempos. Não consegue compor com as pessoas, e em momentos como esse ainda se arrisca a perder o contrato com a TV Brasil, que hoje é quem teoricamente manda na TV.

No caso da Rádio é ainda pior, porque a coisa mais fácil do mundo é organizá-la operacionalmente. No caso da Rádio Universitária é preciso apenas uma repaginação na programação e algum investimento em equipamentos. Nada que não se resolva no curto prazo.

Mas não é possível fazer mudanças sem mudar algumas cabeças.

Mas a opção da Reitoria foi largar o Núcleo às moscas por anos.

Não consegue enxergar o potencial que existe ali, com duas rádios e uma TV aberta.

Dia desses fui ao Opinião Pernambuco, que está sendo apresentado por servidores de casa, e fiquei muito feliz por ver que alguns deles querem recuperar a TV, o que é essencial para a Universidade. Mas é preciso alguma ajuda e muitas mudanças para que isso tudo aconteça.

Pouco conheço do Professor Ascendino, inclusive sei que não é da área, mas as pessoas que conheço de lá falam da boa vontade dele em mudar algumas coisas, mesmo que a passos lentos.

E deixá-lo sozinho nessa situação de motim é um absurdo.

Em relação à TV fora do ar, isso só mostra que a UFPE está realmente abandonando o Núcleo, porque os funcionários têm todo o direito de entrar em greve, mas cabe à Administração ter uma saída para isso.

É difícil saber o que é pior nesta situação toda: se a TV ficar fora do ar ou ninguém estar falando sobre isso.

19 Comentários + Add Comentário

  • Pierre, que tal consultar a ABERT – Associação Brasileira de Empresas de Radiodifusão e Televisão, sobre esta condição de uma TV permanecer em estado de greve.

    Greve de emissora de TV ouvi falar na Venezuela, mas aqui no Brasil ?

    Abraços,

    Dalto

  • A TV-U tornou-se uma repetidora da TV Brasil e isso dá saudades dos tempos em que usava a programação da TV-Cultura de SP e alguns programas gerados localmente. O fato é que, surpreendentemente, a era petista fez mal à Universitária. A 99.9 FM continua a divulgar artistas e a cultura local mas poderia ser um pouco menos radical e mais abrangente pois tem forrozeiro demais e qualidade de menos. E pelo conteúdo do post, esse nicho da UFPE está mesmo largado às moscas. Lamentável!

  • Ultimamente a programação está muito ruim. Depois que o facebook divulgou nesse final de semana é que a turma tomou conhecimento. kkkk Depois da mudança de vários gestores a TVU só piorou. Tinha até um telejornal local bom um tempo desses, mas está muito ruim a programação. Nem senti falta. rsrsrs

  • Sabe o que é isso, Pierre ?

    Incompetencia administrativa do Reitor da UFPE, e uma falta de respeito a todos aqueles que assistem a programação desta emissora.

  • Se a programação nacional da TV Brasil é ruim, a local é um horror. O telejornal, por exemplo, dá vergonha. O apresentador tem uma dicção terrível, usa roupas pertencentes a um defunto muito maior, as reportagens não juntam lé com cré, o som é abafado. Deveriam fechar essa tv, um verdadeiro sorvedouro de dinheiro público. Eu não quero financiar uma catedral do amadorismo.

    • Sérgio, me perdoe discordar, mas a programacão da TV Brasil é seguramente a melhor dentre as emissoras de TV aberta. Faça um exercício: veja o Jornal Nacional da Rede Globo, quando este terminar mude o canal para a TV Brasil e veja telejornal deles, chegue as suas conclusões. Nossas TV abertas só têm maquiagem, porém pouquíssimo conteúdo. A TV Brasil é a única boa exceção na “grade livre”.

  • Sem entrar no mérito da greve, penso que a Reitoria, no mínimo teria que emitir uma nota aos telespectadores comunicando o que está sendo feito para resolver a questão.

  • Implicando que Ascendino não tenha sido o primeiro a sumir quando tocou o gongo da greve e sequer esteja aqui pra reclamar….

  • Ascendino sumiu do depto de eletronica assim que começou a greve.. Nem as notas da primeira prova de servomecanismo foram publicadas ainda.. A greve é um direito, mas infelizmente transformou o q já era ruim em algo inexistente

  • Acho que essa greve vai acabar quando for declarada ilegal e o governo começar a cortar os salários dos faltosos. Fiquei sabendo que todas as carreiras estão em mesas de negociação (MPOG), menos a dos professores, pois foi suspensa a mando da presidenta.

    Sabe o que é o pior, julho tá chegando e, se nada acontecer, aumento só em 2014.

  • o curso de eletronica é uma palhaçada sem igual naquela universidade! além do sumiço de ascendino, teve outra piada pior: o professor edval, que declarou greve e depois voltou a dar aulas. Mas antes de voltar, sumiu e não deu satisfação alguma, soube-se que viajou apenas e os alunos indo a cada aula para saber se o professor iria cumprir com a sua obrigação: dar aula. Ou seja, faltou trabalho, não justificou sua falta e desrespeitou completamente o aluno. Ele vai repor as horas perdidas? Não, mas vai receber sem ter trabalhado. É uma vergonha. E o pior, é ver o quadro de notas, que dessa vez, acredito que nem média geral acima de 3 deve ter. E ninguém faz nada. Apenas fica lá com medo.

    É um exemplo típico de arrogância e prepotência neste picadeiro, que é o Departamento de Eletrônica

    • A greve, pelo que vi nos jornais, é legítima e os servidores brigam também pela manutenção do prédio em Santo Amaro. Condenável essa postura do blog de reabrir velhos ranços com o pessoal do Núcleo(vide briguinha que envolveu o sr Roger de Renor). O senhor, por não ser jornalista, segue confundindo e nada explicando.

  • A greve das federais na Cabeça do Sem-Neurônios

  • Acima de tudo, uma questão de respeito

    Desinformação tem limite. Opinião tendenciosa também. Pierre teve chance de entender o que acontece no Núcleo quando esteve aqui em busca de voto. Prefere agora ficar ao lado dos que sempre lutaram contra nossas emissoras. Hoje, temos certeza que se ele tivesse sido eleito reitor, seria pior para a TV e Rádios Universitárias. É rancoroso ao se aproveitar de um movimento legítimo para agredir o grupo que um dia se defendeu de uma espécie de linchamento promovido na rádio Olinda, em espaço cedido ao blog Acerto de Contas. Naquela ocasião, Pierre, Roger de Renoir e Paulo André Pires colecionaram ilações sobre a UFPE e o Núcleo de TV e Rádios Universitárias, boa parte maldosas e sem qualquer embasamento.
    Mau jornalismo. Bem, aí talvez tenha faltado a banca específica, a de Comunicação Social. Vale lembrar que a resposta carregada de brio foi imediata na TV e nas duas rádios. O então diretor do NTVRU, Alexandre Ramos, permitiu um controverso direito de resposta, até hoje mantido no blog do atual diretor da TV Pernambuco. Permita-me realçar alguns traços confusos em sua opinião (apressada) e, novamente, sem ouvir o outro lado. “Na verdade, o atual grupo da Reitoria já perdeu o controle do Núcleo há tempos. Não consegue compor com as pessoas, e em momentos como esse ainda se arrisca a perder o contrato com a TV Brasil, que hoje é quem teoricamente manda na TV.”
    Podemos entender que o seu modelo de TV é centralizador, submisso à Brasília. Examine, pesquise material jornalístico da década de 1990 e observe que vários membros do NTVRU já se preocupavam com Comunicação Pública, incentivaram os primeiros passos de vários fóruns específicos, fizeram e fazem história. Outra piada de mau gosto de sua parte: “No caso da Rádio é ainda pior, porque a coisa mais fácil do mundo é organizá-la operacionalmente. No caso da Rádio Universitária é preciso apenas uma repaginação na programação e algum investimento em equipamentos. Nada que não se resolva no curto prazo. Mas não é possível fazer mudanças sem mudar algumas cabeças.” Aqui você pede cabeças, feio para um democrata (ou seria um social democrata?). Em sua fase no governo anterior ao popular, como era o comportamento do gestor nas frequentes e também legítimas greves da educação – classificava trabalhadores mobilizados de “amotinados”?
    Não confunda candidatura à reitoria com patente, não estamos em um quartel. Não lhe devemos homenagens nem continência. Aliás, isso deve ter ficado claro no resultado eleitoral da UFPE, com sua derrota fragorosa no NTVRU. Para bem informar o internauta, as negociações da pauta específica avançam na Secretaria de Gestão da Informação e Comunicação (SEGIC), com o acompanhamento direto do reitor Anísio Brasileiro; reivindicamos a recomposição dos quadros através de concurso público; a TV Brasil voltou ao ar há cinco dias; estamos reabrindo diálogo com a Empresa Brasileira de Comunicação (EBC), através de interlocutores preparados para resgatar a importância da TV Universitária no cenário nacional; a rádio AM será reativada e a FM terá novo som em breve. “Motim”?????

    Recortes Históricos:

    1 – Há 20 anos que os profissionais das emissoras da UFPE defendem uma política de Comunicação Pública que nunca foi entendida, muito menos discutida, pela Reitoria;
    2 – No final da década de 90 mobilizamos várias entidades para discutir um papel público para o Núcleo, no entanto, os gestores do órgão nada fizeram para difundir junto à universidade essa discussão, nem colocaram em prática as ações necessárias para avançar junto à sociedade esse conceito. Portanto, fomos pioneiros no estado na discussão da Comunicação Pública. A criação da EBC veio 10 anos depois da clareza expressa em Pernambuco sobre o conceito;
    3 – O atual gestor piorou a situação, pois, além de não ser da área e não entender nada sobre Comunicação Pública impôs ao corpo de servidores do Núcleo um passivo que, temos certeza, não é nosso. No lugar de planejar, unir, agregar valores, resgatar demandas e olhar para o futuro, acentuou uma de política de terra arrasada, o que lhe rendeu uma unânime rejeição;
    4 – Esse movimento aponta para definições sobre a TV e Rádios Universitárias que nunca tivemos oportunidade de concretizar. A clareza que encontramos hoje por parte da SEGIC – criada nesse reitorado, e do reitor Anísio Brasileiro, sobre as necessidades históricas do Núcleo, aponta para algumas definições de futuro, a saber: a) implementação de uma Comunicação Pública no estado, liderada pela UFPE; b) ser um canal de difusão das universidades; c) mais do que ser um laboratório, ter um espaço para uma TV Experimental; d) abrir, efetivamente, convênios para os diversos segmentos da sociedade em busca de alternativas de programação que valorize o debate, a cultura e o desenvolvimento; e) reconstruir a estrutura física e o parque técnico das emissoras; f) resgatar nosso capital humano, um dos melhores de Pernambuco. Eis o que, a nosso ver, faltava ser dito.

    Roberto Calou
    Funcionário do NTVRU

    • Eu acharia muito interessante se todos os alunos tivessem acesso ao nucleo de radio e tv, não so os de comunicação social. Nos cursos de eng eletronica e de computação nós pagamos cadeiras de comunicações, principios de radiodifusão, mas sem abordagem prática. Além de que os alunos de todo o campus tambem poderiam gerar conteudo para a tv, como é feito na tv-puc por exemplo…

  • Parabéns ao servidor do Núcleo pela resposta. Faz tempo que esse blog caiu no descrédito, por fazer jornalismo de um lado. No caso aí, legislando em causa própria, embora sem domínio de causa. Ridículo para um professor de nível superior. Vai coemntar economia na TV-PE, enquanto teu amigo apita por lá. Agora, muito cuidado quando o assunto for Dudu.

  • ‎”GREVE NAS UNIVERSIDADES FEDERAIS”, programa que será exibido segunda-feira (09/07) às 19h30 na TV Universitária. O que vc não vê nas tv’s privadas verá na TV Universitária. Quem apoia um ensino de qualidade compartilha e divulga!

  • Bom dia. O sinal digital 11.1 aque em Jaboatão saiu do ar. Estão fazendo manutenção? Abraço.

  • Voltem logo muita saudades não existe emissora melhor em programação educativa Voltem por favor

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MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).