essa você não verá na grande imprensa...

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Como escreveu ontem Pierre Lucena (leia aqui), no último sábado a Folha de S.Paulo publicou uma discreta matéria (leia aqui) noticiando que a Polícia Federal revelou que o tal grampo de uma conversa entre o ministro Gilmar Mendes e o senador Demóstenes Torres (um “grande furo” da ‘Veja’ no ano passado) não tem áudio, nem autor.

Como questionou Paulo Henrique Amorim, “O que era então o grampo sem áudio que não tem áudio nem autor e nem é grampo?” (leia aqui)

Depois dessa “reportagem” da revista semanal mais vendida do país, que instaurou ares de crise institucional entre a Agência Brasileira de Inteligência e a Polícia Federal (inclusive tendo sido afastado o diretor da Abin, Paulo Lacerda), eis que mais uma peripécia da ‘Veja’ circula pela internet.

Nosso webmaster Anízio Silva me mandou um e-mail com algumas informações e links, encontrados por ele em uma lista de emails chamada “Bloglista“, pedindo que eu desse uma olhada naquelas informações e, se fosse o caso, publicasse no Acerto de Contas.

É o caso.

O caso de acusações de um plágio que a ‘Veja’ teria produzido recentemente. Até agora não há respostas para os questionamentos da autora do texto, que foram solicitadas à Editora Abril.

Vale a pena ler a série O Caso de Veja, publicada por Luís Nassif. Há 15 dias, Nassif também publicou um post sobre o plágio de Veja (leia aqui), que explico como aconteceu.

Para ler, basta clicar logo abaixo.

No fim do ano passado, a escritora e tradutora de origem indiana, Ayesha Saldanha, disponibilizou, no Global Voices, um post (leia aqui, em inglês) onde publicou alguns recortes de depoimentos de blogueiros oriundos da Faixa de Gaza.

No dia 3 de janeiro, o blogueiro Caim publicou em sua página (ainda no Livre Ação, que agora está em novo endereço, o Cartalatina.blogspot.com), uma tradução dessa postagem para o português (leia aqui).

Caim (como bom usuário das licenças Creative Commons – a mesma utilizada no blog Acerto de Contas) deu todos os créditos, referências e links da postagem original.

Eis que alguns dias depois, uma matéria praticamente copiada e colada aparece no site da ‘Veja’ (veja aqui).

O problema é que em vez das referências e créditos, a ‘Veja’ julgou melhor publicar a matéria com a assinatura de um jornalista seu, chamado André Pontes, sem dar os devidos créditos à Ayesha Saldanha.

Caim, o tradutor da postagem para o português, detectou através do Sitemeter, uma estranha visita de um computador da Abril.com em seu blog, poucos dias após ter traduzido o texto de Ayesha.

Ele falou do assunto em seu novo blog, o Carta Latina, em postagem intitulada “O dia em que a Veja visitou o meu blog” (leia aqui).

Assim que percebeu as ‘semelhanças’ entre o texto de Ayesha Saldanha, traduzido por ele, e o texto de André Pontes publicado no site da ‘Veja’, Caim enviou um e-mail para o chefe de redação da Veja.com, pedindo esclarecimentos sobre o ocorrido, comunicando que informaria o fato à autora da postagem.

Caim avisou Ayesha, que entrou em contato com a colaboradora e porta-voz da Global Voices no Brasil, Paula Góes. Paula também enviou email à Veja.com, mas, assim como Caim, até o momento não há notícias de resposta.

Em seu blog, Caim perguntou:

“Será que o caso foi encaminhado ao jurídico, setor geralmente responsável nas empresas pela avaliação de supostos plágios? Essa é uma pergunta difícil de ser respondida. Afinal, a Veja.com sequer nos comunicou que nossa solicitação fora corretamente averiguada e que um processo interno fora instaurado para apurar o caso. O que revela certa dose de despreocupação por parte da Veja em atender solicitamente as pessoas e encerrar uma querela de fácil resolução.”

Os questionamentos da autora da postagem, Ayesha Saldanha, através de Paula Góes e os do Caim ainda não tiveram resposta. Apenas uma mensagem automática dizendo que os e-mails teriam sido encaminhados para os ‘relevantes departamentos’.

Na mensagem que circula na internet, Paula Góes escreve o seguinte:

Peço a ajuda de vocês para:
- Caso alguém seja assinante, verificar se nossa carta foi publicada em alguma das edições anteriores (eu escrevi para eles no dia 13, então teria saído na edição passada, imagino, ou na desse final de semana)
- Ajudar a divulgar esse caso. Eles não podem ficar impunes – e olha que só pedimos esclarecimentos.

Se alguém quiser mais informações, pode ficar a vontade para entrar em contato. Tem mais informações no blogue do editor do Global Voices em Português, Daniel Duende, e uma lista de blogues que já citaram o assunto:

Acesse o post referido clicando no link abaixo
(http://newalriadaexpress.blogspot.com)

Caso queiram, olhem também o site de Paula Góes, clicando aqui.

Vocês também podem ler o Global Voices em português, clicando aqui.

10 comentários para '‘Veja’ acusada de fabricar plágio'


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