Venda de remédio tarja preta será controlada por sistema informatizado

abr 4, 2007 by     2 Comentários    Postado em: Atualidades

Até abril do próximo ano, todas as farmácias que quiserem continuar vendendo medicamentos com tarja preta deverão se integrar ao Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados.

presentado na manhã de hoje (3) no Palácio do Planalto, é um instrumento informatizado que substituirá o atual controle manual no monitoramento destes remédios, que podem causar dependência física e psíquica se utilizados de forma errada.

O diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Dirceu Raposo de Mello, explicou que o sistema permitirá o cálculo das doses diárias vendidas e o controle do que está sendo consumido. “Se tivermos uma superdose em determinada região, isso irá nos instrumentalizar para uma ação sanitária mais contundente”, afirma.

De acordo com Mello, as farmácias necessitam apenas de um computador e acesso à internet para se integrar ao sistema, além de um programa (software) para o controle dos medicamentos controlados, que será escolhido por cada comerciante. Ele afirma que está sendo estudada a concessão de financiamento às farmácias que precisarem comprar um computador.

O responsável pela farmácia deverá repassar os dados sobre a compra, venda, transferência ou perda de medicamentos, com o nome do médico que prescreveu a receita, do estabelecimento distribuidor e dados técnicos sobre o remédio.

A resolução que instituiu o Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados foi publicado no Diário Oficial de ontem (2). As farmácias de manipulação de todo o país e as drogarias das regiões Sul e Sudeste e do Distrito Federal têm seis meses para ingressar no sistema. As drogarias do Nordeste têm nove meses e as do Norte e Centro-Oeste, um ano.

As farmácias que não ingressarem no tempo previsto não poderão mais comercializar remédios controlados, como psicotrópicos, entorpecentes, anabolizantes e anorexígenos (usados para emagrecimento). De acordo com a Anvisa, o estabelecimento que vender tais produtos sem informar ao sistema poderá ser enquadrado no crime de tráfico de drogas. Atualmente, o Brasil tem cerca de 70 mil farmácias e drogarias.

O diretor-executivo da Federação Brasileira da Indústria Farmacêutica (Febrafarma), Lauro Moretto, acredita que o novo sistema proposto pela Anvisa vai permitir o rastreamento dos medicamentos que estão sujeitos a controle. Ele acha que as pequenas empresas poderão ter dificuldade para implementar o sistema, mas os benefícios para a população devem compensar. “A sociedade exige cada vez mais segurança em toda medicação que fazemos. Portanto, todo sacrifício que se faz para assegurar o bem-estar da população é importante”, avalia Moretto.

Durante a cerimônia realizada hoje, o diretor-presidente do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas da Universidade de São Paulo, Elisaldo Carlini, fez uma exposição sobre o uso de remédios para emagrecer no Brasil. Segundo ele, o país é responsável por 90% do consumo mundial de anorexígenos. Ele comemorou a implantação do sistema. “É uma das poucas coisas que eu acompanhei no curso da minha vida que eu vejo chegar a um bom fim”.

O secretário Nacional Antidrogas, Paulo Roberto Uchôa, representou o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, Jorge Armando Felix. Ele disse que o sistema representa um importante passo para garantir à população o acesso a medicamentos seguros e prevenir o desvio do uso de substâncias terapêuticas.

2 Comentários + Add Comentário

  • GOSTARIA MUITO DE SABER COMO VAO FICAR AQUELAS FARMACIAS,QUE FICAM NO INTERIOR,E LA NAO TEM INTERNET?
    OU AQUELAS FARMACIAS DE PORTE PQ QUE NAO TEM CONDIÇOES DE PAGAR UMA VELOX?
    ACHO O SISTEMA INVIALVEL NESSES CASOS.
    OS PROPRIETARIOS DE FARMACIA COMO EU QUE SO TENHO UM,NAO SOU DONA DE UMA REDE DE FARMACIAS.
    A GENTE TEM UMA DISPESA MUITO GRANDE PRA PODER TRABALHAR COM HONESTIDADE E DENTRO DE TODAS AS LEIS.
    SAO TAXAS E MAIS TAXAS QUE PAGO DURANTE TODO O ANO,PARA PODER TRABALHAR.ACHO INCONTITUCIONAL OBRIGAREM AS FARMACIAS DE PORTE PEQ A TEREM MAIS ESSA DISPESA COM INTERNET.
    MAS,QUEM SOU EU PARA ACHAR ISSO TUDO.
    VAMOS LA.
    VAMOS PAGAR PRA SER FELIZ.
    OBRIGADA.
    MARGARETH CANEDO

  • ADENDO I: a obesidade é uma condição física inadequada, caracterizada pelo aumento do volume corporal as custas do depósito excessivo de gordura nos adipócitos.
    ADENDO II: (Anti-hipertensivo) Por exemlo, os bloqueadores dos receptores da angiotensina II promovem vasodilatação direta e impedem o aumento da produção de aldosterona, diminuindo a retenção de sódio e água, evitando a hipervolemia e conseqüente hipertensão arterial. Podem provocar cefaléias, tonturas, astenia e dores musculares, assim como são contra-indicados cardiomiopatia hipertrófica obstrutiva, estenose aórtica e mitral, estenose da artéria renal e insuficiência renal.
    ADENDO III: (Antidiabéticos Orais) A metformina, um dos produtos mais usados no tratamento do diabetes melitus, ainda não possui um mecanismo de ação totalmente explicado, parecendo ser sua ação veiculada à redução de produção de glicose no fígado pela neoglicogênese. Pode provocar náuseas, vômitos, diarréia, cólica intestinal e falta de apetite, assim como é contra-indicado em diminuição da função renal, doenças do fígado e insuficiência cardíaca.
    ADENDO IV: (Anorexígenos) Os bloqueadores da fome atuam sobre o sistema nervoso central, inibindo o centro da fome no hipotálamo, local onde também se encontra parte do comportamento afetivo. Podem provocar euforia, intensificação da capacidade intelectual, maior iniciativa, aumento da atividadade motora e privação do sono, assim como são contra-indicados em casos de hipertensão descompensada, doenças coronarianas, insuficiência cardíaca, arritmias, insuficiência renal, doenças vasculares cerebrais e pacientes com mais de 65 anos.

    Conclusão: como podemos observar, as três classes de medicamentos possuem funções específicas para o tratamento de três tipos diferentes de patologias, porém com efeitos colaterais e contra-indicações muito semelhantes. Fica portanto a pergunta: POR QUÊ SOMENTE OS ANOREXÍGENOS FORAM TIRADOS DO MERCADO?

    Infelizmente temos pessoas, tais como o Dr. Elizaldo Carlini, que acreditam que é melhor termos o aumento que estamos tendo dos casos de obesidade na atualidade do que manter os anorexígenos, sob o devido controle, em uso. Como é de conhecimento geral, várias patologias, tidas como comorbidades da obesidade, utilizam medicamentos que possuem muitos efeitos colaterais semelhantes aos anorexigenos. Como saber se os efeitos colaterais eram provocados pelos medicamentos de controle da obesidade ou das outras patologias. Em minha opinião, o controle é importante, mas a retirada é um absurdo.

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MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).