Charge

só prá relaxar
A difícil vida das pesquisas…charge de Borega

Charge enviada pelo leitor Martins. É do site O Recôncavo, e produzida por Borega.

artigo
Recife 1817

Revolução+Pernambucana+1817

por Andrei Barros Correia*
para o Acerto de Contas

Todos, ao menos quase todos, sentiam e falavam admirados da transforma­ção. O Recife, na verdade, era um ser em mudança, uma mudança rá­pida, em quantidade e em qualidade. A Cidade vinha perdendo a ordem, o silêncio, a placidez e a sono­lência de antigamente, substituídos pelo movimento de pessoas apressadas, animais esbafo­ridos, de car­roças transportando cargas e pelos gritos de muita gente e os ruídos de muitas coisas.

As ruas e praças estavam cheias de canteiros de obras com reformas, demoli­ções e construções. Os mora­dores refaziam suas casas e sobrados, seguindo os mode­los importados. Pelos arrabaldes da Boa Vista, dos Coelhos, da Madalena, dos Man­guinhos e de Casa Forte, senho­res-de-engenho, lavradores-de-algodão e comerciantes grossistas erguiam palacetes, onde se insta­la­vam com suas famílias.

Por toda parte, apareciam novos esta­beleci­mentos comer­ciais, com fachadas reluzente e le­treiros co­loridos, anun­ciando as mais diversas mercadorias e serviços. No porto, ha­via deze­nas de navios estrangeiros, carregando e descarre­gando merca­dorias, enchendo a Cidade de marinheiros, que falavam línguas nunca ouvi­das, compra­vam, vendiam, farreavam, amavam, conversavam, brigavam, enganavam e partiam. Co­meça­vam a apa­recer os residentes estrangeiros com seus hábi­tos estranhos. Cresciam os serviços profissionais de médicos, advogados, parteiras, arquitetos, cirurgiões, boticários, dentistas e tam­bém as ativida­des artesa­nais de sapateiros, ferreiros, barbeiros, alfaiates, modistas, tanoeiros, calafates, pedreiros, pinto­res e ou­tros mais. Expandiam-se os negócios sus­peitos, tolerados e proibidos. Fala­vam da necessidade de ilumi­nar, empedrar, sanear, manter limpas e de policiar as ruas.

A po­pulação aumentava e já alcançava o dobro do que fora há 20 anos. Os escravos não davam para o uso. Todas as semanas, navios negreiros des­pejavam levas e mais levas de africa­nos, que, cumprindo a lei, fica­vam de quaren­tena por mais de um mês, em “fora de por­tas”, no istmo de Olinda, antes de serem comer­cializados no mercado ao ar livre da Rua da Cruz.

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política e educação
Algumas charges de Angeli
Charge: Angeli. Clique para ampliar.

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Arnaldo Angeli Filho é o meu chargista preferido, hoje em dia. Gosto também do Carlos Lattuf (de quando em vez reproduzo seus trabalhos aqui no blog).

Há tempos me divirto muito vendo/lendo as charges de Angeli. Ontem, vi uma recente que é muito boa. É um mapa da Geografia Brasileira.

Charge: Angeli.

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Os temas políticos são bastante presentes em Angeli. Uma que eu gosto muito é o mapa da Câmara dos Deputados:

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Vejam mais charges do Angeli que selecionei, logo abaixo:

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