Abril de muito rock no Recife

abr 6, 2013 by     21 Comentários    Postado em: Cultura

O mês de abril do ano passado teve um fim de semana completamente atípico no Recife. No mesmo fim de semana tivemos o Abril pro Rock, o show de Paul McCartney e uma temporada de Chico Buarque no Teatro Guararapes.

E parece que este ano também será bom.

Se não temos Paul McCartney, pelo menos iremos ver algumas das principais atrações do Pop Rock BR por aqui, além do tradicionalíssimo Abril pro Rock, que este ano ainda apresenta uma série de oficinas de moda.

Aliás, o Abril pro Rock começou seus encontros menores ontem, utilizando o Downtown para o APR Club, com o Jorge Cabeleira e o Dia em que Seremos todos inúteis. Para quem acompanhou o início do manguebeat, este nome não é estranho. Foi muito bom ver o Downtown servir como local para o APR Club.

E o Downtown ainda completa 16 anos hoje, trazendo o Biquini Cavadão, mas desta vez coloca o show no Baile Perfumado. Aliás, sobre o Downtown falei no ano passado, tentando entender como uma casa noturna tinha conseguido sobreviver por tanto tempo no Recife. Sempre que posso volto lá, porque é impossível não relembrar dos bons momentos em que ainda era estudante e ia com meus amigos no bar. A esperança é que a casa se reforce ainda mais com a revitalização da área portuária. O pub mais antigo da cidade guarda a história de cada um de nós.

Depois da festa do Downtown, ainda teremos Skank no Baile Perfumado, no próximo fim de semana.

Nos dias 19 e 20 de abril é a vez do Abril pro Rock. O festival este ano vem com o show do Dead Kennedys, a lendária banda californiana de punk rock. Na época em que eu tocava no Câmbio Negro HC, assistir a um show desta banda era o meu sonho de consumo. Ainda tem o Sodom, Móveis Coloniais de Acaju, Siba, Devotos e muitos outros. A programação está no site oficial. O Abril pro Rock é daquelas coisas que acontecem em Pernambuco que temos que torcer para dar certo e se manter. O festival foi um dos responsáveis pelo surgimento e popularização do manguebeat em Pernambuco, e seu produtor, Paulo André, é um dos maiores formuladores sobre cultura que conheço. Um cara realmente diferenciado em Recife.

E no fim do mês, desta vez no Chevrolet Hall, teremos o imperdível show do Barão Vermelho, que é uma das principais bandas da história do rock nacional, e que hoje em dia apenas se encontra para turnês de tempos em tempos. Recife vai ser o palco do último show da turnê “+ Uma Dose”, que vendeu todos os ingressos em todos os lugares por onde passou. Nando Reis vai tocar antes do Barão no Chevrolet Hall.

21 Comentários + Add Comentário

  • bitch, please

  • O dia do metal está mil vezes melhor que o do rock alternativo, sem comparações. E olha que eu gosto dos dois estilos.

  • Fui rockeiro, toquei em bandas e ainda tenho minhas guitarras e amps aqui. E sempre achei o APR muito fraco. Depois da derrocada do manguebeat, nada trouxe de relevante.. Não adquiriu tração.. Mas sim, tenho uma admirição grande pelo Paulo.

    O rock morreu, isso é fato e aprendi a lidar com ele. Gosto de outras coisas agora tambem. De certa forma, isso libertou a minha mente musical e me deixou mais eclético, mais tolerant ee menos preconceituoso.

    Por fim.. Dead Kennedys? Putz!

  • O que Marcelo jeneci tem haver com rock? Será que ele vai cantar “pra sonhar” e os roqueiros ficarem sonhando com rock… Esse abril pro rock já foi mais rock…

  • vc tocava qual instrumento no cambio negro HC ?

    • Guitarra

      • Puz cara, tinha gravado em uma das minhas fitas VHS um show do Cambio Negro (na verdade, duas músicas só), acho que ainda não era HQ, com um vocalista gordinho barbudo, cantando “e você acreditaaaaa…”, acho que era num dos primeiros “ver de novo verão” so SBT, você era da banda nessa época????

      • Vejo o blog com outros olhos agora

  • Também torço pelo APR, mas acho as últimas edições muito borocoxôs, sinceramente.
    Dead Kenneys é do caralho, tudo bem, mas tá sem Jello Biafra.
    Sodom tá caindo os pedaços, mas ainda assim acho que vou no dia deles só pra ver o show deles mermo…

    A última edição que eu fui foi aquela de New York Dolls e Bad Brains… dois shows bem mais ou menos… sendo sincero…

    Motörhead infelizmente eu perdi aqui em Recife, porque na época não estava morando por aqui, e porque já tinha visto um show da banda no Via Funchal em São Paulo (dois anos antes do show do ABR, acho).

    Aquela edição de Soulfy eu acho que foi a mais inesquecível de todas.
    A de Destruction foi fichinha perto de Soulfly, pois a banda tinha vindo pra Recife junto com Kreator um ano antes.

    Aliás, falando em Kreator, quem abriu o show deles nos Aflitos parece que foi Câmbio Negro HC… hehehe
    E disseram que no meio da turma a porrada comeu solta entre a turma do hardcore e a turma do metal… hahahahaha

    • Cara nesse dia, do show do Kreator nos Aflitos, tomei um porre daqueles de derrubar um cavalo! Tive que voltar (vale salientar que não foi só eu) de carona em um caminhão de lixo para casa, não tinha mais bacurau, nem dinheiro (ainda que tivesse, acho difícil um táxi parar para um bando de cabeludo vestido de preto e ainda cheio dos quequeu) e ninguém aguentava voltar a pé dos Aflitos para o Cordeiro. Viemos todos pendurados no caminhão de lixo!

      Mas o melhor ainda estava por vir, o gari (gente finíssima que deixou a gente pegar a carona no caminhão de lixo, pois estavam recolhendo o caminhão, estavam indo para aquele lado e viram o desespero da gente sem ter como voltar para casa naquela madrugada) disse:
      Cara onde é que foi o baile funk?

  • Já disseram que o “rock morreu” umas 50 milhões de vezes.kkk Quem ficou no lugar? A “lady Gaga”? Os djs toscos que se dizem modernos? kkk

    Enquanto o povo vai matando o rock, ele continua se reinventando!

    Daqui a 50 anos vão dizer que ele morreu de novo.

    Rock, THE WALKING DEAD!

    • Rapaz, se o rock’n'roll ainda não morreu, com certeza está definhando numa UTI.

      Quantas bandas atuais com integrantes jovens da nova geração (faixa de 20, 30 anos de idade) fazem um rock, digamos, decente? (Não precisa ser nenhum Guns N’ Roses, Nirvana, Pink Floyd ou Led Zeppelin, por que aí é pedir demais, mas o que não dá é pra chamar Restart de rock).

      No mundo todo, o que vem bombando hoje em dia é a chamada pop music e seus ícones Beyoncé, Rihanna, Lady Gaga etc. Até o pessoal das tribos africanas tá ouvindo Lady Gaga. A indústria fonográfica de massa sabe que essa área musical é uma verdadeira mina de ouro.

      E no Brasil temos o sertanejo correndo por fora, mas também com ganhos fenomenais.

      Mas o rock “da gema” mesmo, esse aí já tá entrando pro livro das lendas. A menos que haja um volver inesperado e começem a aparecer boas bandas reinaugurando uma nova era para o bom rock. Mas aí a indústria fonográfica tem que ajudar colocando muito dinheiro nisso e investindo em bandas jovens e promissoras. E eu, sinceramente, espero que isso aconteça.

      • Tem diminuído, é verdade, a quantidade de bandas boas.
        Na última década podemos destacar o The Killers~e o Coldplay, mas realmente não são muitas

        • Concordo, Pierre, até pensei em citar o Coldplay, os caras realmente são bons fazem um trabalho de qualidade inquestionável e marcante.

          O problema é que nós sempre temos como referência figuras como Axl Rose cantando o que eu considero o hino do rock (Sweet Child O’ Mine), aí nosso critério de qualidade se torna mais rigoroso.

          Mas, de uma forma geral, o Sr. Rock perdeu muita força nos últimos 20 anos.

        • Sweet Child O´mine é muito chatinha.
          Melosa demais.
          Lembra Peter Frampton e as propagandas antigas de cigarros Hollywood. Argh…

        • Eleitor, pode ser melosa (para alguns), mas uma vez li um depoimento de um locutor que em 1988 trabalhava numa rádio nos EUA e quase pediu demissão da rádio por que não aguentava mais ouvir a música de tanto que os ouvintes pediam.

          Os críticos especializados da maior revista de música do Reino Unido e uma das mais vendidas da Europa, a New Musical Express (NME), elegeram a “Sweet Child O’ Mine” como o melhor solo de guitarra da história do rock. Entre esses críticos está justamente Chris Martin, vocalista do Coldplay.

          Para se ter uma idéia do feito, outros solos famosos eleitos pelos críticos da revista foram:

          Stairway To Heaven, de Led Zeppelin (2º lugar),

          All Along The Watchtower, de Jimi Hendrix (3º lugar) e

          Smells Like Teen Spirit, do Nirvana (6º lugar).

          O que Axl Rose faturou somente com essa música dava pra viver de renda o resto da vida sem gravar mais nem um cd.

          O cara é um Beethoven do rock, gostemos nós ou não.

  • quem mitou nesse fds foi a gravação do dvd da kitara.

  • O rock está ficando cada dia mais restrito, pelo menos no Brasil. Por aqui, a febre hoje é brega, sertanejo universitário e o funk, se é que funk pode ser considerado música, essa desgraça tá mais pra ritual de despacho, incorporação de espírito, sei lá, algum mal-assombro financiado por traficante.

    Com toda desgraça, preferia as músicas baianas dos anos 90, tipo boquinha da garrafa ou tchan, do que o funk.

  • APR tem que ter Garotos Podres também. Esse sim é bom punk rock nacional!

  • Já que vai ter Jeneci, trás Gaby Amarantos também!!!

  • Quem fala q

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MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).