Impressões luso brasileiras. A gata das orelhas amarelas.

mar 16, 2009 by     22 Comentários    Postado em: Cultura

escrita221

por Andrei Barros Correia*
Procurador Federal

Ganhamos uma pequena gata. Bem, pequena ela era exatamente quando a ganhamos, pois cresce muito rapidamente e dá pra notar a evolução semanalmente. O senhor e a senhora donos do restaurante aqui da esquina, onde almoçamos quase todos os dias, criam gatos.

Sabendo que gostamos de gatos e que Olívia estava com muitas saudades dos que deixou no Brasil, deram-nos a gatinha. Uma bela surpresa e alguns pequenos inconvenientes a se pensarem. Mas, os inconvenientes são superados em muito pela satisfação de criar um bicho. Quem tem anímais domésticos sabe que é muito bom conviver com eles.

O sofá, as cadeiras, os ededrões, as roupas penduradas no varal, os livros e papéis em geral talvez não gostem muito, mas é engraçado a ânsia de brincar com tudo e afiar as unhas em qualquer coisa que seja de pano ou papel. Os computadores ainda não sofreram muito, mas a gatinha já andou digitando algumas coisas e desconfigurando as páginas da internet. Os passeios sobre o teclado podem significar a necessidade de se tentarem todas as teclas de função, ou reiniciar o computador, para trazer a normalidade de volta.

Não se fica com raiva por isso. Acho que é a tolerância que instintivamente se tem com as coisas involuntárias em termos de consciência. Os animais não agem com propósitos de provocar-nos ou agredir-nos, pelo menos não no sentido de opção consciente própria dos bichos humanos. Agem por curiosidade, por instinto de sobrevivência, por fatores, enfim, muito pouco subjetivos.

Eu nunca tive gatos ou cachorros em casa, embora sempre tenha tido contato com as gatas que minha mãe cria. Mas, são contatos esporádicos. Para mim, é surpresa identificar os padrões de comportamento e as fases do gato. Uma surpresa muito agradável, por sinal. É pena que a gatinha só escreve poesia concreta, quando passeia no teclado, pois se tivesse talento para o gênero acadêmico poderia nos ajudar.

Complicado é batizar uma gata. A primeira inclinação é por nomes de gente. Todavia, como bem disse seu João, um dos doadores da felina, nome de gente não fica bem em gatos. Não pensava assim – na verdade, nunca tinha pensado nisso – mas hoje concordo com ele. Já se pensou numa gatinha Maria, Joana, ou Amália? Nada demais, mas agora parece-me estranho.

É mais fácil criar bichos de estimação por estas bandas que no Brasil. Digo isso porque as coisas em geral são mais baratas e existe uma predisposição maior a ver com normalidade. Gatos não há assim tantos, mas cães domésticos são bastante abundantes, exceto as raças de briga, daqueles que parecem frequentar academias de exercícios com pesos. Tem labrador para tudo quanto é lado e esse é mesmo o cachorro da moda, como disse Umberto Eco em artigo recente.

O respeito aos animais chama a atenção de quem cresceu sabendo que há sempre aqueles meninos fazedores de malvadezas com os bichos. Essa é uma figura típica da mitologia infantil brasileira, ou pelo menos era até bem pouco tempo. Claro que as crianças tem suas inclinações e isso é bastante normal. Estranho é que os adultos achem a crueldade com os animais algo desprezível ou merecedor de estímulo.

A melhor regra seria aquela segundo a qual quem não gosta não precisa fingir gostar, quem gosta não impõe o gosto aos outros, os animais são respeitados e sua presença não impõe constrangimentos nem agressões às pessoas. Uma situação ideal, portanto, mas que pode ser parcialmente atingida. Depende somente das pessoas, como se percebe facilmente.

Claro que a pequena felina suscita alguns probleminhas. Viajar implica agora mais planejamento e logística. Se vai, somos três onde antes éramos dois. Além do acréscimo, existe a circunstância de que esse animal a mais não pode se hospedar em qualquer canto! Se fica, tem-se que lhe arranjar um lugar pra ficar, que pode ser um hotel ou a casa de alguém muito disposto a agradar.

Além disso, cruzar fronteiras com animais domésticos significa ter à mão as provas de várias vacinas e seus reforços, além de um chip de identificação e localização, implantado sob a pele do pescoço. Sem atender a tais exigências, corre-se o risco de pesadas multas. Nossa felina das orelhas amarelas ainda não está identificada eletrônicamente e por isso foi privada de visitar a Espanha.

Mas, é engraçado perceber as reações das pessoas. Estávamos combinando a visita aos amigos de Salamanca e mencionávamos os prós e contras dos meios de transporte, além da impossibilidade de passar lá muito tempo. Mas, por que, perguntaram. Ora, por conta da gata. De quê? Da gatinha que a gente ganhou. Tem problema não, trás ela pra cá. Rapaz, a gente tá com medo de alguma fiscalização na fronteira, já pensou na multa ou, pior, se querem apreender a gatinha?

Essa conversa aconteceu mesmo – mais ou menos assim, como a memória me permitiu reconstituir – e a gatinha teve a sorte de ficar hospedada os três dias na casa do pessoal do restaurante. Lá esteve bem e voltou apenas com um mau hábito: como estava comendo bem, comida de verdade, não queria mais a ração. Teve a sorte de não experimentar a falta de gentileza dos castelhanos, mas perdeu a oportunidade de conhecer Thiago e Severiano e, quem sabe, provar uma paella.

____________________________

* O Procurador Federal Andrei Barros Correia está passando uma temporada em Minho, Portugal, realizando atividades de seu mestrado em Direitos Humanos, e durante sua estada naquele país irá enviar crônicas semanais ao Acerto de Contas, com o relato de suas impressões sobre aquela cidade e país, comparativamente com o cotidiano brasileiro.

Clique nos links abaixo para ler cada uma das crônicas já publicadas:

1 – Impressões luso-brasileiras.

2 – Impressões luso-brasileiras. O prego no pão e outras coisas.

3 – Impressões luso brasileiras. A surdez e os barulhos.

4 – Impressões luso brasileiras. Fatos e factos.

5 – Impressões luso brasileiras. A feijoada e o tamanho do abismo.

6 – Impressões luso brasileiras. O hábito

7 – Impressões luso brasileiras. Como os brasileiros veêm a si próprios.

8 – Impressões luso brasileiras. Riqueza e muito trabalho.

9 – Impressões Luso brasileiras. Cinema com lugar marcado.

10 – Impressões Luso brasileiras. Saramago, aquele escritor…

11 – Impressões luso brasileiras. A procura por um peru de natal.

12 – Impressões luso brasileiras. A obviedade dos trens.

13 – Impressões luso brasileiras. Cadê as serviçais?

14 – Impressões luso brasileiras. O jornalismo onisciente.

15 – Impressões luso brasileiras. A arquitetura política espanhola.

16 – Impressões luso brasileiras. O canto de ossanha.

17 – Impressões luso brasileiras. Tapioca com vinho.

18 – Impressões luso brasileiras. Descida da ladeira.

19 – Impressões luso brasileiras. Falar português.

20 – Impressões luso brasileiras. Pedro, Maria, Joaquim, João…

21 – Impressões luso brasileiras. O hábito, novamente.

22 – Impressões luso brasileiras. Esses espanhóis são muito estranhos.

22 Comentários + Add Comentário

  • Andrei

    Amo os bichanos.Animais inteligentes,enigmáticos elegantes e segundo Antônio Burgos (escritor espanhol) tremendamente literários.Eles são numerosos na Espanha ,cerca de 5 milhões.
    Uma boa pedida é o livro “Gatos” deste autor.Segundo ele e eu concordo os gatos tem principios e esquemas de valores e nos ensinam muito.
    Aghata

  • Aghata,

    Não sabia que se cultivavam tanto os felinos em Espanha.

    Os locais onde vi mais gatos na Europa foram as ruínas do forum romano, em Roma. E o castelo de São Jorge, em Lisboa.

    É curioso como os bichanos gostam de ruínas históricas.

  • Andrei,

    Lá em casa sempre teve gatos, hoje temos três. Uma é bastante temperamental. Se humana fosse iria precisar de terapia ou internação.

    Os gatos são menos domésticos que os cães. Vai saber o motivo…

  • Andrei,

    Acostumei-me a ter gatos em casa quando morava no interior do estado e havia ratos em quase todas as casas. A solução era ter um gato ou uma gata (são mais destemidas e eficientes com os ratos) tomando conta da casa…. e funcionava; os gatos os mantinham longe ou os mandavam para as casas do vizinhos sem gatos.

    Com o tempo esses gatos passavam a fazer parte da família, tinham livre direito de circulação na casa, de dormir nas camas e não comiam ração, comiam macarrão, arroz, feijão, farinha, carne crua e cozida, leite, etc., motivo pelo qual muitos deles tiveram obesidade, doença renal e cardiopatia.

    Li certa vez que fizeram experiencias com a capacidade dos gatos em reconhecer polígonos regulares e eles conseguiram distinguir rapidamente polígonos regulares de até 10 lados (decágono).

    Nisso são mais rápidos do que os humanos, que têm que contar vagarosamente os lados para distingir com precisão um poligono de 9 lados de um de 10 lados, por exemplo.

    Se o cidadão não souber contar até 10 o gato ganha todas dele (por curiosidade, o mesmo estudo mostrava que galinhas conseguiam contar até três ou quatro….e cachorros não eram melhores do que os gatos… em matemática).

    Ouvi dizer, também, que o cardeal Richilieu, na França de Luis XIV ou Luis XV, tinha um modelo de simulação de relações interpessoais com gatos, onde cada gato era criado com mais ou menos privilégios e eram às vezes colocados juntos para que o cardeal observasse, escondido dos gatos, as suas reações: como reagiam, por exemplo, os gatos maltratados e de baixa auto-estima – o povo – diante de um gato bem tratado e alimentado – os nobres – quando havia ou não havia escassez de comida e limitação aos seus direitos de defesa e livre circulação.

    Isso pode até ser coisa do folclore histórico mas a idéia é interessante e seria altamente desumano, principalmente da parte de um cardeal, fazer publicamente esse tipo de experimento com pessoas.

    Com uma só gata em casa, vai ver que é até possível que você e Olívia estejam sendo o objeto de estudo da gata de vocês; ela simula se apegar mais a um de vocês para analisar a reação do outro e descobrir meios de ganhar mais atenção dos dois.

    Boa sorte para você e Olívia com a filha felina!

  • Andrei,

    Belamente despretensiosa a crônica da semana.

    Muitas lembranças se desanuviaram em minha mente, durante a leitura do texto. Além das recordações dos gatos mortos (minha falecida mãe era uma criadora inveterada desses bichos, e foram muitos ao longo da vida), algumas lembranças literárias e históricas.

    Sidarta citou o caso pitoresco do cardeal Richelieu, o homem que crivou os pilares do absolutismo real, ainda na corte de Luís XIII (permita-me esta breve “correção”, caro Sidarta), e que destroçou boa parte dos huguenotes…

    Outro fato ainda mais pitoresco me ocorreu. Também em França, por volta de 1746, aconteceu um evento “curioso” envolvendo os tais bichos.

    Ficou conhecido como “Grande Massacre de Gatos.”

    Resumindo, deu-se da seguinte forma. Alguns trabalhadores de uma tipografia na imunda Paris do século XVIII, foram-se aborrecendo com o bom trato que os burgueses, seus patrões, concediam à gata do lar (chamada La Grise).

    Residindo aos fundos da casa, em meio aos tipos, bagunça e insalubridade da fabriqueta de impressos, esses trabalhadores eram alimentados com os restos da gatinha La grise (“a cinzenta”). Até que chegou um ponto em que não mais se resignaram àquela situação. Articularam, então, um plano.

    Um desses trabalhadores da tipografia, “mestre” na arte da imitação (além do bom manejo com os tipos), iniciou as práticas daquilo que se tornou um calvário aos burgueses, seus patrões, donos de La Grise.

    Todas as noites, o artífice subia no telhado e passava um bom tempo imitando o miado de um gato, talvez no cio…

    (O que é deveras “irritante”, e, em breve, tu e Olívia saberão bem do que falo… rsrsrsrs … Mas, paciência, pois “isso” passa, embora retorne periodicamente…)

    Passados alguns dias, e, “induzido” à revelia pelo plano de seus trabalhadores, o patrão, burguês dono da tipografia, ordenou que fizessem um aprisionamento de todos os gatos dos arrabaldes, e matassem-nos.

    Para satisfação dos trabalhadores, e agruras dos burgueses, seus patrões, o primeiro dos bichanos aprisionados, fora justamente La Grise, a cinzenta.

    Junto à ela, muitos outros gatos foram ensacados, pendurados, e mortos a pauladas.

    Assim foi (conforme a possibilidade narrativa me permitiu reproduzir) o Grande Massacre de Gatos.

    Já ouvi rumores de que o evento ainda há pouco era popularmente reproduzido, como uma espécie de “malhação de judas”. Disso não tenho tanta certeza, nem meus amig@s franceses souberam me confirmar – por sinal, nunca tinha sequer escutado falar do assunto…

    Os acontecimentos mereceram um exímio trabalho de pesquisa e análise do historiador norteamericano Robert Darnton.

    Recomendo a leitura de seu livro “O Grande Massacre de Gatos”, que também faz um importante “resgate” de versões remotas de algumas estórias de contos populares – como o significado de “Mamãe Ganso”, e também “chapeuzinho vermelho”, além de outras.

    Quanto à recordação literária, um conto de Edgard Allan Poe me saltou memória, “O Gato Preto”.

    Creio que este conto tenha me invadiu a lembrança no exato instante em que li o mais emblemático parágrafo da crônica de hoje – em minha modesta visão.

    “O respeito aos animais chama a atenção de quem cresceu sabendo que há sempre aqueles meninos fazedores de malvadezas com os bichos. (…)”

    Quem já leu este conto de Poe, sabe do que falo. Quem não leu, arrisco dizer, não irá perder nada em lendo esse autor bastante expoente da literatura inglesa do XIX.

    Os leitores que não disporem do livro em que consta o conto, mesmo assim desejarem a leitura, podem passear nas linhas do controverso E. Allan Poe, no link abaixo:

    http://www.gargantadaserpente.com/coral/contos/apoe_gatop.shtml

    Parabéns, Andrei!

  • André Raboni
    Bom lembrar do Gato Preto de Edgar Allan Poe uma riqueza ,trabalhei com ele no curso de Literatura.
    Aghata

  • Aghata,

    Gosto bastante de Allan Poe, embora tenha algumas ressalvas estéticas, e conteudistas também. Mas, mesmo assim, considero-o um grande escritor.

    No último dia 11 de janeiro (próximo à data do nascimento de Allan Poe, que é dia 19/01), saiu uma matéria no Caderno C, do JC, sobre Poe. “Pareceu” uma homenagem, mas, na minha pequena opinião, tratou-se uma matéria de péssima qualidade, salva por um curto adendo, de muito melhor manufatura, do escritor pernambucano Raimundo Carrero.

    A matéria tinha o título de ” A vida e as mortes de Poe”. O adendo de Carrero era intitulado ” Obra do escritor influenciou gerações”.

    Bem, o desprazer dessa leitura me foi tão grande, que, arrisco dizer, poucos teriam tido ímpeto de ler Poe, depois de encarar a matéria.

    Não por (se pretender) ser “crítica”, mas por ser de péssima qualidade mesmo, e dar a entrever que o “autor” pouco leu (se é que leu algo) de Poe.

    Mas, enfim, isso apenas mostra nossa “cultura de leitura de orelhas de livros”, o que acho danoso à saúde social; e, também, em certa medida, estou me remetendo silenciosamente (agora não mais…) ao debate que acontece neste momento no post de Pierre Lucena, aqui no blog,

    http://acertodecontas.blog.br/politica/a-belssima-leitura-da-veja-sobre-os-fatos/

    Mas, novamente, um “enfim”… Estou achando mais prazeroso, neste momento da vida, falar de Poe, Darnton e de bichos, que do blogueiro de Veja. rsrsrsrsrsr

    Daniel Tabosa,

    Pela sua narrativa, recomendo especialmente a você a leitura do mencionado conto de Allan Poe – caso não tenha lido ainda.

    Se puder, e de fato não tiver lido, imprima-o – pois é mais confortável a leitura, não é mesmo?!

    Abraço Aghata e Daniel!

  • Andrei,

    Já salvei o link. Assim que os concursos públicos e a faculdade de Direito derem uma trégua, vou ler o conto.

    Obrigado.

  • André,

    Antes da inundação de miados e mais miados sem fim, providenciaremos a castração da gatinha. É mais sensato, afinal o apartamento é pequeno. Três dias sem dormir não seria muito agradável.

    É melhor passar dez dias cuidando do pós-operatório da pequena felina.

  • Sidarta,

    Essa das simulações do cardeal de Richelieu não sabia. Nem das percepções geométricas dos gatos.

    É notável a conjunção de percepções visuais e auditivas dos felinos. Um pequeno inseto voando, uma mosca por exemplo, deixa a gatinha maluca. As orelhas acompanham perfeitamente a origem dos sons.

    Fico com inveja, minhas orelhas nem ouvem bem, nem se mexem!

  • Daniel,

    Se te entregares à literatura, não perderás todo o precioso tempo de estudar direito.

    Teu comentário me lembrou que eu andava na faculdade de direito com um volume de obras completas de Eça de Queirós. Muita gente achava que era uma bíblia. Parecia mesmo.

    Estranho era o cara da bíblia naqueles bares ao lado da faculdade.

  • Andrei,

    Pior que tem uma porrada de romances me esperando na estante (alguns de Dan Brown). Infelizmente, concurso público privilegia o decoreba e não o conhecimento. Portanto, minhas “bíblias” companheiras têm sido os livros dirigidos a concurso público.

    Também gosto muito de história e filosofia; depois de Direito, quero a graduação de um desses dois cursos. Como estou no básico, estou lendo também Platão, Maquiavel, Sócrates, Descartes e outros pensadores.

    Quais outras leituras jurídicas voce me indicaria ?

  • Daniel,

    Desde o concurso da procuradoria, há sete anos, não leio livros voltados para estes certames. O caso é que no trabalho recorre-se a coisas mais específicas. E no lazer não se recorre a direito.

    Mas, concurso jurídico é modismo. Lembro-me ainda da febre de Marinonismo e de tutela disso e daquilo, a propósito de antecipações liminares. Isso permeou concursos por um bom tempo.

    Aconteceu o mesmo, por certo tempo, com as teorias de imputação objetiva.

    Então, para concursos, é resignar-se a ler o que está moda. Como não convém entregar-se de corpo e alma à mediocridade dos modismos jurídicos, sugiro-te estudar teoria constitucional por Canotilho e administrativo por Celso Bandeira de Mello.

    Boa sorte, mas não deixe a literatura de lado.

  • Boas lembranças da doce infânca.

    Como era bom judiar dos gatinhos quando eu era pequeno. Seria muito bom que vocês trouxessem a gatinha para o Brasil, pois só assim eu poderia dar um presente ao cachorrinho de minha irmã!

    Ótimas lembranças! ehheheheh!

  • Rafa,

    Tem hospital psiquiátrico aí perto da tua casa.

  • Os gatos são bichos maravilhosos. Diferentes dos cachorros, para ter a confiança de um gato é preciso conquistá-la. Um cão de temperamento não violento vira seu amigo facilmente, com qualquer agrado. Os gatos não pertencem aos seus donos. Eles convivem em harmonia, mas com toda liberdade. Ter a amizade de um bichano é muito gratificante, pois é a prova sincera de uma boa relação.
    Tenho o costume de criar bichos abandonados. Cheguei a ter 15 gatos de umas vez e tenho meus cães que tirei das ruas. Minha casa não é tão grande, mas faço o que posso.
    Seria importante se pessoas que querem criar um bicho preferissem os abandonados, que são tão interessantes, belos e inteligentes como outros de qualquer raça.
    IMPORTANTE ALERTAR PARA OS MAUS TRATOS COM ANIMAIS NO RECIFE, POIS NÃO SÃO POUCOS. O PODER PÚBLICO DEVERIA LANÇAR UMA CAMPANHA DE ADOÇÃO E CASTRAÇÃO GRATUITA PARA REDUZIR O NÚMERO DE CÃES E GATOS NAS RUAS. ATENÇÃO TAMBÉM PARA CAVALOS QUE SÃO TRATADOS COM MALDADE POR AQUELES QUE USAM SUA FORÇA EM CARROÇAS.

  • Laís,

    Aqui existem canil e gatil públicos. E campanhas constantes por adoções e castrações de gatos e cães que andam pelas ruas.

    É curioso notar que o Diário de Notícias, jornal de Lisboa, tem uma coluna dominical sobre cães e gatos abandonados, com fotos, contactos e informações.

  • Prezado André Raboni,

    Obrigado por me reposicionar na história e colocar Richilieu corretamente no reinado de Luis XIII.

    Um abraço,

    Sidarta

  • Cara, de novo por aqui, para contar que na secundário um amigo pôs um gato no congelador por não recordo quanto tempo, com motivação científica inclusive, acredito eu que ele tentava já naquela época, algum tipo de estudo relacionado a criogênia, bom, o resultado da experiência eu infelizmente não recordo, conta a lenda que o gato pulou na mesa e ficou eriçado lá por algum tempo após ser liberado.
    Eu até me proponho a realizar a experiência de novo, comigo junto da gata, quem sabe não dá certo e daqui a 1000 anos eu reapareço pra explicar a todos quem era Miguel de Unamuno e relatar minhas versões dos fatos, com a gata ao lado pra provar minhas teorias!!
    Abraçao aos 3! =)

  • Esta gata, vai fazer parte de seu doutorado, com certeza vai ter muitos elementos para analise de ciencia politica!!!!

    É bicho sem lado e sem ideologia, fica onde tiver mais comida e conforto!!!

    A interpretação é a do momento que o favorece.

    Pensei que voce, já respirava a frieza européia!!!

  • Que nome havemos de dar a uma “bonequinha” que só vos traz alegrias? Sabes que eu também não sei Andrei.
    Gostei muito desta tua nova crónica sobre a vossa gatinha. Foi mais “terra a terra” como se costuma dizer. É que eu como Portuguesa às vezes não estou bem por dentro da realidade Brasileira e às vezes me confundo um pouco com as outras crónicas.
    Well, a verdade é que eu também estou a pensar em arranjar um gatinho, pequeno de preferência, mas ainda não encontrei o “tal”. Um destes dias, um deles apareceu-me de repente no parque de estacionamento em que eu costumo aparcar, acho que tinha sido abandonado, tive uma pena enorme, tentei aproximar-me dele inclusivé mas ele fugiu, com mais medo de mim do que eu dele.
    Eu sugiro um nome de flor para a vossa gatinha: “JASMIM”. Já que ela até orelhas amarelas tem.
    Continua a escrever as tuas crónicas meu primo e amigo que sempre que der eu venho dar uma olhada de perto, não é como vocês Brasileiros dizem?

    Bj

    Pat. Lapa

  • Patrícia,

    Que agradável um comentário teu. Nós ainda estamos às voltas com o baptismo da gatinha, pois ela não atende ainda por nenhum nome. Vamos tentar Jasmim, se ela gostar. Sim, porque os gatos é que parecem escolher tudo, é engraçado.

    Sempre tenho visto, no DN do domingo, anúncios de gatinhos e cães perdidos, em busca de adoção. Que tal? E a maioria está aí, em Lisboa.

    Realmente, como bem dissestes, as crônicas muitas vezes ficam meio obscuras. Quase sempre, quando as releio, assim me parecem. Mas, o espaço é curto e talvez muitas explicações ficassem cansativas.

    Preciso ser mais terra a terra, mais de impressões mesmo. Todavia, nem sempre controlo o desejo de comparar.

    Quando der, honre-me com teus comentários.

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MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).