Impressões luso brasileiras. Como os brasileiros veêm a si próprios.

nov 24, 2008 by     17 Comentários    Postado em: Cultura

por Andrei Barros Correia*
Procurador Federal

Qualquer pessoa que lê jornais no Brasil pode saber que acontecem certos atritos nas relações dos brasileiros com europeus, em terras européias. Aqui em Portugal, há um aspecto da emigração brasileira – a segunda maior depois da caboverdiana – que é particularmente destacado. Fala-se que em torno de setenta por cento das prostitutas em atividade nestas terras são brasileiras.

Se são setenta, sessenta, cinquenta, se isso apoia-se em estatísticas confiáveis, não sei. Mas, certamente, deve haver um protagonismo brasileiro nesse campo de atividade. As consequências são as mais variadas, umas até cômicas ou folclóricas, e já integram a base de dados mentais de todos. Está no imaginário das pessoas, principalmente nas maiores cidades, como o Porto e Lisboa.

Há uns dias, passou um programa na televisão, que consistia em algumas entrevistas sobre os temas xenofobia e racismo. O assunto é importante aqui – para muito além de brasileiras e brasileiros – com relação a ciganos e negros, alvos, os primeiros notadamente, de grandes preconceitos. Cigano e ladrão breve serão palavras sinônimas se as coisas seguirem o mesmo rumo em que estão.

Eis que foi entrevistada uma jovem brasileira, jornalista, morando em Lisboa, em busca de trabalhar na sua profissão. Disse que era alvo de muito preconceito e que não acreditavam que buscasse exercer a profissão de jornalista. Depois, duas jovens portuguesas foram abordadas para entrevista (não eram senhoras de meia idade). Foram perguntadas genericamente sobre as brasileiras e uma disse prontamente: elas veêm destruir os relacionamentos, roubam os maridos!

A outra deve ter percebido que o juízo era muito categórico até para Kant e tentou dar contornos genéricos, dizendo que isso tinha acontecido num certo caso de uma conhecida delas. A coisa ia bem, o deixa disso ia se arrumando com o argumento do caso específico que não deve ser generalizado, até que a colega interviu: “não! elas roubam os maridos mesmo, pá!” Não deu mais pra consertar nem para não cair na risada.

Essas percepções vão se enraizando e tendem a perdurar muito no imaginário das pessoas. A imagem das brasileiras é depreciativa e muito caricata, mas essa caricatura é melhor que o retrato, pintado sem qualquer concessão ao folclore, dos ciganos, por exemplo. Em certos sentidos, na verdade, a comicidade, o ridículo, o folclórico já são alguma concessão e uma forma de aceitação social, nitidamente diferentes da pura e simples rejeição.

Claro que esse tipo de aceitação gera o inconveniente da tipificação de papel social, inconveniente maior para quem não o vai desempenhar, como no caso da jornalista em que ninguém acreditava. Porém, o que me chama mais a atenção é a expectativa de preconceito de alguns brasileiros e a não expectativa absoluta de outros. Tem gente cujos níveis de prevenção levam a ver fantasmas. E tem outros que se surpreendem quando são tratados de forma diferente, como se isso não fosse imaginável.

Não consigo escapar, então, da expressão do senso-comum, que realmente é a melhor para explicar isso. Padecemos de falta de noção. Tanto para um lado, como para o outro, assim mesmo, esquizofrenicamente. Não é que rejeitemos papéis sociais, é que não sabemos quais são eles, a partir de que ótica seremos vistos.

Na semana passada, alguns colegas brasileiros do curso comentavam que somos olhados de maneira diferente. Não especificaram se essa diferença era desprezo, raiva, medo da nossa superior intelectualidade, inveja do nosso apuro nos trajes ou se era nada! Confesso não ter notado, mas isso vale pouco pois tenho quase um sentido a menos e faço um tremendo esforço para prestar atenção às aulas.

De maneira geral, acho que a maioria dos brasileiros que cá estão, seja para trabalhar, seja para estudar, seja para voltar, seja para ficar, enfim, a maioria mesmo, não pensou antes como seria visto por aqui. Não que isso seja precondição para viajar. Ocorre que se você não parou para imaginar ou informar-se como as coisas são, não deve assumir ares de surpresa a cada instante, como se se descortinassem os mistérios da criação a cada olhar dirigido.

O Brasil não é o centro, nem a referência do mundo, inobstante a magnífica frota de helicópteros de São Paulo. Nem é o cú do judas, tampouco. Daí que talvez as coisas não se resolvam em termos de se afirmar brasileiro ou negar-se brasileiro, como parece ser a dicotomia a que estamos presos. Talvez o interlocutor esteja muito pouco interessado nessa circunstância nacional.

A universidade em que estudamos tem quinze mil alunos, mil e duzentos professores e seiscentos funcionários. Tem ucraniano, moçambicano, espanhol, guineense, italiano, indiano, alemão e muitos brasileiros. Tem quem entrou pelo regime geral de ingresso – o congênere do vestibular – e quem entrou por cotas. Estas existem para militares, deficientes, naturais da Madeira e dos Açores, maiores de vinte e três anos, atletas de alto desempenho e bolseiros, nomeadamente dos PALOPs (países africanos de língua oficial portuguesa).

A longa enumeração acima pode revelar que se achar muito especialmente distinguido com olhares curiosos por ser brasileiro, principalmente numa universidade, é também achar-se muito importante. E a menção às cotas pode servir para pensarmos com calma sobre a polêmica que elas geram no Brasil.

________________________________________

* O Procurador Federal Andrei Barros Correia está passando uma temporada em Minho, Portugal, realizando atividades de seu mestrado em Direitos Humanos, e durante sua estada naquele país irá enviar crônicas semanais ao Acerto de Contas, com o relato de suas impressões sobre aquela cidade e país, comparativamente com o cotidiano brasileiro.

Clique nos links abaixo para ler cada uma das crônicas já publicadas:

1 – Impressões luso-brasileiras.

2 – Impressões luso-brasileiras. O prego no pão e outras coisas.

3 – Impressões luso brasileiras. A surdez e os barulhos.

4 – Impressões luso brasileiras. Fatos e factos.

5 – Impressões luso brasileiras. A feijoada e o tamanho do abismo.

6 – Impressões luso brasileiras. O hábito

17 Comentários + Add Comentário

  • Andrei,
    Esse assunto já foi tema de muitas conversas, entre amigos aqui no Brasil.
    É uma questão bastante delicada, contudo merece ser discutida, haja vista devemos ter pelo menos a consciência de que esse tipo de preconceito que realmente existe. E o pior, é baseado muitas vezes em estatísticas que podem não ser as mais confiáveis (como foi sugerido por você) mas confere uma certa credibilidade a qualquer tipo de informação.
    Felizmente, com a publicação dessa cônica muitos (as) amigos (as) que teimavam em não acreditar nessa triste situação puderam pelo menos se conscientizar, da realidade o que já é um começo…
    Mas o que nós, brasileiros e brasileiras, podemos fazer para melhorar a imagem de nossas mulheres que procuram ingressar no mercado europeu, para desempenhar uma função ou atividade técnica e ou científica e inevitavelmente sofrem preconceitos?

  • Well, Já há alguns meses que vira e mexe surge uma notícia de xenofobia por parte dos países europeus: brasileiros deportados, imigrantes com problemas para renovar vistos etc.

    Ontem, assisti a um programa sobre o problema, mais especificamente sobre o racismo na Itália. Os italianos estariam vivendo uma onda de racismo?

    Assistam o vídeo no meu último post: http://www.eimidia.com

    Bjs

  • Reginaldo,

    Parece-me que seria interessante nós brasileiros deixarmos de promover imagens folclóricas nossas.

    Não sei se você se lembra de uma das últimas reações brasileiras, quando se impôs aos turistas estrangeiros que fossem identificados com impressões digitais. Não passou de reciprocidade ao que se impunha. Nada demais.

    Eis que o prefeito ou governador do Rio de Janeiro na época acho a medida antipática e resolveu minorar as agruras dos turistas.

    Pôs no desembarque várias mulatas dançando samba. Enfim, a primeira coisa que o sujeito via, ao chegar no Rio, eram bundas.

  • Andrei,
    Suas observações dessa semana estão bastante boas.
    Com relação à busca de empregos em “negócios especiais”, que dizem que as brasileiras vão praticar em Portugal, Espanha, Itália e França, isso vai além da Europa: o governador do estado de New York nos USA renunciou recentemente por conta de um envolvimento com uma “madam” (cafetina) brasileira.
    Por outro lado, o turismo drogal e sexual em Recife também é intenso e caminhoneiros da Alemanha chegam para se divertir e desfilar altivamente com nossas nativas na praia de Boa Viagem, com direito a serem chamados de Herr (senhor).
    Na Tailandia, com mulheres supostamente mais refinadas em matéria de sutilezas sexuais, os vôos que levam os mesmos caminhoneiros da Alemanha e da Áustria são fretados e diretos (da Lauda Air) e não dependem nem de conexão em Lisboa com a TAP.
    Há muitas russas cultas e lindas também envolvidas nesses negócios especiais em Paris (US$500 / três horas, quarto de hotel 1* incluído).
    Esse ramo de negócio já se tornou globalizado e a similaridade do idioma facilita as coisas para as brasileiras “tipo exportação” em Portugal e na Espanha.
    Não tenho muita condescendência com as compatriotas que vão fazer “negócios especiais” na Europa (e tomar os maridos das inocentes portuguesas ou espanholas… ou novaiorquinas) e são repudiadas pela sociedade; como você bem falou, elas deviam antes ter feito uma pesquisa dos rigores do mercado e verificado como seriam recebidas nas suas atividades profissionais…. mas a sensação de que muitos portugueses e espanhois são invejosos, revanchistas e xenofóbicos com os seus ex-colonizados merece ser considerada…. e acho que as “empresárias” brasileiras deveriam exigir mesmo ser melhor tratadas nos seus negócios em Portugal.
    Se uma “meia dúzia de três ou quatro” portuguesas está insatisfeita por ter perdido os maridos para supostas putas brasileiras parece-me mais uma questão de mais competência das brasileiras do que de tomada do mercado das portuguesas.
    Caso as russas tivessem o gingado das brasileiras e as sutilezas das tailandesas seriam imbatíveis no “negócio” e era uma questão a se pensar se não seria mais interessante gastar com elas em Paris a quota de 500 dólares de produtos importados que podem entrar legalmente no Brasil, em vez de comprar um iPhone ou outra besteira eletronica qualquer, que se pode encontrar por aqui só um pouquinho mais caro, pois russas cultas e bonitas por somente US$500/3 horas, hotel incluído, não tem nem em São Paulo. Um amigo rico contou-me alguns detalhes de uma experiência dessas com uma russa em Paris (Ludmila ou Tania ou Irina ou Katiusha, não me lembro mais o nome, mas dá para imaginar o mulherão e a doçura do francês com sotaque russo falado pela menina, que também falava inglês) e me deixou com inveja e a lamentar ter gasto os meus 500 dolares para compras de perfume francês.
    Sidarta

  • andrei
    Acho que certos atritos vão acontecer sempre.É como você falou “padecemos da falta de noção,tanto para um lado como para o outro”.
    Estrangeiros são sempre olhados de maneira diferente e na verdade são.
    Cada brasileiro especificamente ,dependendo do que realmente vai querer nas terras lusitanas vai ser bem visto ou
    não e poderá ter uma visão positiva ou negativa dos lusitanos.
    Se qualquer brasileiro souber ser estrangeiro sem achar-se muito importante terá um bom aproveitamento nas terras portuguesas.Seja para quem optou por visitar,morar,estudar ou trabalhar.
    Mais um bom artigo
    Aghata

  • Habitualmente presenciamos – ou patrocinamos, quem sabe? – manifestações gratuitas e aleatórias de preconceito em nosso país, impulsionadas pelos mais variados motivos, sejam eles raciais, sexuais, religiosos, … Os pensamentos e condutas de desapreço recaem impávidos sobre os enfoques menos ortodoxos de postura ou opção, assim digamos.

    Esquecemos, triste e fatalmente, que as conjecturas ortodoxas são intimamente vinculadas ao aspecto cronológico da humanidade. Os que hoje perseguem já foram perseguidos, há mais ou menos tempo, portanto.

    Sempre me exigiu um árduo esforço mental tentar entender, ou justificar, o fato de o crime de racismo ser um dos poucos tipificados como imprescritível e inafiançável em nosso país.

    Antes das críticas, percebam, meus amigos, não estou a manejar qualquer censura sobre a qualificação, mas apenas comentando um fato, que sempre me chamou a atenção. Parece-me mais uma tentativa brasileira de querer mudar – ou encenar – o mundo com meras alterações legislativas.

    Enfim, antes de perder meus pensamentos em tergiversações, é bastante curioso como o brasileiro – imerso nesta impar miscigenação, que lhe é peculiar – é tão pretensioso ao ponto de ser preconceituoso com os seus semelhantes, quando, na verdade, é alvo, ao que parece, de depreciação no exterior.

    Ou seja, nos julgamos tão sábios, tão puros e/ou tão elevados que comumente proferimos o discurso da intolerância, da conveniência disfarçada, sem nos darmos conta de que ser “especialmente distinguido com olhares curiosos”, de um modo geral, depende, acredito, muito mais da percepção ou da estreiteza de visão do observador, do que do real valor que possuímos como seres humanos individualizados.

    Mas, realmente, nalgas exuberantes, cintilantes e inquietas nos portões de desembarque não contribuem para desmistificar a caricatura, embora eu nada oponha contra elas em locais reservados, muito pelo contrário… também sou simpatizante às preferências nacionais, afinal!

    Andrei, preciosas observações!

  • Ubiratan,

    Horam-nos, a todos que leêm creio, seus comentários. Estás no limite da literatura e da filosofia.

    É curioso que pouquíssimos direitos têm pretensão de absolutismo. Lembro que nem o direito à vida tem, pois está consagrada a pena de morte em várias legislações.

    Mas, o direito a não ser torturado e o direito a não ser discriminado em função de raça e cor encontram-se, pelo menos nas normas européias em pretensas condições absolutas.

    Teoricamente, pois, não cedem espaço a qualquer tipo de restrição. Parece-me que isso se deve extamente ao tamanho do fantasma que representam.

    As fogueiras podem ser acessas a qualquer momento, por isso convém insistir no discurso contra elas. A história tem provado que o fogo tem grande tendencia a sair do controle e queimar a todos.

    Talvez esteja aí a chave para sua questão.

  • Andrei,
    É bem verdade…
    Restrito à problemática local, esqueci que a proteção especial e intangível (ao menos, formalmente) em nosso ordenamento foi reflexo natural das “conquistas” no mundo afora, não leviandade legislativa, como sugeri. Meu erro.
    Por mais que me pareça, em reflexões primeiras, um tanto conflitante a sobreposição da dignidade da pessoa humana sobre a própria vida – pois nos leva, fatalmente, à conclusão de que a primeira pressupõe necessariamente a segunda, e não o contrário – não se pode fugir do receio que o fogo provoca, afinal, na espreita ele sempre estará.
    Derivaria o receio geral da premissa de que o menosprezo reiterado, em função de raça e cor, seja mais pernicioso e potencialmente lesivo do que permitir a pena de morte, pura e simples?
    Enfim…
    Agradeço, muito lisonjeado, a bondade das palavras. Mas, sabes, como ninguém, que os limites não existem – senão os que nós mesmos criamos para coroar nossa aguda percepção ou nossa pretensiosa ignorância, afinal, é extremamente difícil saber de que lado estamos, porquanto tudo, ao que parece, depende do referencial –, notadamente para um principiante, que mais aprendeu com suas lições do que com as parcas leituras a que se dispôs em vida.

  • Caro Ubiratan,

    Eis que principiamos uma conversa jurídica.

    O apontamento do relativismo do direito á vida, fi-lo do ponto de vista do direito legislado. Se muitos países consagram ao mesmo tempo o direito à vida e a pena de morte – como os EUA – é forçoso concluir-se que ele é relativo.

    Outros países prevem a pena de morte muito restritivamente. Em casos de guerra, por exemplo, quando há traições á pátria. Isso revela sua natureza relativa.

    Na europa há tentativa de consagrar os direitos a não sofrer tratamentos degradantes, como tortura, em condições absolutas. A constituição portuguesa, por exemplo, admite restrições a todos os direitos fundamentais – justamente para resguardar outros – menos a este direito relativo à tortura.

    Os direitos de cidadania sofrem restrições, por exemplo, nos estados de sítio e de exceção. A liberdade de expressão não permite a difusão de discursos de ódio étnico, racial, relioso, etc.

    Mas, é realmente curioso que o direito à vida seja relativo. Um autor – não lembro o nome – aponta que os estados unidos acham repugnante uma restrição à liberdade, mas acham a coisa mais normal fritar alguém na cadeira elétrica!

  • é um assunto chato, delicado. a idéia que toda brasileira é prostituta na europa, é parecida com a idéia que todo português é burro aqui no Brasil.

  • João Áquila,

    Parece-me que a idéia de serem todos os portugueses burros, cultivada no Brasil como mote de muitas piadas, é menos danosa que a idéia de serem todas as brasileiras comerciantes de sexo.

    A primeira insere-se no burlesco, no folclórico, enquanto a segunda serve de motivo para uma base geral de abordagem.

    A tragédia dessa discriminação já vai no ponto em que se identificam vários elementos caracterizadores e, acho que involuntariamente, as referidas profissionais aceitam o rótulo.

  • Prezado Lapa,

    Não é confortável saber a opinião desfavorável de um povo irmão acerca de nós brasileiros. Todavia, eu que cá estou – longe das conseqüências diretas, graves e impactantes que o preconceito gera na pessoa que dele é vítima- encaro tudo sem maiores fremidos , pois sei que o nosso país, apesar das dificuldades, caminha para resolver problemas arraigados nos albores do nosso processo de formação cultural, embora reconheça o quão penoso e demorado seja, em regra, o processo de modificação-retificação- das imagens e símbolos idealizados no processo de elaboração cultural. Somos a maior e mais exitosa expreriência de pacífica convivência multirracial do planeta, somente precisando de uma melhor distribuição de renda( não por meio de esmolas, bolsa disso, bolsa daquilo) que, penso eu, será atingida, naturalmente, com a melhoria da qualidade da educação pública.

    Ênio Matos

  • Andrei,

    Você foi estagiário lá pela PGE-PE?
    Primeiro, parabéns pelos textos, todos muito bons.
    Estou em Lisboa, também em estudos de Mestrado, mas aqui não pintaria o mesmo quadro que você daí de Braga. O meu é mais sombrio. O preconceito contra brasileiros tem crescido muito (e muito rapidamente) e não se restringe às prostitutas. Atribui-se aos brasileiros, hoje, até um suposto aumento da delinqüência. E, segundo um colega caboverdiano, os brasileiros já são a maior colônia estrangeira em Portugal.

  • Li varias e varias vezes essa cronica, ela é realmente muito boa!
    E muito dificil tratar esse assunto de prostituição.
    Pra mim, isso é da mesma estupidez que os considerar burros.
    Só que, os considerar burros não é tão grave quanto.
    “Uma Brasileira ir morar em Pt e alguns acharem que ela foi se prostituir.”
    Percebo que, para isso, as mentes brasileiras também já foram calterizadas.

    Abraços, e sucessos!
    Sarah

  • O comentário de que brasileiras roubam marido de estrangeiras.nos leva a uma pequena reflexão: quando isto acontece ( com mulheres de qualquer nacionalidade) , é porque os tais maridos SE DEIXAM ROUBAR! Afinal, que marido é este??????????

  • [...] Impressões luso brasileiras. Como os brasileiros veêm a si próprios. [...]

  • Eu em tempos afirmei, que com a entrada em portugal, de uma forma massissa, de brazileiros, grande parte deles acabariam por transformar o nosso pequeno país numa autentica favéla. No entanto a sua fala doce nos seduz.

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MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).