Impressões luso brasileiras. Fatos e factos.

nov 3, 2008 by     17 Comentários    Postado em: Cultura

por Andrei Barros Correia*
Procurador Federal

Não sou linguísta, mas acho o assunto muito interessante. Diferenças no falar e escrever de uma mesma língua e tentativas de homogenização desse código parecem algo difícil. Pois fala-se um bocado no acordo ortográfico da língua portuguesa, ao menos por estas bandas lusitanas. No Brasil, o acordo tem tido pouca repercussão, talvez porque dominou a posição brasileira.

Adianto que para mim as polêmicas soam um tanto falsas. A razão é que não se trata de semântica, mas de ortografia, tão somente. Alguns acentos deixam de se utilizar e as chamadas consoantes mudas também. Eis o mais curioso foco de reação lusa: o fim das tais consoantes mudas. Há uns vinte dias por aqui, começo a compreender melhor o porquê.

Essas consoantes nem nempre são tão mudas assim e ouvem-se factos e contractos, assim mesmo, com o c que parecia meramente decorativo pronunciado. E isso, para muitos, é ponto de honra, o que, à primeira vista, faz bastante sentido. Ora, o sujeito quer escrever facto porque pronuncia todas essas letras.

Todavia, pensando melhor, ortografia e fonética têm lá suas discrepâncias. A palavra dia será dita por qualquer carioca, por exemplo, como djia. A diferença entre o escrito e o falado está evidente, como de resto em várias outras palavras da língua, pronunciadas diferentemente conforme a região de origem do falante.

Daí que as relações entre a grafia e a pronúncia são bem flexíveis e nada impede a imobiliária de chamar contracto àquilo que virá escrito contrato. As uniformizações ortográficas, extamente por sua pouca importância no falado, frente às simplificações no escrito, parecem-me desejáveis. Até onde sei, o inglês esceve-se da mesma forma na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos da América, a despeito das evidentes diferenças de pronúncia.

Sexta-feira de manhã, no curso de uma aula de metodologia científica – chatíssima – explicava-se a formatação de um trabalho acadêmico. Como se fazem citações, como se apõem notas de rodapé, como se articula o texto e outros mais aspectos técnicos. Perguntas disso e daquilo até que uma colega, brasileira, indaga da professora da grafia de certas palavras, à luz das diferenças que o tal acordo quer acabar.

A professora, diga-se sem mais, pareceu-me o único ser sensato da estória, ainda bem. A pergunta – esclareço por imperativo de honestidade com os fatos – teve ares de irônica arrogância do falante da variante da língua cuja posição triunfou. Claro que houve reações. Pequenas, exceto a de uma colega portuguesa.

Ora, dizia em resumo, estamos em Portugal, devemos escrever como sempre se fez aqui e, além de tudo, o acordo ainda não está em vigência! Algo como aquela regra de que “na minha casa como eu quero”. A posição é plenamente defensável; a pergunta, excluindo-se alguma ironia triunfalista, também teve boas razões e a discussão podia se prolongar indefinidamente.

Nossa instrutora de metodologia, que deve ter captado o perigo de perder-se uma aula por um tema que iria alongar-se, sempre a níveis mais mesquinhos, tomou a palavra e sentenciou: gostaria que escrevessem bem.
Pode-se escrever bem e mal, nas grafias tradicionais brasileiras e portuguesas. Eis a questão: escrever bem, pouco importando as mais ou menos consoantes utilizadas em uma palavra. Encerrou-se o assunto, mas ficou-me a impressão que nem a adversária, nem a defensora dos cês aparentemente mudos tratarão bem a língua. Desculpem-me a tentativa de adivinhar o futuro, mas pelas preocupações…

Seria muito diferente, ainda fiquei pensando, se esses acordos pretendessem uniformizações semânticas. Seria, mais que uma violência cultural, uma inutilidade. Já imaginaram se, por decreto ou qualquer outra norma, se tentasse impor aos brasileiros chamar ônibus de autocarro ou trem de comboio? Não pegaria, seria mais uma norma desprezada.

Bem, se a tentativa fosse de impor a troca de um nome em português por outro em inglês, nem de norma seria necessário. Adotaríamos, triunfantes, achando-nos grandes patícipes desse mundo globalizado, que compra mais barato em sales ou off price. Liquidação, saldos, promoções são coisas de lojas deselegantes, para pobres.

Nessas idas e vindas do pensamento, divagando sobre tais bobagens, percebi que o cuidado da colega lusitana com as suas consoantes é uma pequena – e provavelmente das mais tolas – parte visível de algo bem maior. Um detalhe que é sintoma de um orgulho cultural mais vasto.

Utiliza-se a língua, um pouco como se veste a camisa da seleção nacional. Aqui, traduzem-se nela os nomes de filmes, os nomes de livros, de produtos, fazem-se promoções e dão-se descontos nas lojas. E, com tudo isso que soaria matutice aos olhos de muitos brasileiros, eles estão mais globalizados que nós…

______________________________________________

* O Procurador Federal Andrei Barros Correia está passando uma temporada em Minho, Portugal, realizando atividades de seu mestrado em Direitos Humanos, e durante sua estada naquele país irá enviar crônicas semanais ao Acerto de Contas, com o relato de suas impressões sobre aquela cidade e país, comparativamente com o cotidiano brasileiro.

Leia a primeira crônica clicando aqui.

A segunda crônica você pode ler aqui.

A terceira crônica, leia aqui.

17 Comentários + Add Comentário

  • Andrei, entre o inglês da Grã-Bretanha (GB) e o dos Estados Unidos da América (EUA) há algumas diferenças de ortografia, que, até onde eu saiba, não são frutos de tentativa de homogeinização.

    São exemplos que me lembro de imediato:

    GB e EUA
    centre e center
    colour e color

    Tem também magnetisation e magnetization, mas eu não me lembro qual é a grafia britânica e qual a americana. Com certeza o número de exemplos é bem maior, mas são esses o que eu me recordo no momento.

    O engraçado, nesses três exemplos, é que a pronúncia é a mesma.

  • Só havia pensado nas diferentes palavras para a mesma coisa, como lift e elevator. Mas, agora que você lembrou, vem à lembrança o caso de centre e center.

    De toda forma, felizmente escrevi “… até onde sei,o inglês…”. Sabia pouco.

  • Andrei,

    Dá mesmo muita vergonha olhar as vitrines das lojas e ler palavras como SALE, 50% OFF, SOLD OUT etc. É aquela malfadada mania do brasileiro de macaquear tudo o que vem de fora (leia-se EUA). Os donos dessas lojas de grife, decerto, devem orgulhar-se disso.

    Curioso é que semelhante imitação barata ocorre com o nosso sotaque. Parece que os nordestinos, de um modo geral, têm vergonha de falar o seu próprio sotaque quando têm como interlocutor um paulista ou carioca, como se estes detivessem a maneira genuína de se falar o português; e passam a falar como se cariocas e paulistas fossem, usando o artigo definido antes dos nomes de pessoas, falando “bom djia”, “tche adoro”, etc. Lamentável isso.

    P.S.: Como dizia o Barão de Itararé, o português é uma língua difícil; a bota é uma coisa que se calça e a calça é uma coisa que bota.

  • Daniel,

    Muito perspicaz o seu comentário. Nota-se, cada vez mais, uma espécie de vergonha no nosso falar nordestino. E uniformiza-se pelo padrão sudestino. Hoje, é possível ser atendido em um HiperBompreço por um funcionário legitimamente pernambucano com um bom djia. Nada de errado nisso, mas soa artificial.

    É diferente de usar tais ou quais termos, pois aí é questão de ser compreendido. Se eu insistir em perguntar por uma parada de ônibus, provavelmente fico sem tomar o autocarro.

    O espaço aqui é democrático e eu perco um tanto a vergonha, portanto vou dizê-lo: ruim no Brasil são as classes superiores. Elas, de regra, somente são melhores no oportunismo. Na capacidade de burlar, de torcer as regras em benefício próprio, de dar péssimo exemplo.

    Infelizmente, ao contrário do que dizia Aparício Toreli: de onde menos se espera, é daí que não sai nada mesmo.

    Geralmente, do passageiro do carro mais caro podes esperar as maiores infrações. Será esperteza?

  • Andrei,

    Gostei dessas suas observações sobre a grafia e a pronúncia de algumas palavras do português “daqui e daí”.

    Gostei muito também da observação da sua professora de que o importante é “escrever bem”, em português daqui ou daí: o que interessa é a busca pela qualidade no conteúdo e na forma, um atributo a ser perseguido quando se escreve em qualquer idioma!

    Acredito que com alguma descontração (e ouvido bom…) dá para nos entendermos relativamente bem com ou sem consoantes mudas.

    Isso me faz lembrar o episódio em que uma conhecida nossa de Lisboa ligou para a nossa casa aqui em Recife e deixou um recado com a nossa “secretária”. Ao voltarmos para casa a nossa “secretária” nos disse que…
    … “Dona Isabel ligou, não entendi bem de onde, só entendi que era de Portugal, e disse que tava esperando por vocês por lá. Disse mais umas coisas só que não entendi tudo o que ela disse porque ela tava falando em inglês”.

    Reconheço que, no começo dos “contactos imediatos” com os portugueses em Portugal (e ao telefone…), a sensação que tenho é essa mesmo que teve a nossa empregada, estão falando em inglês “britânico”: as vogais em Portugal soam muito fechadas mesmo que “António” tenha acento agudo no “o” para alertá-los; as consoantes mudas e a falta do gerúndio não atrapalham tanto.

    Outro “facto” pitoresco aconteceu comigo e mais 4 colegas brasileiros em uma reunião de trabalho nos USA em 1973. Colocaram-nos à mesma mesa junto com 3 médicos portugueses que estavam na mesma reunião porque, supostamente, deveríamos falar a mesma língua; dentro de menos de 10 minutos de tentativas de entendimento optamos por conversar em inglês. Poucos dias depois já nos entendíamos em português com vogais fechadas e consoantes mudas, solidários na insignificância dos nossos PIB’S combinados e sob o olhar “complacente e imperialista” dos anfitriões… e os médicos portugueses, com altivez e humor, nos mostravam que nas lojas em Washington estava escrito “sales”, 10% off”, etc., igualzinho como se escrevia no português do “Brazil”, ah,ah,ah

    Não temo a invasão de Portugal pelo português do Brasil, temo mais a invasão do Brasil pelo inglês e pelo nivelamento por baixo do português caipira, inculto e errado falado no “interiorrr” de São Paulo, Paraná, Goiás etc, contaminado pela “plonúncia” e pela falta de artigos do português falado pelos rurícolas descendentes de japoneses e pelo excesso de “rrr” dos alemães do sul e sudeste do Brasil, já muito imitado por nordestinos pobres que vão tentar a vida no sul e que, na volta à realidade, sentem-se diferenciados das suas origens com somente 4 a 6 meses de estágio no corte da cana ou em trabalhos menos qualificados “lá no São Paulo”.

    Grande abraço,

    Sidarta

  • Devo confessar que me comprazo com o comentário do budista acima. A invasão de Portugal pelo Brasil demandaria mais que as novelas e as picanhas que se podem comer por aqui. Além, é claro, dos cem mil brasileiros que vivem cá.

    A invasão do Brasil pelo inglês tem um problema seriíssimo: não sabemos inglês! Sugiro, por perversidade diletante, que alguém que veja uma vitrine com dizeres em inglês dirija-se aos vendedores nesta língua e tente estabelecer alguma comunicação.

    A língua é um, de vários signos nacionais. Cultivá-los, sem patriotadas piegas e artificiais à Galvão Bueno, é indicativo de alguma seriedade.

    Vê-se por aqui algo comum, por exemplo, nos EUA: bandeiras nacionais em algumas casas. Confesso que me surpreendeu.

  • O lamentável de tudo isso é que no Brasil não se fala nem escreve direito língua nenhuma, inclusive português. Por isso ninguém tem vergonha de usar expressões ou palavras em inglês das quais não sabem o significado, assim como não têm vergonha de falar portunhol.

    Quanto aos sotaques, já tive muita raiva de nordestino que mudava o sotaque porque recebia carta de São Paulo; hoje em dia tenho pena, porque está muito claro que estas pessoas têm vergonha do que são, de sua origem. Eu gostaria de mudar muita coisa no nordeste, mas não tenho vergonha de ser nordestina, de ser recifense, muito menos do meu sotaque, que resistiu a dois anos e meio de vida em São Paulo e um ano nos EUA. Mas reconheço que não é fácil lidar com a soberba do sudeste, principalmente dos paulistanos, pois estes brasileiros acham que nós temos sotaque e eles não. Mas eles agem assim porque também têm vergonha de ser brasileiros e preferem registrar o tempo todo que são descendentes de italianos, espanhóis, etc. Procure um paulistano que tenha coragem de dizer que é filho de nordestino pra ver se encontra, embora este seja o caso de metade da população de lá.

    Ainda não amadurecemos o suficiente para nos livrarmos da síndrome da colônia, por isso o referencial ainda é externo. Mas, pelo menos na reforma ortográfica do português, as colônias se impuseram ao colonizador e Portugal foi o país que mais mudanças terá que efetuar. Portugal deveria se orgulhar disso e não rejeitar, pois isso é prova de que a língua portuguesa está bem viva e não corre risco de desaparecer.

  • Arthemísia,

    A polémica da reforma é sinal evidente de uma língua bem viva, mesmo.

    Ninguém discutirá gramática latina nesses termos, pois o canone encontra-se estabelecido e o latim é língua morta.

    Curioso é que as reformas anteriores foram todas de iniciativa lusitana e o Brasil fê-las con anos de atraso. Agora, inverte-se.

  • Andrei,

    Eu juro que mais de uma vez eu tive vontade de fazer isso o que você sugere: entrar numa loja que tenha frase em inglês na porta e falar em inglês com os vendedores, só para ver o que acontece.

    Quem sabe eu não tomo coragem e ponho em prática um dia desses?

  • Márcio,

    Por favor, quando fizer, conte-me. Nunca tive a coragem, embora sempre tenha pensado.

  • Como nós haviamos conversado, e corroborando com o dito pelo meu amigo Daniel Tabosa em seu comentário, muito pertinente por sinal, tu bem sabes o quanto sou barrista e odeio esses “estrangeirismos”…

    Dia desses estive discutindo com amigos e com o ilustre Professor Michel Zaidan a respeito da lingua portuguesa e a dificuldade de algum trabalho científico escrito em português ter o reconhecimento devido.

    Chegamos a conclusão que o português é falado por países que não possuem lá tanta força economica e talvez por isso o mundo não lê em português nem se esforça nesse sentido.

    Fácil de perceber também é nas relações interpessoais, quando nós brasileiros encontramos algum gringo tendemos a querer entendê-lo e nos fazer entender. Isso NÃO OCORRE, ou dificilmente ocorre, quando se trata do contrário, vc não acha?

    Abração amigo e me espere q eu chego na Espanha pra tomarmos um bom vinho!!!

  • Andrei

    Tenho lido suas cronicas,todas muito pertinentes.A propósito desta última ,como tem sido sua comunicação com os lusitanos? Alguma situação deixou-o desconcertado?

    Agatha

  • Caros Thiago Loureiro e Arthemísia,

    Também sou de Recife e tenho muito orgulho de ser pernambucano. Sou, inclusive, torcedor do Santa Cruz, que talvez disputará uma famigerada série D, entretanto eu não cedo à pressão da TV Globo para torcer por um time do Rio ou SP.

    E a nossa ríquissima culinária? Só aqui se come um excelente cozido (chambaril com pirão e legumes), carne de sol com feijão verde, arroz, macaxeira e manteiga de garrafa, caldinho de feijão. O nosso feijão é feito com jerimum e todos os legumes que o deixam com um sabor ingualável. No Rio, eu comi feijão preparado apenas com água e sal. De sobremesa, temos bolo de rolo, bolo de macaxeira, queijo de coalho com mel de engenho…

    Parece que esse sentimento bairrista, que aqui foi apelidado de “pernambucanidade”, não ocorre , de fato, nos demais estados do Nordeste. É uma pena, pois a cultura da nossa região é tão ou mais rica que a de um estado como São Paulo, que não possui identidade própria. Mas o efeito colônia (como disse Arthemísia) ainda vai perdurar por muito tempo no Brasil.

  • A culinária daria inúmeras crônicas. A pernambucana e a minhota, também. Para mim, é dos assuntos mais relevantes que pode haver, sendo mesmo um sintoma ou indício de vários aspectos culturais e econômicos, que ficariam encobertos.

    Adianto que o bacalhau não algo que se coma dia e noite, que se veja paseando aos pares, nas calçadas, que se anuncie em imensos cartazes.

    É relativamente caro e, quase sempre, de boa qualidade. Falo se supermercados, não de restaurantes.

    Barata e boa é a carne de porco. Sou suspeito, porque esta parece-me a mais saborosa das carnes. Mas, aqui conta-se com uma enorme diversidade de cortes e a carne é mais magra. Essa é a carne do dia a dia.

    Feijões são muito comuns na culinária do Minho, exceto os feijões pretos, que vêm do Brasil. Os brancos e o frade (macassar) são comuníssimos, assim como o grão-de-bico. Arroz também é muito comum.

    O que chama a atenção de qualquer brasileiro é a frequência da batata e dos pães, muito melhores que o nosso habitual.

  • Por engano no preenchimento o comentário foi enviado no nome do próprio autor da crônica (Andrei Barros Correia) Aghata

  • Andrei,

    Gostei da sua sugestão de tentar falar inglês com um vendedor de uma loja em “sales” de um shopping em Recife e ver em que dá.

    Por outro lado, não tenho tipo físico para tal e posso ser desmascarado rápido, mesmo caprichando para imitar o sotaque dos latinos da Florida.

    O seu comentarista de blog Márcio de Moura, que também já imaginou realizar a hilária missão, poderia apressá-la, de preferencia com o dono ou o gerente da loja.

    O budismo é bem-humorado!

    Cheguei a pensar um dia que tinha aparencia de paquistanês (eles falam um ingles peculiar, com vestígios do ingles britanico) até que um burocrata estadual mexicano, bem versado em negócios no Brasil e na Bahia, em uma das vezes em que fui trabalhar lá no México disse-me que eu não parecia com paquistanês, parecia mais com “un diputado da Paraíba”… e na Paraíba ainda se fala português.

    Sou mais parecer com um “diputado da Paraiba” do que me refugiar na paquistanidade, mesmo sendo para tentar me divertir um pouco.

    Grande abraço,

    Sidarta

  • Pegando embalo nos comentários, recebi a visita de dois estrangeiros aqui na minha cidade. Ambos não falavam nada de português. Pois bem, estávamos andando pelo centro, e entramos nas lojas C&A para comprar algumas meias, lembro-me de ter visto anúncios em inglês… Lá dentro, no esperar da fila, tinha uma “empurradora de cartão” aporrinhando um cidadão para fazer o cartão C&A. Meu visitante , antevendo que ela iria falar com ele, me pergunta baixinho o que ela estava fazendo, o que de pronto eu falei. Para a surpresa da “empurradora”, ele tentou manter um diálogo com ela em inglês, e ela ficou com a cara de tacho….. como era de se esperar!

    Seria mais ou menos a reação do vendedor que tem anúncios em inglês na sua loja nao? foi muito engraçado!

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MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).