O leitor/ouvinte da obra executada acima (4’33”, de Jonh Cage) é convidado a transpor o limiar do grau zero da música, a ouvir dentro do silêncio os sons que pertubam a ordem natural do esquecimento.
Segundo um célebre autor, a experiência conduz o ouvinte à condição de turista que percorre o interior de uma câmara anecóica em busca do inaudível som de suas artérias, de seu sistema nervoso, de seu coração, de seus sentidos, de sua música. Na ausência de uma câmara hermética e audição em lugares abertos, os sons emados em cada ambiente serão inéditos, singulares e, talvez, aleatórios.
PS: se o nobre leitor interessou-se pelo conceito acima, sugiro que se deleite com a leitura do artigo contido neste link.
Se vivo fosse, o compositor e escritor Jonh Cage estaria completando hoje seus 98 anos. Abaixo, outra famosa composição de Cage, Water Walk.



Puro LIXO. Fruto daquelas mentes que, à falta de algo concreto para se sobressairem, tentam fazê-lo por meio do bizarro e do achincalhe à inteligência alheia.
André, que tal esta ser a música tema de abertura do programa Acerto de Contas da Rádio Olinda?
Esse pessoal do CFCH, CAC, Centro de Educação, sei não, visse?
hahahahaha André, a galera parece que pegou ar com o negócio
Segundo um anônimo autor, ou seja, EU, a experiência conduz o ouvinte a se perguntar: “eu estou surdo?”, “minha caixa de som está com defeito?”.
Mas, numa era em que chamam “Rebolation”, “Surra de bunda” e “Bicicletinha” de música, os 4:33 de John Cage até que são bem-vindos aos meus ouvidos.
NÃO ENTENDI NADA. Acho que é melhor eu ir dormir.
Vladimir Safatle, da USP, tem um excelente texto sobre Cage, chamado “Destituição subjetiva e dissolução do eu na obra de John Cage”: http://www.oocities.com/vladimirsafatle/vladi086.htm
Perdi 5min da minha vida.
Isso já está muito distante da realidade do ouvinte. É pesquisa musical hermética. Cage sempre teve atrás das “texturas” dos sons, coisa que a humanidade descobriu no século XX, com o advento do sintetizador de da música eletrônica.
Por sinal, o 4’33″ é uma peça que só faz sentido em um contexto, acompanhado de um texto/peça que lhe dê senso. Por si só, não se sustenta. Talvez seja por isso que atraia tanta ira.
Esse é o lugar perfeito pra se soltar uma super bufa, daquelas bem barulhentas que parecem uma mobilete com escape furado e que saem em 4 tempos. pruuuuuu….pruuuuuuuu…pruuuuu…pruuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu.
Quando li achei que estivessem falando de Mortak Kombat, Jonny Cage, sacou??!!!! auhauhauhauhuahauhuahu