
Em tempos de Cirque du Soleil (a 300 reais por cabeça, na promoção), nunca é demais lembrar o modelo excludente da cultura no Brasil. Apesar das moderníssimas leis de incentivo à produção cultural, o que vemos é que as verbas públicas são apropriadas por poucos e a produção advinda dessas verbas se destina a uma parcela diminuta da população. Eis os números do IBGE:
Apenas 13% dos brasileiros freqüentam cinema pelo menos uma vez por ano
92% nunca entraram num museu
93,4% jamais frequentaram uma exposição de arte
78% nunca assistiram a um espetáculo de dança, embora 28,8% saiam para dançar regularmente
90% dos municípios brasileiros não possuem pelo menos um desses equipamentos: salas de cinema, teatro, museu ou espaços culturais multiuso
600 municípios brasileiros não possuem qualquer tipo de biblioteca (405 deles ficam no Nordeste e apenas 2 no Sudeste)
1,8 livro per capita/ano é a média de leitura do brasileiro (contra 2,4 na Colômbia e 7 na França)
25 reais é o preço médio do livro de leitura corrente no país
56,7% da população ocupada na área de cultura não têm carteira assinada
Só para a gente pensar…



A lei 8666/93, deixa brechas para qualquer evento tipo, boy fat slin, ivete, sandy, mas orquestra sinfonica do recife pena para existir, unidades médicas como a do torreão que tem medicina homeopatica, dança, acumpuntura, oficinas voltadas para cultura e reciclagem, estão todas fechadas por jcosta, alegando que não tem dinheiro!!!!
Cultura, previne depressões, reumantismo, e por ai vai…
cultura grátis enche qualquer auditorio e sala no estado, como o cinema da fundaj, que é acessível!!!!
Quanto a isso Bahé, também faço parte dos que nunca assistiram um espetáculo de dança.
E continuarei sem ir.
Ok, Pierre. Continue com as sapatilhas no armário.
Vale salientar que estes dois quesitos abaixo não pode se caracterizar como exclusão cultural.
92% nunca entraram num museu
93,4% jamais frequentaram uma exposição de arte
78% nunca assistiram a um espetáculo de dança, embora 28,8% saiam para dançar regularmente
Uma vez que, pode, se caracterizar em alguns momentos como puro desinteresse de quem não foi e não apenas limitações do país.
Como pôde ser visto pelo próprio comentário de Pierre.
Abs Bahé!
Retificando…
Esses três quesitos.
Estou precisando aprender a contar =D
Pierre Lucena,
Assino embaixo de tudo quanto falou e mais tb sou terapeuta holistico, porem no meu estado o mesmo acontece com a cultura popular, enquanto que ouvir chipanzes gritando e pessoas delirando que estao cantando é triste e ofende aqueles que tem percepçao na vida e para a vida.
Obrigado!
Luiz
Pois é, Bahé, dança é coisa para alvi-rubro (rs).
Bom, brincadeiras a parte, só em grandes cidades como SP e Rio há uma agenda cultural forte com espetáculos e salas de cinema com preços bem populares, quando não gratuitos, sendo uma ótima opção para a população daquelas cidades.
Realmente, pagar 300 contos em um evento que nada tem a ver com nossa cultura, não existe.
Esses tricolores enrustidos…
Êpa, Marcão, me esculhambar dizendo que sou tricolor é lasca mesmo …
Abs.
Pois é, Bahé, dança é coisa para alvi-rubro (rs) [2]
Na boa, eu saio pra dançar meu pé de serra frequentemente além de tocar bateria numa banda de hardcore, pois bem, vamos aos detalhes:
1- que cultura cara da p… é essa? 300 contos (promocionais)?
2 – Existe verba pra politico financiar os proprios correlegionários e cultura? o povo tem ser burro mesmo e ficar alienado com a India da novela.
3- Cinema? o lançamento é 2 “contos” na esquina (DVD)
4- Teatro, concordo plenamente, mas pq ser tão caro? 40 reais em média, so pra quem for de jornalista pra cima né?
5- Lembrem- se que existe segundo o IBGE 42% da população barsileira que ganha até 1 salrio mínimo, ou vão falar de cultura pra todos sem mencionar isso.?
Ps: eu tbm sou assalariado, justifica-se o desabafo.
“1,8 livro per capita/ano é a média de leitura do brasileiro (contra 2,4 na Colômbia e 7 na França)”
Isso realmente é preocupante. Dança, gente pulando dá para relevar. Mas o fato do Brasileiro ler muito pouco explica em parte o blog sobre a democracia múcia.
Bahé,
Claro que a princípio não dá para questionar os números, mas eu acho alguns estranhos.
Só 8% da população brasileira já entrou num museu… Hummm, geralmente as escolas (incluindo as públicas, sim) das capitais (ao menos) levam seus alunos para visitar museus. Só isso dá muito mais que 8% da população. Ainda que seja indiscutível que temos poucos museus.
Só 6,6% freqüentaram uma exposição de arte… Hummm, primeiro é preciso definir o que seja uma exposição de arte. Quando são colocadas obras de artistas plásticos num Shopping, conta? E obras nas ruas? Ou só conta dentro de uma galeria ou museu?
22% já assistiram a um espetáculo de dança… Conta a apresentação de dança das crianças na escola? E as competições de quadrilha? Tem que ter sido num teatro, ou vale pela TV? Dependendo das possibilidades, eu posso estar nos 22% ou nos 78%.
600 municípios não têm qualquer tipo de biblioteca… Isso incluiu bibliotecas privadas? (qualquer é uma palavra muito forte). Mas, considerando-se que muitos municípios são inviáveis, mesmo, eu até esperava um número maior, aqui.
Só 10% (555 mais ou menos) municípios brasileiros têm teatro, cinema, museu ou espaço cultural multiuso? Humm… Pracinha da cidade com TV conta como espaço cultural multiuso? Aliás, mesmo sem TV, pátio da feira, que possa ser utilizado como espaço cultural multiuso conta?
1,8 livros são lidos em média por cada brasileiro, ou são vendidos? De qualquer forma, como tem gente que lê muito mais que isso (eu já li uns 20 ou 25 em 2009), essa estatística é complicadíssima. Muita gente com 0 e muita gente com valores bem maiores que isso. O mesmo acontece na França.
O que é um livro de leitura corrente? Esse é o valor médio dos livros mais vendidos? Porque há vários livros (bons) muito mais barato que isso, como os da L&PM Pocket. Fora que no sebo, o preço médio de um livro é bem menor que esse.
Márcio,
São dados do IBGE, como dito no texto. Mas vou ponderar com você:
1. Temos pouquíssimos museus e a visitação é baixíssima, sim. Acho que você está sendo otimista quanto à frequencia dos passeios de escolas públicas. Afora o número estatístico, o resto é “achismo”.
2. Frequentar uma exposição de arte é bem diferente de atravessá-la. O número se baseia em declarações dos entrevistados, conforme critérios estatísticos.
3. Espetáculos e apresentações são coisas diferentes. Imagino que assistir pela TV não deve valer.
4. Nós teríamos que visitar os 600 municípios para ver se alguém tem uma biblioteca escondida.
5. Se a pracinha ou o pátio da feira forem utilizado como espaço cultural multiuso eles deveriam ser contabilizado. Só lhe digo que você tem viajado pouco ao interior.
6. Quando se fala em “média” pressupõe-se que alguns indivíduos estão acima e outros, abaixo. Não se trata de livros “vendidos” e sim livros “lidos”, segundo declaração dos entrevistados.
7. Você entendeu errado. O item trata do “preço médio corrente”, o termo “livro de leitura” foi apenas intercalado na expressão. Novamente, estamos falando de valores médios. Tenho certeza que dos 25 livros que você leu em 2009 alguns custaram bem acima do valor indicado com “médio” na pesquisa.
Forte abraço.
Bahé,
De uma forma geral eu concordo com você, e meu comentário foi mais para provocar um pouco, e, sim, eu tenho viajado pouco pelo interior de Pernambuco (e nada pelo do Brasil), mas acompanho no DOE (Diário Oficial do Estado de Pernambuco) que toda prefeitura contrata bandas para “abrilhantar” alguma festa popular.
Essas bandas têm que tocar em algum lugar – imagino que no pátio da feira ou na pracinha – logo, um espaço multicultural.
Com relação aos livros lidos, aí entra um problema sério de estatística perto do zero – e a culpa não é sua, mas do IBGE (e de outros órgãos congêneres) em divugá-la. Melhor do que dizer que lê-se no Brasil 1,8 livros por habitante, é dizer que x % da população leu ao menos 1 (ou 2, ou 4, ou qualquer número que se queira) no último ano. Esse dado seria muito mais dramático, além de confiável. Por que seria mais confiável. Como são poucos os leitores que lêem muito, um erro na informação deles pode fazer muita diferença nesta estatística – e eu sou uma prova de que é fácil não saber quantos livros se leu num ano.
Eu acho que o preço médio do livro que eu li até agora foi de uns R$ 35,00 ou R$ 40,00. Mas, de novo, média é uma coisa complicada. A média de 1 e 49 é 25, assim como a média de 20 e 30 e a de 25 e 25.
Um grande abraço.
Caro Bahé
Não se esqueça que ~ 1/3 da população tem analfabetismo funcional, logo a disparidade entre nós e os franceses não é tão grande como parece. Ocorre que um grande número de pessoas não lê simplesmente porque não sabe, e ainda por cima não dinheiro nem para comprar e ficar folheando.
Que o brasileiro realmente lê pouco é fato, mas comparar com os franceses não é lá muito adequado. Enquanto por aqui o passatempo cultural é novela e futebol, lá é ficar lendo e fazendo pose de intelectual. Intelectual fálido diga-se de passagem, visto a crescente irrelevância francesa no cenário econômico mundial desde o início do século XX.
Eu diria que entre quem pode ler fiquemos próximos aos americanos. Não é grande coisa, mas também não é o que aponta a viesada estatística.
E ainda querem acabar com a Carteira de Estudante… Enquanto isso a UNE não diz nada….
Aliás, elegeram mais um estudante-profissional-futuro-político do PCdoB/UJS por lá. VERGONHA!
tsavkko.blogspot.com
Isso tem que continuar, senão como se fará para manter as pessoas votando contra si próprias?
É realmente, o preço médio de um livro de bolso ou uma cartilha é R$ 25,00.