Omeleti, o vizinho interino

set 29, 2009 by     5 Comentários    Postado em: Cultura

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Entre um café e uma broa, trocava palavras com meu amigo Nabucão, que me contou uma história curiosa que anda acontecendo lá da Rua das Bananeiras, número 239. A casa, de paredes azul-bandeira e um alto muro amarelo-gema, não deixa ver com exatidão o que se passa em seu interior. Pela afobação de Nabucão, percebi que se tratava de algo que ele de fato não entendia direito.

Meu amigo balbuciava frases desconexas, das quais pude compreender apenas algumas. Dizia, por exemplo, que na casa de amarelo muro e paredes azuis não se via mais o seu proprietário há um bom tempo. Nabucão supunha com quase certeza, entre uma dentada na broa, um gole no café, um pigarro chuviscador de farinha de broa e a queixa pelo quase-fim de sua garrafa de conhaque, que o antigo morador havia sido expulso da sua casa por uma gangue de saqueadores do bairro de arrabalde.

A única dúvida de Nabucão parecia dizer respeito à condição do novo ocupante da residência. Meu amigo não sabia ao certo se classificava o sr. Omeleti como seu vizinho interino ou seu vizinho de fato. Daí surgiu o gravíssimo problema nas formas dispensadas por Nabucão ao se referir ao seu novo vizinho. Na dúvida, optava pela sinceridade e o chamava de Cara-de-Ovo – ou, simplesmente, Omeleti.

Leitor habitual de Bukowski e Pirandello, Nabucão parecia mais preocupado mesmo era em comprar outra garrafa de conhaque, pois que a sua já em breve findaria, e ele ainda não estava em teores suficientes que o legitimassem a colocar no pobre diabo do Copérnico os efeitos de sua impressão física de que a Terra era redonda, e realmente girava.

5 Comentários + Add Comentário

  • Nabucão tinha que: de fato abri um furo na parede! Pra ver o que de fato acontecia ali. Mas com muito cuidado pra não cega com o mundo dali!

  • Ha ha ha.. Como poeta, você é um ótimo bolivariano petralha. Coincidência ou não, o número da casa é o mesmo nº do artigo da Constituição (sabe o que é?) de Honduras que diz que qualquer vagabundo golpista que tentar fazer o que tentou o “da-mesma-laya”, será deposto sumariamente do cargo.
    Aquele que você gratuita e grosseiramente esculhamba, chamando de omelete, é na verdade uma grande personalidade, guardião da Constituição de seu País, que está tendo a espinhosa missão de, conduzir esse processo até as eleições de 20/11 e tendo que lidar com os piores bandidos da redondeza, como chavez, lula e o próprio laya. Pense um pouco na sua responsabilidade antes de tentar roubar as consciências.

  • Raboni, Nabucão precisa seriamente ir na casa da odete, ou no sampa, ou no escandinávia……..
    ou ele pode ir pra o interior do estado que tem mais opções de “diversão”, . rsrsrsrsr

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MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).