Quem danado é Fela Kuti?

nov 20, 2009 by     4 Comentários    Postado em: Cultura

http://www.youtube.com/watch?v=1XuHZkn0VFs

Conheci a música e a história de Fela Kuti há uns 3 anos, através de um amigo que me mostrou um disco e contou algumas histórias. O som é muito bom, contagiante. Além disso, Fela foi uma grande figura.

Nascido no ano de 1938, em uma família de classe média da Nigéria, foi estudar medicina em Londres, em 1958, mas seu destino era mesmo a música. Estudou no Trinity College of Music.

Sua história de vida é repleta de passagens insólitas.

No início da década de 1970, quando retornou à Nigéria, Fela fundou a chamada República Kalakuta – que era um estúdio e casa para as pessoas ligadas à sua banda (Afrika 70) e, posteriormente, ele proclamou independência à comuna.

Consta que certa vez, em 1974, a polícia ‘plantou’ um cigarrinho de maconha pra prendê-lo (ele era odiado pelo governo), mas ele acabou o comendo, pra livrar-se do flagrante. A polícia o levou mesmo assim, sob custódia, para fazer um exame de fezes e provar que havia maconha em posse de Fela.

Mas ele conseguiu a ajuda de outros detentos, e pegou um punhado de cocô emprestado e o entregou à polícia. Daí ele conseguiu ser libertado. Foi então que nasceu Expensive Shit (“merda cara”).

Mas a insolitude de sua vida não se resume a este caso.

O lançamento de Zombie (que era uma metáfora para designar criticamente os soldados das forças armadas da Nigéria) provocou muito tumulto. O sucesso do álbum enfureceu o governo e resultou num ataque feroz à República.  Em 1978, Fela casou-se com 27 mulheres (muitas ligadas à banda dele, como dançarinas ou vocalistas). O evento marcava o aniversário do ataque à República Kalakuta.

Fela ainda se candidatou à presidência, em 1979, mas sua candidatura foi recusada.

A biografia do camarada é interessantíssima, marcada por uma politização que buscava lutar contra preconceitos, atingir liberdades individuais e difundir a consciência dos direitos do povo negro no mundo.

Sua música também é muito interessante. Mesclando vários ritmos como o Funk, o Jazz e cânticos africanos, criou uma Black Music original para expressar suas ideias e seus sentimentos.

No vídeo acima, Expensive Shit. Abaixo, Zombie.

4 Comentários + Add Comentário

  • Excelente dica, já fui baixar mais… Contagiante mesmo.

  • Valeu pela dica Raboni! Muito bom mesmo. Abçs

  • ” a polícia ‘plantou’ um cigarrinho de maconha pra prendê-lo (ele era odiado pelo governo), mas ele acabou o comendo, pra livrar-se do flagrante. A polícia o levou para fazer um exame de fezes e provar que havia maconha em posse de Fela.

    Mas ele conseguiu a ajuda de outros detentos, e pegou um punhado de cocô emprestado e o entregou à polícia. Daí ele conseguiu ser libertado. Foi então que nasceu Expensive Shit (”merda cara”).”

    Raboni, ja imaginou se ele tivesse pego o coco de alguem que estava preso por ter engolido uns papelotes de cocaina?? Hahahahaha – prisao perpetua, hahahahahaha .
    O som do cara e’ bom.
    Vou engolir uns papelotes pra ver se consigo fazer algo parecido. hahahhahaha

  • O som da copa!
    Que figura.

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MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).