Saneamento da RMR terá administração privada

mar 2, 2012 by     96 Comentários    Postado em: Economia

compesa
Esgoto a céu aberto sob a forma de canais

Sem alarde, o Governo de Pernambuco lançou no ano passado uma consulta pública com o objetivo de realizar uma Parceria Público-Privado do sistema de saneamento da Região Metropolitana do Recife, incluindo também o município de Goiana.

O projeto, disponível na página das PPP´s, é extremamente complexo e envolve um estudo de viabilidade financeira de difícil entendimento.

A ideia, segundo a proposta do Governo, é fazer uma concessão administrativa dando ao novo operador do sistema a manutenção, operação e a responsabilidade pela ampliação e recuperação do sistema de coleta e tratamento de esgoto da RMR.

Em troca desta administração, o parceiro privado irá receber uma taxa de remuneração que será um percentual do faturamento. Este percentual será definido durante o processo licitatório. A remuneração também iria ser baseada em indicadores de qualidade.

Antes de ir aos pontos de análise, é preciso dizer que não há de minha parte qualquer impedimento ideológico em relação a isso. Serviço público não quer dizer que precisamos de gerenciamento público. Para isso servem as concessões. E não precisa ir longe para perceber que a iniciativa privada, quando colocada sob competição de mercado, presta serviços muito superiores aos oferecidos por entidades públicas.

Os exemplos onde a iniciativa privada possui monopólio não servem como parâmetro, porque neste caso o serviço privado pode se tornar algo ainda pior, já que a maximização do lucro será inevitavelmente buscada, e nem sempre é compatível com o interesse do consumidor.

No caso desta PPP, que é assinada pelo Secretário Maurício Rands, é a melhor proposta de política pública que o Governo de Pernambuco fez desde que me conheço por gente. Pouca coisa é mais urgente do que a resolução do problema de saneamento básico na Região Metropolitana do Recife. E se o gerenciamento será público ou privado pouco importa, contanto que o serviço seja prestado.

Por isso acho mesquinho ideologizar este assunto. O importante é atender bem ao cidadão e ao interesse das cidades.

Mas isso é um debate diferente, que não cabe no post. Apenas para entender que o Acerto de Contas é a favor da qualidade na prestação de serviços ao cidadão, não importando se este é de gerenciamento público ou privado.

Voltando ao tema do post, fizeram um estudo com base no Modelo do Fluxo de Caixa Descontado (se tem dúvidas veja aqui), e chegaram a uma taxa esperada de retorno (TIR) de 8,34%. O estudo é da KPMG, que é uma empresa de consultoria independente. Não é uma taxa das mais altas, mas obtendo recursos tendo como referência a TJLP (BNDES) é possível tornar o projeto viável.

Para entender melhor o que estou falando, será preciso ler atentamente o Project Finance da KPMG.

Mas alguns pontos chamam a atenção e outros merecem questionamento:

1 – Aporte de recursos de início são do Governo

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O projeto propõe que o Governo aporte recursos iniciais significativos conforme o primeiro gráfico acima. Seriam investidos mais de R$ 600 milhões em recursos públicos apenas nos dois primeiros anos. A partir de 2016 a matriz de financiamento se inverte, entrando a iniciativa privada com a maior parte. No projeto apresentado pelo Governo, o Estado entraria com R$ 1 bi e o parceiro privado com R$ 3 bi, mas o descasamento dos recursos iniciais favorece o ente privado.

Não há motivo aparente para esta inversão não ser feita em um prazo mais curto.

2 – O sistema tarifário continua distorcido

A proposta não mexe com um importante problema do setor de água e saneamento: o sistema tarifário.

A verdade é que ninguém tem coragem de dizer que a tarifa que é cobrada faz com que o sistema não se pague. Ao contrário da energia elétrica, as empresas de água e saneamento não são um bom negócio, e por este motivo ninguém se interessou por elas nos anos onde se privatizou quase tudo no Brasil.

É a perversa equação onde é muito para quem paga e pouco para quem recebe.

Além disso, o sistema de cobrança é totalmente distorcido em sua base. A conta paga pelos consumidores segue uma lógica inversa de justiça social. A tarifa de água é relativamente muito mais alta que a de saneamento, se colocarmos a proporção de custos envolvida em cada uma.

Aqui em Recife a crueldade se reflete em um ponto: rico tem esgoto e não remunera a Compesa, já que muitos condomínios utilizam água de poço e a tarifa mínima da Compesa é uma piada. Por outro lado, o pobre gasta proporcionalmente grande parte de seus rendimentos com a Compesa, e ainda fica sem o serviço de esgoto.

O projeto deveria mexer com esse sistema de tarifa, mantendo a média de gastos. Dessa forma aumentaria a taxa de esgoto, diminuindo a conta da água. Assim cobraria mais da classe média e menos da população mais pobre.

3 – Obras com a Compesa

Na proposta apresentada, uma parte significativa das obras ficará sob a responsabilidade da Compesa, que repassará, após finalizada a obra, para o gerenciamento privado. O argumento é de que o Estado não pretende aumentar a tarifa ao consumidor, e para isso realizará aporte financeiro através das instalações.

Que o Estado precisará aportar recursos, isso é obvio, mas me parece equivocado o Estado ficar justamente com a parte onde a ineficiência é ainda maior, que é a administração das obras.

Por que ao invés de investir o dinheiro em obras, não deixa esta parte com a iniciativa privada, que constrói melhor e mais barato, e repassa os recursos ao parceiro privado de outra forma? Na proposta o Governo fará a licitação, executará a obra e posteriormente as repassa para a administração privada.

Não seria melhor fazer o inverso? A iniciativa privada faria a obra, e o Governo remunera estes investimentos através de um aumento da receita. Com isso evitaria os constantes atrasos nas obras públicas e provavelmente iria baratear o custo final.

4 – O que será da Compesa?

É obvio que este projeto modifica completamente a forma da Compesa atuar como empresa. Deixará de administrar uma parte significativa dos negócios do Governo e isso deve ter forte impacto no corpo técnico.

Por outro lado, a empresa pode exercer forte influência na administração da iniciativa privada e propor novas formas de concessão, especialmente para o interior, que ficará fora da PPP.

Lembrando apenas que empresa forte não precisa necessariamente ser empresa que gerencia a operação. Basta ver o exemplo do Consórcio Grande Recife. O Estado não tem empresas de ônibus, mas o orgão é responsável pelo gerenciamento o setor como um todo, e tem grande importância nas decisões de Governo.

É preciso ser honesto e dizer que a iniciativa privada está ficando com a parte menos deficitária da Compesa. A parte mais complicada, que seria o atendimento ao interior do Estado, ficou de fora.

A complicada engenharia financeira explica um pouco porque a Compesa nunca foi privatizada por inteiro. Não há interesse da iniciativa privada na operação de água e esgoto.

Opinião do blog

Sei que os funcionários da Compesa devem estar preocupados com o que vai acontecer com a empresa, mas acho que deveriam neste momento se debruçar sobre o que vai acontecer com o novo sistema, e buscar formas de interferir na melhoria da prestação de serviços à população.

Há a garantia do Governo de que ninguém será demitido, e não acredito que seja diferente, já que com a ampliação significativa do sistema será preciso trabalhar em outras áreas dentro da empresa, como a rede de água e a fiscalização dos serviços de esgotamento.

A proposta de universalização do saneamento na RMR é uma política pública da mais alta relevância e reduzir isso a um debate ideológico sobre privatização é esquecer que 70% da cidade do Recife joga seus dejetos nos nossos rios.

E tratar nossos rios como depósitos de lixo é um crime ambiental que nenhum Governo ou qualquer gestor que passou pela Prefeitura do Recife fez questão sequer de falar, como se o problema não fosse com eles.

96 Comentários + Add Comentário

  • Pierre, peço desculpa por trazer aqui o tema da privatização, mas você acabou caindo no jogo dos privatistas. Isso é o que eles querem: sucateiam um sistema até o ponto em que a população passe a crer que, entre um sistema público deficitário e ineficiente e um privado funcional, o segundo seja muito mais preferível. Nega-se a possibilidade de se investir de forma exclusivamente pública no sistema, e dá-se aos empresários o atributo de “cavaleiros da esperança” que “salvarão” a população dos maus serviços até então públicos.

    Foi exatamente assim no caso da telefonia nos anos 90. E da CTU no Recife. E por pouco não foi o caso das universidades federais – estavam sendo progressivamente sucateadas no governo FHC até que o povão fosse convencido de que, entre aquelas universidades públicas a “cair aos pedaços” e as privadas “excelentes” (cuja mensalidade, segundo os neoliberais, não era nada que não fosse resolvido com um FIES), seria “muito melhor” a segunda opção.

    Os neoliberais querem isso mesmo: sucatear, manipular a população e privatizar o patrimônio público.

    No mais, “É” Motosserra mostrou pra que veio: pra transformar o PSB num autêntico partido de direita, e mostrar-se nada diferente, em termos de direitismo, de Jarbas, Mendonça, Roberto Magalhães e outros da antiga coligação PSDB-PMDB-PFL/DEM.

    • Discussão do meu TCC! Fico impressionado como pouco se discute a privatização do Saneamento da RMR…do meu ponto de vista há muito o que se discutir com a sociedade e,principalmente o futuro da Compesa nesse novo quadro que está a ser implantado.

    • Pera aí..

      Mas quem são os neoliberais agora?

      Antes era FHC, depois foi Lula, e agora é quem? Eduardo Campos? Não to entendendo.

      Ou seja, se qualquer texto tem a palavra “privatização” alguem vai falar que é coisa dos NEOLIBERAIS (reitero: quem são?).

      Neoliberal paga bolsa familia, auxilio gas desde quando?

      Revejam seus conceitos.
      Esses politicos (grande maioria) estão aí pra ganhar dinheiro, e isso é FATO!

      • Cada governo teve ou tem sua parcela de neoliberalismo privatista. Mesmo Lula, que,
        se não me engano, fundou as bases pra privatização de aeroportos que estamos vendo por aí.

  • Tenho alguns colegas na COMPESA e os mesmos já tinham me falado desta PPP. Sou economista e tentarei analisar este Project Finance da KPMG e postarei aos poucos o resultado aqui.

  • Porque nunca se fala em reduzir tributos e impostos, já que ppp’s são remuneradas pelos serviços prestados?

    • Ótima pergunta Fred3..

      Esse é o X da questão!

  • Durante anos o PT ideologizou radicalmente a questão das privatizações, fez disso uma arma mortal contra os adversários e hoje esse mesmo partido, descobre como que por encanto que privatizar serviços deficitários é uma forma melhorar a preatação do serviço.

    Por exemplo o que era a CELPE antes da privatização?
    Um cabide de emprego para apadrinhado politico, um sangradouro de recursos e um caixa dois para o governo cobrir buracos.

    O que é a CELPE hoje? Uma empresa como outra qualquer que presta um bom serviço e obviamente visa seu lucro.

    Tudo é uma questão de visão. Não vejo nesse intento do governo nenhum bicho-papão.
    Sabemos que a questão do saneamento sempre foi crônico.
    É um problema com várias vertentes negativas e o estado demonstrou historicamente que não consegue avançar na questão.

    Essa retórica de “cair no jogo dos privatistas” é pura falácia e empobrece o debate.

    • O PT sempre foi contra a venda do patrimônio público a preços de banana.

      Essa PPP nem passa perto disso.

      Como no caso dos aeroportos, não há nenhuma venda de patrimônio.

      • Martins
        O principal patrimônio de uma empresa é seu negocio e este está sendo privatizado.
        O que nao há nada de errado nisso.
        Como disse, o importante é prestar um bom serviço.

        • Nesse caso, Pierre, seu raciocínio não se aplica porque o negócio da Compesa, o saneamento, simplesmente não existe hoje em dia.

        • A oportunidade de negócio existe, mas não é explorada

        • Exatamente. O espírito da PPP é permitir que as empresas viabilizem a oportunidade de negócios, que hoje não existe porque não há saneamento, e depois a explorem.

          É totalmente diferente de vender patrimônio baratinho.

        • Martins
          Isso para mim não faz a menor diferença. O importante é atender bem ao povo.
          Não precisa discutir semântica comigo

        • Não é semântica, Pierre.

          Exemplo. Quem comprou a Vale levou pra si, por um preço irrisório, todas as riquezas minerais do subsolo brasileiro.

          Isso é bem real. Não é jogo de palavras.

      • Martins, é privatização do mesmo jeito não adianta querer racionalizar.

        E olhe que nem sou contra!

        • Sintomático: Eduardo entrega ao um petista, Mauricio Rands, a privatização do saneamento.
          De repente os petistas tornaram-se experts no tema.

  • Em 500 anos, quase nada foi feito pelo saneamento.

    Essa PPP é uma grande oportunidade.

    Vamos esperar os resultados.

    • Grande oportunidade?

      Grande oportunidade de ladroagem, só se for.

      • Qualquer obra pública é uma grande oportunidade de ladroagem.

        • Está aí a transposição do S Francisco que o diga.

    • Também acho Martins.

    • Oportunidade de alguns encherem o bolso a despeito do bem comum. As UPAS estão aí de exemplo!!!

    • Martins Água e saneamento caminham juntas, não tem como separar, agora é comprovada a incompetencia do Estado nesta questão, admiro um governo que se diz “socialista”, vender agua e privatizar o saneamento da venda!

      Quanto vai custar para o consumidor final? E veja que o governo vai economizar muito dinheiro da saúde!

      O Estado faz de tudo para que a população nao acumule capital, é impressionante isso!

      Brincadeira qualquer agencia de regulaçao para isso!

      Espero que de certo, gostaria muito de um Brasil com saneamento básico!

  • Onde entra a SANEAR nessa história? (http://www.recife.pe.gov.br/pr/sanear/) Atualmente estão (PADILHA & CONSULTORES ASSOCIADOS EM GESTÃO EMPRESARIAL LTDA) elaborando o PCCD pela bagatela de R$ 72.072,00

    • Essa mesma empresa elaborou o PCCD da EMPREL pelo precinho de R$57.657,60 e aos poucos está ficando vazia devido a grande evasão de funcionários e falta de investimento nos funcionários. Ficando assim o cenário ideal para terceirização de todo o funcionalismo tecnológico da PCR. Inclusive já contrataram até uma Fábrica de SW para atuar na EMPREL.

      “Contratação de serviços técnicos especializados de documentação, desenvolvimento e manutenção de Sistemas e Aplicativos que tenha JAVA e PHP como tecnologia predominante a serem executados em regime de Fábrica de Software, visando atender às necessidades da EMPREL. Para dimensionamento das demandas será utilizada a técnica de Análise de Pontos de Função, padrão do IFPUG, com validade de até 12 (doze) meses, de acordo com as especificações e condições constantes do Anexo II – Termo de Referência do Edital em nome da empresa CAST INFORMÁTICA S/A, com valor global de 5.963.850,00 (cinco milhões, novecentos e sessenta e três mil, oitocentos e cinqüenta reais)”

      http://www.recife.pe.gov.br/diariooficial/exibemateria.php?cedicacodi=12&aedicaano=2012&ccadercodi=2&csecaocodi=7&cmatercodi=1&QP=emprel&TP=

  • PPP é apenas uma nova forma de se escrever a palavra “privatização”.
    É uma entrega do setor de saneamento as empresas como Andrade Gutierrez e Odebrecht, pois serão elas as ganhadoras do processo, basta ler os termos e entender.

    Uma série de problemas há neste sistema de PPP, entre eles:

    1. Não foi estudado opções além da PPP
    2. O governo entrará com 70 % de toda a verba aplicada
    3. A Compesa continuará a aprovar todos os projetos antes das obras
    4. Os indicadores que norteiam as ações da empresa privada são falhos.

    Para Compesa, a PPP no sistema de esgotamento da RMR, representará o sucateamento de todas as outras áreas como serviço de abastecimento de água e os outros sistema de esgotamento do estado, pois o lucro é muito alto no sistema de esgotamento, enquanto nas outras atividades o prejuízo é certo.
    Em outras palavras, será a destruição da Companhia, e quem sofrerá com isto será a população.

    É, com certeza, uma devolução do setor público aos investimentos que as grandes construtoras fazem nas campanhas eleitorais.

    • Qual o benefício que a Compesa representa para a população?

      O que ela fez pelo saneamento desde que foi criada?

      • Pois é. Agora ela pode ser privatizada. Se fosse há 15 anos seria um crime!!!!!

        • REACIELEGO!!!

          KKKKKKKKKKKKKK!!!

          HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA!!!

          Esse Robson é uma gréia!!!

        • Robson, vai estudar o que significa ironia. Depois você inventa um neologismo!!!

      • O reacielego também caiu na lábia dos privatistas.

      • Martins, estas ficando sarcástico, A vale e a celpe, paga muito de impostos e o imposto de renda nunca morde menos!

        28% icms na conta da Celpe, é para se f…..!

        O efeito cascata de impostos é absurdo!

      • Diga-se de passagem que a Compesa é nada mais , nada menos do que Governo do Estado de Pernambuco, logo………..

    • Gilberto, a COMPESA já está praticamente sucateada!

      O serviço prestado (principalmente no Recife) é uma calamidade !!

      Se a iniciativa privada vai resolver ou não, não tenho bola de cristal pra saber. Mas ficar como está hoje é burrice..

  • Agora aquela expressão ” e quem vai querer essa M…” faz todo sentido

  • Conforme comentado anteriormente, sou economista e farei algumas análises sobre o estudo da KPMG.
    Vejamos o seguinte: na página 7, fala-se de investimentos de 4,3 bilhões, sendo 3,3 bilhões de responsabilidade do parceiro privado e 1 bilhão de responsabilidade do parceiro público. Será que essa informação representa toda a verdade, ou é só uma parte dela? Pelo que li do estudo, a COMPESA também entra com seu sistema pronto e gerando receitas no negócio. Tantarei calcular quanto representa o valor desse sistema da COMPESA atual. Pelo que meus colegas da COMPESA falaram, o mesmo tem um grande valor e gera receitas que subsidiam o interior do estado. Vejamos os próximos capítulos.

  • Encontrei uma pista para calculra o valor atual do negócio da COMPESA. Na página 47 (lado direito em cima) fala-se que no primeiro ano a população atendida é de 22%. Sendo assim, para atingir a universalização de 81%, serão necessários mais 59%. Fazendo uma regra de três simples, considerando que para fazer 59% serão necessários 4,3 bilhões, então os 22% da COMPESA valem 1,6 bilhão. Opa!! Então agora temos 4,3 bilhões + 1,6 bilhão da COMPESA. Vejamos os próximos capítulos

  • Continuando, temos até agora 5,9 bilhões, sendo 4,3 bilhões (3,3B privado + 1B público) mais 1,6 bilhão da COMPESA. Vamos observar mais atentamente o valor de 3,3 bilhões que será colocado no negócio pelo parceiro privado. Na página 68 (balanço patrimonial, esquerda, parte de baixo) do estudo da KPMG aparece o valor chamado CAPITAL (EQUITY) que é o valor que será aportado pelo parceiro privado. Interessante notar que este valor só vai até 1,094bilhão, ou seja, arredondando, o parceiro privado entrará com um aporte, que pode ser financiado, de no máximo 1,1bilhão. Então de onde vem o valor de 2,2 bilhões que está faltando para completar os 3,3bilhões. Vejamos os próximos capítulos.

  • Descobri!!! O valor de 2,2bilhões que estava faltando para completar os 3,3bilhões que serão aportados pelo parceiro privado virá do (surpresa!!!) FLUXO DE CAIXA DO NEGÓCIO. Observem nas páginas 71 e 72 que o negócio já gera um bom EBITDA que contribui em muito para os investimentos. Vejamos os próximos capítulos.

  • “E não precisa ir longe para perceber que a iniciativa privada, quando colocada sob competição de mercado, presta serviços muito superiores aos oferecidos por entidades públicas.”

    Deve-se tomar muito cuidado com o mecanismo de privatização. A iniciativa privada oferece melhores serviços quando são colocadas sob competição de mercado, com esta frase específica eu concordo. Mas passar de monopólio estatal para monopólio privado, que foi o que aconteceu, é burrice.

  • Caiu a ficha!!!! Como o negócio de esgoto não é tão bom assim, foi feita essa engenharia financeira para viabilizá-lo, ou seja, fazer do zero e cobra tarifa depois para amortizar os investimentos não parece ser interessante, teria uma TIR muito inferior, que não atrairia investidores privados. Resumindo os cálculos anteriores, temos o seguinte:
    1,6 bilhão representa o negócio da COMPESA atual;
    1,0 bilhão será aportado pelo governo do estado para que a COMPESA faça algumas obras;
    1,1 bilhão aportado pelo parceiro privado (financiado);
    Considerando os valores acima, percebe-se que a COMPESA e Governo do Estado entrarão com 70% e o parceiro privado aportará 30% e os restantes 2,2 bilhões oriundos do FLUXO DE CAIXA tem origem proporcional aos valores de 70% público e 30% privado. Que negócio legal!!!. Fazer PPP para alavancar apenas 30%!!!! E ainda deixar a COMPESA com dificuldades financeiras maiores que as atuais!!! Vejamos os próximos capítulos.

  • Conheci os Rios, Sena, Tâmisa, Tejo entre outros na europa e fiquei embasbacado com a limpeza e higiene e navegabilidade daqueles rios. Vendo o nosso Capibaribe e o Beberibe concluo como nosso povo é de tamanha ignorancia ao permitir esse descalabro e nada cobra do poder público. Em suma a culpa de tudo isso é nossa que passamos a vida elegendo esses feitores da miséria nacional. E tome “bolsa miséria” que com certeza é a atual fórmula da reeleição.

    • Perfeito!!!! É o que sempre digo: No Brasil as coisas são como são porque tem muita gente ganhando com essa situação!!!

    • Arretado o exemplo Severino!

  • Opa, Opa, opa!!! Raciocinem comigo. Foi feita toda essa engenharia financeira para atrair o parceiro privado. Será que ele continuará tendo incentivo financeiro após passada a licitação para fazer o restante do esgotamento da RMR?. Há um grande risco aí. Após a licitação, quando o empresário sentar na cadeira de dono do negócio, ele já terá ganho o melhor, sem desembolsar absolutamente nada, que é o negócio atual da COMPESA e mais 1 bilhão em obras que serão feitas pela COMPESA e bancadas pelo Governo do Estado. Quando ele rodar novamente o fluxo de caixa, claro que o mesmo fará essa operação pois não é burro, cairá novamente na natureza do negócio de esgoto. Ou seja, fazer o restante do zero para amortizar com as tarifas e consequentemente com uma TIR muito baixa, bem abaixo das taxas de renda fixa. Me pondo no lugar dele, seria melhor ficar empurrando as obras com a barriga e pegar o dinheiro que está entrando no caixa e investir em outra coisa, pois esgoto não dá retorno que compense o investimento. Não sei se os governantes atentaram para esses riscos, mas seria bom que ficassem ligados!!!!

    • Pelo andar da carruagem, esse negócio das PPP’s rende muito dinheiro para os políticos, e a conta como sempre sobra para nós contribuintes, pois teremos que pagar cada vez mais serviços caros. Previdência privada, educação privada, saúde privada, segurança privada e vem mais pedágios, não se espantem se daqui a algum tempo nós vamos ter que pagar o ar que respiramos!
      Esses empresas vão concorrer com quem?

  • Vendo Dudu privatizar tudo, me pergunto : Pra quê porra de Estado ? Pra roubar parte de nosso dinheiro,repassar parte para o setor privado (empresas de coleguinhas)?
    Se for assim é melhor deixarem de cobrar impostos.Que os moradores de cada rua negociem com as empresas os valores dos serviços. Certamente sairia mais barato ao cidadão que pagar fortunas em impostos para os governos deixarem todos os serviços se deteriorarem para, finalmente, apresentarem a solução mágica da parceria público privadas, tão aclamadas nos países nórdicos e no Canadá, principalmente na saúde e educação.

    • “Que os moradores de cada rua negociem com as empresas os valores dos serviços.”

      Alexsandro, isso definitivamente não iria dar certo nem na teoria no Brasil. Se fosse num país mais ordeiro e com um povo de verdadeiro espírito cívico e comunitário, poderia até dar certo na prática.

      No Brasil, a falta de educação e disciplina do povo somada ao costume do jeitinho, da malandragem, do “levar vantagem” e do “se dar bem a todo custo” só iriam trazer problemas. Os moradores da rua iriam querer dar o golpe nas empresas prestadoras de serviços. As empresas, por sua vez, iam passar 10 anos e ainda fazer um serviço porco jogando piche por cima da rua e ainda iriam cobrar uma fortuna. Depois, os moradores colocariam a empresa na justiça e o processo passaria mais uns 10 anos mofando em algum armário até que algum barnabé-que-acha-que-é-pobre resolvesse fazer o favor de julgar. Isso sem contar os engraçadinhos que iriam querer alegar danos morais, materiais, pessoais, virtuais, sexuais…

      E outra, 1 mês depois a obra já estaria toda pichada e destruída e, se houvesse algum bem de valor na obra, provavelmente, já teriam roubado. Além disso, qualquer chuvinha detonaria a mistura de piche e areia de praia que a empresa jogou na rua.

      Definitivamente, no Brasil, deixar o serviço público na mão do povo é o mesmo que deixar os animais tomarem conta do zoológico. Com toda a desgraça, eu prefiro que a porcaria do nosso Estado faça as coisas (ou faça de conta que faz) mesmo que nós paguemos 100 vezes mais com a corrupção. Pelo menos, alguma coisa (mesmo que muito pouco) termina sendo feito (mesmo que mal feito).

      O brasileiro vive em sociedade por que é o jeito. O espírito público no Brasil está tão extinto quanto os mamutes. Isso aqui é o país do “cada um por si”. A regra aqui é: “tente levar vantagem o máximo possível, enganar a todos, mentir e dissimular e sugar da sociedade e do Estado tudo que puder. Faça um doutorado em picaretagem e trambicagem. Depois se faça de vítima, coloque a culpa na sociedade cruel, dê piti, faça charminho, recorra aos direitos humanos e peça na justiça uma indenização milionária.” Pronto. Seu lugar na parte brasileira do céu está garantida. É só dar um jeito de subornar São Pedro para furar a fila e pegar um bom lugar com vista para o mar.

  • A questão do saneamento do Grande Recife é vergonhoso… Jaboatão não tem nem 5 % de sanemaneto. A maior parte da população vive literalmente na merda e sai mandato e entra mandato e os prefeitos e governadores fazem da conta que não é com eles.

    Só de alguém ter a iniciativa de resolver este grande problema já é válido, independentemente de ser público, privado, PPP, via marcianos, etc. Na minha opinião, será a principal obra da história no Grande Recife.

    E lembrem que saneamento não é gasto e sim investimento, pois cada real gasto em saneamento economiza alguns reais em saúde.

    • Meu caros, o que eu vejo é que todos estão com o mesmo discurso e acreditam veemente nele. Quem garante que o problema do saneamento vai ser resolvido em 12 anos na região metropolita? São os mesmo políticos que garantiram todas as outras coisas não cumpridas?

      Por outro lado, tentam apontar os funcionários da Compesa como pessoas preocupadas unicamente com seus empregos. Quando, na verdade, eles exercem uma atividade importante que é o de atender a sociedade oferecendo dois bens essenciais: água e esgoto. E, por isso, estão sempre preocupados com a população.

      Do mesmo modo, a PPP no setor de infraestrutura é verdadeiramente prejudicial – quando não bem estudada – pois estes setores possuem áreas superavitárias e deficitárias. Como neste tipo de empreitada se privatiza apenas uma parte da empresa. Não é preciso pensar muito para se imaginar qual está sendo vendida.

      • Esse aí sem dúvida é do sindicato dos funcionários da Compesa.

  • Vamos preço absurdo da taxa de saneamento,Eduardo Campos privatizou a Celpe e hoje taxa de energia e absurdo,vamos relatar a verdade e que a Compesa está sendo sucateada desde governos de Miguel Arreas e ETA e ETE sofreram poucos investimentos onde registro quebrado passar anos para serem comprados,e cidades aumentando a demanda de agua e esgoto e investimentos em rede de esgoto a Compesa deixou de fazer por determinação politica dos governantes.Na intenção de querer privatizar e jogaram os politicos dentro delas com intenção de eleger só aliados do governadores que passavam pelos mandatos.A compesa arrecada 1,2 bilhão e no consegue ter projetos para saneamento com intenção dos governador de investir para beneficiar falimismo .O fato é que o governador sempre alimentou a idéia de transferir determinados serviços públicos para a iniciativa privada, como forma de escapar da responsabilidade social e penal pela má prestação dos serviços.

    • Eduardo Campos privatizou a Celpe, diz o mal informadíssimo comentarista acima. Não sabe de nada.

      Por mais que Jarbas negue, foi seu governo que privatizou a Celpe.

  • Mas Pierre, me diz uma coisa.

    Por esse modelo de PPP, haverá competição entre empresas pela prestação do serviço?

    Ou cairemos no velho e terrível monopólio privado?

  • Na verdade, a privatização da Celpe fora tentada mais de uma vez ainda no Governo Miguel Arraes (1995-98), mas encontrara enorme resistência exatamente do segmento da oposição estadual capitaneada pelo PMDB e o PFL, que, evidentemente, não desejavam ver os recursos provenientes da privatização daquela companhia nas mãos de seus adversários políticos.

  • Exato. Jarbas impediu Arraes de privatizar a Celpe e realizou a privatização em seu governo.

  • Quem era secretario do Governador Miguel Arreas de maior poder politico era quem?Eduardo Campos

    • E daí?

  • ANALFABETO POLITICO E FODA.

    • Analfabeto político é quem diz que Eduardo Campos privatizou a Celpe.

      • Mama na tetas do estado e por isso que a favor de Eduardo,já vir esses tipos de pessoas defendendo seus banca despesas sem dar prego no barra de sabão.Foi Eduardo uns primeiros a começar a privatização da Celpe,e no governo atual privatizar o Centro do Hemope.

        • Aaaaah, diante dos fatos inegáveis, você já mudou completamente seu discurso torto.

          Antes, afirmou que “Eduardo privatizou a Celpe”.

          Depois, confrontado pela óbvia inverdade histórica, migrou para “Eduardo foi uns dos primeiros a começar a privatização da Celpe”.

  • Água + saneamento = conta, imagine na hora de fazer a leitura com funcionário da compesa ou da ppp’s!

    Vai sobrar para quem?

  • Um dos projetos do Estado de Pernambuco é privatizar o EXPRESSO CIDADÃO.

    Agora eu pergunto: precisa privatizar isso pra funcionar bem?

    Respondo: NÃO. Basta o governador ir ali no Rio Grande do Norte pra ver a coisa funcionando sem ter sido privatizada.

  • Diante de uma classe política desgastada, onde impera a corrupção, a falta de moral, de ética e transparência, só posso crer que tem gente ganhando muito com essas PPP’s, e nós como sempre somos chamados para pagar a conta.

  • Voltando a analisar novamente o documento da KPMG, encontramos mais algumas coisas estranhas, que realmente caracterizam um capitalismo sem risco. Vejamos o seguinte: na página 11 existe um diagrama do modelo do negócio. Neste diagrama aparece um tal de AGENTE FIDUCIÁRIO que será responsável pelo recebimento de todo o dinheiro que entra na COMPESA. Dessa forma, o parceiro privado receberá sua parcela primeiro, independentemente de como estejam as outras despesas da COMPESA. Tem prioridade até sobre o salário dos próprios servidores. Vejamos os próximos capítulos.

  • Sou operador de sistemas da empresa concursado e contratado desde abril de 2008. Em fevereiro de 2010 criamos o Blog Diário Compesiano para combater os desperdícios das bilionárias arrecadações da nossa Compesa praticados pelos nomeados do governador para o executivo da Companhia. Ninguém vê prestação anual de contas da empresa. Nós apenas supomos pelas informações informais advindas da própria diretoria. A Compesa vem ano após ano batendo recordes nas arrecadações. Porém toda a folha de pagamento de todos os compesianos, não alcança 18% do que é arrecadado. A empresa paga um piso salarial menor que 650 Reais.Somos humilhados, assediados, perseguidos, constrangidos, e muitos de nós perderam a própria vida em acidentes de trabalho por falta de EPIS. As PPPs está chegando na Compesa apenas para “esquentar os cheques” dos gastos desordenados do que arrecadamos todos os anos. Pois atualmente a diretoria alega que em 2011 foram gastos com “serviços terceiros”(só Deus sabe o que isto quer dizer) mais de 151 milhões de Reais. Com o advento das PPPs estes números ultrapassarão os 250 Milhões de Reais. Sinceramente? É melhor privatizar logo! Para acabar com desmoralização administrativa de uma empresa. Compesa, Pra moralizar, tem de privatizar. Esta é a minha opinião.

    • Tô pra ver funcionário público que não se diga humilhado, assediado, perseguido e constrangido.

      • Não substima a explicação, Martins, voce pode se processado futuramente!

      • Martins,

        O respeito a opinião do próximo é elemento chave da Democracia. Por princípio, temos que acrediatr na palavra do outro. Querer ser tratado com respeito e não respeitar quem está do outro lado não condiz com liberdade de pensamento e expressão. Democracia é discordar do meu opositor, mas morrer lutando para que ele continue dizendo isso.

  • Na página 42 do estudo consta o seguinte: No primeiro ano da PPP, a COMPESA perderá 50% da receita, pois 50% já irá para o parceiro privado. No segundo ano, a COMPESA perderá 70%, ficando apenas com 30%. Do terceiro ano em diante a COMPESA perderá 90% da receita de esgoto da RMR, ficando com apenas 10%. Mas será que esses 10% realmente existem? Os colegas da COMPESA uma vez me informaram que a adimplência da RMR gira em torno de 82%, ou seja, o dinheiro que realmente entra no caixa (arrecadação) representa 82% do faturamento. Observem nesta mesma página 42 (lado direito, abaixo) que a base de apuração das receitas do parceiro privado é o faturamento, ficando o risco de inadimplência com o parceiro público. Considerando o que foi dito, chegamos a conclusão que a parte da COMPESA de 10% não existe. É o que se chama faturamento “podre”. E além disso, terá que ir buscar o restante para completar o pagamento ao parceiro privado na arrecadação da água. Vejamos os próximos capítulos.

  • É logico o que está escrito na página 26. A leitura dos hidrômetros e entrega das contas, onde já houver esgoto, ficará a cargo do parceiro privado, pois assim ele poderá aumentar o faturamento, mesmo que não haja a efetiva arrecadação. Haja faturamento “podre”. Quanto mais, melhor e sem risco de inadiplência.

  • O DIÁRIO COMPESIANO MAIS UMA VEZ HOMENAGEIA UM GUERREIRO COMPESIANO QUE TOMBOU EM PLENA BATALHA, QUANDO LUTAVA BRAVAMENTE PARA ABASTECER DE ÁGUA OS MILHARES DE LARES NAS REGIÕES DO LITORAL SUL DE PERNAMBUCO. EVERTON ADRIANO ARAÚJO DELGADO. 24 ANOS DE IDADE. SERVO DO DEUS ALTÍSSIMO NO QUARTEL GENERAL DA IGREJA BATISTA MISSIONÁRIA EM BARRA DE JANGADA, JABOATÃO DOS GUARARAPES. EVERTON FOI UM COMPESIANO HONRADO QUE DEU O SEU MELHOR PARA PODER ATENDER PLENAMENTE A DEMANDA HÍDRICA E SACIAR A SEDE DO POVO ABASTECIDO PELA REGIONAL COMPESIANA DA COORDENAÇÃO DE PRODUÇÃO DE PIRAPAMA. PARA O GUERREIRO E COMPANHEIRO EVERTON ADRIANO. AS NOSSAS SINCERAS HOMENAGENS. E PARA SEUS FAMILIARES NOSSAS CONDOLÊNCIAS DE INTENSA DOR, POR ESTA PERDA IRREPARÁVEL E INSUBSTITUÍVEL. DEUS O ESTÁ ABRAÇANDO NESTE EXATO MOMENTO.

  • NA COMPESA,RECORDAR É VIVER(OU MORRER).EM MENOS DE 12 MESES 3 OPERADORES MORTOS EM ACIDENTE DE TRABALHO,E A DIRETORIA DA COMPESA,ALIADA AOS PELEGOS DO SINDURB,NÃO FEZ NADA EM PROL DAS VÍTIMAS OU DE SEUS FAMILIARES.
    De acordo com o secretário executivo de Recursos Hídricos, Almir Cirilo, que sobrevoou a região hoje junto com representantes da Comissão de Defesa Civil de Pernambuco (Codecipe), é comum acontecerem rompimentos de açudes na região, no entanto, é a primeira vez que o acidente registra vítimas fatais. “Os dois açudes juntos têm a capacidade de armazenar cerca de 40 mil metros cúbicos de água”, revelou ao completar que o Rio Sucarvão subiu aproximadamente três metros.clique aqui Diário de Pernambuco
    O corpo do operador de sistemas da Compesa, Erivaldo Henrique de Lima, 55 anos, continua desaparecido. Ele foi levado pelas águas de três açudes que estouraram em Camocim de São Félix, no Agreste, na madrugada desta sexta-feira (13). O Corpo de Bombeiros permanece realizando buscas na região.

  • NOTA DO DIÁRIO COMPESIANO: ESTE ACIDENTE COM O OPERADOR DE SISTEMAS ERIVALDO, ACONTECEU POR VOLTA DAS 6 HORAS DA MANHÃ DO DIA 13 DE AGOSTO DO ANO PASSADO 2010.QUANDO O COMPANHEIRO PREPARAVA-SE PARA TERMINAR O EXPEDIENTE DELE. 7 MESES DEPOIS,NO DIA 15 DE MARÇO,ENTRE AS 15:00hs E 16:00hs,FOI A VEZ DO OPERADOR DE SISTEMAS, UIRU LOBO,SER ENCONTRADO MORTO, DE FORMA MISTERIOSA,POR TRAUMATISMO CRANIANO,COMO ATESTOU O LAUDO DO INSTITUTO MÉDICO,NO RESERVATÓRIO DO MONTE, LOCALIZADO NO MORRO DO MESMO NOME,PRÓXIMO AO BAIRRO DOS BULTRINS EM OLINDA. E NOVAMENTE A FAMÍLIA DO COMPANHEIRO SE VIU EM SITUAÇÃO DE ABANDONO POR PARTE DA DIREÇÃO DA COMPESA,QUE NÃO MOVEU UMA PALHA PARA LIBERAR O CORPO DO OPERADOR NO IML QUE SE ENCONTRAVA EM MOVIMENTO DE GREVE,E A LIBERAÇÃO SÓ ACONTECEU NO 6º DIA,APÓS A MORTE DO TRABALHADOR COMPESIANO.
    O NOVO PRESIDENTE DA COMPESA,O DR.ROBERTO TAVARES,QUE ASSUMIU A PRESIDÊNCIA DESDE O DIA 5 DE JANEIRO DESTE ANO 2011,ESTÁ SEGUINDO A RISCA AS INSTRUÇÕES DO ANTECESSOR DELE,O TAMBÉM “ILUSTRE” EX PRESIDENTE JOÃO BOSCO,QUE AINDA É SECRETÁRIO DE RECURSOS HÍDRICOS DO ESTADO E PERMANECE COMO PRESIDENTE DO CONSELHO NA COMPESA. EMPRESA DE SANEAMENTO QUE SENDO DE ECONOMIA MISTA,DEVERIA SUBMETER-SE A CLT,MAS PREFERE CRIAR AS PRÓPRIAS LEIS,PELAS QUAIS TRAFEGA.OPERADORES MORRENDO EM ACIDENTES DE TRABALHO,E NENHUMA PUNIÇÃO PARA A DIRETORIA,UNICA E EXCLUSIVA CULPADA PELAS MORTES DOS TRABALHADORES. COM A PALAVRA O GOVERNO DO ESTADO.

  • Martins, vamos falar sério.

    O que o texto do Edmar levanta não é só a questão do desemprego. Mas a questão do sub-emprego. Tenho vários amigos que se sujeitaram a ficar em sub-empregos nas piores condições depois de formados só para dizer que estão empregados em alguma coisa. Resultado: o cara passa a vida nesses empregos meia-boca, não sai disso e nem tem condições (tempo e dinheiro) para tentar uma coisa melhor.

    E o pior de tudo é que muitas pessoas que conheço já se acomodaram em sub-empregos e se contentam com qualquer coisa. O cara passou 4, 5, 6 anos numa graduação e se contenta em ganhar R$ 2000 pro resto da vida. Para as estatísticas oficiais, está empregado. Porém, na prática, é mais um dentre milhões que chega no fim do mês sem dinheiro pra nada e, provavelmente, vai correr para o crédito “fácil” deixando os bancos (ainda) mais ricos. Esses dados o governo não fala pra não pegar mal, se não desfaz o conto de fadas do governo onde tudo é lindo e maravilhoso. Basta ler a parte básica da Constituição pra ver a palhaçada que é esse país e como o povo é enganado.

    Talvez, de fato, nunca antes no Brasil o nível de empregabilidade esteve tão alto. Esse é o discurso oficial. No entanto, o que realmente coloca esses números para cima são os sub-empregos, que, aí sim, existem em fartura, e não os empregos de qualidade, com bom salários e com certa estabilidade. O Brasil hoje é o país do sub-emprego e da sub-renda (com exceção dos políticos e barnabés que se lambuzam com dinheiro público e pouco (ou nada) produzem).

    Bom, mas veja bem: se um cara que está no topo da carreira pública ganhando seus R$ 20 mil, trabalhando 6 horas com todas as regalias do mundo tá achando que não dá pra viver com essa grana e querendo fazer greve, imagina quem ganha seus R$ 1600 (que é a média do trabalhador) e ainda tem que trabalhar 10 ou 12 horas por dia? (sem contar os problemas “exteriores”: transporte público sucateado, violência, altíssimo preço de moradia nas cidades grandes, alto custo de vida em geral, etc etc). Lembre-se que nem todo mundo tem papai rico pra dar apartamento, carro e herança. Quem tem, fica tudo fácil, é só viver fazendo de conta que a vida é difícil. Conheço vários que ganharam TUDO dos pais. Aí dá pro cara até arrumar um trabalho voluntário só pra fazer de conta que trabalha, já que tudo caiu do céu. Bancar o bem sucedido com o dinheiro do pai é fácil.

    No Brasil, viver bem e honestamente com um sub-emprego e sem o bolsa-herança ou bolsa-golpe-do-baú, só na propaganda enganosa do governo.

    • OBS: Esse comentário é uma resposta a um comentário do artigo seguinte. Saiu aqui por erro.

  • É muito material para pesquisa e pro tce!

  • Saneamento dar retorno e porque não se pratica?

  • Só uma última observação. Como foi mostrado pelo Pierre, a COMPESA ainda ficará com a incubência de executar obras vultosas nos primeiros anos da PPP. E como se sabe, podem ocorrer toda sorte de problemas, pois todos reconhecem que as empresas públicas não são tão eficientes nas construções. Mesmo assim, como está escrito na página 31 (lado direito), caso os prazos das obras não sejam cumpridos, a COMPESA terá que pagar de qualquer forma a receita frustrada ao parceiro privado.

  • Concluíndo, temos:
    -A COMPESA e o Governo do Estado entrarão com 70% dos investimentos com grande risco desse valor se tornar 100%;
    -A empresa não terá nenhum risco para obter sua receita e consequentemente seu lucro.

    Eu não sei bem como classificar este tipo de privatização. É uma nova modalidade, que nem agência reguladora tem, pois certamente a ARPE não enchergará este ente. Deve aparecer nas contas da COMPESA como um custo com serviços terceirizados. É uma espécie de capitalismo sem qualquer risco.
    Como Pierre, também concordo que as empresas privadas podem prestar bons serviços, mais precisam de, no mínimo, uma regulação atuante. Pelo menos na època do PSDB tomaram o cuidado de privatizar as empresas por inteiro, com as partes ruins e boas. Depois foram criadas as agências reguladoras, que bem ou mal, conseguem manter alguma coisa sobre controle. Mas privatizar só o filé e sem regulação? Deve ser invenção dos novatos na área, como o PT e PCdoB, pois ainda não entendem muito do negócio e fazem atabalhoadamente.

    • Prof. Décio,
      Eu arriscaria uma palavra para o que está acontecendo.
      Não é privatização;
      Parceria é que não é;
      Para mim só existe uma definição: PARASITIZAÇÃO.
      Não sei nem se essa palavra existe, mas é o que melhor define. É o ato de colocar empresas parasitas dentro de empresas públicas deficitárias, visando só o filé, com garantia de todos os lucros!!!!!!

  • Excelente texto.

  • Sou funcionário da COMPESA com mais de 20 anos de serviços na Empresa. Usarei aqui o pseudônimo de Pedro.
    Alerto, diferente do que foi inicialmente colocado neste blog, de que a PPP do Saneamento não é uma questão ideológica, nem de defesa de empregos públicos ou de outros supostos privilégios. Proponho que analisemos a questão por dois aspectos fundamentais: o da LEGALIDADE e o do RESPEITO AO PATRIMÔNIO PÚBLICO.
    Iniciemos pela questão da legalidade. No Brasil, as chamadas PPP´s foram regulamentadas pela Lei 11.079, que em seu art. 10 estabelece:
    “A contratação de parceria público-privada será precedida de processo licitatório condicionada a:
    I – Autorização de autoridade competente, fundamentada em estudo técnico que demonstre:
    a) a conveniência e a oportunidade da contratação, mediante identificação das razões que justifiquem a opção pela forma de parceria público-privada;”
    Considerando, também, os incisos II e IV do art. 10 da referida lei que definem, respectivamente:
    “ II – elaboração de estimativa do impacto orçamentário-financeiro nos exercícios em que deva vigorar o contrato de parceria público-privada “ .
    “ IV – estimativa do fluxo de recursos públicos suficientes para o cumprimento, durante a vigência do contrato e por exercício financeiro, das obrigações contraídas pela Administração Pública.”
    Em outras palavras, deveria ter sido realizado estudos de viabilidade com as diversas alternativas para se universalizar o saneamento. Entretanto não foi isso que ocorreu. Afirmamos que houve simplesmente a escolha da PPP, pois tais estudos não foram produzidos, fato pelo qual não foram publicados, desrespeitando claramente os princípios legais.
    A ausência das estimativas de impacto orçamentário-financeiro e do fluxo de recursos públicos (no caso oriundos de receitas da COMPESA) que foram ignoradas, também, representa outro elemento da ilegalidade do processo.
    Abordaremos agora a questão do respeito ao patrimônio público. Nesse quesito, retornaremos a mencionar, mais adiante, os incisos II e IV da Lei 11.079.
    O foco atual de discussão é o saneamento da RMR. Entretanto, a COMPESA não atende apenas a RMR. Na verdade, quase todas as cidades do Estado são atendidas pela COMPESA, que opera sistemas de água e esgoto, tanto superavitários como deficitários. É aí que entra novamente a necessidade das estimativas de impacto orçamentário-financeiro e do fluxo de recursos públicos, presentes nos incisos a pouco mencionados.
    Uma vez perdida uma importante parcela superavitária (receita de esgoto) da empresa compromete-se, em todo o Estado de Pernambuco, o atendimento do restante da população. Inviabiliza-se dessa forma o subsídio cruzado que é a “alma” do sistema tarifário das empresas de saneamento do país. Essa situação revela a o que afirmamos, falta de respeito ao patrimônio público. Espero ter contribuído para o debate

  • Professor Décio Pavão, PARABENS pela brilhante contra-argumentação. Gostaria muito de recebe_las. Querer dizer que esse tema é meramente técnico e não político, para mim é ocultar a realidade. No nosso país o Estado ainda é uma figura altamente fragilizada e sem condições de sequer fazer um contrato de curto prazo que penalize/criminalize uma empreiteira privada por obra pública mal feita, como é que vai repassar responsabilidades para um ente privado que, em última instância visa o lucro máximo e não o bem comum, e dizer que tem condições de obrigá-los a cumprir o que foi pactuado??? O que está pra acontecer com a COMPESA e que já aconteceu com a saúde é a transferência de responsabilidades e uma visão equivocada de querer promover o capitalismo as custas do Estado…a revelia do necessário debate com a sociedade e ocultando interesses que o professor Décio desvendou os mais visíveis, sem ainda apontar os invisíveis, que talvez apareçam nas campanhas eleitorais ou em diligências do MP,PF etc. Água, Saneamento, Saúde etc, são deveres do Estado e não um mero negócio a ser explorado por entes privados, sejam eles monopólios ou não. Se o Estado brasileiro é deficiente, é porque os interesses privados ainda predominam no seu gerenciamente, mesmo que não sejam necessariamente os de empresas constituidas.

  • sou da compesa do interior do estado do agreste e fico preocupado como vai ficar o interior. tem cidade aqui que o apurado mau paga a conta de luz da compesa das elevatoria. sera que nossa situacao aqui vai ficar pior. algumas elevatorias já sao uma sucata hoje. imagine sem esse dinheiro da capital.

  • Parece ser um decisão acertada. Mas, a fiscalização publica no serviço prestado pela concessionária do serviço deve ser exemplar, aí que o bicho pega!

  • Pessoal,

    O Decio Pavão fez uma analise Exemplar.
    Assim vejo o sequinte: VÃO PRIVATIZAR OS LUCROS E ESTATIZAR OS PREJUÍZOS.

  • Se cuida PT!!!!
    Se cuida PT!!!!
    Privatização logo do SANEAMENTO!!!!!
    Desse jeito vocês vão arrumar discurso para a OPOSIÇÃO!!!!!

  • Não apenas o PT deve se cuidar. Todos os partidos ditos de esquerda da base aliada (PCdoB e PSB) devem abrir o olho. Ao permitir que o “Governador Sol” (lembram de Luís XIV – O Rei Sol – que afirmava: O Estado sou Eu) inviabilize todo o restante do funcionamento da COMPESA no Estado de Pernambuco, eles serão alvos das permanentes denúncias de sucatemaneto da empresa pela Sociedade Civil e, fundamentalmente, pelos funcionários da COMPESA que verão no seu dia-a-dia a falência da empresa e a impossibilidade de atendimento das mínimas demandas solicitadas por essa mesma população. Assim, Senhores Deputados Estaduais, Lembrem-se: OS SEUS CARGOS NÃO SÃO VITALÍCIOS. DEPUTADO TRAIDOR NÃO MERECE ELEITOR

  • Finalmente, gostaria de lembrá-los que a empresa responsável (chamada de Consórcio Proponente) pelo vil modelo de negócio foi a Andrade Gutierrez. Esta empresa entrará no leilão de um negócio que ela idealizou para depois ganhar. Será que isto tem valor moral, ou mesmo legal. Mas, lembremos também que esta empresa é responsável por vultuosas somas no financiamento de camapnhas políticas pelo Brasil afora. Eu creio que no Palácio do Campo das Princesas deve existir alguém com pretensões políticas bem ambiciosas.

  • esse projeto é uma verdadeira PIADA.
    12 anos pra sanear a região metropolitana do Recife???puta que pariu, macacos me mordam!!!

    12 anos (ainda seria muito), era pra sanear o estado inteiro.

    o governo de Pernambuco investe uma parcela medíocre das suas verbas pra obras de saneamento básico.
    a prefeitura nem se fala.

    as desculpas são sempre a mesma…

    “a licença ambiental não sai nunca”
    “não tem dinheiro”
    “não é de responsabilidade da prefeitura, e sim do governo”
    “não é responsabilidade do estado, e sim do governo federal e o seu PAC”

    e vão empurrando com a barriga.

    saneamento básico = o assunto que é a maior vergonha de todos os pernambucanos.
    pra maconha o povo faz marcha.
    quero ver marcha pro saneamento básico.

  • É muito triste constatar que o discurso feito pelo Governador e seus séquitos surtiu o efeito desejado. Dizer que é necessário tomar atitude para resolver o problema da falta de saneamento, ninguém contesta, mas daí a esconder ou tentar mascarar que só assim pode resolver tudo, é no mínimo, tendencioso e injusto com a história escrita pelos técnicos da COMPESA..
    A priorização de recursos direcionados para o saneamento nunca foi decisão técnica e todos sabem disso. Se a COMPESA foi capaz ao longo de décadas, de construir, projetar e administrar os sistemas de água e esgotos públicos, por que seria diferente com os sistemas de esgotos?
    Por que não se captar recursos e priorizar os esgotos como se fez e faz, com água?
    Mais injusto ainda é acusar os empregados da COMPESA de corporativistas, pois pelo que sei, se será entregue para a iniciativa privada, a parte mais rentável da Empresa, a preocupação dos empregados é a de não saber como vão ficar os sistemas deficitários, como mantê-los sem aumentos significativos de tarifa, como garantir o atendimento da população de mais baixa renda, atendida pela tarifa social.
    E isso é uma preocupação justa que está sem resposta aceitável nessa proposta tão atraente para o privado, quanto prejudicial para a COMPESA.

  • fracassos em eletricidade e saneamento mostraram que é preciso dar maior atenção ao efeito das tarifas sobre a população pobre.
    O Brasil, assim como outras nações em desenvolvimento, a partir dos anos 90, seguindo a cartilha do FMI e do Banco Mundial privatizaram as suas deficitárias empresas estatais para investidores privados eficientes – hoje a filosofia já não mais é a mesma, especialmente quando se trata de empresas de energia e água – .
    Os investidores que antes se mostravam dispostos a correr o risco de colocar dinheiro em geradoras de eletricidade do Brasil ou empresas de saneamento da Àfica, estão recuando. O financiamento de projetos de energia por bancos comerciais no mundo em desenvolvimento , que chegou ao pico de US$ 25,9 bilhões em 1998, já no ano passado (2002) não passou de US$ 5,7 bilhões, conforme números da Dealogic, empresa britânica que acompanha esses dados.

    Com a privatização, as consequências foram, aumento de tarifas, lucros maiores para empresas estrangeiras e corrupção política, o que fez com que os consumidores se sentissem enganados.

    Na Bolivia por exemplo, aumento de tarifas geraram manifestações violentas de protestos contra uma concessão para tratamento de água, o mesmo ocorreu no Peru em relação a projetos privados de eletricidade.

    Levantamento de 2001 em 17 países latino-americanos, feito pela Latinobarómetro, descobriu que 63% dos participantes do estudo achavam que a privatização das estatais não tinham sido benéficas.

    O resultado dessa decepção generalizada dos investidores, é que, por toda a África, Ásia e América Latina, alguns contratos de privatização estão sendo renegociados e uma série de projetos – concentrados em administração de estradas e pedágios, geração de energia, tratamento e distribuição de água – foram cancelados. E poucos projetos novos estão em andamento.

    Nem tudo foi fracasso nas privatizações
    As privatizações na área de telefonia tiveram muito mais sucesso que os prjetos de água e energia. No caso da telefonia, a tecnologia e a concorrência, permitiu a oferta ao público de serviços mais baratos e de melhor qualidade.
    NO caso de água e luz, devido a sua natureza, fica mais difícil essa concorrência, são mais adequadas ao monopólio.
    Quem construiria redes de saneamento ou linhas de transmissão e distribuição de energia paralelas para competir entre si?.
    Para o consumidor os serviços de água e luz barato é um direito e não um privilégio, consequentemente a privatização nessas áreas tem sido um foco de descontentamento da população.

    Os entusiastas da privatização no Banco Mundial – que é o “testa-de-ferro” usado pelas nações ricas para influenciar políticas econômicas nos países pobres – estão a questionar, o que deu errado?.
    “Certamente há muito exame de consciência sendo feito no momento”, é o que diz Michael Klein, diretor do Banco Mundial para o desenvolvimento do setor privado.
    Mas sobretudo, dizem agora, os investidores e o próprio Banco Mundial precisam prestar muito mais atenção ao feroz aspecto político da privatização e especialmente aos efeitos do aumento de preços sobre a população pobre e descontente.

  • Água é um direito nosso! Nela, Dudu não bota as mãos!

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MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).