Breve comparação entre as economias de Lula e FHC

mar 1, 2007 by     18 Comentários    Postado em: Economia

Reveladora a matéria que a Folha traz hoje, comparando os números do crescimento econômico dos governos Lula e FHC. A divulgação do PIB de 2006, ontem, pelo IBGE, possibilitou uma comparação justa: primeiros 4 anos de um versus primeiros 4 anos do outro. E o resultado não surpreende quem acompanha de perto a economia: tivemos mais do mesmo.

A taxa média de crescimento dos dois governos ficou em míseros 2,6%. O crescimento do PIB per capita nos dois períodos também se assemelham (1,2% para Lula, contra 1% para FHC). E por quê??

Não houve diferença praticamente nenhuma nos pilares da política econômica liberal: juros altíssimos, superávit primário sufocante.

Os números que Lula se orgulha tanto (reservas cambias de quase US$ 90 bilhões e recordes sucessivos nas exportações) são fruto do momento econômico mundial e não mérito brasileiro.

Só que a crise da bolsa chinesa desta semana demonstrou que vivemos uma punjança instável. E que a China adquiriu um peso tão grande no mundo que, se alguma coisa sair errada por lá, vamos todos para o buraco. Inclusive, os Estados Unidos.

Veja a matéria da Folha clicando no link abaixo.

A economia brasileira cresceu 2,9% em 2006, disse ontem o IBGE. Com isso, apesar do discurso do “espetáculo do crescimento”, sob o primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula (2003-06) da Silva, o PIB do país cresceu, em média, 2,6% ao ano, igualando a taxa média de expansão da economia nos primeiros quatro anos de mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-1998).Na segunda gestão de FHC (1999-2002), a expansão média da economia brasileira foi menor -2,1%. Em oito anos de governo do PSDB, o Brasil cresceu 2,3%, em média.Se numericamente as taxas de crescimento são parecidas -e insuficientes para um país em desenvolvimento e aquém da média mundial-, o perfil da expansão sobre os dois governantes é distinto.

No governo Lula, destacaram-se o consumo (alta média anual de 2,5%) e o investimento (3,4%) no lado da demanda e a indústria (3,6%) no da produção. Mas agropecuária cresceu menos (3,4%).

Nos dois governos FHC, o principal ponto negativo foi o baixo crescimento industrial, mas, no primeiro mandato do tucano, consumo e investimentos foram bem, favorecidos pela estabilidade pós-Plano Real. As exportações, por sua vez, cresceram mais no segundo governo do ex-presidente.

“O segundo governo FHC foi de taxas mais baixas porque o cenário externo foi muito mais negativo. Teve ainda a crise de energia, em 2001, e a de 2002, provocada pelas eleições. Mas me parece que o crescimento agora é bem mais consistente, sem o controle da taxa de câmbio [do primeiro governo FHC] e com os fundamentos mais sólidos”, disse Paulo Levy, economista do Ipea, órgão do Ministério do Planejamento.

Para Celso Toledo, economista da MCM, não há diferença entre os dois governos, que não foram capazes de acelerar o crescimento.

“Tivemos o mesmo tipo de política econômica, com ênfase na estabilidade e no controle da inflação. Isso mostra que o Brasil cresce só o que consegue. Precisaríamos de outro tipo de medidas, como diminuição da carga tributária, para sair desse patamar”, disse Toledo.

Levy disse ainda que faltou ao governo Lula avançar em reformas para ampliar o crescimento.

Para Rebecca Palis, gerente de Contas Nacionais do IBGE, “realmente não tem muita variação entre as taxas [de crescimento de Lula e FHC], mas, para fazer uma análise, é preciso ver o que aconteceu em cada período”. E acrescentou: “Depende muito do cenário interno e externo”.

O governo do PT começou em 2003 já sob os reflexos da crise detonada pelo receio da vitória do então candidato Lula, quando linhas de crédito se fecharam ao país e houve fuga de capitais. O cenário fez o BC elevar juros e estagnar a economia, que naquele ano cresceu só 0,5% e viu consumo e investimentos caírem -1,5% e 5,1%, respectivamente.

A economia recuperou-se em 2004 -4,9%, com crescimento do investimento (10,9%), do lado do consumo, e da indústria -7,9%. O BC de Lula foi acusado até pelos mais ortodoxos de errar a mão no conservadorismo em 2005 e abortar um crescimento maior. Já em 2006, o vilão foi o câmbio, que fez cair o volume exportado (o que conta no PIB, já que em valores elas subiram por causa dos bons preços das commodities) e o desempenho da indústria.

No caso de FHC, a história se divide entre antes e depois do regime de câmbio fixo, abandonado em 1999. Até então, a indústria sofreu no primeiro mandato e cresceu, em média, apenas 1,2% ao ano, com invasão de importações, cujo crescimento médio no período foi de 13,4%. A taxa superou a das exportações -3,4%-, e o país acumulou déficit comercial e em conta corrente.

O consumo, por sua vez, subiu (3,7% na média anual) sustentado no aumento da renda e na estabilidade dos preços. O investimento subiu 4,4%, na esteira do investimento estrangeiro em aquisições e no país e nas privatizações.

O jogo virou em 1999 com a mudança do regime cambial. Cresceram exportações -9,7% na média anual- e as importações caíram (3,8%). Com o câmbio livre, a indústria reagiu um pouco -alta de 2,3%- e a agropecuária cresceu num ritmo acelerado (5,4%) graças às exportações.

Na segunda gestão de FHC, um tropeço comprometeu o crescimento: o racionamento de energia de 2001, que levou o PIB a subir apenas 1,3% no ano e a indústria a se retrair em 0,5%.

PIB per capita

No primeiro governo FHC e no de Lula, o PIB per capita (divisão do produto pela população) também aumentou numa taxa parecida -1,2% e 1%, respectivamente. No segundo mandato de FHC, foi menor -0,6%. O IBGE pondera, porém, que o crescimento populacional foi menor nos últimos anos, o que pode ter elevado o PIB per capita.

No primeiro governo FHC e no de Lula, o PIB per capita (divisão do produto pela população) também aumentou numa taxa parecida -1,2% e 1%, respectivamente. No segundo mandato de FHC, foi menor -0,6%. O IBGE pondera, porém, que o crescimento populacional foi menor nos últimos anos, o que pode ter elevado o PIB per capita.

18 Comentários + Add Comentário

  • Ola, Bahé. Escrevo aqui um comentario ao seu post do dia 26 de fevereiro, sobre materia preconceitusa da Folha de Sao Paulo em relacao aos cortadores de cana. Gostei muito de sua analise, mas so queria lembrar que esta visao preconceituosa nao é exclusiva dos paulistas nao; nossos usineiros proprietarios da midia local rezam pelo mesmo catecismo. Veja o editorial do nosso JC da época das eleiçoes para Presidente:

    Jornal do Commercio
    Edição de 15/10/2006

    Esmola vicia o cidadão

    (…) O atual governo, que pregava mudanças sérias e não cosméticas no modo brasileiro de fazer política e de governar, criou e desenvolveu o programa Bolsa-Família com a louvável intenção de fazer uma mínima redistribuição de renda entre os mais miseráveis. Um programa assim só teria sentido emergencialmente, enquanto se azeitassem as máquinas de um grande projeto de desenvolvimento capaz de gerar riquezas, empregos, prosperidade, não só nas zonas rurais, com suas vítimas e sobreviventes de secas centenárias e outros flagelos criados pelo homem, mas também em cidades inchadas por uma migração forçada e desordenada.

    Em vez do prometido espetáculo de desenvolvimento do presidente Lula da Silva, o que vemos é uma longa estagnação, com juros altíssimos e carga tributária que sufoca as classes médias e encurta os salários dos trabalhadores em geral, através de uma política econômica que vem desde pelo menos o primeiro mandato de FHC. Empresários não têm ânimo nem incentivo para investimentos produtivos e, conseqüentemente, eliminam-se postos de trabalho e não são criados novos. O poder público também não investe como deveria e gera o espetáculo do atraso. O que eterniza a dependência do Bolsa-Família e contribui para dar ao programa uma conotação eleitoral, reeditando a política coronelista de ?combate às secas?, que tantos votos rende desde a República Velha.

    O que se constata ultimamente é que o Bolsa-Família sem o prometido espetáculo de desenvolvimento está, segundo a sábia predição do nosso sanfoneiro-mor, viciando o cidadão. Quem está recebendo a esmola governamental tende a acomodar-se e não procurar outra fonte de renda. É o que se está constatando, desde o início da colheita e moagem de cana na nossa Zona da Mata. Na área canavieira, engenhos e usinas necessitados de mão-de-obra estão com dificuldade para obtê-la em quantidade suficiente. Em busca de uma explicação para tal retração, descobre-se que beneficiários do Bolsa-Família estão preferindo ficar em casa a pegar no duro do corte de cana. Com uma renda mínima garantida pelo dinheiro governamental, dá para ir levando.

    Muitos bolsistas justificam a não-procura de emprego nas usinas pela dureza e baixa remuneração do trabalho, além de sua sazonalidade: cinco a seis meses por ano. De todo modo, a situação é estranha e anômala, embora líderes dos canavieiros achem que os usineiros estariam preferindo ir buscar mais longe mão-de-obra mais barata.

    Qualquer que seja o governo eleito no final deste mês, sua prioridade urgentíssima terá de ser uma correção em políticas que só têm conduzido o País a ficar muito atrás de outros emergentes, como China, Índia, Coréia do Sul e até a vizinha Argentina. Precisamos é de criação de empregos duráveis, desenvolvimento sustentável, o que só poderá ocorrer com novas políticas. Manter indefinidamente um programa assistencial que incentiva a indolência e vicia não engrandece nem gera progresso para o Brasil.

    • Realmente Ana Paula Maravalho, a reportagem do Jornal do Comércio se contradiz no seu próprio texto quando alega não ter crescimento econômico justifica o programa Bolsa-Família, ou seja, “o mar não está pra peixe” então não adianta apenas “ensinar a pescar” é necessário prover um minímo de renda para que este povo possa sobreviver, sem ser explorado de forma desumana.

  • Uma comparação mais atualizada:
    http://visaopanoramica.wordpress.com/

  • Olá !
    Bom artigo este comparando governos FHC e Lula, mas precisa ser atualizado. Sugiro um novo artigo com dados atualizados e que incluam Geração de Empregos, Ensino, Infra-Estrutura, Dívidas Interna e Externa, Desigualdade social, Saúde Pública, PIB, etc.
    Att.

  • Bem ai só fala da economia, não foi citado o que o G. Pacheco colocou, acho o Blog ainda esta incompleto, deixando a desejar, fundamentos rasos, enfim… falta muita coisa, ai só foi citado 5% da duvida, falta o resto…

  • Gostaria de uma atualização geral das informações como:
    - saúde
    - educação
    - real situação da dívida externa
    - dívida interna
    - projetos
    Somente a mídia poderá mudar ainda mais este país, com a apresentação dos resultados de ambos para a população brasileira.
    Na minha visão, tivemos um país antes de FHC, e outro com LILS.
    Não sou entendido do assunto, mas o governo FHC foi o que modificou e trouxe a viabilidade da estabilização.
    Hoje acredito somente na imprensa, sendo a única arma que dispomos para orientação.

  • Para os que solicitaram mais informações com comparação entre os dois governos, segue uma dica:

    http://www.paulohenriqueamorim.com.br/?p=27022

  • Sua comparação é parcial e tendenciosa.
    TODOS os outros comentários criticam isso.
    Se quer que seu blog seja freqüentado tome cuidado com a veracidade das informações.
    As pessoas acessam a internet para se informar melhor.
    De manipulações já basta VEJA, Folha e similares….
    Já já terá que mudar o nome do blog…
    Mais competência na próxima vez.

  • Blá blá blá de tucano invejoso. O governo LULA é disparado o melhor governo que já tivemos um muitos e muitos anos. SEm privatizar nada, o CARA, triplicou o PIB para 1,5 tri, investiu em todos os setores estimuilando a indústria e resgatando a industria naval, investiu na PERTROBRÀS e achou o PRé-sal, pagou a dívida externa, incluiu 50 milhões de pessoas tirando-as da miséria e criando um mercado interno vigoroso, fez um caixa de 250 bi, abriu mercados no mundo inteiro, criou o PRO-UNI, criou 14 faculdades e 214 cursos técnicos, ufa… peraí que tem mais: Baixou os juros, derrubou a inflação, obteve respeito e credibilidade internacional e nos colocou de volta no caminho do desenvovimento atraindo investimentos internacionais. Wel… Se você acha que isso é igual ou é apenas fruto da politica econômica tucana, eu só tenho a dizer que você ou está de sacanagem ou é um completo tapado. Abs

    “O BRASIL DE VERDADE não passa na gLobo – O que passa na glOBo é um braZil para TOLOS”

    • vc age com a emoção e não com a razão, qual era o indice de inflação que o nosso atual governo pegou ja que ele não fala de inflação real e quando ele assumiu o governo avia um país parado por greve em todos os setores da economia e também é verdade sua não só a globo mais todos os veículos de comunicação estão proibidos de fazer qualquer denuncia a um governo que omite os numeros verdadeiros, tem muitas greves acontecendo ai e não se fala nelas por ex: a nossa caixa,inss,bb orgãos federais na.
      Na ultima crise mundial que dizem que o Brasil se saiu bem não caucularam o quanto as montadoras mandaram em bora .
      Não estou indignado com o governo Lula, a Dilma é bem mais transparente talves ela abra o entendimento de muitos lulistas

  • Que estabilidade é esta de fhc-serra , vocês estão loucos?? Eles derrubaram da estratosfera a inflação para zero% por meio de artifícios monetários e impondo uma grande perda aos trabalhadores, mas a base da economia estava totalmente minada, tanto que quando os fhc-serra passaram o governo p/ Lula-Dilma, a inflação já estava a 12,53% e 27,5% a taxa de juros (sem controle e voltando para a estratosfera, como tinha ocorrido nos demais planos de artifícios monetários).

    Lula-Dilma é que consertaram o país, então, que continuidade é esta ?? Fundamentos de Macroeconmia são iguais para todos, o que muda é a dosagem e a capacidade de quem avalia. Lula e Dilma nunca disseram que inventaram a macroeconomia e sim que sabem aplicá-la muito melhor do que aplicou fhc-serra, além de diversas outras muitas diferenças ..

    Em 1994, Itamar Franco, com o Real (com alto preço pago por nós trabalhadores pelas perdas salariais) levou a inflação a quase zero e fhc, por artifícios, a manteve baixa até 1997-1998, quando tudo já indicava sua tendência de subir e artificialmente eles seguraram por causa da eleição em 1998. Foi quando o Amigo Bill, liberou verbas do FMI para que o BRAzIL de FHC não quebrasse e “impôs” como condição a adoção do ajuste fiscal, com metas de inflação e câmbio flutuante, além da LRF – Lei de Responsabilidade Fiscal, ou seja, nem a estabilidade é obra os tucanos.

    Depois das eleições a inflação só fez subir, de 1,65% para 12,53% quando foi passado para Lula-Dilma, que aí sim consertaram o Brasil de fato, com inclusão social, distribuição de renda, abrindo novos mercados pelo mundo e sem artifícios, mas com muito trabalho, apesar de todas as armações da imprensa golpista para demonizar o seu governo e o PT.

    Mas a verdade, uma hora aparece. ninguém pode enganar todo mundo o tempo todo. A não ser que o sujeito queira ser enganado. O que não acredito que seja o caso dos navegantes que aparecem por aqui.

    Taxas de inflação anualizadas:
    1998 1,65%
    1999 8,94%
    2000 5,97%
    2001 7,67%
    2002 12,53%
    2003 9,30%
    2004 7,60%
    2005 5,69%
    2006 3,14%
    2007 4,46%
    2008 5,90%
    2009 4,30%
    2010 4,50%

    (fonte: IBGE)

    Assim sendo, companheiros, reflitam muito bem, não caiam em esparrelas e não rasguem seus votos em outubro.
    O futuro do país do futuro, que já é presente, depende só de vocês.

    Abs

    Ah, já ia me esquecendo: O LULÃO também criou mais de 14 milhões de empregos com carteira assinada (até agora), levou Luz Elétrica para Todos e iniciou o mais revolucionário programa habitacional de todos os tempos no país, o Minha Casa Minha Vida. Devo estar esquecendo algo, mas já está de bom tamanho, para mim. C quer mais????

  • Outra comparação Lula x Fhc em formato powerpoint

    http://cambuca.ldhs.cetuc.puc-rio.br/~miguel/lula_fhc_alckmin.pps

  • O neoliberalismo do PSDB/DEM

    A ética do lucro, da mais valia, vigente e globalizada no modelo neoliberal em que o mercado coordena a economia e condena qualquer ação econômica do Estado, é caracterizadamente de natureza capitalista selvagem. Capaz enquanto não se apresenta uma crise, como a crise econômica de 2008, quando somente os países em que o estado tinha melhores condição de intervenção na economia, através de mecanismos de incentivos à produção e consumo e manutenção de renda foram capazes de atravessar essa crise sem grandes prejuízos. Países historicamente disseminadores do capitalismo de mercado fizeram grandes intervenções, o que sepulta o ideal neoliberal de um Estado mínimo.

    “Vemos nos últimos anos, no cenário mundial, precisamente na América Latina, a conturbação do sistema político por forças externas que não querem a soberania, nem a nacionalização dos países desse continente. Querem governos que defendam os interesses externos e não de seu povo, e com isso, torná-los eternamente dependentes do capital estrangeiro.
    Em nosso País, houve uma onda de entreguismo que tem como sinonímia: globalização e neoliberalismo. Nos oito anos de ´governo´ de FHC, houve a privatização de empresas públicas e operantes, tipo Vale do Rio Doce, de sistemas público-estratégicos como a telefonia e sistema elétrico, com a desculpa de que o Estado teria que ter responsabilidades com outros setores. ´Foram na onda´ da globalização.”[1]

    Sempre se utilizam de muitas desculpas, algumas até aceitáveis, como na época foi muito utilizada a desculpa de que os recursos da privatização seriam utilizados para pagamento da dívida, infelizmente algo muito estranho aconteceu que a dívida ao final do governo era maior e o país estava subjugado ao FMI.

    Sem contar reformas que atingiram somente o povão, como a reforma da previdência, mesmo que necessária, implementada somente para participantes do regime geral, que já tinham benefícios limitados a valores baixos e destinada a trabalhadores de baixa renda, com retirada de direitos adquiridos que passaram a chamar de expectativa de direito. E que hoje os próprios classificam como a maior injustiça já praticada contra os trabalhadores na aposentadoria, o fator previdenciário. Se era verdadeira a desculpa de saneamento do déficit da previdência, porque FHC nem tentou fazer a reforma da previdência do regime especial, muito mais necessária e urgente? Seguramente porque atingiria uma parcela importante de componentes da elite, de altas aposentodorias, para quem a própria elite acredita que devem ser dedicadas todas as ações e benefícios do governo, pois afinal acreditam serem os donos do país.

    “E se José Serra tivesse sido eleito em 2002, o que teria acontecido? Privatização da água, Petrobras, Banco do Brasil, CEF e Banco do Nordeste? O que mais poderia ter acontecido?”[2]

    Talvez a privatização total da saúde, educação, previdência, como ocorreu em outros países. Ou mudariam de política, sem terem uma referência de como pode ser um governo para todos e não somente para os ‘donos’ do país.

    [1] VASCONCELOS FILHO, Juarez Cruz de. A. Latina, Lula e companheiros. Disponível em: http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=307941. Acessado em: 12.09.2010.

    [2] Idem

  • pq não fazer a comparação dos dois mandatos?

  • Da informaçoes citando como fonte o Paulo henrique amorim, nao e nada original e uma brincadeira de mau gosto.

  • Esse artigo tem uma orientação neoliberal e faz uma comparação entre dois governantes como quem compara duas gestões de uma empresa, considerando melhor o período que gerou mais lucro.
    Acontece que um país é algo muito maior e mais complexo que um empresa e, definitivamente, o objetivo principal de uma nação não é lucrar em transações financeiras, mas proporcionar qualidade de vida a seus cidadãos.
    Desculpe, mas sua visão é rasa, unilateral e está (com a ajuda do nosso Lula) pra caducar. O neoliberalismo ja demonstrou que só faz bem às multinacionais.

  • RIDÍCULO COMENTÁRIO.O AUTOR É UM ANALFABETO POLÍTICO-ECONÕMICO.QUEM AUMENTOU IMPOSTOS FOI O GOVERNO TUCANO POR QUE NÃO CRESCIA.DEPOIS VEIO LULA E O AUMENTO DA CARGA TRIBUTÁRIA FOI CONSEQUÊNCIA O DESENVOLVIMENTO.

  • CARGA TRIBUTÁRIA É ARRECADAÇÃO EM RELAÇÃO AO PIB BASEADA EM % DE IMPOSTOS.O GOVERNO DILMA TEM BAIXADO IMPOSTOS.VAI TER QUE CONTINUAR, COMPARAR GOVERNO FHC COM GOVERNO PETISTA É COVARDIA.O GOVERNO PETISTA É O MELHOR DA HISTÓRIA SEGUNDO TODOS INDICADORES ECONÔMICOS.

Tem algo a dizer? Vá em frente e deixe um comentário!

XHTML: Você pdoe usar as tags: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>

Enquetes

Em relação às punições de corruptos...

Ver Resultado

Loading ... Loading ...

Frase do dia


  • “O homem de bem é um cadáver mal informado. Não sabe que morreu.”
    Nelson Rodrigues.

ARQUIVO

dezembro 2014
S T Q Q S S D
« set    
1234567
891011121314
15161718192021
22232425262728
293031  

Informação com Humor

MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).