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da Folha Online?

Apesar de apoiarem publicamente o voto aberto no Congresso, os três candidatos à presidência da Câmara apontaram restrições para a instituição desse mecanismo em todas as votações. Aldo Rebelo (PC do B-SP), Arlindo Chinaglia (PT-SP) e Gustavo Fruet (PSDB-PR) se enfrentaram nesta sexta-feira, em debate promovido pela Folha, na cidade de São Paulo. Em uma disputa praticamente sem polarização, o confronto foi tenso desde o primeiro momento.

Fruet, logo no início, fez uma crítica a Aldo por sua fidelidade ao governo e acusou Chinaglia por receber apoio de partidos envolvidos com o escândalo do mensalão. “Ninguém fica 30 anos num mesmo partido, um partido pequeno [o PC do B], sem pensar em independência”, rebateu Aldo.

“Onde há homem há virtude e vício. Não há instituição perfeita”, reagiu Chinaglia, ao justificar os apoios recebidos. E questionou a própria candidatura do tucano, ao afirmar que ele contrariava um princípio defendido historicamente por seu partido: a proporcionalidade (a maior bancada indica o presidente).

“Se o senhor concorda em fortalecer a estrutura partidária, e se a resposta for sim, como coloca o PSDB nessa situação de ser lançado pela 3? via e contraria o princípio da proporcionalidade e aparece como tendo mais autoridade ética que a própria bancada do PSDB?”, perguntou Chinaglia a Fruet.

“Se a questão da proporcionalidade predominar, é porque diminuiu a questão política”, respondeu o tucano.

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