E se o Bolsa Família acabasse?

mai 24, 2013 by     128 Comentários    Postado em: Economia

Hoje assisti a um vídeo na internet, de uma jornalista questionando a mesma coisa: E se o Bolsa Família acabasse?

As cenas de correria nas agências da Caixa Econômica Federal deveriam nos fazer refletir sobre esta pergunta.

Antes de começar a ler, é bom que saibam que o Bolsa Família não foi apenas um programa de complementação de renda que ajudou pessoas a saírem da pobreza extrema, mas um importante acelerador do crescimento econômico em algumas regiões muito pobres.

A elasticidade do programa é alta, já que em regiões pobres o multiplicador da renda proveniente deste auxílio tem sido muito elevado.

Como programa econômico tem sido mais do que justificável.

E outra. Programas como este não são invenção brasileira. Já foram adotados até nos EUA durante a Crise de 29, e em formas de resolutividade temporária de recuperações regionais.

No nosso caso, resta saber o próximo passo.

A melhora educacional, ao exigir o comparecimento (quando é exigido), tem sido residual. Não há estudo relevante que comprove uma mudança no resultado da curva de aprendizagem. Em econometria chamamos isso de quebra estrutural de uma equação, caso a linha fosse o resultado da educação.

O nível de emprego melhorou, mas a quantidade de bolsas distribuídas não diminuiu.

Isso quer dizer que, estamos tirando pessoas da miséria sem necessariamente tirá-las da pobreza econômica. Não estão arrumando emprego formal, ou mesmo estão apenas recebendo o básico para comer.

É justificável?

Sim, mas podemos fazer muito mais do que isso.

Após assistir ao vídeo, acabei cruzando na Rua da Aurora com um homem, aparentemente pelos 30 anos, jogando água nos parabrisas. Não estava com cara de noiado, não parecia abandonado nas ruas ou qualquer outra justificativa plausível para estar ali.

A taxa de desemprego em Recife é atualmente de 6,8%. Dois pontos a menos seria considerado pleno emprego. É difícil encontrar uma pessoa sem ocupação, caso esteja minimamente qualificada e em condições de arrumar um emprego. O rendimento é ruim (média de R$ 1.391,00, segundo o IBGE), mas com certeza é muito melhor do que outras atividades informais. E olhe que, quando falo em qualificação mínima, falo em saber ler e escrever.

E em relação ao salário mínimo, já é equivalente ao de alguns países em melhor situação social do que a nossa. Levando em consideração o Poder de Paridade de Compra, não é muito diferente da República Checa, por exemplo.

Daí a interrogação dos motivos para alguém em plena capacidade de trabalho estar ainda alocado desta forma.

E ao contrário do que muitos pensam, o Bolsa Família não é suficiente para tamanho desestímulo ao mercado de trabalho. O valor é irrisório.

Duas coisas me preocupam nisso tudo: a tentativa de inclusão de bolsas em várias áreas (bolsa cultura, por exemplo), e a falta de visão para o passo seguinte. Mas vamos voltar à proliferação de bolsas em outro post.

A verdade é que só existe uma saída para isso: educação de qualidade, o que é bem diferente de matricular o menino na escola, ganhar um uniforme e encher a barriga dele de merenda.

Mas enquanto o tema não entrar na agenda nacional de maneira verdadeira, passaremos décadas observando o mesmo cenário, onde um boato será suficiente para que a correria se instale em direção à Caixa Econômica Federal.

128 Comentários + Add Comentário

  • Ótima análise. Precisamos avançar, mas não estou vendo ninguém com propostas para isso.

    • Fábio
      Este é o ponto.
      A Educação Básica não tem melhorado quase nada. Não é prioridade para nenhum dos dois ou mais grupos que hoje disputam o poder.

      • O que achas da proposta de Cristóvam Buarque de federalizar toda a educação? Eu vejo hoje que o ensino federal (universidades, Cefets, Colégio Militar, Colégio de Aplicação) sempre foi bem melhor do que os sistemas estaduais e municipais.

        • Acho difícil federalizar tudo.
          Acho mais razoável a proposta de criar uma nova carreira de professores. Isso pode ser feito expandindo a rede federal.

        • Enquanto a Educação fundamental estiver nas mão dos município, não tem educação . Não adianta botar a culpa no Governo Federal. A Educação no Brasil tem como responsabilidade maior os Estados e Municípios.

        • Fábio, Cristovam é um herói, um dos poucos que defendem a educação e tem propostas.Enquanto isso, crianças chinesas estão levando injeção de aminoácido na veia, em plena sala de aula, para aumentar o rendimento. Há uma corrida desenfreada no mundo quanto a educação, países investindo pesado na formação educacional e profissional. Enquanto aqui…esta lástima. Seremos dominados !

        • Aqui no Brasil as crianças tão levando injeção de crack, só se for. A mundiça brasileira não tem dinheiro nem pra comer, quanto mais pra tomar injeção de aminoácido.

        • As escolas federais tem alto padrão de qualidade porque são para poucos, além da valorização
          dos professores, é claro. Se todo o ensino público
          for federalizado vai ser equivalente ao atendimento na caixa econômica federal.

      • No meu sonho, deveria partir do congresso leis para priorizar o estudo. Caso algum grupo, que esteja no governo no momento, resolva fazer algo serio, o grupo que vir a seguir não dará andamento ao mesmo.

        Alias, nosso congresso é muito, mas muito incompetente. Tudo joga para o governo de momento. Reforma politica, reforma tributaria, etc.

      • O que acha de Dilma propor que o dinheiro do pré-sal ir todo para a educação?

        A proposta acima, é prioridade deste governo para com a educação.

        Faltam os outros, apresentarem as suas.

        • Depois que AÉCIO, EDUARDO E MARINA disseram que iriam colocar o dinheiro do pré-sal na educação foi que incompetente da Dilma disse que iria também !!!! Copiando a ideia dos outros !!!!

        • Se a gerência da educação continuar essa zona, bota-se lá o dinheiro todo do mundo e não se resolve. Os professores estão desvalorizados e muitos deles são despreparados. Boa parte do alunado só pensa em passar de ano e não em aprender e em alguns locais o crack impera e a marginalidade, idem. Professor é refém! Não existe uma nova política que revolucione o setor mas muita enganação. O Pierre e outros professores que conheço contam com mil exemplos dessa zorra. Muita gente tinha que ir para a rua mas o paternalismo não permite. Petistas, peemedebistas, pedessistas? Billau neles!

  • Bolsa família, como mtos outros projetos do governo PTista, não resolve nada, só ludibria o povo mais ignorante, a troco de votos presentes ou futuros.
    Creio que o Bolsa Família foi uma jogada genial e maquiavélica do LULA. Agora, todos os pobres e miseráveis estão “escravos” desta situação, e para a “boquinha” continuar, só continuando a votar no PT..
    Enquanto isso, mais uma vez, a classe média paga essa palhaçada para um bando de desocupados que não gostam de trabalhar. E o PT ganhando cada vez mais voto.. uma VERGONHA!

    • Só sei que muitos municípios pequenos deixaram de ruir graças ao bolsa-familia, que injetou dinheiro naquelas pequenas economias. Isso não se nega, meu fio.

    • Classe merda, vc quer dizer. Tu faz parte? É o não-rico ex-pobre que quer ser rico e pra isso não se importa se o pobre se fode, porque quer chegar a ser rico. Vai te catar.

      • A você que disse, com muita falta de respeito:
        ‘… 24/05/2013 às 16:10 .

        ‘Classe merda, vc quer dizer. Tu faz parte? É o não-rico ex-pobre que quer ser rico e pra isso não se importa se o pobre se fode, porque quer chegar a ser rico. Vai te catar.’

        O seu discurso é copiado do de Marilena Chauí. Existe um vídeo no YouTube com palavras parecidas. Se vcs se declaram inimigos da classe-média, é bom saber. Que a classe-média não vote mais nos seus representantes. É impressionante o ódio que vcs têm! Isso eu percebo no raivoso líder de vcs. Tenho pena, isso sim.

    • No programa do ratinho Aecio disse que o Bolsa Familia é do PSDB.
      Portanto vc esta dizendo que o PSDB começou a ludibriar o povo mais ignorante e o PT deu continuidade.

      Não foi jogada de Lula, FHC fez a jogada, mais frente a frente com o goleiro, tremeu na base e Lula aproveitou.

  • O bolsa-miséria não vai acabar nunca.

    Acabar a esmola pro povão seria suicídio pro governo.

    • Deixa de conversa fiada. Vc viu que mais de um milhão de brasileiros já saíram do programa voluntariamente porque melhoraram de vida. Esmola, esmola mesmo era no tempo dos governos anteriores ao do PT onde os prefeitos e vereadores distribuíam as cestas básicas, isso era esmolas. O bolsa família não é solução definitiva mas não permite coronelismo nem escolha de beneficiados.

      • 12% saiu. Um resultado pífio que só serve para fingir que o Brasil esta crescendo.

  • Só tá faltando o bolsa-noiado, uma ajudinha do governo pro noiado comprar a erva, a pedra e o pó.

  • O povo brasileiro é malandro, porque vcs não falam logo a verdade ! Os políticos sabem disso e vão usar os artifícios- bolsa familia por exemplo – necessários para ganharem voto e se perpetuarem no poder.

    O que me dizem da reportagem abaixo ?

    http://www.diariodosertao.com.br/artigo.php?id_artigo=20100709201145

    • Esse pessoal adora definir o povo brasileiro como malandro, corrupto, etc. Faltou vc elogiar os EUA, ô abestado. Então tu é malandro tb, concorda?

      • Generalizando, corno.

        • O Corno, com este nome deve ser o maior dos brasileiro, disse que vc tambem faz parte do povo brasileiro.

    • Concordo tb. E como eu disse abaixo. Os programas n param no PBF. O governo tem em seu planejamento ajudar as famílias a sairem da miséria e trabalharem. Muitas pessoas desinformadas, inclusive aqui, falam besteira ai quando n procuram nada e falam sem base alguma.

    • Vitória.
      Em 10 anos apenas 12% parou de receber.
      Isso é pior ainda

      • Pierre, o que Marina acha do Bolsa Família?

  • O governo devia criar o bolsa yyy pra ajudar o cidadão a comprar a vaselina pra yuture , de tanto que o governo arromba do povo, sobretudo depois da época de declaração do imposto de renda a cavidade anal do povo tá completamente arrombada.

  • Excelente Pierre, também sou contra essa idéia de que o bolsa família torna as pessoas preguiçosas, e as deixa acomodadas. Isso é uma visão distorcida dos fatos, tem muita gente que vive em uma pobreza extrema e que não reúne nenhuma condição ou formação para trabalhar, necessitarão do bolsa família para sempre, até que uma nova geração, filhos destes, com mais preparo possam ter uma realidade diferente.

    • O problema são os pais ensinarem aos filhos que eles tambem podem, no futuro, como pais, depender do bolsa-familia. Só inicia um novo ciclo.

    • O problema é que a nova geração está, também, ficando dependente da bolsa.

      • Não vamos negar o progresso (pífio, vá lá) que o programa tem obtido. Agora, o FATO é que muita gente – não tenho números para comprovar, mas com certeza não é difícil encontrar. Primeiro lugar para pesquisar: Bola na Rede – que arranja um emprego e não assina a carteira, para poder continuar a receber o benefício.

        Claro que trabalhar de diarista/motorista/outra função qualquer e ganhar um salário mínimo não é a melhor das situações, mas a ideia é que o PBF seja destinado a quem vive numa situação MUITO PIOR, apenas para ajudá-lo a sair desse suplício e depois ele andar com as próprias pernas.

        E aí está o pulo do gato. Se o Estado me sustentou até agora, para que diabos vou andar com minhas próprias pernas? Melhor arrumar um “por fora” e ser oficialmente pobre/miserável para não perder a boquinha.

        O que falta é FISCALIZAÇÃO. Se não tem documentos e outras provas formais, busque-se a prova material. IBGE, Polícia Federal e o escambau, vão atrás de saber quem são essas pessoas e como elas REALMENTE vivem. Verão que há um bom número de beneficiários que estão passando a perna no governo, comprando carro e moto com o dinheiro do PBF, como Alexsandro destacou.

        E antes que venham falar de classismo, bairrismo, mimimi ou outra m3rda qualquer, esclareço: citei Bola na Rede porque CONHEÇO gente de lá que “veve” assim, ganhando BF e trabalhando informalmente para não ter o benefício suspenso.

  • Existe, no fundo, mt preconceito social qt ao bolsa-familia e programas similares.

    Ninguem discute que o governo mantivesse (e ainda, em menor volume, mantém) os juros em niveis estratosfericos, deixando bilionarios quem so compra titulos da divida publica (e ganham sem trabalhar, sem arriscar, sem investir no meio produtivo).

    Ninguem discute que uma pessoa de classe media, se tiver filhos, pode pedir deducao de Imposto de Renda so pelo fato de ter um dependente (nao precisa nem colocar ele em colegio, dar vacinas, nada!). So nessa recebe mais de R$ 1.500,00! E se tiver despesa medica e escolar com o menino, pode deduzir tb.

    Mas o povao, se receber 70 contos, é vagabundo e nao vai trabalhar por conta dessa fortuna…

    • Pois é. Mas nesse caso ninguém diz que “o governo tá pagando pra população ter mais filho”.

      • A diferença é que o cara que classe média sabe que 1600 reais de desconto não é nada diante do custo de uma vida decente para o filho. Agora, tem gente achando que criar filho é dar miojo, despejá-lo em hospital público quando resfria ou em escola sem qualidade terceirizando a educação do mesmo e sem ao menos se dar ao trabalho de verificar se o pirralho está aprendendo alguma coisa.

    • Mt boa observação luis.

  • É bom ver uma análise sóbria e não tendensiosa para um dos grandes problemas brasileiros, cuja a solução ja começou, mas esta longe de ser resolvida. A solução realmente de educação, sobretudo, em nível basico.

  • 1 ) Bolsa família (Lula/Dilma) = Vale gás + Bolsa Escola (FHC).

    2) Concordo com a proposta de federalização da educação básica, conforme citaram acima. E não só da educação básica como dos postos de saúde. Tanto escola básica como posto de saúde servem para os prefeitos fazerem de cabides de empregos e politicagem barata. Inclusive médico, enfermeiro, técnico de enfermagem, professores e auxilares dessas instituições deveriam ter carreira de estado.

    3) O bolsa família deveria ser encarado como um meio para um fim. O problema é que ele virou o fim. É igual MST. Para os integrantes do movimento é melhor viver do próprio movimento a ter que arar a terra. Pro governante é melhor manter as pessoas dependentes da bolsa à educá-las.

    • Não só federalizar como militarizar também…

    • 1) E FHC copiou a ideia de Cristovam Buarque, que criou o embrião desses programas quando ele era governador do DF pelo PT. Além disso, não dá pra comparar o volume de recursos destinados ao bolsa família pelos governos Lula/Dilma com o que foi praticado durante o o governo FHC. Nesse sentido, o governo Lula inventou mesmo o Bolsa Família e ninguém tira.

  • Ah ,e quanto a pergunta do título : Se o bolsa família acabasse mostraria que parte dos brasileiros continua miserável (afinal, o programa é de transferência de renda e não de distribuição de renda) e que outra parte dos que recebem não necessita do programa.

  • O problema é que o governo vê que não vai conseguir ensinar a pescar, só resta dar o peixe mesmo.

    O governo sabe que não investe em educação, que a educação no Brasil é um LIXO, que o povo NUNCA vai conseguir as coisas pelo próprio mérito e esforço, que o brasileiro só gosta da vagabundagem, aí tem que partir pra dar as coisas ao povão, bolsas, cotas e outras esmolas do tipo e ainda ganha voto do povão que depende dessas esmolas. Isso é a definição perfeita de demagogia e populismo de terceiro mundo.

    O danado é que quem paga a porra dessa festa é o contribuinte que trabalha e paga imposto pra manter o governo e seus dependentes vagabundos e inúteis.

    Um país de vagabundos acomodados incentivados e financiados pelo governo dá nisso. Já não bastasse os barnabés folgados do governo que vivem abusivamente na gandaia, sempre de férias, de greve, de recesso, de feriadão imprensado e custam uma fortuna, o contribuinte ainda tem que sustentar malandro do bolsa-vadiagem.

    O Brasil tá num caminho bom mesmo.

    • CONCORDO PLENAMENTE

  • Por ELIO GASPARI

    ” Dados do Bolsa Família e da política de cotas ensinam o andar de cima a olhar direito para o de baixo

    Atribui-se ao professor San Tiago Dantas (1911-1964) uma frase segundo a qual “a Índia tem uma grande elite e um povo de bosta, o Brasil tem um grande povo e uma elite de bosta”. Nas últimas semanas divulgaram-se duas estatísticas que ilustram o qualificativo que ele deu ao seu povo.

    A primeira, revelada pelo repórter Demétrio Weber: Em uma década, o programa Bolsa Família beneficiou 50 milhões de brasileiros que vivem em 13,8 milhões de domicílios com renda inferior a R$ 140 mensais por pessoa. Nesse período, 1,69 milhão de famílias dispensaram espontaneamente o benefício de pelo menos R$ 31 mensais. Isso aconteceu porque passaram a ganhar mais, porque diminuiu o número da familiares, ou sabe-se lá por qual motivo. O fato é que de cada 100 famílias amparadas, 12 foram à prefeitura e informaram que não precisavam mais do dinheiro.

    A ideia segundo a qual pobre quer moleza deriva de uma má opinião que se tem dele. É a demofobia. Quando o andar de cima vai ao BNDES pegar dinheiro a juros camaradas, estimula o progresso. Quando o de baixo vai ao varejão comprar forno de micro-ondas a juros de mercado, estimula a inadimplência.

    Há fraudes no Bolsa Família? Sem dúvida, mas 12% de devoluções voluntárias de cheques da Viúva é um índice capaz de lustrar qualquer sociedade. Isso numa terra onde estima-se que a sonegação de impostos chegue a R$ 261 bilhões, ou 9% do PIB. O Bolsa Família custa R$ 21 bilhões, ou 0,49% do produto interno.

    A segunda estatística foi revelada pela repórter Érica Fraga: um estudo dos pesquisadores Fábio Waltenberg e Márcia de Carvalho, da Universidade Federal Fluminense, mostrou que num universo de 168 mil alunos que concluíram treze cursos em 2008, as notas dos jovens beneficiados pela política de cotas ficaram, na média, 10% abaixo daquelas obtidas pelos não cotistas. Ou seja, o não cotista terminou o curso com 6 e o outro, com 5,4. Atire a primeira pedra quem acha que seu filho fracassou porque foi aprovado com uma nota 10% inferior à da média da turma. Olhando-se para o desempenho de 2008 de todos os alunos de quatro cursos de engenharia de grandes universidades públicas, encontra-se uma variação de 8% entre a primeira e a quarta.

    Para uma política demonizada como um fator de diluição do mérito no ensino universitário, esse resultado comprova seu êxito. Sobretudo porque dava-se de barato que muitos cotistas sequer conseguiriam se diplomar. Pior: abandonariam os cursos. Outra pesquisa apurou que a evasão dos cotistas é inferior à dos não cotistas. Segundo o MEC, nos números do desempenho de 2011, não existe diferença estatística na evasão e a distância do desempenho caiu para 3%. Nesse caso, um jovem diplomou-se com 6 e o outro, com 5,7, mas deixa pra lá.

    As cotas estimulariam o ódio racial. Dez anos depois, ele continua onde sempre esteve. Assim como a abolição da escravatura levaria os negros ao ócio e ao vício, o Bolsa Família levaria os pobres à vadiagem e à dependência. Não aconteceu nem uma coisa nem outra.

    Admita-se que a frase atribuída a San Tiago Dantas seja apócrifa. Em 1985, Tancredo Neves morreu sem fazer seu memorável discurso de posse. Vale lembrá-lo: “Nosso progresso político deveu-se mais à força reivindicadora dos homens do povo do que à consciência das elites. Elas, quase sempre, foram empurradas”. “

    • Se o cotista tem um desempenho próximo ao do não cotista então ele não precisa de cotas, não ?

        • KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK Em escola pública brasileira até meu cachorro é aprovado, amigo.
          Manipular números é fácil.Difícil e trabalhoso é incrementar qualidade na educação pública. Os erros nas redações do ENEM deixaram claro o “níver” da educação que os mais pobres recebem. Além disso, me responda : Por que ainda existem cotas se está “está provado” que o nível dos cotistas é similar ao dos não cotista ?

      • Alexsandro, vc que sempre critica tudo, todos e qualquer coisa, deve ter alguma proposta viável para resolver rapidinho nossos problemas.

        Qual seria ela?

        • Rapidinho, não. Mas se considerarmos o período dito democrático muita coisa já poderia ter sido feita. O país já poderia estar saneado. Professor de escola básica e profissional do SUS já poderiam ter carreira de Estado. Voto já poderia ter deixado de ser obrigatório. Vereador de cidades pequenas já poderia ter virado cargo voluntário. Cidades insustentáveis já deveriam estar eliminadas.
          Como pode ver, o Brasil não fez nem o básico e acha que vai chegar ao primeiro mundo pulando etapas!! E se é que o país tem algum projeto e algum desejo de um dia ser primeiro mundo.

        • Ele não tem proposta, só tem pessimismo.

    • Caríssimo, vi a reportagem.

      12%, depois de 12 anos de programa, deixaram de receber o bolsa família e você acha isso muito? E você fica deslumbrado?
      Eu não fico.

      Ademais, já saíram estudos norte-americanos falando que os professores aliviam a correção da prova quando o estudante é cotista.

      Por que você acha que aqui não é diferente?

      E quantos abandonam o curso por não ter como acompanha-lo, seja com recurso ou seja por falhas na formação?

      E outra, o estudo fala de que os estudantes terminaram com nota 10% menor, mas esqueceu de dizer sobre a evasão, elemento muito mais importante.

      Uma mentira deslavada que foi travestida de verdade. Acredita que é um sucesso quem quer.

  • Se o bolsa-cachaça acabar, a ralé pira.

    O dependente do bolsa-manguaça é aquele brasileiro típico que pra fazer o que não presta é uma fera, mas pra trabalhar não pode.

    Chama essa rafaméia pra ir pra jogo, parada gay, cabaré, praia, baile funk, show, carnaval, ensaio de escola de samba… pra putaria, sacanagem, baderna e esculhambação, o povo tá saudável e tem disposição. Agora, chama pra trabalhar e estudar, tá todo mundo cansado e doente, aparece logo aquele velho discurso de coitadismo que sempre defende malandro.

    Brasileiro gosta é de uma esbórnia. Brasileiro corre de coisa séria como o diabo corre da cruz. É por isso que esse país tá nessa zona com esse povo que não se dá ao respeito, leva tudo na brincadeira, na gozação e só gosta de moleza.

    • Só malandragem.

    • Quanto ódio, cara. Vai se tratar.

      • ódio ? kkkkkkkkk….não Dr. É apenas a realidade, relaxa, sou da paz. Amanhã to na campanha do quilo, ajudando os mais necessitados.

  • Conheço comerciantes do interior…um desse ai q a seca castiga…que me reclamam que a coisa mais dificil é mao-de-obra, mas na praça…monte de gente jogando dominó.

    • Conversa fiada. Papo de patrão que quer pagar 50 reais por semana. Sou do interior e sei do que estou falando.

      • O Sr quer é tumultuar. Maldita inclusão digital. Muito facil dizer por tras de uma tela que o outro é mentiroso.

  • O BOLSA FAMÍLIA DEVE ACABAR.

    BASTA de sustentar parasitas. Se os parasitas quiserem viver, que aprendam a trabalhar.

    BASTA de COITADISMO. Viver em função de coitados, de fracos, é tornar-mo-nos fracos e coitados.

    BASTA de socialismo moreno. Só o capitalismo é menos pior do que toda essa esquerdopatia.

    O mundo é dos FORTES, que até podem ajudar os fracos, desde que estes queiram ser algo na vida. De resto, eles devem ser deixados à própria fraqueza e falta de competência.

    TENHO DITO.

  • teste

  • Quer ver o pessoal do bolsa-família em peso?

    Vai numa gafieira, show de funk e show de brega e pagode, é só o que dá, galera dorme de dia, de tarde enche a cara, fuma uma pedra e de noite vai pra raparigagem pegar as boyzinha novinha, isso num dia de domingo.

    E na segunda?

    Bom, na segunda vão pegar a grana do bolsa-família no banco.

    Enquanto isso o contribuinte se lascando de trabalhar pra manter marajá no serviço público, político que só “trabalha” 3 dias por semana e esses malandros do bolsa-putaria.

    Dá pra levar um país desse a sério?

    • Sua mãe sabe o quanto está seu grau de idiotice? Só um idiota imagina que a grana do bolsa-família dá para uma pessoa viver. Vai te catar com a tua burrice.

      • Esse Fernando pensa que somos muito idiotas pra falar tanta bobagem. Fenando se toca, somos só um pouco idiotas.

        • O pior é que eu vejo muita gente da “comunidade” enchendo o c* de cana.

          E aí vocês dizem que Fernando é um mentiroso?

          Sei não…

          O que eu vejo quando passo ou o que vocÊs dizem?

          Que tem gente que realmente precisa, tem. Mas precisa-se exigir uma contrapartida dessa mamata toda.

  • Todos nós sabemos que governos ditadores escravizam as massas com programas sociais que os deixam mais pobres, burros e sempre dependentes. No Brasil não se evolui em educação por exemplo que é a principal vacina contra a miséria, no Brasil não se evolui contra a impunidade que todos nós sabemos é o principal alimento da criminalidade, dentre ela a corrupção que nos tira tudo. Se não tivéssemos as “bolsas” mas ao invés disso acesso a educação de qualidade e menos maus exemplos como os dos mensaleiros que jamais serão presos, certamente nos faria melhor. O ruim disso é que o povo brasileiro adora uma “vantagem”, mesmo que ela seja sobre suas costas! Então: Viva as bolsas misérias, quanto mais miseráveis dependentes, mais votos!!!

  • Só o investimento em educação de base que faria o Brasil alavancar rumo ao definitivo desenvolvimento.

  • keru bouça-iscola komu façu pra resebê?

  • Já fizeram até música da calça de 300 reais tirando onda do vídeo daquela beneficiária que disse que precisava do dinheiro pra comprar uma calça:

    http://www.youtube.com/watch?v=h5uyJFrwrcs

    Esse bolsa-família pode até ser uma esculhambação, mas pelo menos diverte.

  • (Folha de São Paulo)

    sábado, 25 de maio de 2013

    Caixa confirma: sem motivo, um dia antes do boato, antecipou depósito da Bolsa Família para todos os beneficiários.

    Um dia antes do início dos boatos que causaram filas e tumultos em 13 Estados brasileiros, a Caixa Econômica Federal alterou, sem aviso prévio, todo o calendário de pagamento do Bolsa Família. Todos os benefícios, em um total de R$ 2 bilhões, foram liberados de uma só vez nas contas das 13,8 milhões famílias atendidas. A informação, confirmada pela Caixa ontem, contraria a versão que o banco estatal vinha divulgando desde o início do caso.

    A liberação de todos os benefícios se deu na sexta-feira da semana passada, dia 17. No dia seguinte, movidas por boatos sobre o fim do programa e um suposto pagamento extra pelo Dia das Mães, entre outros, milhares de pessoas foram a agências para sacar o benefício. O tumulto –que incluiu depredação de caixas eletrônicos– levou petistas a acusar a oposição de estar por trás dos boatos sobre o fim do programa.

    Segundo a regra oficial, o pagamento do Bolsa Família é feito de forma escalonada, seguindo a ordem do último número no cartão. Em maio, por exemplo, aqueles com cartão de final “1″ receberiam o pagamento a partir do dia 17, e, assim por diante, até os com o final “0″, no dia 31.

    A Folha descobriu essa mudança no calendário, negada durante toda a semana pela Caixa, por meio de uma dona de casa da região metropolitana de Fortaleza. Diana dos Santos, 34, do município de Caucaia, apresentou à reportagem comprovante do saque do benefício na sexta-feira, o que mostra a antecipação do pagamento em 12 dias. “Recebo Bolsa Família há anos e nunca pagaram antecipado. Aí achei estranho, mas fiquei feliz e peguei o dinheiro. Acho que outras pessoas também conseguiram receber antecipado, foram avisando aos conhecidos e virou essa confusão”, disse.

    Confrontada pela Folha a Caixa mudou a versão oficial. Afirmou que, por causa de ações em busca de “melhorias no Cadastro de Informações Sociais”, o banco “optou por permitir o saque pelos beneficiários independentemente do calendário individual” na sexta-feira, dia 17. A Caixa disse que antecipou o benefício em outras ocasiões, como em calamidades, e disse que não informou os beneficiários sobre essa antecipação do pagamento. Carro-chefe social da gestão petista, o Bolsa Família tem orçamento anual de R$ 23,95 bilhões. Cada família recebe R$ 151,09 em média.

    Ainda no domingo, o Ministério do Desenvolvimento Social, responsável pelo Bolsa Família, divulgou nota para negar o fim do programa e afirmar que o calendário de pagamentos estava mantido. No dia seguinte, a presidente Dilma Rousseff chamou de “criminoso” e “desumano” o responsável pelos boatos. Dois dias depois, o ex-presidente Lula associou a boataria a “gente do mal”. Após ordem do governo, a Polícia Federal começou a investigar a história. Entre os casos investigados, estão o de pessoas que dizem ter recebido ligações com gravação eletrônica falando sobre o fim do programa.(Folha de São Paulo)

    • Sabia que era um bom jornalista, mas só agora fique sabendo ser investigativo.

      (sempre usa o que publica a Folha, Veja e etc)

      • Engraçado, suas fontes (o PT , principalmente) só falam mentiras a respeito de tudo !!! Enquanto os jornais e revistas citados só falam verdades a respeito dos PETRALHAS !!!!

        Proteja seu dinheiro não vote em mensaleiro !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    • A matéria copiada da Folha pelo” jornalista” que se chama Paulo caiu por terra.

      A Policia Federal já descobriu que uma empresa de telemarketing do Rio de Janeiro foi usada para espalhar o boato. Pelo o número de ligações para vários Estados o custo deve ter siso altíssimo.

      • ALF o petralha incompetente. Deve ter sido a empresa de telemarketing do Rio de Janeiro ligada a algum petralha.

        • Deve não, foi como sempre. Tudo de errado no pais é do PT,. Não entendo porque o partido é mais admirado e há mais de dez anos está no poder e vai continuar.

      • FOI MAIS UMA OPERAÇÃO MAL FEITA DOS PETRALHAS, BURROS COMO SÃO, VAI ENTRAR PARA A GRANDE LISTA DE SAFADEZAS DO PT. MANDARAM A CAIXA LIBERAR O DINHEIRO E A EMPRESA DE TELEMARKETING PLANTAR O BOATO !!!!

        • O petralhas são burros. Mas estão no poder há mais de dez anos. Os INTELIGENTES estão fora há muito tempo
          e vão continuar por bom tempo.

  • O BOLSA FAMÍLIA deve acabar por ser gerenciado pelo o PT.

    O BOLSA FAMÍLIA é revindicado a paternidade do program pelo PSDB.

    O BOLSA FAMÍLIA ´é ameaçado todos dias de ser extinguido pela a oposição.

    A má vontade com o Bolsa Família vem das pessoas que não precisam dele.

    O problema das criticas é uma só. Quem afaga uma cão, ele lhe dá carinho como retorno.

    Este é o grande problema do Bolsa Família do qual o PSDB se diz criador e não soube o administrar.

    • O Bolsa família é a junção de várias bolsas criadas e bem administradas pelo governo do PSDB. O PT deu continuidade e mudou o nome para dar ideia que foi criação deles. A oposição nunca disse que iria acabar com o bolsa família, isso é mais um boato mentiroso dos petralhas.

      PROTEJA SEU DINHEIRO NÃO VOTE EM MENSALEIRO !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

      • O hoje famigerado Bolsa Família é junção de pequenos programas eleitoreiro de FHC faltando quatro meses para a reeleição. Para fazer parte, a pessoa tinha de preencher quatro formulários. Como o objetivo era a eleição,e não o social, apenas poucas pessoas aderiram.
        Lula ao assumir a presidência, mudou todo o conceito do programa, o tornado de fácil acesso, criando um cadastro único e fazendo exigências que para participar as mães deveriam manter os filhos na escola, fazer o pré-natal e vacinar os filhos.O mais importante, o pagamento é feito a mulher que são mais responsáveis com a casa. O resultado do programa foi divulgado pela ONU, onde a queda da mortalidade infantil foi de 17%. Pesquisa comprova que o os alunos que fazem parte do programa, tem tido bom desempenho nas escolas além de haver melhorado a economia das pequenas cidades.

        O boato que soltaram, mostrou o valor do Bolsa Família junto a população e o que ele representa.

        São quase 15 milhões de famílias que recebem a ajuda.

        Este é o programa que a oposição e os poucos oposicionistas criticam e desejam acabar.

      • Foi tão bem administrado que só tinha 980 mil pessoas escritas.
        Não entendo como falam mal do Bolsa Familia e dizem que foi o venerável FHC.

        Prestava, agora não presta. Falta argumentos.

        • Amigo, quanto ta o feijão? Você faz feira?

    • Uma coisa é dar bolsa para quem está em situação de extrema pobreza (como consta no site do Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome). Outra é dar dinheiro para jovem comprar calça de 300 reais ou pagar parcela de “cinquentinha”. Acorda ALFiel, isso é aqui é Brasil. O Estado trata o povo como retardado mas o povo já tem a manha de sugar o que der. Segunda feira todo serviço público de saúde é lotado de gente simulando doença, fora os que vivem simulando no INSS, o cara prefere trabalhar na informalidade à assinar a carteira, afinal, todo centavo que se ganhar sem esforço é bem vindo!! Cai na real, ALFiel.

      • Alexsandro, o ministro da saúde esteve no Recife ontem, será que ele deu uma passadinha no HC ? kkkkkk

      • Caso você soubesse o quanto me faz elogios a me chamar ALFiel, deixaria.
        Quem é fiel merece respeito.
        Dizem que Deus é fiel. Então ser fiel é uma virtude que poucas pessoas têm.

        Continua me chamado assim que ficarei muito agradecido.

        Ao menos não faço parte dos pessimistas e alarmistas de plantão. Nunca agredi ninguém, mas faço a defesa com argumentos e incomodo muito. Não fico copiando matérias da Veja, Folha e etc como muitos fazem.

        Defendo este governo pois seria um alienado, caso não visse o que vem acontecendo de bom no nosso Brasil.
        Defeitos existem e são muitos que estão se tentando consertar. Um país que há pouco mais de dez anos atrás, estava falido, hoje é elogiado e respeitado no mundo todo.
        Este governo que tem a aprovação de 79% da população é execrado pela mídia por ver os seus interesses financeiros perdidos, no pós Lula.

        SOU FIEL, a quem deu dignidade ao Brasil.

        • Dignidade ? Com esses dados ?

          PISA Matemática – 57° posição.
          PISA Ciências-53° posição
          PISA leitura- 53° posição.
          IDH- 85° Posição, em empate técnico com uma potência chamada Omã. Neste item vale lembrar que Cuba, a Sacra Ilha ,caiu 8 posições!

    • “Quem afaga um cão…” Hummmmmmm, que

      • Para ALF, o povo é cachorro.

        • Cachorro são aqueles que só vivem com pessimismo e derrotismo. Não é o meu caso.

        • Que bonito, o ALFiel chamando aqueles que discordam dele de cachorro. Esse é o jeito petista de debater.
          Além disso, considerando a forma como o povo é tratado nas UPAS fica bem claro que não só o ALFiel como o partido todo deve achar que administram uma população de cães. Meu cachorro sempre foi melhor bem atendido por seu veterinário que qualquer doente em UPA.

  • sábado, 25 de maio de 2013

    E se os boatos sobre o fim da Bolsa Família ocorrerem em 18 e 19 de outubro de 2014?

    O que ficou escancaradamente comprovado com os boatos sobre o fim da Bolsa Família?

    Que “neste país” é possível espalhar um boato em 48 horas, criando um estado de comoção e angústia em quase 50% do eleitorado nacional que, de alguma forma, é impactado por um programa de governo. Assim como foi com a Bolsa Família, o boato poderia ter sido com os depósitos em caderneta de poupança ou em conta corrente, atingindo os outros 50% dos brasileiros aptos a votar.

    Que o governo federal, mesmo sem saber de novos boatos, poderá estar novamente preparado para eles, depositando, como no que ocorreu, mais de R$ 2 bilhões de forma antecipada nas contas de TODOS os beneficiados pela Bolsa Família. Estes eleitores, após momentos de tensão, sairão aliviados e tranquilos com a presidente da República que garantiu o benefício, ainda por cima chamando de criminosos aqueles que espalharam tão infundada notícia.

    Que este boato, em vez de ser negativo, poderá informar que a presidente Dilma Rousseff depositou uma décima terceira parcela da Bolsa Família, apenas para provar que ela é a presidente dos pobres e que, se for reeleita, as coisas vão melhorar ainda mais.

    Que o teste feito em 18 e 19 de maio de 2013, não se sabe por quem, funcionou, foi um sucesso. Pode acontecer a hora que este alguém, que ninguém ainda sabe quem foi, quiser repetir a estratégia. Até mesmo no sábado 18 e no domingo 19 de outubro de 2014, uma semana antes do segundo turno das eleições presidenciais do ano que vem.

    A oposição tem a obrigação, na próxima segunda-feira, de apresentar um pedido de CPI para investigar o que aconteceu, além de protocolar um projeto de lei que discipline a Bolsa Família, impedindo que ela possa ser manipulada, eleitoralmente. Não digam que não foram avisados.

    • CPI é o que mais desejam os oposicionistas. Na falta do que apresentar ao país, usam CPI como arma,.

      Com as informações que tem, você é que deveria propor a CPI..

      Este é um dos que sabe de tudo contra o PT. Nem o seu guru Reinaldo Azevedo sabe tanto quanto ele.

  • O site deveria fazer um post mostrando como se dá a distribuição de auxílios, se realmente pretende esclarecer os ignorantes e tendenciosos que R$308,00 para 5 pessoas, por exemplo, não são necessários para viver com o mínimo de dignidade.

    Mas cada veículo de comunicação “vende” a ideia que melhor o convêm,

    • Claro que não sustenta ninguém, mas paga a parcela da cinquentinha ou da calça D&G do coitadinho em extrema pobreza!

        • KKKKKKKKKKKK O estudo evidencia o quê ? Que RENDA é essencial para reduzir a mortalidade em crianças. A questão é : Quem PRODUZ essa renda ? E essas crianças que se salvaram ? Serão vítimas do sistema educacional medíocre e sérias candidatas a futuras bolsistas ? Ou já contam com um sistema educacional de primeiro mundo ?

        • Sandro, não houve aumento no número de hospitais ou de informações que podem ter alterado o resultado da pesquisa?

          Sei não…

        • Claro. RENDA é só mais uma das variáveis.

  • Mt boa análise. Mas o bolsa família é só o começo, o governo já tem programas para incluir estas famílias q estão saindo da miséria. Por isso é mais fácil chegar a uma universidade, curso técnico ou profissionalizante. O governo n somente deu o bolsa família. Eles tb incluiram mts programas para ajudar os miseráveis a sairem deste quadro. Mas a partir daí, vai de cada um a decisão de crescer ou não.

  • Os dez anos que mudaram o Brasil

    Eric Nepomuceno

    Instalado formalmente em outubro de 2003, a dez meses da chegada de Lula da Silva à presidência, o programa Bolsa Família, vítima de boatos nos últimos dias, beneficiou até agora um pouco mais de 50 milhões de pessoas e ajudou a mudar a cara do país.

    O Bolsa Família, de longe o mais amplo programa de transferência de renda da história brasileira, completa dez anos. Instalado formalmente em outubro de 2003, a dez meses da chegada de Lula da Silva à presidência, beneficiou até agora um pouco mais de 50 milhões de pessoas e ajudou a mudar a cara do país. São dois os requisitos básicos para aceder ao benefício: ter uma renda familiar inferior a 35 dólares por integrante da família e que as crianças frequentem uma escola pelo menos até completar o ensino fundamental.

    Se no primeiro ano o programa chegou a três milhões e 600 mil domicílios brasileiros, faltando pouco para completar uma década alcança 13 milhões e novecentos mil em todo o território do país. Considerando-se a média de quatro integrantes por família, se chega a 52 milhões de pessoas, uma população superior a da Argentina. Quase meio México.

    O orçamento destinado ao Bolsa Família em 2013 é de doze mil e 500 milhões de dólares, com um valor médio de 35 dólares por membro da família beneficiada. É pouco, certamente. Mas, para os que se beneficiam, é muitíssimo. É a salvação.

    Atualmente 45% dos inscritos originalmente em 2003 continuam se beneficiando do Bolsa Família. São 522 mil famílias que jamais deixaram de receber a ajuda do governo. Não existem dados oficiais sobre os demais 55% que inauguraram o programa, mas considera-se que a maior parte deles alcançou outras fontes de renda que, somadas, superam o mínimo determinado para que recebessem o subsídio.

    Há registros que mostram que, em dez anos, um milhão e 700 mil famílias – 12% do total que receberam benefícios nesse tempo – desistiram voluntariamente do benefício, por haver obtido ingressos superiores aos 35 dólares por cada um de seus integrantes, o piso mínimo permitido para que se solicite o Bolsa Família.

    Vale reiterar: o valor destinado a cada família pode parecer pouco. Na verdade, é pouco. Mas para os que viveriam eternamente condenados a um estado de pobreza aguda e absoluta se não fosse pelo programa, é a salvação.

    As conclusões de todos os estudos dedicados a analisar os efeitos do Bolsa Família são unânimes em assegurar que contribuiu de maneira decisiva para reduzir as imensas brechas e desigualdades sociais que sempre foram uma das chagas mais visíveis do país.

    Quando foi implantado, o programa foi alvo de críticas furibundas da oposição e dos grandes conglomerados de meios de comunicação, que o reduziam a um mero assistencialismo sem maiores efeitos. Hoje admitem, a contragosto, o papel essencial do Bolsa Família, o mais visível de todos os programas sociais dos governos de Lula da Silva e agora de Dilma Rousseff, para aliviar as agruras de famílias vulneráveis assegurando que, pelo menos seus filhos, tenham acesso mínimo a serviços de educação e saúde.

    Contrariando a tese que dizia que a transferência de renda através de programas do Estado iria perpetuar a miséria (a crítica mais ouvida há dez anos era a seguinte: se recebem dinheiro do governo, para que trabalhar?), o resultado obtido até agora indica o contrário.

    Para receber o benefício, as crianças têm que frequentar a escola, onde recebem atenção da saúde pública. Deficiente, insuficiente, é verdade. Mas melhor que nada. Passados dez anos, muitos dos filhos das famílias amparadas pelo programa agora vivem por sua própria conta, escolarizados e com chances concretas no mercado de trabalho.

    As estadísticas indicam que 70% dos beneficiados com mais de dezesseis anos de idade conseguiram trabalho, contribuindo para aumentar a renda familiar.

    As famílias mais numerosas e que vivem em condições de miséria, recebem benefícios superiores à média, que é de uns 300 dólares mensais. A proposta é complementar à renda familiar até alcançar níveis mínimos. Os que têm filhos em idade escolar têm que comprovar que as crianças vão à escola. Algumas famílias chegam a receber 650 dólares por mês, dependendo do número de filhos menores. Costuma acontecer, em áreas de miséria extrema, que um casal tenha oito, nove, dez filhos. Em tais casos, a sobrevivência de todos depende diretamente do que recebem do Bolsa Família.

    Passados esses dez anos não há lugar para nenhuma dúvida: o perfil da pobreza mudou radicalmente no país. Muitas casas de pobres foram ampliadas, receberam telhados novos, passaram a ter pisos de cimento ou cerâmica. São casas muito humildes, mas que contam com refrigerador, lava roupa, televisores e, em muitos casos, com um computador com conexão à Internet popular (a preços muito baixos, subsidiados).

    E saltam à vista, então, algumas das incongruências típicas, talvez inevitáveis, desta etapa de transição entre miséria e pobreza, ou entre diferentes perfis de pobreza. Há casas de barro, sem esgoto e em condições sanitárias muito precárias, ostentando antenas parabólicas de televisão. Outras contam com luz elétrica muito precária, mas têm telefone celular. Funciona mal, é verdade. Mas à vezes funciona.

    Há casas com piso de terra, sem água potável nem torneiras, com o banheiro fora como há meio século, mas com televisão. Em alguns estados brasileiros, o analfabetismo é de tal maneira crônico, que impede até a instalação de indústrias que gerariam emprego e esperança de futuro.

    Sim, é verdade, a miséria e a humilhação persistem, mas agora persistem de maneira menos contundente, menos permanente. Já não é como uma sentença eterna, um destino de vida.

    Por muito tempo cientistas políticos, sociólogos, antropólogos e um montão mais de ólogos continuarão discutindo as bondades e as falhas de um programa destinado a redistribuir renda, através do Estado, aos desamparados de sempre. Continuar-se-ão debatendo os prós e os contras do assistencialismo de Estado. E, enquanto isso, 52 milhões de brasileiros terão ludibriado um futuro cruel e passando da humilhação e da miséria à pobreza digna.

    Facebook
    Forward

    • “Por muito tempo cientistas políticos, sociólogos, antropólogos e um montão mais de ólogos continuarão discutindo as bondades e as falhas de um programa destinado a redistribuir renda, através do Estado, aos desamparados de sempre”

      Só um detalhe : Esse programa NÃO DISTRIBUI renda , ele apenas TRANSFERE renda!!

  • No Jamildo:

    Programa Bolsa Família é citado em publicação francesa
    POSTADO ÀS 15:30 EM 24 DE MAIO DE 2013

    Da Agência Estado

    O Bolsa Família foi citado em um dossiê sobre programas de renda mínima na edição de maio do jornal francês Le Monde Diplomatique. O jornal destaca que o programa foi instituído pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva. A publicação também lembra o programa de renda básica de cidadania, que virou lei em janeiro de 2004, defendido pelo senador Eduardo Suplicy (PT-SP). Trecho do texto pode ser acessado no site http://www.monde-diplomatique.fr.

    Na reportagem, uma pesquisadora constatou que a experiência de renda mínima feita entre 1975 e 1979 na cidade de Dauphin, província de Manitoba, no Canadá, conseguiu reduzir o número de hospitalizações na localidade de 100 mil habitantes e elevou a expectativa de vida de jovens.

    Nesta semana, a revista científica britânica da área de saúde The Lancet divulgou pesquisa feita pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) para avaliar os impactos do Programa Bolsa Família nas taxas de mortalidade infantil. A redução verificada foi de 17% para crianças menores de 5 anos, entre 2004 e 2009.

  • Eu tô querendo ver como faço pra ser beneficiário do bolsa-família, por que eu tô precisando urgentemente de uma calça jeans Diesel, um terno sob medida Yves Saint Laurent, um sapato Louis Vuitton, um IPhone 5, um MacBook Apple, uma TV LED 3D FULL HD Samsung 70 polegadas e um tablet IPad iOS com tela Retina.

    Fora isso, eu tô precisando ainda trocar os pneus do meu Range Rover Vogue, os bichinhos já estão com 3 meses de uso, o sistema de áudio Burmester do meu Mercedes classe S deu defeito e o acabamento em couro do meu Lexus LS deu problema também.

    E o meu casebre de 8 salas, 30 quartos, 10 piscinas, 7 saunas e 5 helipontos em Angra dos Reis? Eu fico até com vergonha de falar que eu preciso trocar o revestimento de ouro branco do piso, eu passo a maior vergonha quando meus amigos, os sheiks de Dubai, me visitam, mas aí eu vou ver se consigo entrar no “Minha Casa, Minha Vida” pra ver se o governo me ajuda. Sei não, meu Deus, é muito sofrimento.

    Eu tenho 15 filhos, eles atualmente estudam com os sobrinhos do príncipe de Mônaco, na Suíça, mas eu vou ver se consigo uma ajudinha do bolsa-escola, por que a coisa tá difícil também.

    O governo tem que ajudar, por que os preços estão muito altos e é uma injustiça com a gente que é pobre e excluído. A vida tá cada dia mais complicada e sem esse dinheiro do bolsa-família eu não sei como vou fazer pra comprar o básico e sobreviver nessa vida dura e sofrida que a gente leva.

    • Pois é! Esse tal de Bolsa Família é de enriquecer mesmo!

  • Texto original aqui http://pt.wikipedia.org/wiki/Bolsa_Fam%C3%ADlia

    O Programa Bolsa Família (PBF) é um programa do Governo Lula (2003) de transferência direta de renda com condicionalidades, que beneficia famílias em situação de pobreza e de extrema pobreza, criado para integrar e unificar ao Fome Zero os programas implantandos no Governo FHC: o “Bolsa Escola”, o “Auxílio Gás”, o Bolsa Alimentação e o Cartão Alimentação. Supõe-se que a então primeira-dama, D. Ruth Cardoso, teria sido quem impulsionou a unificação dos programas de transferência de renda e de combate à fome no país .

    O PBF é tecnicamente chamado de mecanismo condicional de transferência de recursos. Consiste na ajuda financeira às famílias pobres (definidas como aquelas que possuem renda per capita de 70 até 140 reais) e extremamente pobres (com renda per capita menor que 70 reais). A contrapartida é que as famílias beneficiárias mantenham seus filhos e/ou dependentes com frequência na escola e vacinados. O programa pretende reduzir a pobreza a curto e a longo prazo através de transferências condicionadas de capital, o que, por sua vez, visa a quebrar o ciclo geracional da pobreza. Atualmente os valores dos benefícios pagos por família não tem limite, mas o menor valor é de 32 reais.

    Foi considerado um dos principais programas de combate à pobreza do mundo, tendo sido nomeado como “um esquema anti-pobreza originado na América Latina que está ganhando adeptos mundo afora” pela britânica The Economist. Ainda de acordo com a publicação, os governos de todo o mundo estão de olho no programa. O jornal francês Le Monde reporta: “O programa Bolsa Família amplia, sobretudo, o acesso à educação, a qual representa a melhor arma, no Brasil ou em qualquer lugar do mundo, contra a pobreza.”

    Em junho de 2011, a presidente Dilma Rousseff anunciou a expansão do programa, como parte do programa Brasil sem Miséria, que tem como objetivo retirar da situação de pobreza extrema 16,2 milhões de pessoas que vivem com menos de R$ 70 por mês.

    Origem e história

    Desde os anos 80 há um debate sobre prover assistência à famílias pobres e miseráveis. A concessão de benefícios e ajuda era então feita pontualmente e de forma indireta, geralmente com a distribuição de cestas básicas em áreas carentes principalmente do norte e nordeste, algumas vezes seguidas de denúncias de corrupção devido a centralização das compras em Brasília, além do desvio de mercadorias pela falta de controle logístico. O idealizador do projeto de ajuda direta foi Herbert José de Sousa, o Betinho, sociólogo e importante ativista dos direitos humanos brasileiro. Durante o governo Fernando Henrique Cardoso finalmente os chamados programas de distribuição de renda foram efetivamente implantados no país, alguns em parceria a ONGs como o Comunidade Solidária, gerenciado pela primeira dama Ruth Cardoso. Todos esses programas estavam agrupados na chamada Rede de Proteção Social, de abrangência nacional.

    A criação do Bolsa Família teve como inspiração o Bolsa Escola, programa criado na cidade de Campinas – SP em 1994 e logo em seguida no Distrito Federal em 1995, sendo implementado em 2001 pelo governo federal. É a mais importante das políticas sociais do governo brasileiro e é hoje o maior programa de transferência condicionada de capital do mundo.

    Em 2002 já havia no Brasil uma multitude de programas sociais que já beneficiava cerca de 5 milhões de famílias, através, entre outros, de programas como o “Bolsa Escola”, vinculado ao Ministério da Educação, “Auxílio Gás”, vinculado ao Ministério de Minas e Energia e o “Cartão Alimentação”, vinculado ao Ministério da Saúde, cada um desses geridos por administrações burocráticas diferentes. O Programa Bolsa Família consistiu na unificação e ampliação desses programas sociais num único programa social, com cadastro e administração centralizados no Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, o que, segundo Banco Mundial, facilita sua eficiência administrativa e fiscalização.

    Apesar disso, o Programa Bolsa Família, começou com a unificação dos benefícios mas não com a infraestrutura e mecanismos para fiscalização das contrapartidas. No primeiro bimestre de funcionamento do programa, a informação das escolas sobre o acompanhamento dos alunos incluídos no programa, caiu 13%. Isso levou a uma série de críticas, especialmente declaradas pelo senador Cristovam Buarque sobre a falta de exigências e fiscalizações do programa.

  • O Bolsa Família, segundo Lula: http://www.youtube.com/watch?v=83WUqpvddq8&

  • Enviado por Ricardo Noblat – 25.5.2013| 17h34m
    Geral
    Falha do sistema da Caixa permitiu os saques fora de hora

    Disse a Caixa Econômica Federal em nota distribuída esta tarde:

    “A Caixa Econômica Federal esclarece que vem realizando, desde março, diversas melhorias no Cadastro de Informações Sociais, conforme já divulgado. Em consequência desse procedimento, na sexta-feira (17), primeiro dia do calendário de pagamentos de benefícios do Bolsa Família do mês de maio, o banco disponibilizou o saque independentemente do calendário individual. A CAIXA informa que a antecipação de saques fora da data prevista pode ocorrer em situações específicas como casos de calamidade ou necessidade de melhorias de sistemas.”

    A Caixa mente.

    Para mudar o sistema de pagamento do Bolsa Família permitindo o saque fora do dia marcado, o Conselho Deliberativo da Caixa teria de ser obrigatoriamente informado – e não foi, segundo acabo de saber.

    No mínimo um informe seria remetido aos membros do Conselho com o teor da decisão sobre a mudança – não houve informe.

    A Caixa esconde que houve uma brutal falha no sistema, o que tornou possíveis os pagamentos fora de hora.

    Diante do tumulto criado, a Caixa garantiu os saques no último fim de semana, restabelecendo na segunda-feira o calendário original deles.

  • “É impossível multiplicar riqueza dividindo-a” Adrian Rogers
    https://fbcdn-sphotos-g-a.akamaihd.net/hphotos-ak-frc3/296182_264681080345277_853494612_n.jpg

  • Boa familia ta foda não dá nem para comprar uma calça de 300 reais:

    http://www.youtube.com/watch?v=zCy2iPn0t2s

    esse é o exemplo de cidadão que recebe o bolsa familia

    • Pois é.

  • domingo, 26 de maio de 2013

    Bode na sala.

    A empresa de telemarketing que espalhou os boatos do final da Bolsa Família, que seria do Rio de Janeiro, não será apenas um bode na sala para encobrir uma sucessão de falhas da Caixa e do Ministério do Desenvolvimento Social? Se o dito call center existisse, a imprensa já teria divulgado o nome, o endereço e os diretores estariam prestando depoimento. Já vamos para três dias da denúncia. E nada. Estranho e muito suspeito. O governo, não a empresa de telemarketing.

  • Pierre deveria juntar todos que escreveram contra o Bolsa Família e fazer uma representação a Roberto Gurgel afim de acabar com o programa.

    Assim ele mostraria a força do blog. Já pensou, o Blog Acertos de Contas acaba com o Bolsa Família. Seria a glória.

    O problema é quando chega próximo as eleições os contra passam a ser a favor e dizer que vão melhorar o programa,. Serra já fez isto. Aécio agora diz que o program que ele fala mal e deseja acabar é do PSDB.

    Vamos lá Pierre, aproveite esta oportunidade. Você tem muitos seguidores.
    Falta dizer o que Marina acha do programa.

    • Como é que um programa emergencial, que teria como finalidade evitar que pessoas em extrema pobreza passassem fome, já dura 20 anos, onde há famílias recebendo a bolsa pela terceira geração ?

      Taí a visão do sacrossanto, antes do poder :

      http://www.youtube.com/watch?v=eoavoLTaIMY

      • Político não tem intenção de acabar com o bolsa-família. Os políticos sabem que se acabar o bolsa-família perderão os milhões de votos do povão. O dinheiro do bolsa-família é sagrado. Nenhum político que se preze vai querer acabar o bolsa-esmola. Acabar o bolsa-família no Brasil pode ser considerado um suicídio político.

        • Sergio, esse é o prejuízo que a existência de políticos profissionais traz ao país!!
          Não temos nenhum projeto de nação. Nada é feito no sentido de nos levar ao primeiro mundo. Tudo que é feito é feito visando as próximas eleições. E só. Por isso trouxeram um evento da FIFA para um país cujo povo ainda é cheio de sarna e lombriga. Só querem enriquecer e mamar no poder.

          Em tempo : Quando falo em primeiro mundo, falo não só no sentido financeiro, mas também de mentalidade.
          Não raro vemos latas sendo atiradas de Hilux ou Camaro. Não raro vemos ,em filas, mulheres colocarem “bebês” de 6 anos no colo para furar fila. Ou seja, em nosso país a mentalidade terceiro mundista está impregnada. Quantos votam por motivos coletivos ? A minoria. Votam por promessa de emprego; votam por esquemas com empresas; votam por 100 R$.

  • Nossa, quanto preconceito e desinformação nos comentários.

  • Acho massa esse aporte financeiro.
    Meu vizinho tem 2 carros novos e uma moto.
    Na casa tem 3 split, churrasqueira e tudo mais.
    E tudo pago com o bolsa família. Além do desconto na CELPE, por ser “bolsista”.
    E não estou supondo. Ele mesmo me disse, depois de algumas cervas.
    Que massa, véi!

  • O Bolsa Família é uma grande farsa…

    “Vocês têm de ver isto e espalhar país afora para o debate: são 30 segundos que resumem o Brasil. A sociedade tem de fazer isso porque as oposições têm medo de falar com quem paga a conta!

    Quero que vocês vejam este vídeo, bem curtinho. Esta senhora que fala aí é uma assistida do Bolsa Família lá de Fortaleza. São só 30 segundos. Mas eles resumem o Brasil que aí está e também apontam para um futuro — não muito promissor. Assistam. Volto em seguida.

    Voltei
    Escrevi ontem à noite um post sobre a irresponsabilidade dupla da Caixa Econômica Federal — que alterou o sistema de pagamento do Bolsa Família sem avisar ninguém e depois negou que o tivesse feito, sendo desmentida por reportagem da Folha — e das autoridades do governo federal, que saíram a acusar ou as oposições, caso de Maria do Rosário (a ministra dos Direitos Humanos, de inumana compreensão), ou um complô conspiracionista, sugerindo que, no fundo, seriam mesmo as oposições: José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça e aspirante a disputar o governo de São Paulo pelo PT, e Dilma Rousseff. A governanta classificou a boataria sobre o Bolsa Família de “desumana e criminosa”. Tudo não passou de uma trapalhada da Caixa Econômica Federal, pela qual se desculpou Jorge Hereda, presidente da instituição. Só desculpas?

    Pois é… O que antes era “desumano e criminoso” não merecerá da soberana, pelo visto, nem mesmo um puxão de orelha. Cardozo continua em busca de um bode expiatório. Quem sabe apareça alguém para confessar, não é?, e se descubra, então, que ele é vizinho da tia da cabeleireira que vem a ser prima da cunhada da faxineira do secretário-geral do PSDB de Arapiraca… É ridículo! Mais do que o boato do fim do Bolsa Família, o que se espalhou como rastilho de pólvora foi a informação de que havia uma graninha a mais na CEF, um bônus. As pessoas que lá iam constatavam: havia mesmo! Aí, meus caros, foi o que se viu… Como pergunta Silvio Santos — numa indagação que, suponho, toca universalmente o coração e o intelecto: “Quem quer dinheirooo?”. No post em questão, destaquei também o ar robusto, primaveril mesmo em alguns casos, dos assistidos do Bolsa Família. O valor médio do benefício pago a cada família está aí na casa dos R$ 150. Muita gente recebe menos, mas há quem receba mais: nunca menos de R$ 32, nunca mais de R$ 306 — é o que informa o governo. Muito bem. Agora volto à assistida do vídeo que está lá no alto. A entrevista foi concedida ao Jornal Nacional de sábado. Reproduzo a sua fala, uma das maiores contribuições jamais prestadas à compreensão sociológica destes dias.

    “Eu fui na lotérica, como vou de costume, fazer um depósito na poupança do meu esposo. Fui depositar o dinheiro. Como eu já estava lá, eu tinha de ir fazer isso, eu aproveitei, levei o cartão e tirei o meu Bolsa Família. Quando eu tirei, saiu (sic) os dois meses”.

    Entendi. Ela foi depositar, como faz habitualmente, um dinheiro na poupança do marido, certo? Já que estava lá, levou o cartão do Bolsa Família e pimba! Saíram os dois meses de uma vez só. Ai, ai, ai… Longe de mim querer cassar o benefício da distintíssima senhora Diane dos Santos — e espero que ninguém pegue no pé dela. Mas me parece que alguém que tem dinheiro para fazer poupança não precisa do… Bolsa Família, certo? Reitero: acusarei aqui perseguição caso queiram lhe cortar o benefício — porque, é fato, como ela, há uma legião, há milhões hoje em dia. O problema não é ela, mas o programa. Eu até confesso uma certa simpatia por Diane, uma brasileira brejeira, com o cabelo arrumado, brincos, pele boa… Ela desmoraliza os delírios dos bem-pensantes sobre o atavismo da fome no Brasil, que faz o coitadismo que embala as ideias de reparação social da esquerda universitária. Ela não! É, reitero, distinta! Ela nem fala “marido” — deve achar meio grosseiro. Prefere, como Daniela Mercury, mas mudando o gênero, a palavra “esposo”.

    “Então Reinaldo Azevedo sustenta que não existem mais a fome, a miséria…” Aquela fome africana, que Lula dizia existir em 2002, que ele curaria com dois pratos de comida, não existe mais no Brasil há décadas, embora haja, é evidente, nichos de famélicos em algumas áreas do sertão e até nas periferias extremamente pobres das grandes cidades. Isso persiste. Da mesma sorte, há, sim, pessoas com renda abaixo de R$ 70 em áreas restritas do Brasil profundo. Mas os pobres — eu sei do que falo — somos duros de morrer, fiquem certos, sobretudo de fome. Sempre se arranja um bico pra fazer, um serviço extra, alguma coisa que garanta o sustento dos filhos. No mais das vezes, essa renda per capita entre R$ 70 e R$ 140 é uma fantasia estatística. Ou será que a distinta dona Diane está “depositando na poupança do marido” o dinheiro do Bolsa Família? Ela nem havia sacado ainda o de abril — e já era dia 17! Certamente, o depósito que fora fazer era uma sobra, não?, depois de satisfeitas as necessidades básicas. Sobra de que renda? Não era do Bolsa Família!

    Sim, é possível que haja alguns milhões de brasileiros que precisam efetivamente de um Bolsa Família, mas serão mesmo 40 milhões, 45 milhões talvez, divididos em mais de 13 milhões de família? Não é só dona Diane dos Santos que prova que não. Vocês certamente se lembram desta senhora, que, diz, “só ganha R$ 134 há oito anos”, o que, segundo ela, não dá nem comprar uma calça para a filha, “uma jovem de 16 anos”, porque, afinal, uma calça para essa faixa etária custaria R$ 300…

    De fato, ela não tem a menor dúvida de que comprar uma calça para a sua filha é, sim, um problema do governo brasileiro, não dela própria, do marido ou de sua família. “Ah, o Bolsa Família vai custar em 2013 apenas R$ 24,9 bilhões. Perto do que o governo gasta com o Bolsa BNDES ou com o Bolsa Juros… Reinaldo não quer dar grana para os pobres.” Nem para os ricos!!! Eu não acho que governos tenham de dar dinheiro para ninguém. No caso dos pobres, tem é de criar programas sociais que os estimulem a buscar uma saída. E a injeção de recursos na conta do vivente só deve ser feita mesmo em último caso. E já está mais do que claro que o Bolsa Família, para muita gente, virou uma doação… O Nobel da Paz Muhammad Yunus está no Brasil (ver post na home). Ele criou o programa de microcrédito em Bangladesh que deu origem a um banco. Ele critica no Bolsa Família justamente seu caráter assistencialista.

    O “andar de cima”, como quer Elio Gaspari, com essa categoria sociológica haurida da construção civil, consome bem mais do que os R$ 25 bilhões do Bolsa Família em subsídios, trapaças, aditamento de contratos etc.? Certamente! Não deixa de ser uma forma de “bolsismo”, não é?, e das mais perversas. Os dois extremos — os ricos cuidadosamente selecionados para as prebendas e os pobres que recebem todo mês um dinheirinho — se tornaram pilares de um modo de fazer política. Uns são gratos ao governo de turno com doações eleitorais e outras que não aparecem nos registros do TSE; os outros expressam a sua gratidão com votos.

    O Bolsa Família se tornou, assim, uma formidável máquina eleitoreira, e os que mais se entusiasmam com o governo nem são, suponho, os que realmente precisam, mas os que, não precisando, temem uma mudança de guarda e a perda de uma benefício de que, no fundo, sabem ser descabido. Assim, é melhor deixar tudo como está.

    Oposição
    Compreendo que a oposição venha a público disputar a paternidade dos programas sociais porque, com efeito, o Bolsa Família nada mais é do que a reunião dos programas que existiam no governo FHC numa única rubrica. Já demonstrei faz alguns anos que isso é verdade. Faço-o de novo transcrevendo, em vermelho, trecho da Medida Provisória nº 132, que “criou” o Bolsa Família, no dia 20 de outubro de 2003. Essa MP foi depois convertida na Lei 10.836, de 9 de janeiro de 2004. O conteúdo era o mesmo. Prestem atenção:

    (…) programa de que trata o caput tem por finalidade a unificação dos procedimentos de gestão e execução das ações de transferência de renda do Governo Federal, especialmente as do Programa Nacional de Renda Mínima vinculado à Educação – “Bolsa Escola”, instituído pela Lei n.° 10.219, de 11 de abril de 2001, do Programa Nacional de Acesso à Alimentação – PNAA, criado pela Lei n.° 10.689, de 13 de junho de 2003, do Programa Nacional de Renda Mínima vinculado à Saúde – “Bolsa Alimentação”, instituído pela medida provisória n.° 2.206-1, de 6 de setembro de 2001, do Programa Auxílio-Gás, instituído pelo Decreto n.° 4.102, de 24 de janeiro de 2002, e do Cadastramento Único do Governo Federal, instituído pelo Decreto n.° 3.877, de 24 de julho de 2001.

    Retomo
    Assim, é claro que os programas foram originalmente criados pelo governo FHC. A questão é saber se dá para disputar essa paternidade hoje. Parece-me que não! E a máquina de propaganda montada com o Bolsa Família tem, sim, um efeito eleitoral evidente, como ficou claro em 2006 e 2010. Menos do que fazer tal disputa, as oposições teriam de ter a coragem de perguntar quem paga a conta. É claro que os petistas partiriam pra cima, acusando-a de querer acabar com o programa. Ocorre que o eleitorado cativo, meus caros, cativo já está. Não será desse mato que vão sair tucanos. Não saem mesmo! Os que se apõem ao petismo, reitero, têm de aprender a falar com quem paga a conta — muito especialmente os trabalhadores.

    Que país existe na outra ponta dessa forma de assistencialismo? Não tem outra ponta nenhuma! A outra ponta é esta que está aí. Está bom assim? É o que o modelo permite. As virtudes já se esgotaram. Com Bolsa BNDES e Bolsa Família, a gente vai ficando assim. Teremos um dia uma oposição capaz de politizar o que tem de ser politizado, fugindo do demônio do consenso, que é, numa democracia, o que é a censura na ditadura? Não sei. Se e enquanto não o fizer, pode ir brincar de outra coisa. Chegou a hora de conversar com quem, não tendo o Bolsa Família, não tem também uma sobra para depositar na poupança do “esposo”.

    Por Reinaldo Azevedo”

    http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/voces-tem-de-ver-isto-e-espalhar-pais-afora-para-o-debate-sao-30-segundos-que-resumem-o-brasil-a-sociedade-tem-de-fazer-isso-porque-as-oposicoes-tem-medo-de-falar-com-quem-paga-a-conta/

  • Seria ótimo, pois, finalmente, a compra de votos institucionalizada pelo PT teria fim. Teriam que buscar outras armas. Aliás, por que essa gente odeia a classe média?

  • interessante e bem colocado. o bolsa família tem sido usado com o uma espécie de ‘anestesia social’ que mantém uma parte do povo meramente alimentado e sem muita opção de melhoria de vida – estado ideal p ser manipulado. A pessoa simplesmente não morre de fome, mas tmb não alcança a dignidade de gerir sua própria vida. Gostaria de saber se esse é um anseio do próprio povo brasileiro ou de seus governantes.

  • A questão não é tão simples assim. A oferta de trabalho é fator crítico até mesmo nos países da Europa. Em Maio desse ano a Presidenta Dilma comemorou a criação de 4,139 milhões de empregos só no seu governo, sem contar as vagas abertas no Governo Lula. Se o Bolsa família acabasse muitos pobres morreriam de fome e isso é o desejo da burguesia que se sente ameaçada pelo empoderamento dos pobres

Tem algo a dizer? Vá em frente e deixe um comentário!

XHTML: Você pdoe usar as tags: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>

Enquetes

Em relação às punições de corruptos...

Ver Resultado

Loading ... Loading ...

Frase do dia


  • “O homem de bem é um cadáver mal informado. Não sabe que morreu.”
    Nelson Rodrigues.

ARQUIVO

julho 2014
S T Q Q S S D
« set    
 123456
78910111213
14151617181920
21222324252627
28293031  

Informação com Humor

MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).