E se Steve Jobs e Bill Gates tivessem nascido no Brasil?

ago 27, 2010 by     138 Comentários    Postado em: Economia

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Não há como falar de inovação nos dias de hoje sem citar Steve Jobs, o fundador da Apple, e Bill Gates, da Microsoft. Os dois são os maiores exemplos de como idéias revolucionam a vida das pessoas e agregam valor a um país.

Nos últimos anos a Apple modificou a forma de ouvir música, através do MP3, lançou computadores com sistema operacional extremamente eficaz, e ainda se lança no mercado de tablets com seu Ipad. Isso sem falar no iPhone. Já Gates é dono do Windows, que dispensa comentários.

Exemplos como esse são os que tornam os Estados Unidos a potência econômica que é. Suas empresas são altamente inovadoras. Por mais bisonho que possa parecer o americano comum, a tentativa de empreender faz parte do DNA das pessoas. Isso transforma a economia de um país, que conta com um sistema educacional superior muito eficaz.

Um dia desses um colega de Universidade, que estuda justamente Inovação, me disse: Nós tivemos azar, porque nem Jobs nem Bill Gates nasceram no Brasil.

Eu respondi: meu amigo, se tivessem nascido no Brasil, Jobs seria auditor da Receita e Bill Gates seria promotor.

Muitos me questionam o fato de criticar o desnível proporcionado por algumas carreiras no Brasil, e por criticar o concurso público, porque sou um concursado.

Vejamos o comentário do leitor Rururu, no texto anterior:

rururu

Pierre faz tanta críticas aos concursos públicos e esquece que ele é um concursado.

Não se trata apenas sobre o concurso, mas sobre a preferência estatal por carreiras tipicamente de atividades-meio, em detrimento da prestação de serviços no final. No meu caso específico, o concurso de professor não é algo que remunera bem. Aqueles que estão na ponta da prestação de serviços normalmente ganha mal.

Meu orientador costumava dizer que quando a pessoa estuda finanças, o pior emprego que pode ter é de professor universitário, e ele tem razão. Muitos dos meus colegas foram trabalhar em bancos, ganhando 5 vezes mais que eu (não é exagero), ou ainda foram para o Banco Central, que paga 2 vezes mais, e ainda dá estabilidade. Poderia tranquilamente ter optado por uma destas duas carreiras, mas por uma questão de afinidade e realização pessoal, fui ser professor. E nunca me arrependi disso. Ficar batendo carimbo em repartição pública realmente não é meu sonho de consumo.

Mas voltando ao comentário de Jobs e Gates, o fato é que grande parte da juventude tem como sonho de vida fazer um concurso público, seja ele qual for. Poucos porque realmente têm espírito público, e a grande maioria porque quer estabilidade e um bom salário.

O que há de errado na preferência das pessoas? Absolutamente nada, todo mundo maximiza a sua utilidade. A culpa está no incentivo desenfreado que estas carreiras estão oferecendo. Na verdade, em muitos casos nem temos carreiras, como por exemplo na Justiça do Trabalho, onde um juiz entra ganhando o piso, que é igual ao teto. Ele vai acabar do jeito que entra, a não ser que vire desembargador, e mesmo assim seu salário subirá no máximo uns 10%.

Quando se desequilibra o mercado de trabalho deste jeito, a inovação simplesmente desaparece. Em Recife, os dois maiores formadores de renda são setores ligados ao Estado. Pode-se falar que as empresas privadas por aqui pagam salários ridículos, o que é verdade na maioria dos casos, mas com esse desequilíbrio estamos incentivando nossos melhores jovens simplesmente a esquecer o empreendedorismo. Para saber do que falo, basta conversar com qualquer empresário do Porto Digital e ouvir os relatos. O C.E.S.A.R, maior exemplo de inovação em Pernambuco, perde mensalmente vários jovens que abandonam empregos de R$ 4/5 mil para seguirem a vida de concurseiros, que virou sinônimo de profissão no Brasil.

Na cabeça das pessoas, assim como nas finanças, há uma relação entre risco e retorno que é feita. Comparando com o rendimento médio de se empreender, que tem risco alto, quando se paga salários muito altos de carreiras burocráticas e estáveis, há naturalmente uma preferência de todos pelo concurso.

Isso sem falar no tempo médio desperdiçado por milhares de jovens em estudo decoreba, que não agregam quase nada à carreira futura. Bem diferente do que disse o leitor Einstein do Nascimento:

- O problema não é ser improdutivo com o tempo que passamos estudando para o concurso: Se fosse assim, o tempo que passamos no colégio dos 4 aos 22 anos estaríamos sendo improdutivos… E não em formação.

Não é bem assim. Uma coisa é a formação educacional, e outro a decoreba profissional. Mas isso é outra conversa.

Só podemos chegar à conclusão que foi muito bom para o mundo que Steve Jobs e Bill Gates não tenham nascido no Brasil.

138 Comentários + Add Comentário

  • EU concordo plenamente,

    Pierre, uma coisa é fazer, sei lá, 10 anos de pós-graduação pra ser professor (entre atos e desgostos com a incompreensão da soceidade do que faz um desses estudanes)

    outra coisa é estudar macetes de concurso, sobre adm pública, e coisas diversas que são, na prática, completamente inúteis.

    TIpo de conhecimento jogado no lixo depois de passar no concurso almejado e virar um barra-botas de algum superior pra ganhar cargos de chefia e gratificações chinfris… além de se achar superior aos outros barnabés por que baba ovo de fulano de tal…

    São coisas muito diferentes.

    Sou completamente favorável ao funcionalismo público, mesmo, contanto que não seja pra agregar massa falida intelectual aos custos já onerosos da população brasileira.

    Precisamos de um funcionalismo público comprometido com a causa nacional e popular, e não interesseiros particulares de sextas-feiras (já que n há funcionalismo aos sábados) e imprensados, além de férias e licenças. TUdo o que mais querem essas pessoas que estudam para concurso, é, antagonicamente, não trabalhar, ter uma vida fácil e mediocre que lhe possibilite consumir futilidades nos fins de semana, e elevar seu status social perante o resto dos fudidos.

    Isso dá uma tese, ou um matésis.

    • Obrigado Pierre! Não baixe a guarda! Ainda que pensem que esta sua cruzada é ressentimento. Quem liga para eles? Daqui a pouco aparece um reaça e manda uma do tipo: “Quem sabe faz. Quem não sabe ensina”. Esta é muito velha. É coisa do Simonsen. Não o empreendedor (o Roberto), mas do Mário Henrique. Lembra? Professor por vocação (como você) e Ministro-colaborador da última ditadura. Aquela cheia dos tecnocratas.

    • Desculpe discordar em um ponto fundamental, que passou despercebido no raciocínio inicial.

      Bill Gates ficou explosivamente rico como fornecedor E ASSOCIADO a uma Estatal AMERICANA, se assemelhando em muito a um funcionário público. Isto deu a ele fortes características de um servidor público ESTÁVEL.

      Explico: Gates, nos anos 70, fez um contrato com a IBM, empresa de tecnologia, mas que sempre teve e tem forte reserva de mercado. Trata-se de um gigante do tipo ESTATAL, americana, que na epoca contratou Gates para atuar num setor que era desinteressante para a IBM.

      Resultado: à sombra da IBM, GATES fez fortuna, como um apadrinhado, protegido pela reserva de mercado e estabilidade total que tal empresa promoveu a seus negócios.

      Gates teve entretanto a virtude de prosseguir em seu negócio, anos após ja ter ficado rico como fornecedor do MS-DOS, que garantiu sua fortuna inicial e lhe forneceu capital suficiente para prosseguir.

      PEÇO A TODOS QUE REVISEM SEUS CONCEITOS E NÃO SE CONFUNDAM QUANTO A BILL GATES.

      ABRAÇOS.


      • Explico: Gates, nos anos 70, fez um contrato com a IBM, empresa de tecnologia, mas que sempre teve e tem forte reserva de mercado. Trata-se de um gigante do tipo ESTATAL, americana, que na epoca contratou Gates para atuar num setor que era desinteressante para a IBM.

        Bill Gates era um *empresário* e fez um *contrato* com a IBM. Você quer realmente comparar um cara que já era empresário a pelo menos 5 anos e conseguiu um contrato com uma empresa enorme, com um cara que passou em concurso público?

        Sim, 5 anos, porque o contrato com a IBM já foi na década de 80. Contratos com empresas como a ASCII Corporation datam sim da década de 70. Não foi a IBM que deu o pontapé inicial, ele já estava ralando bem antes, a IBM cometeu um erro estratégico enorme e deu o mercado de bandeja.

        Bill Gates sempre foi um empresário. Não existe nada parecido com “concurseiro” nele.

        • Concordo plenamente. Você descreveu exatamente o que ele era, um empreendedor, e isso passa bem longe de um “concurseiro”.

  • Muito bom, Pierre. Concordo plenamente. E o ensino jurídico, claro, termina sendo construído a partir dessa consolidação de conteúdos programáticos fixados a partir do critério da pertinência do assunto aos temas que caem em concurso. Resultado: existe uma redução drástica da busca por uma educação como forma de se descobrir criticamente e um enaltecimento àquela “educação” que direciona tudo para o “agir estratégico” das provas para ingresso no serviço público.

    • Quem passa em concurso não deve agradecer ao chamado “ensino jurídico”, uma vez que a deficiência no ensino do direito no Brasil é flagrante. Algumas faculdades são fábricas de diplomas e outras se notabilizam por professores que vivem em mundos surreais, distantes da realidade e perdidos em verdadeiras “masturbações acadêmicas” que nada produzem de novo, seja para a sociedade ou para a pseudo ciência do Direito.

      Quem passa em concurso é porque ralou muito e não deve nada ou muito pouco à “academia”.

  • Meu caro Pierre,

    Se Mr. Steve Jobs e Mr. Bill Gates tivessem nascido no Brasil, eles simplesmente não seriam Steve Jobs e Bill Gates.

    O meio influencia MUITO o destino das pessoas.

    • Você está corretíssimo caro Carlos! E gostaria de complementar a falta de memória, seletiva ou não, de Pierre e os demais que constroem este excelente blog – sem ironias. Lembremos que as atividades tecnológicas e os incentivos ao desenvolvimento de tecnologia NUNCA foram olhados com respeito. Exportamos laranja e avião, e entre esses dois não há nada envolvido em tecnologia avançada. Sua insatisfação Pierre, e de muitos outros, vem da incapacidade de cobrança da população e dos séculos de escuridão que nós todos vivemos. Entretando, EU vejo mudanças. Não são como deveriam ser porque infelizmente TUDO neste País ainda é complicado e meio nebuloso, porém muito diferente da escuridão que no Brasil passou… Estamos mudando gente.

      Abraços à todos!

      • Muitíssimo bem colocado Pedro, e tem mais muitos pesquisadores e cientistas receberam bolsas do governo para estudarem no esterior e nunca mais voltaram, dinheiro do povo diga-se de passagem. É preciso muito, mas muito investimento em educação de base, coisa que não feito na época da ditadura e nem nos governos seguintes. Estudei em colégio público nos anos 70 era excelente, pois entrei para universiade pública na época e sem cursinho, vi o ensino público ser destruido nos anos 80 e 90. Como se produz cabeças pensantes e criativas sem educação meu caro Pierre? Nesses anos negros só tínhamos mesmo o serviço público.

        • Com certeza não é preciso estudar no “esterior” p/ ter uma cabeça pensante. Aliás, nem é preciso “estudar”, o que é preciso é ter um ambiente de existencia minimamente razoável em termos de atmosfera e alimentação, e pra isso é preciso tao somente OPORTUNIDADES P/ UMA PARCELA que sempre viveu numa grande merda de país.

  • Muito interessante, e real, esse ponto de vista.

    De fato, quando concordamos que se até aqueles dois gênios, no Brasil, seriam meros auditores ou promotores, juízes, diplomatas, chegamos á conclusão de que, o erro está no Brasil, não nas pessoas.

    A massa segue, nos últimos anos, em direção aos concursos simplesmente porque passamos por uma fase de revalorização e de revitalização do serviço público, que começou com algumas carreiras.

    O único erro, a meu ver, foi 1) atrasar a renovação de incentivos ao desenvolvimento profissional na iniciativa privada — sempre ávida apenas por lucros –, sem muita visão de longo prazo, visão de país, e, 2) ao mesmo tempo, não cuidar melhor da seleção dos novos servidores, com concursos que, poucas vezes, selecionaram pessoas com perfis adequados aos desafios que os contribuintes merecem ver solucionados. Na grande maioria, de todas as carreiras (falo nas do Executivo, que conheço), os concursos selecionam “cabeças-de-planilha”, decoradores de regrinhas e gente com vontade de se encostar. Isso precisa mudar no futuro. E vai mudar, por bem ou por mal, porque a sociedade está cansada de pagar essa conta. (Esclareço desde já, não sou um concurseiro frustrado; sou servidor, aprovado em concurso ainda no governo fhc e não me arrependo; mas a luta é árdua).

    Agora, se houver a continuiidade desse governo, há que se esperar que, na nova etapa, comecemos a cobrar resultados. Retroagir àquela visão de estado zero, é um engano. Da mesma forma que limitar a reforma do Estado à melhoria dos salários.

  • Concordo plenamente e assino embaixo! O Brasil e seus filhos vivem das tetas da “viúva”, fico pensando na quantidade de profissionais talentosos que o setor privado perde devido a baixa remuneração em relação ao público, e qual será o efeito disso a longo prazo, para o desenvolvimento do Brasil qual setor de maior importância privado ou público??

  • Aqui onde trabaho, sou cercado, vejam só, por um engenheiro formado na UFMG, um agrônomo, um odontólogo e um veterinário, todos formados na UnB. Desistiram das carreiras por questões que não podemos condenar.
    O acerto do Executivo seria, agora, aproveitar essa massa e cobrar resultados.

  • Pierre, a verdade é que Steve Jobs e Bill Gates JÁ NASCERAM no Brasil. So que estao por aí, nos escaninhos do servico publico, numa emprel ou serpro da vida. Tentaram emprestimo no Banco para criar sua microsoft, mas foi negado ou os juros eram mt altos. Nao havia instituto de pesquisa q aceitasse trabalhar em algo q fosse para dar lucro. E os seus colegas acabavam acomodados tb, pela lei de protecao ao mercado interno. Claro, há gratas excecoes, mas ainda matamos talentos por falta de condicoes de se desenvolverem.

    Em tempo: sou servidor publico, mas nao tenho espírito corporativista. Alias, so pra atestar como é a mentalidade tacanha de mts no Estado, ja fui servidor da Justiça Federal em PE e trabalhei com uma juíza que considerava que os advogados eram todos frustrados ou incompetentes pois nao tinham conseguido passar num concurso para juiz.

    Ou seja, ainda mt se imagina q se vc esta na iniciativa privada é pq nao foi aprovado em concurso. Qd em alguns lugares (SP capital por exemplo), é o contrario. Se vc foi pro Poder Publico, é q nao venceu no mercado.

  • Alias, esse post me lembrou daquela piada dos dois mexicanos que moram na fronteira com os Estados Unidos. Um olha para o outro e diz:

    - sabia que aquela parte dos EUA antigamente era mexicana? Pois eles roubaram da gente!

    - pois é, retruca o outro, e ainda ficaram com a parte asfaltada da estrada…

  • Nao entendo essa cruzada contra concursos publicos.

    Porque o serviço publico nao pode ficar com os melhores, por que só iniciativa privada que paga pouco e explora muito tem que ficar com os melhores??

    setor publico nao é só o judiciario nao..o INMETRO, O IBGE e a propria EMBRAPA. Que produz muita pesquisa de qualidade. enfim poderia passar horas citando exemplos mas é só da uma pesquisada no google que vc pode obsevar pessoas produtivas que são concursadas.

    Eu to entendendo, a partir desses ataques,é que você defende o estado minimo.

    • Eduardo
      Nenhum dos três órgãos citados é sonho de consumo de concurseiros.
      O IBGE paga uma merreca, o Inmetro também, e a Embrapa é semelhante a Universidade

      • Pierre, quando se fala em aumentar a remuneração do servidor público quem primeiro reclama é a mídia. Ou bem temos serviço público de qualidade e bem remunerado ou bem temos serviço público porcaria e mal remunerado. Mudança tem que ter, mas a mudança tem que começar do alicerce, a educação de base, sem isso vamos quantinuar na mesma mediocridade em todos os setores.

        • emília, cara concurseira, o póbrema é que mesmo aqueles serviços públicos bem remunerados não prestam.
          Ou vc vai me dizer que o sistema público brasileiro é bom?

  • O problema no Brasil é uma crise de perspectivas.

    As pessoas não conseguem, sequer, imaginar o que seria ser um jobs ou um gates. O conceito de self-made man é quase inexistente: ou você nasce feito (rico) ou você vai ralar pra ter uma vida mais ou menos.

    Nessa perspectiva, um concurso público é o máximo que as pessoas conseguem imaginar porque, se elas não vão enriquecer, vão pelo menos ter a garantia de que não vão empobrecer.

    Vale ainda adicionar que, mesmo as empresas procuram mamar nas tetas do Estado: quantas não são as empresas privadas que vivem de licitações?

    • Vc acertou em cheio…nós não temos perspectivas…que é o q faz uma pessoa (e naturalmente seu país) crescer.

  • Concordo plenamente com Pierre, porém cometeu uma tremenda gafe:

    “O C.E.S.A.R, maior exemplo de inovação em Pernambuco, perde mensalmente vários jovens que abandonam empregos de R$ 4/5 mil para seguirem a vida de concurseiros, que virou sinônimo de profissão no Brasil.”

    JOVENS que ganham 4/5mil reais por mes com TI??? Hahaha!! Onde isso??? No CESAR???? Piada!

    Meu amigo, se informe melhor. Isso é uma utopia. Jovens de TI que estudam ou recem-formados não ganham esse salario de forma alguma. Esse salario só ganha quem faz parte de cargos como direção, coordenação, coisa que um jovem recem-formado dificilmente vai conseguir, obviamente. E nada mais justo.

    Os primeiros passos na área de TI é alcancar um emprego de junior em desenvolvedor de software, redes, gráfico e etc. Um desenvolvedor de sistemas junior, ganha no maximo 1500 reais. Olhe que to falando no máximo mesmo. Nao varia muito esse valor entre as empresas. Já vi empresa de TI no Recife Antigo, que paga 1700 por engenheiro de software SENIOR. Isso mesmo! Um jovem em TI ganha entre 1,5 mil à 1,8 mil reais. Chega ha uns 2,5 mil reais com experiencia de 1 ou 2 anos na area, no maximo com CLT.

    Um salario de no máximo 4 ou 5 mil reais dificilmente é pago pra quem não faz parte da direção da empresa. Talvez um analista com muita experiencia profissional ou arquitetos de software e olhe lá!

    Enfim, a diferença entre aqui e os EUA é que lá a profissão além de regulamentada, é valorizadissima pelo governo e empresas. Os profissionais tambem são, vivem muito bem independentemente do cargo que possuem.

    • Regulamentada ela não é não…

    • falou tudo amigo….

      eu que nao quero ser demitido a qualquer hora.. tendo menino para criar, além de ganhar muito mal, ter que viver do emprego (fazendo pós, trabalhando 12horas, passar fim de semana pensando no trabalho)…
      nao adianta ficar pensando no mundo perfeito… em que todos deveriam empreender, lutar para ser os melhores… isso é pensamento muito capitalista norte americano, a cultura do heroísmo…
      vamos viver nossas vidas…. ganhando menos… com qualidade de vida… dando uma boa atenção a nossa família… e curtir a natureza…

      prefiro ganhar 6mil com qualidade de vida do que ganhar 15… 20..(isso tendo que perder muitas coisas para chegar nisso, óbvio, pois no começo vc trabalha muito e ganha 2mil) tendo que morar no avião, falar com a familia por telefone, viver grudado num notebook.

      é opção de vida!!! somente.

      além de que.. concurso público é justo… quem estuda, se esforça… vao ser os melhores que vao entrar… e vao ser os melhores que vao estar no servico publico…

      Quem nao é desse mundo de concursos/servidao publica… deve confundir muito Concursado com Cargo de comissao…. esses sim, verdadeiros sugadores, sem nenhum preparo, que estão lá por indicação.

    • Jovem não precisa ser recém-formado
      Estou falando de um coordenador mesmo

    • E o CESAR é outra empresa que vive do nosso dinheiro, financiada pela Lei da Informatica…

    • O Hugo tocou em um ponto chave. Concordo com a existência do problema mencionado no texto: um país em que o grande sonho de toda uma geração é ser funcionário público está fadado a matar grande parte de seus talentos inovadores. Porém, não concordo com a causa raiz do problema apresentado. Para mim, a raiz está na área privada e nas universidades. Eu que, assim como o Hugo, vim da área de TI, senti na pele o quão pouco valorizado é o conhecimento técnico-científico nas empresas brasileiras, isso mesmo me considerando bem-sucedido na carreira. A área de informática, que é uma grande fonte de inovações e riqueza – vide todos os países que deram reais saltos nas últimas décadas – é uma das menos valorizadas no Brasil. Sem contar com as demais engenharias, que muitas vezes não dão nem oportunidade de se trabalhar na área de formação. Sou funcionário público há poucos meses e a maioria dos meus colegas veio da área de engenharia/informática, formados em universidades de ponta, com pelo menos 10 anos de experiência, pós-graduação, mestrado ou doutorado, experiência internacional e inglês fluente. Todos estavam bastante decepcionados com a relação dedicação (leia-se “esfolação”) x reconhecimento na iniciativa privada.
      Trabalhei nos EUA e já visitei algumas universidades de ponta: MIT, UCLA, Stanford e Harvard. O que muito me impressionou era ver ofertas de estágios e bolsas de pesquisas em assuntos bastante inovadores e envolvendo tecnologia de ponta; oferecidos por empresas como Intel, Sun, etc. Também me impressionaram os enormes prédios de laboratórios, altamente equipados, muitos deles feitos em parceria com a iniciativa privada, para pesquisar temas de interesse da “patrocinadora”. No Brasil, as empresas só querem ganhar dinheiro com o que tiver garantia de retorno de 100% e as universidades parecem viver em um universo paralelo ao das empresas.
      Concluindo, o problema maior não está no excesso de atratividade da área pública mas sim na falta de atratividade e excesso de “esfolação” da iniciativa privada. Creio que isso só pode ser mudado com a valorização da educação, incentivo maciço à inovação empresarial e a aproximação entre as universidades e as empresas.

  • Pierre,

    Se Bill Gates e Steve Jobs tivessem nascido no Brasil, talvez eles não fossem nada, ou talvez fossem o que são, mas não seriam auditor e procurador por uma simples razão: nenhum dos dois concluiu o ensino superior.

    • Márcio,

      Ambos deixaram a faculdade para empreender. No Brasil, concluir o ensino superior é visto como uma etapa necessária para concorrer aos melhores concursos públicos.

      • Márcio, ridículo.
        Bahé, palmas!

  • Verdade. O atual momento vivido pela sociedade com relação ao serviço público irá trazer sérios prejuízos para o Brasil.

  • Pierre, você já estudou Direito?

    Já estudou Direito para concursos?

    Como pode afirmar que é decoreba, e não formação? É óbvio que há uma parcela de decoreba, afinal, estamos falando de leis. Mas os concursos de nível superior, principalmente os mais avançados, como procuradorias, promotorias, magistraturas, defensorias públicas etc. exigem muito mais que isso. É necessário um conhecimento extenso não só de lei, mas de jurisprudência e de doutrina.

    Você já viu a biblioteca de um candidato a Procurador da República? Com sinceridade, meu estudo para concursos públicos, atualmente, está mais profundo do que 90% do que estudei na Faculdade de Direito do Recife. E olha que lá fui um excelente aluno, nunca sequer precisei fazer uma prova final.

    • Rato, você bem que poderia começar decorando seu próprio nome. Ou será que vai assinar como ilustríssimo procurador federal “Rato”?!

    • Rato,

      O tema central do debate não é esse. Claro que ninguém está pregando aqui o fim do Estado e do serviço público. Tampouco que os servidores sejam despreparados para suas funções.

      Mas há algo de muito errado num país em que o sonho profissional de toda uma geração seja a de ser funcionário público.

      • nao é assim não… que exagero.. TODA UMA GERAÇÃO…

      • Há um forte exagero na afirmação de que toda uma geração só pensa em concurso público. Diria que a grande maioria dos bachareis em direito, sim. Mas quem faz Direito não quer ser Bill Gates ou Steve Jobs. É também uma questão de vocação.

        Aliás, as carreiras de Juiz, Promotor, Defensor Público são tão dignas quanto a carreira de um grande empresário. A diferença é que, para ser Juiz, Promotor, Defensor Público, você tem que estudar e passar por um concurso público, a bem do princípio da igualdade e impessoalidade. Não é o caso de um grande empresário.

    • Também sou da área jurídica e concordo com o Rato. Não é qualquer um que passa num concurso para Procurador da República, Magistratura ou mesmo AGU. São pessoas que estudaram MUITO e conhecem PROFUNDAMENTE os conteúdos, mais do que alguns professores que no passado lhes ministraram as mesmas disciplinas na faculdade. Recentemente, foi divulgado um concurso na Paraíba, acho que foi para Promotor de Justiça, que não teve NENHUM APROVADO. Duvido que, se fosse só decoreba, ninguem passaria…

      Comparar concursos de alto nível com essas provinhas da FCC, Cespe e etc que só cobram decorebas é o cúmulo do absurdo. A quantidade de estudo demandada para alcançar uma aprovação num concurso de alto nível é, muitas vezes, maior que num mestrado ou doutorado (onde se fica dentro de uma mesma área de atuação).

      Até concordo que o escalonamento dos salários do serviço público é bisonho, tem diferenças enormes, sobretudo em relação às atividades-fim. Nisso concordo com Pierre. No entanto, discordo que um auditor da Receita ganhe, por exemplo, 4 ou 5 mil. Ele tem que ganhar bem mesmo, pois administra uma quantidade absurda de dinheiro. Ou por acaso, um executivo que uma empresa com orçamento bilionário, ganha 4, 5 mil? Vamos tentar racionalizar mais essa história do concurso público e não partir para generalizações, muitas vezes, sem sentido.

      • Concurso de “alto nível”… Isso já mostra a mentalidade elitista dessas figuras.

        “São pessoas que estudaram MUITO e conhecem PROFUNDAMENTE os conteúdos,”

        Estudar “tanto” e nao se propor a questionar de fato nada daquele “conteúdo” (questionar verdadeiramente, nao simplesmente discordar enquanto se bebe coca-cola com pizza) me soa extremamente limitado! É decoreba de “profundidades”. E o resto é o salário…

        • É o senso comum teórico apresentado por Lênio Streck…

          mas esse é um outro questionamento que está em toda sociedade: a falta de senso crítico, de pensar além.

  • Lembro do ciclo de debates que o blog promoveu, ano passado, na UFPE. O tema do debate era corrupção na gestão pública. Um dos convidados era o delegado da PF Protógenes Queiroz, que em determinada hora perguntou:

    “Quem daqui pretende fazer concurso público?”

    Um auditório lotado majoritariamente de estudantes dos cursos de administração e economia levantou as mãos em ato reflexo. Logo no centro onde deveriam estar os futuros empreendedores de Pernambuco.

    Uma lástima.

    • bom é ser demitido a qualquer hora.. ganhar mal… estudar, estudar e estudar… fazer 3 pós, fazer inglês no exterior, trabalhar 12 horas por dia em função….

      cada um com sua opinião…

      • Boa mesmo é a mamata, não é, vitor? Se painho ajudar fica melhor ainda.

        Você é “ignoramus”! Não consegue nem reconhecer que há, de fato, uma certa razão nas palavras de Pierre e Marco.

        • É óbvio que as palavras de Pierre e Marcos Bahé tem seu mérito, e diria até que estão, em essência, com razão. Tem muita gente fazendo concurso público não porque quer exercer determinada função, mas sim porque querem ganhar um salário X.

          O problema é a generalização. O problema é considerar o concurso público um mal. O problema é pretender, mesmo que de forma velada, que o Estado pague mal seus funcionários, ao invés de lutar por melhorias salarias no setor privado. Que inversão de valores é essa?

        • Pergunto ao camundongo aí quem é que está dizendo aqui que “o concurso público é um mal”?
          Do que li no post, nao li nada nada disso. Só nos comentários do “mickey” e seus repetidores isso é dito. Esse rato pra im nao passa de um ratinho de concursos!

    • “Logo no centro onde deveriam estar os futuros empreendedores de Pernambuco.”

      Realmente, não, não deveria. Estudei lá até dois anos atrás, e não havia uma única cadeira-feira-concurso-palestras sobre empreendorismo em sentido estrito. Não me venha contra-argumentar que qualquer movimento em Administração seria fruto duma ação empreendedora ou outros sofismas do tipo. Algo onde o aluno possa se pergunta que diabos ele estaria fazendo de fato por aquelas salas, tendo o professor como (através da sua experiência, seu saber cadêmico) encorajador/questionador de seus projetos profissionais. Espero que não ler “orientador de tcc e iniciação científica” como resposta.

      Se o CCSA fosse um espaço onde o comportamento empreendedor fosse fomentado, porque a maioria dos graduados não voltam à procura dos professores, funcionários e outros colegas pra saber “o que está acontecendo”, na busca por mais informações – afinal, ali seria um nascedouro de Gates e Jobs, um lugar de esfervescência empresarial – que lhes possam formular novas oportunidades de negócio? Por quem ele seria recebido? Pelo mestrado?

      Acho q o exemplo maior, e resposta dos parágrafos anteriores, da falta dum “espírito empreendedor” do CCSA em minha época tem a ver com sua vida política. Um centro acadêmico onde as eleições para gestor do centro não tinha a mínima disputa, numa espécie de coro de contentes, é sinal que aquele lugar carecia de ideias. Não estamos preocupados nem com o que pensamos, quem dirá, ganhar dinheiro com esses mesmos pensamentos.

      A pergunta é: Nossos professores são empreendedores? Há outros pierres no ccsa considerando o custo de oportunidade de se expor a outras atividades que não seja sua vida acadêmica?

      Certamente, em minha época, aquele lugar não era para empreendedores.

  • Os maiores empreendedores no Brasil ou são pastores ou políticos. Fato.

  • entendi a crítica… mas usar o jobs e gates como exemplos foi um cúmulo absurdo…
    são dois dos maiores representantes do empreendedorismo mundial. Eles no mínimo seriam donos de grandes magazines.

    sei que auditores fiscais ganham bem… e teem que ganhar mesmo, teem posição privilegiada, sem cobrança, o estado não recebe, e sem receber não sai dinheiro para ninguém… além do perigo da função.

    o fato realmente são os que estão na ponta dos serviços públicos ganharem mal mesmo… principalmente educação e segurança. Educação pela importância do futuro da nação e segurança pela facilidade de corrupção dos policiais.

    • Travô…zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz

  • Se nascessem no Brasil, Bill Gates e Steve Jobs estariam… em alguma Microsoft da vida!

    É esse o destino de vários gênios de TI no Brasil: acabam sendo contratados por grandes empresas americanas. Pode ir lá no Centro de Informatica da UFPE e conferir esta realidade. Eu mesmo já fui aluno de lá, por 3 semestres (saí porque percebi que não aptidão nenhuma para programação). Recentemente um ex-colega da da época me achou no Facebook e soube que ele e mais 2 de nossa época estão na trabalhando para Bill Gates. Três pessoas, DA MESMA TURMA! Imaginem os demais?

    E não é só na área de TI não. Também conheço gente formada em Administração na UFPE que é analista financeiro senior nos USA. Quem trabalha para uma transnacional e se destaca, pode ter certeza que vai pro exterior, esse é o caminho natural das coisas.

    Aqui só fica a grande massa de assalariados mal remunerados e daqueles que já desistiram da iniciativa privada (às vezes sem sequer tentar!) e tem como única opção de vida decente o concurso público.

    Reitero que disse num comentário passado: a crítica, a meu ver, não deveria ser direcionada aos concurseiros e sim ao Estado brasileiro, que não cria oportunidade porque mantém engessado o setor privado que sofre com burocracia para abrir, funcionar e fechar; impostos altíssimos; serviço judiciário deficiente (às vezes nem tanto por falta de servidores, mas de Juízes e também, por causa da legislação anacronica); dificuldade de captação de recursos(juros altíssimos); excesso de encargos trabalhistas (sim, sou favorável à flexibilização), dentre outros óbices.

    Todos os dias vemos na imprensa os benefícios concedidos a favor de servidores públicos. Aumentos de 10, 15, 20%. Há carreiras que hoje tem salário 3 ou 4 vezes maior que há 5 ou 6 anos atrás. Como resistir à isso? Só sendo muito masoquista preferir trabalhar 8 horas por dia para não ter seu serviço reconhecido numa empresinha familiar daqui do Nordeste (não necessariamente uma pequena empresa, nas grandes ocorre o mesmo, se não tiver QI, não sobe na carreira). Mesmo na iniciativa privada, a única alternativa é trabalhar numa grande transnacional, onde há possibilidade de ascensão de carreira.

    Eu mesmo conheço o caso de uma pessoa (a mesma que me referi alguns parágrafos atrás) que se viu nessa encruzilhada: os diretores regionais da empresa nao davam valor ao seu trabalho, ele começou a estudar para concurso público e tentar ser aprovado no trainee de uma grande empresa (apesar de ser formado há pouco tempo, já tinha 5 ou 6 anos de experiencia e por isso foi rechaçado nos trainees, porque já era “muito esperto”). No final das contas, a oportunidade veio do exterior: a empresa onde ele trabalhava foi COMPRADA pela gigante multinacional do setor e poucos meses depois ele foi chamado para a sede nos USA. Não fosse isso, continuaria aqui no Recife, estudando para concurso após o expediente e vivendo uma vidinha miserável.

    Em outras áreas, sobretudo técnicas e de ciências humanas, só resta como opção o concurso publico para areas diferentes ou então seguir carreira academica, mestrado, doutorado, docência. O cara então passa a vida toda na Universidade sem vivencia nenhuma do mundo externo e o ciclo vicioso continua… Mas pelo menos teve uma carreira estável e vai ter direito a uma aposentadoria razoável (apesar da taxação e da redução de proventos implementada pelo governo Lula em 2003), coisa que NINGUEM nunca vai ter no INSS (que paga no máximo 3500 e olhe lá).

    Dessa forma, o concurseiro atual é apenas mais um vítima do custo Brasil e do nosso ambiente hostil ao empreendedorismo. Trata-lo como se fosse um “preguiçoso” é uma hipocrisia sem fim. Muitos dos jovens concursados estão mudando a cara do serviço público em diversos setores. Vejam aí o quanto cresce a arrecadação da Receita Federal por mês. Até no Judiciário vc vê a diferença de presteza de serviço numa vara com a maioria de servidores jovens.

    A cultura do concurso público, ressalte-se, foi criada pela postura paternalista (ou maternalista, se levarmos em consideração a metáfora das “tetas”) do próprio Estado brasileiro. Além disso, temos o fator “industria dos concursos”, que é estimulada pela a quantidade cada vez maior de concursos, acima da capacidade de contratar do Estado. Daí veio o entendimento jurisprudencial de “obrigatoriedade de nomeação do candidato aprovado caso esteja dentro das vagas previstas” (argumento este que sou a favor… se convocou concurso, tem que chamar sim). Então para burlar essa regra, aumentaram os concursos de cadastro de reserva, que atraem milhares de candidatos, chamam pouquissimas pessoas e só servem para gerar renda para a industria do concursos.

    A iniciativa deve vir de cima. A ação governamental (principalmente dos legisladores, que não querem saber de reforma alguma) é imprescindivel se quisermos mudar esse cenário.

    • Outstanding.

  • Talvez Steve e Bill, caso fossem brasileiros, prefirissem ser jogadores de futebol ou pagodeiros.

    Por que esse ódio aos auditores e membros das carreiras jurídicas? Nos tempos da ditadura militar eram as carreiras técnicas as melhores remuneradas e que eram cheias de regalias, isso sem se exigir concurso público. Criou-se uma geração de marajás – engenheiros, na maioria – que entraram pela janela.

    Entendam de uma vez por todas A ATIVIDADE DO FISCO É ESSENCIAL AO ESTADO, DESDE TEMPOS IMEMORIAIS. Se o fato de a atividade ser fim fosse a única justificativa para bons salários, o maior salário na administração pública seria dos GARIS (tente viver sem coleta de lixo por um tempo…). O AUDITOR e o PROCURADOR DE ESTADO fazem atividades ESSENCIAIS à PRÓPRIA EXISTÊNCIA DO ESTADO (entendam, falo do ESTADO e não dos indivíduos) e por isso têm tratamento CONSTITUCIONAL diferenciado. Professor, caro Pierre, exerce atividade importantíssima, mas que NÃO É EXCLUSIVA DO ESTADO, tanto que pululam por aí as escolas particulares.

    Será que vocês não entendem mesmo ou seria apenas alguma espécie de trauma? Se for assim, o jeito é partir para uma boa terapia.

    • É verdade João.

      Até uns 10 anos atrás, as carreiras jurídicas de ponta não ganhavam tanto.

      Veja por exemplo a verdadeira CASTA formada pelos funcionários antigos da Chesf, da Sudene, dentre outras autarquias e empresas públicas (incluindo tambem os Banco do Brasil, cada aposentadoria da porra o pessoa tem!!) na maioria engenheiros, agronomos, geologos (segundo meu falecido pai, geologia já teve uma época que foi coqueluche no vestibular, acreditem!! Everardo Maciel, por exemplo, é geólogo!) que entraram pelas portas dos fundos nas décadas de 70 e 80. Ganham muitíssimo bem, tem o melhor plano de saúde possível e imaginável, estabilidade, etc. Sem concurso público!!

  • O texto parte de um pressuposto que não concordo: o de que a carreira pública retira do mercado empreendedores.

    Ora, a principal característica de um bom empreendedor é justamente a capacidade de assumir riscos ou mesmo o desejo de ultrapassá-los. Quem sente gosto pela inovação e empreendedorismo dificilmente vai trocá-los pelo serviço público, os que o fazem preferem a acomodação e a estabilidade que o cargo público proporciona.

    Erra Pierre ao misturar a justa crítica dos salários exagerados com esteriótipos preconceituosos do que seja o serviço público (batedor de carimbos). O texto não faz distinção entre crítica ao teto salarial do serviço público e à existência da figura do concurso ou da estabilidade. Não considera os porquês de termos essas duas figuras na nosso ordenamento administrativo e nem as consequências de acabar com elas.

    • Olhe, é tanto concurseiro aqui, que eu desisto.
      Vão decorar suas matéria, e “se aprofundar” nos seus conteúdos insignificantes, e aproveitem seus táxis e seus morangos com creme de leite condensado nos fins de semanas!

      • Martinho,

        Tá bom. Nós vamos decorar nossas matérias. E você , como bom empreendedor que deve ser, vá empreender, inovar, lucrar, ora! E claro que, se fizer tudo isso, você também terá direito a “táxis e morangos com creme de leite condensado nos fins de semana”.

  • O constituinte deve ser DOIDO, pois olha só como ele tratou os “inúteis” da carreira do FISCO:

    “CAPÍTULO VII
    DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
    Seção I
    DISPOSIÇÕES GERAIS

    Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

    XVIII – a ADMINISTRAÇÃO FAZENDÁRIA e seus SERVIDORES FISCAIS terão, dentro de suas áreas de competência e jurisdição, precedência sobre os demais setores administrativos, na forma da lei;

    XXII – as ADMINISTRAÇÕES TRIBUTÁRIAS da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, ATIVIDADES ESSENCIAIS ao funcionamento do Estado, exercidas por SERVIDORES DE CARREIRAS ESPECÍFICAS, terão recursos prioritários para a realização de suas atividades e atuarão de forma integrada, inclusive com o compartilhamento de cadastros e de informações fiscais, na forma da lei ou convênio. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 42, de 19.12.2003)


    Art. 167. São vedados:


    IV – a vinculação de receita de impostos a órgão, fundo ou despesa, ressalvadas a repartição do produto da arrecadação dos impostos a que se referem os arts. 158 e 159, a destinação de recursos para as ações e serviços públicos de saúde, para manutenção e desenvolvimento do ensino e para realização de atividades da ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA, como determinado, respectivamente, pelos arts. 198, § 2º, 212 e 37, XXII, e a prestação de garantias às operações de crédito por antecipação de receita, previstas no art. 165, § 8º, bem como o disposto no § 4º deste artigo; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 42, de 19.12.2003)”

    Será que existem dispositivos semelhantes para a carreira de professor? Não? Por que professor NÃO É CARREIRA DE ESTADO.

    AUDITOR, JUIZ, PROMOTOR, PROCURADOR, DELEGADO SÃO CARREIRAS DE ESTADO, das quais o ESTADO DEPENDE PARA EXISTIR. As demais, como professor, engenheiro, médico, gari são carreiras importantes, mas não são ESSENCIAIS ao ESTADO, pois as suas atividades (sejam meio ou fim) podem ser exercidas por particulares. E ponto final.

    Para quem não entendeu sugiro a leitura da CONSTITUIÇÃO FEDERAL, de um bom livro sobre ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA e algum resumo de direito administrativo.

    Um bom final de semana a todos.

    • Assino embaixo.

      Destruiu Pierre!

      AUHAUHAUHAUHAUHAUHAUHAUHAUHAUHAUHAUHAUHAUHAUHAUHAUHAUHAUHAUHAUHAUHAUHAUHAAUHAUHAUHAUHAUHAUHAUHAUHAUHAUHAUH!!!

    • João e Danilo
      Está na hora do expediente na Fazenda.
      Vamos trabalhar pessoal.

      • Eu não trabalho na Fazenda, mas bem que queria. Sou apenas um bacharel em direito desempregado cuja única alternativa é o tão demonizado concurso público.

        Aliás, vou desligar agora meu PC e voltar ao estudo.

        Boa tarde a todos!

        • Danilo é mais um concurseiro sem cérebro.

      • KKKKKKKKKKKKKKK

        Ótima resposta. Vc é o rei da dialética!

        Mas pensando bem, entendi que você gosta desse tema. Deve ser para dar audiência ao blog.

        O seu blog é bom rapaz, não precisa desses instrumentos para conseguir mais acessos. Leio o blog pelos comentários políticos, mas essa perseguição aos fazendários me incomoda e agride minha inteligência.

        Esse tipo de comentário jocoso, agressivo e desrespeitoso não condiz com a figura de um professor e de uma pessoa que deseja ser formadora de opinião por meio de um blog tão procurado.

        Sua falta de argumentos é espantosa.

        PS: apesar de não de sua conta, saiba que não estou no trabalho.

        • Pronto, mais um defensor da Big Teta! Ó glória!

    • Não destruiu a tese de Pierre…fora de questão

      • Quem disse isso nao passa de um completo patife.

  • Acho que o que escrever LUIS OLIVEIRA é que explica essa corrida aos concursos: tente ser empreendedor no Brasil e veja como é “fácil”.

    Se Gates e Jobs fossem brasileiros, diz uma piada, hoje venderiam CD’s e DVD’s piratas no meio da rua!

    O “Império do Mal” EUA é local por excelência em que uma idéia sempre encontra financiamento, sempre encontra quem aposte.

    Conheço pessoas que moram e são empresários (nada grande, para não pensar que são milionários) lá. Tudo é mais fácil. Até o imigrante ilegal pode abrir a sua empresa! Os lucros são menores porque se vende muito mais lá e também porque a carga tributária é bem menor. Ganha-se no atacado e não no varejo.

    Aqui, e digo por experiência pessoal, tentei fechar uma empresa Ltda que nunca tinha funcionado. Levei dois anos, contratei um despachante depois disso e até hoje ela não foi formalmente fechada (isso há quase vinte anos!). E ainda sofri uma cobrança fiscal da Prefeitura.

    Por isso que não existe empreendorismo no Brasil, por isso que é muito melhor estudar para concurso público.

    • + 1.
      Esse País tá perdido!

  • Concordo plenamente. Eu, mesmo sendo um bom aluno na escola, concursado no colégio militar de fortaleza (com todos os méritos que isso representa lá) larguei de ser um estudante de direito/concurseiro, assim como queria minha família, para tornar-me geógrafo.

    Escolhi o que sempre quis e o que hoje me realiza. Caso um dia eu faça concurso público não será meramente pelo salário e estabilidade, mas para poder por em prática o que aprendi da forma que eu acredito ser certa.

    • Sua atitude mostra como deveria ser para TODOS, trabalhar com o que gosta, unir o útil ao agradável. Passar 8 horas por dia fazendo o que não gosta causa incomodo a propria pessoa e a quem esta do seu lado, é o tal frustrado profissionalmente, que não rende, que não produz, que é um peso-morto, e no final ruim para todos. As pessoas tem que ter em mente que dinheiro não é tudo.

      Nada contra que “carreiras de estado” paguem bem, sou contra é o sujeito que se lasca de estudar, simplesmente para passar o dia “coçando” e esperando o final do mês para ver o dinheiro caindo na conta, achando que não deve nada a ninguem, e atendendo mal todo mundo, sejam eles seus clientes externos ou internos.

    • Bonito comentário, Thiago. fazer concurso pelo que se é apto, e se tem dedicação. E nao fazer pela gravata (status) e pelo morango com creme de leite condensado (estabilidade consumista) nos fins de semana.

  • Qualquer empreendedor brasileiro, por si só, teve (e ainda tem) muito mais dificuldades – e talvez até mais méritos – do que Bill Gates (apesar de não terem chegado no patamar de fortuna que Bill chegou). Pega a história qualquer um desses aí – pode até ser o Zé Alencar, o vice do amado presidente dele ou Silvio Santos (ex-feirante), dentre tantos outros.

    Veja o ambiente em que Gates foi educado… A cultura americana é voltada para o empreendorismo, não apenas em escala comercial, mas pessoal. Lá, os jovens são estimulados a desafios, a economizar dinheiro, têm por habito sair de casa cedo, fazer faculdade longe dos pais, etc. É MUITO diferente da cultura brasileira. Isso fora a educação ao qual Gates teve acesso e o fato dele não ser nenhum “homeless” do Brooklyn e sim advindo de uma familia classe media alta.

    E Steve Jobs? Até um dia desses, antes dos lançamentos do iMac e do iPod, era o retrato do executivo fracassado. Na época, a grande ameaça ao reinado de Gates era o hoje anonimo Larry Ellison da Oracle. Jobs foi enxotado da empresa nos anos 80 e a Apple quase faliu. Seus computadores passaram anos com a pecha de computador para excentricos ou então restrito ao nicho dos designers graficos. Ele só veio se redimir (e redimir a empresa) muitos anos depois, quando a empresa estava na UTI e não tinham mais ninguem para chamar. Em outras palavras: o grande pulo de Jobs foi apenas nos ultimos anos, quando ele já era um sujeito conhecido e conseguiu recuperar uma marca desgatasda. Vale como exemplo de superação profissional e não como empreendedorismo.

    • zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz
      Vai-te wikipedia!

  • Pierre, trabalhei por mais de 3 anos no C.E.S.A.R. e posso te afirmar que isso de salário de 4 ou 5 mil é mentira. Primeiro que no C.E.S.A.R. não existe crescimento profissional, nem aumento de salário. Nesses 3 anos em que estive, não conheci ninguém que era júnior e foi promovido a pleno, nem de júnior 1 a júnior 2, e olhe que lá existe 4 níveis de júnior, com a diferença entre eles de 100 reias no máximo.
    Segundo que no porto digital existe um acordo de “cavalheiros”, chefiado pelo C.E.S.A.R., que as empresas de lá evitam contratar funcionários que já estão trabalhando em uma empresa do porto digital, com isto existe muito pouca mobilidade para o funcionário trocar de emprego e conseguir salários maiores. Por isso Pierre, em Recife eu ganhava 2 mil para fazer o mesmo que uma pessoa em SP ganha 6 mil. Não acredite em tudo que Sílvio Meira e outros diretores do C.E.S.A.R disser, certamente estão mentido.

    • Tenho um amigo muito competente e jovem que trabalhava no CESAR e foi demitido quando a Motorola decaiu e o CESAR iniciou a política de demissão. Estudou pro concurso do Tesouro, foi um dos primeiros colocados. Hoje, está lá em Brasília, se dedicando com muito profissionalismo.

    • É porque o universo de Pierre está restrito ao “mundo acadêmico” que a muito tempo se afastou da realidade, além do mais ele já está com o burro na sombra e aposentadoria garantida (ele ainda fala que ganha pouco, mas pergunte quanto dos egressos do curso que ele ministra ganham o que ele ganha na iniciativa privada?).
      Eu acho que Pierre deveria largar o serviço público e ser o Steve Jobs ou Bill Gates do Brasil!!!
      Tenho certeza que ele é um grande empreendedor!!!

  • Pierre, TUDO nos EUA, em termos de cultura e comportamento empreendedor é diferente do Brasil.

    Tive a oportunidade de estudar inglês lá durante 1 ano na UCLA e vi como realmente as coisas são MUITO diferentes do Brasil.

    A começar pela educação de crianças e jovens.

    Os jovens lá são educados com muito mais independência e liberdade do que os do Brasil e isso os estimula a desde cedo terem que se virar para serem alguém e fazerem algo de útil na vida.

    E é interessante pq essa cultura da independência se transfere para a vida adulta onde as pessoas tem que investir muito na criatividade e no talento para crescerem como profissional e como cidadão.

    Aqui não. Aqui a criança já é estimulada a ver o Estado como uma mãe eterna. Hoje, no Brasil, já existe uma cultura de preparar as crianças para, no futuro, viver nas costas do Estado. Vide os programas sociais do governo, que por conta deles, muita gente largou os empregos para ganhar a renda, ou seja, no Brasil o desemprego virou um bom negócio. Num país com uma cultura empreendedora muito forte isso é absolutamente abominável.

    É como alguém lá em cima falou: no Brasil, se Bill Gates nascesse numa família de ricos se acomodaria com as benesses do Estado e se nascesse pobre iria receber um bolsa-família, ou, se desse sorte, podia ficar milionário sendo jogador de futebol.

    • “Vide os programas sociais do governo, que por conta deles, muita gente largou os empregos para ganhar a renda, ou seja, no Brasil o desemprego virou um bom negócio”.

      Comentário absurdo. Os 14 milhões de empregos formais gerados no governo Lula desmontam totalmente essa tese.

  • Excelentes comentários, gostaria de complementar que a escola no Brasil não tem por objetivo formar empreendedores e sim bons funcionários.

  • Muito bom o debate.
    O Brasil não é um país sério. Alguém tem dúvida disso?

    Por que não exportamos profissionais de Direito?
    Por que os EUA e Europa não vêm aqui contratar nossos super-competentes barnabés?? Ora, porque não produzem nada, lógico. Não agregam valor para nenhuma sociedade séria.

    Uma sociedade que se volta para a burocracia nunca irá a lugar algum.
    Sem chances. A lógica está invertida.

    Os agentes públicos e, consequentemente, o Estado tornam a vida dos empreendedores um INFERNO. Todo micro-empresário sofre na mão do Estado. Então, quem é o louco para empreender nessa republiqueta?? Todo jovem vai dizer: “Se não podemos vence-los, devemos nos juntar a eles (aos Barnabés).”

    Daqui a pouco vai aparecer um barnabé bipolar, dizendo:
    “O mundo se divide em apenas dois grupos: os competentes barnabés que mamam e o restante, bando de incompetentes, os que pagam a conta”.

    Somos uma sociedade monárquica, com cultura de servidão, escravocrata e atrasada.

    • “Somos uma sociedade monárquica, com cultura de servidão, escravocrata e atrasada.”

      Sei não, viu.Estamos mais para uma sociedade feudal!

      • Pois é, Alexsandro. Pensei em escrever Feudal, mas lembrei que “cultura de servidão” contextualizaria bem também.

        De um jeito ou de outro, precisamos amadurecer muito como sociedade.

    • “O Brasil não é um país sério.”

      Essa famosa fase foi proferida diante do mundo por Charles de Gaulle há uns 50 anos, continua atual e não há nenhuma chance de deixar de sê-la no futuro próximo.

      • Olhe, nós temos bacharéis que exportam conhecimento humano para o Mundo…

        Até um “tolo” professor universitário, a saber, Walber de Moura Agra, procurador de Pernambuco, professor da UNICAP e outros, exporta seu conhecimento para Itália e outros países. Dizer que nós não produzimos é ofensivo, porque produzimos. Há quem não produza, mas saber Direito, é o mesmo que saber sociologia, filosofia, são Ciências que tem o Poder de mudar o mundo, são teorias sociais que defendemos que são exportáveis… Nossas legislações são boas, copiaveis. Nosso CDC é brilhante.

        O fod@, Carlos, são os barnabés… Há sentenças proferidas por juízes que visam a melhoria social, é o judiciário agindo na política para garantir a Constituição. Só que, pior do que os juízes, são os desembargadores e ministros, aqueles passam num concurso, e estes são indicados políticos, logo a visão de mundo é diferente e sentenças belissimas são substituidas por ácordãos mesquinhos e formais.

        Pegue o Livro de Felipe Peixoto Braga Netto, o Manual de Direito do Consumidor, lá você vai encontrar a posição do STJ quando as companhias elétricas eram do Estado e quando elas foram privatizadas… Basta ver o argumento da MESMA MINISTRA…

        A politização do STF é um ultraje as carreiras jurídicas nesse país. As faculdades não levam o debate de sociedade para as aulas, é algo extremamente formalista e reducionista. Ao invés de miséravel vs. estado, temos autor vs. réu, é a impessoalidade e formalidade que limitam a visão de mundo. Mas, há quem brilhe e produza cultura nesses ambito, basta ver o citado Walber e outros professores…

        • Laccosta, com todo respeito, você está dentro de uma Matrix.

          Dizer que “nossas legislações são boas, copiáveis. Nosso CDC é brilhante.”

          Tudo é lindo e maravilhoso, falta consultar a sociedade se ela concorda. Ou então perguntar as pessoas, se elas pudessem, mudariam de país?

        • Laccosta, com todo respeito, você está dentro de uma Matrix.

          Dizer que “nossas legislações são boas, copiáveis. Nosso CDC é brilhante.”

          Então, nesse mundo de Laccosta no pais das maravilhas, tudo é lindo e maravilhoso, falta consultar a sociedade se ela concorda. Ou então perguntar as pessoas, se elas pudessem, mudariam de país?

          Estamos diante de uma grande hipnose coletiva.

        • Se você retira do contexto, você muda o significado. Não se deu ao trabalho de ler logo abaixo?

          eu repito pra você:
          “O fod@, Carlos, são os barnabés… Há sentenças proferidas por juízes que visam a melhoria social, é o judiciário agindo na política para garantir a Constituição. Só que, pior do que os juízes, são os desembargadores e ministros, aqueles passam num concurso, e estes são indicados políticos, logo a visão de mundo é diferente e sentenças belissimas são substituidas por ácordãos mesquinhos e formais.”

          É por ser político que a Lei não é aplicada na forma a respeitar a sociedade. Com exceção da Justiça do Trabalho, e nela ainda há uma forte pressão de “interessados”, o Poder Judiciário de hoje faz política. O STF, poder absoluto, usa e abusa da Lei, rindo-se da Ciência do Direito, como lhe convem. E, na forma que ele é composto, não convem a ele julgar para a sociedade e sim para a oligarquia ainda dominante…

          Dizendo de outra forma, eu sempre me pergunto e sinto-me ressentido como eu vejo a não aplicação do CDC, é preciso que exista uma agência reguladora e esta, ainda assim, não reconhece o CDC, pode perguntar a ANATEL se ela reconhece a REPETIÇÃO DO INDÉBITO.

          Este não é um problema exclusivo do Judiciário, pois o Executivo tem poder de coerção.

          Ainda assim, quando o Judiciário quer, ao invés de garantir o Direito a quem precisa se prende a uma estrutura formalista e cega, burra, por conseguinte. É o que se extrai quando o fiscal do trabalho não têm competência para reconhecer a relação de trabalho, isto só prejudica o trabalhador e beneficia a Empresa, pois se os trabalhadores se sentirem lesados eles que procurem o Judiciário. Mas, mais adiante, a própria CLT diz que os fiscais devem observar o fiel cumprimento da LEI e, desta forma, esta incluso o art. 9 da CLT, mas o tribunal resolveu dizer ao Juiz que só o Judiciário pode reconhecer. Há um forte interesse na JUDICIALIZAÇÃO dos conflitos, isto beneficia a quem? Não é a sociedade.

          Então, quando digo que a Lei é coerente, digo com propriedade. O problema é que a forma que é composto a CABEÇA do Judiciário comporta uma forte politicagem mesquinha, lembre-se do HC de Daniel Dantas…

  • A questão passa pela escolha de que tipo de Estado se quer, interventor ou omisso.
    Atacar a instituição dos concursos públicos e suas carreiras não parece ser a melhor forma de defender uma iniciativa privada forte e que aposta no desenvolvimento ou inovação tecnológica.
    São duas faces de uma mesa moeda: pra formar uma geração de empreendedores também é necessária a presença do Estado na Educação (seja diretamente com a instalação e investimento em escolas ou indiretamente regulando o serviço e subsidiando mensalidades para os que não podem pagar), o que não dá pra fazer é dizer que a melhoria das condições do serviço público como um todo são a causa do esvaziamento na procura por um lugar ao sol na iniciativa privada… sejamos coerentes.
    A causa da distorção dos salários entre a iniciativa privada e o serviço público não está na política remuneratória do Estado e sim, e isso o texto não fala, na extrema ganância do empresariado brasileiro que leva, ao pé da letra, a “lei de Gerson” como forma de maximizar os lucros explorando o trabalho assalariado (contando com uma pífia atuação dos sindicatos) aliada a questões tributária que oneram o emprego, a renda e a produção ao invés do consumo – diferentemente do que ocorre entre os norte-americanos.
    Por longos anos apostou-se no sucateamento dos serviços públicos, privatização, reformas gerenciais e redução do “custo Brasil” com a previdência como a “solução” para as contas públicas… o que isso levou: crise e desemprego como um todo.
    A formação de uma burocracia bem preparada e remunerada é uma das melhores formas de melhorar os seriços pra quem mais precisa deles: o povo, e de evitar ou desmacarar as mentiras de um governo demagogo.
    Além disso, o incentivo ao empreendedorismo é também papel do Estado, vejamos a ampliação dos programas do Min. da Ciência e Tecnologia, CNPq, Capes, que têm revelado valores importantes no Brasil e que não estão no “serviço público”.
    Pregar a ausência do Estado ou o enfraquecimento de suas carreiras como forma de fazer prevalecer a melhoria das carreiras da iniciativa privada é, então, no mínimo, incoerente.
    A vocação de cada um deve ser o fator determinante na escolha, seja no Estado ou fora dele, mas negar o papel do Estado nesse processo é cegueira.

  • Ah, e pra colocar mais uma pimenta no debte, afinal, quem teria inventado o avião Santos Dummont ou os irmãos americanos Wilbur e Orville Wright?

    • Alexandre, no início do século XX, muita gente estava tentando criar máquinas voadoras. Qualquer um deles poderia ter sido o primeiro.

      A glória ficou com Dumont porque seu aparelho levantou voo sozinho em frente a milhares de testemunhas. O avião dos irmãos Wright foi catapultado, não decolou sozinho. Por isso que no Brasil e na França se considera Dumont como o pai da aviação. No resto do mundo, preferem a máquina catapultada dos Wright.

      Por quê? Porque são americanos, é claro.

      (PS sobre essa última linha, colocando um pouco mais de pimenta: não sou nenhum infravermelho do CFCH, desses que se revoltam com qualquer coisa e dizem odiar o McDonald’s e a Disney porque são símbolos do “imperialismo malvado dos EEUU”.)

  • Se eles tivessem nascido no Brasil seriam políticos! Se qualquer um enrola o povo…………………

  • Estou terminando minha faculdade!

    pra poder realizar muitos concursos publicos e ganhar dinheiro sem trabalhar!!

    alias, vou mesmo é pra junta médica, pra ficar de licença… com todos os beneficios!

  • E eu já tenho três filhos. Com a bolsa de um pago a internet, com a de outro TV a Cabo e com a do terceiro uso metade para ir à previdência e a outra ir ao estádio fim de semana ( só dá uma vez no mês! Comer ? Todo dia levo meus filhos e esposa numa UPA e comemos por lá! Consigo atestados para não perder as bolsas e ainda estudo no ar condicionado. Um dia eu ainda passo num concurso!

  • Quer dizer que a falta de empreendorismo é causada pela remuneração dos cargos publico?

    Que raciocinio simplista, Pierre… Há mais variaveis nesse problema.

    • Pierre tem razão, o custo de oportunidade é muito alto, aversão ao risco faz parte da natureza humana, que jovem vai deixar um emprego que paga um salário de 5 dígitos para se aventurar no mercado? Ainda mais um mercado de empresários “pé de escada” como o nosso, em que qualquer coisa maior que um salário mínimo é um ótimo salário? Consultoria? Ralei bastante, fiz muita gente ganhar dinheiro, ficavam felizes, me pagavam no primeiro mês, no máximo no segundo. Hoje sou feliz produzindo pouco pelo excesso de burocracia e ganhando meu salário de cinco dígitos, minhas frustrações ficam na sala de aula durante a noite, profissão que adotei e que me realizo, mesmo ganhando dez vezes menos que no governo.

  • No Oitavo Congresso do PC do B, cujo tema foi “O BRASIL NUMA ENCRUZILHADA HISTÓRICA”, o Partido tratou do assunto procurando fazer um alerta para o modelo de desenvolvimento do País. Naquele momento os Comunistas alertavam para a opção por industrias de geração atrasada, que estavam sendo desativadas nos Paises Centrais e remontadas aqui.
    Esta, no entanto, não é uma questão só de Governo mas uma questão de modelo de sociedade.
    A educação tem uma grade montada exclusivamente para produzir mão-de-obra barata e os anunciados investimentos no ensino médio com as escolas de referência têm como objetivo capacitar minimamente os jovens para atividades industriais e no setor de serviços.
    O jovem em contato com o processo educacional não recebe qualquer estímulo para desenvolver pesquisas que possam resultar em ganhos financeiros. Ao contrário disso, é alienado com programas de capacitação para repositor de supermercado, cursos de informática para jovens semi-alfabetizados da oitava série do ensino fundamental, estágios na função de contínuos em bancos e órgãos públicos.
    Sendo assim, o que de melhor resta a esse jovem, ao terminar o ensino médio, é a chance de ingressar nos quadros da Polícia Militar.
    Empresarialmente, nossos líderes gostam de grandes lucros sem ter que fazer altos investimentos nem correr os riscos inerentes ao capitalismo. Preferem ser donos de montadoras e distribuidores de produtos importados a possuir as patentes.
    Nossa indústria, embora aquecida, tem como base a construção civil, montadoras de veículos de eletrodomésticos.
    Falar em indústria de defesa, usuária de tecnologias de ponta, nem pensar.
    O sucesso da nossa agricultura está nas mãos da Monsanto e de outras transnacionais detentoras de patentes de sementes, defensivos agrícolas e fertilizantes.
    Nossa mentalidade católica (sou católico não praticante) enxerga perigo em tudo o que é novo. Pesquisas com células tronco? -Não!
    Os cartórios do tipo Conselhos Regionais disso ou daquilo (até prá ser técnico de conserto de microcomputador é preciso ter um registro no CREA), impedem a criatividade das pessoas.
    As categorias profissionais comportam-se como se fossem corporações da idade média e um sistema de leis que têm como premissa que qualquer invento pode ser usado para o mal impedem a criatividade dos poucos que gostariam de exercitá-la.
    Com certeza, Pierre, se o Severino Gates tivesse nascido no Brasil e inventando um sistema operacional qualquer, vamos chamá-lo de “Paraibinha 100 mil – P100Mil (C)”, ele seria impedido de comercializar o seu sistema junto aos órgãos de Estado porque o citado Severino não teria a carteirinha do Conselho Regional de Administração (ainda era estudante quando criou o MS-DOS junto com um amigo).
    O nosso Severino Gates seria inclusive citado perante o Ministério Público e Delegacia de Polícia para responder por exercício ilegal da profissão.
    Portanto, quando vai ser o próximo concurso mesmo?

  • Pierre, fico lisonjeado por ter comentado meu comentário.

    1) Agora quem disse que servidor público não quer empreender. Ele quer, porém quer juntar primeiramente capital para poder fazer esses investimentos.
    2) Do jeito que os concursos públicos estão caminhando ficará inviável passar em algum, a concorrência está exponencialmente crescendo, o que acarretará em que nossos filhos não terão acesso a eles, assim estaremos acumulando capital para quando acontecer a aposentadoria deixar algum legado para eles e desse jeito empreender, só é questão de longo prazo, não é isso que exige dos brasileiros, que pense a longo prazo e não a curto prazo.

  • Pierre, fico lisonjeado por ter comentado meu comentário.

    1) Agora quem disse que servidor público não quer empreender. Ele quer, porém quer juntar primeiramente capital para poder fazer esses investimentos.
    2) Do jeito que os concursos públicos estão caminhando ficará inviável passar em algum, a concorrência está exponencialmente crescendo, o que acarretará em que nossos filhos não terão acesso a eles, assim estaremos acumulando capital para quando acontecer a aposentadoria deixar algum legado para eles e desse jeito empreender, só é questão de longo prazo, não é isso que exige dos brasileiros, que pense a longo prazo e não a curto prazo.
    3) Alguns benefícios dos concursos: 1) estimula o turismo, dizem que é uma das principais fontes da economia; 2) reserva de poupança, dizem que o Brasil precisa de muita reserva para investimentos; 3) acumulação de riquezas, logo nossos filhos irão aproveitar em forma de uma educação melhor e com vontade de empreender, dizem que sem educação o Brasil não vai para frente; 4) servidores aptos a gerenciar melhor o serviço público, dizem que o principal entrave da máquina pública são os profissionais desqualificados.

    Pierre, são 6:45 da manhã do sábado, se eu fosse da iniciativa privada estaria dormindo depois da balada, adivinha o que estou fazendo, estudando para subir na carreira do serviço público, ou seja, isso sim é produção e não ficar dormindo sem produzir nada.

  • Acredito que a perspectiva ótima não seja acabar com os concursos, mas sim, acabar, de fato, com a indústria de concursos. Mudar o modelo de seleção, de forma que as pessoas decorem menos e produzam mais, do ponto de vista intelectual. Isso é um ponto.

    Outro ponto é desburocratizar o Estado para que este não persiga os empreendedores como se fossem bandidos.

    E o ponto final é enxugar o Estado, no primeiro momento, onde ele é mais, muito mais improdutivo: PODER POLÍTICO.

    Nesse rol, vejamos o que gastamos com vereadores e prefeitos das nossas 5 mil cidades. É eficiente isso? Claro que não. Nos pagamos para eles roubarem. Depois pagamos, novamente, para um monte de barnabés os controlarem, os julgarem e nunca prenderem. Não se devolve o dinheiro algum, mas são pilhas de processos. Um monte de julgamentos. Tudo para nada. Só papel e encenação.

    Subindo um pouquinho, vemos os deputados estaduais, federais e senadores. Eles produzem proporcionalmente a despesa (despesa oficial e de corrupção) que geram?? Por que não enxugamos geral?

    É só seguir o rastro do dinheiro, quem GANHA com esse modelo falido de Estado?

    O problema que existe uma névoa, uma lavagem cerebral, encobrindo as causas da nossa falência e ineficiência estatal. Enquanto se brada para combater os efeitos, mas nunca a causa.

    • Justamente, é necessário uma mudança no nosso Estado. O problema não é exclusivo do Judiciário, o Executivo controla o Legislativo e o Judiciário. Daí como se fala em independência dos poderes?

      Mas, não é através do Estado Liberal que vamos chegar a algum lugar. Contudo, enxugar é necessário. A quem interessa a Judicialização?! A corrupção, daí temos que trabalhar na forma em que nossa sociedade é construida.

      Desburocratizar o Estado, a nossa burocracia é realmente burra, favorece o toco para adiantar procedimentos. Se gasta muito pra abrir e fechar empresas. Vai pra lá, vem pra cá, se registra nas juntas comerciais, dps na receita. Se gasta, segundo CBN, 6 mil reais para abrir uma empresa, só na burocracia, sem contar o tempo…

      O Brasil gosta MUITO de agir nas causas…

      • Laccosta, você mudou algum pensamento depois que começou a acessar este Blog?

        Essas trocas de ideias e comentários mudaram algum ponto de vista seu?

        Sim, sobre o Estado liberal, eu acredito nele. Seria muito mais eficiente dentro da nossa estrutura (sociedade) feudal, patrimonialista, corrupta e oligárquica.

        • Por que?

  • A sociedade estadunidense é realmente um modelo a ser seguido, sinônimo de perfeição. Lá todos os problemas são resolvidos pelo empreendedorismo. E, claro, o Estado não se mete nas merdas do setor privado, ele não gasta dinheiro do contribuinte para segurar as merdas dos empreendedores visionários superprodutores e “inovadores”, nunca, jamais.

    • Viva ao modelo estadounidense!!
      Eu acho que Pierre deveria largar o serviço público e ser o Steve Jobs ou Bill Gates do Brasil!!!
      Tenho certeza que ele é um grande empreendedor e não um mero colecionador de títulos acadêmicos (vejam o exemplo de Stve e Bill que não precisaram nem de graduação).

    • Caro João,

      acho que você precisa se informar melhor, afinal, quem segurou muitas das montadoras de veículos e seguradoras nos EUA no auge da crise de 2008 foram as “verdinhas” dos contribuintes norte-americanos, que ainda tiveram de aguentar o pagamento de bônus milionários aos executivos que causaram a própria crise dos derivativos e o caos financeiro…
      Se for esse o modelo sinônimo de perfeição que você se referiu talvez seja melhor permanecer na imperfeição, mas tentando acertar.

      • eh isso que eu digo… Brasileiro toma estados unidos como referencia… eles implantaram esse sentimento aqui… e no mundo tb claro… Cultura do heroismo…
        E digo.. Depois que morei na europa… E vi o que eh vida de verdade… e mudei completamente o que pensava sobre estilo de vida e trabalho.

        basta ver dia de furia, basta ver a historia das coisas no youtube… N quero isso pra mim.. nem para meus filhos… Empreendedorismo tem limite tambem…
        E outra.. Tomei gosto pelo servico publico.. Como servidao mesmo.. eh mt ruim ver o brasil tao destoado da europa..

        Para mim o repudio sobre servidao publica se resume a politicagem, em que se incluem os cargos em comissao.

  • Meu caro Pierre,

    Remunerar bem é bastante relativo, ser professor da UFPE pode não remunerar tão bem quanto auditor da receita federal, mas ao mesmo tempo, permite que se toquem diversos projetos paralelos, prestígio, rede de conhecimentos sem falar os diversos convites que surgem da iniciativa privada, a longo prazo um doutor da federal pega tudo isso que foi conseguido com a ajuda do estado e salta no colo do privado normalmente quando está no ponto mais alto da carreira, e isto não é raro.

    • Professor com doutorado em universidade federal: recebe 40 horas/aula e só é obrigado a dar 8 horas/aula. Salário líquido: R$ 5.800,00.

      Professor com doutorado em faculdade privada: para receber 40 horas/aula, tem que dar 40 horas/aula, e não receberá R$ 5.800,00 a não ser que tenha cargo de chefia.

      Dá pra perceber porque Pierre decidiu exercer sua vocação no serviço público, não?

  • Jobs já deixou por várias vezes bem claro que não gosta do Brasil, então ele seria um eterno insatisfeito de ser brasileiro; Ha! ele seria gaúcho, então…

    • Opa, aqui vou defender os gaúchos… um povo que, tão bem quanto nós, sabe como foi cara a Independência do Brasil.

      Voltando ao presente, tive a oportunidade de visitar Gravataí, Porto Alegre, Novo Hamburgo, Gramado, Canela, Torres e Capão da Canoa quando saí de férias este ano.

      Têm lá os seus bolsões de pobreza, afinal isso é Brasil. Mas vamos aos destaques:

      Coleta seletiva de lixo – FUNCIONA
      Polícia Militar (que lá chamam de Brigada) – FUNCIONA
      Educação no trânsito – FUNCIONA

      E a melhor parte: os pais têm orgulho de matricular seus filhos nas escolas públicas (indistintamente, não as “de referência”), porque é outra coisa que também FUNCIONA, melhor que as particulares.

      • Não é nada disso, aqui no RS as escolas públicas são muito fracas, o Estado está falido, a segurança é um problema grave, o crack está em toda parte. É Brasil.

  • Pierre,
    Nos EUA o problema é o contrário: excesso de empreendedorismo, pouca gente se dedicando ao “interesse público”. Veja essa notícia do NYT: http://www.nytimes.com/2010/08/20/us/20defer.html
    Pra resumir, por algumas razões (Obama etc), jovens advogados estão afinal optando pelo serviço público.
    Quer dizer, há distorções dos dois lados da moeda.
    Edgar

  • Tem um troll neste tópico distribuindo agressões a torto e ä direito. Vão deixar?

  • Povo,

    Acho que vocês levaram muito ao pé da letra e também para o lado pessoal, os nomes de Bill Gates e Steve Jobs no texto (e também do CESAR). Pierre só os usou como exemplos para mostrar que talvez, já tenhamos perdido grandes nomes não só na informática, mas em várias outras áreas, porque grandes talentos se renderam ao mundo dos concursos.

    E isso é uma realidade que estou vendo acontecer com muitos dos meus amigos. Não os julgo negativamente, é uma opção pessoal optar por esse caminho, mas fico impressionada como uma pessoa estuda cinco anos de arquitetura e larga tudo para estudar direito constitucional.

    Tudo bem que os salários na nossa área não são os melhores do mundo, há muita decepção nessa carreira, mas acho que vale pelo menos a pena tentar! Somos muito jovens, tenho apenas dois anos de formada, (assim como os amigos citados), não tenho filhos e sim ser dona do meu negócio! Posso sim tentar isso por alguns anos antes que as obrigações da vida me consumam. Sinceramente vejo a opção pela carreira de concurseiro da área de direito para um arquiteto récem-formado como um fraquejamento, um sinônimo de baixa auto-estima: medo da perda, medo dar errado na vida, medo de não ganhar dinheiro…

    Se uma pessoa tem tantos medos assim não devia ter optado pela faculdade de arquitetura, um curso que tem a segunda maior carga horária de aulas da ufpe depois de medicina. Teria estudado direito na fachuca e passado o curso inteiro tomando cerveja só pra ter um diploma que serviria de degrau pra entrar numa vaga pública.

    O pior de tudo é que a maioria desses meus amigos simplesmente odeiam estudar direito, se martirizam o tempo inteiro tentando decorar as entrelinhas do vade mecum. Tudo bem que quando se tem 17 anos ninguém faz idéia de como é o mercado de trabalho da profissão almejada, mas desistir assim tão fácil fascinado por um gorda conta bancária, um expediente de 4 horas e pelo julgamento das pessoas? Mediocridade ou sensatez?

    A questão é: ser feliz fazendo o que se gosta, trabalhando muito correndo o risco de ganhar pouco ou odiar o que se faz, mas ganhar muito trabalhando pouco? Muitos dizem que dinheiro traz felicidade, então a segunda opção seria mais plausível. Mas eu continuo acreditando (e podem me chamar de utópica, talvez casada com um rebento aos 30 anos eu mude de idéia) que a primeira opção é bem melhor. Aliás, acredito porque sei que com esforço, competência e trabalho posso conseguir sim ser feliz e ganhar dinheiro. E olhem que meu pai é auditor! Passei a vida inteira ouvindo que a carreira pública é boa porque é estável, porque trabalha pouco, porque é light, isso e aquilo!

    Fico muito triste de ver que a melhor opção de vida que os jovens brasileiros vêem hoje é o concurso público… Ora culpo a iniciativa privada por ser tão cruel, ora culpo o estado por oferecer salários absurdos para metas de trabalho tão pequenas. Não sei de quem é a culpa, mas sei que esse caminho eu não quero pra mim.

    • Parabéns Marilia.

      Não desista. Pela minha experiência, o que eu vi ai no Recife foi um monte de Odontólogos, Arquitetos, Engenheiros, que entraram no serviço público e hoje são verdadeiros frustrados. Ficam o dia inteiro carimbando e colando páginas em processos.

  • Pierre,

    pior mesmo seria se eles fossem servidores públicos estaduais, porque nem conseguiriam abrir uma empresa, pois o estatuto dos servidores públicos do Estado proibe, permite apenas o servidor ser cotista, ou seja, sócio minoritario.

    Já na Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo os servidores podem ser empresários, desde que não contratem com o estado.

    O acerto de Contas poderia empunhar essa Bandeira e ajudar os Bill’s Gates tupiniquins, que não conseguem abrir seus negócios por impedimento legal.

    Seria uma forma de impulsionar as atividades empreendedoras do estado e permitir que o funcionários públicos possam aumentar a renda familiar

    Bahia – Art 176, XII:
    http://www.portaldoservidor.ba.gov.br/sites/default/files/Lei6677-Estatuto.doc

    São Paulo – Art. 243, II
    http://www.pge.sp.gov.br/centrodeestudos/bibliotecavirtual/Estatuto%20do%20funcionarios%20publicos.pdf

    Rio de Janeiro – Art. 40, V
    http://www.faetec.rj.gov.br/desup/images/pdf/estatuto.pdf

  • Falando nem tanto do ponto de vista do empreendedor — até porque nem todo mundo pode ser empreendedor, alguém tem que ser empregado, justamente a maioria — o negócio dos concursos aqui no Brasil e, muito especialmente aqui em Pernambuco, não é muito mais complicado do que o seguinte:

    Passar em concurso público e ocupar cargo com estabilidade, além da compensação financeira, significa tão somente não precisar temer pelo seu sustento, mesmo que seja o melhor, mais pró-ativo e esforçado funcionário do universo, só porque apareceu um filhinho ou filhinha de cliente ou de amigo do dono da empresa, ou se o patrão decidiu cortar gastos porque está precisando trocar o carro da amante dele por um 0km ou simplesmente porque a você olhou meio de lado para alguém.

    Isso mesmo, estabilidade é ter o DIREITO de olhar enviesado para alguém!

    É CLARO que, no serviço público, existe o mesmo tipo de pessoa tacanha, maldosa, fofoqueira e mal-comida e que vive em função de olhar a vida dos outros e até fazer inferninho por isso, mas há a opção de NÃO SE IMPORTAR COM NADA DISSO e simplesmente ignorar, se for o caso.

    Passar em concurso é viver sem medo e poder planejar a compra do seu carrinho, casa, apartamento, casar, qualquer coisa sem temer não o futuro longínquo, mas o dia seguinte.

  • O motivo principal de todos quererem o concurso é o fato de hoje em dia os bens de consumo estarem mais abundantes, por mais que o trabalhador se esforçe o atingimento de metas de consumo dos empresarios é muito maior. O cara se arromba todo para ganhar 10% da mesada do filho do dono da empresa que passa boa parte da vida fumando maconha em faculdades caras e comendo menininha branquinha e de cabelo macio, sem falar nas marcas de biquini.

    • Contra os fatos expostos por Flavio (especialmente o das menininhas branquinhas :-D ) não há argumentos; o engraçado é que, estudando alguns conteúdos sobre “noções” de administração, muito cobrados em concursos recentes, observa-se uma tentativa de FINGIR que o setor público pode ser gerido de maneira análoga à de uma empresa, usando termos como “gestão voltada para resultados” e outras ENROLAÇÕES do gênero.

      Enquanto isso, aumenta exponencialmente a cada campanha eleitoral o contingente de meninas branquinhas burguesinhas gostosinhas empunhando as bandeiras de candidatos para manter o carguinho comissionado. Vai entender…

  • Alguém manda esse bando de recalcado (pelo menos os que demonstraram ser aqui no blog) parar de fumar maconha e comer as burguesinhas da Federal (UFPE) e estudar mais um pouquinho pra passar num concurso. Os caras passam o dia todo fumando maconha trancado num quarto quando bate a fome manda a gostosinha, branquinha de cabelo liso e tatuada pegar um lanche pra eles matarem a larica e querem, desse jeito, passar num concurso. VÃO ESTUDAR BANDO DE VAGABUNDO!!!

  • E todo mundo sabe (não é segredo) que em época de eleição as filhas, netas, sobrinhas, esposas etc. (em resumo as mesmas branquinhas, de cabelos macios e tatuadas estudantes ou ex-estudantes da UFPE) doc Cargos Comissionados do Estado ou das Prefeituras (depende do período eleitoral) saem nas ruas e nos morros fazendo propaganda eleitoral pra não perderem a mamata ou melhor a mamada nas tetas do Governo. Eita, deve ter doido em muita gente aí né não? Principalmente nas burguesinhas branquinhas, de cabelos macios e tatuadas estudantes ou ex-estudantes da UFPE, moradoras do bairro dos Aflitos, Graças, Espinheiro Casa Forte, Poço da Panela…

  • Desculpe discordar em um ponto fundamental, que passou despercebido no raciocínio inicial.

    Bill Gates ficou explosivamente rico como fornecedor E ASSOCIADO a uma Estatal AMERICANA, se assemelhando em muito a um funcionário público. Isto deu a ele fortes características de um servidor público ESTÁVEL.

    Explico: Gates, nos anos 70, fez um contrato com a IBM, empresa de tecnologia, mas que sempre teve e tem forte reserva de mercado. Trata-se de um gigante do tipo ESTATAL, americana, que na epoca contratou Gates para atuar num setor que era desinteressante para a IBM.

    Resultado: à sombra da IBM, GATES fez fortuna, como um apadrinhado, protegido pela reserva de mercado e estabilidade total que tal empresa promoveu a seus negócios.

    Gates teve entretanto a virtude de prosseguir em seu negócio, anos após ja ter ficado rico como fornecedor do MS-DOS, que garantiu sua fortuna inicial e lhe forneceu capital suficiente para prosseguir.

    PEÇO A TODOS QUE REVISEM SEUS CONCEITOS E NÃO SE CONFUNDAM QUANTO A BILL GATES.

    ABRAÇOS.

  • Só uma pergunta: o Eike Batista é o que mesmo? Fiscal do Ibama? ou talvez analista do TRE? alguém poderia me lembrar?

    • Eike é um dos sete filhos do empresário Eliezer Batista, ministro das Minas e Energia no Governo João Goulart e, ao longo de boa parte da ditadura militar, presidente da Companhia Vale do Rio Doce, então uma empresa estatal.

      Através de falcatruas e corrupção grossa amealhou para o filho valiosíssimas jazidas que deram início à fortuna espetacular de Eikinho.

      Pesquise e descubra o descalabro…

  • Alguns pontos a serem considerados no seu raciocínio:

    1) Não há tantos empregos públicos para absorver todos no mercado de trabalho e, portanto, não há porque culpar o emprego público por não deixar que mais Abílios Dinizes surjam no país;
    2) Há proporcionalmente menos empregos públicos aqui do que nos EEUU (pesquise isso);
    3) Como você mesmo disse, mesmo com salários razoáveis, inferiores em valores até que os similares em países do primeiro mundo, muitos empreendedores não aceitam a condição de servir ao Estado, pois são inerentemente livres e aventureiros, e esperam ganhar mais pela sua iniciativa.
    4) Muitas empresas já existem no Brasil, mas poucas em tecnologia, isso porque não há uma massa crítica de engenheiros e técnicos, nem mercado interno e externo desbloqueado (sem concorrência(, nem financiamento para alavancar a área, e nem tradição no país. Esses são os verdadeiros responsáveis por não darem oportunidades para Bills Gates e Steves Jobs nascerem no país! Muitos dos empreendimentos que surgem nesse sentido são comprados por empresas exterior, maiores e com mais poder de concorrência. Outros poucos sobrevivem com base em tecnologia proprietária importada ou livre, mas mundial, que não permite haver um ganho em escala, proprietário, como o Windows ou o iPhone.

  • O Hugo tocou em um ponto chave. Concordo com a existência do problema mencionado no texto: um país em que o grande sonho de toda uma geração é ser funcionário público está fadado a matar grande parte de seus talentos inovadores. Porém, não concordo com a causa raiz do problema apresentado. Para mim, a raiz está na área privada e nas universidades. Eu que, assim como o Hugo, vim da área de TI, senti na pele o quão pouco valorizado é o conhecimento técnico-científico nas empresas brasileiras, isso mesmo me considerando bem-sucedido na carreira. A área de informática, que é uma grande fonte de inovações e riqueza – vide todos os países que deram reais saltos nas últimas décadas – é uma das menos valorizadas no Brasil. Sem contar com as demais engenharias, que muitas vezes não dão nem oportunidade de se trabalhar na área de formação. Sou funcionário público há poucos meses e a maioria dos meus colegas veio da área de engenharia/informática, formados em universidades de ponta, com pelo menos 10 anos de experiência, pós-graduação, mestrado ou doutorado, experiência internacional e inglês fluente. Todos estavam bastante decepcionados com a relação dedicação (leia-se “esfolação”) x reconhecimento na iniciativa privada.
    Trabalhei nos EUA e já visitei algumas universidades de ponta: MIT, UCLA, Stanford e Harvard. O que muito me impressionou era ver ofertas de estágios e bolsas de pesquisas em assuntos bastante inovadores e envolvendo tecnologia de ponta; oferecidos por empresas como Intel, Sun, etc. Também me impressionaram os enormes prédios de laboratórios, altamente equipados, muitos deles feitos em parceria com a iniciativa privada, para pesquisar temas de interesse da “patrocinadora”. No Brasil, as empresas só querem ganhar dinheiro com o que tiver garantia de retorno de 100% e as universidades parecem viver em um universo paralelo ao das empresas.
    Concluindo, o problema maior não está no excesso de atratividade da área pública mas sim na falta de atratividade e excesso de “esfolação” da iniciativa privada. Creio que isso só pode ser mudado com a valorização da educação, incentivo maciço à inovação empresarial e a aproximação entre as universidades e as empresas.

  • Caro Pierre.¸

    Li agora seu post no blog acerto de contas, pq um amigo me mandou por e-mail. Vc está com toda razão. Era advogado em Recife e trabalhava em empresa privada no setor sucroalcooleiro. Hoje moro no Canadá. Estou estudando comércio internacional aqui, e em dez disciplinas que existem no curso, duas são: 1) Empreendedorismo e 2) Como abrir sua propria empresa. Me impressionei com o nível de estudos aqui (na América do Norte) sobre inovação e empreendedorismo, contando com grande apoio dos órgãos do governo. Parabéns pelo post.

  • Bom post!
    Concordo com você.

  • Como voce mesmo disse, o problema não está com os brasileiros, trata-se simplemente de adaptação ao ambiente, maximização de custo/benefício.

    O ambiente “Brasil” é extremamente hostil ao espírito empreendedor. Primeiro, a má-qualidade do ensino público queima milhares de Gates e Jobs em potencial. Uma colega de trabalho que veio da China para o Brasil aos 12 anos de idade, fez Colégio Bandeirantes (um colégio particular forte aqui em SP) , e comparando, disse que o ensino público na China era mais puxado…o hiato entre o Brasil e esse tigres asiáticos tende a aumentar. Semana passada fui tentar comprar material educativo científico pra minha filha, coisa simples, um prisma dispersivo e um disco de newton….simplesmente não existe alguém que venda isso em São Paulo. Nos EUA, voce encontra fácil esse tipo de material educacional científico voltado pra crianças.

    Segundo, mesmo que se supere a barreira educacional, há a carga tributária, burocracia, corrupção no setor público, juros altos e, principalmente, a criminalidade. Ser empresário no Brasil significa se expor, e expor sua família, a sequestros, ameaças de ex-empregados demitidos, assaltos ocasionais, etc etc. Eu tenho uma filha pequena, se ganhasse uma bolada, JAMAIS abriria um negócio no Brasil, ou deixaria o dinheiro rendendo juros no Brasil, ou então tentaria empreender algo num país mais estável e seguro, como os EUA.

    Em suma, ser empresário no Brasil só se justifica caso se consiga uma margem de lucro muito elevada, pois os custos, riscos e percalços são muitos. Por isso eu sou …CONSURSEIRO. Sem orgulho, sem entusiasmo, mas ciente de que foi a melhor opção adaptativa ao ambiente “Brasil”.

    • Se quiser achar “desculpas” vai ser fácil encontrá-las! Lendo a biografia do Steve Jobs vc vai constatar que ele poderia ter escolhido inúmeras para ser um fracassado ou um CONCURSEIRO.
      Mas seja lá qual for a sua desculpa, é hora de parar de acreditar nela…
      Muito fizeram e fariam de novo se tivessem nascido na africa

  • [...] http://acertodecontas.blog.br/economia/e-se-steve-jobs-e-bill-gates-tivessem-nascido-no-brasil-um-se… Esta entrada foi publicada em Uncategorized e marcada com a tag acerto de contas, concurseiro, concursismo, pierre lucena. Adicione o link permanenteaos seus favoritos. ← Agradecimento [...]

  • [...] até a fazer uma fantasiosa suposição sobre o que Steve Jobs e Bill Gates seriam caso tivessem nascido no Brasil: um seria auditor da Receita e o outro promotor de [...]

  • Texto pertinente, mas reducionista. O problema real não é Gates e Jobs não terem nascido no Brasil. O problema é que o capitalismo que implantamos aqui é do modelo SELVAGEM, quando visto sob a óptica dos trabalhadores do setor privado. Vejamos um exemplo: egressos das Faculdades de Direito, se empregados pelo setor privado tem, basicamente, duas opções: trabalhar em escritório de advocacia, ganhando um salário ridículo que varia entre R$1.500 e R$ 3.000 ou ingressarem em grandes empresas, ganhando um “tanto” melhor: entre R$ 3.000 e R$ 5.000. Quanto ganha, todavia, um procurador estadual ou federal? Ou mesmo um defensor público? Valores significativamente maiores que estes. Agora, pergunto: qual o lucro, por exemplo, da FIAT automóveis ou do Banco Bradesco, ou mesmo dos sócios das grandes bancas de advocacia brasileiras? Nem precisamos comentar… Na verdade, esta não é uma opção que pertence ao campo das políticas públicas, como o texto parece sugerir… (haja visto o “Brasil” ser usado como sinônimo de “governo” ou “política governamental”). Esta é uma opção do INVESTIDOR brasileiro, que ainda não aprendeu que a máxima do capitalismo, por incrível que pareça, é a MESMA do cristianismo: é dando que se recebe! Enquanto o empreendedor/investidor/capitalista brasileiro insistir em não dividir igualitariamente o bolo, para que TODOS ganhem MUITO MAIS DEPOIS, o Estado estará hipertrofiado e as melhores propostas de carreira serão realmente públicas. Não faz sentido algum investir uma carreira (porque não dizer, UMA VIDA), com o uso pleno das habilidades e capacidades do profissional, em prol do crescimento EXCLUSIVO de um conjunto de urubus que monopolizam a riqueza produzida. Vejam bem: este não é um discurso socialista, pelo contrário – é o mais capitalista dos discursos… É NECESSÁRIO INVESTIR MUITO PARA QUE SE CRESÇA MUITO. E o empresariado brasileiro não aprendeu a fazer isto: prefere segurar na mão um pássaro do que correr o risco de ter dois voando, como diz o antigo jargão popular. Uma banca de advogados que lucra, em média, R$ 3.000.000,00/mês deveria ter vergonha de propor um salário de R$ 5.000 (estou jogando alto, hein) para seus advogados. Porque não propor salários de R$ 15.000 iniciais? O empresário tem que entender que ficar com “pouco” dinheiro agora pode significar multiplicá-lo vertiginosamente depois – e mais: fazer com que o principal elemento constitutivo da empresa (as pessoas que a compõe) não se vendam por R$ 1.000 a mais ou a menos. A sorte de Gates e Jobs, portanto, meu caro, não esteve selada pelos rumos da política governamental brasileira… esteve, outrossim, selada pelo desapego natural ao risco que possuem os investidores; investidores que, contrariamente aos brasileiros, aprenderam primeiro a DAR, a COMPARTILHAR, a FIDELIZAR, para DEPOIS e EM CONJUNTO, receber.

  • Em resumo: enquanto o “capitalista” brasileiro agir com a mão fechada dentro do bolso, sem chance de despontarmos como uma nação empreendedora, rica em patentes, grandes ideias, grandes trabalhos e mentes brilhantes.

    Querem o mais pelo módico. Nada mais desestimulante a uma mente criativa/genial…

  • Creio que a questão não é demoníaco concurso publico ou carreira no serviço publico. O pano de fundo é o papel do estado, seus compromissos e metas. Anos atras vi dois Procuradores da Fazenda, eufóricos, saindo do prédio do TRF, comemorando uma possível vitoria numa causa fiscal, cujo valor beirava R$. 350 milhões em beneficio da União. O salário de cada um ? R$ 20 mil, no máximo. A causa realmente foi ganha. O Estado brasileiro tem origem na colônia,nas capitanias hereditárias , no império ,nas oligarquias. Ser publico não é sinônimo de ser improdutivo ou ineficiente. Há n exemplos de empresas e negócios falidos no setor privado, dependentes de bancos públicos, subsídios, capitalismo sem risco. A questão é a que projeto de sociedade o estado deve servir, qual devera construir com suas funções e a atribuição de seus integrantes. Fixar metas, carreiras, executar planos, aferir resultados. Isso é essencial, necessário. Steve Jobs e Bill Gates não nasceram no Brasil. Como César Lates, José Leite Lopes, Celso Furtado, Paulo Feire, Vila Lobos e tantos outros, não nasceram nos Estados Unidos. Um pais que não investe em Educacao, ciência e tecnologia, que fica deitado eternamente em berço esplendido, enquanto se destaca por comprometer quase 50% de sua arrecadação federal com a divida publica publica, perdera o tempo e a história de se libertar da dominação econômica e da servidão tecnológica.

  • Informação incorreta, não foi através do MP3….

  • Anos depois do fim desse debate acalorado fico curioso pra saber o destino desses debatedores. Seria muito interessante se todos voltassem aqui no blog e nos contassem as novidades, as mudanças, enfim, responder uma perguntinha bem simples, deu certo????

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MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).