Brasil China

Do Valor

O investimento crescente de multinacionais na China está se transformando em um obstáculo para aumentar as exportações de produtos de maior valor agregado feitos no Brasil para o mercado chinês. O governo de Pequim exige que, para exportar para a China, empresas de vários setores fechem contratos de transferência de tecnologia com companhias locais. A obrigação tende a reduzir vendas para a China à medida que as empresas chinesas incorporam tecnologia. As altas tarifas de importação e a exigência de conteúdo local completam o arcabouço de medidas protecionistas.

Ao investirem na China, as multinacionais gradualmente substituem exportações feitas de outros países, como o Brasil, por produção chinesa. Um exemplo é o da Cummins Brasil. A empresa, de origem americana, começou a exportar para a China, em 2002, motores para caminhões e ônibus fabricados no Brasil. Naquele ano embarcou 500 unidades. O número subiu para 2,3 mil unidades em 2004, mas voltou aos 500 motores em 2005 e 2006, volume que deverá se repetir em 2007. A redução foi motivada pelo aumento da capacidade de produção e pelo lançamento de produtos da fábrica da empresa na China.

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