FMI, na maior cara de pau, sugere redução da CPMF

set 19, 2007 by     3 Comentários    Postado em: Economia, Finanças

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Sem a menor cerimônia, e ainda pensando que manda na economia do país, o FMI, através de seus diretores, divulgou um relatório sugerindo que a CPMF seja gradualmente extinta, pois o tributo inibe a intermediação financeira.

Que o tributo inibe a intermediação, qualquer péssimo aluno do curso de economia sabe. O que chama a atenção é a insistência do FMI em ficar dando pitacos onde não é mais chamado.

Ah….eles também “incentivam” o Governo brasileiro a diminuir o percentual dos depósitos compulsórios, e também a promover uma redução na remuneração na caderneta de poupança.

Colocam mais.

Pedem que o Banco Central do Brasil ainda seja parcimonioso na redução dos juros, porque segundo eles, “o aumento da oferta de crédito e dos financiamentos de longo prazo deve ser amparado por princípios sólidos e prudentes”.

TRADUZINDO

O FMI quer acabar com a CPMF para ajudar os bancos a emprestarem mais, com mais dinheiro, porque o Brasil reduziria o percentual dos compulsórios (aumentando a oferta de crédito). Não se fala na redução de spreads bancários, nem da taxa média de 140% do cheque especial.

Também quer que o Governo reduza a remuneração da poupança, pois ajuda os bancos a manterem seus fundos com taxa de administração alta. Se a caderneta de poupança remunerar mais que os fundos lastreados na Selic, os bancos teriam que reduzir sua remuneração de administração, que fica entre 0,5% (se você é rico) e 4% (se você é pobre).

E para terminar, não acreditam ser convenientes baixar mais a taxa Selic porque isso pode prejudicar os fundos de investimentos dos bancos brasileiros.

Simples assim!

É muita cara de pau.

3 Comentários + Add Comentário

  • Parabéns Pierre,

    Achei o comentário exelente: uma crítica racional. Ao contrário dos demagôgos que existem você consegui exibir a real intenção do FMI.

    Valeu!

  • Pô Thiago,
    Isso qualquer aluno burro de economia sabe!

  • Até concordamos com a diminuição da CPMF, porque aqui muito particularmente, todos sofremos com esses descontos, que no mínimo vão para o bolso de alguém que não somos nós, tenha a certeza. Se fossem, não diria mais nada… ahahah!!! Quanto ás outras questões, não posso comentar pois não conhecemos da matéria “Economia Bancária” ……… pois além de ser ruins em economia, não conseguimos também entender a lógica dos Bancos, já do FMI… é moleza…ahaha!!
    abs,

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MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).