Folha diz ser isenta, plural e apartidária. Sei…
A Folha de S.Paulo traz em sua edição de hoje um texto intitulado “Folha reafirma princípios editoriais“, no qual diz que “Diferentemente do que ocorre em jornais de outros países – como nos Estados Unidos, onde o “New York Times” publicou o editorial “Barack Obama para presidente”-, a Folha não apoia nenhuma candidatura.” Pelos vistos, olvidaram-se do “papel de oposição” dos grandes jornais brasileiros, bradado aos quatro ventos pela presidente da ANJ e executiva da Folha de S.Paulo, Judith Brito:
“A liberdade de imprensa é um bem maior que não deve ser limitado. A esse direito geral, o contraponto é sempre a questão da responsabilidade dos meios de comunicação. E, obviamente, esses meios de comunicação estão fazendo de fato a posição oposicionista deste país, já que a oposição está profundamente fragilizada. E esse papel de oposição, de investigação, sem dúvida nenhuma incomoda sobremaneira o governo”
Pelos vistos, quem está ficando fragilizada mesmo não é só a oposição, mas também as vendas e as verbas publicitárias repassadas à Folha de S.Paulo e seus epígonos, que nos últimos sete anos estão sentindo no bolso a pulverização das verbas de publicidade do governo federal. Lembremos que no ano passado, as vozes da Folha de S.Paulo ergueram-se contra a pulverização das verbas de publicidade, naquele famoso artigo do dia 12 de junho de 2009 (intitulado “O bolsa-mídia de Lula“), assinado pelo colunista Fernando Barros e Silva, que escreveu o seguinte:
“Em 2003, a Presidência anunciava em 499 veículos; em 2009, foram 2.597 os contemplados -um aumento de 961%. Discriminada por tipo de mídia, essa explosão capilarizada da propaganda oficial irrigou primeiro as rádios (270 em 2003, 2.597 em 2008), depois os jornais (de 179 para 1.273) e a seguir o que é catalogado como “outras mídias”, entre elas a internet, com 1.046 beneficiadas em 2008.”
O único detalhe esquecido pelo colunista da Folha foi dizer que essa pulverização vem sendo feita sem aumento de verbas. Ou seja, aumentou significativamente o número de veículos, mas não houve grande aumento dos gastos. Praticamente os mesmos recursos estão sendo distribuídos em fatias menores a uma quantidade maior de veículos.
A Folha poderia ter uma atitude mais digna, e afirmar em editorial o seu partidarismo – como fizeram os jornais norte-americanos. Não subtrai credibilidade uma autoafirmada parcialidade, porque o único ser capaz de alguma imparcialidade é o deus bíblico, onipotente, onisciente e onipresente – cuja própria existência é vista como duvidosa ou improvável por ateus e céticos, ou ainda, como literária ou “função social”.
Fator de descrédito, mesmo, é apostar na ingenuidade de seus leitores, que minguam a cada dia, e apostar num jornalismo repleto de manipulações, seletividades, artimanhas e, até mesmo, mentiras para conseguir sobrelevar a figura do seu preferido.
Nem é preciso entrar em muitos detalhes para mostrar a preferência partidária do jornal paulista. Citemos aqui, por exemplo, a ficha falsa (do Dops) da ex-ministra Dilma Rousseff, veiculada na primeira página do jornal, e seguida de um envergonhado reconhecimento da “falha” (ler artigo sobre o assunto no Observatório da Imprensa, aqui).
Pode-se citar também o dia emq ue a Folha convocou seu mentor ideológico, o sociólogo Demétrio Magnoli, para destroçar a imagem de dois jornalistas que fazem parte da equipe Folha que e publicaram matéria desfavorável ao senador Demóstenes Torres, do partido Democratas (ler aqui).
Ou ainda, a manipulação que o jornal fez de uma frase da candidata petista, relativa aos exilados políticos da ditadura, seguida mais uma vez de um discretíssimo e envergonhado reconhecimento da “falha” (ver aqui).
Enfim. Exemplos do partidarismo da Folha de S.Paulo (e de outros veículos que se travestem de “imparciais”) não faltam, e os leitores podem nos ajudar a relembrar outros casos.
“Reafirmar-se” como apartidária e isenta não é difícil. A coisa complica mesmo é na hora da prática cotidiana.
“Folha reafirma princípios editoriais”
Projeto Editorial determina jornalismo crítico, plural, apartidário e moderno, compromisso firmado desde 1984
A Folha não apoia nenhuma candidatura; parâmetros ajudam a fazer cobertura isenta, sem deixar de ser crítica
DE SÃO PAULO
Em 1984, ao lançar seu primeiro Projeto Editorial, a Folha cristalizou no “Manual da Redação” a opção por um jornalismo crítico, pluralista, apartidário e moderno, que deveria ser feito com “intransigência técnica”.
A última versão do projeto, divulgada em 17 de agosto de 1997, está reproduzida na atual edição do manual e reafirma o compromisso da Folha com aqueles quatro princípios editoriais.
O texto do “Manual da Redação” afirma: “Tais valores adquiriram a característica doutrinária que está impregnada na personalidade do jornal e que ajudou a moldar o estilo brasileiro da imprensa nas últimas décadas”.
A cobertura eleitoral deste ano, assim, não poderia fugir desse script.
Diferentemente do que ocorre em jornais de outros países -como nos Estados Unidos, onde o “New York Times” publicou o editorial “Barack Obama para presidente”-, a Folha não apoia nenhuma candidatura.
Em um ambiente político polarizado, princípios editoriais bem definidos tornam-se balizas que ajudam o jornal a manter-se equidistante das campanhas, fazendo uma cobertura isenta sem perder o tom crítico.
A atual versão do Projeto Editorial atualizou aqueles princípios à luz das transformações ocorridas durante a década de 90 “na política, na economia, nas ideias”.
Assim, a disposição crítica do jornal deveria tornar-se mais refinada e aguda, num cenário em que “o debate técnico substituiu, em boa medida, o debate ideológico”.
Do ponto de vista da política, o “Manual da Redação” determina um jornalismo “crítico em relação a todos os partidos políticos, governos, grupos, tendências ideológicas e acontecimentos”.
O pluralismo, por sua vez, não poderia resumir-se na busca formal pelo “outro lado”. Deveria, mais que isso, “renovar-se na busca de uma compreensão mais autêntica das várias facetas implicadas no episódio jornalístico”.
O verbete “pluralismo” do manual estabelece que “todas as tendências ideológicas expressivas da sociedade devem estar representadas no jornal”.
E a atitude apartidária, que “obriga a um tratamento distanciado em relação às correntes de interesse”, não poderia ser “álibi para uma neutralidade acomodada”.
Segundo Suzana Singer, ombudsman da Folha, a existência desses parâmetros bem estabelecidos é fundamental para guiar a cobertura eleitoral.
De acordo com ela, o jornal até agora tem seguido esses princípios. Ainda assim, Singer afirma que recebe reclamações dos leitores.
“A maioria das reclamações políticas que recebo é sobre uma suposta proteção ao candidato do PSDB. Mas tem muita gente que acha o contrário, que a Folha é petista”, diz ela.
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ISENTOS?
ELES PENSAM QUE SOMOS PALHAÇOS DESMEMORIADOS?
Esse jornal que se diz isento publicou falsificação grosseira de uma ficha policial de Dilma Rousseff e deu espaço a alguém para insinuar que o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, teria tentado estuprar um adolescente quando ficou preso durante a ditadura. Essas são apenas amostras do nível dos ataques, do bombardeio incessante e quase que exclusivo desses veículos que se alegam “isentos”.
Esta da Folha é para rir ou comentar?
Sendo para comentar. Por qual motivo o jornal colocou na primeira página uma ficha dizendo Dilma era terrorista, quando na verdade o material chegou na redação por meio de um e-mail.
Se não tinha como comprovar se a ficha era autentica, porque a publicou?
Depois de provado que a ficha era falsa, não se retrataram.
Este é o jornal que se diz isento.
LEVANTEMOS A NOSSA VOZ
Chegou a hora de a onça beber água. Se você, cidadão brasileiro, sente-se esbofeteado por deboches que amplos setores da sociedade entendem que empresas de comunicação como os grupos Estado e Folha, as Organizações Globo e a Editora Abril (Veja) vêm fazendo da lei eleitoral ao engendrarem e veicularem uma campanha política escancarada em favor do candidato a presidente do PSDB, José Serra, chegou a hora de fazer alguma coisa contra essa vergonha.
Ainda está por ser decidido o que será feito e este blogueiro já deu até indicações do que entende que pode ser feito. Se funcionará, é outra história. Não agir, porém, equivale a cada um dos que repudiam essa farsa sobre isenção da imprensa tornar-se seu cúmplice, pois o país corre perigo de ser redirecionado para um passado em que os altos estratos da sociedade decidiam sozinhos o que fazer com as riquezas imensuráveis deste país.
É possível provar uma mentira escandalosa da imprensa que está sendo contada agora mesmo, em uma declaração de princípios da Folha de São Paulo no processo eleitoral deste ano publicada na última edição dominical do veículo. Em matéria que deveria ser publicada na forma de editorial, mas que saiu em forma de nota nas páginas de notícias e não nas de opinião, o jornal nega ter preferência política e assegura que faz uma cobertura isenta dos fatos políticos.
É uma evidente mentira. Seja qual for o período que se escolha para apurar nos últimos oito anos, ficará evidente que a quase totalidade da postura crítica que a Folha alega manter em relação a todos os partidos políticos é direcionada ao PT, a Lula e, posteriormente, a Dilma Rousseff. Enquanto isso, verificar-se-á que o jornal quase não cobre o governo paulista, tendo sido cobrado por isso várias vezes nos últimos anos por cada ombudsman que teve.
Esse jornal que se diz isento publicou falsificação grosseira de uma ficha policial de Dilma Rousseff e deu espaço a alguém para insinuar que o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, teria tentado estuprar um adolescente quando ficou preso durante a ditadura. Essas são apenas amostras do nível dos ataques, do bombardeio incessante e quase que exclusivo desses veículos que se alegam “isentos”.
Não há um só ataque dessa natureza contra os adversários do PT. A imprensa escondeu um relacionamento extraconjugal do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso durante cerca de uma década e só publicou alguma coisa sobre o assunto como pretexto para atacar sem provas a honra do atual presidente ao acusá-lo de um crime sexual (!).
Matérias infindáveis são escritas para defender José Serra de dossiês que os veículos aqui mencionados alegam, sem provar, que o Partido dos Trabalhadores, Dilma e Lula teriam feito contra o tucano, e acusando esses supostos autores de dossiês sem uma única evidência contundente contra eles, o que fez acusações similares e anteriores dessa imprensa “isenta” jamais terem gerado conseqüências na Justiça para os acusados.
A mera quantificação e comparação do viés do noticiário político podem revelar um imenso bombardeio contra o atual governo, seu titular e sua candidata à sucessão presidencial de 2010, provando que há uma ação premeditada e conjunta dessas empresas de mídia para elegerem José Serra, o candidato que, por suas ações, esses veículos permitem afirmar que apóiam.
É possível fazer uma reconstituição do nível desse engajamento político-partidário dos veículos supra mencionados. Está tudo registrado nos arquivos de jornais e revistas, por exemplo. O nível de radicalismo, os insultos, as acusações sem provas e a omissão quase absoluta de críticas e denúncias sobretudo contra o governo de São Paulo durante a gestão José Serra são caudalosos. Havendo vontade de enxergar os fatos, restará provada a tendência política daqueles que a negam.
Chegou a hora de os setores da sociedade que se sentem esbofeteados pelo abuso de poder econômico em questões como a imagem que a imprensa pinta dos candidatos nas eleições deste ano exigirem das autoridades competentes que apliquem a lei que rege o comportamento dessa mesma imprensa durante os processos eleitorais, da lei que veda o favorecimento a um dos lados se tal favorecimento se revelar produto não de eventualidade, mas de uma tendência independente dos fatos e forjada em interesses políticos sectários.
A campanha política negativa vertida diuturnamente pelos veículos de comunicação supramencionados contra o governo Lula, contra a sua candidata a presidente e contra o partido deles está embasada em um manancial de provas. Basta escolher qualquer período de tempo nos últimos oito anos e apurar a proporção de notícias e opiniões negativas sobre o governo petista e a oposição tucana.
Há estudos similares feitos em outros períodos e sobre outros níveis de disputa política (estadual e municipal). São provas científicas desse tipo de ação de empresas de comunicação que vêm mantendo relações comerciais com os governos paulista e paulistano através de compras de espaço, de serviços e de produtos pagas pelos cofres municipais e estaduais de São Paulo. Essas compras são alvos freqüentes de denúncias que jamais vêm a público porque as empresas de comunicação beneficiárias desses contratos bloqueiam as denúncias.
Existe, portanto, um abuso de poder econômico da campanha de José Serra, materializado pelo apoio suspeito que o tucano recebe de empresas de comunicação com as quais o governo que comandou até há pouco – e que, agora, é comandado por seus aliados – mantém uma vastidão de negócios, que, como é óbvio, são financiados por dinheiro público.
As empresas de mídia que escondem suas relações nebulosas com Serra negam tais negócios, mas deveriam dar espaço a essas denúncias e críticas ao seu partidarismo caso levassem a sério suas afirmações vazias de que dão espaço a todas as correntes político-ideológicas, o que é uma mentira absurda porque as vastas acusações de partidarismo de Serra que a imprensa recebe diariamente são sufocadas por ela.
Diante do exposto, este blogueiro tem esperança de que a sociedade se levante e lute contra a encenação mais farsesca e afrontosa às leis e à cidadania que vi na história recente deste país. Todavia, acreditando que quem faz a hora não espera acontecer, declaro que não tenho a menor intenção de ficar parado esperando que alguém faça por mim o que tenho vontade de fazer eu mesmo.
Deste domingo até o fim do processo eleitoral deste ano, portanto, este blog estará voltado para desmascarar e responsabilizar oficialmente os crimes daquilo que se auto define como imprensa no Brasil. Durante a semana que entra, detalharei medidas e pedirei voluntários para me ajudarem com trabalho. Pode ser de longe mesmo. Basta querer ajudar. Não se furte. Está ao alcance de cada um.
Seja cidadão. Seja responsável. Lute contra a farsa da imprensa. Em nome de seus filhos, netos, de um país decente, ajude-me a provar essa farsa. Levante a sua voz.
PS: quem estiver disposto a me ajudar, por favor use o link
http://www.blogcidadania.com.br/2010/07/levante-a-sua-voz/
Esse argumento de vítima é para a Folha falar bem de Dilma, mesmo quando ela não merece. A tática é conhecida, petralha!
A de vocês também. E escancarada.
Você é apenas uma letra. E morta…
Imprensa livre: uma contradição em termos.
Eita, a folha ja ta pedindo penico!!!!!
Fui assinante dessa porcaria por 8 anos. Fui ate assinante do UOL, mas tanto pediram que cancelei as duas assinaturas e confesso: nao fazem falta nenhuma. Podem falir que eu nao estou nem ai.
Raboni, isento mesmo e’ a morte.
Acho que o chororô do blog deveria se estender aos jornalecos pernambucanos. Quem sabe se fosse assim esse sentimentalismo besta pudesse comover ? Mas, enquanto existir granduando “revolucionário” da UFPE esse é um tema e tanto!
A folha de são paulo está debochando dos leitores. Até o mundo mineral sabe que a folha, faz tempo, se transformou no arraial do Serra.
a imprensa nao eh neutra. tai jcpm e sua corja para comprovar isso. simplesmente ignoram eduardo campos.
a imprensa eh o quarto poder.
Novidade! achar que a imprenssa é imparcial. André você deve ter lido o livro Chatô o Rei do Brasil, a prosmicuidade da imprensa com a política é prátca cotidiana na política brasileira, será que o remédio é tutelar a imprenssa como na Venezuela? golpe?
Dá-lhe Raboni. Muito bom!!
Oi, esses “democratas” daí de cima não aguentam dois dedos de críticas. Os petralhas tentam mas não conseguem se tornar legíveis para os brasileiros. O negócio dele é fechar o jornal. Façam um prá vocês. Viva a liberdade de expressão. Até a de vocês, panacas.
Pergunta a Pierre e a Bahé: Raboni deu o golpe e tomou conta do blog? Ou é a estratégia do bom e do mau, do radical e do sensato. Raboni é o radical. O pitbull dos blogueiros.
Dagoberdo chama todo mundo de “panaca” e o “pitbull radical” é André? É cada uma!
HAHHAAHHAHAHAHAHAHAHAHA
O nome disso é desespero pré-derrota eleitoral!
Vai se abraçar com o teu Índio Lacerdinha Sem-Importância da Costa, brucutu!
Por que não se muda para a Venezuela? Lá, Chavez trata a imprensa como você quer. Ou Cuba. Sem essa, petralha. Respeita a Democracia.
A SUA democracia? Vai tentar exercê-la lá na Europa, ou talvez nos EUA…
Anteprojeto de aprendiz de terrorista político!
Acho que LULA vai mandar fechar a Folha de S. Paulo, o homem tem mais de 80% de aprovação! Então ele pode!
Quando a Veja fizer a mesma coisa (se dizer isenta e apartidária), só vai faltar o Brasil vai entrar em revolução, diante de tanta fúria que vai causar.
Robson, quem é o Brasil que vai entrar em revolução ? Os filhinhos de papai da UFPE metidos a revolucionários ? A maioria da população está pouco se lixando para as preferencias da Veja ou da Folha. Acho quem tem gente por aqui que precisa de um choque de realidade. Comece educando o povo distribuindo panfleto na Conde da Boa Vista. Vais ver que ninguém tá nem aí!
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Prezados, essa informação não me parece certa: “mas não houve grande aumento dos gastos”. Não sei os números mas em 5 anos (2003 a 2008 conforme texto) o nível de gastos subiu em todas as áreas, acho difícil acreditar que não tenha subido significativamente também na publicidade …
“acredite, por favor!”
Folha diz ser isenta, plural e apartidária. Sei…
Também sei…..
Para os desavisados, parece um desabafo dos mais autenticos.
Leo engano!!
Basta uma frequencia,não muito assidua, para constatarmos que a letra não combina com o ritimo da música.
Ideologia, quero uma para viver…..
Mais uma para os anais da série: “Acredite se quiser……
“acredite, por favor!”
Folha diz ser isenta, plural e apartidária. Sei…
Também sei…..
Para os desavisados, parece um desabafo dos mais autenticos.
Ledo engano!!
Basta uma frequencia,não muito assidua, para constatarmos que a letra não combina com o ritimo da música.
Ideologia, quero uma para viver…..
Mais uma para os anais da série: “Acredite se quiser…… Raboni, o isento….
Propaganda eleitoral detectada. Site fazendo campanha eleitoral. Vou fazer a denúncia ao TRE.
Deviam ter “cojones”, como o Mino Carta, que, honestamente declara seu apoio (e da Carta Capital) à candidatura Dilma. É assim que se faz!
A FOLHA é, sem dúvida, a mídia mais respeitada do país. Evidente, neste espaço, ACERTO DE CONTAS, carregado em sua maioria de esquerdopatas e fanáticos, haverá sempre senões. Qual mídia merece credibilidade, à “Carta inCAPITAL”?
Talvez se a folha se declarasse aumentasse sua vendagem em bancas e assinaturas. Quem sabe a “multidão letrada” que vota no serra garantisse sobrevida ao jornal.
O futuro é a bloguezada mesmo. Para o bem e/ou para o mal.
Comovente esta declaração da Folha Serra, quase chorei… de tanto dar risadas!
Desde 1984… Nisso são honestos… Porque antes até emprestavam carro pra tortura!
tsavkko.blogspot.com
Folha 25/07 – - PREGAR PARA CONVERTIDOS
Ombudsman
SUZANA SINGER
Para ser considerado neutro, o jornal tem que provar seus princípios a cada dia, e não brandir palavras de ordem
“Sai do armário, Folha.” A provocação, de um leitor de Brasília, não tem nada a ver com gays: convencido de que o jornal é tucano, ele propõe que apoie explicitamente José Serra na eleição. O e-mail foi enviado no domingo passado, às 8h47, provavelmente logo depois que o remetente leu o texto “Folha reafirma princípios editoriais”.
A reportagem caiu do céu. Sem apontar nenhum fato novo, dizia que os pontos básicos do projeto editorial -ser crítico, apartidário, moderno e pluralista- continuam valendo na cobertura eleitoral.
“Com o fim da Copa, as eleições monopolizaram o noticiário. Como o ambiente tende a se polarizar cada vez mais, o jornal avaliou que era um bom momento para reafirmar seus princípios editoriais”, explica Sérgio Dávila, editor-executivo.
A reação não foi animadora: das 25 mensagens recebidas pela ombudsman, 24 acusavam o jornal de ser tucano e 1 de ser petista.
“Muito interessante que, nessa mesma edição, o primeiro caderno seja uma prova contundente de negação dos princípios editoriais”, escreveu Dagmar Zibas, 73.
A professora esperava que “o jornal reservasse espaços iguais para os principais candidatos”, mas encontrou, “com destaque, as calúnias do vice do PSDB, as críticas de Serra ao governo, com direito a foto com criancinha e, sobre Dilma, apenas uma imagem”.
A advogada Neli Aparecida de Faria, 57, que vai anular o voto em outubro, vê o oposto. “O pedaço da Dilma é sempre maior que o do Serra”, diz Neli, que acha que a Folha apoia “sub-repticiamente” o PT.
A noção de que equilíbrio jornalístico implica dar espaços iguais e notícias positivas e negativas na mesma quantidade aparece em muitos questionamentos de leitores. Embora seja um parâmetro na avaliação de uma cobertura, fazer desse critério uma meta engessa o noticiário e o deixa anódino, como acontece em muitos telejornais
Nem sempre é fácil avaliar qualitativamente cada notícia. As reportagens sobre as declarações de Indio da Costa, ligando o PT às Farc, foram vistas como ruins para Dilma por reforçarem um “preconceito”, mas também como prejudiciais ao PSDB por mostrarem “despreparo” daquele que pode vir a ser vice-presidente da República.
O produtor Nonato Viegas, 25, passou uma semana contando quantas notícias favoráveis havia para cada candidato e chegou a três vezes mais títulos contra Dilma do que contra Serra. “Acho legal governante ser cobrado, que haja uma mídia forte, crítica, mas tem de ser honesta”, afirma.
“Honestidade”, para esses leitores, seria a Folha defender em editorial um candidato, como fez o “New York Times” com Barack Obama, mas o jornal afirma não apoiar ninguém.
Simplesmente brandir palavras de ordem de um projeto editorial de 1984, como fez domingo, é pregar para convertidos: quem já acreditava na neutralidade da Folha continuou acreditando. Quem desconfia do jornal viu na reedição dos princípios editoriais hipocrisia. “A inclinação partidária da Folha é tão evidente que dizer o contrário é zombar da nossa inteligência”, reagiu um leitor.
Para ser considerado neutro, o jornal tem que provar, até outubro, seus princípios a cada dia.