Hoje não é Dia do Trabalho. É Dia do Trabalhador

mai 1, 2011 by     37 Comentários    Postado em: Economia


Arbeit Macht Frei – O Trabalho Liberta

Fiquei surpreso hoje quando abri a Timeline do Twitter e alguns desavisados, ou mal informados (petistas inclusive), bradando VIVA O TRABALHO.

Apesar do nome “Dia Internacional do Trabalho”, hoje NÃO é Dia do trabalho, é Dia do trabalhador.

Não há o que comemorar no trabalho em si. Inclusive os que amam e se realizam no seu trabalho, como eu, nem consideram isso como trabalho, mas como satisfação.

Inclusive o dia de hoje foi criado ainda no Século XIX, em comemoração a uma grande manifestação nas ruas de Chicago, pela reduçãod a jornada de trabalho de 13 para 8 horas. Este dia é uma homenagem aos trabalhadores mortos, e não ao “trabalho” em si.

A própria jornada de 44 horas semanais no Brasil é algo que já deveria ter sido revisto há tempos, porque nos últimos 30 anos a produtividade se multiplicou várias vezes, sem que necessariamente ganhos fossem auferidos pelos que trabalham.

O nome Trabalho vem da física, sendo uma medida do gasto de energia dispendido pelo uso da força ao longo de um deslocamento.

Existe até uma fórmula para calcular o trabalho (W de Work) de uma força F ao longo de uma curva de tamanho  C.

 \operatorname{W} _{c} = \int_{c} \mathbf{F}\cdot d\mathbf{r}

Como se vê, a própria origem do nome relata que se fosse algo bom, não teria o nome “Trabalho”.

Na verdade o que devemos comemorar é a oportunidade que o trabalho nos dá de crescer na vida, e aprendermos cada vez mais. E o ato de trabalhar nos imputa certas responsabilidades coletivas, o que é muito bom.

Mas ao contrário do que dizia Hitler, no portão do campo de concentração de Auschwitz (foto acima), o trabalho não liberta (Arbeit macht frei).

Se Hitler estivesse vivo, ele talvez estivesse gritando VIVA O TRABALHO.

Nós devemos dar um “Viva ao Trabalhador”.

37 Comentários + Add Comentário

  • “Existe até uma fórmula para calcular o trabalho (W de Work) de uma força F ao longo de um deslocamento de tamanho C.”

    Ao longo de uma curva de tamanho C.

    • É o que está no meu livro de Física que estava empoeirado aqui.
      Valeu pela dica.

  • Que texto bonito :) não sabia que professores de administração escreviam bem

    • Pareceu poético, mas com o tempo o homem se dá conta de que o através do trabalho temos sim oportunidade de crescer na vida, e aprendermos cada vez mais.

      Já diz a frase … “Cabeça vazia é oficina do diabo”

  • Lendo o artigo de Pierre, lembrei de imediato da quantidade de postos de trabalho abertas em Pernambuco e da carência de mão-de-obra qualificada dentro do nosso estado habilitada, fazendo com que as empresas aqui instaladas tenham que “importar” profissionais, com direito a pacote de beneficios, etc.

    Dar incentivos e terrenos para instalação de industrias em Pernambuco é muito fácil. Um comercial bem feito pela assessoria de comunicação de Eduardo Campos para o horário nobre da TV então, melhor ainda. Aumenta a popularidade e dá votos.
    Formar profissionais de verdade, formar Pernambucanos para atuarem nestas empresas é o que falta. Pelo jeito deve continuar assim, pois a oposição a Eduardo Campos está e deverá continuar desarticulada por algum tempo.

  • A oposição a Dudu não me parece desarticulada, só é fraca mesmo, principalmente agora que o DEM vai rachar aqui também e o PSD já nasce do lado de Dudu.

    Desculpa, eu não sei se perdi algo, mas considerando que Dudu reduziu em 25% os homicídios e aumentou em 16% o PIB, além de ter se saído muito bem na Saúde e ter repensado sua política de desenvolvimento sem sustentabilidade, não dá pra dizer que ele é um bom governador?

    Dependendo do trabalho, se aprende muito. Bem, dependendo da visão e da corrente filosófica, se aprende literalmente o tempo inteiro. Mas, em se tratando de um operário, motorista, empregado doméstico, não vejo como seu trabalho em si realmente contribui para seu crescimento intelectual e, consequentemente, moral.

    • Caro Igor, falando assim então “”"(…) Mas, em se tratando de um operário, motorista, empregado doméstico, não vejo como seu trabalho em si realmente contribui para seu crescimento intelectual e, consequentemente, moral (…)”"” é preferível que ele esteja em pleno dia útil, por volta das 10 da manhã em um botequim de esquina tomando uma cerveja ou lá para umas 16 horas, debaixo de uma árvore, jogando dominó?

      • Pro crescimento intelectual e moral dele, com certeza. Não vejo porque ele cresce mais passando o dia esfregando chão, puxando alavanca ou dirigindo num trânsito infernal que descansando e tendo tempo pra pensar e se divertir.
        Eu mesmo não cresço assim.

      • Agora, um trabalho desafiante e produtivo obviamente é “dignificante”.

        • É, Igor, pelo jeito você não precisou suar a camisa para crescer como pessoa e como profissional. Deve ter ganho de mão beijada. No minimo nunca foi estagiario, operador, trainee, auxiliar ou assistente. Já começou como coordenador, gerente, quem sabe um cargo comissionado ou conseguiu uma colocação profissional porque painho ou mainha “ajeitou” para você.

        • Hã… tentando deixar de lado as suposições ofensivas pessoais que não ajudam em nada nem tem nada a ver com a discussão, vou só tentar rebater a ideologia que seu texto aí tá expressando.

          Pelo que eu tou entendendo, crescer como pessoa para você é crescer profissionalmente (“você não precisou suar a camisa para crescer como pessoa e como profissional”). Crescimento profissional não tem relação direta com crescimento humano. E os dois não tem relação direta com trabalho duro, na acepção “profissional” no qual você o coloca (“nunca foi estagiario, operador, trainee, auxiliar ou assistente”).

          Nem sempre se sobe na vida porque se suou a camisa, no geral, os assalariados suam a camisa todo dia e não sobem.
          Repetindo: passar o dia puxando a alavanca não faz de ninguém mais elevado no final do dia.
          Quem sobe profissionalmente pode ter suado muito a camisa; do mesmo jeito, podem ou não crescer como pessoa (moralmente, intelectualmente), também não tem relação.
          Para crescer como pessoa, o esforço é necessário; mas esse esforço não precisa necessariamente vir na forma de ser “estagiario, operador, trainee, auxiliar ou assistente”. Pelo contrário, acho que é outro tipo de trabalho.
          Se você foi “estagiario, operador, trainee, auxiliar ou assistente” antes de ser “coordenador, gerente, quem sabe um cargo comissionado ou conseguiu uma colocação profissional”, que bom, espero que seu trabalho tenha lhe ajudado como pessoa, certamente deve ter ajudado profissionalmente.
          Mas não caia no erro comum de muita gente que batalhou na vida e hoje ganha mais dinheiro e que acha que o esforço inútil é melhor que o tempo pra si e que quem vai jogar dominó debaixo de uma árvore às 16h (#inveja) é o “desocupado”, o que “não quer trabalhar” e que “por isso não sobe”. Ou seja, é inferior.
          Essa é uma visão produtivista do trabalho e da vida que considera o “ócio” como um período de inatividade e falta de crescimento, não é obrigatoriamente assim – do mesmo modo que o trabalho em si não significa um período de crescimento interno.
          Essa é a mesma visão filosófica, versão laica da “Teologia da Prosperidade”, que toma como sinônimo o crescimento pessoal e o crescimento intelectual e moral, “subir na vida é preciso” – não é.

          Pôr o trabalhador 10 horas por dia numa fábrica não vai ajudá-lo intelectualmente, lhe garanto. Se o trabalhador não tiver que trabalhar durante essas 10 horas, ele não necessariamente vai beber e jogar dominó, ele pode usar o tempo dele pra coisas mais produtivas, depende dele e só dele.
          Mas gastar 8 horas do dia num trabalho repetitivo e alienante é cansativo, subestima a capacidade intelectual de qualquer humano (o que os impede de crescer moralmente) e é psicologicamente inadequado, visto que o cérebro humano é biologicamente preparado para receber constantemente estímulos diferentes. A repetição é prejudicial, não é benéfica nem dignificante.

          Vou aproveitar o domingo, tchau tchau =)

        • Igor, entenda que há trabalhos e trabalhos.

          O trabalho dignifica o homem sim.

          Ele fica mais elevado e nobre, não importa a natureza do trabalho.

          Seja ele trabalhando num lixão, seja ele trabalhando em harvard.

          É preciso entender que nem todo mundo quer viver varrendo chão e nem todo mundo quer viver em harvard.

          Digo isso porque nos EUA nem todo mundo faz faculdade, só faz quem quer. Muita gente vai trabalhar no que gosta e o que gosta não necessariamente trará ganhos intelectuais, mas realizará a pessoa.

          O problema é querer criar uma hierarquia de trabalho, dizendo que alguns tipos de trabalhos não dignificam.

          Todo trabalho é útil, se tem alguém disposto a pagar é porque é útil e porque tem alguém que esta disposto a fazer.

          Mas, claro, os salários nunca serão iguais, mas não quer dizer que possam ser baixos de modo a não garantir o mínimo de dignidade.

          Uma mente vazia é a oficina do diabo.

          Digo isso que estava muito satisfeito com o trabalho de camareira que fiz no exterior, me sentia útil. O que não necessariamente acontece comigo por aqui…

        • Mesmo nos EUA hoje a realidade tá mudando bastante.

          Com a sofisticação da técnica e dos equipamentos, a tendência cada vez mais é o trabalho intelectual ser mais bem remunerado e mais valorizado do que o físico, braçal.

          Mesmo nos países de “primeiro mundo” as pessoas estão querendo passar mais tempo estudando, fazer uma graduação, pós, etc pois já há uma concentração muito grande dos melhores empregos em posições que exigem mais estudo e conhecimento.

          Não sei se o Brasil vai conseguir acompanhar esse ritmo já que apenas 11% da população consegue se formar numa faculdade no Brasil (e muitas vezes a qualidade do conhecimento adquirido é sofrível).

        • (e muitas vezes a qualidade do conhecimento adquirido é sofrível). [2]

          E aí o Governo faz a propaganda bonitinha dizendo que esta criando vagas de emprego.

          Depois diz que tá dando acesso a universidade.

          Se cala quanto a escolas de base.

          Resultado:

          Profissionais com baixo nível técnico que não dá para serem absorvidos pelo mercado de trabalho que, por sua vez, acaba importando mão de obra qualificada.

          Esse crescimento econômico de PE e do Brasil é isso, tudo fachada.

    • Igor, quando foi que Eduardo Campos repensou sua política de desenvolvimento (?) sem sustentabilidade?

      Eu continuo encontrando toda semana notícias sobre novos desmatamentos no entorno de Suape, uma quantidade ilimitada de fábricas chegando pra ocupar o entorno do porto (onde há trechos de mata atlântica, mangues, restingas e riachos), mais fábricas poluentes, nenhuma providência contra a inundação das avenidas da RMR com carros e mais carros… Sem falar na demissão dos recentes grevistas de Suape.

  • Neste dia do trabalhador lembrei-me da onda de protestos deflagrada pelos operários de Suape ocorrida nos primeiros meses do ano. Tristes episódios que levou um dos operários à morte por infarto, por causa do susto, e dois outros feridos, um no braço e outro na boca. Tudo por causa da luta por melhores condições de trabalho e reajuste em alguns benefícios, como aumento no vale-alimentação.

    As greves que ocorreram em Pernambuco não foram isoladas. Ocorreram quase ao mesmo tempo nas hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio, em Rondônia, no Ceará (Porto do Pecém) e no litoral de São Paulo( Unidades de Tratamento de Gás de Caraguatatuba e plataformas de Mexilhão e de Merluza) e Sergipe (no Pólo Atalaia, em Aracaju).

    As péssimas condições de segurança e trabalho, e os salários miseráveis motivaram estas pelejas, entre o capital e o trabalho. Como forma de retaliação por causa da greve em Suape, cerca de 500 trabalhadores foram demitidos pelas empresas que estão construindo a Refinaria Abreu e Lima e a Petroquímica Suape.

    Este é o desenvolvimento de Pernambuco, mero crescimento econômico, desacompanhado da preservação ambiental, da justiça social e do respeito aos direitos básicos d@s trabalhador@s. A luta continua!!!

    • Problema dos empregados se eles não estão gostando do salário e das condições!!!!!

      O importante é que eles estão trabalhando e o trabalho dignfica o homem!!! HAHAHAHAHA!!!!

      É pra se f0der!!! HAHAHAHAHAHA!!!

  • Claro que os burgueses, empresários, industriais e banqueiros vão morrer jurando que o TRABALHO é a melhor coisa que existe, que dignifica, que liberta etc, etc…

    Com um pequeno detalhe: desde que ELES não precisem trabalhar. É aquela história: o trabalho é importante, lindo, maravilhoso desde que eu não tenha que trabalhar, ou seja, é importante para os OUTROS.

    Depois ainda dizem que acabou a escravidão. Eu acho que o dia do trabalho tá mais pra dia da escravidão ou da exploração. Isso pra não falar que passamos 5 meses do ano trabalhando pra pagar impostos. O governo acha pouco a escravidão, ainda fustiga o trabalhador com impostos e uma merda de serviços públicos.

    Se o trabalho realmente trouxesse dignidade, não haveria tanta desigualdade entre patrões e empregados. Cada vez essa desigualdade parece aumentar mais: mais bilionários em uma ponta sugando tudo e noutra empregados se acabando de trabalhar em subempregos pra ganhar quase nada.

    Se o trabalho dignifica tanto, então por que não aumentar a carga horária semanal para 60 ou 70 horas? Vamos dignificar ainda mais o já tão digno povo brasileiro com mais trabalho, assim ninguém irá reclamar que lhe falta dignidade. Todo mundo vai ficar bem dignificado.

    • Pelo que diz o Raul, e de certa forma também o Pierre, fica parecendo que trabalho é apenas e tão somente a atividade laborativa exercida por quem vende sua mão de obra ( Leia-se: empregados).
      Ora, os banqueiros, industriais, empresários ( os patrões) trabalham! E alguns trabalham até em demasia, em termos de tempo e dedicação!
      Isso sem esquecer os pequenos empresarios( quase sempre patrões deles mesmo…), os artistas, os autonomos!
      Uma coisa é o trabalho.
      Outra coisa é a relação de emprego!

      ………………………….

      O Professor é um Trabalhador!
      O Dono da escola é?

      O Câmera man é um trabalhador!
      O artista filmado por ele, é?
      o Dono da TV é?

      O Jornalista é um trabalhador!
      O jornalista que escreve colunas e as vende para diversos jornais, é?
      O Dono do Jornal é?

      O Principe Williams afirmou que amanhã retornará ao trabalho ( está nos jornais….).
      É um Trabalhador?

      Inocêncio, que é médico e está na Câmara dos deputados há oitocentos anos, é Trabalhador?

      • “Ora, os banqueiros, industriais, empresários ( os patrões) trabalham! E alguns trabalham até em demasia, em termos de tempo e dedicação!”

        É verdade.

        A “pequena” diferença é que o patrão termina sua vida nadando em dinheiro e pode ter tudo que o dinheiro puder pagar passando sua aposentadoria numa ilha particular.

        Já os empregados trabalharam, trabalharam, trabalharam e, no máximo, passam a aposentadoria numa fila do INSS pra retirar o “dinheirão” de dois mil e poucos reais.

        • Sim, Raul,

          Procede essa diferença feita por vc.

          Embora um tanto fantasiosa, vez que a IMENSA maioria dos patrões não termina nadando em dinheiro, deu para compreender a diferença entre patrão e empregado frente ao resultado do trabalho de cada um.

          Mas isso não invalida – como vc mesmo reconheceu – a posição de ambos como trabalhadores.

          Agora está tudo claro…..

          É que pensei que vc não considerava os “burgueses” ( ainda se usa essa expressão??? Ah… bons tempos aqueles….), os empresarios e os banqueiros como trabalhadores.

          Vejo agora que considera.
          Tudo bem….

  • Hoje no Dia do Trabalhador me vem à mente o mal que a falta de um trabalho remunerado, enquanto formado em Gestão Ambiental e graduando em Ciências Sociais, me faz.

    Gestão Ambiental há 6 anos, quando ouvi falar dele pela primeira vez, era aclamado como o curso do futuro. Até hoje é um “curso do futuro”, cujos graduados muito poucas empresas se interessam em contratar (continua-se preferindo graduados em Engenharia Ambiental, Agronomia, Eng. Florestal e Ciências Biológicas). Poucos concursos públicos chamam gestores ambientais.

    Ciências Sociais, por sua vez, não só não é um curso capitalista, voltado pra mercado de trabalho, como é em parte um curso anticapitalista (Marx é o homem-símbolo da Sociologia desde a sua origem). Apenas órgãos do governo, ONGs e algumas pouquinhas empresas que fazem pesquisa de mercado chamam sociólogos. Estágio mesmo, apesar de haver obrigatoriedade de pelo menos 1 ano de estágio, é muito difícil, e nem a própria UFPE facilita pra nós. A ordem é: “se virem”, dependam do conta-gotas seco do CIEE e do IEL.

    No dia do trabalhador, gestores ambientais e cientistas sociais lamentam por não poderem se tornar trabalhadores – a não ser aqueles que têm outras formações, como Administração, Engenharia Química e alguma pós.

    • Robson, a profissão do futuro (que já chegou) será a defesa civil, que, em breve, passará a ser remunerada.

    • A profissão do futuro (que já chegou) será a defesa civil. E será bem remunerada, pois exigirá grande capacidade técnica. Quem sobreviver, verá.

    • Discordo, Robson.

      Administração não é um curso enquadrado entre as ciências exatas, e é voltado para o ‘mercado’. Marx é utilizado como poste ideológico contra o qual se deva urinar o ranço capitalista.

      Gestão Ambiental, no que depender de certos ‘trabalhadores’ bem posicionados em cargos de gestão (e isso NÃO faz deles bons administradores, somente bons somadores de recursos para os próprios bolsos) – continuará a ser um curso DE futuro, DO futuro, PARA o futuro.
      Porque o mote é ganhar com a transformação do meio ambiente em wastelands, enquanto ainda há tempo, e beber todo o uísque que se puder antes de morrer rindo da cara de quem derramou suor para contribuir para esse quadro.

      Sociologia, bem… F(T)HC fala por si. Sem comentários.

  • chata essa matéria

    • O ser humano é um indivíduo de relacionamentos que se inventa e se desenvolve em meio a vários laços de afetividade que são responsáveis por sua essência e pelo significado de sua existência. Nesse processo existencial, encontramos o trabalho como uma ferramenta construtora de um enorme significado afetivo em nossas vidas.
      Para alguns, a humanidade se encontra infeliz por ter feito do trabalho um sacrifício. Para outros, o trabalho só pode ser gratificante quando é feito com amor. A satisfação ou a insatisfação que desenvolvemos por nossas organizações — fruto dos prazeres e sofrimentos de nossa história de vida dentro da organização — estabelece para cada um de nós o tipo de relacionamento que temos com nosso trabalho.
      Segundo psicólogos de Harvard, estar mentalmente presente e atento à realização de uma tarefa é mais importante do que se acredita para ser feliz. Na pesquisa intitulada de “Track Your Happiness”, os pesquisadores utilizaram um aplicativo de celular para saber o que pessoas do mundo todo sentiam, faziam e pensavam ao longo do dia. As respostas mostraram que as mentes vagam 47% do tempo.
      Os psicólogos concluíram que, em relação a se sentir feliz, o lugar ocupado pelo corpo é bem menos importante do que para onde vai a mente – na vida e no trabalho. “Seja lá o que as pessoas estiverem fazendo, elas tendem a ser mais felizes se estiverem focadas na atividade do que pensando em outra coisa”, ressaltaram os especialistas.
      Inicialmente concebida como um dia na qual lutamos por menos horas de jornada de trabalho e melhores condições de trabalho, o dia do trabalhador também é um momento para avaliarmos como nos relacionamos com nosso trabalho. Muito mais que dignificar o homem o trabalho descrever quem nós somos.”
      ______________

      Pois é, trabalhei num hotel fazendo serviços básicos que os americanos não gostam de fazer.

      Achei ruim: não.

      Como Dalto falou, apesar de ser uma profissão que é desprezada, não deveria. Ocupar a mente, seja com atividades “fáceis” seja com cálculos complexos de matemática é muito mais útil do que permitir que nossas mentes virem a oficina do Diabo.

      Conheço vários idosos que, mesmo ganhando bem, continuam trabalhando quando poderiam “curtir” a vida. Porque o trabalho lhes completa.

  • Por ora, o movimento operário está derrotado. Isso é que importa. As coisas seriam bem mais fáceis se a URSS não tivesse se dissolvido.

    • kkkkkkkkkk

  • [...] Dia d@ Trabalhador/a (não Dia do Trabalho como se pensa erroneamente), me vem à mente o mal que a falta de um trabalho remunerado, enquanto [...]

  • A foto do post é interessante. Mais interessante seria nos perguntarmos sobre a origem desta frase, na verdade a origem desta ideologia.

    http://i56.tinypic.com/30lnbsh.png

    http://i54.tinypic.com/10ib2ic.png

    Obs: Os GULAGs Soviéticos são muito mais antigos do que os campos de concentração nazistas. Na verdade, seria interessante nos perguntarmos de quem os nazistas herdaram esse tipo de coisa.

    http://www.youtube.com/watch?v=ewY_k-jFlvk&feature=mfu_in_order&list=UL

  • O importante é trabalhar para comprar celular em 20x, carro em 300x e viajar de avião em 50x. Só assim vc será feliz!
    Ah, e prostre-se ao governo que garante isso a vc, trabalhadora e trabalhador brasileiro!

  • Concordo. Troquei de estação nesse domingo de manhã, revoltado com a CBN que fica repetindo o tal do “Dia do Trabalho”. É o trabalhador que empresta sua força e seu suor em troca da pequena parte dos dividendos da empresa. Viva o Trabalhador!

  • Dia do trabalhador! kkkk kkkkk Finalmente o Bompreço fechou hoje para os seus trabalhadores descansarem…. hehehehe

    • Caramba!!!

      O bom preço fechou? kkkk… Então é sério o dia do trabalhador mesmo! Acho que eles só fecham no dia 1° de maio em todo o ano.

      Pobre trabalhador!!!

  • E por falar em dia do Trabalhador, vale lembrar ao governador que os professores possuem o pior salário do país. Os trabalhadores da educação possuem o PIOR SALÁRIO DO PAÍS.

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MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).