Depois de dar parecer relâmpago favorável à clausula de barreira (ver a notícia aqui), o senador pernambucano Jarbas Vasconcelos vai agora relatar o projeto de lei que proíbe as coligações nas eleições proporcionais.
O assunto é sério. De fato, os partidos se unem em torno de um candidato majoritário (governador ou prefeito) e fazem alianças diferentes na proporcional (deputados e vereadores).
Isso dá um nó na cabeça do eleitor? Dá.
Por outro lado, é uma das estratégias dos pequenos partidos conseguirem eleger seus candidatos. De outra forma, nunca passarão de ser ‘cauda’ eleitoral para os grandes partidos e os candidatos mais fortes.
Jarbas já se pronunciou a favor do fim de tais coligaçõess.
Eu, particularmente, acho que o que está sendo tramado no Congresso é na verdade o fim das eleições proporcionais e a implementação da eleição por listas feitas pelos partidos.
As listas tiram do eleitor o direito de escolher o seu deputado ou vereador. O eleitor vota na legenda e os partidos é que escolherão os que vão assumir.
E o poder continuará sempre nas mãos de quem já está.
Isso pra mim é golpe!



Golpe são as listas proporcionais abertas, um absurdo que só ocorre no Brasil.
Golpe é enganar os candidatos pequenos para fazerem campanha, enquanto seus votos vão ajudar a eleger os mesmos de sempre, porque já são os que tem uma base eleitoral ampla.
Golpe é enganar a população que vota em um candidato, geralmente alguém conhecido próximo, mas seu voto na verdade ajudar a eleger o que no partido recebeu mais votos (geralmente um cacique).
Com as listas fechadas, isto acaba, vamos saber exatamente em quem estamos votando… em partidos, em projetos, e não em pessoas… é um pequeno passo em direção à uma democracia de verdade, infelizmente pretende-se manter 50% com o voto distrital, mas isto já é melhor do que nada.
O sistema atual é não só burro, como absurdo e enganador.