É justo isso?

fev 18, 2008 by     5 Comentários    Postado em: Economia

Luciano coutinho (Roosewelt Pinheiro Abr)
Luciano Coutinho, presidente do BNDES

No dia 7 de janeiro deste ano, o Diário Oficial da União publicou um aporte de R$ 12,5 bilhões no BNDES, via Tesouro.

O motivo de todo este aporte foi o esgotamento da principal fonte de financiamento do banco, que hoje apresentou lucro recorde de R$ 7,3 bilhões.

Até aí aparentemente não há problemas, a não ser o fato do BNDES ter emprestado todo recurso disponível em sua carteira, o que seria muito bom.

Isso é resultado da queda da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), fazendo com que o custo de capital das empresas fique mais baixo.

Na verdade, a sistemática é aparentemente simples: o BNDES pega recursos do FAT a 6%, empresta às empresas a TJLP + um prêmio. Isso faz com que seja bem mais baixo que os 11,25% da Selic.

As grandes empresas costumam ter, em sua estrutura de capital, grande parte dos empréstimos de terceiros financiada através do BNDES. Isso é racional, já que é mais barato.

Mas aí entra um problema sério.

O dinheiro disponível acabou, e o BNDES pediu aporte ao Tesouro. Para financiar isso, o Governo emite títulos pagando 11,25%, e empresta ao BNDES a 6,25% (TJLP). Este empresta às empresas por aproximadamente 8,5%.

Você poderia pensar que isso é adequado, já que o Governo está subsidiando as empresas que estão produzindo.

Mas será que estas empresas estão realmente precisando de dinheiro?

Vou escrever mais sobre isso em instantes.

5 Comentários + Add Comentário

  • [...] post anterior (clique aqui), falava do aporte que o Governo fez no BNDES, de R$ 7,3 [...]

  • Pierre,

    Escrevi, no dia 09/01/08, um post a respeito desta prática do BNDES: http://jccavalcanti.wordpress.com/2008/01/09/bndes-empresta-para-quem-nao-precisa-ou-seja-falta-estrategia-aos-bancos-publicos-brasileiros/
    No dia 11/01/08 escrevi outro sobre o assunto: http://jccavalcanti.wordpress.com/2008/01/11/fim-do-dinheiro-barato-para-o-bndes-e-agora/.
    Amanhã, no meu artigo aqui no Acerto volto a comentar sobre estas operações do BNDES.
    Grato,
    JCC

  • O que esperar de um pais que deixa seus filhos com fome sem educacao e que paga pela mobilia de uma unica pessoa R$ 470.000,00, O que esperar de um pais onde os lucros dos bancos sao maiores que qualquer um em todo mundo, mas a cada 10 minutos more uma crianca de fome ou desnutricao, o que pensar de um pais de tantas injustiça onde somente o rico pode fazer faculdade privada, o pobre tem que se matar de trabalhar para conseguir pagar a sua faculdade privada, O QUE PENSAR DE UM PAIS QUE A CORRIPCAO CORRE SOLTA E TUDO MUNDO SABE, ATE NOS BRASILEIROS E NAO FAZEMOS NADA.

    NADA MAIS ME ESPANTA

  • O que esperar do nosso Grandioso Brasil que deveria ser auto sustentável na produção de alimentos e minerais, enfim riquezas que a cada dia saem dos nossos solos para abastecerem mercados multimilinários. Com o que nós ficamos, com as sobras? É verdade que tivemos um grande avanço mais podemos avançar mais e por que não avançamos, só se vê falar de bilhões e milhões, corrupção. Na verdade nosso lindo Brasil é um país dos Banqueiros um país verdadeiramente Agiota, onde os ricos cada vez mais ricos e os pobres aí vocês já sabem. A Esperança ainda mora no meu coração e só Deus poderá nos mostrar o caminho.

  • Como é sabido a igreja catolica é composta de padres, bispos…, com uma formação impar, detentores de grande conhecimento nas politicas nacionais (agricola, saude, educaçao, economica, política, etc). Não entendo porque o Bispo Dom Cappio tem o proposito de prestar um desserviço ao povo brasileiro, procurando iludi-lo, em não proclamar a verdade sobre a transposição das aguas do Rio São Francisco. A trasposição das aguas tem como fito perenizar os rios que percorrem grandes extensões de terras ao longo dos estados de PE, CE, PB e RN, como por exemplos os rios apodi-mossoro e piranhas-açu, situados no RN e PB/RN, respectivamente, em cujas margens estão situadas, em esmagadora maioria, pequenas propriedades, aonde seus donos, fora do periodo chuvoso, não dipõem de agua para beber nem para efetuar pequenas plantaçoes para o sustento de seus familiares e de animais do seu consumo.

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MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).