Lucros, e não impostos, fazem do carro brasileiro o mais caro do mundo

jun 28, 2011 by     44 Comentários    Postado em: Economia

Honda City, fabricado no interior de São Paulo, é vendido no México por R$ 25,8 mil. No Brasil, custa mais de R$ 56 mil

Compartilho com vocês o revelador texto do jornalista Joel Silveira Leite, do blog Mundo em Movimento sobre o preço do automóvel no Brasil. Nunca me conformei por termos uma renda média muito mais baixa e pagarmos sempre muito mais caro por produtos com valor agregado, incluindo carros. E as empresas sempre juraram que a culpa era dos impostos.

Joel prova que não:

Lucro Brasil faz o consumidor pagar o carro mais caro do mundo

O Brasil tem o carro mais caro do mundo. Por quê? Os principais argumentos das montadoras para justificar o alto preço do automóvel vendido no Brasil são a alta carga tributária e a baixa escala de produção. Outro vilão seria o “alto valor da mão de obra”, mas os fabricantes não revelam quanto os salários – e os benefícios sociais – representam no preço final do carro. Muito menos os custos de produção, um segredo protegido por lei.

A explicação dos fabricantes para vender no Brasil o carro mais caro do mundo é o chamado Custo Brasil, isto é, a alta carga tributária somada ao custo do capital, que onera a produção. Mas as histórias que você verá a seguir vão mostrar que o grande vilão dos preços é, sim, o Lucro Brasil. Em nenhum país do mundo onde a indústria automobilística tem um peso importante no PIB, o carro custa tão caro para o consumidor.


A indústria culpa também o que chama de Terceira Folha pelo aumento do custo de produção: gastos com funcionários, que deveriam ser papel do estado, mas que as empresas acabam tendo que assumir, como condução, assistência médica e outros benefícios trabalhistas.

Com um mercado interno de um milhão de unidades em 1978, as fábricas argumentavam que seria impossível produzir um carro barato. Era preciso aumentar a escala de produção para, assim, baratear os custos dos fornecedores e chegar a um preço final no nível dos demais países produtores.

Pois bem: o Brasil fechou 2010 como o quinto maior produtor de veículos do mundo e como o quarto maior mercado consumidor, com 3,5 milhões de unidades vendidas no mercado interno e uma produção de 3,638 milhões de unidades.

Três milhões e meio de carros não seria um volume suficiente para baratear o produto? Quanto será preciso produzir para que o consumidor brasileiro possa comprar um carro com preço equivalente ao dos demais países?

Segundo Cledorvino Belini, presidente da Anfavea, “é verdade que a produção aumentou, mas agora ela está distribuída em mais de 20 empresas, de modo que a escala continua baixa”. Ele elegeu um novo patamar para que o volume possa propiciar uma redução do preço final: cinco milhões de carros.

A carga tributária caiu e o preço do carro subiu

O imposto, o eterno vilão, caiu nos últimos anos. Em 1997, o carro 1.0 pagava 26,2% de impostos, o carro com motor até 100cv recolhia 34,8% (gasolina) e 32,5% (álcool). Para motores mais potentes o imposto era de 36,9% para gasolina e 34,8% a álcool.

Hoje – com os critérios alterados – o carro 1.0 recolhe 27,1%, a faixa de 1.0 a 2.0 paga 30,4% para motor a gasolina e 29,2% para motor a álcool. E na faixa superior, acima de 2.0, o imposto é de 36,4% para carro a gasolina e 33,8% a álcool.

Quer dizer: o carro popular teve um acréscimo de 0,9 ponto percentual na carga tributária, enquanto nas demais categorias o imposto diminuiu: o carro médio a gasolina paga 4,4 pontos percentuais a menos. O imposto da versão álcool/flex caiu de 32,5% para 29,2%. No segmento de luxo, o imposto também caiu: 0,5 ponto no carro e gasolina (de 36.9% para 36,4%) e 1 ponto percentual no álcool/flex.

Enquanto a carga tributária total do País, conforme o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário, cresceu de 30,03% no ano 2000 para 35,04% em 2010, o imposto sobre veículo não acompanhou esse aumento.

Isso sem contar as ações do governo, que baixaram o IPI (retirou, no caso dos carros 1.0) durante a crise econômica. A política de incentivos durou de dezembro de 2008 a abril de 2010, reduzindo o preço do carro em mais de 5% sem que esse benefício fosse totalmente repassado para o consumidor.

As montadoras têm uma margem de lucro muito maior no Brasil do que em outros países. Uma pesquisa feita pelo banco de investimento Morgan Stanley, da Inglaterra, mostrou que algumas montadoras instaladas no Brasil são responsáveis por boa parte do lucro mundial das suas matrizes e que grande parte desse lucro vem da venda dos carros com aparência fora-de-estrada. Derivados de carros de passeio comuns, esses carros ganham uma maquiagem e um estilo aventureiro. Alguns têm suspensão elevada, pneus de uso misto, estribos laterais. Outros têm faróis de milha e, alguns, o estepe na traseira, o que confere uma aparência mais esportiva.

A margem de lucro é três vezes maior que em outros países

O Banco Morgan concluiu que esses carros são altamente lucrativos, têm uma margem muito maior do que a dos carros dos quais são derivados. Os técnicos da instituição calcularam que o custo de produção desses carros, como o CrossFox, da Volks, e o Palio Adventure, da Fiat, é 5 a 7% acima do custo de produção dos modelos dos quais derivam: Fox e Palio Weekend. Mas são vendidos por 10% a 15% a mais.

O Palio Adventure (que tem motor 1.8 e sistema locker), custa R$ 52,5 mil e a versão normal R$ 40,9 mil (motor 1.4), uma diferença de 28,5%. No caso do Doblò (que tem a mesma configuração), a versão Adventure custa 9,3% a mais.

O analista Adam Jonas, responsável pela pesquisa, concluiu que, no geral, a margem de lucro das montadoras no Brasil chega a ser três vezes maior que a de outros países.

O Honda City é um bom exemplo do que ocorre com o preço do carro no Brasil. Fabricado em Sumaré, no interior de São Paulo, ele é vendido no México por R$ 25,8 mil (versão LX). Neste preço está incluído o frete, de R$ 3,5 mil, e a margem de lucro da revenda, em torno de R$ 2 mil. Restam, portanto R$ 20,3 mil.

Adicionando os custos de impostos e distribuição aos R$ 20,3 mil, teremos R$ 16.413,32 de carga tributária (de 29,2%) e R$ 3.979,66 de margem de lucro das concessionárias (10%). A soma dá R$ 40.692,00. Considerando que nos R$ 20,3 mil faturados para o México a montadora já tem a sua margem de lucro, o “Lucro Brasil” (adicional) é de R$ 15.518,00: R$ 56.210,00 (preço vendido no Brasil) menos R$ 40.692,00.

Isso sem considerar que o carro que vai para o México tem mais equipamentos de série: freios a disco nas quatro rodas com ABS e EBD, airbag duplo, ar-condicionado, vidros, travas e retrovisores elétricos. O motor é o mesmo: 1.5 de 116cv.

Será possível que a montadora tenha um lucro adicional de R$ 15,5 mil num carro desses? O que a Honda fala sobre isso? Nada. Consultada, a montadora apenas diz que a empresa “não fala sobre o assunto”.

Na Argentina, a versão básica, a LX com câmbio manual, airbag duplo e rodas de liga leve de 15 polegadas, custa a partir de US$ 20.100 (R$ 35.600), segundo o Auto Blog.

Já o Hyundai ix35 é vendido na Argentina com o nome de Novo Tucson 2011 por R$ 56 mil, 37% a menos do que o consumidor brasileiro paga por ele: R$ 88 mil.

 

44 Comentários + Add Comentário

  • É isso mesmo … De modo geral, na Argentina, os veiculos custam 2/3 do que custam no Brasil. Alguns até mais modernos que os similares nacionais.

    No Brasil um Celta, Ka ou o Mille antigo, completo, custa R$ 30.000,00. Parece piada, mas é verdade.

    Agora imaginem o “Completão do Faustão” vendido por R$ 37.990 “e nada mais” ! Você acha que este carro custa quanto para o importador? E o custo de produção dele na China? Deve ser uma miséria.

    Sobre o Honda City, acho caro e não é estas coisas. Prefiro o Cerato, da Kia.

    • Como falava meu amigo Brizola, “ISSO É UM NEGÓCIO DA CHINA” Hoje pode dizer, “isso é negócio made in brazil”, onde a bandalheira entre os poderes é geral, e nós da sociedade que pagamos a conta, ficamos jogados no lixo, só há uma maneira de mudar esse quadro, é não compramso carro 0 Km pelo menos um ano, ai vamos ver a onde a corda quebra, e apreder a votar, questionar o Poder Judiciário, lembram do Juiz Nicolau, é ai onde vai o dinheiro de nosso impostos, a nossa democracia é só para Inglês, a bandalheira é de muinto tempo, só com o tempo podemos acabar com esse câncer em nosso País, cabe a cada um de nós brasileiros a responsabilidade de mudar, nem que seja na porrada, guerra Civil, Sangue, Suor e lagríma !

  • eu gosto do gm zafira. projeto da opel ele dura bastante e resiste a tudo.

    • Pois é … Só que a geração que roda no Brasil está defasada uns 10 anos em relação ao mesmo modelo Europeu.

      Projeto da GM qye dura bastante e resiste a tudo é a Veraneio. Estes dias vi uma na Abdias e em Caruaru é o que mais tem. Aquilo sim é que aguenta cacete.

  • Lembro muito bem em 1995 um carro popular(Corsa) custava R$7.000,00(sete mil reais)Hoje custa quatro vezes.Nesta epoca um Real valia um Dolar era fila de espera o Agio reinava e não sei onde andava o poder de compra.Os aumento de lá pra cá tinha desculpa da procura ser maior que a oferta e atualmente o que acontece? Todas as lojas abarrotadas de carro,fabrica batendo recorde de produção,vendas de financiamentos e consorcios aumentando mês a mês Sera que o brasileiro prefere o status do automovel e esquece que alem de pagar o imposto mais caro do mundo paga o automovel,sanduiche,remedio,plano de saúde,juros…Não sei até quando vamos aguentar!!

    • Não sei de onde você tirou que pagamos “o imposto mais caro do mundo”, mas não é verdade. Pesquisa um pouquinho. E nem era esse o assunto. Essa mania desgraçada de falar mal do Brasil é um atraso de vida. Vicia o sujeito em falar baboseira. Não é preciso dizer coisa com coisa, basta xingar a Pátria e a conversa flui.

      • O problema é que a Pátria dá muitas razões pra ser xingada.

      • Silva bom dia,vou pesquisar. Quanto a pagarmos, sei que tem sonegadores, falar do Brasil(governo) bem ou mal é democracia e se vc acha que isso é baboseira não perde teu tempo!

        • É bom se informar para não viver enganado.

        • as taxas do brasil são competitivas:
          http://en.wikipedia.org/wiki/Tax_rates_around_the_world
          o problema é que aqui elas são complexas de serem calculadas.

          de qualquer modo, o governo deveria permitir ao mínimo que carros nacionais fossem importados do méxico ou de sei lá onde, sem pagar imposto de importação.

      • Vai ver vc vive nas têtas do governo!

      • Caro amigo Silva, pagamos o imposto mais caro do mundo sim, pesquise de forma mais abrangente e vc verá, quer um exemplo? Então vai: A Dinamarca cobra imposto mais alto que o Brasil, mas em troca devolve em escola de qualidade, estradas em boas condições, hospitais ao alcance de todos, transporte público adequado, coleta de lixo eficiente, etc… Se somar-mos aos impostos brasileiros o que pagamos de planos de saúde porque a saúde pública não funciona, as escolas particulares porque as públicas(pelo menos as de base) não preparam os alunos, gasolina muito cara porque não dá para andar de ônibus nas grandes cidades brasileiras, ônibus escolar para os filhos porque na maioria das cidades esse serviço não existe para o público, etc… E aí, não são os impostos mais altos do mundo?

      • As duas redes sociais: a inrovmatifa e a produtiva As empresas precisam se redesenhar ao redor de um novo tipo de indivedduo, que sabe muito mais, que este1 mais conectado. Agora he1 um ‘homus conectadus’ na jogada Silvio Meira, da colee7e3o.

  • Pior é que não cabe mais nenhum carro em Recife!

  • O problema existe. Devemos nos perguntar o que fazer para corrigir (ou minimizar) essa discrepância. Vejo duas medidas que poderiam surtir efeito, uma a curto prazo e outra a longo prazo:

    1. Lei federal que obrigue as montadoras e concessionárias a divulgar como é composto seu preço final. Quanto dos R$ 56 mil é imposto, custo de produção e margem de lucro. Dessa forma, transfere-se parte do poder de barganha para os compradores.

    2. Investimentos e métodos que aumentem a eficiência dos transportes públicos. Em um jogo de soma zero, numa relação ganha-ganha, as montadoras poderiam perder parte do mercado de comerciais leves e ganhar no desenvolvimento de soluções para os sistemas de ônibus e outros meios de transporte de massa. Não dá mais para colocar carro nas ruas dos grandes centros, mas as montadoras querem continuar vendendo.

    Se houver curiosidade, deixo aqui dois textos do meu blog sobre ônibus no Rio de janeiro.

    Ônibus e improdutividade no Rio de Janeiro
    http://www.opiniaoadm.com.br/2010/03/onibus-e-improdutividade-no-rio-de.html

    Ônibus e Improdutividade no Rio de Janeiro (sugestões)
    http://www.opiniaoadm.com.br/2010/04/onibus-e-improdutividade-no-rio-de.html

    Bruno Saavedra

  • Pois é… Quem leu o Immanuel Wallerstein não se surpreendeu com esse dado. Aliás, quem leu o Fernando Henrique Cardoso, que foi realmente um grande sociólogo do desenvolvimento quando estudava, sabe que isso sempre foi assim.

    a solução é concorrência… Mas pra isso não se pode ser escravo de empresas que tem seus balancos equilibrados pelos lucros astrônomicos na periferia do capitalismo… A china talvez fosse uma esperança, que fosse capaz de gerar concorrência.
    Mas a melhor solução, a longo prazo, é mesmo é distribuir renda, criar um mercado interno grande e mais equilibrado, e investir bastante em educação, tecnologia e inovaçao… O problema é sempre inclusão, só ela pode fazer com que o mercado brasileiro ganhe uma dinâmica própria, podendo reduzir tb sua dependência do carro.

  • A verdade é que europeu não liga muito pra carro.

    Americano adora, tem a consciência do mal que faz ao planeta, mas tá pouco se lixando.

    O chinês sempre foi chegado num produto com qualidade “diferenciada”.

    O japonês sempre sonhou em superar os americanos.

    O coreano chegou à conclusão que, pra crescer, tem que copiar os japoneses e americanos e vender pros brasileiros.

    O brasileiro compra qualquer porcaria importada, paga 4 vezes mais e ainda se acha o “chic”.

    “As montadoras têm uma margem de lucro muito maior no Brasil do que em outros países.”

    Ahhh… essa classe média brasileira… como são “evoluídos”!! – diria um executivo alemão.

    • Essa “evolução” não é exclusividade da classe média. Nunca antes na história desse país tivemos tantos “incruídos” , que recebem um mínimo, com seu “celulá di câmara” ,que custa 1000 reais, divididos em 24x . O pior é a mentalidade 3º mundo : ” Oa meu selular de cãmara qui cumprei nu cartâo” !!!!

      • A questão tratada aqui é sobre alta taxa de impostos x lucros excessivos das montadoras de automóveis….e aí do nada aparece o sr. novamente com seus comentários preconceituosos e jocosos tentando desvirtuar o foco e por um passe de mágica implicar a nova classe média como o foco dos problemas sociais do país. E ainda mais com essa sua visão tacanha e preconceituosa.
        O sr. certamente deve ter um problema de auto-estima muito sério…..
        Vá se tratar, aprenda a respeitar o povo, tenha mias civilidade e procure ser menos preconceituoso.

        • ALFiel, estás se escondendo, é ?

      • certamente esse cidadão não esta feliz com a condição que o brasileiro se encontra atualmente, e com perspectiva de melhoras no futuro. tenho uma proposta vai pra cuba ou venezuela, certamente vai ser muito melhor pra você. quanto aos demais, interessados em acabar com exploração de seus pares, só nos resta pressionar para que haja menos corrupção, mais competitividade e claro impostos mais justos, falando superficialmente sobre o assunto. boa sorte a todas as pessoas de bem.

  • Quando o imposto aumenta, o preço aumenta.

    Mas quando o imposto acaba ou baixa, o preço não cai.

    Esse é o problema.

  • Este blog é de grande aprendizado para nós economistas! Parabéns pelo trabalho!!

  • A pior desgraça é pobre que quer ser rico.
    Desgraça pior ainda é país com mentalidade de 3° mundo querer se passar por primeiro sem nem resolver a caganeira (resultado da falta de saneamento, educação e sistema de saúde eficientes) de seu povo.
    Os caras sacaram isso há muito tempo. É por isso que enfiam goela abaixo da manada brasileira carroças caríssimas, sabendo a manada vai se endividar em 80x e pagar 2 carros só para posar de rica ( E ainda votar em político corrupto que usa esse discirso). Depois fica a churumela na hora de pagar estacionamento, na hora de pagar combustível, na hora de pagar revisão e etc.
    Tanto sacaram, que enfiaram um Copa e uma Olimpíada no país sem saneamento. O pior é que o país sem saneamento acha que é primeiro mundo porque vai se endividar com a construção de elefantes brancos superfaturados.
    Enfim, é exatamente essa mentalidade do país sem saneamento metido a rico que nos mantém como um país sem saneamento metido a rico, cheio de gente com bucho cheio de lombriga andando de honda civic.

    • Infelizmente, você está certíssimo.

    • Somos humanos e, como tal, sujeitos aos males inerentes à nossa natureza. Um destes é o tal do
      “complexo de vira-lata” que pode se tornar “progressivo” e em altas doses pode levar o “paciente”(ou impaciente) ao desespero.
      Cuidado! Recomenda a prudencia procurar um Psicologo(ou um filósofo). Longe de mim julgar ou criticar alguém, porém vale o alerta com todo o respeito.

      • esse é moroba

    • O sr. é absolutamente ridículo…

      Alfiel???

      Faz-me rir…kkk.

      E sua saga preconceituosa continua, não é?

      Vá se tratar o quanto antes.

      Aprenda a ter um pouco de civilidade, humanidade e realidade.

      • Tem cidadão se doendo por aqui. Vai ‘trabaiá” pra pagar a “letra” do computador, vai !!!!!

  • Essa é a segunda parte do texto exibido em matéria especial no site UOL.

    Bahé eu não vi você citar a fonte do texto e dar os créditos ao autor do mesmo. Isso é correto?

    Vejam abaixo, mas uma vez, o link com a continuação da matéria. E boa leitura a todos.

    http://omundoemmovimento.blog.uol.com.br/arch2011-06-01_2011-06-30.html#2011_06-28_18_47_53-142809534-0

    • A fonte não apenas está citada como também linkada. Observe melhor. Att

      • Marcos, você linkou o blog, não o artigo. O artigo está arquivado, e não é nada óbvio como chegar a ele pela página inicial do blog. Eu só consegui achar buscando no Google (é o link que o Dalto postou em 29/06/2011 às 21:39.

        O artigo é terrível, uma maçaroca de dados, e a habitual referência sem citação (“Uma pesquisa feita pelo banco de investimento Morgan Stanley, da Inglaterra”). Procurei Google afora e não achei a suposta pesquisa.

        Tudo isso dito, concordo que o responsável pelo imbróglio é o protecionismo. Por outro lado, simplesmente condenar o “lucro brasil” sem avaliar qual a sua importância na captação de recursos no exterior me parece meio sem sentido.

  • O texto traz informações simplistas, desconsidera a inflação e não faz comparativo com a carga tributária externa. A margem de lucro é alta? Sim. Mas não é a única (e nem a principal) responsável pelo sobrepreço. Um exemplo crasso são os carros produzidos lá fora e importados pra cá.

    • Perfeito. Típico texto que defende um governo corrupto e descendo o pau no empresário. É claro que o empresário não é santo, mas tirar a culpa do Governo é no mínimo estupidez. Não se esqueçam do impostos sobre impostos, o famoso efeito cascata, que as empresas tem que pagar.

  • Nossa população é roubada de todas as maneiras possíveis que um ser humano pode ser roubado. Primeiro pelo governo com sua alta taxa de impostos, segundo pelas empresas com suas altas taxas de lucro, e depois pelos bandidos na rua. Só na matemática brasileira para um povo com baixa renda per capita, grande produção de automóveis (3 ou 4 do mundo) pagar o carro mais caro do mundo. Alguma coisa está muito errada, quando alguem vai fazer alguma coisa?!

  • O Departamento de Economia da UFPE poderia fazer um estudo igual ao preço do carro para o álcool no PE

  • isso é para agente se informar de quanto as instituiçoes FEDERAIS E INTERNACIONAIS consideram o povo brasileiro Ignorante e cordeiro… os ideais no “BRAZIL” morreram a muito tempo e por isso continuamos escravos e meros colonizados, é realmente uma pena…

  • É simples,
    precisa pesquisar em todas as concessionárias,
    comparar preços e tenologias,
    reclamar muito nas concessionárias,
    pedir desconto, desconto, desconto,
    demonstrar insatisfação.
    E, preferencialmente,
    NÃO TROCAR DE CARRO a cada 2-3 anos.
    Um carro novo deve ficar com o proprietário pelo menos uns 7 anos,
    isto é mais ecológico e mais econômico.

    Quando houver mais consciência e inteligência,
    deixaremos de ser bobos.

    PS:
    aquela propaganda da honda,
    “para quem trabalha um pouquinho mais”
    ou algo parecido, deveria ser
    “para quem é mais trouxa…”

  • [...] 11’00” – Classificação dos jogos no Brasil 13’00” – Custo Brasil x Lucro Brasil 18’00” – Opinião de um médico infectologista sobre o Decodificando 29 [...]

  • E mesmo com o valor altíssimo, cada vez mais pessoas tem acesso a veículos automotores (carros e motos). Preocupa-me que as pessoas estejam voltadas a terem carros mais baratos para poluir mais e “privatizar” o espaço público (pois quando você está em seu veículo, você não inteage com ele, você o usa e somente para seu proveito). Excelente texto, mas cabe o meu comentário no sentido de que devemos buscar soluções para trânsito seguro – de motoristas, pedestres e ciclistas. É irritante ver o governo ceder incentivo as montadoras em detrimento de melhoria em transporte coletivo.

  • Olá, trabalho com a vendas de carros semi novos e vendemos seu carro caso esteja interessado para maiores informações visite meu site e veja como é fácil e simples! Nosso site: http://www.saopaulomotors.com.br, obrigado por sua atenção e uma otima tarde.

  • estou com meu carro a 15 anos ja o comprei usado,não paga mais ipva e a minha auto peças e o desmanche e sou feliz.
    idiota é quem tira de outros lados da vida para comprar carro zero e financiado ainda,a vista paga dois e leva um carroça.

    • Concordo com CARRONACIONAL e desenvolvo o raciocínio.

      Tive a oportunidade de sair do nosso país e ver como é a dinâmica de venda e aquisição de bens duráveis (ex.: automóveis). Nos casos que pude presenciar, o financiamento é uma prática incomum, limitado a imóveis, praticamente. De fato, o cenário comum é pechinchar. Sempre aparecem anúncios de promoções significativas na TV (-5 a -10%) para incentivar o consumo, mesmo com os preços muito abaixo dos praticados aqui.
      A sensação que tive no exterior é de comprar um produto, você faz um favor ao vendedor. No Brasil, preços altos e atendimentos péssimos deixam a impressão de que o vendedor está fazendo um favor a você por deixá-lo comprar, não vendendo para outro. Se você não tem dinheiro, o vendedor lhe faz o favor de vender parcelado, emprestando o dinheiro e cobrando muito caro por isso. Mesmo que você tenha dinheiro, não tem porque abaixar o preço. Se você não comprar, outro “desesperado” comprará o produto, tem cliente sobrando!
      Me ocorreu que a origem da distorção presente no Brasil reside, basicamente, no fato de que o detentor do dinheiro é o produtor, não o comprador. Parece estranho, mas, tento explicar um pouco mais de alguns motivos que acredito que podem explicar como chegamos no estado atual.

      Conversando com pessoas de mais idade, resgatei um pouco da história da época de inflação descontrolada.
      Com uma indústria fraca e uma inflação alta, tivemos um grande período de repressão do consumo de bens duráveis. Era muito dif[icil guardar dinheiro para qualquer coisa, ainda mais para bens de alto valor, como veículos.
      O brasileiro foi treinado para ser imediatista, não adiantava guardar o dinheiro de um dia para o outro. Fomos condicionados a pensar que é mais fácil comprar parcelado do que fazer uma poupança, pois, as alternativas “seguras” de capitalização não estavam livres de intervenção do poder público.
      A repressão do consumo criou o “sonho” de comprar um carro, um refrigerador, um ar condicionado, etc., não interessando o meio nem a qualidade do bem adquirido, desde que cumprisse a função básica.
      A falta de esclarecimento e de educação é parte importante e agravante do cenário, dificultando também avaliar a qualidade do que se compra. Remunerar o produtor pelo esforço de fabricar me parece a forma mais justa de precificação. No Brasil, o desejo de compra é muito mais forte do que a avaliação do esforço despendido na fabricação. Quando a emoção é mais forte que a razão, os preços deixam de ser justos e viram uma “chantagem monetária” para satisfazer o desejo de consumo.

      No Brasil, automóveis (assim como a maioria dos produtos) custam caro porque o brasileiro dá mais valor ao desejo de consumo do que ao seu dinheiro. Além disso, ele não se planeja, não economiza e não quer esperar.
      Se dinheiro é Poder, para barganhar, é preciso ter dinheiro.

      Me parece que a culpa dos preços altos e da péssima qualidade dos automóveis no Brasil é do consumidor mesmo.

      Reclamar e ser mais exigente é a única alternativa mesmo e tem que ser uma postura de todos.

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MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).