O Estadão e a arte de manipular a informação

mai 11, 2010 by     44 Comentários    Postado em: Economia

Depois da Folha de S.Paulo inventar uma frase e colocá-la na boca da presidenciável do PT, Dilma Rousseff (aquela malfadada frase que rendeu uma semana de tintas e papéis na imprensa do país todo, como se fosse uma ofensa ao candidato tucano José Serra, e, por extensão, a todos os exilados políticos durante a ditadura militar [a "ditabranda" da Folha] – quem não viu, leia post de Marco Bahé, aqui no blog), hoje foi a vez do Estadão inventar uma frase e colocar na boca da atual ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra.

A frase que dá manchete no Estadão, colocada entre aspas, não consta da resposta da ministra na entrevista sobre o Plano Nacional de Banda Larga. “Queremos que a Oi seja uma parceira especial na Banda Larga“, estampa o jornal. A frase foi manipulada, e retirada de seu contexto. Para levar aspas, a frase deveria ter sido mancheteada da seguinte forma: “Queremos que a Oi, assim como as demais operadoras, seja a nossa parceira.”

Ou seja, o Estadão subtraiu o trecho “assim como as demais operadoras”, e copiou-colou a palavra “especial” da frase que veio a seguir, conforme vocês verão mais abaixo.

Como sabemos que muitos leitores só passam os olhos nas manchetes (por preguiça, falta de tempo, ou seja por qual motivo for, tanto faz, que isso é outra coisa) pode-se deduzir que os leitores-de- manchete foram induzidos a olhar com cara feia para o Plano Nacional de Banda Larga (e, por conseguinte, para o governo Lula e para sua candidata às eleições deste ano), sem absorver o verdadeiro conteúdo da fala da ministra.

Vejamos o trecho da entrevista em que ela teria dito o que não disse.

Estadão – A Oi pediu exclusividade?
Erenice Guerra -
Ela não pediu exclusividade, ela apresentou um projeto onde alegava ter condições de implantar integralmente banda larga no País. Mas nós não recusamos de forma nenhuma. Queremos que a Oi, assim como as demais operadoras, seja a nossa parceira. De preferência, que seja uma parceira especial, dado esse ponto importante do capital nacional dela e consequentemente, do meu ponto de vista, do comprometimento maior com as políticas públicas.

Como escreveu o leitor do blog, Covarde Anônimo (que sugeriu a pauta no post de Pierre sobre a convocação da seleção brasileira – ver aqui):

Se o Estadão fosse uma pessoa física, merecia um desenho do Gil Vicente.

*****

O PNBL foi lançado oficialmente pelo governo na quarta-feira da semana passada, e tem como objetivo universalizar e baratear o acesso à internet rápida no Brasil. Segundo o portal G1, “Uma das expectativas é disponiblizar o serviço de 11,9 milhões de domicílios para quase 40 milhões de domicílios até 2014. O custo da tarifa deve ser de R$ 15, para o plano com incentivos, com velocidade de até 512 kbps (quilobits por segundo) e com limitação de downloads e de R$ 35 para o plano comum, com velocidade entre 512 e 784 kbps.

A responsável pela implementação do PNBL será a Telebrás.

O economista Bresser-Pereira escreveu (em texto no Estadão, no último dia 28 de fevereiro) que o modelo de agência reguladora de mercado para um serviço de utilidade pública é uma boa alternativa, mas “sempre imperfeita”. Além disso, “não é uma solução mágica”.Quanto a isso, não falou mais do que o óbvio, já que é notório o abuso das concessionárias de comunicação e de energia elétrica (a Celpe que o diga…).

Sobre a recriação da Telebrás, o economista escreveu o seguinte:

“(…) a Telebrás poderá desempenhar um papel complementar na regulação do sistema de telecomunicações. E o Estado estará, assim, exercendo seu papel regulador de forma mais efetiva. (…) Os dirigentes da agência estão sempre sujeitos à captura. Por isso, é às vezes conveniente dar ao Estado instrumentos adicionais de regulação, como se está fazendo agora com a implementação do Plano Nacional de Banda Larga. A Telebrás e sua banda larga oferecerão um serviço que será também instrumental na regulação do setor. O fato de que as empresas do setor se oponham ao plano é uma indicação de que ele poderá ser efetivo em limitar lucros abusivos.”

O artigo de Bresser-Pereira é bastante claro. Sem rodeios. Dos questionamentos sobre a possibilidade de corrupção nas atividades futuras da Telebrás, ele é taxativo:

Sempre que uma atividade não possa ser regulada de forma relativamente automática e impessoal pelo mercado, e o Estado precise regulá-la, surge a possibilidade da corrupção, porque as empresas envolvidas não hesitarão em tentar corromper os servidores públicos e porque, em casos mais raros, servidores aproveitarão a oportunidade para chantagear as empresas. Mas não é por isso que se deixará de tomar decisões – de governar. No caso do Plano Nacional de Banda Larga, o governo está tomando decisões que, em princípio, me parecem boas. As denúncias de tráfico de influência surgidas recentemente não invalidam o plano.”

O Plano Nacional de Banda Larga é de fundamental interesse para a sociedade brasileira. Evidentemente, nem tod@s pensam assim. Uns porque sempre torcem contra (muitas vezes em nem saber do que se trata); outros porque perderão parte significativa de seus lucros.

Para o lucro das teles, a concretização do PNBL é uma perna cabeluda.

*****

Abaixo, a íntegra da entrevista de Erenice Guerra ao Estadão de hoje.

Jornal falando o que a ministra não disse

por Gerusa Marques e Renato Andrade
de O Estado de S.Paulo

ENTREVISTA
Erenice Guerra, ministra-chefe da Casa Civil

A ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, não aceita a crítica de que o Plano Nacional de Banda Larga seja vago, como afirmam as operadoras de telefonia. O decreto presidencial, que será publicado até amanhã, trará apenas as diretrizes, porque o objetivo, insiste a ministra, é fazer um projeto discutido, passo a passo, com todas os interessados, incluindo as grandes teles. Neste caso, Erenice espera que a Oi seja uma “parceira especial”, cumprindo um papel de “maior comprometimento com as políticas públicas”, por conta da forte participação do Estado em seu capital. A ministra, que assumiu o cargo no lugar de Dilma Rousseff, pré-candidata do PT à presidência da República, reforça a tese de que a Telebrás será apenas um instrumento de gestão do plano e revela que o governo poderá contar, sem licitação, com os serviços da estatal, um dos maiores temores do setor privado. Na condução de outro projeto estratégico, o da construção da hidrelétrica de Belo Monte, Erenice disse que as grandes empreiteiras devem apenas participar da construção da obra, ficando de fora do grupo de investidores que irá administrar a usina. A seguir, os principais trechos da entrevista:

Quando sairá o decreto do plano de banda larga? Ele trará mais detalhes?

Nossa expectativa é que saia esta semana, no máximo até quarta-feira. O decreto dará os contornos jurídicos do plano, mas o programa é aquilo, o decreto não inova em nada.

As operadoras questionaram muito essa falta de detalhes.

O plano possui uma mesa permanente de negociação, apelidada de Fórum Brasil Digital. Vamos discutir com as operadoras, prestadoras, com quem puder se engajar, como finalizar o plano. As correções de rumo serão feitas junto com esse fórum e, para mim, é absolutamente coerente que ele não tenha esse nível de detalhamento que as operadoras se queixam.

A senhora não aceita a crítica de que seja um plano vago?

Não aceito. Não é um plano vago, é um plano que nasceu a partir da necessidade de baratear e massificar banda larga. Hoje, ela é escassa, cara e com pouca velocidade, mesmo para quem paga caro e está num local que tem muito acesso. Vamos trabalhar com as alterações da regulação para acelerar e aumentar a competitividade, com incentivos fiscais aos serviços e produtos, ter uma política produtiva tecnológica para o desenvolvimento da indústria nacional e ter uma rede estatal para a intranet de governo. Dizer que esse plano é vago…

A crítica sempre foi a falta de participação das empresas na formulação do plano e por isso a expectativa por detalhes.

Num primeiro momento, nós percebemos uma certa insegurança por parte das operadoras. Quando a gente conversou, eles (executivos) perceberam que esse é um plano que tem espaço para negociação, para debate, para construir juntos. Eles gostaram, tanto é que baixaram um pouco a temperatura das críticas. No editorial do Estadão, disseram que o plano foi feito sem a participação da Anatel e que recusamos a colaboração da Oi e da Sky. Eu não conheço o moço (presidente da Sky), comigo ele não conversou. De qualquer forma, jamais recusaríamos qualquer oferta de colaboração. A Oi será parceira na implantação desse plano, assim como as outras operadoras.

A Oi não tinha pretensão de ser mais do que uma parceira?

Tinha, mas a troco de quê? Por quê?

Porque o BNDES e os fundos de pensão têm 49% da empresa.

Pode ser. E acho que, por ser uma empresa de capital nacional, ela realmente tem de ter nível de comprometimento maior com as políticas públicas deste País. Acredito nisso. Mas isso não significa exclusividade.

A Oi pediu exclusividade?

Ela não pediu exclusividade, ela apresentou um projeto onde alegava ter condições de implantar integralmente banda larga no País. Mas nós não recusamos de forma nenhuma. Queremos que a Oi, assim como as demais operadoras, seja a nossa parceira. De preferência, que seja uma parceira especial, dado esse ponto importante do capital nacional dela e consequentemente, do meu ponto de vista, do comprometimento maior com as políticas públicas.

A senhora teme questionamento jurídicos após a publicação do decreto, especificamente na forma escolhida para a retomada da Telebrás?

Às vezes, fico querendo entender o que está por trás de determinadas falas. Quando se faz um questionamento sobre a utilização da Telebrás, na verdade o que está se questionando? A implantação de um plano nacional de banda larga? Não pode ser a empresa em si. Um instrumento de gestão de uma rede física não pode ser objeto de tamanho nível de discussão.

O caso Telebrás seria uma desculpa para desqualificar o plano?

O plano está focado em regulação, política tecnológica e desenvolvimento da indústria nacional, incentivos fiscais, financeiros e uma rede física.

A Telebrás diz respeito à gestão desta rede. Esse auê todo é exatamente o quê?

Não é um problema de imagem? Ressuscitar a estatal do sistema que já foi privatizado? Isso pode de fato estar no imaginário das pessoas, mas quem opera neste setor é esclarecido. Não vamos deixar que algo que está no imaginário se transforme numa realidade. A administração pública não pode ir além das previsões legais. Trabalhamos com o que efetivamente existe. E o que existe é que a Telebrás, que foi holding do sistema de telecomunicações, está sendo reativada para fazer gestão de banda larga, ponto.

E pode ser feito por decreto?

A análise jurídica feita por todos os ministérios envolvidos e a AGU resultou num entendimento que sim.

A Telebrás vai se submeter às mesmas regras impostas às empresas privadas?

As empresas públicas têm regime jurídico específico. Uma empresa privada não se submete à Lei 8.666 (lei de licitações). Uma empresa pública tem uma série de travas. Se ela pudesse ter a liberdade de uma empresa privada, seria a glória.

O governo poderá contratar os serviços da Telebrás sem licitação?

Ele usará a 8.666 até para contratar sem licitação, porque qualquer contrato que a administração pública faça tem de ser amparado nesta lei.

As empresas estão com medo de perder mercado por causa disso.

Pode ser. Mas esse não é um mercado preponderante. O porcentual é 0,2% do faturamento anual das operadoras.

Lançar o plano este ano não dá um caráter eleitoreiro?

Olha, tem uma frase que a Dilma (Rousseff) usava que diz o seguinte: a gente apanha por ter cachorro e apanha por não ter cachorro. Só conseguimos efetivamente finalizar esse plano depois que obtivemos a devolução dos ativos que estavam com a Eletronet, e isso saiu em novembro. Infelizmente, foram as dificuldades que levaram a lançar este ano. Não íamos deixar de fazer uma coisa tão importante só porque tem eleição este ano.

A Casa Civil tem uma participação efetiva no processo de Belo Monte? As grandes construtoras poderão entrar como sócias da usina?

Sempre que o assunto é estratégico ou envolve várias áreas, a Casa Civil participa. Neste momento, se faz essa nova arrumação para fechar a versão final do consórcio vencedor. A Eletrobrás conversa com os parceiros para confirmar a participação e preparando a inserção de novos parceiros, dos fundos de pensão, da Eletronorte.

As empreiteiras vão entrar como sócias ou só farão a obra?

Até agora não tivemos indicativo de que essas empreiteiras queiram ser investidoras e isso é razoável porque elas se apresentaram como investidoras no outro consórcio, que perdeu.

44 Comentários + Add Comentário

  • Volta e meia e lá vem o amiguinho Raboni com sua compulsão patológica pela “ditabranda”.
    Mas tudo bem. faz parte…
    Já que o tema é “Imprensa golpista” que tal abordar esse novo escandalo da era Lula, muito emba saibamos que o ilustre assistente de blogueiro dá de ombros para temas que não lhe são simpáticos.

    http://dois-em-cena.blogspot.com/2010/05/quebra-de-sigilo-fiscal-dos-militares-o.html

    • Só uma pessoa totalmente alienada ainda não tomou consciência do que a mídia vem fazendo contra o governo, Lula , Dilma e o PT.

      Acredito que os alienados lêem o que é feito pela mídia, como esta do Estadão.

      Eles ler apenas a machete, porque lhe é conveniente para o seu ego.

      Será que os alienados têm vez no Brasil de hoje?

      • Lyrinha ou vc se contenta com as migalhas que sobram ou é mais um útil (ou será inútil?).

        • inocente útil (ou inútil)

    • Francisco se toca. Ninguem ta aqui defendendo lula ou Dilma…ele está expondo a manipulação que um jornal grande faz para defender interesses da oposição…esse tipo de midia não merece credito

      • Raboni

        Indiscutível a preferência que a empresa Estadão tem por Serra.

        Agora, não se esqueça que:

        1- A grande maioria dos jornalista sempre foi e é pro-Lula (recentemente Geraldo Freire, o radialista, comentou como estava o clima nas redações nas eleições de Lula)

        2- A “oposição” vive reclamando do mesmo problema, truncagem. Recentemente, uma viagem de Serra ao RS gerou confusão

        3- Aliás, isso não é de hoje. A famosa frase “todo aposentado é vagabundo” jamais foi dita por FHC (vide Maurílio Ferreira Lima, que confirmou isso).

        A VERDADE É UMA SÓ: estamos entregando o país a uma estúpida ou a um estúpido. E só.

  • Chiquito, Chiquito. Pare com isso. Você não tem vergonha de indicar um site bizarro como aquele aqui no blog? Ainda mais citando Cláudio Humberto? Putzgrila!

    • Não sei qual o motivo desse preconceito contra o jornalista Claudio Humberto.
      Esqueceu que ele num passado não muito distante foi o “franklin martins” do Collor e que esse mesmo Collor é hoje um dos mais figadais e fiéis aliados de Lulla? (e futuro governador das alagoas com as bençãos de Dilma)
      Memória curta essa sua….
      Para seu deleite e para não perder o bonde, cito mais uma fonte de informações dessa nova “estratégia petista” de desmoralização do estado.

      http://movimentoordemvigilia.blogspot.com/2010/05/deputado-pede-investigacao-sobre-quebra.html

  • Cuidado com esses sites bizarros de extrema-direita que você está indicando, Chiquito. Afinal, seu candidato acaba de se declarar de esquerda…..

    • Sai dessa Martins.
      Com essa história de esquerda e direita estás mais perdido que cachorro em caminhão de mudança.
      Existe governo mais “direitista” do que esse de Lulla?

  • Enquanto alguns blogueiros e assistentes dedicam horas a determinadas tarefas, eis que no país das maravilhas, onde tsunami vira marola, vejamos a quem foi entregue a definição das estratégias de segurança do contribuinte.
    Espero que o nosso presidente não repita a defesa que fez ao aliado sarney. Defendeu, defendeu e quando fedeu deixou o velho mafioso entregue a propria sorte.
    O que será de Tuma Jr?

    http://br.noticias.yahoo.com/s/11052010/25/politica-pf-ve-gabinete-tuma-junior.html

  • E aí, Chiquito, você ainda vota em Serra? Afinal, ele disse que vai chamar o PT para participar do governo dele!!!!

    • Serra Vai convidar o dissidente petista JPLS para tocar o PAC 3 tipo “grandes obras”?

  • E aí, Chiquito, o que você achou do prêmio de “Campeão Mundial na Luta Contra a Fome”, concedido a seu odiado Lula pela ONU?

    “Campeão Mundial na Luta Contra a Fome”

    É O Cara.

    • Com um programa criado por FHC, nunca devemos esquecer.

      Parabéns, Lula.

      • Pois é, desse jeito parece que FHC criou tudo o que Lula fez….deixe de piada, rapaz!

        • Prezado

          Não confunda sua admiração pelo governo Lula (em que votei em 2002 e 2006) com a REALIDADE DOS FATOS.

          Para não ficarmos no bate-boca (veja os sites que procurei, para não dizer que é coisa de Demo ou Tucano):

          http://www.caixa.gov.br/voce/Social/Transferencia/bolsa_familia/index.asp

          http://anti-tucano.blogspot.com/2010/02/fhc-criou-precurssores-do-bolsa-familia.html

          Então, parece que Lula recebe um prêmio por conta de um programa criado no governo FHC. Aliás, o Plano Real veio de Itamar-FHC (e o PT e Lula eram contra), a estabilidade veio do Plano Real, etc.

          MAS PARA VOCÊ não ficar decepcionado com a verdade, pode alegar que o programa Bolsa Família recebeu mais dinheiro no governo Lula.

          Ah, sim, jamais votei em FHC.

  • Cruz credo!!! Entrevista com Erenice Guerra? É a substituta de Dilma?.

    Aquela do dossiê fabricado na casa Civil, na tentativa ‘abortada em denegrir a imagem de mulher pública, – da dr Ruth Cardoso.

    Por fal em crime,… Depois de confirmado pelas investigações da PF, afinal, quais foram as penas (na forma da lei) que pesaram sobre os autores: Dilma, Erenice e Aparecido??? Fala sério!!???

    • Confirmado o quê? O factóide de Álvaro Dias?

    • Sessão de desinformação.

      É assim que a turma de Serra, Estadão e cia, quer ganhar a eleição, com mentiras.

      O troller acima, posta mais uma.

    • Vejam que covardia.
      Só poderia ser de gente que se esconde e não colocam o seu nome, por ser um covarde.

      Ridículo o que escreveu.

  • Essa tucanada não se emenda mesmo. O Brasil crescendo, batendo recordes, povo melhorando de vida, tudo indo bem… e os caras anunciam que Serra vai fazer “ajuste fiscal” logo no início do governo??????? Ou seja, recessão, arrocho, estagnação. Voltar ao tempo de FHC? Não mesmo!

  • Serra dá uma ótima entrevista, mas os partidarios dele, mais especificamente, os Barões da Midia, estragam tudo.

    Não dá para votar na Rede Globo, Estadão, Folha de São Paulo, Revista Veja e etc.

    Pior que os barões da mídia, são os plebeus sem mídia apoiadores do Serrote, gente pobre que pensa que é rica.

    • “gente pobre que pensa que é rica”.
      No Brasil tá cheio de gente assim. A comaçar da multidão que não produz riqueza alguma, vive de BF e acha que é classe média! KKKKKKKKKKK
      Faz parte da política fazer perdedore acharem que são vencedores. E nisso tenho que bater palmas pra o Mullusco .

      • Que pérola de comentário.
        Vou imprimir.
        Não posso deixar passar.
        Vou guardar para os meus netos, mostrando a eles de como não se deve comentar.
        Diziam que só os analfabetos votavam em Lula.
        Vejam o exemplo de um que vota em Serra.

        • Imprime. Mas lembre que não é recomendável dar pérolas aos porcos.

      • Comentário semi-fascista, Alexsandro. A escalada raivosa da direita me dá medo.
        E Serra, candidato deles, ainda se diz de esquerda.

        • É facista achar que os pobres continuam sendo enganados ? É facista ser contra a teoria ( se é que isso é teoria) absurda de que todo rico é malvado e todo pobre é um inocente bonzinho ?

        • É deu pra perceber que você passou longe das intituições de ensino. Então estude fora, mas pelo menos se informe. Falar besteira em vez de enriquecer a discussão sobre o tema não ajuda em nada.

        • Não, tive que engolir anos de baboseiras que ensinam nas escolas brasileiras. Duque de Caxias é herói. O socialismo é o céu na terra. Entre outras asnneiras.

      • Nossa senhora meu filho, vá estudar!
        Se largou a escola, volte. Se já estuda, mude pra uma melhor.

        • Escola no Brasil ? Tô fora. Ficar decorando que o socialismo é a solução para o mundo não é minha praia.

  • Essa mesma imprensa às vezes se descara e faz um favor à sociedade ao demonstrar qual o real pensamento do PSDB, Serra, e sua “massa cheirosa”.

  • Raboni,

    Primeiramente, feliz aniversário! (se é que e hoje mesmo)

    Obrigado por elaborar sobre aquele comentário que postei.

    Mas eu fui tão além ao ponto de imaginar que o Estadão queira passar a catinga da Oi para o PT.

    Minha percepção é de que a Oi, através do PIG, quer criar na mente do povo a idéia de que tem preferência no PNBL, confundindo e desestabilizando os adversário, que são os provedores pequenos, pois apesar de fazerem grande volume juntos, não possuem um movimento organizado.

    A maneira mais eficiente de se vencer uma batalha é convencer o oponente de que ele já está derrotado.

  • Só em fazer menção à OI eu já fico puto. Se depender da OI essa Banda Larga vai ser mais um caminho de desvio de verba e lavagem de dinheiro.

  • Com o maior respeito do mundo, sim, O Estadão é tucanizado, ok. Mas:

    Qual é a exata diferença entre:

    “Queremos que a Oi, assim como as demais operadoras, seja a nossa parceira. De preferência, que seja uma parceira especial”:

    E, “Queremos que a Oi seja uma parceira especial na Banda Larga“,

    fora o fato de que o segundo título cabe na manchete e o primeiro não?

    É só porque eu ando meio cansado de ler um lado da imprensa acusar o outro de petista, e o outro de mídia golpista direitista.

    Não é excesso de pêlo em ovo não? Essa eleição tá muito Fla-Flu pra mim. E eu não ando nem Fla, nem Flu.

  • O pior é ver comentários da patetas que se acham os fodas só porque passam grande parte do tempo classificando gente, jornais e etc como de direita, esquerda, PIG, reacionário, revolucionário e etc. Depois nos perguntamos porque somos otários de pagarmos para vivermos na Noruega e vivermos em Guiné-bissau.

    • Relaxa, cara.
      Vai ter o dia em que escolheremos o país onde iremos pagar, morar e viver…

      Tu escolheria ser súdito da corôa britânica ou cidadão brasileiro??? ahahhahahahha

      Eu tô quase indo embora para um lugar civilizado!!!
      Deixar o Brasil para os barnabés.

    • Para passar a vive na Noruega, é só Serra ser eleito.

      • Claro que não. Serra, Dilma, Lula, FHC ,todos a mesma porcaria. Gente que quer mamar as nossas custas.

  • Bahé, não quero ser indelicado, mais preciso lhe contar que sinto similar repugnância ao ver a propaganda enganosa que o governo faz neste blog. Vc realmente acredita que Dudu acertou as contas da educação pública em Pernambuco?
    Todo mundo precisa de dindin, mas que fosse a propaganda compatível com a verdade dos fatos, né?

  • Qual é a praia deste rapaz?
    Será que é inflação alta, quebradeira do pais,falta de crédito, ou
    deixar de lado os programas sociais.
    Escola no Brasil só a partir de 2011.

    Será que a praia dele é a praia dos patetas.

    Deve ser a praia dos fascistas, agora tenho certeza.

    • Cara, tu tens a ira dos grandes idiotas, dos verdadeiros inocentes uteis, que só enxergam a realidade como o bem o mal a se digladiar. Deixa de ser mané e desenvolva sua conscência crítica. A verdade é que nem Dudu do óio azul e nem Jávaitarde Vasconcellos, representam opções de eficiente governabilidade para PE. São inimigos da população e em, em especial da educação pública. Somente este dado os caracterizam como tiranos em busca de se locupletarem a custa dos inocentes como tu, que acreditam ser um dos dois o lado bom do mundo e o outro, o lado mal. Vc sabe é que é facismo, de fato, para acusar os outros. Vai se letrar e perceber que modos de refletir como o seu é típico de uma visão de mundo autoritária, arrogante e ignorante, tal como Mussolini adorava em seus seguidores.

  • Lugar de petista, comunista, PEÇONHENTO e mídia pau-mandada, como os jornalixos de São Paulo é no Inferno!

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MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).