Os economistas preferidos dos professores de economia

mai 17, 2011 by     20 Comentários    Postado em: Economia

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Smith, Keynes, Becker e Krugman

Recebi ontem um interessante artigo, que pode dar uma luz sobre quem influencia os professores de economia das principais universidades americanas. Nem é preciso dizer que estas universidades de certa forma influenciam grande parte das escolas de economia no resto do mundo.

O estudo dividiu os economistas em 4 grupos.

  1. Economistas anteriores ao Século XX
  2. Economistas a partir do Século XX, já falecidos
  3. Economistas vivos, com mais de 60 anos
  4. Economistas vivos, com menos de 60 anos

Votaram 299 professores, que poderiam colocar até 3 nomes de cada grupo.

A pesquisa trata de outros assuntos, como os blogs favoritos dos economistas.

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Entre o primeiro grupo, Adam Smith está disparado na frente. Não sem razão, afinal é um dos pensadores mais importantes da história, não apenas no campo da economia. David Ricardo ficou em segundo. Marx ficou apenas em quinto lugar. Isso pode ser explicado por vários motivos, desde o da pesquisa ser entre professores americanos, até o fato de que a obra de Marx não ser propriamente de economia. Do ponto de vista econômico, a aplicação dos conceitos se mostrou um completo fiasco. Mas como influência, nem se discute, pois também tem grande relevância.

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Já nos economistas a partir do Século XX, já falecidos, a briga ficou bem mais apertada, entre John M. Keynes e Milton Friedman, com Samuelson logo atrás. Também justo, já que os dois são os principais formadores de opinião econômica do século passado.

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No terceiro grupo, dos economistas vivos com mais de 60 anos, o Prêmio Nobel Gary Becker ficou bem à frente. Pensei que Solow sairia à frente, pois seu modelo de crescimento econômico é um dos mais influentes.

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No último grupo, dos economistas com menos de 60 anos, não teve para ninguém. Por motivos obvios, Paul Krugman ficou disparado em primeiro lugar. Ninguém produz e influencia tanto quanto ele hoje em dia.

Além disso, sabe utilizar das mídias sociais para formar opinião, o que é raro entre acadêmicos de peso, normalmente mais discretos.

Os meus favoritos por grupo seriam:

  1. Adam Smith, David Ricardo e Karl Marx
  2. Keynes, Friedman e Galbraith
  3. Gary Becker, Solow e John Nash
  4. Paul Krugman, Mankiw e Levitt

Se quiser, pode ver o artigo aqui.

20 Comentários + Add Comentário

  • Não que eu entenda muito de economia, mas Alan Greenspan não foi nem citado?

    Se falou tanto dele antes da crise de 2008, e ele nem apareceu na listagem. Em contrapartida, Ben Bernake está lá.

    • Nem citado. Também achei estranho Rafael.

      • Pierre, Mankiw ao invés de Blanchard?????
        Galbraith do Novo Estado Industrial? Escolha supreendente. Sabe que o Krugman – se me recordo bem – não o considerava economista importante? (Chegou a brigar na mídia com James, filho de Galbraith).

        • Germano
          Galbraith é quem tem uma das melhores explicações sobre crises financeiras

    • Ele não é teórico… Pode ser por isso.

    • Rafael
      Acho que Greespan não tem quase nada escrito

      • Obrigado pela elucidação Pierre!

  • Cadê Mises, o maior economista que já pisou nessa terra?

    • Mises, entrou na bacia das almas, infelizmente isso era esperado, acho que se fosse antes da crise ele nem apareceria, com essa crise muitos voltaram a buscar uma explicação na teoria austríaca dos ciclos econômicos e com as medidas keynesianas fracassando nos Estados Unidos esse quadro pode mudar bastante.

      Minha lista: David Ricardo, Adam Smith e Carl Menger. Mises, Hayek e Rothbard.
      Jeremy Siegel, Hans Hermann Hoppe e Lew Rockwell.
      Peter Schiff, Nassim Nicholas Taleb e Leandro Roque.

      • Hans herman? Mises Rothbard? Leandro Roque? Quem são esses caras? Panfletagem de instituto conservador? Alguém aí é influente? Não, nenhum, pensei que economia era uma área do conhecimento não panfletagem de direita.

  • Esta é uma lista acadêmica, em grande medida. E, como tal, se auto-reforça: Gary Becker permite muita aplicação, muita modelagem: o substrato do bom desempenho acadêmico. Além disso, ele tem coluna econômica muito boa na newsweek. Escreve bem e seus textos não acadêmicos são fáceis de digerir. Krugman, exceletente polemista (para não dizer que gosta de um “barraco”) não é, em minha opinião, em nada, antes pelo contrário, superior como economista e como acadêmico a Josef Stiglitz. Para mim o grande ausente da lista. O Krugman, aliás, tece loas ao modelo Dixit-Stiglitz em algumas oportunidades. Nunca soube do contrário. As opiniões mais recentes do Krugman – depois que ele deixou aquele ufanismo todo com a globalização – demonstram um economista maduro e mais demolidor de mitos conservadores.

  • Notei a falta do Palocci, somente um grande economista para conseguir um ganho de capital meteórico em tão pouco tempo, Barack O BRAHMA deveria leva-lo para a casa branca.

  • Pierre, parabéns por esse post. Muito interessante.

    A lista dos americanos é bem elucidativa. Interessante Marx aparecer com tanta influência.

    Abraços.

  • Senti falta do prof. Peltzman, autor, dentre outras pesquisas, do chamado “efeito Peltzman”, que, a meu ver, da indicativos matemáticos de quando a regulacao economica pode ser aplicada e quando nao deve.

  • Gostei do Post Pierre. Em 2009 fui apresentar artigo na International Society for New Institutional Economics (www.isnie.org) e conheci vários economistas, dentre eles o Acemoglu do MIT, Elinor Ostrom (Nobel 2009) e Oliver Williamson (Nobel 2009). Esse ano estarei lá novamente apresentando artigo sobre qualidade legislativa. Abraço Pierre.

  • Who is Milton Friedman é um artigo que devia ser lido.

    Muitos profissionais travestiram-se de acadêmicos, mantendo uma essência de funcionários de bancos.

  • Para mim… anos luz à frente dos demais:

    1.Economistas anteriores ao Século XX

    a) Bastiat
    b) Say
    c) Smith / Ricardo

    2.Economistas a partir do Século XX, já falecidos:

    a) Mises
    b) Hayek
    c) Friedman

    É impressionamente como ainda levam a sério “economistas” como Keynes, Krugan e &.: Para essas figuras endividamento do governo é algo positivo, banco central e vital para uma economia e etc.
    É triste, em pleno século 21, ver essas aberrações ditarem o rumo do mundo!

    *sobre Marx vou nem citar, piada de mal gosto!!!

    • sim piada… De quem leu os manuscritos econômicos e filosóficos? Mises???????? Say?????? Mises, daqueles livrinhos traduzidos pelo instituto liberal? Say, por causa daquela frase? Faltou citar autores mais rigorosos como Karl Menger, Pareto, Jevons. De novo: Say???? Ou mais atuais como Lucas. Depois dessa, só nos resta indagar: Economia é uma profissão ou uma afirmação ideológica?

    • O que eu acho impressionante é gente como você que cita autores que nunca leu, mises? O autor fa praxeologia é brincadeira né. Bastiat que foi assassinado pelo Marx no início do volume I do capital? Hahahahaha Bem que você deveria pelo menos se informar antes né.

  • Kalecki

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MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).