da BBC
Matéria do Wall Street Journal Europe avalia que a parceria firmada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu colega americano, George W. Bush, foi “divulgada com muita fanfarra, mas a realidade parece ficar aquém da retórica”.
Os termos do entendimento, diz o jornal, “são moderados”, e “parecem cortar a ambição” das palavras de Lula ao descrever o acordo como “um novo momento para a humanidade”.
“(O acordo) não dá detalhes sobre compromissos específicos, por exemplo, em relação a financiamento e pesquisa. Nem menciona a construção conjunta de fábricas-piloto de biocombustíveis, uma idéia que circulou entre autoridades brasileiras e suscitou oposição de membros poderosos do Congresso americano”, ilustra a edição européia do WSJ.
Para o jornal, “os obstáculos práticos” também dizem respeito à pressão ambiental por mais áreas de cultivo de cana-de-açúcar, e às barreiras protecionistas que inviabilizariam a criação de um mercado de biocombustíveis unindo a América Latina e os Estados Unidos.
Em matéria separada, o jornal diz que a existência de barreiras comerciais entre os Estados Unidos e o Brasil poderia beneficiar o Caribe, onde empresários americanos planejam instalar usinas de cana-de-açúcar para refinar a cana brasileira e importar com preferências o produto final para os Estados Unidos.
Mas mesmo estas iniciativas, diz o jornal, estão sendo alvo de ofensivas de lobistas que tentam, no Congresso americano, eliminar os incentivos que facilitam a exportação.


