Participação social nos meios de comunicação: é a vez de a Imprensa ficar bem na foto.

nov 11, 2010 by     65 Comentários    Postado em: Economia

por Carlos Cardoso Filho*
para o Acerto de Contas

Em recente artigo de sua autoria, a jornalista da Folha de São Paulo Judith Brito, presidente da Associação Nacional de Jornais – ANJ, lembrou que:

temos toda uma legislação, a começar pela Constituição, asseguradora dos direitos humanos. Temos também o direito de resposta, previsto pela Constituição. Temos ainda a legislação de danos morais, para reparos posteriores à divulgação de informações e opiniões equivocada ou de má-fé. Por isso, o tão propalado controle da mídia em nome da sociedade é, na verdade, um caminho para tutelar o direito da sociedade à informação livre

Acatamos a sua preocupação quanto à total inviabilidade do retorno da censura no Brasil. Afinal de contas, ninguém é louco para defender idéia dessa natureza.

Agora, o que nos parece importante e imprescindível é que a sociedade possa discutir a questão de sua participação nos meios de comunicação, de forma ampla e sem os superficialismos e os fantasmas que são trazidos à cena, toda vez que fala do tema.

Que o papel investigativo da imprensa tem ajudado a desvendar uma grande quantidade de casos de muito interesse para a sociedade brasileira, ninguém duvida. Mas, ao mesmo tempo, que a imprensa tem investigado, julgado e condenado muita gente, sem direito à defesa, também ninguém pode duvidar.

Todos sabemos, também, que o Estado brasileiro ainda não presta os devidos serviços de atendimento a crianças em creches para que os pais possam trabalhar na certeza de que seus filhos não estão assistindo a programas incompatíveis com suas idades; e que parece o Brasil, nesse particular, ter passado da ditadura à anarquia.

Por seu turno, quando se examinam os programas jornalísticos, que modernamente passaram a não apenas divulgar as notícias, mas também a comentá-las (concordando ou discordando o jornalista com o que está sendo veiculado) através de expressões verbais e corporais, verifica-se o grau de induzimento, de condução e de controle da sociedade que os telejornais operam diariamente. Afinal, são apresentados por pessoas bem vestidas, com dentição completa e bonita, e que, geralmente, usam bem o vernáculo português. Tudo isso é imagem que sugere ao povo confiança e credibilidade.

Dada sua grande participação nesse contexto, a TV – certamente por contar com a imagem, que por natureza atende e agrada ao sentido da visão humana – é o meio que se mostra mais apto a criar, na psicosfera social, um ideário de credibilidade. A confiança que a população credita à TV nasce e se reproduz do efeito de verdade que as imagens são capazes de proporcionar.

Junto a essas imagens, os relatos, as histórias e os casos verossímeis completam a crença popular na existência da verdade acerca do que é transmitido difusamente. As pessoas vivem dizendo: “deu no jornal…”

Numa observação mais atenta, verifica-se, por conta do poder de penetração da TV, que o debate envolvendo o controle por parte da sociedade sobre os meios de comunicação precisa ganhar maturidade e sair da seara simplista que reduz a questão à censura. Censura pejorativamente lembrada de um período de exceção que viveu o Brasil sob a égide do poder militar.

O que se viveu nas épocas das ditaduras, seja do Estado Novo de Vargas, seja a dos militares, não deve servir como escudo para não se tratar da necessária e adequada regulação que os meios de comunicação devem experimentar. Inclusive para que possam ser reais parceiros na construção de um projeto de país que se quer democrático, participativo e desenvolvido.

Por meio da linguagem, principalmente televisiva, a sociedade tem sido controlada. Quando – em verdade – deveria controlar os conteúdos programáticos das emissoras, pois que estas prestam serviço público, embora, às vezes, não pareçam prestar.

Por seu turno, muitas das ações e dos programas levados a efeito pelo Estado não encontram nas grades programáticas da TV o apoio de que tanto precisam. É que parece faltar congruência temática entre programas governamentais como o de combate ao turismo sexual e à prostituição infantil, por exemplo, e as telenovelas, os comerciais e as demais atrações que apelam para a sexualidade de forma incisiva, mostrando moças com pouca roupa em nossas praias, por exemplo.

Outra questão importante a ser melhor esclarecida ao público é de onde vêm os recursos que patrocinam as atividades das TVs, dos jornais, das rádios e dos blogs, bem como quais os grupos empresarias e políticos que com esses meios de comunicação colaboram, seus “parceiros”. Afinal, não deve ser agradável à imprensa ouvir, vez por outra, a expressão “dizes quem te patrocina, que direi se te vejo, te leio ou te ouço.”

Neste país, que tentamos construir há 510 anos, mesmo com toda a paralisia institucional provocada pelos regimes políticos de exceção, estamos resolvendo nossas dificuldades dentro do direito e no seio das instituições. A imprensa não ficará bem na foto se não agir de forma responsável, aberta e respeitosa para com a sociedade e suas instituições legitimamente constituídas.

Com a criação do Conselho Nacional de Justiça – CNJ, até o Judiciário passa hoje pelos crivos do controle sócio-institucional. Por que os meios de comunicação ficariam de fora dessa nova visão de controle social que a sociedade está fazendo chegar a tudo?

Se é garantido constitucionalmente o direito de livre expressão, é preciso se universalizar tal direito. Pois não parece permitido se falar numa política de regulação público-social dos meios de comunicação, que logo se levantam discursos pouco democráticos e bem distorcidos que, em vez de trazerem luz ao tema, lançam mão de concepções preconceituosas que misturam na cabeça do povo questões como: controle X ditadura, e direito à liberdade X abuso de direito.

Como o Estado exerce sua competência, também constitucional, de explorar diretamente ou mediante autorização, concessão ou permissão os serviços de radiodifusão sonora e de sons e imagens (CF. art.21, XII), quem autoriza, concede ou permite a exploração daquilo que por natureza é público, deve ter o direito-dever de ao menos regulá-lo e torná-lo cada vez mais útil à sociedade.

Parece chegada a hora da criação pelo Estado brasileiro de órgão de controle público-social dos meios de comunicação, deixando claro que o Estado não pode ser confundido com o governo. Não restam dúvidas acerca da necessidade de se exercer o controle público-social dos conteúdos difundidos pelos meios de comunicação. Pois comunicação é tema garantido constitucionalmente como de interesse público e ao povo não se pode negar o direito de cuidar do que é seu.

___________________

* Carlos Cardoso Filho é Auditor Tributário do Ipojuca e Integrante da Associação Pernambucana dos Fiscos Municipais – APEFISCO.

65 Comentários + Add Comentário

  • “Comovente” o esforço retórico do autor do post, todavia não logra sair dos lugares-comuns.
    Prefiro ficar na companhia de Thomas Jefferson, estadista e ex-presidente dos EUA:
    “Se tivesse que decidir se devemos ter governo sem jornais ou jornais sem governo, eu não vacilaria um instante em preferir o último.”

    • Bela retórica. Já pensou o Brasil governado pelos donos da imprensa – Civita, Marinho, Frias, Mesquita, Edir Macedo, Silvio Santos, JCPM…?

      • Martins,

        Péssima retórica a sua. Sua interpretação da fala de Thomas Jefferson foi a mais pedestre possível. Sem contar que fez tábula rasa do contexto político em que ela foi enunciada.
        Em todos os posts, há infindáveis comentários seus, todos invariavelmente desprovidos de qualquer substância. Não aceito o repto. Passo…

        • Que comentário pedrante. Parece aquele “retórico” revisor de português de comentários dos outros falando.

        • A fala dele foi pronunciada há mais de 200 anos, caro “Motorista”, e NADA tem a ver com nossa discussão aqui.

        • Martins,

          Quanto mais você escreve, mais desvela a sua fragilidade argumentativa.
          Quer dizer que a ancianidade transfunde sem mais o estigma de invalidade num princípio?
          Pois aí vai: o princípio do devido processo legal (due process of law) é tido por todos estudiosos como basilar de um estado democrático de direito (há mesmo quem sustente que a ausência dele importa na inexistência ou amesquinhamento da democracia). Pois bem, nobre e culto Martins, sobredito princípio tem origem na Magna Carta de 1215! Ele está lá encartado no art. 5º, inciso LIV, CF/88 (“ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal”).
          Está vendo, Profícuo Martins, que a realidade não se submete a esquema tão apertado quanto a sua candura supõe?

        • Pedro,

          Você escreveu “pedrante” para rimar com pedra? kkkkkkkkkkkkkkkk…

        • Uau! Quanta sapiência, Cláudio!

          Erudição total! Pena que 100% vazia, visto que NINGUÉM está, nem de longe, sugerindo censura prévia à imprensa.

        • Martins,

          Depois da minha contradita anterior, você agora não se baseia mais numa suposta obsolescência do príncípio subjacente à fala de Thomas Jefferson.
          Não satisfeito, contudo, recorre à desqualificação, aduzindo que não se está a discutir a censura.
          Astuto Amigo, veja esta passagem do post: ” Não restam dúvidas acerca da necessidade de se exercer o controle público-social dos conteúdos difundidos pelos meios de comunicação.”
          Observe que o autor diz “controle dos conteúdos.”
          Segundo o Dicionário Houaiss, controlar possui, entre outras, as seguintes acepções: submeter a exame e vigilância estritos; monitorar, exercer ação restritiva sobre; conter.
          Ademais, há no texto diversas passagens que, como se costuma dizer, servem indistintamente a Deus e ao Diabo.
          O Autor discorre sobre pretenso induzimento feito por programas jornalísticos. Reclama que determinadas ações do governo não são satisfatoriamente divulgadas pela mídia.
          Vale dizer: subliminarmente, pretende-se não apenas o “controle”, mas impor o conteúdo que contemple certa visão de mundo.
          Martins, nesta interface não é possível desenhar, entretanto presumo que restou cabalmente refutada a sua pueril afirmativa de que não se cuida de possibilidade de censura.
          Eu é que não me deixo seduzir por discurseria supostamente politicamente correta, mas que flerta perigosamente com o retrocesso.
          Em preito de sua credulidade, reproduzo adiante um poema de Bertolt Brecht. É assim mesmo, “eles” sempre chegam à sorrelfa:

          Primeiro levaram os comunistas,
          Mas eu não me importei
          Porque não era nada comigo.

          Em seguida levaram alguns operários,
          Mas a mim não me afectou
          Porque eu não sou operário.

          Depois prenderam os sindicalistas,
          Mas eu não me incomodei
          Porque nunca fui sindicalista.

          Logo a seguir chegou a vez
          De alguns padres, mas como
          Nunca fui religioso, também não liguei.

          Agora levaram-me a mim
          E quando percebi,
          Já era tarde.

        • Cláudio, concordo com seu texto.

          Mas que vocabulário, hein?!

          Tá, vivo esse mundinho jurídico do “judridiquês” que quer complicar, ao invés de simplificar.

          Já dizia Pe. Francisco Caetano:

          -Inteligente é quem descomplica o complicado.

          Bom, só acredito que se você quer fazer suas idéias chegarem ao povo, pois pelo que entendi você está defendendo a liberdade e mostrando que há uma falsa proteção a sociedade na regulação da mídia, deve simplificar seu vocabulário, deve difundir seu conhecimento.

          Veja, vocês fez duas citações importantes, qual delas usavam desse vocabulário?! Ser esperto é fazer sua mensagem chegar as camadas mais distantes, é por isso que hoje, Lula, tem grande poder, por conseguir se comunicar e fugir aos engomadinhos da “elite”.

        • Laccosta,

          Já que deseja a utilização de linguagem mais acessível, tomo de empréstimo este dito popular: “Se conselho fosse bom, não se dava, vendia-se.” Dispenso, portanto, sua vã tentativa de me pautar. Suas recomendações são boas? Fique, então, com elas, sem tentar impô-las aos outros.
          Ah, já ia me esquecendo: quem foi que lhe disse que tenciono fazer com que minhas ideias cheguem ao povo?

        • “Acatamos a sua preocupação quanto à total inviabilidade do retorno da censura no Brasil. Afinal de contas, ninguém é louco para defender idéia dessa natureza”, diz o texto.

          Está claro, Cláudio? “Ninguém é louco” para defender censura.

        • Cláudio Esteves,

          “Bom, só acredito que se você quer fazer suas idéias chegarem ao povo, pois pelo que entendi você está defendendo a liberdade e mostrando que há uma falsa proteção a sociedade na regulação da mídia, deve simplificar seu vocabulário, deve difundir seu conhecimento.”

          Vou transcrever dando enfase ao que parece que você não percebeu:

          “Bom, só ACREDITO que SE VOCÊ QUER FAZER SUAS IDÉIAS CHEGAREM AO POVO, POIS pelo que entendi você está defendendo a liberdade e mostrando que há uma falsa proteção a sociedade na regulação da mídia, deve simplificar seu vocabulário, deve difundir seu conhecimento.”

          Não quis impor comportamento algum a você. Quando recomendei que você falasse sem o juridiquês foi com uma condicionante, SE VOCÊ QUER FAZER QUE SEU TEXTO CHEGUE A TODOS. Se você não tem essa vontade então fale do jeito que quiser, oras!

          Acerca de você querer fazer suas idéias chegar ao povo foi só um palpite meu. Quem vem debater no blog, geralmente, está expondo a todos suas idéias, ao povo. Se há mera introspecção sua, segundo você diz, o ordinário, ou seja, o COMUM mas não obrigatório, seria guardar tudo para você e não comentar em um blog.

          De qualquer forma foi só uma RECOMENDAÇÃO, acaso você quisesse se fazer entendido por todos, não estou impondo nada a ninguém, fale do jeito que lhe deixa confortável!!!

          É que nem a Oi: simples assim!

        • Laccosta,

          Quer dizer, então, que aquele que posta um comentário quer, em realidade, se dirigir ao povo? Você está delirando! O povão passa longe, muito longe mesmo, deste blog.
          É você que nutre essa ilusória pretensão de falar ao povo e aí supõe que todos alimentem semelhante quimera.
          Prezado, à evidência, o maior contigente que aqui transita é composto por indivíduos que não integram a parcela mais pobre deste Estado.
          Falar ao povo, por meio de um blog? Você é pueril em demasia.
          Lamento desapontá-lo, mas você não está falando ao povo. Ah, presumo que sua candura leve-o a pensamento contrário,, mas devo advertir que papai noel também não existe!

          Carlos,

          Você é um incorrigível. Não leu os trechos que transcrevi do post e que dão azo à restrição da liberdade de imprensa.
          A passagem que você indica eu li, meu amigo, tanto é assim que assinalei que há passagens no texto que “servem indistintamente a Deus e ao Diabo”. Essa que você traz à baila (de que ninguém é louco de defender o retorno à censura) encarta-se na espécie que serve a Deus! Aliás, seria muita ingenuidade alguém propor abertamente o retorno da censura. É por isso que se utilizam de eufemismos do tipo “controle social” etc.
          Martins, é muito tedioso entretecer um diálogo contigo, pois você, na ânsia de fazer prevalecer o seu acanhado pensamento, tudo deturpa! Cansei! Doravante, ignorarei suas platitudes.

        • Cláudio, você é a pessoa mais ARROGANTE que eu já vi escrever aqui. Atacou, com grosseria e pedantismo, até o Laccosta, que concorda com seus pensamentos.

        • Povo não é só pobre. Não sei da onde é que saí essas suas idéias, até porque não me referi ao popular “povão”…

          Veja o que significa povo, segundo o Houaiss e veja se as pessoas que acessam esse blog não se enquadram em nenhuma dessas acepções, se não se enquadrar, então o equivoco e/ou delírio é meu ao me referir a “povo” o conjunto de pessoas que acessam esse blog. Mas, ainda assim, ainda que povo possa não se enquadrar, tente alguma outra palavra que simbolize muitas pessoas que fazem algo, no caso acessar este blog, que é um local de debate, de trocas de idéias. Porém, se você acha que vir num blog que é aberto a debates, não é querer passar uma mensagem a alguém, então, realmente estou delirando demais! Mas, uma coisa é certa, sua atitude pedante, e pueril, ou infantil no português popular, mostra-nos tamanha estreiteza de espírito e de visão…

          Segue o que é povo, segundo o Houaiss:
          povo

          povo
          Datação
          sXIII cf. FichIVPM

          Acepções
          ■ substantivo masculino
          1 conjunto de pessoas que falam a mesma língua, têm costumes e interesses semelhantes, história e tradições comuns
          Ex.:

          2 conjunto de pessoas que vivem em comunidade num determinado território; nação, sociedade

          3 conjunto de indivíduos de uma mesma região, cidade, vila ou aldeia
          Ex.:

          4 conjunto de indivíduos de uma mesma ou de várias nacionalidades, agrupados num mesmo Estado
          Ex.:

          5 conjunto de pessoas que não habitam o mesmo país, mas que estão ligadas por uma origem, sua religião ou qualquer outro laço
          Ex.:

          6 conjunto dos cidadãos de um país em relação aos governantes
          Ex.: o p. elege os governantes

          7 conjunto de pessoas que pertencem à classe mais pobre, à classe operária; plebe

          8 conjunto dos cidadãos de um país, excluindo-se os dirigentes e a elite econômica

          9 (sXIV)
          multidão de pessoas
          Ex.: o que aquele p. está fazendo na praça?

          10 Derivação: sentido figurado.
          grande número, grande quantidade (de algo)

          11 Diacronismo: antigo.
          terceiro Estado da nação, antes da Revolução Francesa (clero, nobreza e povo)

          12 lugarejo, aldeia, vila, pequena povoação

          13 a gente de casa; a família
          Ex.: tem saudades do seu p.

          14 Regionalismo: Brasil. Uso: informal.
          turma, gente
          Ex.: o p. ainda não chegou para a festa?
          povos
          ■ substantivo masculino plural
          15 as nações
          Ex.: tal fato será repudiado pelos p. civilizados
          16 os seres humanos, a humanidade
          Ex.: pela amizade dos p.

        • Laccosta e Martins,

          Eis a minha resposta às “judiciosas” observações que fizeram: kkkkkkkkkkk…
          Vade retro!

    • O martins não está de todo errado. Realmente a frase de tio Thomas não se finda no argumento dele, tem muito mais profundidade. Tem mais profundidade assim como “idade”.

      Estamos em outra época. Com freios e contrapesos bem delineados. Não acho que precisamos ter tanto receio da presente proposta.

      Gostaria de parabenizar o feliz autor do post. Parabenizar não apenas pelo post mas por ser auditor Tributário do município que possui a 2ª ou 3ª maior arrecadação (não lembro) :D :D:D, belo emprego :) .

      Já comentei em outro post que falava do assunto que acho que a imprensa precisa ter uma regulamentação, principalmente quanto aos horários em certos programas são transmitidos.

      No entanto, na atual composição política do nosso país, imagino que, possivelmente, pessoas não muito chegadas à liberdade de imprensa poderão querer aprovar, nas entrelinhas, mecanismos não aceitáveis do ponto de vista de um Estado Democrático de Direito.

      Penso, contudo, que caso isso ocorra, ainda haverá o crivo do STF quanto à constitucionalidade do dispositivo. Mas gostaríamos de deixar essa decisão na mão de um STF incompetente como o da atual composição?

      É complicado.

      Acho que temos coisas mais prioritárias para tratar no âmbito do legislativo. Reformas e mais reformas que DEVEM sair, mas não saem.

    • Com esse discurso pré-fabricado pelo PT será que, como auditor, ele sabe fazer contas. Ele quer é a CENSURA de volta.

  • Carlos,

    Muito boa a visão dada. Não se trata de fiscalizar cada palavra, passar cada matéria pela censura.

    O debate se faz em torno da função social da mídia. Um debate que deve ser travado sem preconceitos.

    Parabéns pelo artigo!

  • O artigo não interessa aos grande veículos, que querem mandar no pais. Julgam e condenan com a maior rapidez, sem dá direito de resposta ao acusado.

  • “Com a criação do Conselho Nacional de Justiça – CNJ, até o Judiciário passa hoje pelos crivos do controle sócio-institucional. Por que os meios de comunicação ficariam de fora dessa nova visão de controle social que a sociedade está fazendo chegar a tudo?”

    Perfeito.

  • “deixando claro que o Estado não pode ser confundido com o governo.” Muito bom o artigo. Essa discurssão e muito importante.

    • Concordo. O Estado não pode ser confundido com governo. Em tese.

      Mas, na prática, qual a sua opinião? O Estado brasileiro, desde a CF 1988, um marco na nossa democracia, tem tido essa separação?!

  • A linha de raciocínio mostrada no artigo é de uma singeleza sem igual, deixando claro para aqueles que deturpam o interesse do Governo, proclamando que o PT quer a volta da censura militar.
    Não queremos censura formal de conteúdo (pois censura já há, dependendo de quem financia o meio de comunicação) queremos regulamentação como todo e qualquer seguimento da sociedade precisa ser regulamentado, a imprensa não pode ser diferente!
    Este texto é de uma importância tão grande que acho importante ser até comentado no programa de TV, para que muitos daqueles que não compreendem a importância do controle social passarem a entendê-la como útil a sociedade.
    Parabéns pela coragem do acerto de contas em expor estas idéias!

  • Ótimo artigo.

    A imprensa “livre” muitas vezes distorce o termo CONTROLE de modo que a grande massa pensa mesmo que se trata de censurar os meios de comunicação.

    A regulação se faz necessária para justamente atender aos anseios dessa população. A mídia é poder, e deve-se pensar em quem está fazendo uso desse poder e para qual fim. Uma imprensa mais universializada tende a não mais direcionar (influenciar) de modo escandaloso o seu conteúdo.

    Mas é isso, os grandes veículos de imprensa nunca vão aceitar perder uma parcela da sua força e muito menos não vão aceitar serem fiscalizadas. O que não deixa de ser uma grande contradição…

  • CTRL+C CTRL+V

    O martins não está de todo errado. Realmente a frase de tio Thomas não se finda no argumento dele, tem muito mais profundidade. Tem mais profundidade assim como “idade”.

    Estamos em outra época. Com freios e contrapesos bem delineados. Não acho que precisamos ter tanto receio da presente proposta.

    Gostaria de parabenizar o feliz autor do post. Parabenizar não apenas pelo post mas por ser auditor Tributário do município que possui a 2ª ou 3ª maior arrecadação (não lembro) :D :D :D, belo emprego :) .

    Já comentei em outro post que falava do assunto que acho que a imprensa precisa ter uma regulamentação, principalmente quanto aos horários em certos programas são transmitidos.

    No entanto, na atual composição política do nosso país, imagino que, possivelmente, pessoas não muito chegadas à liberdade de imprensa poderão querer aprovar, nas entrelinhas, mecanismos não aceitáveis do ponto de vista de um Estado Democrático de Direito.

    Penso, contudo, que caso isso ocorra, ainda haverá o crivo do STF quanto à constitucionalidade do dispositivo. Mas gostaríamos de deixar essa decisão na mão de um STF incompetente como o da atual composição?

    É complicado.

    Acho que temos coisas mais prioritárias para tratar no âmbito do legislativo. Reformas e mais reformas que DEVEM sair, mas não saem.

    • Carrilho,

      no outro “post” sobre o tema, eu me referi a algum anônimo(a) que se intitulou: “Professor de Direito”.

      Tanto que concordei que não acredito que seja o momento adequado, bem como concordo, integralmente, com o seu comentário agora.

      • Opa, sério??! desculpa ae o mal-entendido ;) .

  • Os que se opõem ao controle social da mídia, na realidade já são vítimas dessa mídia sem freios.

    Belo artigo

    • Uau.

      Eu era a favor do controle social da mídia, até começar a ver como um determinados governos da America Latina tem passado por cima das instituições.

      Me preocupa. Até quando vamos abrir mão da nossa liberdade para o Estado?! Lembrando-se que quanto menos garantias tivermos, para dar ao Estado o poder de regulamentar tudo em prol do “”"bem comum”"”" menos vamos ter liberdade, menos vamos poder nos expressar, damos ao Estado um dever de polícia, sempre vigilante, constante e agindo em “prol da sociedade.” Trocamos as opiniões pela proteção e no final nos restará, apenas, mais uma ditadura do Estado dizendo o que é bom.

      É por esse motivo que vejo com muita desconfiança o papel que o Estado tem tomado.

      Tramita, atualmente, um PL contra a pedofilia, aquilo é uma aberração ao Estado e a nossa liberdade…

      Fora a regulação da internete, que Tarso Genro fez alguns implementos e que agora tá dizendo que tudo que você fizer na internete será guardado por 3 anos para possíveis responsabilizações criminais… Claro, seria ótimo, se não fosse o Estado sendo cada vez mais vigilante para mitigar nossos direitos fundamentais e fazer uma patrulha ideologica. É óbvio que o discurso não se inicia dessa forma, tem que “amaciar” o cidadão, dando falsa segurança para minar-lhe nossos direitos naturais.

  • OFF-TOPIC: (desculpa ae, pierre, bahé e raboni :P )

    Recebi esse e-mail e gostaria de compartilhar. Achei um bela resposta ;) .

    Aos que não receberam:

    “”

    Calem a boca, nordestinos!

    Por José Barbosa Junior

    A eleição de Dilma Rousseff trouxe à tona, entre muitas outras coisas, o que há de pior no Brasil em relação aos preconceitos. Sejam eles religiosos, partidários, regionais, foram lançados à luz de maneira violenta, sádica e contraditória.

    Já escrevi sobre os preconceitos religiosos em outros textos e a cada dia me envergonho mais do povo que se diz evangélico (do qual faço parte) e dos pilantras profissionais de púlpito, como Silas Malafaia, Renê Terra Nova e outros, que se venderam de forma absurda aos seus candidatos. E que fique bem claro: não os cito por terem apoiado o Serra… outros pastores se venderam vergonhosamente para apoiarem a candidata petista. A luta pelo poder ainda é a maior no meio do baixo-evangelicismo brasileiro.

    Mas o que me motivou a escrever este texto foi a celeuma causada na internet, que extrapolou a rede mundial de computadores, pelas declarações da paulista, estudante de Direito, Mayara Petruso, alavancada por uma declaração no twitter: “Nordestino não é gente. Faça um favor a SP, mate um nordestino afogado!”.

    Infelizmente, Mayara não foi a única. Vários outros “brasileiros” também passaram a agredir os nordestinos, revoltados com o resultado final das eleições, que elegeu a primeira mulher presidentE ou presidentA (sim, fui corrigido por muitos e convencido pelos “amigos” Houaiss e Aurélio) do nosso país.

    E fiquei a pensar nas verdades ditas por estes jovens, tão emocionados em suas declarações contra os nordestinos. Eles têm razão!

    Os nordestinos devem ficar quietos! Cale a boca, povo do Nordeste!

    Que coisas boas vocês têm pra oferecer ao resto do país?

    Ou vocês pensam que são os bons só porque deram à literatura brasileira nomes como o do alagoano Graciliano Ramos, dos paraibanos José Lins do Rego e Ariano Suassuna, dos pernambucanos João Cabral de Melo Neto e Manuel Bandeira, ou então dos cearenses José de Alencar e a maravilhosa Rachel de Queiroz?

    Só porque o Maranhão nos deu Gonçalves Dias, Aluisio Azevedo, Arthur Azevedo, Ferreira Gullar, José Louzeiro e Josué Montello, e o Ceará nos presenteou com José de Alencar e Patativa do Assaré e a Bahia em seus encantos nos deu como herança Jorge Amado, vocês pensam que podem tudo?

    Isso sem falar no humor brasileiro, de quem sugamos de vocês os talentos do genial Chico Anysio, do eterno trapalhão Renato Aragão, de Tom Cavalcante e até mesmo do palhaço Tiririca, que foi eleito o deputado federal mais votado pelos… pasmem… PAULISTAS!!!

    E já que está na moda o cinema brasileiro, ainda poderia falar de atores como os cearenses José Wilker, Luiza Tomé, Milton Moraes e Emiliano Queiróz, o inesquecível Dirceu Borboleta, ou ainda do paraibano José Dumont ou de Marco Nanini, pernambucano.

    Ah! E ainda os baianos Lázaro Ramos e Wagner Moura, que será eternizado pelo “carioca” Capitão Nascimento, de Tropa de Elite, 1 e 2.

    Música? Não, vocês nordestinos não poderiam ter coisa boa a nos oferecer, povo analfabeto e sem cultura…

    Ou pensam que teremos que aceitar vocês por causa da aterradora simplicidade e majestade de Luiz Gonzaga, o rei do baião? Ou das lindas canções de Nando Cordel e dos seus conterrâneos pernambucanos Alceu Valença, Dominguinhos, Geraldo Azevedo e Lenine? Isso sem falar nos paraibanos Zé e Elba Ramalho e do cearense Fagner…

    E Não poderia deixar de lembrar também da genial família Caymmi e suas melofias doces e baianas a embalar dias e noites repletas de poesia…

    Ah! Nordestinos…

    Além de tudo isso, vocês ainda resistiram à escravatura? E foi daí que nasceu o mais famoso quilombo, símbolo da resistência dos negros á força opressora do branco que sabe o que é melhor para o nosso país? Por que vocês foram nos dar Zumbi dos Palmares? Só para marcar mais um ponto na sofrida e linda história do seu povo?

    Um conselho, pobres nordestinos. Vocês deveriam aprender conosco, povo civilizado do sul e sudeste do Brasil. Nós, sim, temos coisas boas a lhes ensinar.

    Por que não aprendem conosco os batidões do funk carioca? Deveriam aprender e ver as suas meninas dançarem até o chão, sendo carinhosamente chamadas de “cachorras”. Além disso, deveriam aprender também muito da poesia estética e musical de Tati Quebra-Barraco, Latino e Kelly Key. Sim, porque melhor que a asa branca bater asas e voar, é ter festa no apê e rolar bundalelê!

    Por que não aprendem do pagode gostoso de Netinho de Paula? E ainda poderiam levar suas meninas para “um dia de princesa” (se não apanharem no caminho)! Ou então o rock melódico e poético de Supla! Vocês adorariam!!!

    Mas se não quiserem, podemos pedir ao pessoal aqui do lado, do Mato Grosso do Sul, que lhes exporte o sertanejo universitário… coisa da melhor qualidade!

    Ah! E sem falar numa coisa que vocês tem que aprender conosco, povo civilizado, branco e intelectualizado: explorar bem o trabalho infantil! Vocês não sabem, mas na verdade não está em jogo se é ou não trabalho infantil (isso pouco vale pra justiça), o que importa mesmo é o QUANTO esse trabalho infantil vai render. Ou vocês não perceberam ainda que suas crianças não podem trabalhar nas plantações, nas roças, etc. porque isso as afasta da escola e é um trabalho horroroso e sujo, mas na verdade, é porque ganha pouco. Bom mesmo é a menina deixar de estudar pra ser modelo e sustentar os pais, ou ser atriz mirim ou cantora e ter a sua vida totalmente modificada, mesmo que não tenha estrutura psicológica pra isso… mas o que importa mesmo é que vão encher o bolso e nunca precisarão de Bolsa-família, daí, é fácil criticar quem precisa!

    Minha mensagem então é essa: – Calem a boca, nordestinos!

    Calem a boca, porque vocês não precisam se rebaixar e tentar responder a tantos absurdos de gente que não entende o que é, mesmo sendo abandonado por tantos anos pelo próprio país, vocês tirarem tanta beleza e poesia das mãos calejadas e das peles ressecadas de sol a sol.

    Calem a boca, e deixem quem não tem nada pra dizer jogar suas palavras ao vento. Não deixem que isso os tire de sua posição majestosa na construção desse povo maravilhoso, de tantas cores, sotaques, religiões e gentes.

    Calem a boca, porque a história desse país responderá por si mesma a importância e a contribuição que vocês nos legaram, seja na literatura, na música, nas artes cênicas ou em quaisquer situações em que a força do seu povo falou mais alto e fez valer a máxima do escritor: “O sertanejo é, antes de tudo, um forte!”

    Que o Deus de todos os povos, raças, tribos e nações, os abençoe, queridos irmãos nordestinos!

    “””

    • É rídiculo isso, essa paranóia nordestina de que todos estão contra nós (sou recifense). O Diário coloca como matéria de capa, UM ABSURDO! Isso incita o ódio das pessoas daqui contra os sulistas.

      O que deve-se pensar e noticiar é que esses comentários foram feitos por pessoas ESTÚPIDAS e querendo ou não de maneira ISOLADA. Isso não representa a opinião de todos os paulistas (toda a minha família é paulista e mora em São José do Rio Preto). Vale ressaltar que eu já fui MUITO e sou quase TODOS os dias, hostilizado aqui em Recife por conta do meu sotaque (paulista do interior), e vej se eu saio fazendo comentários e enviando emails por aí. Lógico que não.

      Existem pessoas estúpidas em todos os lugares do mundo, pessoas preconceituosas e sem conhecimentos. Não se pode generalizar, existem paulistas preconceituosos? sim. é a maioria? não.

      O que os meios de comunicação tem que fazer é noticiar de forma simples, mostrando como esse fato ISOLADO de POUCAS pessoas vai ser punido pela autoridade e PONTO.

      Eu sei que esse debate está meio atrasado, é que eu continuo lendo coisas como essa contantemente e isso vai me irritando muito.

      Outra coisa que me irrita bastante é o fato que muitas pessoas daqui dizem que o preconceito dos nordestinos com os sulistas é uma contrapartida em relação ao preconceito do sul com o nordeste. Nada mais estúpido.

      • Engraçado, de maneira isolada? tem certeza?
        Estúpido é você querer comparar o prenconceito sul/nordeste com o nordeste/sul, quem sabe você devesse vizualizar os contrastes sociais mais a fundo.

        • Claro, todo sulista conspira para comer o fígado dos inocentes nordestinos,todos bonzinhos! Onde é que os inocentes nordestinos, todos bonzinhos vão ser preconceituosos ? Quando um pernambucano chama um paraibano de paraibaca é só brincadeira ,claro. Só rixa futebolística.

        • Ixe alexsandro. Existe sim o preconceito no pernambucano com relação ao baiano e vice-versa, em relação ao paraibano etc etc etc, mas, mesmo esse preconceito, jamais tomou proporções tão grandes e jamais foi tão sentido como o preconceito do sul/sudeste com o norte/nordestee do país.

          Esse último é e sempre foi mais forte e causa coo sempre causou mais danos que o dos nordestinos com nordestinos.

          Agora querer tirar o direito dos nordestinos de se levantarem contra isso apenas querendo nos desqualificar SUPONDO

        • que fazemos igual???? aí já é demais, é forçar a barra.

          Ademais, coloquei o email não para instigar brigas, mas apenas para que nós mesmos leiamos e vejamos que não precisamos, sequer, responder aos ataques que nos desferem.

          ;)

          P.S mania de apertar “enter” sem querer e o texto ficar pela metade ¬¬.

        • Carlos, o que quero dizer é que há pessoas preconceituosas em qualquer lugar. Taxar todos os paulistas de preconceituosos também é um preconceito. Além disso, não tem sentido achar que existe preconceitoZINHO (quando um pernambucano chama o paraibano de paraibaca) e preconceitoZÃO (quando um paulista chama o nordestino de baiano). Nos 2 casos temos preconceito.

    • Amigo, por favor nao site o nome do Mato Grosso do Sul, sem antes conhecer Manoel de Barros, Helena Meireles, Almir Sater entre outros….. o Sertanejo ‘e uma realidade do meu estado, e somos muito felizes por isso…. Ademais respeito muito os nordestinos…..

  • 10/11/2010
    As regras do jogo e o controle remoto

    Por Ivan Moraes Filho*

    Já pensou se não houvesse fiscalização aos postos de gasolina? Se seus donos pudessem vender mercadoria estragada, falsificada, batizada? Sem que fossem responsabilizados por isso? Se seu único direito fosse o de, na próxima vez, procurar um posto de gasolina diferente?

    E se os açougues também não tivessem que dar satisfação à vigilância sanitária ou a mais ninguém? Podia vender a carne que fosse, do jeito que fosse? Gato, rato, cavalo, cachorro. E podia cortar diferente e dizer que era galinha, codorna, guiné, bode, vaca? Podia vender carne podre, não teria problema. Achou ruim? Passou mal? É só comprar num outro açougue da próxima vez.

    Fico pensando nos ônibus urbanos, cujas empresas ganham concessões para serem autorizadas a controlar determinadas linhas. Aqui no Recife, um dos mais tradicionais é o Rio Doce/CDU, que sai do finalzinho de Olinda e vai até a Cidade Universitária, cruzando quase toda a cidade pelo circuito Campo Grande/Encruzilhada/Espinheiro/Caxangá. E se, ao chegar no meio do caminho o motorista olhasse para trás e dissesse: “tem pouca gente hoje, não vou até o final não. Vocês vão ter que descer agora.

    Teu direito? Só o de pegar um outro ônibus, de uma outra companhia. Talvez te leve pra outro canto, mas aí o problema é mesmo seu.

    As escolas poderiam ensinar absolutamente o que quisessem. Currículo? Diretrizes do Ministério da Educação? Balela! Isso é autoritarismo. Eliminar matemática ou substituí-la por ‘como dançar o reboleixón’ não teria problema. Papai e mamãe não gostou? Que prefiram um outro estabelecimento de ensino.

    Esse mundo diferente bem que podia ser interessante. Sádico, injusto, perverso. Mas interessante.

    Penso que nele, só nele, a gente poderia imaginar que o único direito que tem diante da televisão é mudar de canal.

    *Integrante do CCLF, conselheiro do Movimento Nacional de Direitos Humanos, co-editor do Ombuds PE

    • Que comparação maravilhoa com as empresas de onibus! É, todo onibus aqui dá conforto e dignidade aos seus passegeiros, fruto de uma fiscalização maravilhosa. E ao contrário das empresas de telecomunicações, não é dominado por pouquissimas pessoas!

      Ele, pelo menos, deveria usar um exemplo decente.

      As escolas, bem COMO AS EMISSORAS DE TVs, VENDEM UM PRODUTO. É dificil perceber isso?! As escolas vendem o que se pede no vestibular, se não fosse assim ela perderia o mercado. Da mesma forma as emissoras tem vendido o que os consumidores pedem, no caso, circo, muito circo. Mas já há, como mostrou Raboni uma extensa legislação sobre o tema regulando o que ele apontava como que precisasse de regulamentação.

      Que texto fraco… escolheu pessimos exemplos, se ateve a uma lógica furada, a pura “balela”…

      • Por favor, Laccosta, aponte caminhos para PEITAR os barões da comunicação e regulamentar os artigos pendentes (HÁ 22 ANOS!!) da Constuituição sem que haja uma briga grande com os referidos barões. Que vão gritar, como já estão gritando. Que vão falar SEMPRE em censura ao ver seus interesses contrariados. Que vão atacar IMPIEDOSAMENTE quem quiser colocar a Constituição em prática (já estão atacando).

        • Martins, andando pelo centro do Recife o que se observa é a venda de alimentos de procedência duvidosa. E a Vigilância Sanitária ? Ninguém sabe, ninguém viu. E por que ? Simplesmente porque os que vendem esses produtos não têm grana. Vigilância Sanitária é só para quem pode gerar dinheiro para o estado. Dito isso, dá para concluir o que acontecerá quando os “companheiros” fiscalizarem a imprensa.

        • ÔXE! O que isso tem a ver, Alexsandro?

        • Martins, não sou totalmente contra a regulação da mídia, definindo tempos de propaganda, horários adequados ao material, direito de resposta e outras coisas. Censura prévia? Jamais!!! Multas? Ok, se puder ser debatido no Judiciário.
          O órgão pode criar normas de fiscalização: NÃO, NO MAXIMO REGULAMENTAR LEIS. Ao contrário do que há na ANATEL, ANEEL, ANS, não acredito que se deva dar tantos poderes para o órgão que vai fiscalizar algo que precisa ter seu conteúdo livre.

          O que Alexsandro tem falado é do texto falacioso desse autor, que cita aí o papel da vigilância sanitária e que, na prática, não existe. Tanto que eu conheço quem já pegou doenças advindas de sushis, que estavam estragados e foram vendidos. Já conheci quem comprou uma carne nesses supermercados e que a carne estava verde… Tá, a vigilância sanitária não pode ser onipresente, mas daí quando a incidência desses fatos começam a alarmar, cadê lineu?

        • “Censura prévia? Jamais!!”

          Concordo 100%. Mas definição de conteúdo local na programação, horários para programas, limites para concentração de mídia nas mãos de um só grupo, limites pra propriedade cruzada, limites para participação de estrangeiros etc, isso TEM que ser atualizado e discutido.

          Acima de tudo, empresas de comunicação com concessão pública NÃO PODEM ficar na mão de políticos.

        • Martins o que quero dizer é que os “Conselhos” só vão aplicar a lei sobre quem for interessante para o governo de plantão. Assim como faz a Vigilância Sanitária que só fiscaliza aqueles de quem pode ser arrancado dinheiro. Aos amigos tudo, anos inimigos a lei.

    • Que pobreza de argumentos, Moraes. Diga logo que quer a CENSURA aos meios de comunicação. Principalmente daqueles que discordam de você. O controle remoto, a negativa de assinatura de revistas e jornais e o pitoco de desligar o rádio são suficientes para o controle pessoal da imprensa (ou mídia, como os petralhas gostam de dizer). Fora disso é ditadura.

  • Martins, o pior problema que temos hoje seria para separar o político de empresas de telecomunicação.

    A CF não proibe, isso é um ponto, se ela não proibe, não vai dar pra tira-los daí.

    Vamos falar de fatos?! Acredito que não sou o único que conhece o jeitinho dado por quem não pode ter empresas, mas mesmo assim, na prática, possuem empresas e ações e como o judiciário tem sido permissivo com essa prática, restringindo esse mandamento legal.

    Eu concordo que não dá pra ter concentração, mas se não houver transparência fica complicado para a população seguir.

    O que você fala, eu concordo. Meu medo é que se desvirtue o sistema para mitigar liberdades e reduzir a nossa precária democracia…

  • Uau.

    Eu era a favor do controle social da mídia, até começar a ver como um determinados governos da America Latina tem passado por cima das instituições.

    Me preocupa. Até quando vamos abrir mão da nossa liberdade para o Estado?! Lembrando-se que quanto menos garantias tivermos, para dar ao Estado o poder de regulamentar tudo em prol do “””bem comum”””” menos vamos ter liberdade, menos vamos poder nos expressar, damos ao Estado um dever de polícia, sempre vigilante, constante e agindo em “prol da sociedade.” Trocamos as opiniões pela proteção e no final nos restará, apenas, mais uma ditadura do Estado dizendo o que é bom.

    É por esse motivo que vejo com muita desconfiança o papel que o Estado tem tomado.

    Tramita, atualmente, um PL contra a pedofilia, aquilo é uma aberração ao Estado e a nossa liberdade…

    Fora a regulação da internete, que Tarso Genro fez alguns implementos e que agora tá dizendo que tudo que você fizer na internete será guardado por 3 anos para possíveis responsabilizações criminais… Claro, seria ótimo, se não fosse o Estado sendo cada vez mais vigilante para mitigar nossos direitos fundamentais e fazer uma patrulha ideologica. É óbvio que o discurso não se inicia dessa forma, tem que “amaciar” o cidadão, dando falsa segurança para minar-lhe nossos direitos naturais.

    • Laccosta, o “Estado” sempre tenta vender a idéia de que nós é que precisamos dele.
      “Olha, brasileiros, a mídia é um bicho papão malvado. Como vcs são jegues nós vamos protegê-los dela!”

      • Alexsandro. Sua burrice não tem fim?

        • Adoro quem refuta os textos atacando o autor e não os argumentos… Isso mostra que quem está criticando é birrento e não sabe porque pensa daquela forma…

        • Pois é, Laccosta! São passionais. E ainda querem nos convencer que eles é quem devem nos proteger dos bichos papões (Globo, Veja,EUA, capitalismo e etc)

        • Juca não é só burrice.
          Tem pensamento pequeno se acha a palmatória do mundo. Tudo está errado e ele é que esta certo.

          Ele votou nulo, porque sabia que Dilma ia ganhar.

        • Não caro ALF, eu também erro. Só existe um Lula!

      • Gente! Que inteligente!

  • “Por meio da linguagem, principalmente televisiva, a sociedade tem sido controlada. Quando – em verdade – deveria controlar os conteúdos programáticos das emissoras, pois que estas prestam serviço público, embora, às vezes, não pareçam prestar.”
    Faltou completar: “Ai nós, companheiros bonzinhos,vamos salvar suas vidas, vocês que são tão tapados ,influenciáveis e pobre vítimas da mídia malvada”.
    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk melodrama, melodrama e melodrama. É desse jeito que os companheiros querem nos convencer que os conselhos deles são a salvação ?

    • É. Não tem fim.

  • Bem, acho que aqui tem gente querendo desviar o foco das discussões para transformar o assunto num bate-boca pessoal, que não leva a nada. Há um fato concreto aqui e qualquer pessoa de bom senso irá entender: a mídia deve ser discutida pela sociedade. O conteúdo também. Isto não é censura, é democracia. Censura é quando a mídia impõe o que quer, sem questionamentos. E não me venham dizer que o mercado regula, porque “as pessoas têm a liberdade de não comprar o jornal ou trocar o canal da TV”. Não é bem assim, antes de trocar o canal vc já viu a TV. Mesmo sem ler o jornal inteiro vc foi impactado por suas manchetes na rua. Isto sem considerar o lobby das famílias que controlam a comunicação brasileira (são 9)… A sociedade deve ter a liberdade de pressionar para tirar a baixaria do ar, do papel, do rádio, por exemplo… Sugiro à turma do contra acompanhar o Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), que não envolve apenas jornalistas ou comunicadores, mas pessoas dos mais variados campos de atuação: http://www.fndc.org.br

    • Me engana que eu gosto. Conversa mole, Aquiles. Esse é o papo pre´-fabricado pelo PT para extirpar a liberdade de expressão, de imprensa. Quer dizer que o conselho social vai definir a manchete do jornal. Você fez estágio onde? Em Cuba? Aprendeu com o Gramma?

      • Aí chega um dagoberto trazendo na bagagem todos seus sábios lugares-comuns, e consegue ser mais burro do q um alexsandro… Haja ovo nesse saco.

      • Dagoberto leu e não entendeu.

        Lula foi levavado na chacota e no rídiculo pela imprensa e nada fez contra ela.

        Liberdade de imprensa para uns, é tomar partido, denunciar sem provar e até condenar.

        Não fazendo isto, ela esta sendo extirpada.

  • http://achatcialisgenerique.net/ – cialis cialis medicament

  • to you the fabulous Anneli Marinovich as one of OMG’s neeswt sponsors! You might remember the East London Vintage Bridal Photoshoot I featured a while ago with the gorgeous models and the really beautiful styling that was

Tem algo a dizer? Vá em frente e deixe um comentário!

XHTML: Você pdoe usar as tags: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>

Enquetes

Em relação ao impeachment de Dilma Rousseff, qual sua posição?

Ver Resultado

Loading ... Loading ...

Frase do dia

  • A riqueza de uma nação se mede pela riqueza do povo e não pela riqueza dos príncipes.”, Adam Smith.

ARQUIVO

novembro 2019
S T Q Q S S D
« mai    
 123
45678910
11121314151617
18192021222324
252627282930  

Informação com Humor

MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).