PIB de Pernambuco começa a fugir do padrão nacional

jun 15, 2012 by     25 Comentários    Postado em: Economia

O resultado do PIB de Pernambuco, apresentado nesta semana pelo Condepe mostra que Pernambuco começa a fugir do padrão nacional de crescimento. Enquanto o Brasil apresentou um pífio aumento de 0,2%, Pernambuco obteve 4,6%.

Não temos nada que justifique os argumentos de padrão chinês de crescimento, mas os investimentos estatais realizados nos últimos anos, agregado a um maior consumo das famílias começa a surtir resultado.

Apenas para situar a discussão, o PIB brasileiro sofreu um grande baque em função do péssimo resultado da agricultura. O resultado divulgado pelo IBGE para os últimos 12 meses foi de um crescimento de apenas 0,2%. Mas a agricultura teve uma queda de 7,3%. E a industria e serviços também nao ajudaram, com aumentos residuais de 1,7% e 0,6%, respectivamente.

Já no caso de Pernambuco, a agricultura recuou (em função da seca) 23,8%, mas a indústria apresentou um robusto crescimento de 9,0%. Serviços também apresentou crescimento de 5,6%. Se os fatores climáticos tivessem ajudado, Pernambuco poderia chegar a um crescimento de 6% no PIB, ao invés de 4,6%.

O crescimento da indústria em Pernambuco é um caminho sem volta. O que o Governo de Pernambuco vai precisar tratar agora é de uma pauta mais clara em relação à sustentabilidade do Estado.

No nosso caso estamos claramente apresentando problemas de esgotamento de infraestrutura e na baixa qualidade da educação. Não se anda mais na cidade, não se consegue falar ao telefone e para quem trabalha em Suape o inferno é ainda maior. Isso sem falar no inevitável tradeoff crescimento x problemas ambientais.

No caso da educação, os péssimos índices nacionais falam por si. Ainda não temos um projeto nacional para a educação, e sem isso dificilmente vamos chegar a algum lugar.

De toda forma, o pior já passou, que foi a fase de desmotivação da população e do setor produtivo.

O resultado do PIB é apenas reflexo dessa enorme mudança de paradigma que vivemos.

25 Comentários + Add Comentário

  • Tem que observar até que ponto esse crescimento pode ser seguro no longo prazo. Há diversos exemplos, mundo afora, de surtos de industrialização em setores particulares: sobretudo o setor de construção naval e automobilístico, que depois retrocederam. Morei por 10 meses numa regiao da alemanha que passou por isso. Foi muito rica e graças à emergência da indústria naval coreana, se acabou. Passou um bom tempo vivendo de transferências federais. A diferença entre nós e eles é porém sensível: o capital social. Uma população extremamente bem educada que é, portanto, móvel e flexível. O problema de pernambuco, assim como do brasil, continua sendo esse: uma massa de indivíduos excluídos do acesso a tudo e para quem as instituições não conseguem ser relevantes. desse modo eles se tornam extremamente dependentes, embora essa dependência não tenha contrapartida.

    Uma vez que indivíduos se incluem de verdade (o que demora uma geração, por meio de educação e acumulação de diversos saberes sociais), uma região está preparada, inclusive, para lidar com conjunturas desfavoráveis e críticas. Não tenho a sensação que nossas estruturas de exclusão social estão sendo alteradas.

    Aliás, muito se fala da crise européia… Mas, cá pra nós, trata-se de uma crise conjuntural. Como várias crises que já se passaram por lá. Diferentemente de nós, a europa (inclusive a espanha, depois dos últimos 30 anos) tem uma população extremamente educada… uma crise fiscal (que é recente, aliás, pois a espanha até 2007 tinha apenas 36% do PIB comprometidos com a dívida) pode ser vencida em uma geração. Nossos problemas são estruturais… E tem haver com uma tendência histórica de dividir a população em dois: os que são gente e tem acesso às estruturas da sociedade mundial e os que não tem acesso a nada.

    Eu sou cético.

    • Perfeito, Pablo. Eu também prefiro, por devida cautela, manter-me cético.

      A condição para o Brasil pensar em competir com a verdadeira nata do mundo é (no mínimo): 90% da população brasileira com níveis coreanos de educação de QUALIDADE.

      Sem isso, pra mim é impossível qualquer grande avanço sem que seja um vôo de galinha.

      Garanto que a grande maioria dos alunos de ensino médio não consegue resolver essa besteirada: “x + y = 10. Sendo o valor de x = 4, calcule o valor de y”. Essa mesma maioria também não consegue analisar um gráfico ou interpretar um texto bobo de 30 linhas (isso na melhor das hipóteses quando conseguem ler).

      Como é que vamos competir com gente que no ensimo médio já está tendo os primerios contatos com o ensino da tecnologia de ponta e cálculos complexos?

      Infelizmente ainda estamos fadados a passar um bom tempo na sombra da ignorância e do pseudo-desenvolvimento.

      Essa conversa bonita de desenvolvimento e crescimento chinês é tudo papo de boteco.

      • Estudantes no Ensino Médio mal sabem ler e sequer conseguem lidar adequadamente com as operações matemáticas mais elementares – isso sem detalhar o também “analfabetismo científico”, que nem é foco de observações. Por outro lado, melhorar o quadro implica em ações que não são adotadas – opta-se pela espetacularização através de ações que geram mais publicidade do que propriamente resultados.

        Tenho visto anualmente alunos que “progridem” na escola sem aquisição das habilidades mínimas que são adequadas para as suas séries, constituindo uma verdadeira bola de neve de desajustes educacionais que terão como saldo pessoas com precárias condições de qualificação para lidar com as exigência do mercado ou mesmo para o próprio exercício da cidadania. Professores que ainda levam a sério o que fazem são coagidos a aprovar alunos que já lhes são apresentados com deficiente formação de base, o que prejudica a aquisição dos conhecimentos que ainda precisariam ser trabalhados. Por que existe essa coação? Para enfeitar planilhas e forjar índices totalmente falseados de “qualidade”, escondendo sob o tapete da tapeação a realidade nua e crua da falta de qualidade e da ineficiência das próprias políticas educacionais capitaneadas pelo Poder Público.

        Vale ainda frisar que os agentes (ou peões?) desta educação pífia são professores mal formados, mal remunerados e desestimulados, figuras invisíveis aos olhares dos governantes. Aqueles que insistem em remar contra esta corrente vão sendo silenciados por pressões ou vão cansando de tudo e deixando o barco seguir sem rumo.

        Então vamos lembrar que os índices internacionais comparativos de desempenho educacional são enfáticos ao denunciar o fato público e notório de que nossa educação é mesmo um fiasco. Os índices educacionais específicos de Pernambuco (mesmo diante dos precários números verificados internamente no Brasil) são também lastimáveis mesmo diante da pirotecnia promovida com alarde pelo governo, que distribui tablets para alunos mas não garante a melhoria efetiva da aprendizagem sem disfarces cosméticos e coloridos por muita publicidade.

        Será que nosso “desenvolvimento” será sólido com uma base dessas?

        Também sou cético.

        • Perfeito, Paulo. É uma questão de lógica : como um país que passou mais de 500 anos na zona se concertaria em 10 anos num contexto em que nada de importante foi feito nas bases da educação ????
          O que os políticos, especialmente esses que se dizem de esquerda, descobriram é que é fácil manipular as massas com propagandas fictícias, facilitando o crédito, endividando uma população que mora com esgoto correndo na frente de casa, com postos de saúde sem médico e medicamento, com escolas degradadas e tomadas por marginais e traficantes mas que agora podem sair por aí desfilando um celular de ultima geração comprado em 20 vezes e com a possibilidade de pagar o mínimo do cartão e rolar a dívida faz\endo a alegria dos bancos.

        • Consertando : se consertaria.

      • Se tu pegar a maioria dos bacharéis de Direito aqui de Recife, a maioria não consegue achar a inversa de uma matriz usando método de escalonamento, que é uma técnica matemática aprendida no 2ª ano do ensino médio.

        A situação nas camadas mais baixas é como você falou, pior ainda.
        É preocupante.

        Deveria haver uma manifestação aqui em Pernambuco para que o governador gastasse todo o ICMS que será gerado pela Refinaria Abreu & Lima em educação, ciência e tecnologia.
        Só isso.

        • Diogo, para que serve, para 99,9% da população saber achar a matriz inversa, seja por qual método seja? Na minha opinião, esse seu comentário só demonstra o como se ensina inutilidades nas escolas.

      • Concordo 100%

    • Pablo, as comodities estáo segurando o Brasil, e ainda vão continuar segurando, até quando não sei!

    • Estou morando na Inglaterra a 6 meses e conheci jovens de todas as partes da Europa inclusive a citada Espanha. Nao vejo essa educacao toda, vi todos reclamando do desemprego, muitos saindo da Espanha procurando ganhar a vida fora e uma alta desmotivacao.

  • E a evolução do IDH ???

    0,718. A frente apenas do Piauí, Alagoas e Maranhão. Empatado com a Paraíba.
    De nada adianta crescimento se o IDH continua vergonhoso!!!!

    • O problema é que esse tão comemorado “PIB chinês” está super concentrado na mão de poucos.

      A grande maioria da população fica só com as migalhas.

      O Brasil está mais para uma Índia do que para uma Suíça: muita gente pobre e excluída trabalhando como escravos em sub empregos para produzir muita riqueza para uns poucos. O velho e conhecido problema da concentração de renda e desigualdade social que no Brasil ainda são enormes.

      Falta ainda muita coisa básica e de qualidade para a população.

      E o governo quer a todo custo esconder isso manipulando dados e numeros e criando situações maravilhosas onde todo mundo é classe média.

      O verdadeiro caminho para o progresso, que é a educação, é deixado de lado pois não interessa ao governo educar as pessoas e levá-las a questionar e pensar criticamente.

      • Emerson, a questão é que tudo gira em números inflados e fictícios. A área de saúde é um exemplo:
        Criaram as UPAs mas negligencia-se ambulatórios e postos de saúde. Quem deveria prevenir e descobrir os problemas de saúde da população está às moscas. O povo vai pra UPAs,que são unidades de urgência e que só vão fazer paliativo no povo. O cara vai lá, toma uma injeção todo dia mas não tem seu problema descoberto ou resolvido. Mas as UPAS servem para 2 coisas : gerar números para campanhas e enriquecer donos de organizações sociais, que lucram com as doenças do povo. Saúde pública de qualidade é lenda. Todo sistema é montado para enriquecer alguns às custas de uma população doente.
        Na educação, idem. Aprovam todos indiscriminadamente para gerar números mas pouco se importa se o aluno está aprendendo ou não. Dão alguns computadores, para deslumbrar aluno pobre mas o professor, com seu salário de fome, não se atualiza, nem se aperfeiçoa.
        É por isso que acho impossível que esse povo todo tenha ascendido à classe média em apenas 10 anos. O que fizeram foi manipular números para transformarem pobre em classe média.

        • Nem mesmo as UPAs escapam dos problemas crônicos da Saúde Pública. Muito se diz sobre a falta de médicos nas UPAs, não é só a questão dos paliativos.

          O povo sabido gosta de pagar impostos e receber serviços públicos de terceira categoria. O povo ignorante não sabe nem o quanto paga de imposto e fica nessa letargia a vida inteira. Esse é o perfil do brasileiro médio: paga imposto de mais, recebe serviço público de menos e assim sobrevive, em vez de viver.

          Aí vem as eleições, e o noticiário e as campanhas políticas entorpecem as massas, que assim como um bêbado trôpego, não sabem que rumo tomar, nem o que fazer diante das urnas. Por estupidez ou por falta de opçao mesmo. Eu diria que 90% dos candidatos a qualquer cargo político neste país não merecem nenhum voto ou respeito dos eleitores. Boa parte destes, deveriam estar presos ou impedidos de se candidatarem.

    • Falando em concentração eu lembrei que segundo publicado no JC foram 700k declarações de IRPF em PE para uma população de 8 mi. Impressionante a concentração de renda.

    • O problema do IDH é a defasagem de quando ele é medido.
      A última medida do IDH (essa a que você se refere) é de 2005.

      O PIB per capita de Pernambuco aumentou bastante de 2005 pra cá, e o PIB per capita incide bastante no IDH.
      Além disso, na época de Jarbas (apesar de eu admirar ele) o estado estava mergulhado na violência, com 60 homicídios pra cada 100 mil habitantes.
      Hoje o número caiu pra 39 mortes pra cada 100 mil habitantes.
      Teve programa de redução da mortalidade infantil (programa mãe-coruja) e programa pra alfabetizar adultos (programa Paulo Freire)…

      Com certeza agora no final de 2011 Pernambuco deu um pequeno salto no IDH, deixando outros estados pra trás.

      Mas ainda continua muito ruim…
      Bem abaixo de estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

  • Pierre, o crescimento foi otimo, é verdade. Isso DEVE SER COMEMORADO! PE vive 3-4 anos de bons resultados, mas tudo isso depois de decadas de estagnacao.

    O crescimento foi diretamente induzido, ou seja, acabou gerando inflacao em excesso. Lembre-se, as duas coisas se anulam.

    E por favor, essa frase “O crescimento da indústria em Pernambuco é um caminho sem volta.”. É ridicula.

  • Como diminuir os efeitos negativos causados pelo crescimento? Quem são os políticos aptos para esse trabalho? Cadê as discussões das políticas públicas necessárias para um crescimento sustentável? Pois é… por enquanto a política de PE é baseada na briga interna do PT. A oposição nem se esforça em dizer por que merece ganhar a prefeitura. Já a situação não sabe nem que vai lançar a candidato….putz….

  • Que engraçado! Pierre e Bahé estavam tão empolgados com o desenrolar da política recifense
    quando as brigas estavam entre JC, Rands, HC e JP. Eduardo entrou declaradamente nessa disputa e o blog silenciou. Será que até aqui o coronel está mandando?????

  • Recife = Show Pirotécnico
    Recife Falta (saúde, EDUCAÇÃO, segurança, planejamento urbano) de qualidade

    de resto são apenas palavras bonitas ao vento….

  • É lamentável que o crescimento pernambucano esteja apenas centrado na produção e no capital financeiro! Esquecendo-se do fundamental – o capital humano!E neste sentido o nosso ensino básico não consegue sair do atoleiro em que se encontra, porque nossos políticos não querem valorizar a educação, mas apenas enganar a população com um discurso eleitoral que diz ser ela importante, mas as suas ações no poder se revelam sempre pífias!

  • Também sou cético quanto ao crescimento do PIB pernambucano.
    Comemoro bastante a vinda de indústrias e sou entusiasta de um trabalho forte na atração e captação de investimentos.
    Não sou feito esse Pablo Holmes, que vive metendo o pau e alfinetando a indústria naval.
    A indústria naval é uma grande fonte de empregos e oportunidades, é uma especialização econômica bastante que deixa qualquer estado ou cidade bastante robusto economicamente.
    E ao contrário do que ele diz, a indústria naval tem como ser bastante sustentável sim.
    Basta ter criação de tecnologia e um esforço concentrado pra que um cluster em questão tenha competitividade a nível internacional, como os estaleiros da Coréia, China, Cingapura, Noruega e Finlândia tem.

    Mas em relação ao capital humano, Pernambuco ainda deixa muito a desejar, nisso eu concordo com a maioria dos comentários.
    Apesar de Pernambuco ter o segundo maior número de pessoas com curso superior concluído no Nordeste (atrás da Bahia, que tem a população bem maior), e o terceiro do Nordeste em proporção (atrás de Rio Grande do Norte e Paraíba).
    Mas o Nordeste já é um parâmetro baixo pra comparação, e se nem no Nordeste Pernambuco consegue ficar em 1ª em quantidade ou em proporção, é porque precisa melhorar muito.

    A especialização e a preferência do povo também é bastante equivocada.
    Faltam técnicos, engenheiros, cientistas, médicos de algumas áreas (pediatria)…

    Mas a classe média recifense e pernambucana só quer fazer direito e ser concursado.
    É um tipo de comodismo preocupante, onde ninguém quer empreender ou pensar no futuro do seu estado.
    Além disso, tem a questão de ainda existir uma grande massa de analfabetos no estado.
    Gente sem a mínima instrução, sem conhecimento técnico em agricultura, sem conhecimento em relação a cuidados com a saúde, sem poder dar uma boa educação e orientação aos filhos…

    Isso faz o estado ficar sempre dependente de investimentos (ou programas) sociais, o que acaba afetando a infra-estrutura e a educação de base.

    É um caso preocupante.

    Além disso, movimentos xiitas pró-meio ambiente e pró-urbanismo interiorano de quinta (casinhas ao invés de prédios) vão contribuir pro decréscimo ao longo do tempo.

    O povo pernambucano é avesso ao desenvolvimento econômico.
    Quando ele chega, ao invés de se preparar para receber, simplesmente reclama e fica na mesma.

    Lá em Suape, quem mora na região e não arrumou emprego está puto com o aumento de custos e com o passivo social das cidades do entorno.

    O governador dá pouca atenção pra formação de mão de obra.
    A UPE é sucateada e o volume de cursos técnicos é pequeno…

    Sem falar que os cursos técnicos muitas vezes não são voltados para indústria, e sim para os serviços.
    Pernambuco precisa de especialização técnica industrial.

    Gente com formação em solda, metalurgia, mecânica, automação, química, eletrotécnica, eletrônica, etc.

  • Tenho participado das discussões na Cúpula dos Povos e a riqueza dos debates e a oportunidade de ver que gente do mundo todo tem os nossos mesmos problemas, a opressão sobre os despossuídos me faz não querer acreditar que ainda estamos discutindo um crescimento de PIB em Pernambuco em detrimento da degradação ambiental e social. Não bastasse o mangue destruído, as remoções urbanas, a privatização dos espaços públicos e os subempregos formam todo um quadro de extrema miséria logo que a próxima crise bater à nossa porta.

  • Esse país nao vai p frente com o nível de educação que temos.
    E continuemos com a política do pão e circo. A copa vem aí, depois tem olimpíadas.

  • Enquanto lia alguns comentários, escutava…

    Urubu Tá Com Raiva do Boi Baiano e Os Novos Caetanos

    Refrão:
    Urubu tá com raiva do boi,
    E eu já sei que ele tem razão
    É que o urubu tá querendo comer
    Mais o boi não quer morrer
    Não tem alimentação
    (bis)

    O mosquito é engolido pelo sapo,
    O sapo a cobra lhe devora.

    Mas o urubu não pode devorar o boi:
    Todo dia chora, todo dia chora.
    (bis)

    (refrão)

    Gavião quer engolir a socó,
    Socó pega o peixe e dá o fora.

    Mas o urubu não pode devorar o boi,
    Todo dia chora, todo dia chora.

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MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).