Redes sociais contra a #CelpeAssassina

ago 20, 2015 by     28 Comentários    Postado em: Economia

Todo mundo tem conhecimento da enorme quantidade de acidentes e mortes envolvendo a rede elétrica nas ruas de Pernambuco. Nada menos que 176 pessoas foram vítimas de acidentes fatais com fios e postes de iluminação nas vias públicas só do Recife, entre 2008 e 2014. Mais três pessoas morreram por descargas elétricas nos últimos 45 dias. Pra resumir a história, se estivéssemos num país sério, o grupo Neoernegia já teria perdido a concessão e seus executivos estariam presos por homicídio.

Já que ninguém faz nada, a sociedade decidiu reagir. Uma iniciativa bacana é o perfil no instagram @recifepor1fio, que surgiu da inquietação diante de tantos acidentes e mortes. O projeto tem uma proposta colaborativa, reunindo fotos de fios soltos e postes danificados enviadas pelos usuários, para alertar sobre os perigos e apontar os locais que precisam de reparos. Os seguidores participam postando as fotos e o local com a hashtag #recifepor1fio.

Ao mesmo tempo em que alerta as pessoas, o projeto faz o georreferenciamento das informações e traça um mapa de risco. Esse mapa será disponibilizado aos órgãos de controle e à própria Celpe, caso ela decida fazer alguma coisa.

Participe!

28 Comentários + Add Comentário

  • O povo devia se reunir, pegar os políticos e jogar os filhos da puta nesses fios.

  • Esse país é um cabaré, o povo vai continuar morrendo nessas merdas e a bosta do poder público não vai fazer nada como sempre.

    • Gente, também estou invocado com as trelas dos governos petistas e os quero longe do país porém um pouco de moderação cai bem pois a questão em foco não remete ao diretamente ao pt.

      Claro, as providências são urgentes e umas três viaturas de inspeção de linhas já poderia fazer uma boa vistoria pela cidade no prazo de um mês e anotar onde seria precido providências.

      A foto mostra cabos telefônicos fora da altura regulamentar ou quebrados, e não cabos elétricos.

      E tudo isso, no centro da cidade, causa poluição visual. Embutir os cabos sai caro e os expõe a roubos. País de terceiro mundo é de lascar, nada se faz direito.

  • Só 176 ? Quando chegar em 64 mil (homicídios em 2014 no Cubão Petista) alguém faz alguma coisa!!

    Em tempo : Tive que falar do Cubão Petista porque esses ladrões salafrários insistem que essa bodega é um país nórdico!!!

  • Eu já me perguntei por qual motivo os meios de comunicação dão tanto destaque para ataques de tubarão. Eu acredito que seja pela raridade do evento. Em 2013, ocorreu 13 ataques fatais de tubarão no mundo todo, desses, 2 foram no Brasil.
    No Recife, casos de mortes devido a choques elétricos em postes é espantoso.
    É mais fácil morrer eletrocutado em um poste do que morrer por conta de um ataque de tubarão, embora as pessoas achem que tenham chances num ataque, o melhor é ter medo dos postes!
    O vilão no Recife não são os tubarões e sim, os postes!

    • Ataque de tubarão é o climax da mídia.

  • Apesar do Acerto de Contas sempre relatar os casos de morte devido a omissão do grupo Neoenergia, eu nunca tinha me dado conta na quantidade de acidentes fatais que historicamente vem ocorrendo.

  • O problema com as concessionárias pernambucanas é antigo, principalmente celpe e Compesa. A primeira, presta um terrível serviço de fornecimento de energia, com manutenções precárias, atendimento fragilizado e infraestrutura de terceiro mundo. As mortes noticiadas neste post são apenas a ponta do iceberg. A segunda, é um verdadeiro escárnio. Todo santo dia o NETV traz matérias com vazamentos, manutenções inacabadas e populares sem o fornecimento de água. Por onde a Compesa passa, deixa um rastro de destruição. Abre, faz um conserto meia boa e deixa como está. Na minha residência, sofremos com o racionamento de 3 dias sem água e 1 com, enquanto residências a 50m de distância não possuem qualquer racionamento. Agências reguladoras só existem de fachada. ACP pelo MP nem pensar. O poder concedente parece que não sabe o que significa caducidade. A sociedade padece com essa mazela.

    • A Compesa só sabe abrir buracos. Sempre deixa estragos por onde passa. É uma empresa mixuruca.

  • Vamos botar fogo na Celpe e na prefeitura!!! Todos juntos!!!

  • Estava caminhando pela Dantas Barreto e percebi que ainda existem postes de ferro, por que a CELPE ainda não trocou por postes de cimento? Um perigo. Já se sabe que nesses postes há um risco enorme de vazar corrente elétrica e matar um transeunte. Quanto à COMPESA, deveriam obrigá-la a tapar os buracos abertos. Na rua em que moro, a PCR fez um recapeamento perfeito, com poucos dias a COMPESA veio e abriu todo o canteiro da rua e até agora não consertou.

  • Sobre a CELPE,
    Sem dúvidas, a melhor mobilização e iniciativa para denunciar o problema destes postes e fios. O próprio nome (Recifepor1fio) que diz tudo.

    Sobre a COMPESA é de chorar mesmo. Eles f0d3m a pavimentação sem dó.

  • E o Ministério Público???

    Ganham uma nota e ainda o vale Cabernet para o almoço

    Se fizeram alguma coisa, pelo visto, não adiantou muito

    Aliás, acho que o MP custa muito caro para o que efetivamente produz

    O que será que pensam os juízes???

  • Se a CELPE fosse privada nada disso estaria acontecendo

    • Se a CELPE fosse privatizada? Sem comentários para tamanha asnice.

      • Não há sinal de pontuação para sarcasmo.

    • Se fosse estatal seria pior.

      • Quantos foram eletrocutados na época em que a CELPE era estatal?

    • A Celpe está como empresa privada desde o Governo de Jarbas Vasconcelos.

  • Empresa privada é outra coisa.

  • “https://youtu.be/A8As8mFaRGU”

    • Cara, eu não assisti esse vídeo, mas pelo título, eu acredito esse vídeo trata apenas de privatização de monopólios artificiais. Esses monopólios são criados artificialmente pelo governo através de barreiras, impossibilitando ou dificultando a entrada de concorrentes, são prejudiciais para o povo seja ele privado ou público. Um monopólio feito o do Carlos Slim é totalmente diferente do monopólio da Microsoft. O monopólio do Carlos Slim se deve principalmente ao governo Mexicano, já o monopólio de Bill Gates se deve ao seu brilhantismo e o de seus colaboradores.
      Olha o governo de Nicolas Maduro, o cara estatizou supermercados e vai ver a crise de desabastecimento que tem lá. A turma tá trocando tapa por 1 rolo de papel higiênico.
      Aconselho que ao invés de perder tempo assistindo isso, vá ler um livro de economia.

      • Excelente procedimento seu avaliar o documentário pelo Título.

        • Cara, eu acabei de assistir o documentário e achei bastante tendencioso. A começar por quem fez o documentário que foram dois sindicatos de engenheiros e a CUT. O documentário parte de uma série de premissas erradas e só mostra uma visão de mundo, que é a visão dos sindicatos. O documentário de começo a fim tenta criticar o privado, associando sempre a monopólios privados como o malvadinho da história e o monopólio público como o bonzinho. Os economistas que mostram são os mais esquerdistas que eu conheço, como o Marcio Pochmann que é filiado ao PT.

          O documentário deixa de lado o fato, por exemplo, das linhas telefônicas que valiam o preço de um carro, também deixa de lado a ineficiência das empresas estatais e a corrupção dos dirigentes como é sabido. Vejam o caso da Vale do Rio Doce, a empresa quando foi vendida em 1997 faturava 3 bilhões/ano e no ano seguinte após ser vendida já faturava 10 bilhões, como assim? Antes, devia existir muita corrupção e ineficiência juntas para que de um ano para outro a empresa triplicasse o faturamento.

          Em um determinado momento fazem uma pergunta a uma das entrevistadas questionando o seguinte: É possível fazer um sistema de transporte público grátis? A entrevistada diz que sim respeitando restrições. Porra, a pergunta era para ser se é sustentável um sistema de transporte público grátis? O Metrorec, oferece um serviço que é pago e tem a maior dificuldade em conseguir se sustentar e aí vem esse pessoal falar isso!

          O documentário trata o mercado como sendo um atraso, eles esquecem as empresas privadas que fazem as revoluções tecnológicas de verdade e que se não fossem elas nós não estaríamos nem nos comunicando por aqui, pelo computador.
          Tem gente que acreditava em Telexfree, que é a mesma galera que acredita em almoço grátis, o que me enche de desesperança.
          O cara do MST e da CUT incentiva o ódio como solução junto com a luta de classes no documentário. Como inspiração foi usado claramente Karl Marx em que teve um erro logo nas premissas e que não conseguiu nem definir o conceito de evolução. Ele acreditava que evolução tinha etapas. Etapas? Como assim? As pessoas, os sistemas, os animais, os seres vivos não evoluem em etapas, elas evoluem se adaptando ao ambiente. Como os ambientes são sempre diferentes, as evoluções vão ser sempre diferentes, com adaptações para cada ambiente, sem existir regras de evolução como Karl Marx pregava.
          E deixo minha recomendação a um livro de introdução de economia, porque você claramente nunca leu.

        • ad hominem

  • Prezado Marco Bahé,

    Mais uma vez, ao tratar dos acidentes fatais com a rede elétrica, o senhor apresenta números/dados sem nenhuma fonte segura. Segundo esta publicação, entre 2008 e 2014, um total de 176 pessoas faleceram por eletrocussão somente no Recife.

    Venho contestar seus dados. No site da ANEEL, constam os indicadores de segurança da Celpe, correspondente a toda sua área de concessão, e não somente do município do Recife, dos anos de 2009 a 2014. As distribuidoras de energia elétrica são obrigadas a publicar mensalmente, por determinação do Prodist, os indicadores de segurança, onde um destes indicadores é o número de acidentes fatais com a rede elétrica envolvendo terceiros – terceiros aqui é utilizado para diferenciar os acidentes com pessoal próprio. Segue o link para sua apreciação: http://www.aneel.gov.br/aplicacoes/IndicadoresSegurancaTrabalho/pesquisa.cfm?regiao=NE

    Segundo os dados do site, de 2009 a 2014, ocorreram 119 mortes em toda a área de concessão da Celpe, Pernambuco inteiro e mais a cidade de Pedras de Fogo na Paraíba. Esse número nos traz uma média de quase 20 acidentes fatais por ano. Desse modo, é absurdo o valor de 176 mortes (para tal, 57 teriam que ter ocorrido somente em 2008 – 3 vezes a média).
    Vale ressaltar que esses números são passíveis de mudança ao decorrer das fiscalizações dos órgãos reguladores. Pórem, a mudança sempre ocorre para menor, uma vez que acidentes com postes ornamentais de iluminação pública, por exemplo, são de responsabilidade dos municípios.

    Outros pontos ainda não mencionados são as causas dos acidentes. A grande maioria dos acidentes fatais envolvendo terceiros ocorrem em obras de construção civil, seja pelo manejo de vergalhões, em um acidente em 2011, por exemplo, 4 operários faleceram de uma só vez ao encostar na fiação, ou em obras que irregularmente se aproximam da rede elétrica já existente no local. Outro grande causador de acidentes tem origem nas ligações elétricas clandestinas. Em Pernambuco, quase 20% da energia elétrica não é faturada, ou seja, é utilizada clandestinamente. Só para ter uma ideia, isto é equivalente a toda energia da Cidade do Recife. Essas ligações são feitas sem a utilização de materiais corretos e por pessoas sem qualificação para tal. Por fim, vem a dificuldade da Celpe de retirar invasões em suas faixas de servidão, onde há omissão do Estado e a distribuidora fica refém da exposição de terceiros a rede de alta tensão (>= 69 kV).

    Sua iniciativa de divulgar esse instagram é bastante válida, pois realmente há um grande número de fios expostos, quase todos telefônicos, por todas as vias do estado. A população em geral não sabe, e não tem a menor obrigação de saber distinguir a fiação elétrica da telefônica. Iniciativas como @recifepor1fio ajudam principalmente a Celpe a melhorar a qualidade de seu serviço.

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MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).