Quando observamos o anúncio da taxa de juros ao consumidor que está rolando nos sites e jornais, podemos pensar que estamos no melhor dos mundos.
G1 – Juro bancário cai e renova recorde histórico
Uol -Juro ao Consumidor cai e atinge menor nível já registrado
Agência Brasil – Juros do cheque especial atingem índice mais baixo desde dezembro de 1999
Vamos colocar a coisa em pratos limpos.
A taxa de juros do cheque especial caiu para 139,7% ao ano. Isso mesmo, se você estiver devendo R$ 1.000,00, vai descobrir que um ano depois está devendo R$ 2.397,00.
Para se chegar a essa taxa de juros, o banco leva em consideração o custo de oportunidade (Selic), o custo bancário, o risco da inadimplência e o lucro, que é legítimo.
Como o custo de oportunidade é de 11,5% ao ano neste momento, o spread (a diferença entre essa taxa e a taxa final) no caso do cheque especial é de 128,2%.
Se a taxa do consignado é de 31,84%, e tanto a Selic como os custos bancários não serão muito diferentes, apenas o lucro e o risco de inadimplência vão variar.
Como a diferença entre o cheque especial e o crédito consignado têm uma diferença de aproximadamente 107,8%, é como se a cada duas pessoas, uma não pagaria o cheque especial.
É o risco de um assalto, caso tenhamos várias pessoas armadas no banco.
Perguntar não ofende.
Qual o papel que o Banco do Brasil e a Caixa Econômica exercem no país?


