Shopping Center não é parque público

jun 3, 2011 by     152 Comentários    Postado em: Economia

E a classe média de Recife ficou em polvorosa esta semana por causa da gratuidade dos estacionamentos dos shoppings, porque parece que alguém resolveu fazer a lei ser cumprida, apesar da insubordinação judicial dos shoppings do Recife. Para começar, quem lê este blog sabe que não temos a menor vontade de defender JCPM e seus empreendimentos, mas ele tem razão neste caso.

Antes de continuar, saibam que não quero discutir os aumentos abusivos, ou mesmo o que é justo ou não. Quero discutir o conceito da gratuidade.

Vendo as manifestações, especialmente no Twitter, percebe-se que há uma grande confusão de conceitos. O Shopping Center não é um espaço público, é um ambiente privado. Gostemos ou não, vivemos em um país capitalista, onde a cobrança de serviços é uma delas.

Muita gente fala da gratuidade do estacionamento em troca de uma parte do consumo, mas isso é algo que deve ser decisão do dono do estabelecimento. Na semana retrasada um blog do Recife fez um bazar com várias lojas e cobrou ingresso, e não vi ninguém reclamando. Se o shopping quisesse fazer o mesmo seria um problema dele, assim como seria opção sua não ir.

Há uma lei municipal que obriga os estabelecimentos a colocarem um determinado número de vagas para carros, o que por si só já é fora de lógica, pois continua fomentando a ideia de que o bom mesmo é o transporte individual, mas isso é outro assunto. Não estarei aqui discutindo questões judiciais, mas sim a lógica por trás da cobrança.

A classe média de Recife enxerga o shopping como seu local de lazer, mas isto é um equívoco. É um business como outro qualquer. Inclusive shopping center só faz sucesso no Brasil, em particular no Recife, porque o comercio de rua praticamente morreu, por várias razões.

A formação e o sucesso comercial dos shoppings se dá em cima de uma falha de mercado, em função da ineficiência do setor público. Estes centros comerciais têm alto custo, mas conseguem se manter porque o volume de compras é muito elevado, apesar do produto ser vendido a um preço mais alto. Para que dê certo, é preciso que o serviço público seja um lixo, como parece ser nosso caso.


Nada como uma agradável tarde no Shopping

Por que as pessoas compram nos shoppings e não compram nas ruas?

O conceito destes centros se baseia na ideia da comodidade e de serviços agregados. Você não vai passear nas ruas do Recife porque as calçadas são um lixo, porque vai ser extorquido pelo flanelinha e porque não tem segurança. O shopping resolve tudo isso, e ainda te dá um ar-condicionado grátis.

Mas tudo isso tem um preço. O estacionamento é apenas um deles. O restante é repassado ao consumidor sobre a forma de preços mais altos. Como o mercado de shoppings em Recife é monopolista, a indústria sempre maximiza seus lucros. É inevitável o repasse.

Em outras cidades, como o Rio de Janeiro, o comercio de rua ainda permanece vivo, porque as calçadas são decentes e as pessoas não perderam o hábito de andarem a pé. E ninguém ali vai de carro, pois o estacionamento é caríssimo.

O sentimento da classe média é a de que é extorquido nos estacionamentos dos shoppings e isto deveria ser obrigação do estabelecimento. Mas esquece ele que foi consumir lá porque quis, ninguém o obrigou. O consumidor que acredita que ali é passeio público, mas não é. E o que mais se vê são pessoas andando nos shoppings feito barata tonta, de um lado para o outro, sem comprar nada.

A classe média de Recife se mobiliza com uma velocidade incrível neste caso, mas jamais sai de casa para reclamar das condições das calçadas.

Ninguém discute o monopólio dos shoppings em Recife, que é a raiz do abuso no preço destes estacionamentos. É um cartel descarado que fazem questão de não enxergar.

Além de tudo, os shoppings não são obrigados a fornecer estacionamento grátis ao complexo de empresariais ao seu lado, muito menos servir de garagem aos prédios vizinhos.

E como já dizia Friedman, não existe lanche grátis. Alguém vai pagar por ele, e neste caso será o consumidor, que é aquele que compra, não aquele que usa o shopping como seu playground particular.

152 Comentários + Add Comentário

  • Bom, Pierre, você está vendo as coisas pelo lado dos donos de shopping, não do consumidor.

    Já que há um monopólio, que limita o direito de escolha da população e vai de encontro aos princípios do capitalismo, qual é o problema de uma lei colocar ordem na casa?

    Como diz Edmar-147, em Salvador nenhum Shopping cobra estacionamento. E JCPM, mesmo assim, construiu um lá. Se não cobra lá, não precisa cobrar aqui.

    • Mas é isso Martins
      Existe a Lei da Concorrência, que o Ministério Público daqui faz questão de não enxergar.

      • O ministério Público não criou a lei, mas tem o dever constitucional de exigir que a mesma seja cumprida.
        Não sou seguidor de nenhuma religião, mas se a lógica é essa, vc nao deveria criticar a cobrança do dízimo. A escolha é de cada um.

      • Mas que graça!
        Também não vou discutir o mérito, ou a moral do que leva “A” ou “B” a preferir comprar em um shopping ou não. Mas, desculpe Pierre, da mesma forma que estamos em um país capitalista, e aí eu concordo com você, também não podemos admitir que tais estabelecimentos façam vista grossa para a lei. Eu não posso baixar meu calção e fazer xixi na rua! O shopping também não pode descumprir a Lei. Ah, mas essa lei é inconstitucional. Pode até ser, mas entraram com alguma medida judicial contra a mesma?? Nãoooo! Simplesmente ignoram a mesma. Simplesmente a descumprem.
        O MP deve também tapar os olhos?

    • O problema é exatamente esse que você colocou: o monopólio. Corrigir um problema com outro não é uma boa solução.

      O interessante é que a população, não educada, não vê o real problema e passa a apoiar essa “solução”, que não faz sentido por si só.

      • Tá, mas a participação de JCPM em vários shoppings é ilegal?

        • E a PCR também não cobra pelo estacionamento no predio sede e em vários pontos da cidade?

          E as chamadas zonas azuis, aquele carnê vendido pelos flanelinhas, para se estacionar nas sujas vias publicas do centro?

          Nesse caso a Prefeitura mantém a sua mais eficiente fiscalização, com diligentes agentes da CTTU, circulando pelas ruas do centro e quem estiver sem o cartão, lascam uma multa de transito.

          E o bicho papão são os shoppings…..

        • Não, martins, não tem nada de ilegal, até porque ele não é “dono” dos shoppings, que são condomínios.

          Isso é “mi-mi-mi” de Pierre Lucena pro lado de JCPM. Até parece que tu não sabe…

      • a ilegalidade ou não da “participação” do JCPM ou de qualquer terceiro não pode ser dita assim, na lata.

        até o mais experimentado dos juristas necessitará pelo menos:

        (i) analisar toda a composição societária e os poderes de direcionamento de cada negócio pelo grupo;

        ii) analisar (e definir, aí entra o economista) o mercado relevante dos empreendimentos;

        (iii) analisar a área relevante em que se diz haver “monopólio”, para saber se realmente o há;

        (iv) analisar se a condição encontrada implica em restrição à entrada de terceiros concorrentes;

        e, depois de tudo, (v) ainda verificar se o eventual controle do mercado relevante é realmente maléfico ao consumidor relevante, pois em vários casos quebrar o controle pode trazer um malefício maior do que bem os benefícios o povo fala.

        chamar atenção para um possível controle e direcionamento dos empreendimentos de shopping centers é uma coisa. falar de ilegalidade, na minha opinião, é uma outra coisa diferente, uma irresponsabilidade.

        • ah, e no demais, parabéns pelo artigo, concordo com tudo.

    • Prezado,

      Não sei se o Shopping pagou pela sua matéria, mas a sua desinformação é evidente.
      Certamente que não existe almoço gratis – citando o bordão trazido à tona por voce – mas não se esqueça que tudo em um Shopping já se encontra embutido nos preços pelos quais o consumidor paga. O ar condicionado, a segurança, a utilização dos banheiros, etc.
      Ou voce pensa que a sua mijadinha é grátis?

  • Pierre,

    não mudaria uma linha no seu texto. Assino contigo. Perfeita a análise.

    acrescento que estacionamento é um tipo de serviço que precisa custar os olhos da cara. Quem menos carro na rua, melhor. Quem sabe assim a classe média individualista e que se enxerga e se comporta apenas como consumidora não passe a se preocupar com o transporte público.

    abraços equatoriais

    Inácio

    • Cadê o botão de curti (tanto para o comentário de Inácio França, quanto para o post de Pierre)?

      • tb kero márcio!

  • “uem lê este blog sabe que não temos a menor vontade de defender JCPM e seus empreendimentos”

    eu leio há poucos meses, qual o problema do blog com JCPM?

    • Pierre tinha uma coluna no JC. Ele escreveu um artigo que JCPM não gostou e foi destituído. Mesmo assim depois o Acerto de Contas tinha um link na página do JC (o antigo http://www.jc.com.br). Porém, este blog noticiou a prisão do genro de JCPM por causa da denúncia de cartel nos postos de João Pessoa/PB, o que os jornais de Pernambuco tentaram esconder no primeiro momento. Misteriosamente, o link foi cortado. Pode ter sido coincidência. A interpretação é livre.

  • Concordo plenamente com o artigo (e olha que moro e trabalho próximo ao Shopping Recife, seria um dos mais beneficiados com essa lei).

  • Perfeito. Ponto final.

    • Concordo plenamente. Que lei municipal eh essa? Legislar sobre um bem privado?

      Vai ao shopping quem quer…..ninguem eh obrigado.

  • Pois eu discordo veementemente da posiçâo de Pierre, apesar de respeitá-la.

    Nem acho täo absurda assim a cobrança do estacionamento, o que acho absurdo é o valor dela e a forma como ela é cobrada.
    É inaceitável que se pegue R$ 4,50. Depois pague mais 1 real por hora ou fração de hora excedente.
    Se fosse os R$ 4,50 acho que quase ninguém reclamaria. Porque de fato é importante pagar um estacionamento e ter segurança nele.

    Estacionamento em Pernambuco é que nem Jabuticaba, sò se vê aqui.
    Se a gente consegue derrubar essa forma de pagamento ou fazer uma permuta já está de bom tamanho.

    Hoje foi um dia feliz pra mim. Entrei no Shopping Recife, passei o tempo que quis, fiz minhas obrigações e saí de lá orgulho de näo ter sido extorquido pelo menos uma vez na vida.

    • Edmar, em São Paulo o estacionamento chega fácil a R$ 25,00.

      Em lugares mais desenvolvidos, é melhor nem falar. Basta dizer que um estacionamento de menos de 10 dólares canadense (cerca de R$ 16,00) em Montreal eu nunca vi.

      Na Suíça, paga-se fácil, fácil 20 Francos Suíços de estacionamento (uns R$ 30,00).

      E em Londres, só para se usar carro no centro da cidade se paga uma taxa de 8 libras (cerca de R$ 20,00). Isso é para rodar. Para estacionar… Bom nunca tentei estacionar no centro de Londres, mas deve ser de 10 libras para cima.

      • Você precisa levar em consideração a realidade econômico-financeira do lugar.

        Se o cara passar 12 horas no Shopping Recife paga tranquilamente R$ 12,50.

        Por maior desenvolvimento econômico que o Recife tenha, não há a menor condição de compará-la a São Paulo.

        A realidade é distinta.

    • Edmar,

      Você só esqueceu de informar que são R$4,50 por 4 horas!!! R$ 1,00 a mais por hora extra é mais do que justo.

      Já que o MP anda tão preocupado com isso, deveria proibir a cobrança do zona azul!!

      Sem falar que a gratuidade não exime os Shoppings de sua obrigação com segurança, seguro, etc…

      Concordo com o post de Pierra, exceto pelo dito monopólio. Que venha a concorrência então, ora bolas! Se tem espaço e não é ilegal, o problemas não é com JCPM e sim com o mercado.

      • Márcio,

        E em Orlando os outlets Prime e Premium não cobram estacionamento. O Florida Mall idem.
        E, se não me engano, o EUA parece que também é um país capitalista. Ou não?

        • O MPúblico deveria era se ocupar com a qualidade dos hospitais e escolas do ESTADO.O estacionamento do shopping é um negocio privado, paga quem quer.

        • Leitor,

          Por serem capitalistas, cobram se quiserem. Nos EUA, o país que mais cultua o carro no mundo, cobrar pode ser um mal negócio.

          Na realidade, a lógica é mais ou menos sempre respeitada. Se o estacionamento fica num lugar que pode ser aproveitado por outros, cobra-se. Se não pode, não se cobra.

          No Quartier Diz-30 (acredito que seja o maior shopping da área de Montreal) não se cobra estacionamento. Mas ele fica afastado de qualquer outro ponto de demanda por estacionamento.

  • Acho MONOPÓLIO uma palavra forte, afinal um centro de compras nada mais é do que um aglomerado de lojas oferecendo um ambiente 100x mais agradável do que o encontrado nas ruas da cidade. Já se foi o tempo em que as lojas de shoppings cobravam preços muito mais caros, hoje se compra uma tv de lcd, celular e móveis pelo mesmo preço tanto no shopping recife quanto na rua da concórdia, e a prefeitura ainda cobra R$ 1,00 pela zona azul, ou seja, a prefeitura pode cobrar no espaço público sem oferecer segurança nem seguro, e o shopping não pode cobrar R$ 4,50 pelo espaço privado? A prefeitura permite que flanelinhas vendam o bilhete do zona azul por R$ 2,00, deveria pelo menos climatizar as ruas nas quais é cobrado o Z.A.

  • Sei que o assunto não é esse, mas o secretário Danilo Cabral disse hoje (http://www.blogdafolha.com.br/index.php/materias/20952-danilo-diz-que-monotrilho-nao-esta-descartado) que o modal do sistema do corredor de transporte Norte-Sul (de Igarassu até a Zona Sul do Recife) vai ser escolhido em breve. Mas na entrevista está claro que ele prefere o BRT (ou seja, e tome ônibus) e diz que o montrilho “não está descartado” e que o metrô é inviável. O BRT é um modelo que saturou nas cidades que o adotaram, incluindo Curitiba, que escolheu o metrô como prioridade. Ninguém está de olho nesse assunto – muito mais importante que a gratuidade dos estacionamentos. O secretário até hoje nunca foi verdadeiramente questionado pela imprensa ou pela sociedade civil, o que explica o comportamento dos recifenses que Pierre detalhou tão bem.

  • Mobiliza-se contra o preço do estacionamento do shopping, mas não se faz nada contra as extorsões praticadas pelos flanelinhas.
    Protesta-se contra o preço da gasolina, mas não por um transporte público de qualidade.
    Inversão total de prioridades.

    • Se voce acha um flanelhinha mais periculoso que JCPM, então de fato: INVERSÃO TOTAL DE PRIORIDADES.

      • Eu só acho que para o shopping vai quem quer.

  • Pierre, concordo com a parte da cobrança! Só uma coisa : Qual classe média é citada no texto ? Pelo descrito, acho que é a do Lula. Há tempos que a classe média passa o fim de semana longe de shoppings. Para isso, criaram novos “points” : Porto, Gravatá e etc..

  • Eu quero saber do meu cartão pré-pago com R$22,00 que tem dentro, como é que fica hein? Não tiro dinheiro de árvore, quero meus 22 contos de volta!!!

    • quem mandou ser viciada em shopping.

      • E vc é um frustrado que não deve ter dinheiro nem pra pagar o estacionamento.

  • Pierre agora vai voltar a ser convidado para os eventos de JCPM.

  • Agora a briga é por ruas grátis!! fora a zona azul!!

    • Não é tão simples assim. A Zona Azul existe para desestimular as pessoas, principalmente quem trabalha no centro, a ir de carro para o trabalho, deixar o carro lá na rua o dia inteiro e com isso não sobrar um único espaço na rua para as pessoas que só precisam ir lá rapidamente e sair.

  • Eu acho um abuso cobrar R$4,50 mais 1 real a cada fração como também acho um abuso os flanelinhas, a Zona Azul sem nenhuma garantia de segurança e etc. Supermercado é gratuito um ou outro cobra se não houver compras, mas caso contrário não é cobrado e tem ar-condicionado. O espaço é privado, mas a CTTU entra para multar o Sr. JCPM que tem grande influencia (para não dizer que ele manda na Cidade) não faz nada.
    As ruas que estão nos entornos dos shoppings ninguém pode estaciona, nem mesmo para pagar Z.A. e ainda fica um guarda fiscalizando. Passei por Casa Forte tinha um guarda da CTTU conduzindo os carros para entrarem no estacionamento. Pode-se até pensar que se deixar as ruas irão ficar cheias de carro, voltando ao caso de Casa Forte há uma rua entre o Estacionamento e o Shopping que da umas 5 ou 6 faixas é praticamente uma avenida e ninguém pode estacionar aqui na minha rua tem no máximo 4 faixas e se estaciona carro de um lado e do outro e a CTTU não faz nada. Ademais o cara sempre se dá bem deixa ele levar uma trombada também.

    • Acho que seu nome deveria ser novo pobre ao inves de novo rico

  • Realmente não entendi essa de Pierre. É acho que ele quer voltar a ser convidado para os eventos se que deixou de ser convidado.

    • Pierre, desenha, coloca gráficos e tabelas da próxima vez que o negócio aqui tá difícil!

  • Concordo com você Pierre…
    Muitos só pensam nos beneficios da gratuidade do estacionamento dos shoppings, sem pensar na evidente superlotação, o uso indevido do estacionamento, como o exemplo citado no texto: “estacionamento grátis ao complexo de empresariais ao seu lado, muito menos servir de garagem aos prédios vizinhos”…
    Como os shoppings tratam-se de espaços privados, acho que continuarão a cobrar, “como sempre foi e como sempre será, cazá, cazá, cazá, cazá, cazá…”

  • É!

    Acho que os shoppings deveriam cobrar pelo uso dos banheiros e pedágios nas escadas rolantes também, elementos também obrigatórios pela lei.

    • Qual o problema ? Em SHOPPING , vai quem quer!

    • Você está atrasado! Em muitos lugares o banheiro já é cobrado.

      • Exatamente! em muitos lugares o banheiro já é pago! Vai quem quer!

      • De uma forma geral, o banheiro é cobrado na Alemanha, Holanda e Bélgica. Inclusive nos Shopping Centers.

        E aqui no Brasil, geralmente as estações rodoviárias cobram pelos banheiros.

  • gente que tem carro e acha que por causa disso deve ter todos os benefícios do mundo. se quer ter carro, arque com algum ônus de tê-lo como pagar pelo estacionamento. hj em dia o pessoal usa o carro pra ir até à academia para fazer caminhada em esteira ¬¬. escolheu ter carro? pois bem, aguente as conseguencias

  • Ótimo texto, mas discordo do ponto em que você diz que o comércio de rua praticamente morreu. Em que mundo recifense vc vive? No meu mundo proleta o bairro de São José vive lotado de gente comprando compulsivamente. Dá uma passada na rua das calçadas e confere. Também sou contra a invasão das leis nos espaços privados, é uma inversão de valores.

    Abraço!

    • Falou e disse Ed. Pierre precisa endar pelo Centro do Recife aos sábados, principalmente nas ruas do Mercado de São José.

      • Concordo….Pierre a realidade do centro do recife não eh bem essa (vazio)….até pq na rua das calçadas até mesmo a elite aparece , nem que seja na época de carnaval para comprar fantasia para as patricinhas se divertirem nas ladeiras de olinda..kkkkk

    • Concordo,

      Todas as ruas do centro da nossa cidade são lotadas qq dia da semana. Estive na Imperatriz e verifiquei isso essa semana.

  • Concordo, Pierre. Vai ao shopping quem quer…
    Tem gente que só é feliz dentro de um shopping, inclusive muito comentaristas deste Blog.

    Eu tenho vergonha de ir às lojas, ambiante vergonhoso. Consumo fútil, burro… E o pior de tudo é treinar as pessoas, vendedores e consumidores, que é a coisa mais importante do mundo.

    “Compro logo existo.”

  • Agora é que o povão vai preferir ir pro shopping…vai parecer Olinda, em pleno carnaval…HuuuMmMm, já estou até sentindo aquele cheirinho de macaco no ar…

    • Huumm mesmo, “dilícia”…

      • Acho que o Shopping Guararapes vai voltar ao que era antes…praticamente um supermercado…dizem que as próximas lojas “âncora” do Shopping Recife serão os supermercados Arco-Íris e Extrabom.

        Certamente teremos novos serviços, como os de flanelinha nos shoppings…

        - “Ae legal, tô dando uma olhadinha aqui no carro…2 real na volta”!

        • e se cobrarem tenho certeza que você paga…pois tem medo de chegar e seu carro estar arranhado…neh…ou será que em boa viagem não existe isso??? só la no centro…hauhauhua

    • Comentário preconceituoso???….Ou eh impressão minha??..Tipo: cobrem estacionamento pq se não….os pobres frequentadores do mercado são josé vão invadir meu parquinho de diversão….????

    • Comentário preconceituoso???….Ou eh impressão minha??..Tipo: cobrem estacionamento pq se não….os pobres frequentadores do mercado são josé vão invadir meu parquinho de diversão….????

      • Pior foi o termo “cheirinho de macaco”.

      • Não percebestes não? A maioria das pessoas aqui só querem que o estacionamento volte a ser cobrado porque “os macacos superlotam e atrapalham as compras”. Se querem comodidade e tranquilidade comprem na internet, e ainda garanto que sai mais barato. Vai ao shopping quem quer, concordo, então se acham que o shopping tá cheio de macacos, queridos, não vão! Simples.

  • Não compete ao Estado ou Município legislar sobre propriedade privada, isso é atribuição única da União. Logo, a lei municipal que visa a não cobrança dos estacionamentos é inconstitucional, porque fere uma lei maior. Será facilmente derrubada, como foi em São Paulo, ano passado.

    É o mesmo que você ser proibido de cobrar aluguel de um espaço dentro da sua casa. Concordo com Pierre, vai quem quer. Não se pode exigir a gratuidade.

    Em Salvador, existe de fato a lei (também municipal), mas ela é cumprida muito mais por caráter político (troca de favores entre empresários e governantes) do que judicial. Se os grandes empresários recorrerem, a justiça federal dará causa ganha aos empresários. Por outro lado, nenhum prefeito quer sujar a sua imagem como o “aquele que garantiu a exploração da população” via cobrança do ticket.

    É opção do empresário cobrar o preço que quiser. Quando preciso ir ao shopping, vou de bicicleta, porque sei que também é minha decisão não pagar pelo preço que é cobrado.

    Simples assim.

    • Concordo. Vai quem quer, e quem vai já está ciente desse gasto…se comprou um carro esteja preparado para esse tipo de situação..
      Simples assim [2].

      • “Concordo. Vai quem quer, e quem vai já está ciente desse gasto…se comprou um carro esteja preparado para esse tipo de situação..
        Simples assim [2].”

        Pois é! Isso que dá um bando de liso comprando carro pensando apenas no valor da parcela a pagar!

  • Pierre,
    Concordo em parte com seu comentário e digo o motivo: Se pago a zona azul para ter o privilegio de sair de carro e não ter nenhuma segurança ao estacionar na rua, não poderia ser diferente em pagar um estacionamento que me garanta ser ressarcida sobre algo que venha a acontecer com meu veiculo, porem duas questões devem ser levadas em consideração: Primeiro os preços abusivos praticados por esses estacionamentos e sendo privados, não aceito que as reclamações que fazemos as administrações desses shoppings sejam resolvidas pela CTTU. Digo isso porque já fui fazer uma reclamação à administração do Shopping Center Recife sobre a ocupação de vagas destinadas os portadores de deficiências estarem sendo ocupadas por pessoas “normais” (ainda não fizeram estacionamentos para mal educados e imbecis) e após esperar quase vinte minutos para ser atendida fui informada que isso era um problema da CTTU. Ora, se é um problema da CTTU dentro do SHOPPING, não tenho porque pagar um estacionamento privado já que posso usar o cartão da Zona Azul, concorda comigo?

    • Catarina,

      Você foi quem fez o melhor comentário, pois a turma do lucro costuma sempre ficar com o bônus no lado privado e repassar o ônus para o lado público.

      Parabéns!

      • A turma do lucro? Acho engraçado esse povo que faz questão de não entender as coisas. O que ficou bem claro aqui, inclusive em vários comentários, é que como o Shopping é algo PRIVADO, eles não têm obrigação de abrir um espaço deles ao público de graça! Vai para o shopping quem quer!
        Essa lei é boa para quem gosta de ficar perambulando nos shoppings, mas totalmente injusta para os donos desses estacionamentos.
        E se, por acaso, os donos desses estacionamentos quisessem repartir prejuízos com a Administração Pública, será que isso seria aceito? Afinal o estacionamento está sendo usado como algo um bem público.
        Não é só porque o indivíduo é rico que ele tem que ser alvo de injustiças, ainda que a riqueza seja algo demoníaco no Brasil.

        • Desculpa mas acho q vc está errado. A legislação é bem clara se é um estabelecimento comercial a construção tem que prever dentre outras exigências vagas para estacionamento, isso vai de uma padaria a um shopping, a atividade fim de um shopping é venda de produtos e serviços e não ter como objetivo cobrança de qq outro tipo de taxas inclusive estacionamento.No momento da propescção do negócio com certeza a cobrança do estacionamento não foi condição para construirem os empreendimentos até pq lembro bem que no começo (por muitos anos) nunca foi cobrado. E com certeza as análises financeiras do grupo ainda sim analisaram q valiam a pena pq se estiver condicionado essa taxa ao lucro do empreendimento é melhor fechar! Se não fosse lucrativo por si só pq ele abriu um em Salvador, Aracajú q não pode cobrar e está abrindo outro lá viu. Ah lembremos que as despesas estão dividas em pro-rata com os logistas.

  • Pierre…. me parece que não é apenas vai ao shopping quem quer. Vamos ver o outro extremo da questão. Suponha que quase ninguém fosse aos shoppings. Ora, qual é o empresário que queria ter uma loja onde não vai ninguém? Embora o shopping e o estacionamento sejam privados, o interessante é que haja frequentadores. Ou seja, mesmo que vai ao shopping quem quer, os comerciantes dos shoppings querem que os consumidores frequentem os shoppings.

    Aí entra em questão outra coisa: Como vc deve saber, pessoas e empresas agem por estímulos. Tanto pode ser visto no caso da zona azul que desestimula ir ao centro da cidade de carro, como ter um estacionamento gratuito estimula o aumento de pessoas nos shoppings, de maneira que aumenta a oportunidade de vendas.

    Se o objetivo dos shopping não fosse vender e para isso ter a frequência consumidores, não haveria tanta propaganda pra comprar nos shoppings. Portanto, se por um lado o que vc ver como direito a cobrar pelo estacionamento, por outro lado a gratuidade do estacionamento pode ser visto também como estímulo às compras. Quem anda pra lá e pra cá também está vendo a exposição de produtos e dificilmente não se compra algo quando se vai ao shopping, nem que seja um lanche ou água.

    Lembro-me que há alguns anos, tive a oportunidade de estar no Shopping Center Recife numa segunda-feira pouco depois das 10h da manhã, ou seja logo depois que abriu, num momento em que havia poucos consumidores no shopping. Vc precisa ver as caras dos vendedores esperando que alguém entrasse nas lojas para comprar algo e assim o vendedor garantir alguma comissão e o dono garantir algum lucro. Eu entrei numa loja e frustrei o vendedor ao dizer que queria fazer uma troca.

    Mas enfim, a pior coisa pra um comerciante é não ter quem compre seus produtos. Eles fazem todo tipo de malabarismo pra vender. Acho que o problema é bem mais complexo que simplismente dizer que vai ao shopping quem quer ou termos um monopólio. Lembre-se que o monopolista não maximiza o lucro apenas aumentando o preço do bem, mas também controlando a oferta deste bem. Ou vc não acharia que os comerciantes não gostariam que o estacionamento dos shoppings fossem maiores que são? Para os comerciantes, quanto mais gente melhor. Veja por exemplo, os eventos como feirões. Ninguém faz feirão em local apertado ou de espaço pequeno. Alugam-se galpões, centro de convenções, chevrolet halls da vida, Geraldão etc e investe-se muito para que os consumidores compareçam.

    Acho que existem outros aspectos que vc não tocou no seu post. Vc analisou apenas a partir de um ponto de vista. Faço algumas sugestões: Analise o problema do estacionamento dos shoppings também sob o ponto de vista das externalidades de mercado, sob a teoria dos incentivos, sob o ponto de vista do custo de oportunidade, entre outros pontos de vista. E isso só pra falar do lado econômico. Se a gente for falar de ética no mercado, aí o estacionamento de graça ainda é caro de tanto que o consumidor é explorado e tem seus direitos violados. Usando um jargão de econometria, falar do jeito que vc falou, deixou sua análise muito viesada e acho que por isso alguns cometaristas aqui disseram que vc pode ter agradado ao grupo JCPM.

  • Com esse artigo eu acabo ficando em cima do muro, porque considero o shopping um local de relevante importância pública, apesar de ser um condomínio comercial privado.

    Mas ele acaba, junto ao comentário de Douglas [http://acertodecontas.blog.br/economia/shopping-center-no-parque-pblico/#comment-217684], suscitando uma pergunta que não quer calar:
    Por que o MP não tenta também tornar a Zona Azul gratuita mesmo, visto que estacionamento público, ao meu ver, é (ou pode ser) algo pago por impostos e, no Recife, não tem nenhuma garantia de segurança e comodidade?

    • A tal da zona azul é uma escrotice.

    • Robson, o objetivo da zona azul é garantir a rotatividade do uso das vagas. Se não fosse assim, quem chegasse cedo pra trabalhar deixaria o carro o dia inteiro parado lá. E quem precisasse fazer uma parada rápida nunca teria vaga para isso.

  • “Tem gestor incompetente ganhando com essa “polêmica”!!!!!!
    Como a prefeitura de Recife é boazinha! As ruas têm verdadeiras crateras, qualquer meia hora de chuva alaga tudo, semáforos sem sincronia, flanelinhas praticando estelionato em todas as ruas da cidade MASSSSSSSSS nossa prefeitura, formada por gente “boazinha”, que se preocupa com “o povo” garante passeio em shopping “de grátis” para todos. Isso é que é governo!”

    • Comentário bizarro, como sempre. A PCR nada tem a ver com a criação desta lei.

    • Esperemos a campanha de 2012, caso a lei “vingue” !

      • Calado, é um poeta…

  • Que burrice.

    Em Sao Paulo, o “mercado” de shopping não é monopolizadp, e mesmo assim os preços de estacionamento passam de 15 reais.

    A idéia da lei não é incentivar as pessoas a irem ao shopping nem incentivar o transporte individual. O que o legislador quer é influenciar as decisões futuras dos empreendedores. Fazer com que shopping center seja um mau negocio pra eles tambem, como ja e um mau negocio para a cidade. Do jeito que esta hoje, as empresas estao construindo predios empresariais com a intencao de explorar o estacionamento e isto, na melhor das hipoteses, destruira a cidade em poucas decadas.

  • Se Recife tivesse grandes parques e opções de lazer “outdoor” para seus cidadãos, os shoppings não estariam lotados aos finais de semana.

    Por falta de opção, depois da praia, o povo vai ao shopping.

  • Concordo que quem vai ao Shopping e não compra absolutamente nada, deva pagar o estacionamento.

    Mas quem vai, faz compras ou usa os serviços do centro não deveria ser penalizado com mais um ônus, pois, como Pierre mesmo disse, lá as coisas são mais caras justamente pelo conforto e segurança.

    • “Segurança”?

      Segurança do funcionário prestador se segurança patrimonial ou segurança em sentir-se seguro?

      Eu não me sinto seguro em shopping. Vacilou, você é afanado.

    • Segurança é uma coisa que não existe no Shopping Recife.

      Não é de hoje que o centro comercial tem diversos arrastões em fins de semana.

      Eu moro próximo ao Shopping Recife e sei do que acontece, infelizmente não divulgam essas informações.

      • Eu mesma já presenciei dois arrastoes…

        • Isso é mentira!

  • Ah não, as pessoas estão comparando gratuidade de estacionamento a gratuidade de escada rolante. O custo de manutenção do primeiro é muito maior, pelo amor…
    Não concordo mesmo com essa lei. Trata-se de um espaço privado voltado para prestação de um serviço adicional e esse serviço, logicamente, tem seu preço.
    A existência dessa taxa aumenta o custo que se por o carro na rua, fazendo com que as pessoas repensem a decisão de utilizá-lo. Além disso, se ninguém pagasse estacionamento, esse ônus certamente seria repassado à outros serviços dentro do shopping, e quem anda de ônibus (leia-se, teoricamente, as pessoas de menor renda) estarão financiando um serviço que não utilizam. É justo isso?
    É bem como Pierre disse: Não existe almoço grátis. Uma decisão que beneficia alguns sempre incorrerá em custos para outros.

  • Vai de onibus ou para fora do shopping!

  • Adorei o texto. Meu convenceu.
    Tem toda razão.

  • Acho que os shoppings deveriam fazer um contrato com uma empresa de estacioamento para tentar descaracterizar que é o shopping cobrando. Se a lei é uma “esperteza mercadológica e demagógica” do seu autor e do MP, acho que as empresas devem buscar,dentro das leis, alternativas para voltar a cobrar pelo seu serviço.

  • Pierre,
    Já que tu denunciou os livros fantasma da PCR aproveita e tenta saber como funciona os estacionamento do iasc da Prefeitura do Recife. Outro dia fui levar minha esposa para fazer um exame e deixei o carro no estacionamento da Prefeitura perto do shopping center Recife e recebi um papel sem nenhum controle.Como demorei muito a buscar o carro já que aproveitei e fui ao shopping com minha esposa quando voltei perguntei ao o rapaz responsável quando iria pagar e ele olhou pra mim e falou me dá 3,00 reais e nada comprovou esse recebimento e pagamento já que ele colocou o dinheiro no bolso na minha frente ….rsrsrsrsrs. Falando sobre essa questão da gratuidade do estacionamento dos shoppings com amigos, fiquei sabendo que alguns já sabiam do estacionamento do iasc inclusive deixam o carro la no da Domingos Ferreira o dia todo e dão uns trocados ao responsável. Pierre, você sabe se esses estacionamentos do iasc vão para a conta da Prefeitura ou uma conta de alguma instituição? Quem faz esse controle desses estacionamentos porque entra um bom dinheiro todos os dias.

  • Durante muito tempo os shoppings de Recife não cobravam estacionamento.

    Em Salvador e outras cidades, até hoje não cobram.

    Ofertar estacionamento é obrigação legal do shopping. Está na Lei de Uso do Solo. Não é serviço complementar, não é favor. É medida mitigatória para reduzir o impacto de sua instalação na vizinhança.

    Não sei o motivo de tanta gente defendendo os interesses dos shoppings em detrimento dos interesses do consumidor.

    Daqui a pouco todos os supermercados vão cobrar pelo estacionamento. E o consumidor não terá opção. Afinal, “são locais privados, vai quem quer”. Mas se todos os supermercados cobrarem, até quem não quer vai ter que ir.

    Ou se contentar em comprar no mercadinho da esquina.

    • Durante muito tempo não usavamos celulares, durante muito tempo podiamos sair as ruas tranquilamente, durante muito tempo….

    • PARABÉNS PELO SEU COMENTÁRIO, SUAS COLOCAÇÕES FORAM PERFEITAS, SE O POVO BRASILEIRO ENTENDESSE QUE O RETORNO FINANCEIRO NÃO PODE ESTAR NUNCA ACIMA DO BEM DA POPULAÇÃO NÃO FICARIA A FAVOR DA COBRANÇA DESSES ESTACIONAMENTOS. O IMPACTO QUE ESSE TIPO DE ESTABELECIMENTO PROVOCA COM SUA INSTALAÇÃO NINGUÉM LEVA EM CONTA, AS VAGAS SÃO OBRIGATÓRIAS NO PROJETO DE CONSTRUÇÃO, JÁ CANSEI DE FALAR AQUI Q NÃO É NEHUM FAVOR. MAS A LOUCURA PELO LUCRO É TÃO GRANDE QUE SE VC OBSERVAR O SHOPPING RECIFE JÁ ESTÁ FAZENDO UMA NOVA ETAPA EM UM LOCAL QUE ANTES ERA ESTACIONAMENTO, E AÍ, O QU JÁ TEM NÃO DÁ COMO É QUE ELS VÃO FAZER? OBVIAMENTE COBRANDO MAIS CARO AINDA PODEM SE PREPARAR. QUERO TB VER QUAL É A BENFEITORIA Q ESTE NOVO SHOPPING VAI TRAZER PARA AQUELA REGIÃO QUE JÁ TEM RUAS SUPER ESTREITAS E ACESSO PÉSSIMO, ISSO SEM FALAR QUE VAI PIORAR E MUITO O TRÂNSITO DE BOA VIAGEM, E AINDA QUERER PEGAR UMA OBRIGAÇÃO QUE É COLOCAR VAGAS PARA O PÚBLICO Q VAI FREQUENTAR O LOCAL E GANHAR EM CIDA DISSO AÍ É DEMAIS MAS É EXATAMENTE O QUE FAZEM NA MAIOR CARA DE PAU, E VÃO CONTINUAR FAZENDO PQ AO CONTRÁRIO DE SALVADOR, NATAL E ARACAJÚ NA NOSSA CIDADE QUEM MANDA É QUEM TEM DINHEIRO. O MP VAI FICAR DESMORALIZADO. INFELIZMENTE.

  • Primeiramente, não é porque o shopping é uma entidade privada que o Poder Público não pode exercer o seu poder. Pode sim, para regulamentar, fiscalizar etc.
    Assim, não vejo problema algum nessa lei.
    Segundo, concordo com a não cobrança, pois estamos indo para consumir. Se não houver consumo, até que concordo com o pagamento.
    Por fim, o estacionamento deveria ser um atrativo para o consumidor ir ao shopping, porém, como não existe concorrência entre os shoppings (eu acho que Recife tem poucos shoppings comparado com a sua população), não existe interesse por parte deles em se diferenciarem em relação ao restante.

  • Sou a favor da cobrança por conta do seguro, do conforto, mas as taxas cobradas são abusivas. Acho que um valor para administração seria adequado, tipo R$1,00 por 6h. Dá tempo de fazer muita coisa no shopping sem pesar no bolso.

  • Nem tudo que consta no ordenamento jurídico é o melhor. Por isso mesmo que muitas leis precisam ser discutidas e revistas.

  • Te

  • Esse é o rapaz que queria ser Reitor da UFPE.

    Ainda bem que foi derrotado. Ele não tem nada a ver com o espírito da universidade.

    Se ganhasse iria transformar a UFPE num cassino. Ía privatizar logo o estacionamento.

    • Paulo, Você #falamerda

    • Paulo, Você #falamerda

      • Marcelo e Pacelli,

        Existe uma coisa em comum entre vocês: a falta de postura e educação.

        Para vocês argumentarem com palavrões é porque, na insignificância do texto, a verdade incomoda.

        A visão mercadológica é incompatível com a Universidade, que prisma pela reflexão crítica, pelo sentido social e pela produção do conhecimento em prol do ser humano e do desenvolvimento do país.

        A visão mercadológica jamais irá prevalecer na UFPE. Ouçam o recado das urnas.

        • Acho que é por isso que as universidades (privadas) norte americanas são as piores do mundo.

          Paulo, Você #falamerda.[2]

        • É por isso que NO BRASIL as universidades públicas são infinitamente melhores do que as particulares.

  • Daqui a pouco vão dizer assim:

    - neste supermercado a Vigilância Sanitária não entra porque aqui é uma propriedade privada e compra carne e iogurte estragados quem quer…

    - nesta empresa o fiscal do ICMS não entra porque é uma propriedade privada e compra camisa sem nota fiscal quem quer…

    - nesta empresa de cartão de crédito, o pagamento mínimo é de 1% da fatura porque aqui é uma empresa privada e não se aplicam as normas do BACEN; possui este cartão quem quer…

    - neste bar eu vou colocar uma placa luminosa de 60 metros porque aqui é uma propriedade privada e vem neste bar quem quer. Que lei municipal que nada…

    - nesta casa de festa eu posso fazer o barulho que eu quiser, pois aqui é uma propriedade privada e vem a festa aqui quem quer…

    E por aí vai…

    ESTACIONAMENTO GRATUITO JÁ !

  • Estacionamento Menezes Cortes no centro do Rio de Janeiro
    Preço: 7reais a cada meia-hora.

  • Ou vão dizer assim?

    - neste terreno, dentro da minha escola, eu vou construir um posto de gasolina porque aqui é uma propriedade privada e estuda aqui quem quer…

    - neste lote em Casa Forte, vou construir um edifício de 100 andares porque aqui é uma propriedade privada e mora aqui perto quem quer…

    - na minha empresa, a água mineral é vendida sem lacre. Compra quem quer…

    - Vou pagar meio salário mínimo à seretária da minha empresa. Como é minha propriedade privada, trabalha nela quem quer…

    - Naquela loja de relógios, a garantia contra defeitos é de apenas 1 dia. Compra nela quem quer…

    - O ovo de páscoa vendido na loja X, propriedade privada, indica 500 g, mas só contém na verdade 400g. Compra na loja X quem quer…

    • Baixou seu lunga foi?

  • Pierre, me desculpe, mas que cagada esse teu post hein?! Defender a coorporação mais bem sucessida do Nordeste, em detrimento do nosso bolso… É fod…!!!
    Mesmo sendo um espaço privado, o shopping tem uma importancia gigantesca para o abastecimento de bens e serviços aos citadinos. Além disso, ele é um polo gerador de tráfego, interfere na dinâmica de toda a cidade e do bem público. Assim, ele deve ser regulado sim, inclusive em relação aos abusivos preços que cobram de estacionamento!

    • ” …o shopping tem uma importancia gigantesca para o abastecimento de bens e serviços aos citadinos.”

      Mestre Urbanista, o shopping center é o “equipamento” urbano mais anti-cidade que já poderam criar. Grande importância para o abastecimento da cidade dá o Circuito Inferior da economia com os mercados, as feiras livres e os pequenos comércios espalhados pela cidade, sobre tudo em sua periferia.
      Para a maior parcela da população esse tipo de empreendimento se deixasse de existir não faria a menor diferença.

      • Concordo com vc meu caro. Mas no contexto atual, do real, o shopping agrega uma série de serviços, modifica a dinâmica urbana e interfere no bem público. Disse isso para mostra que os shoppings, mesmo sendo propriedade privada, devem ser regulados!

  • Perdoe-me mais uma vez Pierre…
    Mas acho que esse é o grande problema dos economistas e administradores de empresa: observam as questões na perspectiva da empresa, e não do cidadão, ou do ser humano, que poupará um pouco mais, quem sabe, pra comprar um refresco mais a frente, e ter um dia mais feliz!
    Esses dias ouvi uma piada: “economista quando entra num debate, já entra perdendo de dez a zero, e quando abre a boca, faz gol contra”
    Por favor economistas, sejam mais humanos, o dono da JCPM não vai falir se ceder um pouquinho de seu direito sobre sua propriedade (conquistada com tanto esforço)!

    • Com todo o respeito, mas você defecou pelos dedos no seu argumento.

      “Por favor economistas, sejam mais humanos, o dono da JCPM não vai falir se ceder um pouquinho de seu direito sobre sua propriedade (conquistada com tanto esforço)!”

      Seja mais humano e não deixe quem anda de ônibus financiar a sua vaga no estacionamento.

      Esse é o grande problema dos leigos: vêem tudo pela ótica do senso comum, do que tá na cara. Nem tudo é o que pode parecer amigo. Existem muitas questões envolvidas além do bolso da classe média consumidora de carro.

      • Com toda a certeza do universo, os donos de shoppings pensaram em quem anda de ônibus na hora de instituir a cobrança nos estacionamentos……

        • Lógico que não pensaram. Pensaram em maximizar seus ganhos. O fato de que quem anda de ônibus não vai custear estacionamento é uma consequência disso, simples.
          Isso me lembrou Adam Smith: A maximização de um benefício individual gerou outro benefício maior.

    • Economistas são cientistas. Você não vai fazer um físico dizer que a lei da gravidade é má somente porque fulano se jogou de um prédio e morreu.
      Os economistas não vão dizer que a lei é boa porque deixaram de pagar R$ 4,50.
      Não confunda economistas e cientistas com uma mamãe.

      • Ouch. Perfeito.

  • O barco eu estaciono onde lá no Plaza, irá ser gratuito tbm o estacionamento desse veículo aquatico. Direitos iguais para todos os veículos.

  • Concordo com Pierre quando ele coloca que o problema central é o da intervencao do Estado na propriedade privada. Porem estou absolutamente em dissenso quando ele diz da impossibilidade disso num regime liberal e capitalista.

    Quem disse que o Estado nao pode limitar, intervir e ate mesmo impedir o exercicio do direito de propriedade?

    Pode sim!

    E isso nao ta escrito no Manifesto Comunista.

    Ta dito é no texto da nossa liberal e capitalista Constituicao de 1988 e, como regra, dito nos demais textos de todas as Constituicoes dos atuais paises liberais e capitalistas do mundo ocidental.

    Se o Estado nao pudesse intervir na propriedade privada, vamo logo tocar fogo em Olinda e construir em suas velhas colinas um mucado de JCPMs e Shoppings Centers a doidado.

    Ou mesmo, para nao ser tao tragico no meu exemplo, ao menos permitir aos proprietarios a tao sonhada reforma dos seus velhos sobrados da Marim dos Caetes. Como se sabe, reformas sempre negadas ou controladas pelo IPHAN, leia-se, Estado. Vale lembrar que direito de propriedade é direito de uso, gozo e disposicao da coisa, no caso, da casa. E ai?

    Tanto o Estado pode intervir na propriedade privada das pessoas que o principal argumento dos advogados dos Malls se centra apenas na competencia legislativa para tanto. Eles negam esse poder aos Muncipios, mas entendem, ainda que implicitamente, na Uniao Federal.

    Poder, pode.

    Politico e juridicamente, pode.

    Economicamente, acho tambem que pode. Se nao, todos os Shoppings de Salvador ja tariam fechados. Tive la semana passada e tao tudo abertinho, abertinho…

    Agora, que economicamente é muitissimo melhor cobrar, nao precisa ser nenhum genio da economia liberal, como esse tal de Friedman, para responder que sim.

    Bem… melhor pra quem?

    Abracos,

    Roberto

  • Marcelo e Pacelli,

    Existe uma coisa em comum entre vocês: a falta de postura e educação. Para vocês argumentarem com palavrões é porque, na insignificância do texto, a verdade incomoda.

    A visão mercadológica é incompatível com a Universidade, que prisma pela reflexão crítica, pelo sentido social e pela produção do conhecimento em prol do ser humano e do desenvolvimento do país.

    A visão mercadológica jamais irá prevalecer na UFPE. Ouçam o recado das urnas.

  • Precisamos valorizar este espaço com melhores falas. Ficar discutindo tolices. Sou a favor da cobrança e ainda acho baratíssima. Da mesma forma a zona azul, que por muitos não é levado a sério. De graça somente a minha casa, o meu espaço. Falando-se de estacionamento, tem que cobrar caro para que as pessoas pare um pouquinho e pense no coletivo.

  • A POPULAÇÃO ETÁ CANSADA COM OS AUMENTOS DOS ESTACIONAMENTO DO SHOPPING. É UM ABSURDO SE PAGAR R$4,50, e cada vez mais aumento. O JCPM TEM QUE REFLETIR E BAIXAR O PREÇO DO ESTACIONAMENTO PELA METADE SE QUISER CONTINUAR NADANDO EM DIHEIRO AS CUSTA DO SUOR DO POVO NORDESTINO. AS POSSIBILIDADE DE JCPM GANHAR NA JUSTIÇA É IMENSA, MAS NÃO DORMIRA NOS PROXIMOS ANOS QUE SUA BARBA FICARÁ DE MOLHO. ALGUM DIA IRÁ SE APROVAR LEIS MAIS DURAS CONTRA ESSE TIPO DE COMÉRCIO SEM CONMCORRÊNCIA.

  • Rapaz…fico imaginando quantas pessoas deixam de ir ao shopping por conta do valor do estacionamento??? NENHUMA…até porque esse valor já está “automaticamente” inserido no nosso dia-a-dia… e tambem fiquei pensando aqui: com essa gratuidade momentânea…vai ter gente que vai sentir saudades daquela voz: “favor inserir o cartão de estacionamento Obrigada.”..hauhau…Pessoal, relaxemos, até porque infelizmente não seremos nós quem decidiremos os rumos dessa discussão. Claro que como sociedade somos omissos e não fazemos nada a não ser ficar aqui debatendo, e outros ofendendo aqueles que tem opiniões contrárias. Me digam uma coisa: se na próxima terça-feira (quando vai ser decidida a questão) a justiça der ganho de causa aos nossos queridos empresários, alguém vai deixar de ir ao shopping, hospital etc, por conta da volta da cobrança?? Sabemos que não.

    • Eu deixei de ir ao shopping por conta dos altos preços do estacionamento!
      Hehehe!

    • Concordo plenamente com o argumento de Pierre. No entanto, por essa sua lógica, não haveria qualquer tipo de mobilização social em nenhuma área até que a situação se tornasse insustentável. Se você tem uma opinião, defenda-a com argumentos cabíveis e lógicos.

  • A dica de empreendedorismo do momento é ser flanelinha nos shoppings.
    Com esse problema o município não tem capacidade de lidar.

  • ESTACIONAMENTO GRATUITO: ÔNUS É DO CONSUMIDOR OU DOS EMPRESÁRIOS ?
    Ricardo van der Linden de Vasconcellos Coelho
    Promotor de Justiça. Mestre e PHD em Direito Público
    Email – rvdvcoelho@yahoo.com
    Twitter – @ricardovlcoelho
    Como o espaço em que escrevo para o blog é curto, enumero de forma objetiva algumas razões que garantem a gratuidade nos estacionamentos do Recife e que têm inspirado a nossa luta pelo reconhecimento deste direito, através da Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor do Ministério Público de Pernambuco, assim, em suma:

    NA CONSTITUIÇÃO FEDERAL
    1) O art. 5°, inc. XXXII da Constituição Federal preceitua que o Estado promoverá, na forma da lei, a defesa do consumidor, sendo este elevado a direito fundamental do cidadão;
    2) A nova Lei da gratuidade de estacionamento nº 17.657/10 é completamente diferente das anteriores que tiveram a sua eficácia suspensa pela justiça. Ela legisla sobre Direito Urbanístico (concessão de alvarás e licenciamento de empreendimentos nos espaços urbanos) matéria de competência dos municípios, conforme o art. Art. 30, incs. I e VIII: “Compete aos Municípios legislar sobre assuntos de interesse local e promover, no que couber, adequado ordenamento territorial, mediante planejamento e controle do uso, do parcelamento e da ocupação do solo urbano”;
    3) A intervenção do Estado na propriedade privada é princípio constitucional que se inicia no princípio da função social da propriedade (arts. 5º, XXII e 170, II) e se alastra por milhares de normas jurídicas em todos os níveis da federação, sendo exemplo o Estatuto das Cidades, Lei Federal nº 10.257/01 que assegura gestão democrática por meio da participação da população e o atendimento das necessidades dos cidadãos quanto à qualidade de vida e à justiça social;
    4) A Constituição Federal de 1988, elevou o direito do consumidor a um dos Princípios Gerais da Atividade Econômica conforme o Art. 170 “A ordem econômica, fundada na valorização do trabalho humano e na livre iniciativa, tem por fim assegurar a todos existência digna, conforme os ditames da justiça social, observados os seguintes princípios: V – defesa do consumidor”;
    5) Ao tratar da propriedade urbana, a Constituição Cidadã, em seu artigo 182, parágrafo 2º, impõe que “a propriedade urbana cumpre sua função quando atende às exigências fundamentais de ordenação da cidade expressas no plano diretor”.
    NA LEI FEDERAL Nº 8.078/90 – CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR
    6) O Código de Defesa do Consumidor Lei nº 8.078/90 prevê a devolução em dobro de valores cobrados indevidamente;
    7) Venda casada é expressamente proibida, no Brasil, pelo Código de Defesa do Consumidor (art. 39, I),
    8) A “venda casada” da taxa de estacionamento caracteriza crime contra as relações de consumo (art. 5º, II, da Lei n.º 8.137/90. É caracterizada quando um consumidor, ao adquirir um produto, leva conjuntamente outro seja da mesma espécie ou não;
    9) A defesa do consumidor é uma garantia constitucional. “Direitos que envolvem a obrigação positiva de atuar, legislar e decidir, na política, na lei e na justiça, pela defesa do consumidor” (ZAPATER, 2001, p. 187).
    10) Devem ser observados os princípios constitucionais (e CDC) da “Vulnerabilidade do consumidor” e da “Boa-fé nas relações de consumo”;
    11) Conforme o Art. 4º, III, da Lei nº 8.078/90 CDC, a Política Nacional das Relações de Consumo tem por objetivo o atendimento das necessidades dos consumidores, o respeito à sua dignidade, saúde e segurança, a proteção de seus interesses econômicos, a melhoria da sua qualidade de vida, bem como a transparência e harmonia das relações de consumo, visando a “harmonização dos interesses dos participantes das relações de consumo e compatibilização da proteção do consumidor com a necessidade de desenvolvimento econômico e tecnológico, de modo a viabilizar os princípios nos quais se funda a ordem econômica (art. 170, da Constituição Federal), sempre com base na boa-fé e equilíbrio nas relações entre consumidores e fornecedores; CDC;
    A LEGISLAÇÃO MUNICIPAL
    12) A Lei nº 17.657/10 está vigente desde 09 de dezembro de 2010, e foi descumprida até 01 de junho de 2011, durante 05 meses e 20 dias. Proíbe a cobrança do estacionamento nas vagas exigidas pelo poder público para concessão do “habite-se” do imóvel e da licença de funcionamento. A quantidade de vagas a serem oferecidas gratuitamente depende da área construída e da categoria de uso e atividade. Nas vagas que excedem o quantitativo estabelecido em lei, a cobrança é permitida;
    13) A lei, que vale para todos os imóveis comerciais e de serviços. Prevê multa de mil reais por cada cobrança irregular, e de dois mil reais em caso de reincidência. Se cometer três infrações, o proprietário pode ser punido com a cassação da licença de funcionamento. A Lei não vale para prédios públicos.
    14) Milhares de consumidores foram lesados realizando pagamentos indevidos, desde dezembro de 2010, período em que a Lei nº 17.657/10 não foi respeitada;

    RAZÕES DE FATO
    15) O Ministério Público pretende recuperar estes valores pagos indevidamente desde dezembro de 2010 e revertê-los em ações em favor dos consumidores do Recife;
    16) Milhões de reais foram ilegalmente arrecadados, causando o empobrecimento injustificado do consumidor e o enriquecimento ilícito ou sem causa dos que cobraram a taxa de estacionamento;
    17) Os consumidores da Bahia não pagam desde o ano de 2006 (Lei nº 6.994/06) sem que haja perda de qualidade ou aumento de insegurança. Os serviços gratuitos prestados nestas capitais são iguais ao do Recife, apenas se transfere o ônus da despesa para o condomínio de empresários desonerando o consumidor (hipossuficiente);
    18) Não há diferença de preços praticados nos estados onde há gratuidade ou onde há cobrança da taxa de estacionamento;
    19) Não há desordem, perturbações ou excessos decorrentes do aumento de fluxo de consumidores, sendo este um dos objetivos dos que exercem atividade comercial visando o lucro. A experiência de nossos vizinhos prova esta assertiva;
    20) A não cobrança da taxa de estacionamento aumenta consideravelmente o fluxo de consumidores nos estabelecimentos comerciais, gerando aumento da arrecadação de impostos, geração de empregos e lucros para os empresários;
    21) Há a abertura de novos espaços de lazer para uma considerável parcela da população;
    22) Os aumentos nas tarifas dos estacionamentos nos últimos anos foram muito superiores aos da inflação;
    23) Empreendimentos comerciais licenciados pela edilidade devem se adequar as normas de urbanismo da cidade (oferecendo vagas, etc), bem assim ao interesse coletivo;
    24) O custo de manutenção do condomínio, shopping ou empreendimento já está embutido em outros serviços oferecidos pelos centros comerciais. A cobrança da taxa importa em pagamento em dobro;
    25) O conceito de shopping é um centro de lojas que oferecem facilidades para atrair o consumidor e, dentro delas, está o estacionamento.
    26) os centros comerciais são estabelecimentos que vendem produtos como roupas, utensílios domésticos e móveis, por exemplo, e não poderiam vender vagas de estacionamento, já que não é esse o propósito desse segmento”;
    27) A própria estrutura dos shoppings centers é projeta para o cliente ter mais conforto e segurança, por isso, a área do estacionamento é agregada aos condomínios dos shoppings e faz parte de sua essência, não sendo um serviço adicional, não podendo, portanto, ser tarifado;
    28) Experiência prova que não há queda de qualidade ou segurança;
    29) Ônus deve ser suportado pela parte mais forte e não pelo consumidor hipossuficiente consumidor (princípio do “in dúbio pro misero”). O pagamento quando realizado é feito em duplicidade, uma vez que o valor do estacionamento nunca foi abatido do valor da mercadoria, está embutido no preço, mesmo com a cobrança de estacionamento. O Código de Proteção e Defesa do Consumidor busca a igualdade jurídica onde há desigualdade econômica.
    30) É falácia se afirmar que os custos do estacionamento serão fatalmente repassados aos lojistas, que, por sua vez, os repassarão aos consumidores, embutidos nos preços dos produtos à venda. A experiência da gratuidade nas cidades de Salvador (BA) e Aracaju (SE) mostra exatamente o contrário. O aumento nas vendas permite a redução de preços;
    31) A tese de que a gratuidade representa uma intervenção ilegal do Estado na atividade privada é ridícula, na medida em que o intervencionismo estatal para regulação das atividades privadas está previsto na própria Constituição Federal;

    A JURISPRUDÊNCIA DOS TRIBUNAIS SUPERIORES

    32) Segundo a Jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça: O fim do lucro deve ser entendido de forma ampla, não somente direta como indireta. Superior Tribunal de Justiça – STJ. Resp. 106.888/PR. Min. Rel. César Asfor Rocha. DJ: 05/08/2002. Quem vai a estabelecimento comercial vai consumir. A cobrança de taxa é imposição indireta de consumo ao consumidor.
    33) Assim, ainda que não cobrem entrada, os Shopping Centers visam lucros ao oferecer serviços as pessoas que lá se encontram, mesmo que não adquiram nenhum produto. Conforme entendimento do Superior Tribunal de Justiça – STJ. Resp. 279273/SP. Min. Rel. Ari Pargendler e Min. p/ac. Nancy Andrighi. T3, j. 04/12/2003. DJ: 29/03/2004, p. 230 e RDR, vol. 29, p. 356.

    O CÓDIGO CIVIL BRASILEIRO

    34) Se for permitido ser cobrado estacionamento dos consumidores, os Shopping Centers estarão ferindo dois princípios basilares do moderno modelo de Direito Privado, que são a função social do contrato e o princípio da boa-fé objetiva, insculpidas no Código Civil de 2002 nos artigos 421 e 422. A boa-fé objetiva é horizontal (endógena). Já a função social do contrato é vertical (exógena). São as Cláusulas Gerais do atual Código Civil (sistema aberto). A função precípua da boa-fé objetiva é a limitação da liberdade de contratar e tem dois elementos: o intrínseco, que é a lealdade e a eticidade e no plano extrínseco impõe aos contratantes o respeito a um interesse social (interesse da coletividade) e a normas de ordem pública.
    35) O vigente Código Civil consagra em seu: art. 421 que “A liberdade de contratar será exercida em razão e nos limites da função social do contrato.”;
    36) E em seu art. 422 que: “Os contratantes são obrigados a guardar, assim na conclusão do contrato, como em sua execução, os princípios de probidade e boa-fé.”;
    37) é conhecida de todos a lição de Celso Antônio Bandeira de Mello a respeito da violação dos Princípios em relação à segurança jurídica e a paz social:

    “Violar um princípio é muito mais grave que transgredir uma norma qualquer. A desatenção ao princípio implica ofensa não apenas a um específico mandamento obrigatório, mas o todo o sistema de comandos. É a mais grave forma de ilegalidade e inconstitucionalidade, conforme o escalão do princípio atingido, porque representa insurgência contra todo o sistema, subversão de seus valores fundamentais, contumélia irremessível a seu arcabouço lógico e corrosão de sua estrutura mestra. Isso porque, com ofendê-lo, abatem-se as vigas que o sustêm e alui-se toda a estrutura nelas esforçada”. MELLO, Celso Antonio Bandeira de. Curso de Direito Administrativo, 2005, pág. 903.

    Assim, sobejam razões para que a gratuidade dos estacionamentos do Recife prevaleça, assegurando a liberdade de ir e vir, equilibrando as relações de consumo e minorando a vulnerabilidade dos consumidores vitimados por atos ilícitos de má fé.

    Nesta luta, são oportunas as palavras de Ihering “só na luta os cidadãos encontrarão o direito, pois o Direito não é apenas uma teoria pura, mas uma força viva. Por isso a justiça sustenta numa das mãos a balança, em que pesa o Direito, e na outra a espada, que serve para o defender. Sem a balança a espada é a violência bruta e sem a espada a balança é a fraqueza do Direito… O direito não é uma pura teoria, mas uma força viva. Todos os direitos da humanidade foram conseguidos na luta. O direito é um trabalho incessante, não somente dos poderes públicos, mas da nação inteira…Quem rasteja como um verme não pode se queixar de ser pisoteado”. Vamos nos manter mobilizados, protestando e lutando pelos direitos de cidadania. É chegada a hora de mostrarmos que o Direito não é instrumento das elites e a serviço da manutenção de um “status quo”.

    • Parabéns, Promotor.

      A sua luta é nossa também.

      Ainda bem que o MP está atento a esse descumprimento da lei municipal por parte desses empresários urubus.

  • Quando ser CIDADÃO se reduz em ser CONSUMIDOR de bens ou USUÁRIO, todas as outras dimensões da cidadania passam a orbitar em torno desse “direito” ao consumo. Jamais obteremos assim uma cidadania plena.
    Quando vejo a Presidenta dizer que sonha com dia que o Brasil será um país de classe média, tenho pesadelos com isso! pq se o modelo de classe média for esse que está aí posto: Uma classe que é mais MEDÍOCRE que média, mais preocupada em conservar seus PRIVILÉGIOS que a conquista dos direitos coletivos, que acaricia um cão rabugento na rua e se enoja de uma criança dormindo na calçada, que “defende” o meio ambiente ao passo que é a própria criadora da demanda com seu padrão de CONSUMO que se confunde com padrão de vida, andam com bolsas ecológicas para não agredirem a natureza mas não largam o automóvel, se diz moderna mas conserva até hoje uma escrava (empregada) doméstica que se anula enquanto ser para que o patrão possa sem mais.
    Acho que vocês merecem o shopping de JCPM, que aliás estará inaugurando em breve mais um, que a pedido dos “ambientalistas” da classe média será totalmente integrado com a natureza: Dentro do mangue, que viverá lotado com gente como vocês.
    Continuarei sendo POBRE, se ser classe média for isso!
    Tenho muito nojo de vocês!

    • Tirando a última frase, comentário perfeito. Muito inteligente. Um leitura rigorosa dos fatos.
      Parabéns.

    • Então se mata cara!!!

      • Não, pq não vivo a incoerência da classe de vcs. Se vivesse com certeza preferiria a morte que essa vida nojenta. Mas estamos nos organizando, para derrubar vcs do cavalo.

        • César, algumas pessoas não suportam a verdade. Preferem viver dentro de uma vida de mentiras, tal como uma Matrix.

  • Bem, como pessoa simples que sou, fico pensando, que quem vai ao shopping sabe que tem custos diferenciados devido ao conforto. Quem vai de carro tem que pagar se quiser ter um pouco de segurança, se não, estaciona na rua, por quê não? Quando vou ao centro do Recife pago Zona Azul e a única garantia que tenho por duas horas, é a de que não vou ser multada, se não tiver Zona Azul, tem flanelinha que não garante nada e ainda pode ser o algoz, lojista do centro não paga meu prejuízo se me roubarem um notebook de dentro do carro, se o arranharem, dentre outros eventos. Quando vamos ao aeroporto pagamos R$ 6,00 no mínimo por essa permanência, não deveria ser gratuito também por ser do governo, ou seja, do povo? Ou mais barato? Acho que se disponibilizo um serviço a lei me impõe obrigações, então porque não cobrar pelo meu serviço? As tarifas devem ser revisadas, talvez obedecer algumas regras instituídas pelo Poder Público para a definição do valor, mas gratuitamente, não. Se a própria Administração Pública faz cobranças, porque o cidadão que investiu, emprega, paga impostos por suas atividades deve ser limitado a esse ponto? Limites de valor, sim, gratuidade não, ninguém é obrigado a trabalhar de graça, alguém aqui faz isso? No final, isso vai recair sobre os valores de aluguel dos lojistas e eles irão repassar mesmo, e com razão. Não sejamos inocentes, quem produz paga imposto, e quer ter retorno. Combater abusos é o papel do MP, é o nosso papel, mas não é o que parece estar acontecendo.

  • Completando o comentário. Me parece um exagero a gratuidade.

  • É exagero e acaba criando o tumulto que está criando.

    Tudo bem que isso é fogo de palha somado ao fato de que o dia dos namorados está aí.

    Acho apenas que cobrar o que estavam cobrando é ridículo. A cobrança estava muito acima do padrão da maioria dos pernambucanos.

    Seria uma forma de selecionar seus consumidores???

    Abçs.

    ___________________________________________________

    RATIFICAÇÃO DE INEXIGIBILIDADE DE LICITAÇÃO

    Reconheço e ratifico a inexigibilidade de licitação, mediante as razões do Parecer nº 47/2011, da Comissão Permanente de Licitação – CPL/OSE, e Parecer nº 1134/2011 – CJ, da Consultoria Jurídica, para contratação das empresas DP (Diário de Pernambuco?)- PAR PARTICIPAÇÃO INVESTIMENTOS E SERVIÇOS S/A, EDITORA JORNAL DO COMMERCIO S/A, e ANTARES COMUNICAÇÃO E REPRESENTAÇÕES LTDA , objetivando a publicação de Nota de Esclarecimento sobre a greve dos servidores do Poder Judiciário Estadual, nos jornais Diário de Pernambuco, Jornal do Commercio e Folha de Pernambuco, pelo valor unitário de R$ 10.360,00 (dez mil, trezentos e sessenta reais), R$ 10.120,00 (dez mil, cento e vinte reais) e R$ 7.560,00 (sete mil, quinhentos e sessenta reais), respectivamente, totalizando o valor de R$ 28.040,00 (vinte e oito mil e quarenta reais), com fulcro no art. 25, caput, da Lei nº 8666/93.

  • Pierre, se o Shopping Center não é um espaço público, e sim um ambiente privado, então porque eu fui multado lá dentro do estacionamento do shopping Recife? Ora, na hora de dar multa é um ambiente público, na hora de pagar o estacionamento é um ambiente privado???

    • Verdade isso martin? Multado no shopping? Dentro mesmo? Depois de passar a cancela? Porque eu já estacionei em cima da grama, naquele parque das esculturas e nunca fui multada.

      • As vias, em qualquer lugar, continuam sendo vias.

        Mas tb acho muito estranho faltar agentes para auxiliar o trânsito, mas ter agente para multar dentro de shopping.

  • Shopping Center não é parque público nem tão pouco fonte de lucro e enriquecimento sem causa justificada. estamos enriquecendo o Paes Mendonça. O que falta é vergonha nesse país. Vamos ver se a lei é essa vergonha e resolve o proplema.

  • Como a população não se sentir dona?

    Shopping Recifeee presente na sua vida !
    Shopping Recifee presente na sua vida!

    Esse jingle mata a questão, os shoppings se vendem como propriedade e amigo na vida dos consumidores.
    Como não pensar em uma população que consome tanto, não fazer protesto por algo que ela acha essencial.
    Quando a tarifa de ônibus sobe, há greve, quando sobe preço dos carros há reclamação, quando o preço do tablet está alto há campanhas na internet.
    Perceberam que isso são replicas contrárias do capitalismo, quando você quer aumentar o valor de algo que para o consumidor desse algo é necessário, existirá uma barreira.
    Lembra da famosa frase que todos gritam aos quatro ventos e é tão reproduzida que virou uma verdade para todos, como algo atemporal, e necessário?
    – ” O cliente têm razão”!

    Pois é, o cliente têm razão!

  • Pois eu no começo gostei desse negócio de estacionamento gratuito, mas agora espero que Seu João Carlos consiga outra liminar pra voltar a cobrar o estacionamento e suba o preço, pois está IMPOSSÍVEL ir de carro ao Shopping Recife. está um inferno, filas enormes sábado de manhã e a tarde pra entrar. Que povo terrível, é só dizer a palavra “grátis” que o povo corre achando que está levando alguma vantagem. Povo burro, gastando gasolina pra ficar andando pelos corredores do shopping, as lojas vazias e os corredores cheios, que coisa mias burra e inútil.

  • Acho que o grande problema é que estão misturando dois assuntos distintos.

    Uma coisa é a isenção da taxa de estacionamento para quem utiliza os serviços do shopping. Enfim, que gere algum tipo de consumo. Entraria aí a questão da já tão questionada “consumação mínima”. Nesse sentido acho até que caberia alguma discussão. Se vou ao Shopping e gasto R$ 300,00 em uma ou várias lojas, por que pagar o estacionamento?

    Outra coisa é a gratuidade geral e irrestrita. Não é justo com o empresário que ele disponibilize seu espaço, arque com todo o custo de segurança e infraestrutura, pra você estacionar seu carro e visitar o seu amigo no prédio ao lado do Shopping, ou pra você trabalhar num dos empresariais do entorno. Isso é ridículo! Querer fazer graça com a grana alheia é demais!

    Pior que pagar estacionamento de Shopping é pagar zona azul e não ter garantia nenhuma. Pior que pagar estacionamento de Shopping é pagar estacionamento da PCR, do aeroporto (esse sim, um verdadeiro assalto). Pior que pagar estacionamento de Shopping é ter de aceitar um flanelinha te cobrando por uma vaga e uma segurança que deveria ser obrigação do governo. Pior que pagar estacionamento de Shopping é pagar IPVA e ter de pagar conserto do carro porque caiu num dos buracos das ruas do Recife ou porque entrou água num dos alagamentos dessa cidade.

    O MP tão zeloso no cumprimento do seu dever, deveria se preocupar muito mais com o descumprimento de outras leis muito mais nobres e caras à população como acesso à saúde, água, esgoto, educação e tantas outras. O resto é firula demais pro meu gosto!!

    • Concordo com você Douglas, o MPPE deveria se preocupar com esse preço de gasolina que é igual na maioria dos postos de combustível do estado. Isso não é formação de cartel não? Com a palavra o Dr. Ricardo V. Coelho!!!

  • Patricia,

    Acho que vc não é muito boa da cabeça. Tá louca, querida. Defender Shoppings Centers! Deixa que eles têm melhores advogados – inclusive mais sanos e inteligentes – que vc para fazer essa tarefa. Vai cuidar da tua vida e deixa que o shopping cuida da dele. De minha parte, como consumidor, apenas posso defender medidas que venha a me beneficiar.

    Beijinhos,

    Robertp

    • bem, parece que já estão se virando, o Tacaruna deve estar economizando no ar-condicionado……

  • Quero estacionar gratuitamente meu veículo, basta de flanelinhas e de Shoppings!.
    Ter assegurado meu direito de ir e vir.

  • Foda-se o capitalismo selvagem!!!!OHOHOH…

  • O grande problema é que o espaço que antes era público, foi privatizado. O conceito de shopping center se apropria da noção de espaço público confundido-a com atividade capitalista. Se hoje queremos ir a um cinema, por exemplo, temos que ir ao shopping center e temos que pagar por isso. Se anteriormente eles franqueavam o estacionamento e tinham lucro, hoje tem lucros extraordinários que deveriam ser tributados muito mais energicamente. Aí eu queria ver se eles não reverteriam à situação anterior. É o poder público que falha ao se tornar voluntariamente servil a tais interesses privados.

  • Acho que a questão não é cobrar ou não. Eu não me incomodaria de pagar 1 real. Até dois. Meu carro está “seguro e na sombra”, na grande maioria dos casos, mas o maior problema é o preço abusivo que provoca a revolta no consumidor. Por passar meia-hora pra fazer um lanche, pegar algum produto rapidamente ou, como citaram, ir ver um filme, que é independente do shopping, eu serei obrigado a pagar R$4,50. Com acréscimo de 1 real por fração de hora depois de um tempo “x”. E o pior é que nem sempre ele está realmente seguro. Shoppings são um dos principais alvos de roubos de carro, só que essa informação eles não divulgam. Se eu pago R$4,50, não é só pela vaga, é pela segurança. E nem sempre é isso que me fornecem.

  • se até nos aeroportos (INFRAERO) cobram estacionamento, porque o shopping não poderiam cobrar? Ou será que tem alguma lei para não cobrar estacionamento no aerporto, tipo comprou passagem aérea, não paga?

  • Não pode cobrar não…

  • Muita gente fala da gratuidade do estacionamento em troca de uma parte do consumo, mas isso é algo que deve ser decisão do dono do estabelecimento.

    CORRIGINDO: Não do dono do estabelecimento, mas do shopping, visto que é ele que efetua a cobrança do estacionamento.

    Há uma lei municipal que obriga os estabelecimentos a colocarem um determinado número de vagas para carros, o que por si só já é fora de lógica, pois continua fomentando a idéia de que o bom mesmo é o transporte individual, mas isso é outro assunto.

    CORRIGINDO: Fomenta a idéia de que a cada 50 veículos (clientes ou não) que o shopping tem, deve haver obrigatoriamente uma certa quantidade de vagas para estacionamento, em nada diz que bom mesmo é o transporte individual. Não distorça as coisas. Quando não há condições de oferecimento de estacionamento, o estabelecimento deve oferecer o serviço de manobrista (mesmo que estacione na rua).

    Mas tudo isso tem um preço. O estacionamento é apenas um deles. O restante é repassado ao consumidor sobre a forma de preços mais altos. Como o mercado de shoppings em Recife é monopolista, a indústria sempre maximiza seus lucros. É inevitável o repasse.

    CORRIGINDO: Todo mundo sabe que os preços em shoppings são mais altos, isso devido ao próprio custo do lojista, logo não precisa cobrar mais em estacionamento, e a preços altíssimos, diga-se de passagem.

    O sentimento da classe média é a de que é extorquido nos estacionamentos dos shoppings e isto deveria ser obrigação do estabelecimento. Mas esquece ele que foi consumir lá porque quis, ninguém o obrigou. O consumidor que acredita que ali é passeio público, mas não é. E o que mais se vê são pessoas andando nos shoppings feito BARATA TONTA, de um lado para o outro, sem comprar nada.

    CORRIGINDO: È muito difícil uma pessoa ir ao shopping, passar horas, e não comprar NADA. Termina ao menos fazendo um lanche.

    Se ocorre, é única e exclusivamente por falhas dos vendedores, que são INCOMPETENTES.

    E isso de chamar as pessoas ou os clientes de BARATA TONTA chega a ser uma ofensa.

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MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).