Sobre eleições, pesquisas, transferência de votos…

mai 31, 2010 by     10 Comentários    Postado em: Economia

Juan Manuel Santos e Antanas Mockus

Acho que Miriam Leitão deveria deixar de tentar (lá se vão uns 30 anos de tentativa) de ser comentarista de economia. Ela se sai bem melhor quando fala das coisas lá fora, já quando inventa de falar sobre o Brasil… Esse é o segundo post do blog dela que reproduzo (o primeiro foi sobre o Haiti):

Na Colômbia, pesquisas erram e resultado surpreende
por Miriam Leitão

A eleição na Colômbia não foi definida no primeiro turno, mas foi muito interessante, porque neste ano, a grande pergunta é: até que ponto um presidente transfere popularidade para seu candidato? Na Colômbia, as eleições surpreenderam, porque as pesquisas estavam dando que Juan Manuel Santos estava empatado com o candidato da oposição, Antanas Mockus. Mas aí vieram os votos e nós sabemos que decisão é na urna. O candidato de Uribe, então, teve 46,6% e não 35%, como diziam as pesquisas; e o adversário, 21,5%, menos que os 32% previstos. As pesquisas erraram muito.

O resultado mostrou que o presidente está conseguindo transferir sua popularidade. Santos não foi eleito no primeiro turno, mas foi muito melhor do que as pesquisas diziam. É bem possível que ele ganhe, sim, as eleições, porque os votos do terceiro colocado (10%) talvez migrem para ele.

Um outro teste que teve a respeito desta mesma questão – quanto de popularidade um presidente consegue transferir para seu candidato – foi no Chile. Lá, a ex-presidente Michelle Bachelet, que à época tinha quase 80% de aprovação, não elegeu seu candidato. Mas é bem verdade que ela não participou da campanha, ao contrário do que acontece aqui, onde o presidente já foi multado quatro vezes pela Justiça Eleitoral. Agora, o terceiro grande teste será no Brasil.

A Colômbia tem um quadro econômico pior que o nosso. A taxa de desemprego de 12% e o cansaço com as denúncias de corrupção explicam o fato de o candidato do presidente não ganhar no primeiro turno.

A eleição lá é interessante, porque todo mundo estava achando que os eleitores estavam cansados daquele discurso de sempre de combate à guerrilha. Juan Manuel Santos fez esse discurso, mas aparentemente, grande parte dos colombianos optou pela continuidade.

10 Comentários + Add Comentário

  • 2 discordâncias:

    1 – O candidato de Uribe só não ganhou pq os aliados dele se dividiram em várias candidaturas;

    2 – Ela esqueceu do Uruguai.

  • Qualquer semelhança é mera coincidência…

    NO CHILE – Bachelet, embora aprovadíssima pelos chilenos – índices estratoféricos – de esquerda mas, justiça seja feita não era uma figura que abusava do carisma (Bachelet não é Lula); mesmo fazendo o jogo “passado x presente”, ela atuou nos estritos limites da lei eleitoral, coisa que Lula ignora. Resultado: BACHELET NÃO CONSEGUIU TRANSFERIR VOTOS E ELEGER SEU CANDIDATO

    NA COLôMBIA – Uribe, praticamente isolado no cone sul, bem avaliado pela população, de direita, com os institutos de pesquisas, a imprensa mundo afora, inclusive a nossa, já vibrava com a possibilidade da derrota de seu candidato. Resultado:CANDIDATO DE URIBE DISPARA … Na ressaca, institutos de pesquisas colombianos e a imprensa do mundão afora tentam explicar o que aconteceu.

    Pois é, Bahé.

    A origem do ódio que parte da América ‘Latrina’ (Venezuela, Brasil, et caterva), nutre por Uribe é pelo seu sucesso no combate ao terroristas das Farc. E la nave va!

    Helena Vasconcelos

  • Miriam Leitão não falou que a eleição está sendo questionada.

    Existem vários indicio de fraudes.

    Não foram as pesquisas que erram, foram as fraudes que as modificaram.

    • Fraude? Só porque o candidato de Hugo Chaves perdeu de lavada? Deixa de delirar, ALF… Já basta a gangue “bolivariana” ter tomado de assalta quase toda a América Latina e você tá reclamando da Colômbia, único foco de resistência ainda existente?

      Aliás, vou partir para o seu argumento favorito: Onde estão os tais indícios de fraudes? Bora, cadê?

  • Pesquisas errando resultado, acontece constantemente aqui também. E não é só pesquisa eleitoral que erra, previsão de tempo também, quando é previsto na capital pernambucana; dia de sol forte sem nuvens, é chuva quase certa! Agora leiam com atenção o post, existe nele uma mensagem escondida bem escancarada da pseuda jornalista Miriam Leitão.

  • Aqui vai ser um pouco diferente.
    Se Lula, com toda a sua “força e prestígio” não liquidar a fatura no primeiro turno, vai ser “caixão e vela preta” no segundo.
    O caixão vai para Lula e as velas para Dilma.

  • Nao domino muito economia, mas sinto que Mirian Leitao nao manja muito dela… Nao domino relações internacionais mas vejo claramente,há anos,que a direita colombiana é manobrada pelo imperio do norte,que “sabe-se lá por que razão” a usa como pretexto a sua guerra ao terrorismo.Sei, apenas,que se Dilma ganhar… Bye,Bye Brasil!!!

    • Bye, bye Brasil dos poucos, be welcome Brasil dos muitos.

  • Geralmente, quando o título das reportagens de Míriam possuem “MAS”, é sinal que é ruim.

  • [...] Acabei de ler isso no Blog de Eduardo Guimarães sobre a eleição na Colômbia. Enquanto isso, Miriam Leitão tem uma opinião bem mais idílica desse processo eleitoral (espanta-se com os erros das [...]

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MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).