Projeto das Cotas sociais e Raciais nas Universidades Públicas é aprovado. E você, o que acha disso?

ago 8, 2012 by     61 Comentários    Postado em: Educação

O Senado aprovou ontem o Projeto de Lei que trata da aplicação de cotas sociais e raciais para as universidades públicas.

A partir da entrada da lei em vigor, 50% das vagas serão destinadas a estudantes oriundos de escolas públicas.

Dentro desta cota de 50%, ainda serão aplicadas cotas raciais e para estudantes muito pobres.

A reserva de vagas será aplicada por curso e turno. A ideia é que as cotas vigorem por 10 anos.

discutimos este assunto no Acerto de Contas. A cota social é aceita pela maioria, mas a racial não.

É um assunto polêmico, mas é preciso reconhecer que é eficaz na diminuição da desigualdade, na maioria dos casos.

Mas vários problemas irão surgir da aplicação das cotas, e as universidades não estão preparadas para isso.

As bibliotecas estão péssimas, principalmente quando falamos em disponibilidade de livros para alunos de graduação.

Além disso, será inevitável termos um aumento de retenção de alunos, já que teoricamente (eu disse teoricamente), teremos maior número de alunos com problemas de formação básica.

No fundo, tudo isso é apenas o reconhecimento de que a educação pública é um lixo.

Na eleição de Reitor da UFPE, defendi a aplicação das cotas, em detrimento do sistema atual, que bonifica em 10% a nota do aluno de escola pública. Esta metodologia atual é quase uma esmola, e ainda dá margem a interpretações equivocadas, como a de que as escolas públicas melhoraram, pois os primeiros lugares do vestibular estariam saindo de lá.

Mas ainda discutirei este assunto no Acerto de Contas com mais detalhes.

E você, o que acha da aprovação da Lei?

Em relação às cotas nas universidades, você…

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61 Comentários + Add Comentário

  • O ponto positivo e que vale por 10 anos, embora essas coisas possam ser prorrogadas indefinidamente no Brasil.

    Os negativos… Se a cota for uma vaga garantida, independente da performance no vestibular é um equivoco. Ou o estudante tem um preparo mínimo para entrar na universidade ou não tem. Empurrar gente despreparada para dentro da universidade é jogar dinheiro fora – a retenção e o número de abandonos aumentam , desperdiçando vagas. Melhor seria um sistema de handicap com um bônus na nota até um limite.

    Sou contra cotas raciais.

    Finalmente, deveria ter um prazo para implementar, escalonando a percentagem, me parece injusto com quem investiu numa boa formação ter 50% a menos de vagas desde ja. Nem todos que freqüentam a escola particular são ricos. Tem gente que entende o valor de uma boa educação e se desdobra para financiar uma para os filhos.

    • “A verdadeira igualdade consiste em tratar-se igualmente os iguais e desigualmente os desiguais a medida em que se desigualem ” +1

      • Exatamente !!! Quer tal se investir pesado na educação pública básica ? o futuro começa na educação básica, o ensino superior de qualidade é consequência da educação básica de qualidade.

        • O mesmo pedido deveria ter sido feito no governo anterior. Hoje faz não com a finalidade
          de resolver o problema da educação, mas de forma ideológica.

        • Meu amigo, isto deveria estar acontecendo desde Dom Pedro I !!!! Quem leva para o lado ideológico é o PT, partido dos mensaleiros, com cotinhas para agradar os eleitores. Você tá parecendo o ALF, Bom de Boca Ruim de Cérebro.

        • Concordo… Alem dq, todos tem direito a educacao e saude… E lsso independe de classr social.

      • Agora professor de universidade pública vai ter que dar aula! E não somente indicar livros para o aluno estudar, por que chegou com base do São luís, Motivo, etc!
        E a universidade não vai se preocupar. onde colocar os carros dos alunos!

    • Concordo com você Lucas. Muitos pais reconhecem a importância da educação na vida dos filhos e se esforçam para que eles tenham uma educação de qualidade, nem todos os que estudam em escolas particulares são ricos, muitos são bolsistas e muitos outros tem pais que trabalham muito para que seus filhos tenham uma educação de qualidade. Ao contrário do governo, muitos brasileiros se esforçam para ter e oferecer a seus filhos uma educação básica com um mínimo de descência.

  • Sou contra as cotas raciais e sociais. Como disse anteriormente no post das “piriguetes”, porque não se aumenta o salário e a qualificação (critérios rígidos de seleção) dos professores da escola pública ? Por que não se melhora a estrutura das escolas públicas: laboratórios, computadores etc… ? O colega Alberto, em postagem anterior, no post das “piriguetes” foi muito feliz ao dizer: “E o governo também não está preocupado em “ensinar as pessoas a pescar” pois sabe que isso levaria muito tempo e perderia votos, já que o próprio povo adora essas facilidades dadas pelo governo que por sua vez precisa dos votos, do apoio e da aprovação desses dependentes alienados. Estudar e trabalhar são coisas muito chatas, difíceis e cansativas, portanto o governo não quer submeter o povo a essa tortura, prefere facilitar a vida do povão, dando tudo de graça (e quem paga, claro, é quem trabalha, afinal alguém tem que bancar essa festa). Além do mais, quanto menos massa crítica e pensante para o governo melhor.” Como disse, o colega Alberto, foi muito feliz na sua colocação. Eu tive colegas na UFPE , inteligentíssimos , de origem humilde, estudantes da escola pública, e que eram alunos que se destacavam no curso de economia. Vejam o caso da Coreia:

    http://www.youtube.com/watch?v=uFmeh9_UzNI&feature=related

    Vejam o caso da Finlândia :

    http://www.youtube.com/watch?v=AC-6d_lFurY&feature=related

    • Pô, Paulo, mas aí comparar a educação do Brasil com a da Finlândia já é humilhação.

      É como comparar Rolls-Royce (Finlândia) com carrinho de rolimã (Brasil).

      O único lugar em que o Brasil supera a Finlândia e a Coréia do Sul é nas propagandas mentirosas do governo.

      • Everton,

        Você tá vendo o que eles são hoje. Não está vendo todo o caminho percorrido para chegar ao que eles são hoje. O Brasil quer tomar um atalho…Dá uma olhadinha no outro vídeo, o da Coreia.

  • Obviamente isso vai aumentar a manobra que já ví muita gente fazendo: Estuda o Ensino Médio na pública enquanto faz pré-vestibular no gge de tarde.

    Acho que é preciso incluir mais aqueles que não têm condição de pagar escolas particulares nas universidades públicas, porém 50% é um percentual no mínimo canalha… É de mais… Além disso, melhor do que RESERVAR vagas talvez fosse dar aos alunos de escola pública um acréscimo percentual na nota: se o aluno tirar 5,0 aumentasse em 10% sua nota e ficaria com 5,5; isso daria a ele uma grande vantagem, mas uma vantagem ao menos calculada em cima do seu mérito…

    Além disso, por escolas públicas entendesse colégios como o Aplicação? Além deles contarem com uma equipe de professores de um nível difícil de se ver nas particulares, muitos dos alunos do CAP que eu vejo enquanto pago cadeira no Centro de Educação da UFPE parecem passar longe de serem pobres, andam bem arrumados, tênis caros e jeans de marca. É uma escola pública de referência abarrotada até a boca com alunos de famílias com grana, seria injusto reservar essas escolas apenas para pobres, mas daí pra colocar esses alunos em cotas, não parece certo.

    Não defendo a pura meritocracia… Mas está óbvio que estas cotas precisam ser melhor pensadas…

    • O Aplicação não entra nas cotas. Abraços.

  • Demetrio Magnoli passa vergonha para responder, em inglês, porque é contra as cotas:

    http://revistaforum.com.br/idelberavelar/2012/05/17/debate-na-al-jazeera-sobre-o-racismo-brasileiro-e-as-cotas-para-negros-na-universidade/#comments

    http://alexcastro.com.br/o-peso-da-historia-a-escravidao-e-as-cotas

    O Peso da História: A Escravidão e as Cotas

    A História ainda é uma bola de ferro que os descendentes dos escravos arrastam pelos tornozelos. Os efeitos nocivos da escravidão continuam afetando os bisnetos de suas vítimas diretas.

    Eu (n.1974) cursei o ensino fundamental no Colégio Santo Agostinho, o médio na Escola Americana do Rio de Janeiro e, depois, História no IFCS/UFRJ (’99) porque meu pai cresceu em Botafogo, fez o ensino médio no Colégio Andrews e se formou bacharel em Economia (’70) pela mesma UFRJ.

    Meu pai (n.1946) estudou na UFRJ porque meu avô estudou engenharia no Instituto Eletrotécnico de Itajubá, atual Universidade Federal de Itajubá (’38) e trabalhou durante muitos anos para a Chesf (Companhia Hidro-Elétrica do São Francisco), inclusive nas obras do Complexo Hidrelétrico de Paulo Afonso.

    Meu avô (n.1909) foi engenheiro porque meu bisavô (n.1876) saiu do Mato Grosso (onde seu pai, veterano do Paraguai, estava servindo desde a guerra) pra estudar no Colégio Militar do Rio de Janeiro, onde foi comandante-aluno de 1897, depois formando-se engenheiro militar, participando do episódio dos 18 de Forte e reformando-se coronel.

    Em 1888, com 12 anos de idade, meu bisavô estudava na capital do Império, em um dos melhores colégios públicos do país, com bolsa integral, soldo e emprego garantido após a formatura.

    Se, ao invés disso, nesse mesmo ano, ele tivesse sido libertado (leia-se posto pra fora de casa) com a roupa do corpo, analfabeto e despreparado, sem conhecer pai e mãe, desprovido de qualquer poupança ou bens*, teriam seus descendentes estudado nas melhores escolas e universidades do país e feito parte da elite brasileira?

    Sem esse capital socio-econômico e cultural acumulado pelo meu bisavô em 1888 (para não irmos mais longe), onde teria ido parar a cadeia de acontecimentos que desembocou na minha vida? Estaria eu, nesse momento, sadio e medindo 1,80m, cursando um doutorado em Nova Orleans e escrevendo essas linhas? Dentre minhas realizações, quantas são exclusivamente por mérito meu e quantas são consequência direta da vida privilegiada que eu e meus antepassados levamos? Que tipo de dívida EU tenho com as pessoas que não tiveram tanta sorte? Será ético simplesmente dizer “sorte minha, azar deles, e foda-se, hoje já nivelou tudo e no vestibular todos têm chances iguais”?

    Dado que os efeitos nocivos da escravidão ainda se fazem sentir na pele dos descendentes das vítimas, não é tarde demais para serem indenizados pelo Estado.

    E as cotas são um bom começo.

    * * *

    *Riqueza [wealth] é um indicador mais importante de desigualdade racial do que renda pois, ao ser transmitida de uma geração a outra, acaba reproduzindo injustiças históricas ao longo do tempo. Por exemplo, nos Estados Unidos hoje, enquanto a renda dos negros é 75% da dos brancos, sua riqueza líquida é de somente 18%. (Telles, 116, Mills, 37-38)

  • Não concordo com nenhum tipo de cota. As cotas raciais dispensam qualquer tipo de comentário, visto que gera um preconceito e não “reduz” como eles afirmam. Além disso, não é a cor da minha pele que define meu nível de inteligência e também não é essa “ajuda” que vai apagar os anos de opressão e humilhação sofrido pelos negros e indíos que eram escravizados. Quanto as cotas sociais, elas são apenas uma forma que o governo encontrou para resolver um problema da educação básica, que vai acabar gerando um outro problema, o aumento da evasão ou, pior, a baixa qualidade do ensino superior, pois os professores precisarão nivelar as turmas e, teoricamente, metade da turma tem problemas com a formação básica.

    • Concordo:
      Vai na contramão da diminuição do racismo
      Piora o ensino, nivelando por baixo para que os não preparados possam acompanhar
      No final, haverá receio de contratar profesionaias, suspeitos de ter entrado na universidade pelo sistema de cotas e não por sua preparação

      Melhorem a educação básica

  • Esse governo palhaço do Brasil tá pouco se lixando para a educação. Ele vai educar a população para que? Para o povo ficar menos ignorante e criticar o governo?

    O governo quer é sustentar o povão com esmolas e migalhas e manter ele na alienação e assistindo as piriguetes nas novelas emburrecedoras. Para o governo, quanto menos educado for o povo, melhor.

    A única preocupação do governo é fazer demagogia barata em cima da miséria e ignorância alheias para conseguir votos e números.

    Esse governo de faz de conta só se preocupa com a aparência e não com o conteúdo. O que dá voto é a aparência. Esse é o governo da maquiagem, do disfarçe, da manipulaçao e da enganação.

  • Nesse país de perdedores e preguiçosos, caminhamos a passos largos para o fundo do poço.
    Academia é campo exclusivo do mérito, nada mais.
    Assim, considerando que a porta da frente é a única que vale à pena ser atravessada, cabe aos que se sentem desprestigiados lutar para serem preparados a perfilar, em pé de igualdade, com todos os demais, na linha de partida. Tão só, pois a partir daí, só o esforço individual deverá contar para os resultados.
    Essa esquerdopatia vigente está nos levando, celeremente, para o último vagão da história.

    PS: aqui fala um ex-pobrinho, que lutou e venceu SEM COTAS OU PALHAÇADAS DO GÊNERO.

  • Só em um país como Brasil onde 80% da população é miscigenada para se falar de cota racial!

    • Sou contra as cotas racias. Acredito que o governo deveria se preocupar em oferecer uma educação publica de qualidade para todos e ai sim veriamos um verdadeiro salto de qualidade. Como o XCO a população de Brasil é muito miscigenada. Me lemro que a alguns anos visitei o museu do holocausto em Washington…lá existe um item em exposição que me deixou abismado. Um KIT com amostras de cabelos, olhos, pele…etc era usado para identificar por comparação quem era ariano puro. Ou seja, era um instrumento para tribunais raciais. Ai fica a questão….quem julga qual a raça da pessoa? Fico imaginando a questão chegando aos tribunais. Ai veremos os magistrados, TJ, STJ, STF dizendo quem é negro, indio, branco, amarelo. É triste imaginar esses possiveis “tribunais raciais”.

    • Se pessoas com determinadas características fenotípicas sofrem preconceito relacionado a isso, a porcentagem de miscigenação é irrelevante.

      Se um mesmo casal tem dois filhos, sendo um deles branco e outro moreno, e portanto, somente o segundo sendo vítima de racismo, então somente o segundo filho deve ter direito a cotas. Simples assim.

      Ambos seriam filhos de um casal miscigenado, mas só quem é vítima de preceito deve ser o alvo de ações de combate ao preconceito.

  • Eu quero saber como fica a situação de um aluno que se esforça para pagar uns 100 , 120 reais de uma mensalidade de escola particular. Boa parte das escolas particulares, principalmente no interior cobra em torno desse valor. Acham que basta estudar em escola particular para ter acesso a uma educação de 1º qualidade? Pensam que todas são do nível do Equipe, GGE, etc? O coitado terá um ensino deficiente e mesmo assim terá 50% de vagas a menos para concorrer.

    • Esse ponto que Adriano levantou é muito pertinente. Estamos colocando todas as escolas particulares no mesmo patamar, o que vem a ser o maior equívoco. Estaremos dificultando ainda mais a vida de uma parcela da população que não podendo pagar por uma escola de ponta, mas não querendo que os filhos frequentem os puteiros que são nossas escolas públicas (com raríssimas exceções), se lascam para matricular na escola particular que podem.

    • sim vx ja estudou em escola publica por exemplo, ainda mais d interior mesmo, falta livro, falta recursos, as salas os prof. tm q as vezes dar aula na area ond fik as arvores da escola pq as salas nm ventilador nao tm, as vezes nao é nm pq foram vandalizadas e sim pq p tmpo d estarem ali é mto e nm recurso para concerto nao mandam fora aqles professores q so dao aula por dinheiro e nao para aprendizado do aluno, as cotas raciais sao sim, as sociais nm tantas, mais isto é governo tntando maquiar a educação precaria q tmos os q estudam em escola publica,e um meio d amenizar é separando cotas das quais eles tm q pelo menos fazer enqnto nao criam vergonham na kra e coloquem um ensino de qualidad pq com certeza os filhos dles nao estudam em escola publicas, gent que passa em mais de uma univerdad nao estudam em escolas publicas e em grand maioria nas particulares,e a qstao nao é o aluno so s esforçar, pq s fosse assim nao existiam os prof.,tm materias dos quais so s lendo vx aprend,mas mtas precisam do auxilio do professor do qual irá passar o verdadeiro conhecimento s kso ele cumpra com a profissão q tm q é transmitir aprendizado aos q qrem e nao adquiriram conhecimento

  • Pierre, discordo de você quanto ao sistema atual adotado na UFPE. Acho mais justo bonificar o estudante de escola pública do que reservar uma parcela das vagas a eles. No primeiro caso, o privilégio que o estudante terá só irá beneficiar a ele próprio, já na segunda situação, os concorrentes cotistas fazem um vestibular a parte na qual precisa tirar uma nota muito menor para passar (vide UPE). E 10% de acréscimo sobre a nota total nunca que é esmola, principalmente numa realidade que um décimo a mais faz toda a diferença.

  • DEZ ARGUMENTOS FAVORÁVEIS ÀS POLITICAS DE AÇÕES AFIRMATIVAS E COMPENSATÓRIAS

    1) O Estado brasileiro promoveu a escravidão no país por quatrocentos anos. Logo, este mesmo Estado é sim, responsável em reparar este erro. O Brasil foi, não apenas, o último país do mundo a abolir a escravidão, mas também, o que mais teve escravos na História moderna da humanidade.

    2) A abolição da escravidão em 1888 não foi acompanhada de nenhuma iniciativa em reparar o dano cometido a essa população. Pelo contrário o debate no século XIX girava em torno da indenização aos donos de escravos, pois os escravos eram considerados objetos. Nenhuma medida específica “positiva” foi tomada pelo Estado em relação aos negros – diferentemente das políticas de fomento à imigração, utilizadas a fim de “importar” brancos para o Brasil, dando-lhes terra, financiamento e todo o apoio estatal. Os negros brasileiros conhecem somente a face repressora do Estado, que promoveu a perseguição de suas manifestações culturais e religiosas (samba, capoeira, candomblé e etc.), bem como a coerção física e moral dos próprios negros e que são praticadas até hoje.

    3) A discriminação racial é atestada, ano após ano, pelas estatísticas que comparam a vida de brancos e negros (pretos e pardos) no país: índice de mortalidade, analfabetismo, anos de educação escolar, salários, expectativa de vida, população carcerária, etc. Em TODOS esses indicadores sociais, os negros aparecem em situação de DESVANTAGEM em relação aos brancos. Se as desigualdades sociais têm diminuído em pequena escala no Brasil, as raciais permanecem inalteradas. Não é possível pensar, portanto, que a situação em que vivem os negros é um mero resquício de nosso passado escravagista e que tende a desaparecer ao longo do tempo. A desigualdade racial, após 130 da abolição da escravatura, continua quase inalterada.

    4) As cotas raciais, entre outras medidas de reparação previstas, não atentam contra a Constituição brasileira, pois, nesta está prevista não apenas a igualdade processual perante a lei, mas igualdade de RESULTADOS. Afinal, não é a primeira vez que o país adota medidas de discriminação positiva, compatíveis com a Constituição de 1988, por exemplo: reservas de cargos para portadores de deficiência física, proteção do mercado de trabalho da mulher, reserva de vagas para mulheres nas candidaturas partidárias, sem falar da Lei 5.465, “Lei do Boi” que reservava 50% das vagas nos cursos nos cursos de Agronomia e Veterinária para os agricultores e seus filhos.

    5) Ainda que pontuais, tendo que ser compatibilizadas com outras políticas, as cotas raciais são uma medida eficaz no combate à discriminação racial. A educação apresenta-se como uma variável determinante na desigualdade de renda entre negros e brancos. Em países como o Brasil em que o diploma de ensino superior funciona como critério de exclusão social, não ter acesso às universidades, é estar impedido de ocupar os postos sociais mais importantes da nação. Nos países onde as cotas raciais já foram implantadas (Estados Unidos, Inglaterra, Canadá, Índia, Alemanha, Austrália, Nova Zelândia e Malásia, entre outros), elas visam oferecer aos grupos discriminados um tratamento diferenciado para compensar as desvantagens devidas à sua situação de vítimas do racismo e de discriminação. Daí as terminologias de “equal oportunity policies” ou ação afirmativa, ação positiva ou políticas compensatórias.

    6) As cotas raciais não diminuem a qualidade das universidades brasileiras. Muito pelo contrário, como mostram os 12 anos de estatísticas e números aputados pela Uneb, UNb, UFBA e UERJ e em outras 50 universidades que já adotaram esta política, os estudantes cotistas têm um desempenho idêntico ou até superior aos estudantes não cotistas. Há que se lembrar que as cotas são somente de acesso e não de obtenção dos diplomas. Mas, mais do que isso, elas tocam em um ponto a ser discutido no país: os modos de ingresso no ensino superior brasileiro. Contra a naturalização do mérito, contra a dogmatização do vestibular que criou universidades elitizadas, elas, entre outras medidas, podem servir para aumentar a diversidade cultural das universidades.

    7) Contra aqueles que acreditam que as cotas sociais resolvem o problema com um ônus menor, alguns dados revelam que alunos negros comparados a alunos brancos de mesmo nível socioeconômico, do ensino público e privado, têm proficiência menor do que os alunos brancos. Assim, políticas sociais não terem o mesmo impacto que as raciais. As cotas não criam o racismo. Ele já existe. As cotas ajudam a colocar em debate sua perversa presença, funcionando como uma efetiva medida anti-racista.

    9) “No Brasil todo mundo é um pouco negro, pois somos um país de mestiço”. Como dizia o bom e velho Florestan Fernandes, miscigenação não implica em ausência de desigualdades sociais. Se a tipologia racial brasileira não é binária (branco x negro), isso não significa que não sejamos capazes de diferenciar, mesmo que de modo mais complexo, “brancos” e “negros”. Como diz, ironicamente, um defensor das cotas, basta chamar um policial que sistematicamente aborda mais negros que brancos em suas “batidas” para resolver o problema. Como definir quem é negro no Brasil?. Ora, o negro que tem direito às cotas é aquele que, há mais de 80 anos, não vê modificado o percentual de 2% de seus iguais nas universidades brasileiras. O negro que tem direito às cotas é aquele que representa 70% dos 22 milhões de brasileiros que vivem abaixo da linha da pobreza.

    10) “Raça não existe”. Se, de fato, o conceito de raça é contestado pela medicina, biologia e pela genética (embora, curiosamente, essas ciências tenham no passado ajudado a legitimar a ideia da superioridade branca), o conceito de raça como categoria política e social é plenamente legítimo. Implica apenas no reconhecimento à diversidade cultural e histórica de indivíduos que se identificam entre si. Na cotidianidade, as pessoas são discriminadas pela sua cor, sua etnia, sua origem, seu sotaque, sua opção sexual entre outros fatores. Quando se trata de fazer uma política pública de afirmação de direitos, a cor magicamente se desmancha. Mas, quando o negro pretende obter um emprego, ou simplesmente, não ser constrangidos por arbitrariedades de todo tipo, a cor torna-se um fator crucial para a vantagem de alguns e desvantagens de outros.

    Resumo: O dia em que eu pegar o meu livro do convênio de assistência médica/odontológica e procurar aleatóriamente por um dentista. Achar um, agendar uma consulta e ao chegar ao consultório, depar-me com um(a) dentista negro(a)…aí sim, a partir deste dia, eu serei sumariamente contra as cotas raciais, por entender que elas já terão atingido o seu objetivo. Até lá….serei fortemente favorável !!!

    • Já começa errado porque sequer existia “Estado brasileiro” há 400 anos…

      • Isso é um detalhe irrelevante. Existia o Estado português, o que dá no mesmo.

        • Santa ignorância, Batman.

          Amigo, NINGUÉM no presente pode ser culpado pelo passado. A escravidão foi instituto recorrente na história de vários povos, ao longo dos tempos.

          Ademais, se alguém é subjugado, assim o é por ser fraco e não poder subjugar, ou seja: os ameríndios foram derrotados pelos espanhóis por que eram fracos (aqueles ameríndios); os gregos foram subjugados pelos romanos porque eram fracos (aqueles gregos); não diferente disso, os negros africanos escravizados assim o foram porque eram fracos (aqueles negros africanos escravizados).

          A verdade doi, mas não deixa de ser verdade.

          Tenho dito.

    • Seguido o mesmo racicínio do coleguinha

      ” O dia em que eu pegar o meu livro do convênio de assistência médica/odontológica e procurar aleatóriamente por um dentista. Achar um, agendar uma consulta e ao chegar ao consultório, depar-me com um(a) dentista JAPONÊS…aí sim, a partir deste dia, eu serei sumariamente contra as cotas raciais, por entender que elas já terão atingido o seu objetivo. Até lá….serei fortemente favorável !!!”

      Vamos criar cota para japa também?

      • “Argumento” bizarro. Compare os percentuais de negros e japas na população brasileira.

        E me diga quem foi escravizado durante quatro séculos.

        • bizarro é você que mais uma vez fala do que não conhece. Segundo o IBGE temos cerca de¨6% de população negra no Brasil,ou seja, se todos esses negros fossem dentistas ainda seriam muita baixas as probabilidades de você encontrar um ‘aleatoriamente”. Diria que encontrar um Japa seria só um pouquinho mais difícil então.

          Fonte: http://www.ibge.gov.br/ibgeteen/pesquisas/demograficas.html (coloquei do IBGE teen pois assim fica mais fácil de você entender)

          Aliás, escolhi aleatoriamente um cirurgião bucomaxilar esa semana para uma consulta e ele é pardo, no entanto com traços mais para negro. Ele deveria se beneficiar de cotas? É justo que os filhos dele se beneficiem de cotas raciais? Complicado definir raça no Brasil não?

          O padrinho da minha filha é negro, mas sempre estudou em excelentes escolas, fez faculdade de jornalismo na católica e hoje é bem sucedido profissionalmente, sendo atualmente correspondente internacional. Seria justo ele ter se beneficiado das cotas raciais?

          Martins, procure exercer o livre exercício da sua consciência e pare de seguir fielmente a cartilha do PT. Pode ser difícil no início, para quem sofreu uma doutrinação tão profunda e sempre se abrigou no coletivo, mas você vai acabar gostando.

  • Artigo 5º da Constituição, pode revogar.

    • Perfect, you win!

      ( se bem que a constituição desse país já foi tantas vezes rasgada que… )

  • Viva ao populismo mais barato que existe!

    Não se pode em uma área tão estratégica para o país não se utilizar o critério da meritocracia!

    Todo país que busca algum destaque na economia mundial se investe em educação!

    Sem mimimi de pobre coitado, de corrigir erro histórico e etc etc…

    Já temos uma péssima educação, infelizmente o nível dos alunos de escola pública na média são piores que os de escolas particulares, ou seja, o nível do ensino superior que já não é essa coca-cola toda vai ficar pior!

    Falaram que os militares destruiram o ensino público nesse país, mas depois do fim do regime ficou muito pior, vejo muitas pessoas que estudaram em colegios publicos naquela epoca elogiarem o ensino, então esses governos de tendencia de esquerda que f… a educação, claro, por que quanto mais ignorante o povo mais fácil o PT ganhar o voto deles.

    O ensino superior das universidades federais é um lixo, fiz dois cursos na federal e um que tranquei na estadual, muito professor barnabé que não sabe nada, ou das antigas, que não teria a condição de se manter em empresas privadas, o mal gasto e a ineficiencia dos recursos públicos é impressionante!

    O Brasil daqui há 20 anos será o mesmo exportador de commodities que é hoje, e que foi a 90 anos atrás!

    A China fez uma verdadeira revolução na educação com Deng Xiaoping e hoje já produz inovações tecnologicas, o numero de registro de patentes no Brasil é para se chorar!

    Educação é uma area muito importante para se pensar em coitadismo, já vejo a quantidade de fraudes que vai acontecer, pais matriculando filhos em escola públicas de manhã e a tarde os garotos nos melhores e mais cursinhos da cidade!

    Hoje a única faculdade de ponta no Brasil se chama ITA, de lá que surgiu a única empresa de ponta desse país a Embraer! A Petrobras não conta por que o PT a transformou em cabide de empregos e balcão de negócios obscuros, nunca vi Petrolífera dar prejuízo, só no Brasil! Claro que existem exceções mas devido ao esforço de pessoas em particulares como o Cesar em Pe.

    Enfim, corrigindo um erro fazendo outro erro!
    Quero ver o caos nesse país quando a gente continuar exportando banana e comprando supercomputadores da China, a balança comercial desfavorável, porque não se investiu em educação para transformar o Brasil em país competitivo!

    • Bem lembrado o ITA. Será que vai te cota lá também?

  • Dependendo da área e do lugar, é medida inútil.

    Pago para ver um aluno mediano de escola pública conseguir se formar em engenharia na UFPE.

    O jubilamento pega ele antes disso por causa da Área II.

    Pelo menos para alguma coisa o jubilamento da UFPE serviu. Vai transformar a Área II em uma seleção pós-vestibular para as engenharias. E serão pouquíssimos os que conseguirão terminar um curso com básico lá.

    Entrar eles até entram, já se formar…

  • Se isso não vier acompanhado de reforço na qualidade do ensino básico, não passa de uma enganação.
    Antes de tudo, é importante que as crianças aprendam a ler e escrever (português) e fazer as operações básicas (matemática). Já houve artigo publicado sobre isso aqui.
    A cota, pura e simples, é um empurrar com a barriga.

    • “A cota, pura e simples, é um empurrar com a barriga.” (2)

  • DEPOIMENTO
    Estudei em escola pública (de péssima qualidade) a vida inteira mesmo em minha época já existiam algumas cotas mas, prestei vestibular duas vezes sendo aprovado (sem cursinho e trabalhando) e com ótimo desempenho nos cursos que escolhi, isso sem necessidade de cotas (as quais acho uma humilhação).Mas, nem todos são autodidatas precisam de acompanhamento no aprendizado.O nosso discurso é pela melhoria da educação pública de base… no entanto a medida embora, paliativa tem seu lado positivo vai diminuir a desigualdade social pois, levará o ensino superior de qualidade para os menos favorecidos, que em sua maioria pagam as particulares de qualidade duvidosa.

    • Oikos, você confiaria sua vida ou a de um parente teu a um médico que mal sabe escrever e não domina operações básicas da matemática ?

      • Alexsandro,

        A sua ignorancia eh tamanha que nao da vontade nem de responder…

        So para esclarecer que as cotas sao apenas de acesso e nao cotas para diploma…seu imbecil.

        Se o cotista nao conseguir formar-se, com o mesmo desempenho dos seus colegas de turma,

        ele nao recebera o seu diploma e consequentemente…nao exercera a profissao.

        Logo, isso que voce vomita como argumento nao passa na verdade…de preconceito !!!

        • Ô, estimule-se a entrar pela porta da frente. Você vai ver como faz bem para a alma.
          Quem só entra pela porta de trás nunca deixa de ser nulo na vida….

        • “Logo, isso que voce vomita como argumento nao passa na verdade…de preconceito !!!”

          Aqui está a essência e perversidade de toda essa coisa de cotas raciais. Se você é contra, e exerce o direito de assim o dizer publicamente, você é nazista, fascista, eugenista, escravista, racista, ultra-direitista e filho da puta.

          e a Revolução Cultural continua a sua marcha…………..

        • Tião, conheço pessoas com “curso superior” que mal sabe fazer uma regra de três.
          Se o governo obriga os professores do ensino básico a aprovarem alunos sem base alguma , o que impede que ele faça o mesmo nas universidades públicas ??? Que dizer das particulares, a maioria “pagou passou” ? Podes, crer, vai ter médico escrevendo errado e sem ter noção de operações básicas da matemática, sim. Se é que não já tem.
          Preconceito, para mim, é o que o governo faz. Ele diz ao pobre e ao negro : “Olhe, vocês são incapazes, coitadinhos e miseráveis. Precisam de gambiarras governamentais do contrário não conseguirão nada”.

  • Terminar de desmoronar o que já está caindo.

  • 10/08/2012
    às 20:36
    Dilma quer o ITA fora do sistema de cotas que ela deve aprovar. A picaretagem intelectual está comprovada! Qual é a tese, presidente? Seria só covardia?

    Ai, ai…

    O Instituo Tecnológico da Aeronáutica, o famoso ITA, é uma das escolas mais seletivas do país. Não por acaso. O Brasil avançou bastante nessa área, e muito se deve, sim, ao ITA, que valoriza de modo obsessivo o mérito. Trata-se de uma instituição federal. Como tal, deveria, então, reservar 50% de suas vagas a alunos das escolas públicas — segundo a lei que Dilma quer sancionar —, metade das quais para alunos que pertençam a famílias cuja renda per capita é de até 1,5 salário mínimo. Tanto esses 25% de vagas quanto os outros têm de ser preenchidos segundo a cor da pele do estado em que a escola se encontra. O ITA fica em São José dos Campos, São Paulo. Segundo o Censo de 2010, o estado tem 41.262.199 habitantes. Do total, 63,9% se autodeclaram brancos, 29% se dizem pardos e 5,5 se dizem negros.

    Durante a tramitação da lei, o Ministério da Defesa, ao qual o ITA (que é da Aeronáutica) é administrativamente ligado, deu um jeitinho de negociar o texto (íntegra aqui). Estarão sujeitas às cotas apenas as instituições de ensino “vinculadas ao Ministério da Educação”. Ocorre que o ITA, lamento, é vinculado, sim, ao MEC — ou não é esse Ministério que dá fé aos diplomas lá expedidos?

    É agora? O ITA conta, sim, com alunos oriundos do ensino público: 30% estudaram em escolas estaduais, e 7,3%, em federais. Mas passaram no concorridíssimo vestibular da instituição — QUE TAMBÉM NÃO USA O ENEM PARA ADMITIR ALUNOS, A EXEMPLO DO QUE FAZEM AS UNIVERSIDADES FEDERAIS.

    Se faltasse alguma coisa para evidenciar a má-fé, a pilantragem intelectual e a demagogia da lei, já não falta mais nada. O próprio governo Dilma Rousseff, que quer instituir esse aloprado regime de cotas sociais e raciais nas universidades federais, na proporção estratosférica de 50% das vagas — ignorando até mesmo a nota do Enem (serão usadas as médias obtidas no segundo grau) —, está a dizer: “Ah, gente, no curso que consideramos realmente sério e importante, o do ITA, não vamos mexer; continuará com o seu vestibular de sempre. Afinal, engenharia aeronáutica é coisa muito complicada!”

    É inacreditável! Essa estupidez passou pela Câmara. Essa estupidez passou pelo Senado! Parlamentares hoje se borram de medo dos ditos “movimentos sociais” e mesmo de setores engajados da imprensa. Elio Gaspari deveria, agora, oferecer uma resposta no caso do ITA. E aí?

    Porque recebe alguns dos alunos mais preparados do país — e, infelizmente, há mais candidatos do que vagas —, o ITA pode ministrar um curso de alta performance. A coisa por lá é tensa no que respeita ao desempenho intelectual. E assim é nos centros tecnológicos mais avançados do mundo. Ao ITA, recebendo, por óbvio, alunos muitos menos preparados, restaria, caso aderisse ao modelo, uma de duas alternativas:
    a) rebaixar o seu padrão de exigência, o que significaria, por óbvio, queda da qualidade num tempo muito curto e migração das melhores cabeças, então, para cursos privados de alta performance — existem;
    b) manter o seu padrão de exigência e excluir, na prática, logo no primeiro ano, os menos preparados. A escola manteria a excelência, mas formaria menos engenheiros aeronáuticos.

    Escolha, Gaspari: formar o atual número de bons engenheiros, formar o mesmo número de engenhos mais ou menos; formar menos engenheiros preparados. Qual a melhor alternativa, visto o mundo à luz daquela sua teoria da luta de classes, relida à luz dos Elevadores Atlas (andar de cima, andar de baixo…)?

    E tudo para atender a esse aloprado critério de “justiça social e racial”, que delegou às universidades públicas o papel de acabar com as desigualdades. Ainda que Dilma venha a sancionar aquela porcaria, o ITA deve ficar de fora, o que denuncia a desfaçatez da proposta.

    Por que há de valer para os demais cursos do país o que não vai valer para o ITA? Só porque, administrativamente, ele está subordinado à Defesa? É medo da farda? Dona Dilma Rousseff tem certeza de que 25% das vagas do curso de Medicina da Escola Paulista de Medicina (Unifesp), um dos mais concorridos do país, devem ser ocupadas por estudantes oriundos do ensino público e de famílias com renda per capita de até 1,5 mínimo? Mas atenção: nesse grupo, 29% têm de ser pardos, e 5,5% negros. Na hipótese de haver mais gente do que vagas, aí se recorre à nota (não ao Enem, reitero!) que eles tiveram no ensino médio. Quem pegou a escola mais chulé, que exigia menos, sai na frente. É o milagre da seleção dos menos aptos. Pergunta óbvia: um aluno com esse perfil, fazendo um curso em tempo integral, vai se sustentar como? Tem de morar, comer, se vestir, tomar um Chicabon de vez em quando…

    “Ah, Reinaldo quer perpetuar a desigualdade!”, diz o idiota. O idiota, por alguma razão, se considera mais humanista do que eu! Não! Reinaldo acha — e eu sei que demora! — que é preciso qualificar a escola pública para dar aos mais pobres condições de competir. E acha, adicionalmente, que mesmo as universidades públicas precisam cobrar mensalidade de quem pode pagar, ora essa! Não! Eu não quero me conformar com o quadro atual é pronto! E qual é ele? Na média, os ricos estão em cursos gratuitos de alta performance, e os pobres estão pagando (ou o ProUni paga por eles) para estudar em faculdades de terceira ou quarta linha — lá onde só se usam culpe e giz — e olhem lá.

    É claro que é preciso pensar políticas públicas que mudem essa situação. Para tanto, não é necessário destruir o ensino público federal com a vigarice política, a má-fé intelectual e a demagogia arreganhada!

    Ou o ITA participa dessa patuscada — e aí quero ver o resultado —, ou a pilantragem está consumada, senhora Dilma Rousseff, senhor ministro Aloizio Mercadante!

    Vocês estão onde estão também para contrariar a militância organizada quando suas reivindicações atentam contra os interesses do povo brasileiro. E é o caso. Deixem de ser covardes!
    Por Reinaldo Azevedo

  • 10/08/2012
    às 21:49
    Governanta, até quando o ITA e o IME continuarão a ser redutos da competência de direita? É preciso levar pra lá a incompetência generosa das esquerdas!

    Ah, sim: também o IME (Instituto Militar de Engenharia), que pertence ao Exército, está fora do regime de cotas, segundo os mesmos critérios que vai excluir o ITA (ver post anterior).

    A propósito, o IME também não recorre ao Enem e a outros facilitários, não, tá? Quem quiser se candidatar tem mesmo é de fazer vestibular. Os interessados devem clicar aqui. As inscrições foram abertas no dia 16 de julho e vão até 3 de setembro. A primeira fase será realizada no dia 15 de outubro. O IME chama a seleção de “Exame Intelectual”. Daqui a pouco, alguém no governo vai pedir para mudar o nome porque cheira a preconceito, né?

    No post anterior, esqueci de publicar o link para quem quiser concorrer ao vestibular do ITA. Está aqui. A propósito: as inscrições foram abertas nesta sexta e se estendem até o dia 15. As provas já estão com datas marcadas: 11/12 (física); 12/12 (português e inglês); 13/12 (matemática); 14/12 (química). O ITA informa que a nota final é definida mesmo pela média aritmética das várias provas. Nada daquelas charadas gregas do Enem. Uma parte é teste, a outra é dissertativa.

    O IME e o ITA, em suma, assumiram um estranho critério para selecionar seus alunos. São tão esquisitos, mas tão esquisitos, que, por lá, eles consideram que sabe quem sabe e não sabe quem não sabe!!! Na hora de escolher entre os que sabem, são ainda mais estranhos: ficam com os que sabem… mais!!! A nota de corte no ITA, no vestibular passado, numa escala de zero a 10, foi de 7,05! É muita injustiça çoçial, né, governanta?

    Pô, o ITA e o IME ficam formando engenheiros competentes em vez de produzir igualdade? Isso precisa acabar! Eles deveriam é formar prosélitos da justiça social, ainda que os aviões despencassem, as pontes caíssem, o país afundasse.

    O ITA e o IME não podem continuar a ser esses redutos de competência “de direita”, dona Dilma! É preciso levar pra lá a metafísica da incompetência de esquerda, mas com um graaande coração! Afinal, quem a matemática pensa que é para desafiar as boas intenções, governanta?
    Por Reinaldo Azevedo

    • Perfeito!

      ITA e IME são os modelos que a educação nacional deveria adotar…

  • Infelizmente, sou pessimista, na questão de cotas para a universidade. Não acredito que elas corrigirão, mesmo que parcialmente, as desigualdades. Entendo que se se quer que os pobres e minorias racias tenham acesso à Universidade, basta elevar substancialmente a qualidade da escola pública no nível fundamental. Acredito, também, que as cotas serão mais um fator negativo para as universidades. Assim, acho que a fórmula para baixar a qualidade da universidade pública e homogeinizá-la com o caos do ensino público fundamental já está pronto ou quase pronto: cotas, recursos insuficientes para a infraestrutura para acompanhar a caótica expansão de vagas, baixos salários, aumento de carga horária em sala de aula, aumento do número médio de alunos por professor em sala de aula, diminuição do número de professores e demais servidores por aluno e pressão para aumento do índice de aprovação.

  • Atenção a ADURGS esta enviando e-mails ameaçando os docentes que entraram em greve, principalmente da educação, letras, matemática e do colégio Aplicação da UFRGS, todos sabem que foi acordo arranjado entre o reitor e ADURGS.

  • Sou a favor das cotas sociais. Acho desigual um aluno que estudou em escola publica competir de igual para igual com um aluno que estudou numa escola particular. E não é por incompetencia ou falta de inteligencia deste. Quando o aluno que usou as cotas passar para um curso qualquer, seja medicina ou arquitetura, ele só irá passar nas provas, se semestre e nas demais atividades se estudar e esforçar tanto quanto os outros, ele ira passar pelos mesmos criterios de avaliaçao no curso, o que nao rebaixa o nivel dos profissionais no futuro. O que nao pode – o que seria uma incongruencia – é que as universidades “públicas” serem arena apenas de alunos de escola “particulares”. Não é estranho? Quem está estudando em escola particular quer ir para a universidade publica, quando poderia pagar uma boa faculdade particular. Já o aluno de escola publica nao tem essa opão, ou ele faz a publica ou nao faz, então é justo reservar um percentagem para ele. Claro que não vai resolver o problema da educaçao, que deverá ser fomentada de outras maneiras, mas diminui as desigualdes sim.

    • Aluno vagabundo tem em todas as classes sociais e “raças”.
      Já estudei em uma faculdade particular que larguei com a revolta do nível intelectual de meus colegas que não faziam ideia de quem foi Stalin.

      Fico com ânsia de vômito ao ler seu comentário de que alunos ricos devem ir pras faculdades particulares e não para as públicas. É nojento ver que só porque meus pais não me deixaram na escola pública, que trabalharam em 5 empregos exaustivamente, e eu que mantive boas notas, sempre dando meu melhor não mereço estudar em universidade pública?
      Mereço perder minha vaga para uma cota de uma pessoa que sabe LÁ se estudou realmente sério na escola pública? Não. Luto pela minha vaga e luto para que o Brasil veja a ladainha em que está caindo.
      Vai…apoie as cotas…apoie vagas sem esforço….Não sei se você sabe o que acontece nas universidades, mas quando um aluno está para ser jubilado (isto é quando ele pegou DPs demais durante sua vida acadêmica) existe uma política interna de prioridades e os professores tentam ajudar o máximo o aluno a conseguir cumprir as DPs sim de novo é só passar na prova

      Cotas são distrações do verdadeiro problema. O país não precisa de reserva de vagas, precisa de Escolas públicas melhores que preparem o aluno para enfrentar o vestibular independentemente da droga da sua classe social ou da maldita cor na pele.

      Mas ok…continuem…apoiem esse populismo barato como um bando de mulas puxando uma carroça de polítcos corruptos sem conseguir olhar para onde estão indo.

  • O problema das cotas é que elas servem para mascarar a péssima educação nas escolas públicas.
    Servem para parar a agitação das pessoas e a inconformidade de que pobres não conseguem entrar nas faculdades públicas prestigiadas.
    Pra depois alguém subir no palanque e dizer, como vi na tv no programa eleitoral do PT, que “A filha da empregada virou doutora”.
    Cota racial na minha opinião é pior ainda pois joga na cara das “raças” (palavra que nem pode ser usada em um país com o nosso grau de miscigenação) que eles não são capazes de entrar na universidade por mérito próprio.
    Além disso a cota social de escola pública prejudica o aluno cujos pais mantiveram 5 empregos para pagar uma escola decente para o filho ou aquele aluno que estudou a vida inteira com bolsa.

    Sou contra qualquer tipo de discriminação …mas 50% é uma cota ofensiva para alunos que LUTAM por uma vaga.

    Meus pais são ambos professores universitários que saíram do nada. O esforço sempre foi prioridade em casa, mas nesse país todo mundo quer o caminho mais fácil. Se recusam a enxergar como são enganados por uma política populista barata.
    O maldito jeitinho brasileiro nos trouxe até aqui.
    Sou aluna da USP e apesar de ter avós índios e negros sou caucasiana. Meus pais trabalharam muito para que eu pudesse ter acesso à uma educação digna. E ´é por isso mesmo que não podemos nos calar diante dessa cota ofensiva E ENGANOSA
    Esse truque barato pra tirar a atenção do que realmente importa
    não é uma VAGA em uma faculdade que vai mudar a vida da pessoa… é o que a pessoa aprende, do que adianta ela ter a vaga pela cor da sua pele ou pelo holerite de sua família se sua cabeça continua sendo vazia? Se lá atrás na escola ela não aprendeu o que deveria?

    O BRASIL NÃO PRECISA DE COTAS! PRECISA DE UMA REVOLUÇÃO NA EDUCAÇÃO!
    Precisa de um povo CORAJOSO que toma o caminho CERTO mesmo que seja DIFÍCIL! Precisa sair da bitola petista e enxergar além do cabresto!
    EU SOU A FAVOR DA LIBERTAÇÃO INTELECTUAL DO POVO BRASILEIRO

  • Se as cotas estão fazendo justiça social isto significa que o aluno mais favorecido preterido na sua escolha para universidade pública é um criminoso social?
    Todos aqueles que investem na educação de seus filhos, dando-lhes condições melhores do que as oferecidas nas escolas públicas, são promotores da desigualdade social?
    Os cursos pré-vestibular, ou atualmente pré-ENEM, são organizações que, através do ensino e preparo dos jovens, promovem a desigualdade social?

  • eu sou totalmente contra a cota racial …
    como tentar montar um pais q não seja racista ,se a própria sociedade faz preferencia ate nos estudos para a raça d quem vai ingressar numa faculdade ! ninguém deveria ser julgado pela cor ou raça e sim pelo raciocínio e inteligencia !

  • Cota racial é política, cota social é esmola.

    Paulo Ghiraldelli Jr., filósofo.

    A pior defesa que conheço das cotas para negros e índios na Universidade brasileira é a dos que dizem que isso se insere em uma política educacional de compensação. Em geral, essa defesa é feita pela esquerda.
    O ataque mais perverso que conheço contra as cotas raciais é o dos que dizem que defendem, ao invés destas, as cotas sociais. Em geral esse ataque é o da direita, em especial o que é dito pelos parlamentares do PSDB e DEM.
    Cota racial advém de uma política contemporânea, em geral de cunho social-democrata ou, para usar a terminologia americana, mais apropriada ao caso, liberal. A cota social é esmola, tem o mesmo cheiro da ação de reis e padres da Idade Média, e aparece no estado moderno travestida de política.
    A cota social não faz sentido, pois o seu pressuposto é o de que há e sempre haverá pobres e ricos e que aos primeiros se dará uma compensação, que obviamente não pode ser universal, para que alguns usufruam da boa universidade destinada aos ricos. É como se dissessem: também há pobres inteligentes que merecem uma chance para estudar. O termo social, neste caso, é meramente ideológico. Não se vai fazer nenhuma ação social com o objetivo de melhoria da sociedade. O que se faz aí é, no melhor, populismo, no pior, a mera prática a esmola mesmo.
    A cota racial não pode ser posta no mesmo plano da cota social. Todavia, a sua defesa cai na mesma vala da cota social quando se diz que ela visa colocar os negros na universidade, até então dominada pelos brancos, para que se possa compensá-los pela escravidão ou pelo desleixo do estado ou pelo racismo velado ou aberto. Não! Cota racial não é para isso.O objetivo das cotas é o de colocar um grupo no interior de um lugar em que ele não é visto para que, assim, de maneira mais rápida, se dê o convívio social entre os grupos nacionais, de modo a promover a integração – o que passa necessariamente pelo convívio que pode levar ao conhecimento entre culturas, casamentos, troca de histórias e criação de experiências comuns. A questão, neste caso, é de visibilidade do grupo por ele mesmo e da sociedade em relação aos grupos.
    No Brasil há miscigenação. E em grande escala. Ótimo! Mas não basta. Não é o suficiente porque há espaços físicos e institucionais, no Brasil, que não estão disponíveis para determinados grupos étnicos e isso promove uma má visibilidade da nossa população em relação a ela mesma. A população não vê o negro e o índio na universidade e, com isso, não formula o conceito correto de aluno universitário: o universitário é o estudante brasileiro de ensino superior.
    Ora , se você não vê o negro e o índio nesse espaço, o conceito não se forma de modo ótimo, o que é gerado na mentalidade, ainda que não verbalizado de maneira completamente clara, é o seguinte: o universitário é o estudante brasileiro branco de ensino superior. Isso é o pré-conceito a respeito de aluno universitário. Ele está aquém do conceito – por isso ele é “pré”. Ele pode gerar uma visão errada e, a partir daí, uma discriminação social, em qualquer outro setor da vida nasional.
    Assim, para resolver o problema de brancos, negros, índios ou qualquer outro grupo, do ponto de vista social, no sentido de fazer com que todo brasileiro tenha acesso à universidade, a política não é a cota social. Também não é a cota racial. A política correta é a melhoria da escola pública básica, para que todos possam cursar, depois, o melhor ensino universitário. Agora, para resolver o problema da diminuição do preconceito em qualquer setor e, é claro, não só no campo universitário, uma das boas políticas é ter o mais rápido possível o negro e o índio em lugares onde esses brasileiros não estão.
    Portanto, também na universidade; e é para isso que serve a cota racial. Isso evita a formação de uma mentalidade que se alimente de formulações aquém do conceito – há com isso a diminuição da formação do pré-conceito e, portanto, no conjunto da sociedade, menos ações prejudiciais contra negros e índios.
    Foi assim que a América fez. As cotas ampliaram rapidamente o convívio e mudaram a mentalidade de todos. Mesmo os conservadores mudaram! O preconceito racial que, na época de Kennedy, era um problema para o FBI e, depois, do Movimento dos Direitos Civis, diminuiu sensivelmente no s anos oitenta. A visibilidade do negro se fez presente diminuindo sensivelmente o que o americano médio – negro ou branco – pensava de si mesmo. Foi essa política que permitiu um país com bem menos miscigenação que o nosso pudesse, mas cedo do que se imaginava, eleger um Presidente negro – algo impensável nos anos 60.
    A ação em favo r da cota social é um modo de não da r prosseguimento à política educacional democrática e, ao mesmo tempo, atropelar a política de luta contra a formação do preconceito racial. É uma ação da direita contra a esquerda. A esquerda defende sua política de modo errado ao não lembrar que a cota racial não é política educacional, é política de luta pela integração e pela ampliação da visibilidade de uma cultura miscigenada para ela mesma.
    Cota não é para educar o negro e o índio, é para educar a sociedade! Ao mesmo tempo, a esquerda se esquece de denunciar que cota social, esta sim, quer se passar por política educacional e, na verdade, não é nada disso – é uma atitude ideológica conhecida, que sempre veio da direita que, sabe-se bem, sempre teve saudades de uma época anterior ao tempo da formação do estado moderno, uma época em que a Igreja e os reis saiam às ruas “ajudando os pobres”.
    Os senadores que defendem a cota social e não a cota racial, no fundo imaginam o mesmo que os ricos da Idade Média imaginavam, ou seja, que os pobres existem para que eles possam fazer caridade e, então, como os pobres – de quem o Reino de Céus é dado por natureza, como está na Bíblia – também consigam suas cadeiras junto a Jesus.
    Não deveríamos estar debatendo sobre cotas. Afinal, já as usamos em tudo. Por exemplo, fizemos cotas de mulheres para partidos políticos e, com isso, diminuímos o preconceito contra a mulher na política. Por que agora há celeuma em uma questão similar? Ah! É que a cota racial mexe com os brios dos mais reacionários. No fundo, eles não querem mesmo é ver nenhum negro ou índio em espaços que reservaram para seus filhos.

  • não me ajudou muito mas tudo bem. :/

  • “Na eleição de Reitor da UFPE, defendi a aplicação das cotas, em detrimento do sistema atual, que bonifica em 10% a nota do aluno de escola pública. Esta metodologia atual é quase uma esmola, e ainda dá margem a interpretações equivocadas, como a de que as escolas públicas melhoraram, pois os primeiros lugares do vestibular estariam saindo de lá.” ESMOLA???????? Vai lá e dê uma olhadinha nos alunos de medicina da UFF(Universidade Federal Fluminense) que entraram em 2012.1 e 2012.2 com os tais 10% que você defende como bonificação, 100% dos alunos que entraram foram COTISTAS. Você acha isso justo?

  • Uma geração de diplomados,analfabetos,sem competência nenhuma pra exercer a profissão.Esta será a realidade de um futuro não tão distante.”Ops”:Já vivemos nesta realidade.

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MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).