Educação deve ser visto, antes de tudo, como um problema econômico

jun 29, 2011 by     51 Comentários    Postado em: Educação

educacao

Educação no Brasil nunca foi prioridade, isto é um fato. Nem nos Governos passados, nem neste Governo, e provavelmente não será no que vier, seja ele qual for. Uns foram piores, outros menos piores, mas no fundo nunca levaram a sério.

A raiz deste problema está no fato de que encaramos educação apenas como um problema social, assim como a distribuição de alimentos e a assistência a saúde. Mas como fome e saúde não esperam, a educação ficou em segundo pleno até mesmo nestas áreas.

Em outros países a área educacional é tratada como um problema econômico. Depois que alguns economistas neoclássicos, partindo do Modelo de Crescimento Econômico de Solow, chegaram à conclusão de que educação é fator significativo no crescimento do produto, esta foi encarada de forma diferente.

Queiramos ou não, o mundo funciona deste jeito. O maior exemplo é a escravidão, que só acabou depois que perceberam que era mais produtivo ter um funcionário do que um escravo. Ou ainda o nosso caso recente do Bolsa Família, onde a elite percebeu que um programa mínimo de renda é capaz de mudar rapidamente o panorama econômico de uma região, criando mercado e oportunidades. Hoje não se discute mais a importância do programa, pois ele praticamente se consolidou. E não acreditem que isso é apenas por causa dos votos da população pobre, ou porque tivemos um Governo mais popular.

A história mostra que as elites só funcionam impulsionadas por incentivos econômicos.

Países que encararam a melhoria do processo educacional como importantes para o crescimento econômico deram outra musculatura ao setor, seja ele público ou privado, e efetivamente transformaram a vida do país. Basta ver o exemplo da Coreia, Finlandia e Alemanha. Ou para ser mais perto da nossa realidade, o caso do Chile.

Infelizmente o mundo joga o jogo da elite, que está preocupada apenas com seu bolso. E enquanto não convencermos esta de que nossa falimentar escola básica precisa de mudança urgente, nada vai melhorar. Aqui no Brasil somos sempre reativos, encarando o ensino apenas como um direito do cidadão, quando deveríamos enxergar como uma oportunidade para a melhoria coletiva.

Lógico que mexer nesse ponto é tratar de alguns fatores que são simplesmente jogados para debaixo do tapete. Salários ridículos aos professores, politicagem incorporada ao setor, corporativismo exarcebado de parte dos edukocratas e condições messiânicas de trabalho são ponto comum em qualquer ponto da cadeia produtiva educacional brasileira.

E enquanto nossas elites não assumirem a concepção de que investir em educação é condição sine qua non para uma vida próspera e uma economia robusta, salário de professor vai continuar menor do que o de um ambulante e merenda escolar ainda vai ser motivo de muito escândalo jornalístico.

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  • “Educação no Brasil nunca foi prioridade, isto é um fato. Nem nos Governos passados, nem neste Governo, e provavelmente não será no que vier, seja ele qual for. Uns foram piores, outros menos piores, mas no fundo nunca levaram a sério.”

    Li esse primeiro texto e já comecei a imaginar os defensores petistas vindo aqui falar de números do ibge e coisa e tal, afirmando que o governo lula foi ótimo com a educação.

    Pierre, quando o país possui uma população com a capacidade de achar que as coisas estão bem como estão, pode ter certeza, jamais sairá dessa situação.

    Meus parabéns aos partidários cegos de plantão, enquanto vocês aproveitam o glamour do poder, o país esfarela as chances de se tornar uma grande potência.

    • “Li esse primeiro texto e já comecei a imaginar os defensores petistas vindo aqui falar de números do ibge e coisa e tal, afirmando que o governo lula foi ótimo com a educação”

      Eu que não acredito em instituições loteadas!!!!

      • Que bom. Mas tem gente aos milhares que acreditam, ou melhor, querem acreditar.

      • Logo se vê que vocês acreditam piamente que APENAS O PT ‘loteou’ nacos da administração pública… Paulo Renato que o diga, lá do inferno, né?

        • Claro que não padecemos desse mal meu caro J. Sabemos disso. A questão é que são os petistas que de forma entusiasmada justificam suas falcatruas atráves de números forjados por instituições loteadas. São adeptos de Maluf.

    • Pierre, acabo de retornar de Stanford e lá bati um papo rápido com Douglas C. North que brincou comigo por eu estar carregando uma The Economist… Andando pelo Campus eu vi um monumento que dizia assim, traduzindo: “Em honra daqueles que sustentaram Stanford pelos seus 100 primeiros anos”. E ai era uma mini praça com uma fonte no meio e bancos fechando o círculo com os nomes insculpidos.

      Ainda pelo Campus, vi que cada prédio em Stanford tem o nome de alguém. Perguntei a um funcionário quem tinha sido FULANO e porque o nome dele está naquele prédio. O funcionário respondeu: Ele doou 1 milhão de dólares para ampliação e modernização do prédio. Então perguntei quem ele era e quem ele foi. O funcionário respondeu: Hoje é um CEO de uma multinacional, mas foi aluno de Stanford.

      Esse sistema de doações seria importante no Brasil. Imaginem JCPM, Moura Dubeux, Jairo Rocha, Gabriel Bacelar, Marcelo Magalhães, Paulo Loureiro, Edelson Barbosa, Licínio Dias e entre outros nomes do empresariado pernambucando fazendo doações à nossa UFPE. Que mal haveria em o CFCH ser Edifício Edelson Barbosa, se o empresário-cabelereiro tivesse doado 5 milhoes de reais e reformado todo o prédio, trocando os atuais 3 elevadores e comprando mais 4, alem de colocar internet em todo o prédio e reformar salas e paredes? Que mal seria Biblioteca Jairo Rocha se o empresário-corretor divesse doado 4 milhoes de rais para a Biblioteca ser reformada e teivesse o maior acervo de Humanas do Norte-Nordeste?

      E não adianta dizer que esse sistema de doações não funciona. Eu vejo a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) aqui em Belo Horizonte com o maior e mais luxuoso edifício do centro, construído com as doações de pessoas HUMILDES!!!!!!!

      O Problema da sociedade brasileira é a mentalidade “Eu pago meus impostos então o governo que faça tudo”. Mas o governo somos todos nós, ora estamos no poder ora estamos criticando quem está no poder. Sou professor universitário e SOFRO pra produzir, viajar, publicar artigos fora. Não há verbas, os prédios caindo literalmente aos pedaços.

      Nós, da sociedade civil é que temos que convencer as pessoas de que nós é que temos que mudar a Educação, com ajuda do governo. O problema é como doar dinheiro para uma entidade pública sem este ser desviado. A burocracia emperra isso.

      E porque as pessoas teriam medo de doar dinheiro à UFPE e não à IURD, porque doando dinheiro à Igreja a pessoa se reconforta por acreditar está agindo em nome de Deus. Já doar dinheiro para órgão do governo, além de parecer ilógico (pois pagamos impostos) tem a questão da corrupção.

      E antes que alguem descubra e venha falar que Stanford é Universidade privada, a Universidade da Califórnia em Berkeley (que é pública), na qual tive oportunidade de apresentar um artigo em 2009, segue os mesmos padrões. E conversando com um professor brasileiro que ensina na Universidade de Michigan ele disse: Aqui na Universidade, os ex-alunos recebem cartas pedindo doações. No Brasil quando um ex-aluno recebe carta da Universidade ele já vai pensando que bolsa eu vou ganhar agora, que verba foi liberada para eu pesquisa. É a mentalidade SUGAR da Universidade, jamais doar.

  • Muito bom o artigo. Cuidado quando coloca a responsabilidade para as elites, porque Lulla tambem as responsbilizava por tudo. Vamos chama-la da pseudo elite ou classe dominante.
    Nos paises citados acima foram as elites que decidiram e implementaram as mudancas. Enfretaram os reacionarios de plantao que tambem nao queriam um povo mais educados. O problema e que a elite do Brasil e fraca ou nao tem essa responsabilidade social para enfrentar o lado sombrio da forca.
    Obs : O texto esta sem acento porque da um trabalho danado esse teclado do Ipad.

    • Se o ensino é uma merda, os brasileiros dão um jeitinho. Não se reprova em escola pública, há milhares de formas de se ingressar em ensino superior sem qualidade e sem ter base alguma.
      Baratearam os profissionais a despeito da qualidade. O que há de adevogadu e infermêro por aí não é brincadeira!!!!

      • sem falar nos medicus que estão chegando aos hospitais.

        • Você quis dizer: mediCÚs.

        • Merdicú

        • Quis dizer isso, mas não lembro se monossílabos tônicos são acentuados, por isso não coloquei (apesar de, no caso, acabar se tornando uma oxítona).

          Abçs.

      • Fui professora do ensino fundamental por 12 anos. Os mesmos 12 anos em que se decidiu implantar de maneira absolutamente deturpada o sistema de ciclos, que acaba aprovando alunos sem nenhuma condição. Naquela época eu dizia que esses mesmos meninos chegariam, de alguma forma, ao ensino superior e todos os docentes desse nível de ensino (alguns que defendiam ferozmente os números da educação e as fórmulas milagrosas para gerir o caos) sentiriam na pele o resultado da política pública do número em detrimento da qualidade. Pois bem. Eles (os alunos) chegaram. E agora sento e observo nos meus colegas Prof Dr (mesmo que se achem superiores as “tias” da base, são colegas de profissão sim!) o mesmo desespero e indignação que senti a 12 anos atrás. E agora? Vamos criar o sistema de ciclos universitário? Não, espere ai, ele já existe em muitos lugares!
        Preocupados com a pesquisa muitos docentes deixam a docência aos cuidados dos monitores, mestrandos e doutorandos, por vezes aos cuidados de ninguém. A mídia já achou o resultado desses 12 (ou mais) anos.
        O Jornal Nacional dessa semana anunciou que os universitários não estão conseguindo passar nas seleções de estágio pq não dominam o idioma. Não sabem ortografia, concordância, não sabem organizar as idéias num texto…
        O Jornal do Commércio publicou que tem médico fazendo diagnóstico com a ajuda do Google.
        O exame da OAB é outra comprovação da desgraça instituída.
        Soluções:?
        Quem as tiver me avise. Irônicamente acao sempre lembrando de Raul Seixas : “Eu devia estar contente, pq tenho um emprego, sou um cidadão civilizado e ganho 4 mil cruzeiros por mês…???”

  • Esta semana saiu uma pesquisa divulgando que a chamada classe C (ou nova classe média) tinha batido o recorde em consumo.

    O governo, é claro, maliciosamente, de olho nos efeitos políticos da pesquisa, disse que as “novas possibilidades de compra” da deslumbrada classe C só foram possíveis graças ao espetáculo que foi a política econômica implementada pelo governo.

    Acontece que o IPEA alterou os critérios da metodologia para classificação de classes sociais. Na prática, baixou-se o valor da renda para a pessoa ser considerado classe média. Desse jeito, mais pessoas passaram a integrar a chamada classe média, não por que estão ganhando mais, mas por que o critério da renda foi alterado para menos.

    O melhor termômetro para se medir a robustez da economia é o nível de endividamento ou inadimplência (calote) da população. Parece lógico que, quanto maior a tendência de endividamento, menor a musculatura da economia (Pessoas não honram as dívidas, comércio e indústria demitem e a produção cai.)

    Claro que o governo não gosta dos dados sobre inadimplência, por que nega tudo o que o governo se esforça em fantasiar, mas olha aí como a quantas anda a real situação do bolso do brasileiro:

    http://g1.globo.com/economia/seu-dinheiro/noticia/2011/06/inadimplencia-sobe-para-maior-nivel-desde-fevereiro-de-2010-diz-bc.html

    Ou seja, a ” nova classe C” tá comprando mais, mas tá pagando menos. O cara leva pra casa, mas não paga, simplesmente, por que não tem dinheiro, já que compra 1 e paga 3 nos juros e nas intermináveis parcelas. É uma ilusão de falsa aparência que as pessoas estão melhorando de vida por que tem uma geladeira, fogão ou celular novo.

    Bem mesmo no Brasil, só estão os bancos e empreiteiras cujo dono é amigo do governador. Esses aí não tem do que reclamar. Só querem saber de comemorar o “progresso” em resort de luxo passeando de helicópetero. E tem aqueles, extremamente competentes, que dão consultoria especializada e também estão “ampliando suas possibilidades de compra”.

    E o que isso tem a ver com educação?

    Sem investimentos pesados em educação, o Brasil vai estar sempre na sombra dos verdadeiramente desenvolvidos e ricos.

    Educação cria reais oportunidades para as pessoas pois as liberta. Liberta da dependência deletéria do Estado.

  • Educação deve ser visto, antes de tudo, como um problema econômico

    É um problema social sim. Antes de tudo. O erro esta sempre em querer entrar no pensamento que qualquer serviço publico da lucro ou não e no caso estamos gerindo estado e não empresa e trabalhamos com princípios e não metas

    • Diga isso as OSs que estão gerindo as UPAs de Dudu!!!!

  • Por que não ver a educação como uma questão socio-econômica?

    É visto que, quanto mais educada a população, melhores os indicadores sociais e econômicos de uma determinada região. Isto pode ser bem observado nos países citados no texto. A partir deste entendimento é possível que deixemos de lado as questões ideológicas e políticas e passemos a dar valor ao que realmente importa, a melhoria da qualidade de vida da população e dos serviços e produtos gerados a partir das nossas empresas.

    Concordo que o Governo Federal deva ser responsável pelo direcionamento estratégico de longo prazo para a nossa educação, com metas bem claras para atingirmos um nível superior de educação (aumento do número de patentes registradas, erradicação do analfabetismo, melhoria no posicionamento nas avaliações realizadas por órgãos internacionais etc.). Mas o mais importante é que ocorram ações eficientes organizadas do ‘meio’ da pirâmide na direção dos extremos. Desta forma, representantes locais das empresas, prefeitos, governadores, organizações sociais locais e representantes da sociedade poderiam pensar em ações regionais, que são mais fáceis de serem implementadas e levam em consideração, de forma mais consistente, as necessidades locais. Assim os resultados serão ao mesmo tempo imediatos e perenes.

    Podemos ver isso numa ação exemplar que se iniciou no Rio de Janeiro, o Ensina (www.ensina.org.br): uma ação organizada por empresas e sociedade local com o objetivo de mudar a realidade de determinadas comunidades. Por que as empresas fazem isso? Para que haja profissionais mais desenvolvidos no mercado; para que a renda média da população aumente – e, conseqüentemente, haja melhoria na capacidade de compra. Por que a sociedade investe nesta ação? Para que os índices sociais melhorem; para que haja menos violência; para que haja mais respeito às leis. E a lista de motivos favoráveis é praticamente infinita.

    Seria interessante caso ações como esta, sempre adaptadas às realidades locais, pudessem se espalhar por outras regiões. Sem dúvidas veríamos melhora clara na vida de toda a população.

  • As “elites”? Pelo amor de Deus Pierre, esse tipo de palavra não está mais no contexto apropriado, achei que tinhamos passado essa fase.

    Em vez de prestar esse desserviço, porque não dizer que a educação não é importante para os políticos e não as elites, afinal quem são as elites? Eu? você? Os “demotucanos”? E os “paloccis” da vida? Eu diria que as “elites” no Brasil são aqueles que sobem ao poder, todos eles, sejam de que partido forem e não uma classe social bem estabelecida!

    Que fique bem claro, investir em educação não dá resultado político em tempo suficiente e dizer que o bolsa-família é um programa estabelecido é ser muito ousado porque o mesmo dá resultado de votação imediato!

  • Acredito que seja necessário sim pensar em educação como um problema econômico, mas isso para convencer as elites de que devem investir nela. Porém, não se pode perder de vista a qualidade que terá essa educação.
    De que nos valerá ter pessoas formadas e treinadas apenas para produzir e consumir? Devemos lutar por uma educação crítica, onde as pessoas possam ter suas próprias ideias e buscar um conhecimento que vá além dos livros. Isso nos levará ao verdadeiro desenvolvimento. Porque até aqui temos confundido-o com puro consumismo.

  • Quando o povo estiver educado, independente da motivação e interesses por traz dessa educação, o país inevitavelmente vai ter progresso e desenvolvimento (não só crescimento).

  • “o mundo joga o jogo da elite”.

  • Encontre o erro de concordância:

    “Educação deve ser visto…”

    • Encontre a falta do que fazer:

      “Encontre o erro de concordância:

      “Educação deve ser visto…” “

    • Nunca ouviu falar em silepse?

      • isso é doença???

        • =P O comentário era em resposta ao do desocupado Peixoto

  • Depois que eu soube que o Colegio Contato é a versão Século 21 do que foi o Carneiro Leão e Colégio Elo nos anos 80, seja ensino publico ou particular, as gerações que estão vindo por aí estão sem base alguma.

    Me dá arrepio quando falam em cursos de graduação de curta duração, faculdade pela internet e vestibular agendado.

    O Chile tem uma desvantagem territorial terrivel, mas, é aquela coisa, de repente por isto que os Chilenos, diantes destas limitações buscaram compensar estas limitações dando educação decente ao povo, respeito aos professores e uma economia fortalecida.
    Como o Brasileiro tem (sempre teve) tudo em abundancia (territorio, praia, recursos naturais, etc), deve ser por isso que a educação não interessa tanto.

  • Adorei você falando do Modelo de Crescimento Econômico de Solow! Ótimo texto, Pierre.

  • Pierre, eu entendi a proposta do post, mas o título pegou meio mal…
    Porque fica parecendo que você mesmo vê a educação como uma mera fábrica de assalariados e antes uma questão de crescimento econômico do que uma de ética, cidadania e livre-pensamento.

  • Gostaria muito de saber que elite e educação são essas de que se fala no artigo…

  • Antes de tudo gostaria de destacar que somos uma nação jovem quando a comparamos a nações como Alemanha e Koreia, quanto à Finlândia sua formação data apenas do século 19, contudo, desde a idade média a região existe como Estado por assim dizer. Então podemos dizer que temos uma nação jovem em relação aos países europeus.
    O Chile eu desconheço a história e o processo que está sendo desenvolvido então prefiro não comentar sobre ele.
    Somos um país que passamos por um longo período ditatorial e só recentemente redescobrimos a democracia para, a partir desse ponto começamos um processo de recuperação da economia que naquele período vinha de um processo inflacionário monstruoso. Dessa forma não podemos fazer comparações com os países citados que já tem um processo mais desenvolvido.
    Quanto ao Lula e ao Governo do PT não preciso fazer comentários mais elaborados, pois, este assunto parece não sair da boca da oposição. Podemos ver que já no 1º comentário o tema foi prontamente citado. O nível de sucesso de um governo é medido pelo grau de desespero da oposição e eu nunca vi uma oposição tão desesperada. A oposição faz mais propaganda do governo que o próprio governo.
    Quanto ao nível de endividamento, não sou especialista, mas acredito que seja apenas um dos indicadores de desempenho da economia e pode refletir muitas coisas além de que uma economia vai mal. Eu prefiro como indicador econômico o nível de produção industrial por exemplo.
    Eu acredito que estamos no caminho certo não podemos esperar que anos de desmazelos com o dinheiro público possa ser resolvido em poucos anos. Apesar de considerar errado o investimento em qualificação técnica, deveria dar enfase maior a educação de nível superior, ainda assim tenho esperança na recuperação deste país e, se não seremos uma potencia em um futuro próximo pelo menos seremos uma nação mais justa para seus cidadãos. Eu tenho esperança nisso.

    • A justiça petista é essa : Eles multiplicando patrimônio com consultorias e o povo que se contente com vagas em call center para pagar o “cursu superiô”!!

  • Querido amigo Pierre, além disso, tem algo que tem passado desapercebido aos olhos da maioria da população e que tem feito dezenas de jovens desistirem por falta de estrutura.
    As tais escolas técnicas do Tio Eduardo Campos, aquelas que ele prometeu, não passaram de simples fachadas.
    Sou aluno da Escola Tecnica Agamenon Magalhaes, e em menos de 8 meses de curso 90% da turma desistiu por que não existem livros na biblioteca, os professores são mal qualificados, não tem estrutura em equipamentos de informática nem de uso para cada disciplina, chegamos a trocar de professores 4 vezes e o curso está sendo uma decepção, se o objetivo era nos preparar para o mercado, tenho pena de quem está so contando com o curso do Tio Eduardo que de conteúdo so a Ementa, mais nada.
    Fico muito triste por que fui um dos que votei nele e gostaria de descobrir um jeito de aparecer na midia, seja filmando a biblioteca da escola sem livros, seja fazendo algo que realmente não passe no silêncio de sua gestão, uma turma de 45 alunos não tem nem 10 assistindo aula regularmente e nada é feito para mudar isso.
    Tio Eduardo só quer contar numeros, mas qualidade, nenhuma.

    • É o governo “socialista” que privatiza a saúde e termina de detonar a educação mas que sabe fazer uma boa propaganda. Votou ? Agora aguenta!!!! O lado “bom” é que vc não está aguentando sozinho!!!

    • Põe no youtube.

  • No início da década de 60 o magistrado catarinense Osny Duarte Pereira visitou a China e escreveu dois livros: Nós e a China e A China de hoje. Dizia ele que a China seria a maior potência do mundo porque em nenhum outro lugar ele vira tantas pessoas estudando matemática e outras ciências. Ele tinha razão. Dentro de 15 anos a China poderá superar até os EUA.

  • A cada texto de Pierre Lucena, percebo que ele não tem perfil para ser Reitor de uma Universidade Pública.

    Essa visão economicista, NEOLIBERAL, é incompatível com o interesse público e com uma universidade que valorize o ser humano e o espírito crítico do indivíduo.

    A opção por Anísio se mostrou acertada.

    • A visão socialista fracassada sempre deturpando.
      As pessoas precisam perder o medo que têm na “inciativa privada”, causa delírios.

    • O problema do Pierre aparetemente é outro, ser ou se fazer parecer ser adepto de certos modernismos pra agradar os esquedopatas, politicamente corretos e simpatizantes…

    • Não entendo porque “esquerdistas” que andam de ford, comem mc donalds, calçam nyke adoram criticar o capitalismo. A sociedades “igualitária” que eles sonham é a seguinte : Os salvadores esquerdistas (na verdade a neo elite formada pela companheirada) usufruindo de bens capitalistas enquanto todo o resto canta o hino ao deus comuna do momento enquanto remenda o sapato ou a roupa, ou enquanto aguarda na fila do ovo.

  • Gostaria de fazer um comentário em relação aos cursos de curta duração que foi questionado pelo colega Dalto. Os cursos de curta duração das instituições sérias são muito importantes pois colocam as pessoas rapidamente no mercado e foca em áreas especializadas. O problema é a má qualidade da educação básica.

    • Cursos de curta duração não deveriam ser considerados de nível superior e sim técnico, isso banalização.

  • Alunos desmotivados, Professores estressados, Gestores sem autonomia, esse é o verdadeiro panorama da educação publica, e o pior essa praga esta se alastrando para a rede privada. não falo porque acho ou porque li um artigo ou vi uma reportagem, falo porque vivo essa atmosfera.
    Isto é apenas o que se percebe munha visão superficial. Os alunos chegam a escola sabendo o que não querem, que é estudar, sem planos para o futuro, contentando-se com a ignorância. Os educadores vivendo a pior fase da história do professor, é desrespeitado pelos alunos, pais dos alunos e pelas politicas vergonhosas do nosso país. e por ultimo gestores que seguem um programa pedagógico falido, e não podem fazer nada por que o patrão gostou milhões com esses materiais didáticos que retardam nossas crianças. Para os senhores terem ideia, um aluno do 4º ano fundamental leva como tarefa de casa a seguinte questão: “Quantas silabas e quantas letras tem a palavra tartaruga?” O maior problema e a falta de comprometimento, por que dinheiro existe e muito. Com isto concluo que tudo relacionado a educação no brasil é paliativo. “Vamos erradicar a miséria e a pobreza, talvez até deixaremos de ser pobre e miserável, mas permaneceremos ignorantes”.

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MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).