Essa Rádio não pode ser a cara da UFPE

nov 27, 2010 by     88 Comentários    Postado em: Educação


Cauby Peixoto tem seu espaço garantido na Universitária FM

Um amigo meu costuma brincar dizendo que se você quer saber a “cara” da Universidade, deve escutar sua rádio.

Pois bem! Um sábado à noite desses, sintonizei na 99,9 FM, a Rádio Universitária da UFPE. O que se espera de uma rádio como essa? Programação voltada para universitários, já que é feita por universitários, antenada com a cultura local.

Pois a nossa Rádio Universitária FM, em pleno horário onde os universitários estão saindo para a diversão, estava tocando Julio Iglesias. Realmente, uma programação jovem e antenada com a cultura local.

Ontem a nova diretoria do Núcleo de Rádio e TV da UFPE, que assumiu após a queda do antigo Diretor, resolveu tirar do ar os poucos programas que arejavam o ambiente da programação do Século XIX. Os excluídos foram o Toca Raul FM e também o programa Retrovisor.

Faço rádio há alguns anos, como comentarista na CBN, e com um programa do blog na Rádio Olinda, sempre como voluntário, e sei que não é preciso muito para uma rádio melhorar sensivelmente. A Rádio Olinda é um exemplo disso. Estava aos cacos, e desde fevereiro deu uma forte repaginada na sua programação e requalificou a rádio.

O antigo Diretor estava tentando melhorar a programação, inserindo novos programas no ar, o que era insuficiente, mas tentando melhorar. Com sua saída, e a entrada do novo Diretor, que não tem nenhuma relação com comunicação, o desastre era iminente.

Conversando com alguns jornalistas que faziam os programas, soube que o argumento era a não formalização de um convênio. Pura desculpa, pois bastava formalizar um documento. A verdade é que se renderam aos interesses de alguns poucos que comandam a Rádio há décadas, como se aquilo não fosse uma concessão pública.

A verdade é que as Rádios e TV da UFPE são tratadas apenas como um peso pelas diversas reitorias. Nunca enxergaram lá como potencial de difusão do conhecimento e da cultura. No programa de gestão do atual reitor, um documento com várias páginas, nem uma linha era destinada ao Núcleo.

Como estou organizando com outras pessoas o Movimento Nova UFPE, estão nos perguntando a proposta para a Rádio Universitária, e posso afirmar que esta é de mudança profunda na sua concepção.

Para começar, é preciso dar o mínimo de decência à estrutura atual. Neste ano a Universitária AM ficou fora do ar por alguns dias porque um transmissor de R$ 150,00 havia queimado. Os próprios funcionários fizeram uma cota para comprá-lo.


Raul se revira no túmulo, após ser  trocado por Cauby Peixoto.

Em relação à programação da FM, esta precisa de uma completa reformulação. É preciso lembrar que ela é uma rádio escola, feito por universitários, voltada para eles. Deve ser pioneira e protagonista da cultura local. Não quero dizer com isso que deve apenas ficar tocando música pernambucana, mas que esta deve ser inserida em uma programação atraente, para evitar que a música pernambucana estoure primeiro no sudeste, para só depois ser ouvida aqui.

A programação atual da FM reflete na sua audiência atual, que é traço no Ibope. Do jeito que está, não influencia em absolutamente nada na cultura local. Fica uma salada de programas sem coerência, perdendo a sua identidade principal, que é a própria Universidade.

Por mais que tenha gente que goste de Ray Conniff, Julio Iglesias e Cauby Peixoto, estes devem ter outro ambiente de divulgação.

E neste caso meu amigo tem até alguma razão. Essa rádio tem a cara da universidade morta que não queremos mais.

88 Comentários + Add Comentário

  • Pra começar: Pierre Lucena à frente da rádio, e estamos resolvidos.

    • Rádio Universitária praticamente só pra música é muito pouco.
      Temos uma exelente oportunidade para uma mudança de verdade.
      Com o trânsito piorando, ficamos cada vez mais dentro do carro e ouvindo rádio.
      Adoraria que a Radio Universitária fosse uma rádio com uma programação do tipo da CBN, só que independente, fazendo um contraponto às opiniões impostas pela grande mídia, o tão conhecido PIG.
      Acho que muita gente pensa dessa forma e sente falta de uma rádio mais independente e plural. É audiência certa. Está faltando outra rádio que toque notícias e etc.
      Existe a necessidade de se fazer esse contraponto, ou então vamos continuar ouvindo os comentaristas do PIG conduzindo as informações em prol de interesses escusos.
      Uma rádio unversitária é o local ideal. Isso é educação.

  • Os “jovens saindo para a diversão” estão preocupados com Júlio Iglesias, Cauby Peixoto? Essa observação equivale , em inverossimilhança, à lorota da bolinha do Serra.

  • Musica pernambucana?!?!?!?

    Alguem já disse: Só há duas especies de musicas: musica boa e musica Ruim….

    Tem muita “musica pernambucana” boa. Mas tem muita ruim também….
    Uma musica deve ser considerada boa não por ser pernambucana ( ou mineira, ou amazonense, ou gaucha….), mas por ser boa.
    Simples assim….
    O bairrismo é uma merda!

    • excelente argumento, Emanuel.

      Chauvinismo fode esse país

      • Valorização da cultura local, em tempos de globalização que tenta uniformizar as diferentes culturas não é chauvinismo, é resistência.

        Obvio que tem que haver a valorização da música pernambucana, afinal é a UFPE. Por outro lado, não se pode se limitar a isso e tenho certeza que essa não é a ideia do projeto.

        há braços

        • * não pode se… (corrigindo)

        • ô Pedro,
          Resistência a quê?

          à Globalização????

          Ok, ok…
          É preciso “resistir” a alguma coisa, sempre!
          Se não fica sem graça, né?

          Mas, vem cá…
          A Musica feita no Rio é musica “carioca”?
          As canções de compositores paulistas ou radicados em São Paulo são musicas “paulistas”?
          Ah sei… São os grandes centros difusores, não vale… ok, tudo bem…

          Mas a mesma pergunta vale para Minas, Goias, RS e até mesmo a Bahia com seus axés e dancinhas das galinhas, jacarés e outros bichos….

          Enquanto a “musica pernambucana” for tratada como tal, protegida como tal, tocada como tal, não passará disso: “musica pernambucana”.

          PS- Dar uma força aos artistas da terra que ainda não alcançaram os grandes centros difusores é outra conversa…
          Se deve fazer isso não porque façam musica “pernambucana”, mas na medida em que façam musica boa, que mereça ser tocada, que mereça ser ouvida….

          PS- Uma das dificuldades do Frevo é justamente a quantidade de gente que quer “proteger” o frevo….

    • Musica boa é o que não falta em Pernambuco, o que falta é rádio e televisão!

  • O Felipão, ex-técnico da Seleção, está pagando o maior mico com uma história sem lógica e inventada. Sabe como é, coisa de palestrante, que adora aqueles macetes divertidos, pra depois sair como especialista que enebria auditórios. Jovem ligados em rádio, na hora que saem para a diversão? Parece que estou vendo o campus tomado por estudantes com um radinho no ouvido. Serra, na fixação pela presidência, prometeu até 13º para o Bolsa Família. A cadeira da Reitoria está fazendo da FM Universitária a “geni” da vez. O que será mais fácil de encontrar, o jogador do Felipão que se “recusou a cobrar um pênalti” (coitado, nem estava em campo) ou um jovem universitário ouvindo a FM da UFPE?

    • Sei lá, eu sou jovem universitário e às vezes escuto CBN. Acho que o que o Pierre tá dizendo é isso, se a rádio tivesse algo interessante talvez o jovem a escutasse.

  • Quem será esse “AMIGO”? Será um daqueles dois “insuspeito” e “isento”?

  • Tiraram o Toca Raul? putssss perdeu minha audiência, só escutarei o programa do Ivan Ferraz agora…

  • Vale salientar que diversas áreas musicais possuem pernambucanos que estão fazendo sucesso.

    Hoje em dia temos DJs que já são conhecidos internacionalmente e que começaram nas boates de Recife.

    Diversas bandas, de estilos variados, também com uma boa fama, e sempre temos grandes talentos que tentam aparecer no mercado e acabam sendo engolidos por bandas de outras regiões.

    Além da música ainda temos alguns comediantes que com certeza estariam presentes em uma rádio voltada para universitários.

    Sem contar a quantidade de empreendedores, pesquisadores e estudantes com ideias excelentes que podem ser entrevistados em uma rádio.

    É algo simples, basta ter alguém com vontade o suficiente para realizar um trabalho de qualidade, e não ocupar um cargo por obrigação ou para ganhar um pouco mais no final do mês.

  • “Programação voltada para universitários”

    Vai tocar muito calipso e forró eletrônico então…

    “Realmente, uma programação jovem e antenada com a cultura local.”

    Esse programação aí é melhor do que uma de axé e pagode meloso…

    “Não quero dizer com isso que deve apenas ficar tocando música pernambucana”

    Pois não tem mesmo que mereça uma rádio assim.

    • *quem mereça

    • Não ouço rádio, no máximo a CBN… o resto é resto…

      Até pq meu gosto peculiar faz com que eu coloque o que quero ouvir, se não não vou ouvir o que quero…

  • A grande maioria dos universitários não está nem aí para RÁDIO e mais especificamente para A RÁDIO Universitária.

    Só escutam rádio em último caso (leia-se estar sem PPV e não ter outra opção para ver o jogo do seu time de futebol)

    É evidente que a programação da Rádio Universitária precisa de reformas, mas não acho salutar tirar nomes cantores “clássicos”/”antigões” da programação. Tem que se dar valor ao que é bom do passado (isso vale tbm para as músicas clássicas q eles às vezes tocam).

    Tem que haver uma mescla saudável entre o velho e o novo; o antigo e o atual; o clássico e o popular.

    • De vez em quando eu escuto rádio no carro.

    • Os clássicos Cauby Peixoto e Julio Iglesias?

      • É melhor que calipso ou zé do morro…

        • ou joão do morro.

        • Isso é verdade!

      • Se é pra tocar musica pernambuca, bota um brega do Rei Reginaldo Rossi!

      • Na verdade, não escuto música e não teria interesse nisso, levo minhas próprias músicas no pen drive. Só escuto CBN. Me interesso mais por economia e política.

        E para contrariar a música que eu gosto mesmo é Nelson Gonçalves, Noel Rosa, Cartola, Orlando Silva.

        • Henrique, realmente, uma programação jovem e antenada com a cultura local, kkkkkk

          É isso aí cara, e como já foi dito tem que tocar de tudo mesmo, porém que seja boa música.

          Adorava aquele programa de música clássica que tocava no horário do almoço, era ótimo pra relaxar, nem sei se ainda existe.

  • Já morei no Rio Grande do Sul e era incrível como as rádios universitárias de lá tocavam mais musica pernambucana do que pode-se escutar por aqui, em todas as rádios juntas. Seria um canal importante para a difusão da cultura pernambucana.

    • Tem razao, Pedro! Moro aqui em Porto Alegre e tem um bom exemplo de radio universitaria: a UNISINOS FM, que tem uma programacao bastante ecletica, desde radio novela com textos de LFVerissimo, especial musica classica, Beatles e muita, mas mt novidade musical. Ja escutei Otto, Lenine, Mombojo, Eddie, etc.
      Claro que uma radio universitaria tem de abrir a programacao para o q se faz de novo, tanto na cidade como no mundo. Nao é bairrismo, é uma forma de divulgar a propria cultura, com entrevistas, critica musical, etc.

      • Cara, estava me referindo justamente a UNISINOS FM. Nação Zumbi e mundo livre tocam direto, aqui pra encontrar essas bandas na rádio é um parto.

        Na verdade, essa questão de música também é uma questão é auto-afirmação da identidade de um povo, uma cultura. Cara, tem mais música em inglês do que em português em rádios no BRASIL! E ainda acham isso normal…

  • Pronto, Pierre tá parecendo o Robson. Elegeu pegar no pé da rádio Universitária.

  • A pergunta que não quer calar: quem escuta a Rádio Universitária?

    • EU ESCUTO ,E OLHA QUE NAO SOU UNIVERSITARIO VISSE.

    • Escuto e só tenho 25 anos, prefiro essas rádios do que o IPOD e Iphone de Steve Jobs

  • Acredito Pierre, que quem estiver na frente do comando da Rádio e TV Universitária, traçar um bom planejamento com novas idéias na programação e com otimismo e perseverança junto com a equipe de trabalho colocar tudo em prática, a coisa vai em muito melhorar, não soménte para os Universitários, como para os demais ouvintes da rádio e tb telespectadores da tvu, o negócio é arregaçar as mangas e trabalhar com inteligencia.
    No mais concordo tb com o comentário do Lucas Raphael acima.

    Abs

  • Sinceramente, nenhum jovem da ufpe escutar radio! Igual todos disseram só em ultimo caso! Quando não tem outro jeito mesmo.

    O que a radio universitario devia se preocupar em trazer para a população são musicas de bom nivel e conteudo educativo de uma forma divertida.

    A unica pessoa que conheço que escuta a universitaria é minha mãe porque ela gosta de arrumar a cozinha ouvindo musica classica. E ela ficou irada quando teve essa reformulação e tiraram uma das faixas de musica classica dela! ahsuasuh

    Então antes de ficar com esses blablablas deviam perceber quem é o publico alvo de verdade da radio e não imaginar um mundo da fantasia onde os universitarios da UFPE escutam radio.

  • *escuta

    • Ora, música para integrar sociedade/universidade e não apenas universitários da UFPE. Eu só não escuto porque é muito ruim, se fosse bom, certo que escutaria…

  • Cara, vou ser sincero, não ouço muito as rádios, primeiro pq é um tal de Deus pra lá Deus pra cá, segundo que as não falam em Deus tão tocando brega, forró universitário ou axé e pagode.

    Quando ouço rádio, vou direto pras rádios AM ou então vou direto pra uma rádio FM que antigamente era uma das últimas da lista de frequência (acho que era 107,9 mhz). Caso essa seja a Rádio Universitária, gostava muito de sua programação MUSICAL, músicas antigas e bonitas, as quais não se escuta mais em rádio alguma.

    Fico triste em saber que tiraram o programa do Raul, mas não concordo com esse papo de pernambucanidade pra lá e pra cá.

    Podem até dar prioridade pra cultura local, mas desde que o que for ruim seja considerado ruim e não vá pra rádio, e o que for bom seja assim considerao e tocado. Senão vai ter gente afirmando que tem que tocar Selma do coco e Gretchen ¬¬. PAraí ô.

    Pierre, tô te acompanhando que nem novela meu caro. Abra teu olho, pq quando você se tornar Reitor (caso se torne. Deverá, inclusive, ser o mais jovem Reitor de uma Federal :P ), eu vou ficar vendo o que o senhor tá fazendo ou deixando de fazer. Vou lembrar das críticas e da falação e vou ver se ficou só na conversa.

    Outra coisa, a Federal tem problemas maiores e nós seus acompanhantes de Blog merecemos assuntos mais interessantes. Faça-nos esse favor ;) .

    Vamos voltar a tratar da CTTU, quem sabe mexendo nesses assuntos você até não vira vereador, prefeito, deputado. Já caiu nas graças até do Lula e do Paulo henrique amorim uhauhauhauhauha. Se dilma ganhou a presidência por causa de Lula, é capaz de você conseguir sem nem ser Ministro antes. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk[

    Vamos lá, muda a pauta.

    • A 107,9 é a Tribuna. A Universitária é a 99,9.

      • Mas sempre foi assim??? mesmo há cerca de 2 ou 3 anos??

  • Alienados os que falam que nenhum jovem da UFPE escuta rádio.

    Sinceramente…

    • Não, não… acho que não é uma afirmativa geral, mas uma opinião. Eu mesmo, como disse, não escuto. Mas, também, não conheço ninguém que o faça…

  • Não sou jovem nem universitário, escuto rádio no carro, como o trânsito não anda, escuto dada vez mais. Realmente a programação da rádio universitária é muito fraca, poderia ser muito melhor, tocar musica de qualidade do mundo todo com destaque para a musica pernambucana e sua diversidade. O demérito de programação ruim não é exclusivo da universitária a maioria é de péssima qualidade, mas a universitária poderia fazer a diferença, certamente se os estudantes e mestres da comunicação estivessem a frente da emissora a coisa seria diferente.

  • “Universitária” é apenas um conceito, não que estudantes universitarios tenham de ouvir uma rádio universitaria.
    A programação é ruim talvez pq quem produz a programação não tenham uma formação consistente sobre o meio.
    A programação deevria ser apontada para a – boa – musica regional. Mas não podemos negar que Cauby Peixoto é um ícone da música brasileira.
    Mais do que Robert Plant, por exemplo, que os tietes adoram fotografar-se side by side.

  • A CARA DA UNIVERSIDADE – UFPE – É A CARA DE LULA (QUE SERÁ A MESMA CARA DE DILMA) – APARELHADA – , COM REITORIA, PRÓ-REITORIAS, CENTROS, DEPARTAMENTOS DE ENSINO, NÚCLEOS, FUNDAÇÕES E ASSOCIAÇÕES AGREGADAS, TODAS……….A-PA-RE-LHA-DAS. !!!!!!!!!!!

    • Nós podemos impedir isso, rapaz – ao menos na nossa UFPE.

  • As rádio transmite as músicas que as pessoas possam e querem ouvir. A cultura local deve se disseminar por anseio dos ouvintes e não por demagogia cultural…

  • Sinceramente esse texto soa bastante hipócrita.

    “O antigo Diretor estava tentando melhorar a programação, inserindo novos programas no ar, o que era insuficiente, mas tentando melhorar.”

    Se sabiam ou acreditavam que Alexandre Ramos, o antigo diretor, tinha alguma noção ou perspectiva de mudanças pra rádio, então porque deliberadamente fizeram aquele debate, ou melhor ataque, na Rádio Olinda falando mal da Universitária FM? Agora é fácil chegar, posar de guardião do bom senso e dos interesses da comunidade cultural pernambucana e chutar cachorro morto.

    Se esse novo diretor é uma mala e já está mostrando a que veio, então que ótimo que todos percebemos isso. Mas quando estava começando a ter uma luz no fim do túnel vem os caranguejos no balde e puxam o pé de quem tá querendo subir.

    Não se preocupe, Pierre. Quando você chegar a vidraça, mais gente vai querer encontrar defeito no que poderá vir a fazer.

  • Sou estudante de radialismo da UFPE, mas existe uma barreira enorme entra nós e as rádios universitária AM e FM, o mínimo de estudantes são absorvidos por elas, quando deveriam ser todos, e esses são obrigados a apenas reproduzir… LÁ DEVERIA SER NOSSO LABORATÓRIO. É uma rádio universitária que não é feita nem pra universitário, nem por universitário!!!

    • Eita, chegou Paulo André, agora com pseudônimo feminino. Cuidado que no seu caso a barreira pode ser de QI.

  • Olá Pierre e pessoal do Acerto de Contas,

    Não vejo problemas em a Rádio Universítária tocar Caubi Peixoto e Julio Iglesias. A questão é que, sendo uma rádio universitária, deveria ser mais plural e tocar músicas de vários gêneros e estilos. Também não acho que a rádio, por ser da Universidade, tem que ter uma programação voltada para os “jovens”. A UFPE não é feita apenas por jovens e restringir a programação de uma rádio pública à “música de jovem” é muito pouco.

    O fim dos programas Toca Raul e Retrovisor é ruim porque faz da rádio menos diversa, menos plural. A rádio Universitária FM tem uma tradição, ouvintes tradicionais também. Acho que deveria ter espaço para todos na sua programação. É esta a minha crítica maior.

    A mesma que faço a TVU, que tem repetido programas jornalísticos gravados há mais de 10 anos, totalmente desatualizados; que em vez de informar, desinformam o telespectador.

    Como meios de comunicação públicos, as rádios e a TV universitárias deveriam estar preocupadas com a pluraridade de pessoas que formam a sociedade. Deveriam ter a produção local também, mas não apenas a produção local. Deveriam ter mais a universidade (estudates, professores e funcionários), mas não apenas estes.

    Não é o “Almoço Musical” que faz da Rádio Universitária ultrapassada, nem é o programa de Samir Abou Hanna e os debates sobre futebol que fazem da TV Universitária igual a outras TVs comerciais. É a existência apenas destes modelos que faz com que não cumpram o papel de TV e rádios (incluindo a Universitária AM) públicas e educativas, espaços de criação e desenvolvimento do diferente e não apenas do “novo”.

  • Discussão que nao vai levar a lugar nenhum

    Melhor falar dos buracos que a COMPESA abre e depois não FECHA.

    • e que duas garotas morreram por causa deles ¬¬.

      Ao invés de abrirem só quando fore consertar e fechar em seguida, não. Eles abrem e deixam lá porque QUANDO forem fazer alguma coisa, já tá aberto.

      Pensamento de órgão incompetente, que espelha uma cidade sem gerência.

  • Pierra, falar em “reformulação” na rádio Olinda com Adherval Barros de diretor é uma piada. E esculachar a Universitária por tocar Júlio Iglesias em detrimento da cultura local é outra maior ainda.

    Talvez, esteja chegando a hora de você tomar um “simancol”, não? E ainda acreditar nas babozeiras de Rogê??? Daqui a pouco, vão chamar o capitão Nascimento pra vocês…

    E tem mais: não se esqueça que o público que lê este blog não é tão desinformado assim e sabe muito bem do que está por trás das suas opiniões….

  • Dr. Pierre, assim vosmicê cairá no ridículo, como observou Francisco Cunha. Um dia a rádio é sucateada, noutro o sr lamenta a saída do diretor; em seguida, o substituto é que é o satanás. Liguei para uma agência de publicidade, que não confirma ser a audiência da rádio próxima de zero, traço, como o dr. Pierre repete exaustivamente. Era esquisito mesmo imaginar que programas como o de Ivan Ferraz, o de Zé Mário, ou, de Roberto Sousa, até o odiado Almoço Musical, não tivessem audiência. Moral da história, uma mentira como premissa liquida qualquer pretensão, seja de Reitoria ou de
    comunicador nas horas vagas.

  • Eita nós
    As futuras viúvas da rádio estão nervosas.
    Só não falo que foi Ascendino que mandou escreverem porque este não sabe nem o que é computador. Talvez o bisneto saiba.
    E vem coisa pior por aí.
    Vem aí o jantar musical, com Asscendino de DJ.

  • Para completar o nível de incoerência só faltava chamar Pierre para cuidar da parte de jornalismo da rádio!!! Um dia ele iria reclamar de algo e no outro iria reclamar de quem reclamou!!!! hahahahah. É mole mais sobe!!!

  • Se alguém tiver o que comemorar, esta é a hora: o programa de Samir Abou Hana foi tirado da grade da TVU.

    http://twitter.com/#!/ternurinhha/status/9306791691157504

    Se na rádio ainda tem Ivan Ferraz, Almoço Musical e Hugo Martins, a TVU pelo visto só vai agora retransmitir a programação da TV Brasil.

  • Com o trânsito piorando, ficamos cada vez mais dentro do carro e ouvindo rádio.
    Adoraria que a Radio Universitária fosse uma rádio com uma programação do tipo da CBN, só que fazendo um contraponto a essa rádio que toca as notícias com enfoque do PIG.
    Acho que muita gente pensa dessa forma e sente falta de uma rádio mais independente e plural. É audiência certa. Está faltando outra rádio que toque notícias e etc.
    Existe a necessidade de se fazer esse contraponto, ou então vamos continuar ouvindo os comentaristas do PIG conduzindo as informações em prol de interesses escusos.
    Uma rádio unversitária é o local ideal. Isso é educação.

  • Pierre, faz assim.

    Mude tudo, mas não tira o “Almoço Musical” não.

    Abraços,

    Dalto Pessoa

  • entre essa nova cena musical pernambucana e caubys e iglesias da vida, fico com os velhotes.
    Ha anos que a rádio universitária toca essas bandinhas daqui e nanda acontece, ninguem ouve, ninguem gosta.
    Modernidade é ouvir os clássicos!

  • Como se não bastasse a geração edital na música, com bandas de qualidade duvidosa viajando nas tetas da dinheirama pública, agora temos os blogs de edital, como este. O profeta (Pierre) some da sala de aula e dana-se a falar asneiras sobre o velho rádio e a resistente Universitária. Elogiar um esquematoso como Adherval Barros é viajar na maionese. A Olinda só tinha graça quando Geraldo era de lá e danava palavrão no prás freiras rirem nos conventos. Quanto custa o prograinha de vocês lá ou é na valsa como querem prás públicas?

    • Que eu saiba, o blog nao ganha nada da Rádio Olinda.

      Sostenes é mais um perto de perder a boquinha, por isso o surto.

  • Essa conversa de “música pernambucana” ou “valorização da música pernambucana” é só uma forma de enrolar a parte bairrista (muita gente) da população Pernambucana, ou universitária, como queiram. O que as rádios locais fazem quando querem que torcedor do Náutico e do Santa Cruz torçam para o Sport ?
    “Vamos torcer pelo futebol de Pernambuco” ou “É pernambuco”. Mas o fato é que quando o Sport leva fumo a própria imprensa pró-Sport torce para que os 2 acima levem bomba, também. Quem é que liga rádio atrás de música pernambucana ? É a exploração do “bairrismo” com segundas intenções.

  • Homônimo burro, tá vendo tudo invertido. A pergunta do outro aí foi quanto paga, não sobre ganhos. Puft!

  • É! a rádio olinda deve ter melhorado por causa da vasta experiência de Pierre, há,há, há …

  • Está na página principal da ufpe: Lançamento em mp3 (pirata?) do cd do almoço musical hoje (30/11) às 17:00hr no hall da reitoria com a presença do reitor. Essa rádio é sim a “cara” da ufpe!!! Aguardem, vem aí o “BOA NOITE, BOA NOITE MEEEEEEEEEEEESMO!!!

    http://www.ufpe.br/agencia/index.php?option=com_content&view=article&id=38834:cd-registra-repertorio-do-almoco-musical-da-radio-universitaria&catid=93&Itemid=72

  • Está na página principal da ufpe: Lançamento em mp3 (pirata?) do cd do almoço musical hoje (30/11) às 17:00hr no hall da reitoria com a presença do reitor. Essa rádio é sim a “cara” da ufpe!!! Aguardem, vem aí o “BOA NOITE, BOA NOITE MEEEEEEEEEEEESMO!!!

    http://www.ufpe.br/agencia/index.php?option=com_content&view=article&id=38834:cd-registra-repertorio-do-almoco-musical-da-radio-universitaria&catid=93&Itemid=72

  • Para um candidato a Reitor de uma instituicao como a UFPE, o sr. Pierre Lucena deveria deixar de ser o rei da leviandade. Tentaram inúmeras atitudes imbecis com o Presidente Lula e tudo só serviu para que a sua popularidade aumentasse e ele se firmasse como um bom Presidente. Vá trabalhar de verdade em prol da UFPE e largue de besteira. Agindo assim o Doutor Pierre Lucena terá pontinhos de votos e pouca audiência. Ninguém houve bobagem!

  • Samir Abou Hana deixa a TVU

    Aliás, a televisão, canal 11, já vinha deixando Samir há tempo. Há mais de um ano, Samir Abou Hana não recebia um centavo das comissões que ele carreava nas publicidades para manter o programa. Para falar a verdade, ele estava pagando para trabalhar. Pagava inclusive os auxiliares que faziam o programa com ele. O reitor da Universidade Federal de Pernambuco, responsável pela TV, Amaro Lins, nunca se interessou em resolver o problema.

    O estúdio sem ar condicionado foi motivo de comentário da imprensa nacional na ocasião em que o presidenciável José Serra esteve no programa. A presidente eleita Dilma Rousseff foi aconselhada pela sua assessoria a não ir ao programa pela dificuldade de se respirar no estúdio sujo, empoeirado e mal cuidado.

    Recentemente, consertaram o ar refrigerado, que trabalha um dia e passa o resto da semana parado. O cenário do programa há muitos meses não existe. O programa de maior audiência do canal 11, há meses, estava sem cenário. Que coisa horrível!

    Certo dia, Samir apresentou o programa e a abertura foi escondida de propósito para prejudicá-lo. Quem foi? Alguns funcionários despeitados com a grande audiência de Samir e querendo irritá-lo. O apresentador denunciou no ar, durante o programa, o que acontecera. No dia seguinte, a abertura apareceu, mas a diretoria nenhuma providência tomou para apurar o fato.

    Na TVU há funcionários brilhantes, competentes, mas existe também o corporativismo de alguns que não gostam de trabalhar, que passam o tempo esperando a aposentadoria e têm horror de assumir responsabilidades. As salas e corredores viraram centro de fofocas. Alguns responsáveis são prejudicados pelos que não querem nada com nada.

    A grande audiência de Samir incomodava os que não queriam ter trabalho na televisão. E o pior: fizeram de tudo para Samir se irritar. No entanto, a diretoria do canal 11 jamais o chamou para botar os pontos nos is.

    Existe uma intenção de deixar a programação do dia todo com a TV Brasil, o que seria uma forma de não ter trabalho local, ou seja, receber os salários e não fazer nada. A lei Federal proíbe isso, mas o Ministério Público ainda não atinou para esse detalhe.

    Os diretores nomeados para a emissora são da confraria do reitor e de uma professora que, dizem, almeja a vice-reitoria. Televisão não pode ser, principalmente sendo pública, dirigida por quem não sabe nada sobre televisão. É por isso que o serviço público não funciona a contento no Brasil.

    A TVU é um lastimável exemplo disso. Lá, só se fala em novos equipamentos que estão sendo doados, mas, e a programação? E como é que se leva cultura ao povo de uma forma que o povo não consegue assimilar?

    Um profissional do quilate do Samir, pela sua história de comunicador social, pela sua credibilidade e sucesso há anos, claro, precisa tratar os assuntos do seu programa com quem realmente tem capacidade para dialogar.

    Agora, Samir Abou Hana vai reforçar o seu trabalho na Rádio Planalto AM 950, das 5h às 11h da manhã, e aguardar um convite para estrear em outro canal de televisão no ano que vem.

    Por Pierre Lucena
    Postagem Gabriel Diniz

    • so faltava esssa o dotô Pierre falar bem de samir endoideceu

    • roger leva a leda nagle do nordeste pra TVPE

    • Este texto não é meu, édo Blog do Magno

      • então existem dois pierre lucena, porque la cita seu nome?

        Agora, Samir Abou Hana vai reforçar o seu trabalho na Rádio Planalto AM 950, das 5h às 11h da manhã, e aguardar um convite para estrear em outro canal de televisão no ano que vem.

        Por Pierre Lucena
        Postagem Gabriel Diniz

  • Isso prof., o primeiro Samir a Direita nunca esquece. O home tem grandes serviços prestados a sua ala, desde os tempos remotos do golpe de 64. Ternurona pros dois.

  • pierre e suas pretensões ao cargo de reitor hehehehe que piada!

  • Só fico imaginando qual é a formação do diretor dessa rádio!!! Alguém sabe?

  • Era só o que faltava. Dizem que o novo diretor do núcleo é engenheiro elétrico e o diretor da rádio é técnico de áudio sem nenhuma formação na área de música. Só podia dar nisso!!! Eles vão cuidar da qualidade do som que a rádio produz (aí eles estariam tratando do que conhecem) ou da qualidade dos programas que vão ao ar (aí eles são COMPLETAMENTE leigos)????

    • Enxerga-se facilmente dose de preconceito em algumas intervenções, contra o idoso ou quem não for jovem, contra os não-habilitados em nível “superior”. A discussão está empobrecida, muito por interesse pessoal do próprio blog. Passei a acompanhar a Universitária a partir da berlinda imposta por vocês. Gostei. Ouvi frevo, forró, música diferente do que as outras tocam, o que já soa como milagre nesse país. No final da manhã, ouvi roqueiros soltos na buraqueira, promovendo eventos. Achei as vinhetas com padrão meio antigão. Acompanho rádio de todo o país depois da rede e posso garantir que no somatório a Universitária é boa.

    • OLA ABRACADABRA, E O ROGER DE RENOR QUAL É A FORMAÇÃO DELE PARA SER PRESIDENTE DA TVPE VOÇÊ SABE ???

      • dono de bar abestado

  • Procurei saber, parece que a mesma do diretor da rádio, ou seja, nenhuma. Nem na área de comunicação e o que é pior, nem na área de gestão!!!! Abril, estamos mal!!!!! É essa a cara da COMUNICAÇAO pública.

  • atenção jornalistas quem quer saber o verdadeiro motivo da saida de samir a leda nagle do nordeste (afirmação de roger de renor no programa acerto de contas na radio olinda apresentado por pierre) é so conversar com os funcionarios da TVU tem ate video, vai começar a tremer Samir?

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MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).